Inteligência artificial: qual é o impacto da IA no ambiente corporativo?

Desde a década de 60 do século passado, expoentes do cinema de ficção científica se dedicam a apresentar uma realidade em que homens e máquinas compartilham o dia a dia. Em 1968, o filme “2001: uma Odisseia no Espaço” trazia o robô Hal, que demonstrava não só conhecimento técnico, como a capacidade de se indignar com a situação determinada pelos comandantes daquela missão espacial. Talvez Hal tenha sido o primeiro ícone da Inteligência Artificial (IA), sem que ainda fosse usada essa designação.

Até mesmo antes disso, algumas obras de sucesso trouxeram a discussão sobre a relação entre humanos e computadores, como “Metropolis” (1927). O que veio a seguir foi uma infinidade de produções futuristas, como em “Mad Max” (1979), “Blade Runner” (1982), “Matrix” (1999) e tantas outras, cuja lista e comentários não caberiam no espaço deste post.

Esse cenário não se limitou às grandes telas. Ele se espalhou pelo cotidiano das pessoas, das comunidades, das empresas. Nada mais é como antes, desde que uma profunda revolução tecnológica iniciou um processo de transformação de todos os ambientes, das culturas e da forma de lidar com pessoas, com as informações, com a economia e com o mundo.

A Inteligência Artificial assume um papel significativo nesse contexto. E é a ela que dedicaremos este artigo, destacando que profissionais e organizações precisam se familiarizar e aprender a aproveitar o potencial trazido pela inteligência de máquina. Boa leitura e boas doses de tecnologia!

O que é Inteligência Artificial?

Inteligência Artificial, na verdade, é um ramo da Ciência da Computação que foca no estudo, no desenvolvimento e na elaboração de dispositivos capazes de simular a capacidade humana de raciocínio, percepção, resolução de problemas e tomada de decisão.

Trocando em miúdos, a IA se ocupa em dotar máquinas de uma inteligência nada trivial, mas sim altamente sofisticada e praticamente ilimitada.

As primeiras pesquisas sobre Inteligência Artificial datam de 1940, época em que se buscavam funcionalidades para impulsionar a indústria bélica, no contexto da Segunda Guerra Mundial.

Com a evolução das pesquisas, cerca de 20 anos depois chegou-se à abordagem biológica do assunto, resultando no conceito de redes neurais que pretendem copiar as conexões e sinapses do cérebro humano.

Desde então, avanços importantes e rápidos começaram a demonstrar a força da presença de dispositivos no cotidiano de indivíduos e de organizações: jogos, reconhecimento de voz, braços robóticos na indústria, segurança biométrica e análises jurídicas e médicas.

Os exemplos são muitos e deixam claro que o receio gerado em algumas análises apocalípticas sobre a influência tecnológica na vida humana não se confirma. A suposta batalha entre homens e máquinas, na qual o primeiro poderia vir a ser subjugado pelo segundo, não existe. Muito pelo contrário, computadores vêm trazendo maior qualidade de vida às populações e otimizando os processos empresariais.

O tema IA já foi bastante controverso, mas hoje essa insegurança está superada, já que as mostras da utilidade e do incremento trazido pelas máquinas inteligentes estão por todo lado. Falam por si, os argumentos saltam aos olhos e dispensam a necessidade de defesa que um dia já existiu.

Como a IA funciona

Longe de afirmar que a Inteligência Artificial é autossuficiente e consegue ter vida própria, pode-se dizer que computadores, por mais evoluídos que sejam, ainda dependem de um conjugado de fatores e intervenções para executar suas potencialidades.

Então, a IA não é um tipo de inteligência que surge pronta junto com a construção das máquinas. Ela é desenvolvida aos poucos, alimentada como uma criança que precisa de estímulos e de alguém que ensine padrões e o melhor caminho a seguir.

Na prática, uma tríade é responsável por suportar o conceito e o funcionamento de Inteligência Artificial:

  • modelos de dados: trata-se de uma modelagem para classificar, processar e analisar dados para que se transformem em informação inteligível;
  • acesso a dados: é preciso que uma quantidade gigantesca de dados alimente os modelos para que tendências sejam percebidas e, a partir daí, informações estratégicas sejam produzidas;
  • infraestrutura robusta: diante da complexidade dos dados que são a base da inteligência computacional e também da velocidade com que é necessário processá-los — em geral, em tempo real —, é preciso contar com recursos de TI de ponta e de alta capacidade.

Nessa perspectiva, se fôssemos pensar em uma fórmula que pudesse representar a forma de funcionamento da Inteligência Artificial, uma sugestão seria: IA = bons modelos de dados + Big Data + computação em nuvem.

Outra forma de apresentar a IA também poderia ser: é a união de plataformas, sistemas e algoritmos que materializam conceitos como Machine Learning (ou Computação Cognitiva), Deep Learning, Processamento de Linguagem Natural, Análise Preditiva e Internet das Coisas.

Complexo, não? Mas como o objetivo, aqui, é mais prático do que teórico, não nos ateremos a detalhar cada um dos conceitos tangentes à Inteligência Artificial. Para que os interessados possam se inteirar um pouco mais sobre cada abordagem, deixamos links nos conceitos citados.

A Inteligência Artificial, na última década, assumiu um ritmo muito acelerado de implementação de soluções, e é preciso destacar que a ideia vai além do armazenamento e da manipulação de dados. A IA avança para a capacidade de deduzir e inferir novos conhecimentos a partir do que é obtido por meio de métodos e representações que transformam simples dados em respostas para problemas de todas as naturezas.

A Inteligência Artificial nas empresas

A Inteligência Artificial chegou às organizações. Há um “antes e depois” marcado na história do meio empresarial, que se viu substituindo tarefas repetitivas e controles manuais de dados por automação de fluxos de trabalho e integração de sistemas de informação.

Esse divisor de águas nos ambientes corporativos trouxe novos paradigmas para a prestação de serviços, o atendimento ao cliente, a interação entre departamentos, a comunicação com stakeholders, a esteira produtiva etc.

As mudanças são radicais e passam longe da visão idealizada trazida pelos filmes e livros sobre o futuro. No lugar de supostos robôs andando em meio a operários no chão de fábrica, braços robotizados comandados por algoritmos precisos estão influenciando a maneira de produzir.

Em vez de consulta e interpretação de diversas teorias e legislações sobre Direito Trabalhista, tem-se um banco de perguntas e respostas capaz de analisar variáveis e dar o melhor direcionamento para uma demanda judicial de um funcionário contra seu empregador.

As transformações são tão impactantes que o Gartner prevê que, em 2020, cerca de 85% das interações das empresas com seu público-alvo serão intermediadas por IA.

Diversas áreas estão conhecendo um novo padrão para o que até então era fundado em teorias que sofriam atualizações lentas e pouco expressivas. Conheça algumas delas agora!

IA para negócios

A execução e a gestão dos processos empresariais ganham muito com os recursos inteligentes das máquinas.

Com a IA inserida nas operações e no gerenciamento, os riscos são reduzidos, menos falhas humanas são registradas, o tempo de passagem de bastão entre os setores se reduz e o de resposta ao cliente também.

IA para dados

A capacidade natural de integração da IA com soluções de Big Data empodera a tomada de decisões a partir da apresentação de cenários em tempo real.

Com essa junção de potencialidades, dados de todas as origens e formatos são trabalhados para que gerem confiança na definição dos rumos do negócio.

IA para a TI

Sem a intenção de formar um trava-línguas, esse subtítulo une duas abreviações que são intrinsecamente relacionadas. A proximidade é tanta que se pode dizer que uma não existe sem a outra.

Os processos empresariais que dependem da TI para fluir — provavelmente a maioria deles, nos dias atuais — são profundamente impactados pela Inteligência Artificial, que os torna automáticos e os dota de reaproveitamento de dados e de um aprendizado de padrões para melhoria contínua.

IA para marketing

A gestão do relacionamento com o cliente assumiu novos contornos com a chegada da Inteligência Artificial e sua capacidade de coletar, comparar, analisar e prever comportamentos de consumo.

Aqui, tanto Big Data quanto Análise Preditiva são ingredientes valiosos para que estratégias de marketing possam ser construídas de forma mais produtiva e focada no cliente.

IA para experiências

O relacionamento das máquinas com consumidores, a partir de tecnologias cognitivas, assume uma forma mais receptiva e agradável para o cliente.

Com vivências interativas mais dinâmicas e resolutivas, o cliente passa a ter uma experiência mais positiva e associa esse benefício como um valor inerente à marca com a qual está se relacionando.

Como a IA está presente no meio empresarial

Para exemplificar essa nova realidade empresarial, empoderada pela inteligência de máquina, alguns exemplos serão citados neste tópico. Acompanhe e reconheça muitos deles no seu dia a dia pessoal e profissional!

Chatbots

Uma nova era de relacionamento com o cliente vem se estabelecendo com o advento dos chatbots — ou simplesmente bots.

Esses softwares de comunicação automatizada são os responsáveis por um novo padrão de interação com clientes no meio virtual. Trazem um estilo mais amigável e eficiente, reduzindo os gargalos e as reclamações sobre o tempo de espera e respostas inconclusivas para o problema apresentado pelo consumidor.

Transações financeiras

Bancos são exímios consumidores das soluções de relacionamento automatizado com clientes. E a aplicabilidade não para nos chats para esclarecimento de dúvidas.

Algumas instituições já avançam para a realização de operações via chatbots. A partir da “conversa” estabelecida nesse espaço online, um treino prévio permite que a ferramenta de diálogo capte a necessidade de alguma solução financeira do cliente, a ofereça contextualmente e colha a autorização para que o negócio se efetive. Na sequência, a integração com outros sistemas aciona rotinas que realizam o registro da venda efetuada, seja de um seguro, seja a aplicação em alguma linha de investimento.

Vendas no varejo

Toda estratégia de venda se baseia na entrega de ofertas direcionadas com um bom potencial de acerto mediante a necessidade que o cliente muitas vezes ainda nem se deu conta de que tem.

Com a IA, toda transação realizada é convertida em perfil de comportamento, e esse histórico retroalimenta as ferramentas inteligentes para que o estilo de cada consumidor seja decifrado. A partir daí, aumentam as chances de uma abordagem mais efetiva, que encante o cliente e o convença a realizar mais negócios e se tornar fiel à marca.

Prevenção de fraudes

Segurança da informação é um ativo relevante no mercado atual, por isso, as empresas investem pesado em mecanismos para combater fraudes e evitar ataques digitais.

Com a IA, algoritmos antifraude avaliam o comportamento do usuário e identificam ameaças sempre que ocorre alguma conduta discrepante dos padrões guardados, como acesso a portais que exigem senha a partir de um smartphone nunca utilizado ou compras de alto valor em um e-commerce nunca antes registrado nas faturas do cartão de crédito.

Logística e transportes

Os protótipos de carros autônomos atraem a curiosidade das pessoas como algo pitoresco que poderia servir ao divertimento. Mas eles passam longe disso.

Os testes que estão sendo realizados visam o desenvolvimento de veículos para uso empresarial, como entrega de encomendas e mapeamento de locais para registros de geolocalização.

Serviços jurídicos

A IBM fincou raízes no campo da Inteligência Artificial com o chamado Watson, uma inteligência computacional focada em Machine Learning capaz de solucionar problemas complexos a partir de uma base de dados frequentemente alimentada.

No mundo jurídico, a utilidade desse tipo de aplicação está na análise de legislações e jurisdições a respeito de casos concretos, para a sugestão de direcionamentos a serem dados a processos judiciais que estão sob responsabilidade de um advogado ou de um escritório de advocacia.

Recursos Humanos

A mão de obra empregada em atividades de repetição pode ser alocada em funções de maior valor agregado à medida que máquinas assumem a realização das tarefas, automatizando boa parte dos fluxos de trabalho.

De acordo com pesquisa do Instituto de Serviços Financeiros PwC, boa parte dos executivos percebem na Inteligência Artificial uma oportunidade de melhoria da qualidade de vida no trabalho. 71% dos ouvidos em uma sondagem consideram que os colaboradores podem passar a ser gestores de soluções de IA, ter mais flexibilidade para trabalhar de forma autogerida, uma carga de trabalho mais equilibrada e até liberdade para atuar em um modelo home office.

A Inteligência Artificial e o mercado de trabalho

Ainda não é tão comum, mas já existem pesquisas para medir o impacto da IA nos ambientes de trabalho. Um exemplo é o estudo “Getting Smarter by the Day: How AI is Elevating the Performance of Global Companies”, realizado pela Tata Consultancy Services.

Após sondar 835 executivos de 13 segmentos da indústria em 4 continentes, foi identificado que apenas em 2016 cerca de US$ 250 milhões foram direcionados por 7% das organizações para soluções de Inteligência Artificial.

Como frutos desse investimento, as que alcançaram maiores ganhos de receita e redução de custos foram exatamente as que apostaram em Inteligência Artificial.

Outra iniciativa de levantamento de informações sobre o tema foi da consultoria e auditoria PricewaterhouseCoopers. Segundo pesquisa da instituição, até 2030 robôs substituirão 38% das vagas de trabalho nos Estados Unidos, 30% no Reino Unido e 21% no Japão. Quanto aos setores mais afetados, a pesquisa prevê que serão os de transportes, armazenamento, manufatura e varejo.

Trabalhos menos operacionais também sofrerão modificações em função do uso de softwares capazes de estruturar textos e resumos financeiros a partir de um banco de dados.

Essas estatísticas não pretendem alarmar profissionais sobre o risco de perda de oportunidades. Ao contrário, outras surgirão e os colaboradores poderão dedicar seu tempo a questões mais estratégicas de sua atividade laboral.

A despeito de alardes, é válido derrubar alguns mitos que pairam sobre a chegada das máquinas inteligentes ao dia a dia do trabalho. Perceba como algumas visões são limitadas e acabam restringindo o reconhecimento do real valor da IA no mercado de trabalho:

  • robôs substituirão humanos: na verdade, eles estarão cada vez mais presentes, mas não no lugar das pessoas, já que eles não invalidam a mente humana;
  • a IA pode substituir gestores: a tomada de decisão sempre será responsabilidade dos gestores de um negócio, tornando-se mais confiável e mais certeira a partir dos subsídios produzidos por inteligência de máquina;
  • máquinas podem ser mais criativas que humanos: o cérebro humano é uma estrutura tão misteriosamente construída que considerar a superação de suas potencialidades por um computador é algo leviano e irreal, pelo menos por enquanto.

Ao mesmo tempo em que algumas posições serão extintas, outras surgirão para administrar as tecnologias que serão inseridas nos ambientes de trabalho. Então, o desafio dos profissionais será desenvolver competências para lidar de forma natural e produtiva com uma realidade de automação e de autonomia das máquinas, até certo ponto.

O planejamento de carreira no contexto da IA

Diante desse cenário inédito e reconstruído a partir de muita inovação tecnológica, cabe aos profissionais de todas as áreas atentar para os desafios que exigirão novas habilidades e muita capacidade de adaptação.

Por isso, é preciso compreender que, na era digital e das inteligências artificiais, as empresas tenderão a buscar profissionais aptos a:

  • preparar um ambiente de inovação, calcado em soluções mais criativas para ajudar o negócio a ser mais competitivo;
  • fornecer consultoria a outros departamentos que eventualmente ainda não tenham sido alvo de profundas mudanças resultantes da implementação de tecnologias cognitivas;
  • entender cada vez mais as premissas da análise de dados, porque a partir de agora tudo dependerá de dinâmicas baseadas e retroalimentadas por dados.

Também é preciso tomar consciência sobre um novo mindset que deve ser firmado e que conduzirá a forma de atuação e de visão de carreira.

Veja alguns desses pressupostos ligados à internalização da Inteligência Artificial e ao novo mundo do trabalho:

  • é preciso um aprimoramento contínuo: a ideia de um emprego para toda a vida agora é obsoleta, já que empresas buscam profissionais ideais para determinadas demandas que podem ter prazo certo para acabar;
  • novos formatos de trabalho se consolidarão: o vínculo empregatício vem sofrendo adaptações e muito têm crescido o trabalho remoto e o autônomo, no estilo freelancer, ampliando as possibilidades de colocação;
  • direitos trabalhistas são mutáveis: a nova realidade do trabalho vem forçando mudanças nas relações entre empregadores e empregados, e é preciso se adaptar aos novos padrões de direitos e deveres estabelecidos;
  • muitas empresas querem profissionais praticamente prontos: no passado, eram comuns programas de capacitação dentro das empresas, mas hoje existe uma tendência à racionalização de custos e espera-se, cada vez mais, que o investimento em aperfeiçoamento parta do próprio colaborador;
  • muita informação exige muita segurança: os profissionais precisam saber lidar com dados do negócio de forma ética, respeitando a confidencialidade e os critérios de acesso aos meios eletrônicos de informações;
  • mudanças pedem engajamento: motivação e valores alinhados com a empresa — o chamado fit cultural — serão requisitos de recrutamento e retenção de talentos cada vez mais valorizados.

O desafio de quem está se preparando para ingressar no mercado de trabalho ou pretende firmar sua carreira e abrir oportunidades de ascensão e de consolidação profissional é muito claro: é vital elevar o nível de conhecimento e o domínio das habilidades necessárias para tirar o maior proveito possível das novas tecnologias.

No caso da Inteligência Artificial, espera-se dos profissionais a busca por capacitação e mudança de paradigmas para aceitar e maximizar os resultados a partir da coexistência entre pessoas e máquinas, colaboradores humanos e não humanos.

Nesse sentido, atuar com robôs será uma realidade cada vez mais frequente, e isso não significa saber programar robôs, mas sim aprender a trabalhar com eles. É preciso considerar que todos os processos passíveis de interpretação por algoritmos serão executados por computadores de forma muito mais eficiente do que por humanos.

De outro lado, por mais incrivelmente inteligentes que máquinas possam ser ou se tornar, algumas capacidades ainda são estritamente humanas, como abstração, sensibilidade e empatia. E isso manterá um espaço cativo para as pessoas em todo tipo de ramo profissional.

Para não estagnar e direcionar a carreira para esse novo contexto, é preciso atualizar-se e zelar por um bom relacionamento interpessoal — habilidade que será cada vez mais enaltecida, porque será um dos pontos de diferenciação entre computadores e homens. Além disso, é importante investir em networking para ter contato com diversos assuntos e inovações experimentadas por outros profissionais em ocasiões diversas.

A Inteligência Artificial saiu da ficção para a vida real de forma irreversível

O russo Isaac Asimov foi um dos mais célebres autores a publicar histórias sobre um futuro dominado por máquinas, como “Eu, Robô” (1950).

Quase 70 anos depois, temos especialistas em mercado de trabalho alegando que a IA poderá alcançar a capacidade cognitiva humana nos próximos 25 a 70 anos, quando uma singularidade tecnológica sem precedentes poderá ser alcançada.

Esse salto mostra que a trajetória de inserção de inteligências computacionais na vida dos indivíduos e no cotidiano das empresas é algo definitivo e irrevogável.

Enquanto o ápice da IA não chega, as empresas e profissionais vão se preparando para se reciclar e absorver esse tipo de tecnologia da forma mais produtiva possível. Por ora, as empresas estão adotando ferramentas para ganhar vantagens operacionais e competitivas e também seguem obtendo insights a partir de toda sorte de informação disponível para definir rumos mais viáveis para seus negócios.

Esse panorama deve conduzir as iniciativas em torno da formação e do desenvolvimento dos indivíduos que querem ter seu lugar ao sol e ser atraentes para o mercado de trabalho. Para esses profissionais, a lição que fica com a força que a Inteligência Artificial vem assumindo é: o futuro já chegou, e cada segundo deve ser aproveitado para se qualificar para os desafios que estão por vir.

O assunto deste post é interessante porque alerta para a construção de um novo percurso profissional e empresarial rumo à internalização de tecnologias de ponta, que é uma tendência sem volta no mercado.

Se você concorda, compartilhe este conteúdo nas redes sociais e contribua para que mais pessoas tenham acesso a essa realidade que cresce a cada dia!

7 dicas práticas para melhorar o seu perfil no LinkedIn

Criado em 2002, o LinkedIn consolidou-se entre as redes sociais mais populares do mundo por apostar em um público diferenciado, focando na manutenção de relações corporativas e conectando profissionais e empresas. Para melhorar perfil no LinkedIn e destacar-se entre os mais de 500 milhões de usuários, vale a pena entender melhor o funcionamento da plataforma.

Pensando nisso, reunimos aqui uma série de dicas que você pode começar a aplicar agora mesmo para aproveitar todos os recursos da rede, evitar os erros mais comuns e aumentar a eficiência da sua página. São elementos capazes de tornar o seu perfil muito mais atraente para outros profissionais e abrir excelentes oportunidades de carreira. Confira!

1. Coloque uma foto profissional

Os perfis com foto costumam chamar muito mais atenção, mas é preciso ter um cuidado especial na hora de escolher a melhor imagem. Como se trata de uma rede social voltada para profissionais, o mais adequado é mostrar que houve alguma dedicação na construção do perfil. Isso dá aos outros usuários alguma noção sobre o seu comportamento no ambiente de trabalho.

Procure usar imagens em alta definição, que mostrem bem o seu rosto e apresentem aspectos capazes de identificar seu trabalho. Evite fotos muito pessoais e dê preferência às que foram tiradas em ambientes mais neutros.

Os recursos visuais dão um aspecto diferenciado ao perfil, especialmente para profissões que atuam diretamente com esses elementos, como marketing, design e fotografia.

2. Mantenha seu perfil completo e atualizado

Muitos profissionais deixam seus perfis incompletos ou abandonados, ignorando as várias possibilidades que o LinkedIn oferece para melhorar sua imagem profissional. O algoritmo do site dá preferência a perfis bem desenvolvidos, por isso é fundamental explorar todos os recursos para dizer mais sobre você e ter um posicionamento melhor no mecanismo de busca.

Aproveite o resumo do perfil para evidenciar suas principais habilidades e áreas de conhecimento, sempre adicionando as informações de forma hierarquizada. Na hora de preencher, pense nos tipos de demandas que você é capaz de atender e que podem chamar a atenção das empresas. O importante é ter uma descrição que defina suas funções com clareza e objetividade.

É recomendável que esse resumo tenha até dois parágrafos, relate as suas principais conquistas profissionais e aponte seus pontos fortes, mas sem soar arrogante. Indicar números que ressaltem os resultados do seu trabalho pode ser interessante, desde que você consiga demonstrar como suas habilidades ajudaram nisso.

Lembre-se também de manter todas as informações de contato atualizadas. Adicione links para outras redes, site oficial, portfólios que apresentem seu trabalho e outros materiais relevantes, de modo que os usuários consigam mais informações sobre você e o que você faz.

3. Use palavras-chave

A aplicação de palavras-chave complementa o que abordamos no tópico acima, ajudando a tornar seu perfil mais relevante para os mecanismos de busca. O cargo é a tag mais relevante, pois é a primeira coisa que os recrutadores vão procurar. Campos relacionados com ações voluntárias também costumam ser bastante observados.

Quando a sua função possui mais de uma nomenclatura, é interessante utilizar ferramentas específicas para encontrar a opção que proporcione maior alcance. O próprio Google oferece um planejador de palavras-chave, amplamente utilizado para aumentar a visibilidade de materiais publicados na internet.

4. Abra um perfil em outro idioma

Muita gente ainda não sabe que o LinkedIn oferece a opção de reproduzir seu perfil em outro idioma. Assim, além de ter sua página em português, você permite que usuários de outros países a visualizem em inglês, francês ou espanhol, por exemplo. Nem é preciso explicar que isso amplia muito o seu alcance dentro da rede.

Os chamados perfis espelhados são muito utilizados por profissionais que atuam em multinacionais ou pessoas que procuram vagas no exterior. Entretanto, para evitar situações constrangedoras, o ideal é utilizar essa função apenas se você tiver domínio do idioma.

5. Não tenha vergonha de interagir

Não há maneira mais eficaz de aumentar sua influência em um cenário de transformação digital do que interagir com outros usuários constantemente. O LinkedIn possui uma característica bem diferente de redes como o Facebook. Como ele foi criado para facilitar o networking, você não está limitado a adicionar apenas as pessoas que já conhece.

Aproveite para obter contato com profissionais influentes no seu ramo de atuação e que possam compartilhar experiências com você. Essas conexões agregam bastante valor ao seu perfil e podem render excelentes oportunidades de ascensão profissional. Contudo, caso não se sinta muito à vontade em adicionar desconhecidos, participar de grupos é uma boa opção para estreitar relações.

6. Use uma URL personalizada

A URL é o endereço de uma página de internet, e o LinkedIn permite que os usuários a alterem gratuitamente. Assim, você pode substituir os endereços aleatórios e cheios de caracteres complicados pelo seu nome, por exemplo. Além de ser um fator importante para posicionar o perfil nos motores de busca, essa mudança facilita a divulgação dele em outros sites ou até em cartões de visita.

7. Crie e compartilhe conteúdos

A melhor maneira de mostrar que você realmente tem conhecimento da sua área de atuação é criar conteúdo relevante para a audiência. Por meio do LinkedIn Pulse, você pode escrever e publicar seus próprios artigos e compartilhá-los com a comunidade. A ideia é permitir que os usuários dividam experiências e levantem argumentos interessantes para discussão.

Ao publicar artigos sobre os temas que domina, você constrói uma imagem de autoridade no assunto e tende a atrair cada vez mais contatos. Com o passar do tempo, o engajamento dos usuários pode transformá-lo em alguém influente dentro da plataforma. Uma boa dica na hora de pensar nos conteúdos é aproveitar assuntos que estão em alta no momento.

A utilização adequada dos recursos que o LinkedIn oferece fará com que sua página seja mais atraente em meio a tantos perfis genéricos. Os cuidados com o contexto profissional são essenciais para colocar você um passo à frente na disputa por uma vaga de emprego, aumentando as chances de sucesso até mesmo para profissionais com pouca experiência ou que buscam uma recolocação no mercado.

Então, gostou do conteúdo? Agora que você já sabe que não é difícil melhorar perfil no LinkedIn, compartilhe este post nas redes sociais e espalhe esse conhecimento entre seus amigos!

Inteligência emocional: como e por que desenvolver para se dar bem na carreira

Preocupação excessiva, descontrole, irritação frequente no ambiente de trabalho: a ausência de inteligência emocional prejudica o raciocínio, leva a atitudes impensadas e pode colocar por água abaixo seu projeto de carreira.

Pensando nisso, trazemos informações relevantes para você entender como lapidar seus sentimentos e não deixar seu coração sabotar sua trajetória. Confira agora mesmo!

O que é inteligência emocional?

Inteligência emocional tem relação direta com a habilidade de saber lidar (em pleno autocontrole e pensamento estratégico) com um ambiente em que a única certeza é que tudo pode mudar no próximo segundo.

Seus colegas de trabalho podem não agir como você esperaria; suas metas podem não ser atingidas como seu superior hierárquico exigia; ele próprio pode pressioná-lo de forma que você não previa antes de ingressar na empresa. Como suportar as mudanças, a pressão e as adversidades mantendo a frieza e a capacidade de reação?

Segundo Daniel Goleman, psicólogo norte-americano que criou o termo, inteligência emocional é a habilidade em reconhecer e lidar com os sentimentos, tanto com os seus quanto das pessoas que o cercam.

Ainda de acordo com o especialista, assim como o ser humano tem a capacidade de absorver informações para transformá-las em conhecimento (aprimorando sua maturidade), também podemos filtrar o emaranhado de sentimentos que borbulham conflituosamente dentro de nós a fim de prover externamente o contorno de que precisamos para encarar os desafios que nos aparecem, sempre com racionalidade.

É por isso que quem não tem inteligência emocional, ainda que detenha múltiplas competências técnicas, tende a ter dificuldades para crescer na carreira. A falta dessa capacidade gera ruídos de comunicação, repetidos episódios de desentendimentos com colegas de trabalho e mácula na reputação corporativa — resultando em uma imagem de desequilíbrio e de fraqueza diante de cenários adversos.

Por que a inteligência emocional pode ser considerada o desafio crucial das gerações Y e Z?

Os profissionais nascidos em meados da década de 80 (Millennials ou Geração Y) e, principalmente, os que nasceram a partir do final da década de 90 (iGeneration ou Geração Z) desenvolveram sua visão de mundo a partir do acesso pleno à informação e às experiências individuais no universo virtual, fruto de seu contato permanente com as ferramentas tecnológicas modernas, sobretudo a internet. Isso acarreta alterações relevantes em seu comportamento social.

Com maior autonomia e integração permanente a outras realidades, essas pessoas costumam ingressar no mercado de trabalho adotando um comportamento mais questionador e, às vezes, individualista. Além disso, apresentam maior dificuldade de se submeter às relações hierárquicas tradicionais (sobretudo porque muitos dos gestores empresariais ainda são de gerações anteriores, como Baby Bommers e Geração X).

É aqui que entra a necessidade de trabalhar posturas emocionais como a empatia, a resiliência (capacidade de recuperação, força interna) e o “pensar duas vezes antes de tomar uma decisão” — variáveis intimamente ligadas à inteligência emocional.

Quais são as principais dicas para lapidar a inteligência emocional em cada pessoa?

Controle sua impulsividade

Ter atitude diante da vida e não ser passivo em meio a um furacão é até positivo, mas excesso de ímpeto é um convite ao precipício. Nossas reações imediatas costumam depor contra nós mesmos, e é isso que precisa ficar claro na mente do profissional que necessita melhorar os controles sobre seus sentimentos.

Entenda: nossa primeira reação diante de adversidades costuma não ser a mais inteligente. Se você ouviu do chefe um feedback negativo que parece injusto, se seu colega de trabalho o ofendeu ou se você não está sabendo lidar com seus próprios erros (e a pressão que deles decorre), deixe seus sentimentos serem digeridos antes de manifestar-se verbalmente sobre tais fatos.

Segundo Daniel Goleman, quando os cientistas analisaram as razões pelas quais a evolução da espécie humana deu protagonismo tão claro ao nosso psiquismo, constatou-se que, em inúmeros momentos decisivos de nossa linha evolutiva, nosso coração passou a ter ascendência sobre a razão.

São as nossas emoções que nos guiam diante da dor, do perigo ou das frustrações, de forma que precisamos maturar nosso repertório emocional a fim de evitar a autossabotagem — comportamento comum de quem carece de inteligência emocional.

Conheça a si mesmo

O filósofo e estrategista militar chinês Sun Tzu (544-496 a.C.) ensinava sabiamente que

Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”

Você é uma pessoa colérica (sanguínea) ou passiva (resignada)? Você sente raiva com facilidade? Sente ciúme? Como costuma reagir quando criticado? E se a crítica for em público?

A autoconsciência é um passo essencial para desenvolver sua habilidade de lidar com suas emoções. A raiva, por exemplo, é um sentimento secundário, ou seja, é preciso entender o que está por trás dele. Isso envolve aprender a se autodiagnosticar. Há opções para reagir a uma situação. Então, quanto mais meios temos para lidar com nossas emoções, mais rica nossa vida será e mais adequadas serão nossas decisões.

Internalize o otimismo como a força propulsora de suas decisões

O otimismo é uma força protetora contra a apatia, a depressão ou a desesperança diante dos obstáculos. No universo corporativo, somos defrontados com inúmeras situações desafiadoras, como uma reunião com fornecedores em que só você foi enviado com uma missão, quase obrigatória, de voltar com um melhor contrato, mesmo sabendo da fama de inegociáveis desses parceiros.

Em uma situação com esta, tenha a certeza de que, se você tiver inteligência emocional (que envolve, entre outras virtudes, o otimismo), suas chances de sucesso serão muito maiores. A propósito, existe um valioso estudo feito por Shawn Achor, professor de Harvard, que comprova que os profissionais otimistas tendem a se dar melhor na carreira.

Na verdade, a máxima popular de que só se alcança a felicidade após êxito profissional está invertida: a realidade é que o otimismo permite que seu cérebro perceba mais possibilidades naquilo que está diante dele. Portanto, as possibilidades de acerto são sempre mais elevadas.

Segundo ele, apenas 25% do esforço para alcançar uma meta são do Q.I; os outros 75% vêm da percepção emocional de que é possível atingir o alvo pretendido. E não se trata de superstição. É que esse otimismo ajuda a buscar, com maior fervor, alternativas de vitória e a controlar melhor o estresse.

Aprenda a conviver com a diversidade

Neste momento, estamos falando da importância de treinar sua empatia, ou seja, sua capacidade de colocar-se no lugar do outro. Ela envolve também entender que nossas opiniões nem sempre são as melhores e que, em uma discussão argumentativa, nossos pontos de vista precisam ser apresentados com cautela para não magoar nem ofender ninguém.

Se temos opiniões divergentes de nossos colegas, isso é ótimo porque podemos crescer com elas, dado que somos o eco das muitas vozes que nos cercam. Aprender a conviver com a diversidade de modos de viver, de visões de mundo e de opiniões é essencial no processo de lapidação de nossa inteligência emocional.

Um exercício interessante para adquirir essa habilidade mais facilmente é pedir para ser incluído em projetos multifuncionais — projetos temporários compostos por funcionários de diversos setores e formações. Essa experiência ajudará você a ver outras formas de pensar e a treinar sua capacidade de ouvir/respeitar ideias distintas.

Treine seu cérebro para reagir à pressão

A ansiedade esquarteja o intelecto. Em uma atividade de alta complexidade e pressão — como a dos controladores de voo, que detêm poucos minutos para tomar decisões e indicar direcionamentos cujos erros podem colocar em perigo centenas de vidas —, a alta ansiedade é causa certa de iminente fracasso.

É preciso treinar a capacidade de reagir com frieza contra o relógio e contra o erro, mesmo que seu desempenho tenha que tomar forma em público (em uma conferência, por exemplo). Para isso, especialistas recomendam não tomar cada ação de forma fatalista (como se não houvesse segunda chance), lembrar-se de seus sucessos no passado e não pensar no resultado (tal como um acrobata que caminha por um fio esticado no alto sem olhar para baixo).

Dê uma olhadinha no famoso Teste do Marshmallow (que passou a ser usado de formas diferentes em muitos processos seletivos empresariais) e você entenderá a importância do autocontrole.

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Conflitos no trabalho: 6 dicas para gerenciar de forma efetiva

Constantemente, você se depara com alguns conflitos no trabalho. Saber gerenciar todas as tensões que são apresentadas diariamente nem sempre é uma tarefa fácil. Porém, para manter um ambiente produtivo e agradável, essas situações devem ser mediadas da melhor maneira possível.

Entender que cada indivíduo tem características próprias é o primeiro passo para aprender a trabalhar em grupo. Além do mais, é sempre válido lembrar que é necessário ter paciência e, acima de tudo, respeito com os demais. Isso contribui para que o equilíbrio seja preservado e, principalmente, ajuda você a se manter saudável e sem estresse em meio a qualquer tipo de circunstância.

As relações que você mantém no ambiente de trabalho são extremamente importantes para a sua realização pessoal e profissional. Por meio delas, você aprende a lidar com as diferenças, com a singularidade de cada pessoa e com situações que podem levar você a ter mais sucesso em qualquer ambiente.

Ficou interessado em saber como é possível gerenciar conflitos no trabalho de forma efetiva? Continue lendo o artigo e conheça 6 dicas valiosas que o ajudarão a lidar melhor com as desavenças que podem surgir no dia a dia.

1. Aprenda a ouvir

Em situações de conflito, normalmente, muito se fala e pouco se ouve. Pois bem, essa prática deve ser repensada. Ouvir é uma das grandes dificuldades do ser humano, principalmente quando o que o outro tem a dizer não condiz com o que você quer ouvir — ou então não concorda.

Mas para que se tenha um ambiente agradável, é importante aprender qual o momento certo de falar e, acima de tudo, a hora de escutar e buscar entender o que o outro diz. Somente quando assume essa postura você consegue estabelecer uma base de diálogo, na qual todos serão respeitados e conseguirão adequar as informações adquiridas para tornar o local mais propício à comunicação.

2. Incentive o diálogo

Quando você trabalha em equipe, precisa buscar o meio-termo entre falar e tomar uma atitude. Nesse contexto, todas as pessoas se sentem livres para expor o que estão pensando, trazendo críticas construtivas, novidades sobre o setor em que trabalham e ideias para novos projetos.

Além disso, uma boa comunicação na empresa diminui divergências e informações que poderiam ser passadas erroneamente. Quando você tem uma falha na comunicação, é possível que atrasos e mais problemas apareçam. Sendo assim, ter um ambiente saudável e propenso a um bom diálogo ajuda a resolver as dificuldades com mais facilidade.

3. Valorize sua equipe

Sejam quais forem os conflitos dentro de uma empresa, nunca jogue contra sua equipe. Sempre deixe sua opinião clara. E mesmo que a sua não seja a opção escolhida, mostre-se disposto a ajudar para que o objetivo em comum seja alcançado.

Priorize os feedbacks dos colaboradores

Para que sua equipe cresça, incentive também os feedbacks, contribuindo com algo construtivo para impulsionar o crescimento de quem trabalha com você. Com as motivações corretas, é possível corrigir, incentivar e melhorar o processo de tarefas, fazendo com que todos cresçam.

Mostrar que está aberto a novas sugestões e correções faz com que o trabalho se torne mais rápido e aceito pelos demais. Estar receptivo demonstra amadurecimento profissional, o que é muito cobrado quando você busca por novos desafios dentro da empresa.

4. Seja educado

Quando você trabalha com um grupo de pessoas, aprender a usar a diplomacia e a empatia faz com que sua gestão priorize o crescimento individual, além de manter um ambiente pacífico. Quando alguém se dirigir a você, tenha em mente como gostaria de ser tratado. Ouça com atenção e busque por coisas que lhe darão a chance de manter um bom relacionamento com cada pessoa.

Além disso, ter empatia é a chave para manter a paz, pois quando você se coloca no lugar do outro, entende que nem todos os dias os colaboradores estarão bem-humorados. Além disso, problemas pessoais podem surgir. Nesse sentido, ser compreensivo ajuda a fazer o dia do outro mais tranquilo, transformando os problemas em questões menores do que pareciam. Além disso, contribui para que ele se sinta à vontade e consiga focar em metas e responsabilidades.

5. Busque resolver o problema

Ao se deparar com algum conflito, geralmente se torna simples apontar o dedo para o outro e culpá-lo por uma situação que não foi administrada corretamente. Porém, nesses momentos, você deve ter calma e entender que a sua energia precisa estar focada em como lidar com a situação a fim de resolvê-la e não em achar culpados.

No entanto, entenda que, quando necessário, uma correção será fundamental. Contudo, antes disso, os problemas causados devem ser resolvidos e toda a equipe precisa focar apenas nisso. Atingir o objetivo não é uma conquista pessoal, mas sim de todo o grupo.

6. Resolva todos os conflitos

Fechar os olhos para os problemas que sua equipe pode estar enfrentando não é uma boa solução. Ao notar que algo não está certo, a sua posição deve ser de tentar resolver antes que mais conflitos apareçam e fique cada vez mais difícil solucioná-los — o que poderia ter sido algo simples se tratado desde o início.

Todos os envolvidos devem ser ouvidos, e o foco do atrito, analisado, para que se chegue ao início do problema. Dessa forma, você consegue entender todas as questões e pode mediar o diálogo entre todas as partes para que tudo se resolva da melhor maneira possível.

As mudanças devem ser gradativas e, com o tempo, você conseguirá lidar, cada vez melhor, com os conflitos no trabalho. Várias situações podem acontecer e trazer preocupações. Mas, quando você tem em mente que tudo o que passou, seja de bom ou de ruim, serve como aprendizado para conseguir algo melhor no futuro, consegue tirar mais proveito dos problemas.

A princípio, colocar em prática todas as dicas pode não ser tão simples. Contudo, elas certamente farão grande diferença no seu local de trabalho. Agora que está por dentro das ações efetivas para o gerenciamento de conflitos, deixe seu comentário no post e nos conte qual delas você já utiliza em sua rotina!

 

7 carreiras que estão em alta para você conhecer

Há 20 anos, ser pontual, não faltar e cumprir com eficiência o que lhe foi determinado eram as virtudes mais almejadas pelas empresas. Hoje, entretanto, com a extrema concorrência, elas passaram a buscar profissionais que liderem estratégias digitais, inovação, compliance e reorganização tributária, apenas para citar alguns exemplos.

Só que, antes de mudar o perfil dos executivos, essa nova visão redesenhou radicalmente cargos existentes e criou postos de competências múltiplas (quase sempre, ligados à tecnologia).

As próximas linhas vão mostrar quais são essas carreiras que estão em alta e como uma especialização pode levar profissionais de formação generalista (Administração, Ciências Contábeis, TI e Marketing) a se gabaritarem para esses postos promissores! Confira!

1. Coordenador de mídias digitais

A compra regular na internet já é feita por cerca de 70% dos brasileiros; além disso, 63% dos domicílios nacionais têm acesso à web. Isso sem falar no poder de influência das redes sociais no comportamento de consumo. É por todos esses fatores que a coordenação de mídias sociais se tornou uma das carreiras que mais se destaca hoje em dia.

Esse profissional é responsável por estabelecer estratégias de atração, engajamento e relacionamento com os clientes, itens fundamentais em uma era em que quase tudo ocorre pela internet.

2. Diretor de transformação digital

Não se espante se você entrar em uma reunião corporativa e encontrar um CDO ao seu lado. Trata-se do Chief Digital Officer (diretor de transformação digital), um executivo de nível C cuja principal missão é integrar todo o universo de tecnologias que surgiram nos últimos anos — e, principalmente, conseguir aplicá-las de forma vantajosa à empresa.

Entre Internet das Coisas, Big Data, realidade virtual, drones e computação cognitiva, cabe a esse profissional encontrar soluções para o negócio a partir de recursos de alto impacto tecnológico. Essa talvez seja a carreira mais promissora dos próximos anos e quem se qualificar adequadamente na área certamente terá muitas oportunidades de crescimento.

3. Especialista em gestão pública

O Brasil está começando a viver uma nova era na administração pública, em que as pressões por mudanças no aparelho do Estado são cada vez mais intensas. São pressões para que os serviços públicos se tornem mais eficientes, inovadores e próximos dos cidadãos, aumentando exponencialmente o retorno sobre o investimento que a população faz (por meio do recolhimento de altos impostos).

Nessa perspectiva, desenvolvimento de processos menos burocráticos, políticas sociais eficazes e estratégias de alocação de recursos públicos mais inteligentes são mais do que desejáveis: são ideias fixas atuais dos três poderes no país.

Dentro dessa nova visão, o antigo funcionário público indolente, sem iniciativa e acomodado tende a ser engolido por uma nova leva de servidores altamente qualificados (muitos com mais de uma especialização, mestrados e até doutorados), que entram atualmente na máquina pública por força de concursos públicos mais exigentes.

Isso porque existe uma demanda reprimida por gestores modernos, capazes de reorganizar a estrutura organizacional engessada e os processos redundantes, demorados e ineficientes do aparelho estatal.

Os cargos diretivos na administração pública são abundantes e muitos deles permanecem vagos por longos períodos pela falta de profissionais de nível executivo para ocupá-los. Cada vez menos amarrados a acordos fisiológicos, esses postos (que chegam a remunerar em R$ 9 mil adicionais) não deixam dúvidas de que a área pública gerencial figura no topo entre as carreiras que estão em alta e permanecerão em voga nos próximos anos.

O ideal é preparar-se para esses desafios cursando especialização em Gestão Pública em uma instituição com expertise em formação executiva, a qual pode, compreendendo as peculiaridades do setor público, desenvolver gestores modernos e focados em uma cultura de resultados.

4. Controller

Compliance, accountability e governança corporativa são verdadeiros mantras que se ouvem o tempo todo nos corredores das salas de direção das mais importantes empresas do País na atualidade.

Com o oceano de casos de corrupção entre empresas e governo (e a consequente devastação na imagem de antigas gigantes de diversos setores da economia), elas passaram a se preocupar mais seriamente com o juízo de valor que a sociedade faz delas quando o assunto é ética, transparência e respeito às leis.

Seja por isso ou pelas regulações com pouca margem de manobra (como a Lei Anticorrupção, que pune mais severamente empresas e seus respectivos controladores em caso de práticas ilícitas ligadas ao setor público), algumas atividades, que antes ficavam em segundo plano, hoje ganharam importância estratégica nas corporações. É o caso da carreira de controller.

Uma das carreiras que estão em alta, a de controller surgiu como decorrência da necessidade de alinhar a área financeira ao business das companhias. O profissional dessa área comanda a contabilidade e a controladoria das empresas, conciliando seu perfil técnico financeiro/contábil às estratégias de negócio das corporações.

Com salários que ultrapassam os R$ 35 mil/mês, essa carreira é indicada aos que possuem formação em Economia ou Ciências Contábeis, os quais podem adquirir as competências desejadas para o cargo por meio, por exemplo, de uma especialização em Gestão com ênfase em Finanças.

5. CFO (Diretor Financeiro)

Seguindo a linha das Exatas, o CFO (“Chief Financial Officer” ou, em português, Diretor de Finanças) é o braço direito do CEO, sendo o responsável direto por desenvolver estratégias empresariais que facilitem a expansão, a captação de novos investidores e a inovação.

Com remuneração que pode chegar aos R$ 25 mil/mês, esse profissional deve ter amplos conhecimentos de finanças, análise de risco, contabilidade e gestão. Assim como no item anterior, um MBA ou uma especialização em Gestão com foco em Finanças é o curso indicado para qualificar os jovens executivos que almejam alcançar tal posição na carreira.

6. Analista de desenvolvimento humano organizacional

Há algumas décadas, a mão de obra nas empresas era vista como mera peça de uma engrenagem, perfeitamente substituível e que não justificaria qualquer atenção especial para que houvesse alguma repercussão relevante no faturamento empresarial.

Atualmente, entretanto, o chamado Capital Humano é considerado o ativo mais importante que uma corporação pode ter. Afinal, na era dos negócios digitais, não basta ter dados: é preciso ter especialistas capazes de transformar esses dados brutos em informações gerenciais, produzindo vantagem competitiva frente à concorrência.

Por mais que a tecnologia avance em direção à computação cognitiva, a inovação, por exemplo, é virtude da mente humana por excelência. Mas como fomentar a motivação e a capacidade criativa de seu Capital Intelectual?

É esse um dos desafios do analista de desenvolvimento humano organizacional. No Top 10 das carreiras que estão em alta atualmente, quem ocupa esse posto é incumbido de estruturar avaliações de desempenho por competências (verdadeiramente eficazes), realizar mapeamento de talentos, cruzar posições-chave ao crescimento da companhia, entre outras atribuições.

7. Gestor especialista em projetos

O ambiente de negócios é repleto de incertezas que exigem planejamento dos projetos, cálculo de risco, análise/redesenho constante do escopo, prazo e custos, tudo com objetivo de evitar empreitadas malsucedidas, entregas atrasadas, extrapolação de orçamentos e outros problemas que arranham a imagem da empresa e colocam a energia financeira em xeque.

A importância de reduzir a imprevisibilidade dos projetos e mitigar as chances de erros/retrabalhos vem dando uma cara nova ao gestor de projetos, que precisa ser um exímio líder de equipes, um expert em gestão da inovação e alguém com intensa capacidade de solução de problemas.

A recompensa? Com salário médio próximo a R$ 8 mil, o gestor de projetos é um dos profissionais com maior possibilidade de colocação no mercado, além de poder utilizar seu conhecimento como trampolim para outros cargos de direção.

Alguma dessas carreiras que estão em alta tem a ver com seu perfil? Então é preciso correr e qualificar-se! Dê o primeiro passo assinando nossa newsletter para receber em seu e-mail — gratuitamente — dicas e conteúdos exclusivos sobre mercado de trabalho, carreira, educação executiva e muito mais!

Como analisar a concorrência com as 5 forças competitivas de Porter?

As 5 forças de Porter compõem uma análise renomada — e fundamental — da gestão empresarial. Como sabemos, o planejamento estratégico envolve o levantamento da concorrência, explorando as opções de atuação da empresa diante do cenário em questão.

Ao saber com quem o negócio vai concorrer e quais são as vantagens competitivas de cada oponente, é possível se preparar para enfrentá-los e se sobressair sobre eles. Outras relações e aspectos também são levantados.

Está interessado em fazer uma análise sólida da concorrência e pensar estratégias para ultrapassá-la com os recursos do seu empreendimento? Então venha conosco!

Afinal, quais são as 5 forças de Porter?

As forças competitivas se concentram em 5 âmbitos essenciais. O primeiro deles trata a concorrência em si e como essa relação se dá. Na sequência, temos o domínio sobre o fornecimento, seguido da barganha acerca da clientela.

Para finalizar, temos as duas ameaças principais: novos integrantes no segmento e o risco de produtos substitutivos. Para que você entenda melhor, vamos falar sobre cada um deles, explicando quais perguntas fazer para chegar às respostas coerentes.

1. A rivalidade entre concorrentes

O objetivo desse tópico é levantar qual é o grau de competitividade entre o seu negócio e os outros do mercado, bem como o potencial do seu empreendimento. Como é o movimento do setor no qual você atua?

Alguns são mais competitivos e outros menos, mas isso por si só não traz nenhuma grande constatação.Diante disso, as principais informações que você precisa ter são:

  • qual é o número de concorrentes que a empresa, produto ou serviço, tem?

  • qual é o diferencial competitivo de cada competidor (posicionamento, preço, design etc.)?

Um mercado altamente agressivo pode significar uma grande quantidade de concorrentes, competindo por um público-alvo reduzido, enquanto a baixa competitividade pode tratar uma demanda baixa ou um produto pouco solicitado.

2. O poder de barganha dos fornecedores

Acerca dos parceiros, é preciso saber: o poder está nas mãos da sua empresa ou dos fornecedores? É preciso determinar qual é a posição da sua gestão diante de quem entrega os materiais necessários para que a sua atuação ocorra. O que você precisa saber é:

  • quantos fornecedores existem na área?

  • quais são as diferenças entre o que cada um entrega? Elas são grandes?

  • custa muito trocar de fornecedor?

  • diante disso, o poder de negociação está nas mãos da minha administração ou do fornecedor? Quem está na posição mais favorável? Quem perde mais caso a negociação não se consolide?

Se o número de fornecedores for alto e o serviço muito semelhantes, a direção pode trabalhar com ofertas, escolhendo entre eles e negociando a fim de encontrar a melhor opção.

Da mesma forma, se os fornecedores forem escassos, a empresa fica “refém”, sendo praticamente obrigada a aceitar as condições deles para ter o que precisa para trabalhar. Fatores como preço, quantidade e tempo de entrega podem ser negociados de acordo com a posição.

3. O poder de negociação dos clientes

Sobre a negociação com os clientes, podemos seguir quase a mesma lógica que usamos com a barganha dos fornecedores. Para saber qual o poder de troca, as perguntas são:

  • quantos compradores existem para o produto que eu trabalho diante da quantidade de fornecedores? Qual é a proporção?

  • o ticket médio do meu cliente tem influência no processo de venda e compra?

  • diante dos itens anteriores, os clientes têm condições de negociar o quanto quiserem?

  • os clientes da minha marca podem aumentar ou diminuir o engajamento de outras pessoas acerca do consumo do que eu ofereço no mercado?

O cliente tem mais condições de negociar e escolher quando a competitividade do negócio é muito alta; ou seja, se ele tem um produto similar, com preço equivalente, tem barganha sobre o seu, já que pode escolher o outro sem muitos danos.

À medida que o serviço, por exemplo, é limitado ou escasso no mercado, o poder de negociação volta para as mãos das empresas, já que se o cliente precisa de tal prestação, ele vai precisar também ceder às condições da oferta.

4. A ameaça de novos elementos no mercado

Essa força mede o quanto a sua empresa precisa se preocupar com a chegada de novos competidores no mercado. Sendo assim, é preciso avaliar qual é o nível de dificuldade de iniciação no setor no qual o seu negócio atua. Para isso, responda:

  • quais são as dificuldades para entrar no meu mercado de atuação? Eles beneficiam a minha posição atual?

  • qual é o custo inicial para abrir um negócio na minha área, alto ou baixo?

  • a legislação, as regulações e os credenciamentos para essa atuação são simples? É possível obtê-los sem dificuldades?

  • o setor no qual minha empresa atua traz benefícios para os ingressantes, como incentivos fiscais ou fundos de investimentos?

Considere que quanto menor for a dificuldade técnica, os custos de operação e o investimento necessário, mais simples será a chegada de novos players. Enquanto isso, segmentos complexos e que exigem investimentos altíssimos dificultam esse movimento.

5. As ameaças de produtos e serviços equivalentes

Além de preocupar-se com a concorrência direta e com a possibilidade de novos negócios no mercado, outro poder muito importante é o de produtos substitutos. O seu serviço existe por um motivo — se outra solução aparecer para resolver essa necessidade, o seu produto pode se tornar obsoleto.

Por isso, pergunte-se:

  • qual é o nível de dificuldade na busca por alternativas para a solução que meu negócio oferece?

  • alguma parte da minha atuação pode ser mecanizada, substituída por alguma solução mais prática ou terceirizada?

  • há algum projeto em andamento, protótipo ou ideia que pode substituir o meu produto?

Um exemplo bem prático disso é a chegada dos e-mails diante do serviço de fax. Entende como um simplesmente deixou o outro em desuso? Dependendo da área na qual você atua — em especial se é ligada à tecnologia e inovação —, essa pode ser uma grande ameaça.

Como usar essa análise para favorecer minha gestão e destacar o meu negócio?

A análise das forças competitivas traz informações estratégicas para a gestão do negócio. Sendo assim, ao usá-la para fazer uma análise consistente da concorrência, na sequência, deve-se pensar em métodos para se diferenciar no mercado — diante dos dados levantados.

As 5 forças de Porter indicam a posição do seu negócio diante dos fornecedores, dos clientes e dos concorrentes, além de situá-lo no mercado. Ao encontrar pontos fracos, trabalhe estratégias de diminuição de custos, alta vantagem competitiva e foco de nicho, por exemplo, além de pensar em alianças para fortalecer seu negócio.

Esse assunto é de interesse de qualquer gestão, já que faz parte do planejamento estratégico e agrega muito valor à empresa que o entende e o pratica. Você concorda? Então, compartilhe este artigo em suas redes sociais!

 

5 tendências de marketing para 2019

 

Interessadas em se diferenciar, as empresas precisam se manter atualizadas às mais diversas novidades no universo dos negócios — e com as tendências de marketing não poderia ser diferente.

Neste post, você vai conferir 5 movimentos que prometem repercutir no mercado e trazer melhores resultados para as companhias. Confira!

1. Mais aplicações para a realidade aumentada

Quando falamos de realidade aumentada, ou augmented reality (AR), não podemos esquecer do sucesso do aplicativo Pokémon GO. O jogo que ganhou enorme popularidade no mundo inteiro baseia-se na ideia de criar uma experiência que acrescente elementos virtuais a um cenário real.

No caso, o usuário aponta a câmera do smartphone para um lugar de verdade e tem a possibilidade de interagir com um monstrinho ou outros objetos. Mas essa não é a única aplicação da AR.

Empresas já estão utilizando essa tecnologia para criar anúncios mais criativos e que promovam maior engajamento com o público. Para se ter uma ideia, estúdios de cinema e de TV têm investido na criação de filtros de realidade aumentada para o Instagram Stories.

Trata-se de uma ótima ferramenta de marketing. Quem é fã de um filme, por exemplo, consegue aplicar determinado filtro em uma selfie; a partir disso, os seguidores dessa pessoa passam a saber que aquele longa está em cartaz.

Mas esse é apenas o começo. A realidade aumentada ainda tem muito a desenvolver com ações mais interativas, que envolvam jogos, concursos e outros tipos de entretenimento.

2. Criatividade a serviço da transparência nas organizações

A criatividade sempre foi uma das habilidades mais necessárias no universo do marketing, mas com o uso indiscriminado de certas ferramentas e soluções prontas, essa passou a ser uma das competências mais valorizadas. Ela consiste na capacidade de encontrar a resolução para um problema de uma forma que a maior parte das pessoas dificilmente conseguiria.

Segundo a Worth Global Style Network (WGSN), que a cada seis meses identifica tendências gerais de consumo e comunicação, a criatividade será essencial em 2019. Os especialistas da consultoria afirmam que isso tem a ver com o fato de as pessoas demandarem mais verdade e transparência nas relações, e que a criatividade servirá como um poderoso meio de mudança para os negócios.

E é justamente essa mudança que levará o marketing das empresas para outro nível. É propondo soluções inovadoras nas formas de comunicação e divulgação de produtos e serviços que as companhias sairão da zona de conforto. Assim, vão focar em maneiras originais de engajar a audiência, conseguirão mais destaque diante dos concorrentes e, quem sabe, influenciarão o seu nicho de mercado com as novidades que criarem.

3. Presença considerável dos chatbots

Os chatbots — programas de computador capazes de conversar por texto ou voz em uma interface de troca de mensagens — já são uma realidade e devem fazer cada vez mais parte da rotina do consumidor em 2019.

Esses softwares são uma excelente ferramenta de relacionamento com o público porque conseguem lidar com requisições mais simples, permitindo que o agente de atendimento humano foque em casos mais complexos.

Eles respondem imediatamente e ficam online 24 horas por dia. Além disso, ficam disponíveis para os clientes diretamente em um app de mensagens, como o Messenger e o Telegram, ou em uma janela no site da empresa, dispensando a necessidade de baixar um novo aplicativo.

Vale lembrar que o fato de esse recurso promover um atendimento automatizado não significa que a linguagem dos bots deva ser fria ou sem personalidade. Eles podem ser desenvolvidos para representar um personagem alinhado aos valores da marca, apresentando aspectos divertidos, formais, despojados etc.

Inclusive, chatbots mais sofisticados podem contar com inteligência artificial na sua programação, aprendendo mais sobre os consumidores conforme interagem com eles e fornecendo recomendações individuais com base no histórico de conversas. Essas mensagens personalizadas são mais uma vantagem, pois geram uma experiência mais agradável e uma aproximação maior da audiência com a marca.

4. Crescimento do vídeo no smartphone

Segundo o relatório Cisco Visual Networking Index, o vídeo vai representar 78% do tráfego de dados móveis no mundo em 2021 — um número impressionante, comparado aos 60% de 2016. Devido ao constante avanço na qualidade das conexões para aparelhos mobile, esse formato de conteúdo pôde ganhar mais espaço nesses gadgets.

Não é à toa que, nos últimos anos, observamos as redes sociais investindo em criar um suporte maior a publicações em vídeo dentro de suas plataformas. Um bom exemplo disso é o Facebook, que focou em disponibilizar recursos favoráveis ao envio de vídeos para não depender do YouTube e ainda criou a possibilidade de os usuários fazerem transmissões ao vivo.

Sendo assim, devido às oportunidades geradas pela fase de crescimento desse recurso, outra tendência de marketing é vermos ainda mais anúncios no formato de vídeo. E isso não vale apenas para as redes sociais; entrar em um portal e visualizar uma propaganda em vídeo no decorrer de um conteúdo em texto, por exemplo, é cada vez mais comum.

5. Maior emprego do marketing preditivo

Conforme as tecnologias de manipulação de grandes quantidades de dados e de inteligência artificial ganham popularidade, quem lida com marketing passa a ter mais clareza sobre o comportamento dos consumidores.

Ao cruzar informações de mídias sociais, ferramentas de gestão, pesquisas de mercado e de outras fontes, consegue-se obter previsões interessantes sobre padrões de consumo capazes de influenciar as vendas.

Com o conhecimento necessário e o uso correto das ferramentas, um bom profissional saberá identificar as oportunidades e contribuir para o desenvolvimento de campanhas mais centradas nas demandas das pessoas e com maiores chances de sucesso.

Portanto, se você deseja aprimorar seus conhecimentos e gerar melhores resultados com as ações da sua empresa, foque nessas tendências de marketing para o próximo ano. Contudo, não se limite a elas — siga os especialistas desse mercado, estude bastante e procure sempre se manter bem informado sobre as transformações que o futuro ainda reserva.

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Análise Pestel: entenda como essa ferramenta funciona

Quando precisamos estruturar uma empresa e planejar as operações para produzir um produto ou entregar um serviço, existem diversas ferramentas de gestão que podem nos ajudar. Uma delas é a análise PESTEL (ou PESTLE) — muito útil para examinar e monitorar o cenário geral (macro) em que o negócio se encontra.

Por isso, neste post vamos entender o que é esse framework e como ele funciona. Veremos os fatores ambientais que motivam esse tipo de diagnóstico e por que isso é importante para um negócio. Acompanhe!

O que é a análise PESTEL?

Trata-se de uma ferramenta usada principalmente por gestores, profissionais de marketing e empresários para ter uma visão de diversos ângulos do ambiente externo à empresa. Como essa avaliação tem o objetivo de identificar fatores que possam impactar o negócio — seja de forma direta ou indireta —, ela é fundamental para o desenvolvimento de um planejamento estratégico.

São esses fatores que constituem a sigla PESTEL, cujas letras correspondem aos quesitos políticos, econômicos, sociais, tecnológicos, ecológicos e legais. Inclusive, os resultados do exame desses elementos podem contribuir para o reconhecimento das forças e fraquezas da análise SWOT.

O que analisar em cada um dos fatores?

Vejamos o que é necessário ter em mente antes de analisar os seis fatores PESTEL.

Fatores políticos

A situação política de um país tem grande influência sobre os negócios. Para se ter uma ideia, em momentos turbulentos no Brasil, como o período de eleições ou de decisões governamentais importantes, é comum que a cotação do dólar sofra grande variação, interferindo em diversos setores do mercado.

Outro exemplo está na área dos serviços digitais, em que uma solução inovadora faz tanto sucesso que consegue atingir uma parcela considerável da população. Dependendo dos interesses dos legisladores, pode ser que eles votem leis para regular esse serviço. O mesmo vale para a criação de normas relacionadas à saúde, comércio, segurança etc.

Fatores econômicos

É válido destacar que o cenário econômico tem um vínculo muito forte com questões políticas, portanto, é preciso analisar fatores relevantes para o país como um todo, como:

  • inflação;

  • taxa de desemprego;

  • taxa de juros;

  • sinais de crise econômica;

  • situação da dívida externa;

  • decisões do Banco Central.

Além disso, temos que observar tendências e movimentos que dizem respeito diretamente ao setor em que empresa atua. Isso envolve os preços das matérias-primas, a demanda do mercado por soluções que tenham alguma relação com o que o negócio oferece, a existência ou não de parceiros comerciais, entre outros.

Fatores sociais

Para os fatores sociais, é preciso levar em conta características como demografia, cultura e até mesmo saúde. Devemos considerar também métricas que nos mostrem dados sobre o comportamento do consumidor.

As informações abaixo, por exemplo, são essenciais para entender se o ambiente social em questão tem aspectos compatíveis com o seu público-alvo ou não:

  • faixa etária que compõe a maior parte da população;

  • classe social dominante em determinada região;

  • a importância da cultura para determinado mercado;

  • expectativa de vida das pessoas.

Em conjunto com esses dados, pesquisas que ajudem a entender melhor os hábitos de compra dos seus clientes e aqueles em potencial são meios bastante pertinentes de compreender o contexto social do qual a empresa faz parte.

Fatores tecnológicos

A tecnologia tem um potencial transformador enorme, sendo responsável por quebrar indústrias inteiras ou fazer um pequeno negócio decolar e conquistar milhares (ou até milhões) de clientes. Por esse motivo, se atualizar em relação às tendências tecnológicas é obrigação de toda empresa que deseja se manter competitiva.

Sendo assim, procure conhecer o que há de novo nesse mundo. Pode ser que exista uma solução capaz de multiplicar a produtividade do seu negócio ou mesmo uma novidade implementada por um concorrente com possibilidades reais de interferir negativamente nas suas operações.

Fatores ecológicos

Os fatores ecológicos se relacionam principalmente com o meio ambiente. Logo, uma análise adequada aqui busca responder às seguintes perguntas:

  • Existe um problema ambiental que a sua empresa pode ajudar a resolver e receber por isso?

  • As atividades da sua empresa prejudicam o meio ambiente de alguma forma?

  • Existem problemas ambientais que podem interferir nas suas operações (desastres naturais, poluição, temperaturas muito altas ou muito baixas etc.)?

Tenha em mente que a localização geográfica e as condições meteorológicas ao longo do ano também podem afetar a empresa, dependendo do seu negócio.

Fatores legais

Legislação trabalhista, direito do consumidor, segurança no trabalho e acordos de comércio exterior; todos esses são exemplos de fatores legais que as empresas devem conhecer e seguir conforme a lei determina.

Sem o conhecimento adequado das leis do país — ou dos países, para empresas que trabalham com o mercado internacional —, o negócio poderá sofrer as consequências. Em casos mais graves, é possível que ele precise lidar com penalidades que o obriguem a encerrar as atividades ou ter que conviver com uma mancha na sua imagem porque cometeu alguma transgressão (mesmo que sem a intenção).

Como utilizar essa ferramenta?

Para fazer a análise PESTEL, é interessante utilizar uma planilha indicando todas as seis categorias que vimos acima. Para cada uma, liste em torno de 10 fatores, desde que eles sejam de fato representativos para a sua empresa e que reflitam a situação atual do mercado.

Além disso, procure montar uma equipe para elaborar esse documento em conjunto. Por mais que seja possível fazê-lo individualmente, listar os fatores em grupo ajuda a trazer pontos de vista diferentes sobre a situação do ambiente externo à empresa e evita o viés possivelmente causado por uma única visão.

A análise PESTEL é, portanto, um excelente método para empresas que queiram desenvolver um novo planejamento ou reformular uma estratégia já em andamento. Ele certamente trará mais clareza para as decisões e será uma peça-chave para direcionar o sucesso do negócio.

Gostou do artigo? Percebeu como é importante ter uma ferramenta que auxilie no entendimento do cenário externo antes de efetivamente direcionar suas táticas? Então, queremos convidá-lo a conhecer a Especialização em Gestão com ênfase em Negócios, uma pós-graduação voltada para quem deseja aprender ainda mais sobre planejamento estratégico — tanto na teoria quanto na prática!

 

7 hábitos para abandonar e obter sucesso profissional

 

Muito se ouve falar sobre obter sucesso profissional. Esse parece um patamar que todos querem alcançar: pergunte para cada colaborador da empresa e constate essa realidade. Contudo, nem todos assumem posturas necessárias para alcançá-lo.

Além de muito foco e dedicação, quem quer ser um profissional de sucesso não pode permitir que alguns hábitos nocivos a esse objetivo permaneçam em seu dia a dia. É disso que falaremos hoje: veja 7 práticas para extinguir da sua vida e ser bem-sucedido!

1. Consentir amadorismos

Obter o sucesso profissional diz respeito a se destacar dentro da sua atuação. Ser uma referência na sua área, entregar excelência em todos os processos, alcançar resultados ousados etc. Tudo isso não vem para amadores.

Muitos profissionais caem no erro de permitir que essa característica invada seu desempenho em algum momento, seja nas atividades executadas fora dos prazos ou na falta de cuidado com a comunicação.

Pense em profissionalizar todos os setores da sua carreira: como alguém de sucesso deve se portar? Como é a comunicação dele? Como ele aplica feedbacks? Um profissional de sucesso faz marketing pessoal online? E offline?

Lembre-se de que o posicionamento é muito importante e, no caso de sua carreira, você é a sua marca. Uma vez que você foca em não ter nenhum momento de amadorismo no decorrer dela, o reconhecimento aparece de todos os lados.

2. Agir sem planejar

Um profissional de sucesso precisa ser estratégico em absolutamente todas as suas ações. Diante disso, as posturas precisam ser planejadas. Quais são os próximos passos que você deseja dar na sua carreira?

Defina seus objetivos e estabeleça metas quantificadas: em quanto tempo, usando quais recursos? No caso dos resultados da sua equipe e função, a mesma regra é válida. O importante aqui é ter um bom direcionamento.

Os lances dinâmicos, que pedem decisões rápidas, podem ser pensados e esquematizados também. Busque sempre pela alternativa mais vantajosa, pensando no período que sucede aquele momento.

Trace caminhos, destaque os melhores meios e não tenha medo de recalcular a rota caso algo não saia conforme planejado ou oportunidades surjam. Você tem condições de usar as suas melhores habilidades e competências para tomar os melhores rumos.

3. Procrastinar decisões e tarefas

A procrastinação de tarefas é algo que você deve evitar, sem ressalvas. Faça o que você tem que fazer no tempo correto, sem deixar para depois ou adiar porque é algo demorado. Essa atitude é saudável e evita atrasos e sobrecargas.

Além disso, é importante que você tome as decisões importantes do negócio em tempo hábil. Há momentos em que o mercado ou as análises internas pedem um posicionamento e demorar a assumi-lo é sinônimo de perdas.

Se há uma oportunidade de negócio, uma abertura para investimento, um novo modus operandi cuja implantação precisa ser imediata, não hesite: levante todas as informações pertinentes para basear a decisão e bata o martelo.

4. Abrir mão de delegar as atividades

O sucesso profissional de uma gestão ou liderança tem muito a ver com os resultados que a equipe entrega. Sendo assim, ter uma equipe alinhada às tarefas significa que o trabalho é bem desempenhado.

Diante disso, é importante que você não se esqueça de delegar bem as atividades. Ainda que o seu time opere com autonomia — o que é muito bom —, é sua função mapear os processos e estabelecer os padrões a serem alcançados.

Não deixe sua equipe abandonada. Mesmo que a confiança do desempenho seja plena, ter o líder por perto é essencial para que tudo ocorra com excelência, inclusive o andamento das tarefas. Nesse sentido, delegue aproveitando ao máximo o potencial de cada um.

5. Estar constantemente ocupado

É muito comum ouvir que o mercado busca por um profissional que seja multitarefa. Muito comum às novas gerações, essa característica pode ser facilmente confundida. Lembre-se de que estar sempre fazendo algo não significa fazer de uma forma satisfatória.

Preocupe-se mais em estabelecer uma boa organização de prioridades do que estar sempre respondendo e-mails — o que por sinal é um hábito nocivo — ou aparentemente executando alguma atividade. Lembre-se de que, nesse caso, é muito mais importante entregar qualidade do que quantidade.

Portanto, mantenha seu foco. Essa é uma grande lição que a regra 80/20 nos ensina: dar ênfase na execução do que traz a maior parte dos resultados. Ser eficiente não é totalmente sobre alcançar grandes propósitos, mas sim sobre fazer o máximo utilizando recursos mínimos para aquela ação.

6. Não se preocupar com inovação

É claro que o fator inovação está ligado à tecnologia, mas não é exclusivo desse gênero. Inovar é sobre encontrar novos métodos de realizar algo. Se você encontra uma forma mais dinâmica de mapear um projeto, por exemplo, está inovando.

Analise os processos da sua função, buscando pelos gargalos e caminhos que são difíceis ou onerosos. Pense em alternativas e soluções para executá-los. Proponha e teste esquemas, anote os resultados e assim continue aprimorando-os cada vez mais.

7. Deixar de investir em aprendizado

Sua carreira precisa ser uma evolução. O sucesso é uma construção e por isso você não pode deixar de investir em se profissionalizar. Pense em cada momento como um passo na busca do que você almeja.

Ao alcançar uma posição, estabeleça novas metas de crescimento. A ascensão profissional é resultado de muito trabalho, sem deixar de lado as reciclagens e o aprendizado na direção daquilo que o mercado exige e que você quer e se identifica.

Para manter-se competitivo, é essencial que você pense em formas de se aprimorar, não deixando de lado a opção de realizar especializações. Outro aspecto é importante é ser ativo na área, participando de eventos e fortalecendo parcerias estratégicas.

É muito importante que você trabalhe a visão de ir sempre além, não se contentando com mais do mesmo. Lembre-se de que as recompensas são proporcionais à sua dedicação.

Obter sucesso profissional é um trabalho de todos os dias, no qual hábitos como os que citamos podem ser altamente prejudiciais. Mesmo parecendo inofensivos, eles devem ser evitados, pois trazem resultados negativos.

Você conhece pessoas que tem esses costumes? Ajude-as a darem um passo a mais no caminho do êxito: compartilhe este artigo nas suas redes sociais!

 

Tudo o que você precisa saber sobre o networking

Encontrar boas oportunidades de carreira não depende apenas de diplomas, títulos e processos seletivos. Existe uma prática que pode contribuir para que talentos sejam vistos e cobiçados: estamos falando do networking.

Prospectar e ser prospectado se torna algo mais natural e produtivo quando se tem uma rica rede de contatos profissionais. Isso vale para quem está em busca de (re)colocação; para quem precisa preencher vagas com pessoal qualificado e diferenciado; e, também, para quem procura mapear e identificar potenciais clientes ou parceiros para a realização de negócios em startups e empresas de todos os portes.

Neste post, abordaremos a relevância dessa prática e listaremos alguns direcionamentos sobre como fazer networking de qualidade e ter o tempo investido da forma mais produtiva possível. Siga a leitura e perceba a importância de criar um terreno favorável para trilhar caminhos positivos na trajetória profissional, por meio de uma teia valorosa de relações.

O que é networking?

Em inglês, “net” significa rede, e “work”, trabalho. Aproveitando essa semântica, “networking” expressa a habilidade de construir redes de contato, mas não só isso. O sentido só se completa quando há a capacidade de manter e de ampliar as conexões estabelecidas, com a finalidade de cultivar interações profissionais em diversos ambientes. Aqui, a perspectiva do relacionamento deve ser prioridade.

No meio empresarial, o termo é amplamente utilizado e envolve o grupo de contatos que uma empresa ou um profissional precisa manter próximo e ativo para capturar algum tipo de retorno. Por exemplo:

  • conhecer fornecedores;

  • viabilizar vendas;

  • atrair clientes;

  • oferecer serviços;

  • coletar informações estratégicas.

O networking acaba sendo um encontro de pessoas que podem oferecer suas qualidades, com aquelas que precisam agregar à sua carreira ou ao seu empreendimento profissionais gabaritados e interessados em crescimento. A tática é diferente do simples ato de socializar, pois o foco não é manter-se popular, ter uma roda de amigos para lazer ou para programar uma viagem em grupo.

Tudo isso pode até acontecer, sim, mas é importante que a intenção em gerar um valor agregado aos interesses profissionais não se perca. Mais do que “ser bem relacionado”, é preciso interagir com as pessoas certas, ser lembrado por quem pode oferecer retornos para um desenvolvimento de carreira.

Como você pode ver, não se trata de uma habilidade meramente relacional: ela tem um cunho empreendedor, de visão de negócios também. É por isso que saber tecer um networking é uma aptidão tão valorizada em seleções de pessoal. Ela representa uma facilidade em articular pessoas em prol de objetivos específicos.

Recrutar candidatos que apresentem essa facilidade é trazer para a empresa pessoas com a qualidade de:

  • identificar oportunidades;

  • intervir em uma conversa na hora certa;

  • ter abordagens certeiras;

  • usufruir do poder de influência;

  • fazer amarrações produtivas.

Portanto, um networking bem construído traz não só uma rede profissional para troca de experiências e informações, mas também potencializa oportunidades por meio de relacionamentos sólidos e, quem sabe, duradouros.

Quais os benefícios do networking bem construído?

Manter bons relacionamentos e aumentar o círculo social é bom, mas não é suficiente para uma visão empresarial ou de carreira.

Networking vai além e abre janelas de oportunidade para que sejam usufruídas a curto, médio e longo prazos. Por isso, é importante elas estarem sempre abertas, já que não se sabe quando será necessário lançar mão desse recurso. O ideal é planejar ascensão profissional e ampliação dos negócios, mas nem sempre isso é possível.

Além disso, o simples fato de conviver com pessoas inspiradoras abre a mente para o novo, para o desconhecido, para outras visões de mundo. Isso contribui para nossa capacidade de reconhecer e aprimorar boas ideias e de ampliar nosso potencial criativo.

Manter-se conectado é uma postura que traz ganhos e que, nos moldes atuais do mercado, deixou de ser opção e virou algo essencial para empresas e para profissionais.

Para deixar mais claro quais são as vantagens de se estabelecer um bom networking, listamos alguns retornos que tanto negócios quanto pessoas podem alcançar. Acompanhe!

O que os profissionais ganham

Com um networking bem constituído, profissionais de todas as esferas — iniciativa privada ou pública, liberais e consultores — passam a contar com:

  • uma rede de contatos útil em diversas ocasiões da carreira;

  • melhores chances de colocação no mercado;

  • maior satisfação e qualidade de vida no trabalho, por poderem ter apoio em diversas especialidades e ocasiões;

  • diferenciação perante outros profissionais com uma rede limitada ou com postura individualista;

  • interesse das empresas no perfil conciliador, negociador e comunicativo;

  • oportunidade para desenvolver liderança;

  • contato com referências relevantes no mercado de trabalho;

  • troca de experiências;

  • acesso a informações que podem ter utilidade estratégica;

  • abertura de caminhos para ascensão profissional;

  • maior exposição para que o profissional seja visualizado por “caçadores de talentos”;

  • satisfação em auxiliar outras pessoas — afinal, networking é troca;

  • possibilidade de conhecer conexões de outras pessoas e perceber onde é oportuno estar inserido;

  • contato com profissionais que aprimoram e complementam as competências acumuladas;

  • oportunidade de aperfeiçoamento, a partir de um senso crítico a respeito de pontos fracos que ficam nítidos diante das qualidades alheias;

  • melhoria dos projetos em andamento, a partir do conhecimento de vivências de outros profissionais.

O que as empresas ganham

O networking é altamente proveitoso não apenas para pessoas físicas, mas também para os negócios. Alguns dos benefícios para o meio empresarial são:

  • novos parceiros para incremento do negócio — na condição de fornecedor, prestador de serviços, sócio ou investidor;

  • alcance de clientes em potencial e aprofundamento da relação com a base atual;

  • incremento das vendas;

  • maior visibilidade da empresa, tornando-a mais conhecida em um círculo de pessoas de interesse por poderem agregar algum valor ao negócio;

  • aumento do poder de influência dos gestores e da marca como um todo;

  • detecção de oportunidades de negócio;

  • formação de alianças estratégicas, especialmente com consultores que podem otimizar o negócio com o conhecimento que eles têm do mercado;

  • melhores condições para aumentar a competitividade do empreendimento;

  • ampliação da relevância da marca no mercado;

  • empresas em fase inicial e startups podem abrir canais para fortalecer sua imagem e ajudar a ocupar um bom posicionamento no mercado.

Quais as armadilhas ao tentar estabelecer um networking?

Quem busca os benefícios listados acima deve, primeiramente, esquecer a ideia de que networking se confunde com uma atitude reprovável de “forçar amizades” ou “puxar saco” de quem pode trazer algum retorno favorável.

O conceito gira em torno de uma tática inteligente de articulação de forças em prol da carreira ou do sucesso da empresa. Não há mal algum em investir em aproximação, agregação de conhecimentos e ampliação do poder de influência.

Essa descrença no papel do networking faz com que algumas pessoas relutem em dedicar-se a ele. E, por não compreenderem ainda o valor de uma rede de contatos adequada, acabam perdendo boas oportunidades de crescimento.

Como você já entendeu a relevância dessa prática, vale prestar atenção a algumas ideias e práticas que nada colaboram para uma atuação produtiva no que se refere a conexões interpessoais. Evite essas armadilhas tanto quanto possível!

Esperar um momento de necessidade para atuar

Já mencionamos que um networking eficiente é aquele que cria e mantém janelas de oportunidade continuamente abertas. Assim, elas podem ser acionadas sempre que alguma necessidade surgir, especialmente as imprevistas.

Lembrar-se da rede de contatos só na hora do aperto não será produtivo e poderá gerar uma sensação de oportunismo, em que não há um cultivo e se espera apenas uma colheita. Ninguém gosta de se sentir usado ou explorado, e é isso que pode acontecer quando só se é lembrado nos momentos difíceis de alguém que se pretende parceiro.

Deixar a marca apagada ou desatualizada

Quem poderia se interessar por quem não demonstra zelo pelo desenvolvimento de sua imagem e de sua própria marca? Qual perfil em redes sociais será visualizado se ele não compartilha temas relevantes e não informa qual contribuição o profissional vem dando para algum trabalho, alguma causa?

Hoje, as vitrines não são mais só físicas, são cada vez mais virtuais. Investir em marketing pessoal digital é essencial para criar uma noção de legitimidade e propriedade em relação ao universo profissional onde se está ou se deseja inserir.

Levar conhecidos para eventos de trabalho

Uma vez que a tendência humana é se manter na zona de conforto, ficamos à vontade quando estamos acompanhados por quem já conhecemos.

Isso é um impeditivo para a abertura ao novo. Ficamos “com preguiça” de nos aventurar, baixar a guarda e iniciar uma conversa, entregar um cartão, pedir um e-mail ou telefone, iniciar uma nova conexão. Então, experimente ir sozinho ao próximo evento profissional e esqueça a ideia de que ficará deslocado.

Não se preparar para encontros profissionais

Em eventos do estilo feiras ou palestras com espaço para perguntas ao orador, não se deve relaxar e pensar que se trata de um passeio ou de um espaço apenas para ouvir.

É importante se preparar para saber em quais stands da feira podem haver contatos interessantes. E, também, para fazer uma pergunta marcante em um auditório, onde não só o palestrante perceberá sua presença, mas também outros potenciais membros de uma futura rede.

Deixar de fazer follow-up após um evento ou encontro

Contatos estratégicos são disputados no mercado. Não pense que eles se lembrarão de alguém com quem apenas esbarraram ou conversaram rapidamente em determinada ocasião.

Enviar um e-mail ou solicitar conexão em redes sociais com viés profissional demonstra que há interesse em criar um ciclo de compartilhamento de informações, troca de experiências e agendamentos posteriores para conversas mais próximas.

Perder uma oportunidade de se diferenciar

Quando se está diante de referências do mercado, é preciso ter um diferencial para que ele identifique um campo para estabelecer uma conexão, considerando que ela é uma via de mão dupla.

Então, deve-se evitar fazer as mesmas perguntas ou comentários que todos fazem. Dessa forma, o profissional não desperdiça a chance de impressionar, conquistar e atrair quem ele deseja para uma rede de contatos.

Pensar que não deve dar algo em troca

Networking não é apenas buscar recompensas. É uma rede de ajuda mútua na qual não cabe egoísmo, egocentrismo ou desprezo pelo membro que, muitas vezes, mais pede do que oferece.

Ao entrar em um grupo, não é legal focar apenas em retorno. Aliás, retorno é algo que volta quando, antes, algo é dado, oferecido, despendido. É natural pensar que senso de justiça e de gratidão deve estar presente em uma rede saudável de contatos.

Ter um comportamento imaturo e inoportuno

Certas atitudes chegam a irritar quem é abordado para uma tentativa de ingresso em uma rede de contatos. Reunimos, aqui, alguns comportamentos desagradáveis e que devem ser evitados a todo custo:

  • forçar intimidade com quem você não tem um relacionamento estabelecido;

  • exigir prioridade no atendimento quando há uma fila de espera para falar com o contato de interesse;

  • blefar sobre a existência de uma vaga na empresa, sugerindo que poderia ser o candidato ideal para a necessidade do cargo em aberto;

  • mentir sobre a indicação de alguém que você não conhece, na verdade, para chegar até a pessoa que lhe interessa;

  • usar o nome de terceiros sem permissão, para forçar uma aproximação com alguém;

  • ligar diretamente para alguém para se apresentar, sem um propósito específico ou uma necessidade real e pontual;

  • cobrar respostas e retornos, como uma indicação a determinada vaga em aberto;

  • desrespeitar limites de relacionamentos, como tomar muito o tempo do interlocutor ou fazer perguntas invasivas ou comentários inócuos e desnecessários.

Como desenvolver um bom networking?

Ser “networker” requer preparo e dedicação a várias conexões benéficas à vida profissional ou à prosperidade da empresa. Muitos recursos estão ao alcance de quem deseja se firmar como uma referência atrativa e também para quem quer se cercar de uma rede de pessoas e de profissionais que podem trazer um valor a mais para a carreira.

Vamos destacar agora algumas iniciativas, comportamentos e posturas que contribuem para montar redes fortes. Nos itens a seguir, observe que fazer um networking exige esforços e aperfeiçoamento contínuo!

Aparente ser o que é

Manter um personagem para “enganar” o mercado exige muita dedicação. Por que não usar esse esforço para manter uma imagem calcada na honestidade e na demonstração apenas das qualidades que você realmente tem?

Sustentar aparências é complicado, porque quem busca uma rede quer sinceridade recíproca. A melhor forma de ter uma boa reputação é ser transparente e não causar decepções em quem poderia vir a ser um parceiro estratégico em algum momento da carreira.

Seja organizado

Criar um networking é um trabalho permanente e que exige cuidados. Imagine encontrar um executivo que você conheceu em uma empresa e, sem saber que ele agora atua no concorrente, pergunta como vão as vendas da empresa na qual ele tinha um cargo anteriormente?

Para evitar situações embaraçosas como essa ou até não conseguir localizar um contato em um momento crucial, é fundamental manter uma agenda com informações atualizadas. Existem diversos aplicativos móveis úteis para essa finalidade.

Selecione os contatos certos

Muitas vezes, participamos de cursos e eventos e reencontramos pessoas conhecidas que nos pedem nossos contatos. Mas existe uma diferença considerável entre ser colega ou amigo e ser parceiro de empreitadas profissionais.

Daí começam as mensagens com tom de corrente ou com piada para descontrair, ou seja, a pessoa só quer ser popular. Isso é perda de tempo e mostra como é relevante escolher os contatos certos para ter um networking que possa trazer bons frutos.

Esteja acessível

Quem está na chuva é para se molhar, concorda? Por isso é importante estar aberto para ser encontrado por pessoas relevantes e pelas não tão benquistas também. Afinal, não dá para saber de antemão quando algum potencial parceiro baterá à porta.

Nossa dica é que você procure separar o joio do trigo e não gastar tempo com quem não aparenta ter algo a oferecer.

Participe de capacitações de bom nível

Qual o perfil dos profissionais que estão realizando especializações e se dedicando para obter títulos e tornar seu currículo mais robusto? Certamente esses profissionais buscam o mesmo que aqueles que enxergam em um networking boas chances de crescimento.

Além de manter-se atualizado, é importante participar de cursos “bem frequentados” para ampliar as oportunidades de contato com pessoas influentes e com espaço reconhecido em seu campo de atuação. Pense que a relação pós-graduação e networking pode trazer um custo-benefício bastante favorável, por exemplo.

Tenha uma reputação positiva

Pode parecer que ter uma reputação é algo restrito a quem já é referência no mercado, mas não é bem assim. Hoje, existe um meio para se alcançar autoridade e se tornar conhecido por isso.

As mídias sociais abriram um valioso canal de exposição de profissionais, desde que estes tenham conteúdo de qualidade para apresentar, discutir e assinar. O caminho dos blogs de perfil em redes sociais como o LinkedIn deve ser explorado para que a presença digital seja notada por uma rede virtual de contatos.

Ouça mais, fale menos

Muitas pessoas pensam que demarcar território é esgotar todas as possibilidades de “aparecer”. Falam demais, monopolizam conversas, cansam o interlocutor.

O segredo é deixar a timidez de lado e ser perspicaz nas abordagens, demonstrar conhecimento e ganhar a confiança e simpatia dos contatos. Lembre-se de que bons argumentos valem muito mais do que um tom de voz elevado.

Busque qualidade em vez de quantidade

Uma rede de contatos inflada não significa uma rede de relacionamentos. Esta, sim, mostra que o profissional pode contar com apoio quando tiver uma necessidade de compreender melhor um assunto que ele não domina, de ter referências sobre um fornecedor a ser contratado, de vagas de emprego adequadas para seu perfil.

Ser um verdadeiro viciado em networking consome energia e só traz resultados se houver um intercâmbio de interesses e compartilhamento de recursos e de forças. O ideal é ter a capacidade de ser filtro, não uma esponja que sai por aí acumulando “lixo” e impurezas para seus ambientes e cotidiano de trabalho.

Tenha bom senso acima de tudo

Educação e polidez, aliadas à capacidade de ser acessível e carismático, fazem de um profissional um ponto de referência cobiçada no mercado. É preciso ter bom senso para saber quando recuar, insistir em um ponto de vista e também se comportar adequadamente, prezando por:

  • conversas sempre direcionadas e com um objetivo específico a ser atendido;

  • informações sobre sua atuação profissional sempre atualizadas;

  • discrição no caso de mencionar outro profissional, tendo o cuidado de evitar críticas ou desmerecer a pessoa ou o trabalho realizado;

  • respostas prontas para perguntas de pessoas que possam sondá-lo para alguma vaga ou convidá-lo para alguma parceria;

  • iniciativa de curtir, comentar e compartilhar postagens dos contatos, como forma de valorizá-los e de instigá-los a fazer o mesmo;

  • comunicação fluida e transparente, sem a necessidade de “dourar a pílula” para demonstrar conhecimento ou superioridade perante quem quer que seja;

  • dar e receber feedbacks de forma adequada, para a manutenção de relacionamentos respeitosos;

  • respeito aos concorrentes, suas ideias e valores;

  • pontualidade nos encontros presenciais e virtuais, já que hoje o tempo é um ativo raro para qualquer profissional.

Que tal começar a investir no seu networking?

O papel do networking é justamente gerar oportunidades para que demandantes e ofertantes se encontrem e estabeleçam uma relação. Lembrando que as posições não são fixas: hoje você busca uma vaga de trabalho, amanhã precisa de um colaborador para completar seu time.

Planejar uma carreira ou a expansão de um negócio é também pensar com muita seriedade em onde, com o que e com quem estão sendo gastos recursos cada vez mais escassos, como tempo e dinheiro. Se você deseja construir uma rede de contatos e de relacionamentos, transforme esse investimento em um benefício real.

Uma carreira bem-sucedida é baseada em permuta de informações, conhecimentos, dicas, ferramentas e, por que não, gentilezas profissionais e corporativas. Buscar sempre fortalecer a conexão com contatos relevantes é uma maneira de aproveitar oportunidades no mercado de trabalho e estreitar negociações empresariais.

Quem não faz networking está abrindo mão de um recurso poderoso e precisa mudar seu mindset o quanto antes. Reconhecer o valor de uma rede de qualidade é estar preparado para o acaso, é planejar-se para o que está por vir, é garantir que toda possibilidade será revertida em favor da carreira ou do negócio.

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