8 dicas para usar o LinkedIn profissionalmente

O LinkedIn foi ganhando espaço aos poucos até se tornar uma importante plataforma profissional que conecta candidatos e empresas ao redor do mundo. As facilidades que suas ferramentas de busca trouxeram ao processo de seleção fizeram com que a rede passasse a servir de recurso inclusive para recrutadores! Cerca de 42% deles já consideram a rede social como principal fonte de contratações.

Pode acreditar: de lá para cá, a identificação de candidatos mudou de 8 para 80. Por tudo isso e muito mais, é simplesmente fundamental construir um perfil adequado nessa plataforma. Assim, você aumenta sua visibilidade e fortalece sua imagem como profissional. Mas como usar o LinkedIn de uma forma séria e estratégica? Simples: aplicando os valiosos conceitos do marketing pessoal!

E você, já sabe usar o LinkedIn profissionalmente? Confira agora mesmo algumas dicas de como aproveitar todas as possibilidades dessa rede social para ganhar mais destaque no mercado!

Como criar um perfil atrativo?

No nosso “Manual de Boas Práticas do LinkedIn”, 10 dicas podem ajudá-lo a criar um perfil atrativo, mesmo que você já esteja empregado ou seja um empreendedor. Afinal, essa rede social é um espaço não apenas para conquistar uma vaga, mas também para criar conexões profissionais, gerar credibilidade e fortalecer a sua imagem no mercado. Confira!

1. Mantenha seu perfil atualizado

Um perfil completo e atualizado é indispensável para qualquer profissional que deseja manter seu nome no mapa. Por isso, não deixe de incluir informações realmente relevantes sobre sua trajetória profissional — de preferência, em ordem cronológica.

Além da formação acadêmica (graduação, pós-graduação, cursos de especialização e de idiomas, entre outros) e da experiência profissional, faça uma apresentação sucinta de suas habilidades e interesses. Em outras palavras: deixe claro ao recrutador por que você é um profissional digno da atenção dele!

2. Tenha bom senso ao escolher a foto

Nem é preciso dizer que, nos dias de hoje, imagem é (quase) tudo, certo? Por isso, a escolha da foto do perfil do LinkedIn é outro aspecto primordial. Diferentes áreas de atuação exigem distintos graus de formalidade, por exemplo. Independente disso, nenhuma delas dispensa maturidade, responsabilidade e uma boa dose de bom senso!

Isso quer dizer que escolher aquelas imagens que você costuma compartilhar no Facebook, no Instagram ou em outras redes sociais pessoais está fora de cogitação. Gosta daquela foto em que está com os amigos na praia? Melhor imprimir e pendurar na geladeira. Fotos com baixa resolução também estão proibidas, porque podem impedir sua identificação.

3. Inclua palavras-chave

Em geral, os recrutadores fazem uso de palavras-chave em suas pesquisas. Por isso, é importante incluir esses termos no seu currículo online, principalmente naquele espaço reservado para suas especialidades profissionais. Lembre-se de que esses termos devem estar alinhados com sua área de interesse e com o cargo pretendido!

Ferramentas como o Google AdWords, Keyword Tool e SEMRush podem ajudá-lo a escolher os termos de pesquisa mais utilizados e impulsionar o seu posicionamento diante dos outros perfis. Vale a pena usar essa estratégia!

4. Recomende e seja recomendado

Aos olhos dos recrutadores, as recomendações também costumam colaborar (e muito) para alavancar o processo de seleção. Dessa forma, comentários positivos vindos de antigos chefes e de ex-colegas de trabalho podem fazer toda a diferença na competição por uma vaga.

Aqui, vale ressaltar: a maneira mais eficiente de obter uma boa recomendação é justamente recomendando outros profissionais — desde que sempre com base no mérito, na competência e nos resultados obtidos por eles. Não se esqueça de que uma rede social como o LinkedIn, obedece ao espírito da cooperação!

5. Participe de grupos

Cooperação e interação são premissas que caminham lado a lado nas redes sociais. Portanto, não hesite em participar ativamente de grupos do seu interesse, publicando conteúdos, trocando experiências, promovendo discussões e contribuindo com os debates em andamento.

Esse engajamento permite encaminhar mensagens e visitar o perfil dos demais membros, dispensando a obrigatoriedade de uma conexão real. Só um detalhe: como esses grupos geralmente são privados, você precisará da aprovação do administrador, ok?

6. Publique artigos no Pulse

O Pulse é uma plataforma de publicação de artigos que pode ser usada pelos usuários do LinkedIn. Com essa iniciativa, é possível demonstrar conhecimento, expertise e até certas habilidades — como capacidade de expressão, pensamento criativo, raciocínio lógico e poder de argumentação. Então trate de explorar ao máximo o potencial dessa ferramenta!

7. Tenha perfis em outros idiomas

O LinkedIn também abriga perfis em outros idiomas dentro da mesma URL. Selecione essa opção para fazer seu perfil ganhar também o mundo! O site cria automaticamente uma cópia das informações disponibilizadas na primeira língua, faltando apenas traduzir o texto para aumentar suas chances de ser encontrado.

8. Faça networking

Ao usar o LinkedIn profissionalmente, é possível ampliar seu networking. Nesse contexto, alguns recursos são especialmente importantes. Localize contatos, encontre ex-colegas das instituições de ensino por onde passou e até sugira novas conexões.

Vale lembrar que, além de indicações e contratações, muitos novos negócios, empreendimentos e parcerias têm início com uma rede influente nascida no LinkedIn.

Por fim, precisamos lembrar que usar o LinkedIn profissionalmente é essencial para a consolidação de um plano de carreira tanto para quem busca sucesso no universo corporativo, quanto para os empresários que visam expandir suas oportunidades.

9. Adicione suas competências

O próprio LinkedIn investigou o que mais chama a atenção dos headhunters em um perfil na hora de contratar um candidato. E as competências apareceram em destaque. De acordo com a pesquisa, profissionais que apresentam 25 delas saem na frente dos demais.

Habilidade com computação em nuvem, conhecimento em SEO e SEM, domínio do Photoshop, Pacote Office, AutoCAD, ERP, SAP são alguns exemplos. Por isso, não deixe suas competências de fora do seu perfil. Elas são as melhores formas de fazer o seu marketing pessoal no LinkedIn.

Mas nada de cometer o velho erro dos currículos e acrescentar habilidades e competências que você não tem. Além de pegar muito mal, a internet é um caminho mais fácil para descobrir quem está mentindo ou não. Evite “queimar o filme”!

10. Compartilhe as certificações e cursos

Diferente de um currículo tradicional, que conta com um espaço limitado a duas páginas no máximo, o LinkedIn é um espaço aberto para compartilhar a sua vida profissional. E isso inclui os cursos que você já fez, estejam eles ligados diretamente a sua área ou não.

A vantagem aqui é que você pode colocar o link para as suas certificações direto na plataforma, poupando o tempo do recrutador e provando que está sempre em busca de conhecimento.

O próprio rol de serviços do LinkedIn traz mais de 6 mil cursos, em áreas como marketing, tecnologia, businesses, engenharia, contabilidade e indústria criativa, que podem enriquecer o seu perfil. Para encontrá-los basta acessar o tópico Interesses na tela inicial da rede social e em seguida clicar no subtópico Aprendizagem Online ou clicar diretamente neste link.

O que não fazer no LinkedIn?

Agora que você já sabe como usar o LinkedIn e criar um perfil que chame a atenção das empresas e de possíveis clientes, chegou a hora de aprender quais erros podem afastar você de uma contratação ou enfraquecer sua imagem profissional. Incluir fotos ruins ou mentir para melhorar o seu perfil já estão subentendidos, mas há uma série de outros a se evitar. Confira 7 deles:

11. Deixar o perfil em branco ou incompleto

É muito comum encontrar no LinkedIn perfis em branco ou incompletos. Imagine entregar para as empresas um currículo apenas com sua foto e nome? As chances de contratação não existem, já que elas não possuem bolas de cristal.

Quando criar o seu perfil acrescente todas as informações profissionais possíveis: experiências com período de atuação e os nomes das empresas, cursos, idiomas, prêmios que recebeu, competências que possui e até mesmo atividades mais pessoais como trabalhos voluntários.

Acrescentar esse tipo de dado é muito relevante para as empresas pois mostra quem você é fora do ambiente profissional. Pessoas que realizam trabalhos voluntários ou intercâmbios se destacam, pois são vistas como proativas, inovadoras, empáticas, capazes de lidar com pessoas e com dificuldades. Fatores bastante comuns no dia a dia de qualquer trabalho.

12. Interagir pouco ou nunca

Em todas as redes sociais, um perfil que faz sucesso é aquele atualizado, que interage com outras pessoas. E isso não seria diferente no LinkedIn. Diferente de um currículo que você entrega para uma empresa e aguarda uma resposta, no LinkedIn é preciso publicar, recomendar e compartilhar artigos que achou interessante, cursos que fez, livros que leu etc. 

Então, nada de criar uma conta e abandoná-la! Participe de grupos de discussão, recomende colegas de trabalho, observe o movimento das empresas e contribua para o conhecimento de alguma maneira.

13. Cometer erros de português

Depois de criar o seu perfil não deixe de fazer uma revisão minuciosa para corrigir possíveis erros de ortografia e gramática. Dar apenas uma “passada de olho” ou nem isso pode ser perigoso.

E como o seu currículo estará visível para 25 milhões de pessoas e empresas (apenas no Brasil), você não vai querer ficar com fama de alguém que não conhece ou domina sua própria língua.

14. Escrever demais

Para os prolixos que querem aprender como usar o LinkedIn é importante ter em mente que essa rede social não é para textos longos e subjetivos. Seja sucinto no seu perfil, principalmente na sessão Resumo, na qual você terá de falar um pouco de si mesmo e da sua trajetória profissional. Lembre-se: objetividade na internet é a palavra de ordem.

15. Não ter um link personalizado

Se você já usa o LinkedIn deve ter reparado que a URL do seu perfil possui alguns números e símbolos depois da barra (“/”). Essa é uma configuração automática da rede social e parece não ter tanta importância. Mas é aí que você se engana.

Um link personalizado pode impulsionar um perfil nas buscas dentro do LinkedIn e até mesmo na busca orgânica do Google. Para fazer isso, basta substituir esses símbolos pelo seu próprio nome. Assim, quando uma empresa ou outros profissionais pesquisarem por você, será mais fácil encontrá-lo.

16. Não tratar o LinkedIn como uma rede social profissional

É muito comum pensar em rede social como um espaço para compartilhar sua vida, seu dia a dia e suas opiniões, mas esse tipo de atividade deve ficar no Facebook, no Twitter ou no Instagram.

O LinkedIn é uma rede profissional, composta por pessoas interessadas em sua carreira, experiência e expertise e não em saber como foi o seu final de semana com a família ou sua opinião sobre a política brasileira.

17. Fazer conexões sem critérios

Ainda dentro do critério de que o LinkedIn não é uma rede social pessoal, tenha cuidado com as pessoas que você se relaciona. Se você sai adicionando ou aceita pedidos de conexão de pessoas sem qualquer critério, pode ser associado a perfis que não são bem-vistos pelas empresas.

Não é necessário conhecer toda a sua rede de amigos, mas é preciso ter algo em comum, como área de atuação, interesses e formação. É daí que virão as oportunidades que você busca e surgirão as boas recomendações. 

E você, quer aprender mais sobre como se destacar no mercado? Então aproveite para conhecer o perfil profissional mais procurado pelas empresas na crise!

E se esse texto foi útil para você, não deixe também de compartilhá-lo com os amigos nas redes sociais!

2 Comentários

  1. Fernando Cesarsays:

    Excelente texto, com ponderações adequadas, didático e atual.

    • Isadora Gontijosays:

      Fernando,

      Agradecemos seu elogio. Você pode assinar nossa Newsletter e quinzenalmente enviaremos outros posts do Blog com dicas e temas sobre gestão.
      Em caso de dúvidas estamos à disposição.

      Isadora Gontijo – Fundação Dom Cabral

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