Feedback construtivo: 7 erros que você pode estar cometendo

Ser gestor não é fácil, e uma das tarefas mais importantes que essa função engloba é o feedback. Você precisa tomar cuidado com vários erros comuns, que incluem desde não oferecer nenhum feedback até realizar uma abordagem negativa dessa atividade — ainda mais se for em grupo.

Se o feedback construtivo visa melhorar a performance e aumentar o engajamento, quando conduzido de maneira inadequada, ele pode ter o efeito contrário — como desmotivar seus colaboradores.

Para evitar que isso aconteça com a sua equipe, vamos apresentar, neste post, os 7 erros mais comuns do feedback e como evitá-los. Boa leitura!

1. Não reconhecer que há mais de um tipo de feedback construtivo

O feedback positivo é aquele voltado a parabenizar o colaborador por algo de bom que ele fez. Veja que, nesse caso, não há a intenção de ensinar ou melhorar, pois o profissional já atingiu o que era esperado dele. A função desse tipo de feedback é garantir que o indivíduo continue motivado ao longo do tempo.

O feedback negativo é aquele que tem o intuito de apontar um erro e ajudar o colaborador a corrigir seu desempenho. Isso é feito de maneira que ele se sinta estimulado a crescer. O foco não é no erro, mas nas formas de melhorar.

Para terminar, tenha cuidado com a crítica sem finalidade. Alguns gestores reagem de maneira destrutiva quando o trabalho ou atitude do colaborador não corresponde ao esperado.

Em vez de ajudar o profissional a se superar, essa medida emprega técnicas de constrangimento e repreensão. Em quase todos os casos, o resultado é oposto ao desejado.

Os dois tipos de feedback acima são considerados “construtivos”, pois sua finalidade é, literalmente, construir uma realidade cada vez melhor dentro da empresa. Esse é um processo conjunto e não visa simplesmente o lucro do negócio, mas a formação de um ambiente que seja produtivo e gratificante para todas as partes envolvidas.

2. Não usar o feedback positivo regularmente

Por algum motivo, muitos gestores limitam-se a aplicar o feedback positivo quando algum colaborador extrapola muito suas expectativas. Não é assim que ele deve ser utilizado. Com um emprego mais amplo do feedback positivo, você verá a sua influência na motivação do time.

Como forma de reforço, ele pode ser adotado constantemente, mesmo diante de pequenas realizações e atitudes. Dessa maneira, você demonstra à sua equipe que está realmente atento ao trabalho que estão desenvolvendo, e que a empresa reconhece todos os esforços em prol do negócio.

Aliás, os profissionais valorizam a organização que observa os processos desenvolvidos — e não apenas os resultados obtidos. Afinal de contas, nem sempre o colaborador tem sucesso, mas isso não significa que deve ser ignorado pelo gestor.

3. Transformar o feedback positivo em uma forma de menosprezar o restante da equipe

Se você não tomar cuidado com a maneira como apresenta o feedback positivo, ele pode se tornar um incômodo para os colaboradores que não estão recebendo reconhecimento.

Isso acontece, por exemplo, quando você sempre elogia o mesmo funcionário diante de toda a equipe; ou, ainda, quando usa palavras que levam os demais a sentirem que nunca vão se igualar ao colega que está sendo elogiado.

Nesses casos, pode-se formar um ressentimento dentro da equipe, o que vai levar a conflitos e, claro, a um pior desempenho nas atividades que demandam um trabalho colaborativo.

Ao mesmo tempo, é claro que você não deve deixar de lado o funcionário que já foi elogiado. Sempre que ele fizer algo digno de reconhecimento, deve recebê-lo — não importa quantas vezes sejam.

Uma boa dica é que, se você notar que é sempre o mesmo colaborador que se destaca, procure realizar o feedback positivo dele de maneira particular. Abra espaço para que, no reconhecimento aberto diante da equipe, outras pessoas também recebam atenção.

4. Fazer o feedback negativo em público

Como já vimos, mesmo o feedback negativo pode ser construtivo, desde que aplicado da maneira correta. Um dos erros mais comuns é tentar dá-lo diante de toda a equipe.

Na cabeça do gestor, ele está garantindo que mais ninguém na equipe vai cometer o mesmo erro; na cabeça do colaborador que cometeu o erro, ele está sendo exposto ao ridículo diante dos colegas.

Esse não é o único problema. O profissional pode até mesmo considerar que houve assédio e levantar um processo contra a empresa, dependendo do que for falado.

Esse é o tipo de situação que desestabiliza completamente a imagem da organização e a liderança da equipe. Felizmente, é fácil evitá-la: sempre que o feedback envolver uma crítica ao colaborador, tome o cuidado de conversar com ele em particular.

5. Não estabelecer quais serão as ações de melhoria

Já ficou bastante claro, mas vamos reforçar: o feedback é uma ferramenta de gestão de pessoas focada em melhoria do desempenho e aumento do engajamento. Assim, quando o feedback é negativo, não basta identificar e expor o problema ao colaborador.

É preciso estabelecer, junto com o funcionário, quais serão as ações concretas tomadas para garantir que haverá melhoria, deste momento em diante. E, claro, deve haver um acompanhamento consistente, visando observar se as ações foram colocadas em prática.

Para resumir, se o feedback não se refletir em um resultado efetivo, ele não tem função — é apenas um desperdício de tempo.

6. Não realizar um feedback individual e em grupo

Existem duas maneiras diferentes de realizar um feedback: individualmente ou em grupo. Ambas são importantes, mas muitos gestores utilizam apenas a segunda alternativa, preocupados com o tempo que o contato individual poderia tomar.

O problema é que, no feedback em grupo, existe menos oportunidade para a comunicação bilateral entre os colaboradores e o gestor. Muitas ideias valiosas de melhoria podem não emergir quando o indivíduo precisa se expor diante dos colegas para apresentar suas sugestões.

Portanto, mesmo que você precise realizar o feedback individual com uma frequência reduzida, não deixe de garantir esses momentos particulares com cada membro da sua equipe.

Esses são os erros mais comuns que você pode estar cometendo na hora de prestar um feedback construtivo aos seus colaboradores. Tenha em mente que essa ferramenta é indispensável para ajudar no crescimento profissional dos talentos da sua empresa e, até mesmo, na preparação dos profissionais de alto potencial para ocupar cargos de liderança dentro da organização.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira nosso post com os 6 segredos para o desenvolvimento de líderes!

Quando usar cada um dos tipos de metodologias de gestão de projetos?

Atualmente, existem muitos tipos de metodologias de gestão de projetos que podem ser empregadas pelas empresas. Saber distinguir entre eles e entender para que objetivos e ações são indicados é essencial para o êxito em desenvolvimentos de produtos/serviços, parcerias ou outros programas organizacionais.

Existem duas finalidades ligadas a um projeto: criar um output, cujo propósito é gerar produtos/serviços, e/ou um outcome, em que o intuito é produzir um resultado.

Neste post, você vai aprender quais são e quando aplicar as melhores metodologias para gerar outcomes, além de entender como a escolha de uma delas impacta em vários aspectos do sucesso e da diminuição de riscos do projeto. Não deixe de conferir!

Principais agrupamentos das metodologias de gestão de projetos voltadas para resultados

Métodos tradicionais

Segundo Heitor Coutinho, professor de estratégia e gestão de projetos da Fundação Dom Cabral, “os métodos tradicionais foram criados para situações de baixa incerteza”. Nesse caso, há o conhecimento sobre o que será desenvolvido, o escopo envolvido e o objetivo do projeto.

De forma resumida, em um método tradicional se tem a compreensão e o conhecimento para desenvolver a solução pretendida. Duas metodologias que se enquadram nesse grupo são o PMBOK e o PRINCE 2.

Métodos ágeis

Os métodos ágeis usam bastante o recurso de prototipação, pois é necessário ter muita interação com o cliente. Nesse caso, sabe-se o objetivo do projeto que será desenvolvido, porém não há muita clareza em relação à solução.

“Por isso, é necessário lançar mão de protótipos, ter mais iterações (recursividade) e interação com os futuros usuários”, explica Heitor. “Nesse grande grupo de métodos ágeis, uma aplicação muito usual é o desenvolvimento de produtos em empresas.” Algumas metodologias que se enquadram nos métodos ágeis são:

  • SCRUM;

  • Lean Startup;

  • Práticas Ágeis do PMI.

Métodos inovadores ou Extreme Project Management (XPM)

Quando é necessário desenvolver algo novo, é comum não ter dados do mercado. Afinal, está sendo lançada uma coisa nova. “Nessa circunstância, a valia do planejamento é muito restrita”, comenta o professor. Sendo assim, o planejamento só é útil via just in time, não para a estrutura geral do projeto.

“Esse terceiro bloco de métodos é o que tem o maior nível de incerteza e, portanto, o maior nível de risco associado”, explica Heitor. “Todos os métodos de pesquisa e desenvolvimento estão nesse quadrante.”

No Extreme Project Management se lida com grau elevado de risco, pois se trabalha algo com um nível de novidade extrema, que pode envolver inovação radical e até disruptiva. “É uma situação em que nem o objetivo, nem a solução estão claros”, comenta Heitor. “Então você terá que pesquisar muito para depois entrar no desenvolvimento.”

Algumas técnicas usadas nesse ambiente são a ideação e o Design Thinking, bem como projetos de pesquisa puros. Já o Design Sprint, da Google, é um método para inovação.

As sete principais metodologias de gestão de projetos

1. PRINCE 2

O PRINCE 2 se encontra no quadrante tradicional, sendo muito usado na Europa. “Ele se aplica quando você conta com um nível de incerteza baixo, mas tem certeza de qual é o objetivo e há clareza da solução”, explica o professor.

2. PMBOK

O PMBOK, de origem americana, é um livro estruturado em conhecimentos da área, de forma semelhante ao Prince 2, sendo instituído pelo PMI (Project Management Institute). Ele agrupa o conjunto de boas práticas dessa organização para a gestão de projetos, sendo considerado um método tradicional. Todavia, a versão de 2017 trouxe um conteúdo adicional voltado para a metodologia ágil, ou seja, já existe o PMBOK Agile.

3. IPMA

O IPMA (Internacional Project Management Association) é outro instituto extremamente importante, também de origem europeia, que pode ser posto no mesmo nível das organizações responsáveis pelo PRINCE 2 e pelo PMBOK.

“Enquanto os dois primeiros são mais orientados às melhores práticas, ao processo de fazer projetos, o IPMA está mais ligado às competências para se fazer projeto”, explica Heitor. Também é um método tradicional.

4. SCRUM

O SCRUM é o método ágil mais conhecido, sendo muito bem empregado na fabricação de software. “A partir do momento em que o desenvolvimento de softwares avançou para a programação orientada a objetos, a elementos mais gráficos, o SCRUM foi decisivo”, aponta Heitor.

No entanto, o professor menciona que essa metodologia pode ser usada também para o desenvolvimento de novos produtos nas companhias, uma vez que conta com bons recursos para isso.

5. Adaptative Framework Project (AFP)

Uma das premissas de um método ágil é ser adaptativo. Nele, ao longo do processo, realizam-se adaptações em seu escopo, além de incrementar aos poucos seu projeto até obter o produto final. O Adaptative Framework Project fornece uma estrutura que se adapta a ambientes em constante mudança. Assim, é preciso destacar que o AFP facilita a adaptação, sendo também semelhante ao SCRUM, embora mais amplo. 

6. Lean Startup

Lean, algo como “enxuto”, envolve identificação e exclusão sistemática de desperdícios. Basicamente, qualquer método lean emprega a estratégia de agir, de forma local, em cada item de desperdício de recursos, custo ou tempo para atingir um time-to-market mais rápido e qualidade superior.

Com base nesse conceito, Eric Ries, empreendedor e autor, buscou combinar ideias de marketing, gestão e tecnologia, e criou o Lean Startup. Ele tem buscado converter uma metodologia idealizada originalmente para startups de tecnologia em um método mais aplicável e coeso para qualquer organização nascente.

Suas ideias englobam, por exemplo, métodos ágeis de desenvolvimento de mercadorias, interação frequente com usuários para testes de hipóteses e ciclo BuildMeasureLearn (construir — medir — aprender).

7. Design Sprint

Design Sprint é um método que possibilita resolver questões críticas empregando prototipação, técnicas de brainstorming e validação de modelos em um intervalo de tempo pequeno.

Desenvolvido pelo designer e autor Jake Knapp, no Google, sendo bastante usado na gigante tecnológica, seu foco é desenvolver e testar ideias com clientes, buscando resolver questões críticas rapidamente. Tudo é feito em um período curto de cinco dias.

Em vez de aguardar para lançar um Minimum Viable Product (MVP) para checar se uma ideia é positiva ou não, o que pode levar meses, o Design Sprint se centra, especificamente, na validação dessa ideia junto a usuários, reduzindo o processo para uma semana útil de trabalho.

O que define quando cada uma delas deve ser usada

“Não acredito que uma empresa possa adotar um único modelo e ter sucesso”, diz Heitor. Ele explica que as companhias precisam entender quando cada método é adequado para determinada situação, que pode ser uma das seguintes:

  • saber o que fará (solução) e ter a clareza quanto aos objetivos — o uso de um método tradicional;

  • saber o objetivo que se quer alcançar, mas não ter um escopo do produto (solução) — métodos ágeis são os mais adequados;

  • produzir algo absolutamente novo, não havendo clareza sobre objetivos e solução — o emprego de um método inovador ou XPM se encaixa nesse caso.

“Ela nunca pode ter um método só, ou modelo só”, enfatiza o professor ao se referir à necessidade de a empresa diversificar seus métodos. “A partir do modelo, ela pode se inspirar para criar a metodologia dela, que vai ter uma série de caminhos diferentes.”

Consequências de usar a metodologia errada

A primeira consequência é o projeto fracassar por causa de uma opção errada, pois a metodologia escolhida pode não ter os recursos necessários para lidar com desafios específicos da gestão de projetos.

Heitor exemplifica: “Se o seu desafio é desenvolver algo disruptivo, muito inovador, não dá para usar o modelo PMBOK, porque ele não é adequado para isso.” Segundo o professor, isso ocorre “porque essa metodologia tradicional é usada quando você sabe claramente o objetivo e qual é a solução daquilo que pretende desenvolver”.

“Com o uso de um método inadequado, você pode ter desde um aumento de custo — devido a uma determinada burocracia para se chegar a um produto ou resultado — até o fracasso total”, alerta ele.

Para evitar isso, é importante ficar atento na hora de decidir quais tipos de metodologias de gestão de projetos utilizar. “A escolha do tipo de método é quando se opta pelo método mais adequado para aquele tipo de desafio que você enfrentará, em termos de gestão de projetos”, explica Heitor. Portanto, é preciso estudá-las para entender bem a que se destinam e, consequentemente, tomar uma boa decisão como gestor de projetos.

Agora, que você já sabe quais os principais tipos de metodologias de gestão de projetos, que tal tirar as dúvidas mais comuns sobre a especialização nessa área?

Downsizing com foco em custos: entenda como deve ser feito

A burocracia e o excesso de custos são alguns dos problemas que mais travam o crescimento de uma empresa. Uma técnica muito utilizada pelos gestores para reduzir essas duas barreiras é o downsizing. Criada nos Estados Unidos na década de 70, seu principal objetivo era diferenciar as empresas da concorrência, mas chegou ao Brasil com o intuito de reduzir a estrutura burocrática das organizações.

Neste post, vamos explicar como funciona o downsizing, quais os seus benefícios e como aplicá-lo de maneira positiva na sua empresa. Ficou interessado? Então continue a leitura!  

O que é downsizing?

Antes de explicarmos como aplicar essa técnica na sua empresa, é preciso entender o que, de fato, significa downsizing. Traduzindo para o português, essa palavra pode significar diminuir tamanhos, achatar, encurtar. Na prática, a técnica é direcionada para a redução de tudo aquilo que é menos estratégico em uma empresa: gastos, estrutura, processos e capital humano. Ou seja, torná-la mais prática e gerenciável.

A técnica é aplicada no Brasil desde os anos 80 e há dois tipos bem distintos: o downsizing reativo e o estratégico. Como o nome antecipa, o primeiro envolve uma reação sem planejamento em relação aos cortes da empresa, em que os mais afetados acabam sendo os colaboradores, já que a sua principal ação consiste nas demissões em massa.

Já o segundo tipo vai pelo caminho oposto. Com ele, é feito um planejamento detalhado sobre os custos e o que pode ser reduzido, sem implicar em consequências negativas para a equipe ou para o crescimento da organização.

Como aplicá-lo na sua empresa?

O downsizing pode ser uma prática temporária ou permanente, realizada em diferentes setores da empresa ou apenas em um. Tudo vai depender das demandas e necessidades dela. O mais importante é que tenha um caráter estratégico, em vez de reativo — ou seja, tenha planejamento na sua implementação. Para isso:

  • analise os custos e os indicadores, avaliando quais gastos e despesas podem ser reduzidos e quais indicadores precisam de mais atenção;

  • verifique quais serviços terceirizados são realmente necessários para o funcionamento do seu negócio e o que é dispensável;

  • busque simplificar a sua estrutura, identificando cargos e posições hierárquicas que não agregam valor à empresa como um todo;

  • reavalie o desempenho pessoal da equipe e estabeleça critérios de melhoria que evitem demissões desnecessárias.

Quais as vantagens e desvantagens desse método?

Como toda estratégia organizacional, o downsizing vem acompanhado de vantagens e desvantagens. Ao longo dos anos, muitos estudiosos de administração, incluindo um dos seus criadores, Robert Tomasko, se posicionaram contra o direcionamento que o método tem seguido e sobre a forma que as empresas o estão interpretando.

Uma das principais críticas está na demissão em massa como única estratégia para o corte de custos, algo que nem sempre é vantajoso para a empresa e para o mercado. Por essa razão, antes de aplicá-lo, os gestores precisam ter um planejamento claro e uma análise realista sobre o valor agregado aos resultados que o downsizing trará.

Sem essa preparação, a empresa corre o risco de sair cortando elementos necessários para o seu crescimento e pode acabar com o desempenho dos seus profissionais. Dito isso, confira quais são as principais vantagens e desvantagens dessa metodologia:

Redução de custos e despesas desnecessárias

A principal vantagem do downsizing está na redução de custos e despesas nas empresas. Ao avaliar indicadores, verificar a viabilidade da terceirização de determinados serviços, diminuir a sua estrutura e eliminar cargos desnecessários, a companhia elimina o excesso e ganha um posicionamento mais estratégico no mercado.

Oportunidade de expansão

A curto prazo, o downsizing traz um enxugamento da estrutura organizacional e uma reestruturação que facilita a expansão no mercado com o passar do tempo. Ao reduzir custos e processos desnecessários, a empresa passa a investir naquilo que impulsiona seu crescimento: modernização de setores, aprimoramento de produtos e serviços, melhora na comunicação interna e com o consumidor e eliminação da burocracia que trava a tomada de decisões.

Corte de colaboradores

Uma das principais desvantagens do downsizing reativo é que a sua metodologia envolve a diminuição total do tamanho organizacional. E em muitos casos, a única saída para as empresas são as demissões. É importante lembrar, no entanto, que essa não é uma regra que vale para todas.

Além de trazer prejuízos pessoais para os funcionários, é preciso ter em mente que demissões envolvem despesas com acertos trabalhistas e rescisões. Elas também significam perda de experiência produtiva e conhecimento que os seus talentos já têm para lidar com as atividades e processos. Por isso nem sempre demitir é a melhor opção.

Antes de investir no corte de colaboradores, analise quais custos administrativos podem ser cortados antes ou avalie outras opções, como transferências de setores, incentivo à aposentadoria, treinamentos que melhorem a qualidade do trabalho dos seus profissionais e interrupção de novas contratações. Ou seja: tenha um planejamento claro antes de tomar qualquer decisão!

Desmotivação de profissionais e queda na produtividade

Outra desvantagem marcante do downsizing pode ser a queda na produtividade da equipe, causada por uma desmotivação com os cortes realizados na empresa. É preciso lembrar que, muitas vezes, a redução de material, investimentos e salários e as próprias demissões afetam a satisfação com o trabalho e aumentam o nível de estresse dos colaboradores.

Por isso, tenha como etapa do seu processo a realização de um trabalho motivacional, que acalme os ânimos e recupere o clima positivo da sua organização. Tenha sempre em mente que empresas são feitas por pessoas e que, se elas não dão o melhor de si, nenhum processo vai para frente.

Perda de reputação no mercado

Demissões mal planejadas podem vir associadas a processos judiciais e ações trabalhistas, algo que compromete a imagem da empresa no mercado, além de criar uma fama de má empregadora, diminuindo o interesse de profissionais em trabalhar ali. Em consequência, até os resultados financeiros podem ser afetados. Isso acontece porque boa parte da clientela já está utilizando a Responsabilidade Social Empresarial de uma marca como um dos principais critérios de consumo. Fique atento!

E você, está pensando em implementar o downsizing na sua empresa? Antes de tomar a sua decisão, confira como estruturar uma equipe de sucesso que atenda aos seus objetivos e evite demissões desnecessárias!

Saiba como analisar melhor e reduzir custos empresariais

Para uma empresa ter retornos acima da média, ela conta com duas alternativas básicas: aumentar as receitas ou diminuir os custos. Entre elas, a primeira pode ser responsável por resultados mais significativos em longo prazo; porém, a segunda não pode ser deixada de lado. Afinal, reduzir custos empresariais é uma prática que traz resultados visíveis imediatamente e, assim, é poderosa para elevar o moral da organização diante de seus stakeholders (como investidores e funcionários).

Você sabe como é possível diminuir os gastos da sua empresa sem deixar que isso prejudique a qualidade do trabalho desenvolvido? Se não, o post de hoje vai lançar uma luz sobre o assunto. Confira estas dicas!

Entenda a importância da análise

Um erro comum dos gestores que desejam reduzir custos empresariais é basear-se apenas em fatores superficiais. O gestor olha para uma planilha demonstrando os gastos de várias atividades e setores da organização; então, identifica o maior e aponta o dedo, acreditando que, se reduzir aquele número, vai conseguir uma melhoria no desempenho financeiro.

Porém não é bem assim. Nem sempre é a maior despesa que deve (ou pode) ser reduzida. Você pode acabar cortando um gasto que é estratégico, causando um impacto negativo em qualidade e eficiência, e será preciso realizar investimentos mais caros para reparar o dano do que o valor economizado com o corte.

Em resumo, guiar-se por esse tipo de percepção leva a uma decisão que prejudica os resultados em vez de ajudar. Para evitar que isso aconteça, você precisa desenvolver análises detalhadas e criteriosas sobre os custos envolvidos em todas as operações. Somente dessa forma será possível identificar aqueles que não agregam valor, que são considerados desperdício e que podem ser eliminados sem prejuízos.

Conheça os conceitos básicos

Já que estamos falando em análise, você vai chegar a dados mais inteligentes se compreender bem a teoria que está por trás dos custos. Isso significa aprender os conceitos básicos.

Você sabe, por exemplo, qual é a diferença entre custo fixo e variável?

O custo fixo representa um valor que não está associado à produtividade da empresa. Não importa se produza o máximo que a capacidade permita, ou se ficar parada durante o mês todo, esse custo permanecerá inalterado. Bons exemplos de custos fixos são o aluguel do prédio da empresa, apólices de seguros, remunerações sem comissões e assim por diante.

Enquanto isso, o custo variável representa um valor que depende da produtividade da empresa no período. Assim, quanto mais produzir, mais alto poderá ser o custo variável. Bons exemplos de custos variáveis: pagamento de horas extras, comissões, matéria-prima, eletricidade e água.

Também vale a pena entender a diferença entre custo e despesa.

Na primeira categoria, entram os gastos ligados diretamente ao core business, isto é, ao coração da sua empresa. Em uma indústria, são os gastos necessários para a produção. Enquanto isso, na segunda, entram apenas os gastos ligados a atividades de manutenção da empresa, administrativas. É o caso dos gastos com atendimento ao cliente, marketing, finanças, logística, controle de estoque etc.

É importante ressaltar que, no dia a dia, essa distinção não é muito aplicada. Neste post, por exemplo, quando falamos em reduzir custos empresariais, não estamos nos referindo somente aos gastos com produção. Estamos falando de qualquer gasto, de forma geral. Entretanto, na hora de fazer uma boa análise, usar essas categorias será útil para gerar dados mais precisos.

Considere o planejamento estratégico

Pode parecer óbvio dizer que um gestor não deve cortar a verba para uma atividade que, no panorama mais amplo, é importante para que o negócio atinja seus objetivos. E é justamente para evitar esse tipo de erro fundamental que qualquer tentativa de reduzir custos precisa estar alinhada ao planejamento estratégico da empresa.

Infelizmente, nem sempre a alta gestão tem condições de entender o impacto que uma decisão financeira relativa a uma atividade singular, de um setor específico, poderá ter sobre o cenário mais geral. Vamos entender melhor com um pequeno exemplo.

Do ponto de vista de um diretor, talvez o investimento em novos equipamentos telefônicos para a equipe de atendimento ao cliente pareça pouco relevante; no entanto, para o setor, esse custo pode impactar a produtividade e até a motivação da equipe. Então, se um dos objetivos da empresa é ser líder de mercado por meio de uma experiência de consumo excelente, cortar esse custo vai trazer um obstáculo real ao cumprimento do planejamento estratégico.

Observe que, para um gestor não relacionado diretamente à equipe de atendimento, estabelecer essa relação seria quase impossível. Portanto, se você quiser reduzir custos empresariais respeitando as prioridades e metas da organização, aqui vai uma dica: comunique-se diretamente com o restante dos gestores, inclusive (e especialmente) com aqueles que lidam diretamente com as equipes de colaboradores e com a rotina de trabalho. Eles podem ajudar, trazendo à mesa uma visão mais próxima dos efeitos que uma mudança financeira pode causar.

Busque ajuda para otimizar o processo

Mesmo que o gestor seja o grande responsável pelo sucesso da empresa, ele não precisa estar sozinho na hora de levar adiante um processo importante, como é o caso da prática de reduzir custos. Não existe nenhum demérito em buscar ajuda; e ela pode vir em diferentes formas.

Uma opção é contratar um profissional. Existem inúmeros consultores financeiros que podem colaborar na análise dos custos da empresa e ajudá-lo a identificar oportunidades para economia dos recursos financeiros.

Esses profissionais têm formação em finanças e experiência com o mundo empresarial, o que contribui para que eles entendam muito bem o que acontece dentro dos negócios que atendem. Você pode confiar no consultor para ser um conselheiro sábio — embora, é claro, a decisão final continue sendo sua.

Outra alternativa é a adoção de um software voltado a controle financeiro. Ele permitirá concentrar as informações sobre os gastos da empresa. Depois, será possível organizá-las, recuperá-las, filtrá-las e usá-las para gerar relatórios customizados. Tudo isso de maneira automatizada, o que significa que, ao mesmo tempo, é extremamente simples e rápida, mas também confiável.

Essas foram nossas dicas para analisar e reduzir custos empresariais. Aplique-as, e você verá um impacto direto e imediato na lucratividade do negócio.

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Qual a real importância da inovação empresarial e como investir nisso?

Inovação tornou-se senso comum, uma espécie de oásis ou Santo Graal do mundo corporativo. Toda empresa (e todo gestor) está em busca de algum insight que vai revolucionar o funcionamento do negócio e abrir portas para um novo nível de resultados. O problema é que, no meio desse frenesi, perdeu-se o entendimento do que realmente significa inovar, da real importância da inovação empresarial. 

Pensando nisso, preparamos esse artigo, que vai retomar o básico e tentar responder a uma questão: por que a inovação é tão importante para as empresas? Além disso, você também vai descobrir como investir nela. 

1. O que é inovação

Inovação parece um termo abstrato, mas sua definição é clara. Trata-se de um processo de implementação de novas ideias, visando gerar valor para uma organização. Ela pode envolver a criação de um novo serviço, produto, sistema ou processo, mas também pode resumir-se à melhoria de um que já existe. 

Ao contrário do que muitos pensam, a inovação (principalmente a inovação empresarial) não se limita a um momento de genialidade solitária. Não é uma ideia revolucionária que aparece quando você está sozinho na sua sala. Em vez disso, para inovar, é preciso:

  • um processo consistente de formulação de novas propostas;
  • contato direto com aquilo em que se pretende inovar.

2. Importância da inovação empresarial

Inovar, no mundo das empresas, é uma questão de sobrevivência. É ela que permite que um negócio continue a existir e trazer resultados em longo prazo.

A inovação oferece às empresas uma vantagem para penetrar mais rapidamente em mercados existentes, conectar-se com mercados em desenvolvimento ou, ainda, criar seus próprios mercados. Se uma empresa não inova, está colocando-se em uma posição vulnerável a qualquer problema que possa acontecer no mercado em que atua.

Uma forma simples de entender o que estamos tentando explicar é o famoso case do mercado de fotografias.

Até o final dos anos 1990, a Kodak era líder de mercado no segmento de máquinas fotográficas. Ela chegou a desenvolver o primeiro protótipo de uma máquina digital, mas não investiu nessa inovação. O que aconteceu foi que ela perdeu a oportunidade de criar esse novo mercado.

Logo em seguida, outras empresas (como Canon e Nikon) correram atrás dessa nova ideia e o mercado recém-inaugurado das máquinas digitais absorveu completamente o das máquinas analógicas, com filmes e revelação. Nesse processo, a Kodak sumiu do mapa corporativo por muitos anos.

Observe como, ao perder a chance de investir em uma inovação, a Kodak se colocou em posição de risco, pois continuava a depender de um único segmento de mercado. Na hora em que esse segmento desmoronou, ela acompanhou. Portanto, quando uma empresa inova, ela está assegurando oportunidades para sua sobrevivência no futuro.

3. Outros benefícios da inovação

Agora, você já sabe qual é o verdadeiro motivo para buscar a inovação empresarial. Entretanto, é claro que também existem benefícios de curto e médio prazo muito significativos.

Uma inovação pode melhorar o desempenho financeiro da sua empresa, por meio de aumento na receita ou redução nos custos. Se a sua ideia fizer os clientes comprarem mais quantidade ou pagarem mais caro, a receita aumenta. Se permitir que a empresa desenvolva seu produto a partir de matérias primas ou processos mais baratos, o custo cai. De qualquer maneira, haverá um impacto positivo na margem de lucro.

Com a inovação, também é possível conquistar uma diferenciação. Isso quer dizer que você vai “deixar seus concorrentes para trás”. Vale a pena lembrar que existem muitos fatores de diferenciação e que não é preciso inovar em produtos para conseguir esse resultado. Algumas empresas inovam em atendimento, assim, oferecem uma experiência melhor aos clientes e se posicionam em vantagem contra os principais concorrentes. 

Outro benefício da inovação empresarial pode estar na melhoria da produtividade. Já que a produtividade é o limite do crescimento de uma empresa, qualquer ideia que permita ampliar esse limite representa a oportunidade real de crescimento do negócio. É como se você tivesse uma fazenda rodeada por uma cerca e, cada vez que você aumenta a produtividade, essa cerca se afasta mais um metro. Ganha-se escalabilidade, ou seja, espaço para crescer, para fazer mais.

4. Como investir em inovação

Quando falamos em investir em inovação, o leitor deve ter cuidado para não achar que estamos falando simplesmente de investimento financeiro. Na verdade, ao contrário. O investimento financeiro é a última etapa. Para chegar a ele, antes, é preciso investir culturalmente.

A principal fonte da inovação empresarial são os colaboradores. São eles que estão diretamente em contato com as minúcias da operação cotidiana; são eles que lidam com os principais problemas e falhas; são eles que identificam oportunidades de melhoria. 

Para inovar, portanto, é preciso incentivar os colaboradores a desenvolver e apresentar mais ideias. Existem inúmeros métodos, mas nenhum funcionará se você não fomenta um estilo de gestão aberto. Gestores que demonstram uma necessidade de centralizar o trabalho e uma perspectiva narcisista não oferecem um grande estímulo a colaborações espontâneas.

Outro ponto importante é que os colaboradores devem ter a certeza de que suas inovações serão reconhecidas — e, ainda mais importante, de que esse reconhecimento não será tomado por outras pessoas. Afinal de contas, nada é tão frustrante quanto apresentar uma ideia, ver que ela está sendo utilizada em benefício da empresa e não receber o merecido crédito.

Agora, em relação ao investimento financeiro, também é necessário que haja flexibilidade. Porém, isso não basta. Também deve haver um método. 

Por um lado, é ruim que uma empresa não esteja aberta a investir nas novas ideias que aparecem, pois ela pode perder excelentes oportunidades. Por outro lado, também é ruim que essa empresa esteja aberta a investir em todas as novas ideias, porque nem todas vão trazer retorno que justifique esse investimento. 

O segredo, portanto, está em estabelecer um processo para filtrar as ideias e identificar quais inovações apresentam potencial para trazer maior impacto. Dessa maneira, é possível maximizar os retornos e reduzir o risco inerente a qualquer empreitada nova.

Neste artigo, você viu o que é inovação empresarial, porque ela é importante e como investir. E você aprendeu que não temos inovação apenas na criação de novos produtos, essa prática não está restrita ao setor de produção. É possível inovar em qualquer área de uma organização, até mesmo na gestão de pessoas.

Então, que tal buscar alguma inspiração para novas ideias ligadas à gestão de pessoas? Um bom ponto de partida é ler nosso artigo com as principais tendências nessa área!

Postura profissional: 7 sinais de que você precisa melhorar a sua

A maioria dos profissionais que buscam progredir na carreira preocupam-se com questões como a formação acadêmica ou a construção de uma rede forte de networking. E não há dúvidas de que esses são aspectos importantes! Porém, eles terão pouco resultado se você não apresentar uma postura profissional adequada.

O grande dilema, então, é saber se você tem a postura profissional que as empresas buscam. É difícil realizar essa autoanálise de maneira objetiva e honesta. Para ajudá-lo na tarefa de identificar os pontos que merecem mais atenção, selecionamos uma lista com 7 sinais de que você precisa melhorar sua postura. Confira!

1. Seus colegas de equipe não demonstram interesse em ajudá-lo no trabalho

Se, mesmo quando você comenta que está com uma grande sobrecarga de trabalho, seus colegas de equipe não se oferecem para ajudar, cuidado. Talvez o problema não seja com a postura profissional deles, mas com a sua.

Será que você demonstra ser individualista e, assim, afasta o restante da equipe? Ou será que você tenta dominar seus colegas, forçando sua própria opinião sobre como as atividades devem ser realizadas? Esse tipo de atitude faz com que seus colegas evitem qualquer situação de colaboração com você.

2. Seu gestor nunca faz qualquer crítica

Não receber críticas do gestor parece ser, à primeira vista, algo muito bom. Você é um talento e tem sucesso em tudo que faz. Mas, se você nunca recebe nenhum feedback negativo, talvez exista um motivo um pouco diferente.

Você pode ficar surpreso, mas existem gestores que são tímidos e fogem de confronto. Nesse caso, se ele sentir que você não é receptivo a críticas construtivas, ele pode omitir o feedback simplesmente para evitar um clima ruim. Em outras palavras, ele gostaria de pedir para que você mude alguma coisa na sua forma de trabalhar mas, devido à sua postura profissional fechada ou agressiva, não consegue reunir a coragem necessária.

Vale a pena ressaltar que, nesse caso, além da sua postura prejudicar seu crescimento na empresa, também será um obstáculo para sua evolução de modo mais geral. Afinal, o feedback negativo, desde que com uma função construtiva, é indispensável para alcançar novos patamares profissionais.

3. Você não é convidado para projetos novos e especiais

Você até gostaria de fazer parte de algo diferente, mas seu gestor nunca oferece a oportunidade. Esse pode ser um sinal de que você não está preparado ainda, em termos de conhecimento e habilidade prática. Por outro lado, também pode ser um sinal de que há algum problema com a sua postura profissional. 

Geralmente, projetos diferenciados só são colocados nas mãos dos colaboradores que demonstram maior responsabilidade, comprometimento, organização. Então, suas chances diminuem consideravelmente se você é do tipo que está sempre atrasado, vive perdendo documentos ou confundindo os horários de reuniões.

4. Você não recebe informações de caráter confidencial

Se você está na empresa há algum tempo e tem uma boa relação com o gestor, mas ele nunca compartilha informações com você, talvez sua postura profissional tenha deixado a desejar no quesito discrição. 

Todo gestor gosta de ter um colaborador de confiança, para trocar opiniões e pontos de vista. No entanto, para que isso seja possível, ele precisa ter 100% de certeza de que você não vai compartilhar essas informações com o resto da equipe. Portanto, se ele notar que você gosta de participar das rodas de fofocas, logo vai cortá-lo da lista de confidentes.

5. Quando os colegas estão com problemas, eles nunca procuram sua ajuda

Dentro de uma equipe, sempre encontramos um ou dois membros que são referência para os demais. Isso significa que, quando alguém encontra alguma dificuldade, eles buscam o conselho ou o auxílio desse colega que possui traços de liderança. Seus colegas nunca procuram sua ajuda? Então, você deve mudar algo em sua postura profissional, para se destacar dentro do grupo.

Fique atento às características de um líder; você precisa desenvolvê-las. Alguns exemplos são a calma diante de decisões, o foco em soluções, o perfil mediador e a atitude “vamos juntos” (ou seja, de arregaçar as mangas para ajudar sempre que necessário). Se você incorporar esses traços ao seu comportamento, naturalmente será mais procurado por seus colegas e passará, de maneira orgânica, a ocupar um espaço de liderança dentro do time.

6. Você é sempre o último a notar que algo está acontecendo

A empresa vai oferecer um treinamento, mas você só fica sabendo no próprio dia. Existe uma nova regra de segurança, mas você não escuta nada sobre ela, até levar um “puxão de orelha” do seu gestor. Talvez seja uma falha de comunicação interna? É possível. Porém, se você repetidamente observa que é o último a saber de tudo, talvez seja uma questão de postura profissional inadequada.

Nesse caso, o problema é falta de engajamento. Sim, é responsabilidade da empresa manter seus colaboradores informados. Entretanto, os colaboradores também precisam ter iniciativa e interesse, buscar informações, envolver-se ativamente com a vida dentro da organização.

Não se esqueça de que o engajamento é uma característica muito valorizada pelas empresas, pois ela é um aspecto da confiança. Em outras palavras, do ponto de vista do empregador, é mais fácil confiar em um colaborador que demonstra estar comprometido; ele tem menos chances de abandonar a organização em um momento crítico. Por esse motivo, o engajamento é um fator para o crescimento profissional.

7. Você passa a maior parte do tempo fazendo comentários pejorativos

Fazer considerações é normal, até mesmo saudável, pois demonstra atenção e senso crítico. Porém, se você passa a maior parte do seu tempo reclamando, esse é um sinal absoluto de postura profissional inadequada. E tenha certeza de que esse comportamento não passa desapercebido para seus gestores.

Se você reclama apenas por hábito, procure mudar seu foco para coisas positivas da empresa. Se você reclama porque essa também é a principal atividade do seu grupinho de colegas, cuidado; é melhor se afastar de pessoas que exercem uma má influência sobre o seu comportamento. Finalmente, se o motivo é que você está mesmo insatisfeito, reclamar não vai resolver o problema. Em vez disso, talvez seja hora de buscar algo novo para sua vida profissional!

Fique atento aos sete sinais que destacamos aqui e você poderá melhorar sua postura profissional para se tornar um colaborador mais valorizado dentro da empresa. Quer conferir outras dicas práticas para alavancar sua carreira? Assine a newsletter da Fundação Dom Cabral e acompanhe nossos conteúdos!

Onde fazer pós-graduação? Saiba o que considerar antes de escolher!

Se você decidiu cursar uma pós-graduação, está no caminho certo para evoluir na carreira e garantir êxito na sua vida profissional. Mas, na hora de escolher o curso e a instituição de ensino superior (IES), é comum surgir a dúvida: onde fazer?

Com a imensa quantidade de instituições disponíveis no mercado em todo o país, nem sempre temos garantia de que o curso será realmente de qualidade. Por isso, é preciso considerar alguns fatores indispensáveis para garantir que a instituição ofereça a excelência que você busca.

Para que o curso traga significativo diferencial para sua carreira, vamos mostrar alguns fatores para levar em conta antes de escolher a instituição de ensino. Confira!

A modalidade de pós-graduação para o seu perfil

Em primeiro lugar, para garantir satisfação no curso, é preciso que a IES tenha a modalidade certa para o seu perfil e interesse. Quando falamos em pós-graduação, é preciso entender que se trata de um termo amplo, que abrange várias modalidades.

Basicamente, existe a pós-graduação lato sensu e a pós-graduação stricto sensu. O primeiro tipo abarca as especializações, a atualização profissional e os MBAs (Master of Business Administration). Já no segundo grupo estão o mestrado, doutorado e pós-doutorado, cursos voltados para a área acadêmica e docência.

Cada um desses cursos tem seus objetivos específicos e uma abordagem metodológica própria. Portanto, é crucial que você avalie esses fatores para que eles estejam bem alinhados aos seus objetivos profissionais e à sua área de atuação. Do contrário, você poderá não atingir seu verdadeiro propósito, correndo o risco de se frustrar.

Para que isso não aconteça, avalie se a instituição oferece uma pós-graduação relevante para a sua carreira e suas necessidades. Quem deseja atingir posições de comando de nível gerencial no mundo corporativo, por exemplo, deve começar por uma especialização e em seguida por um MBA. Já se você quer aprofundar seus conhecimentos, melhorar o currículo e aprimorar sua atuação profissional, uma especialização é o mais indicado, principalmente para quem já conta com um ou dois anos de experiência de mercado, o que dá mais qualidade à formação.

Histórico da instituição de ensino superior

Outro ponto a ser considerado para decidir onde fazer pós-graduação é a tradição e o histórico da instituição. De nada adianta escolher uma escola desconhecida ou simplesmente a mais barata. Uma IES bem consolidada e renomada é crucial para a garantia de cursos de qualidade, já que sua reputação mostra credibilidade no mercado. Escolas que investem em núcleos de ensino e pesquisa de excelência, por exemplo, são valorizadas e proporcionam um grande peso para o currículo do aluno.

Além da qualidade de ensino, é importante também considerar a infraestrutura da instituição. Para especializações em gestão, MBAs e demais cursos na área de negócios, por exemplo, é importante que o aluno conte com a disponibilidade de livros, periódicos e diversos estudos. Uma IES com uma boa biblioteca, com um acervo amplo e atualizado, além de acesso a materiais virtuais e internacionais, certamente, proporcionará maior qualidade à sua formação.

Portanto, a reputação da escola é um importante fator a ser considerado, visto que você terá a garantia de um ensino de qualidade e a credibilidade no mercado, o que dará ao seu currículo destaque e bons diferenciais competitivos.

Qualidade e experiência do corpo docente

Pelo menos metade dos professores precisa ter mestrado ou doutorado, e quanto mais docentes com essas titulações, maiores as chances de a instituição contar com um enorme diferencial, já que os títulos conferem qualificação ao corpo docente.

Você pode obter essa informação na instituição ou em seu site, a partir da relação dos professores efetivos do curso que você pretende fazer, e também por meio da Plataforma Lattes, que contém o currículo dos professores.

Além da competência acadêmica dos docentes, é importante também que eles tenham experiência na sua área, uma boa bagagem profissional e conhecimento do mercado de trabalho. Isso é ainda mais importante no caso das especializações e MBAs, que são cursos mais focados no mercado e na aplicação prática do ensino teórico abordado.

É fundamental, portanto, que a pós-graduação na área de gestão e negócios, por exemplo, conte com professores qualificados, mas que também sejam atuantes na área, que sejam executivos de renome e ofereçam, dessa forma, uma formação acadêmica unida à abordagem empresarial.

A estrutura curricular do curso de pós-graduação

Um fator que não pode ficar de fora de suas considerações é a estrutura curricular do curso. Ao decidir fazer uma pós-graduação, geralmente o profissional já está inserido no mercado de trabalho, levando uma rotina corrida e intensa.

Por isso, é importante considerar o tempo necessário de estudos, o horário das aulas, a carga horária e a duração do curso. Uma instituição que ofereça programas de pós-graduação mais flexíveis tem pontos positivos nesse quesito, pois isso permitirá o aluno a se programar melhor para a rotina de estudos, organizar o tempo e conciliar o trabalho com a pós-graduação.

Ao avaliar o currículo do curso, é importante observar também se a instituição oferece uma metodologia de ensino diferenciada e relevante para as suas necessidades profissionais. Veja previamente a grade curricular, como é o aproveitamento das aulas e avalie se as disciplinas correspondem aos objetivos propostos no curso e almejados por você.

Você pode pesquisar a estrutura do programa, as ementas das disciplinas e os diferenciais que a instituição oferece, como atualizações e módulos internacionais, assessoria para a gestão de carreira do aluno e outras vantagens. Tudo isso ajudará você a fazer a escolha mais acertada, de acordo com a sua disponibilidade e seus objetivos.

Portanto, se você deseja escolher uma instituição de excelência e que trará o melhor diferencial para o seu desenvolvimento profissional, esses são alguns fatores que você não pode deixar de levar em consideração. Agora que já sabe os critérios para decidir onde fazer pós-graduação, aproveite e baixe o Checklist: como escolher a melhor instituição para a sua especialização!

Ascensão profissional: os 5 passos para se preparar

A ascensão profissional é uma das maiores aspirações de quem busca construir uma carreira sólida e de sucesso. Para isso, é preciso saber se preparar e fazer um bom planejamento. No entanto, nem todo mundo sabe como dar os próximos passos na carreira para evoluir profissionalmente.

Embora o caminho de crescimento profissional possa ser, muitas vezes, árduo ou longo, existem algumas boas atitudes que facilitam esse processo, tanto para quem está iniciando a carreira quanto para quem já conta com alguma experiência de mercado. Trata-se de práticas simples, mas extremamente eficientes.

Portanto, para você que deseja alavancar sua carreira, confira estas 5 dicas valiosas. São os passos indispensáveis na vida de todo bom profissional, que vão aumentar suas chances de se desenvolver na profissão. Veja a seguir!

1. Saiba o que é avaliado na ascensão profissional

Preparar-se adequadamente é o primeiro passo para construir uma carreira e ser reconhecido profissionalmente, atingindo, assim, seus objetivos. Para que você consiga traçar um plano de carreira, é preciso saber o que é requisitado ou avaliado na ascensão profissional. É assim que você mesmo poderá criar oportunidades para progredir.

Alguns fatores são elementares, como é o caso da qualificação. Melhorar constantemente seus conhecimentos é fundamental, independentemente de qual estágio de carreira você se encontra. Assim, você terá o preparo técnico necessário para ascender profissionalmente.

Além de fatores como conhecimento e experiência, a dedicação e o comprometimento com a empresa também é essencial. Ainda que o profissional tenha um alto nível técnico ou bastante experiência na área, dificilmente alcançará a ascensão profissional se ele não estiver bem alinhado com os valores da empresa e engajado com os objetivos organizacionais.

Há ainda um ponto essencial, que muitos acabam esquecendo: trata-se da postura profissional. Algumas características comportamentais são constantemente avaliadas pelas organizações, tais como:

  • cordialidade;
  • bom humor;
  • confiança;
  • liderança;
  • empatia;
  • resiliência;
  • perseverança;
  • flexibilidade;
  • proatividade.

Portanto, não subestime as boas atitudes profissionais, que fazem total diferença desde o momento de contratação até em possíveis promoções, sendo a causa, até mesmo, de muitas demissões.

2. Especialize-se na sua área de atuação

Para evoluir na carreira, é imprescindível que o profissional entenda a importância da educação continuada. Sabemos que, hoje em dia, estagnar nos estudos tem impactos negativos que incidem diretamente na carreira. Nesse sentido, capacitar-se no seu ramo de atuação é um passo crucial para deixar você mais perto do cargo almejado.

Isso é importante para aprofundar seus conhecimentos na sua área profissional, atender às exigências do mercado e suprir a demanda das empresas, que requerem profissionais cada vez mais qualificados.

Uma das melhores formas de se especializar é por meio de uma pós-graduação, seja com uma especialização ou um MBA, por exemplo. Existem programas de especialização em gestão de diversas áreas, como gestão de negócios, financeira, de projetos, de marketing e outras. E, além do famoso Master Business Administration (MBA) — essencial para quem busca posições de direção e liderança —, também existe o Mestrado Profissional em Administração (MPA).

Formações como essas dão amplo reconhecimento ao profissional e maior valorização no mercado. Com os cursos, você mostra interesse em sempre melhorar a sua atuação e fica por dentro das novidades da sua área, obtendo aprofundamento técnico bem como aplicação prática das teorias estudadas. Assim você amplia os horizontes de seus conhecimentos, além de investir em um aprendizado qualificado que agrega valores à sua atuação profissional.

3. Aprimore suas competências e habilidades

Com um mercado cada vez mais exigente e competitivo, além de aperfeiçoar os conhecimentos técnicos e específicos da sua área de atuação, outro passo fundamental é o aprimoramento das suas habilidades.

Atualmente, as competências pessoais e profissionais são extremamente valorizadas pelas empresas, além de conferir destaque e diferenciais competitivos ao profissional. Para quem deseja assumir cargos de gerência, por exemplo, é imprescindível desenvolver habilidades de gestão, liderança e capacidade de coordenar equipes.

Outra habilidade muito procurada é a boa comunicação, fundamental no mundo corporativo, em que o trabalho em equipe é crucial para o êxito dos objetivos organizacionais. Ela é importante não só para os altos cargos de liderança, para motivar, orientar e instruir corretamente os subordinados, mas também para evitar falhas de comunicação entre os colegas de trabalho, melhorar os relacionamentos e até mesmo a performance do colaborador, seja em reuniões e negociações, seja no dia a dia profissional.

Para melhorar suas habilidades, você pode ainda desenvolver seu conhecimento em idiomas, participar de palestras, workshops e demais cursos. Tudo isso melhora o seu currículo, atesta a sua qualidade profissional e aumenta suas chances de conseguir uma promoção.

4. Melhore a sua rede de contatos

Uma prática que contribui significativamente para alavancar a carreira é o networking. Relacionar-se bem com as pessoas, criar laços profissionais e ampliar sua rede de contatos é fundamental para aumentar suas oportunidades de trabalho e conquistar aquele cargo tão sonhado.

Isso acontece porque um networking qualificado ajuda o profissional a se manter conectado aos assuntos relacionados à sua área, a ser mais reconhecido no seu meio profissional e a formar alianças vantajosas para a carreira.

Portanto, é importante desenvolver relações de forma inteligente e saudável. Isso significa dizer que um bom networking não se trata apenas de ter uma agenda de contatos quantitativamente impressionante.

Muito além disso, é preciso que você tenha honestidade profissional e aja com ética, responsabilidade e comprometimento em suas relações. Tudo isso é essencial para que você ganhe credibilidade no mercado e conquiste oportunidades para progredir na carreira.

5. Mantenha-se atualizado no seu segmento

Em um mundo tão dinâmico como o atual, é fundamental que o profissional se mantenha atualizado e acompanhe as novidades do seu nicho de atuação. O mercado de modo geral — e especialmente a área de negócios — sofre contínuas mudanças, por isso é preciso estar atento às tendências, inovações tecnológicas e transformações digitais.

Essa é uma atitude que deve ser constante na sua carreira caso queira alcançar o topo com excelência profissional e até mesmo depois de conquistar cargos mais altos. Vivemos em uma época em que atualizar-se é um imperativo para o bom profissional, do contrário, as chances de ascensão podem minar e prejudicar sua carreira.

Sendo assim, conhecer as transformações do mercado de trabalho, as demandas atuais das empresas e o perfil profissional exigido do colaborador é um passo essencial para se aproximar do cargo desejado.

Portanto, seguindo essas dicas, você estará preparado para obter êxito profissional e garantir um futuro promissor. A trilha para o crescimento na carreira pode ser, ainda, um processo prazeroso de constante aprendizado e desenvolvimento pessoal.

Se você quer aumentar ainda mais suas chances de ascensão profissional, baixe o nosso e-book gratuito sobre mercado de trabalho! Com ele, você aprende a se tornar um gestor de sucesso e encontra as melhores informações para impulsionar sua carreira!

O que uma boa instituição de ensino deve oferecer em uma pós-graduação?

Você conquista um diploma, ingressa no mercado de trabalho e logo percebe o que todos os recém-graduados se dão conta em algum momento: a faculdade não forma especialistas, e sim profissionais generalistas, que sabem um pouco de tudo. Não passa muito tempo até que você começa a considerar uma pós-graduação. É aí que surgem algumas dúvidas: qual instituição de ensino escolher?

O que uma instituição de ensino superior (IES) deve oferecer para ser considerada boa? Sobre o que você, aluno, deve se informar para garantir que está investindo no curso e na instituição certa?

Saiba que nós compreendemos esse momento, conhecemos suas dúvidas e estamos aqui para ajudar você a saná-las. É por isso que, ao longo deste artigo, falaremos dos principais quesitos aos quais você deve se atentar para escolher uma pós-graduação com qualidade e segurança!

Preparado? Então vamos lá!

A estrutura curricular do curso pretendido

Um dos primeiros quesitos é a checagem da estrutura curricular do curso. Geralmente, essas informações são disponibilizadas na própria página da instituição escolhida. Como a pós-graduação tende a ser segmentada em módulos, você terá acesso às disciplinas e também às suas ementas.

Vamos imaginar que você se formou em Administração, e deseja investir em uma especialização em Gestão Financeira. Ao abrir a página do curso na instituição desejada, você verá o que exatamente será aprendido em cada módulo.

Talvez o primeiro módulo seja focado na apresentação das competências de um gestor moderno, ao passo que os outros módulos se concentram em conceitos e ferramentas específicas da profissão, como performance, investimentos, finanças de mercado, gestão de crise e gestão de oportunidades.

Fazendo essa avaliação preliminar, você terá uma boa ideia do que será aprendido ao longo do curso. Então, questione se:

  • os conteúdos estão alinhados às suas expectativas;

  • as disciplinas abordam os problemas e gargalos que você percebe em seu cotidiano dentro de uma empresa;

  • como a grade curricular complementa sua vivência.

É em perguntas como essas que você deve focar, uma vez que elas funcionarão como uma bússola para ajudá-lo a escolher um curso relevante.

Por outro lado, se você não tem muita noção do que esperar da estrutura curricular, uma boa ideia é compará-la a outros cursos de pós-graduação, especialmente de instituições bem avaliadas, mesmo que elas estejam distantes de você.

Nesses casos, o currículo do curso de uma universidade federal ou até de uma estrangeira (caso se trate de um MBA) pode servir de parâmetro. Saiba utilizar as informações que estão à sua disposição para encontrar sempre o caminho mais adequado às suas condições e expectativas!

Uma IES que deseja garantir uma formação relevante a seu corpo estudantil garante que sua estrutura curricular esteja atualizada e alinhada às melhores práticas do mercado!

A capacitação dos professores

Assim como a grade curricular, verificar o nível de capacitação dos professores de uma pós-graduação também é essencial. Afinal de contas, é preciso ter uma bagagem de vida bastante variada e contar com uma rica experiência de mercado para poder formar especialistas em algum assunto, você não concorda?

Pense desta forma: para poder contribuir com a sua capacitação e aperfeiçoamento, o docente precisa ter passado pelo que você está passando ou ainda vai passar. Portanto, deter um conhecimento prático do dia a dia da profissão em diferentes contextos — corporativo, empreendedor etc. — é fundamental.

Além disso, é preciso ficar de olho na formação desses profissionais. Segundo a Resolução CNE/CES nº 1, da qual já falamos aqui, 50% dos professores de uma especialização devem obrigatoriamente contar com mestrado ou doutorado, programas que são considerados stricto sensu e devem ser reconhecidos pelo MEC.

Uma boa IES trabalha com profissionais bem capacitados, experientes e atualizados em suas respectivas áreas. Seja investindo em cursos como doutorado e até pós-doutorado, ou em pesquisa acadêmica, é necessário que o corpo docente tenha amplas oportunidades de se desenvolver intelectualmente.

Você deve estar se perguntando: “Até aqui tudo bem, mas onde consigo essa informação?” É simples. Basta pesquisar a página do curso ou checar junto ao departamento responsável.

Você pode também realizar uma pesquisa na plataforma Lattes. Ao checar o currículo de cada um de seus futuros professores, você terá acesso a publicações e a projetos específicos com os quais eles se envolveram ou estão envolvidos.

Veja se algum deles possui carreira na área que você atua ou deseja atuar. Isso o ajudará a identificar leituras preparatórias, semear ideias e até possibilidades de networking!

A metodologia de ensino utilizada em sala de aula

Atualmente, entende-se que a forma com que um conteúdo é ministrado é tão relevante para sua aprendizagem quanto o próprio conteúdo. A isso, damos o nome de metodologia!

Não consegue imaginar o que é metodologia na prática? Então veja só: quando um professor está virado de frente para a turma, falando o tempo todo, temos uma metodologia expositiva. Já quando os alunos aprendem por meio de vivências concretas, podemos considerar que outra metodologia está sendo aplicada.

Hoje, ganham cada vez mais espaço as metodologias ativas. Diferente do modelo tradicional de aula, elas colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem, priorizando a aplicação do conhecimento — e não apenas sua absorção — e estabelecendo um equilíbrio entre teoria e prática.

Em uma pós-graduação, é importante que o aluno tenha a oportunidade de aplicar a teoria que está sendo passada e testar novas abordagens; afinal de contas, ele não é iniciante no assunto. Por meio de projetos, grupos de trabalho e recursos multimídia, espera-se que esse tipo de engajamento mais concreto seja incentivado e valorizado.

Assim, sugerimos que você converse com ex-alunos do curso pretendido. Pergunte como esse “modo de aprender” contribuiu para sua carreira e desenvolvimento pessoal.

Por fim, peça informações a respeito da metodologia de ensino no próprio departamento. Quais recursos a IES disponibiliza? Há acompanhamento de carreira, sessões de coaching e treinamento de soft skills? Esteja atento aos benefícios e serviços complementares que a instituição está disposta a oferecer para ajudá-lo a se tornar um profissional diferenciado.

A aplicabilidade no mercado

Você sabe que, antes de escolher uma especialização, é importante já estar inserido no mercado de trabalho, certo? Se você pensa em investir em uma pós-graduação logo após se formar, reflita um pouco mais. Somente atuar na área é que fará você enxergar o dia a dia da profissão com realismo, evidenciando oportunidades e campos que já estão saturados.

Partindo do pressuposto de que você já é atuante na área em que deseja se especializar, a partir de sua bagagem e da própria vivência dentro da empresa, você poderá identificar quais conhecimentos são relevantes e quais não são.

Entenda: todos os cursos e modalidades de capacitação e aperfeiçoamento são relevantes para alguém, porém você precisa focar naquilo que será útil para sua carreira especificamente. Para seguir no caminho certo, é necessário traçar objetivos profissionais.

A disciplina “Técnicas e Modalidades de Natação” provavelmente será tão útil para um gestor financeiro quanto “Jogos Empresariais” será para um salva-vidas. Assim, cabe a você saber identificar qual curso e quais assuntos, conteúdos e abordagens são mais relevantes para seu ofício.

A partir desse entendimento, você só poderá aferir a aplicabilidade do conteúdo ministrado ao experimentar cada módulo do curso. Você pode até ler as ementas das disciplinas, porém isso só trará uma visão superficial.

Por esse motivo, aconselhamos você a conversar com ex-alunos do curso e buscar conhecer seu ponto de vista. Eles viveram a ementa na prática, e poderão fornecer feedbacks mais precisos!

A infraestrutura oferecida

Além da infraestrutura pedagógica, que engloba currículo e estrutura do curso, corpo docente e metodologia, é importante verificar também a infraestrutura física da instituição de ensino.

Estamos falando, é claro, das instalações da IES, dos prédios do campus, das condições das salas de aula e dos laboratórios, bibliotecas e materiais de suporte. Algumas instituições oferecem visitas guiadas, o que é um ponto positivo. No entanto, mesmo se sua IES não o fizer, tire um tempo para visitar o departamento em que terá aulas.

Sinta o clima do local. Há cafés? Há pessoas fazendo networking, estudando ou pesquisando?

Aqui também entra o uso da tecnologia para potencializar a aprendizagem. Quais são os recursos disponibilizados aos alunos? Como eles contribuem para sua formação?

Veja quais são os serviços de suporte prestados. Saiba que a questão do prestígio e do renome de uma IES pode “pesar”. Instituições que têm uma longa história de atuação e que são reconhecidas pelo mercado de trabalho costumam dispor de uma infraestrutura mais completa, pois recebem mais investimentos.

Ao analisar a infraestrutura física e a pedagógica, pense em termos de devolução do valor investido. Será que tudo o que você investir será retornado? Em termos de qualidade, o que a IES oferece que a diferencia das concorrentes? Como ela pode contribuir para seu destaque como profissional?

As certificações e prêmios da instituição

Assim como com a infraestrutura institucional, as certificações e prêmios que a IES já recebeu podem influenciar a percepção de valor. Universidades que construíram um nome para si e que são reconhecidas em nível nacional podem ter mais recursos a oferecer. Contudo, essa diferenciação pode aumentar o valor do investimento.

Um indicador importante para o mundo corporativo é o ranking global de cursos e instituições feito pelo Financial Times.

Esse ranking lista as instituições cujos cursos são direcionados para a área executiva, as chamadas business schools, com cursos como Gestão, Administração, Economia, Finanças etc. O interessante é que ele é composto a partir da opinião de empresas que são clientes dessas instituições.

As iniciativas que agregam valor

Quando uma instituição de ensino realmente deseja aumentar as chances de sucesso de seus formandos, ela busca maneiras de agregar valor ao seu currículo. E nenhuma iniciativa faz isso tão bem quanto abrir oportunidades reais de o aluno colocar “a mão na massa”.

Um indicativo de que a instituição de ensino está comprometida com a formação de profissionais diferenciados é o espaço que ela dedica à pesquisa e ao intercâmbio de ideias e conhecimentos com outras universidades e empresas parceiras.

A pesquisa de uma problemática, a busca por uma solução e a divulgação de resultados, por exemplo, formam um método infalível de aplicação de conhecimento adquirido. O aluno de uma pós não deve apenas estar apto a ouvir e a memorizar informações, mas sobretudo a transformar teoria em prática, a produzir conhecimento.

Pense desta maneira: ninguém se torna um expert em algo apenas ouvindo e absorvendo passivamente informações, certo? Pelo contrário, é na execução de uma tarefa ou resolução de um problema que podemos realmente medir a profundidade de nosso domínio sobre um conceito ou método.

Não adianta nada investir em uma instituição de ensino que tem boa reputação, mas que não está preocupada em alavancar a carreira de seus estudantes. Mas como identificar se uma IES se encaixa nesse perfil?

Simples: veja se ela oferece cursos de idiomas direcionados para o mundo corporativo, workshops de comportamento profissional e treinamentos direcionados para as soft skills. Tenha sempre em mente que uma IES verdadeiramente interessada em devolver ao aluno o valor que ele investiu busca proporcionar experiências que vão muito além da acadêmica.

Um exemplo: algumas IES se esforçam para manter estreitas relações com o mercado local e até com a comunidade, abrindo, assim, possibilidades de seus alunos realizarem estudos de caso in loco. Fique atento a essas oportunidades!

Os casos de sucesso de ex-alunos

É comum que instituições de ensino exponham casos de sucesso de ex-alunos que se destacaram em suas carreiras, especialmente nas redes sociais. Fique atento a esses casos, mas procure também depoimentos de conhecidos seus que investiram no curso que você está interessado, ou até em outras opções oferecidas pela instituição.

O que você deve perceber é a experiência que essa pessoa teve com a IES. Ela se sentiu amparada em momentos de dúvida? Pôde contar com o suporte ao aluno sempre precisou?

Não esqueça: a relação com colaboradores e parceiros é sempre o melhor termômetro de uma instituição. Nesse sentido, fique atento a sites como o Reclame Aqui e veja se ex-alunos ou ex-colaboradores já tiveram impasses com a IES e, mais importante, se esses impasses foram resolvidos.

O blog acadêmico

Na vida estudantil, é comum nos sentirmos perdidos quanto a uma série de cobranças e exigências acadêmicas. Por vezes, temos dúvidas e dificuldades em relação à gestão de nossos gastos pessoais — afinal, uma pós-graduação exige um investimento considerável.

Lembra que falamos acima sobre parceria?

Pois bem, uma instituição de ensino parceira de seus alunos se preocupa em manter um blog institucional, ou seja, um espaço que traga artigos que possam servir de guia em momentos de dúvida. Esse espaço, que pode ser acessado na própria página da instituição, deve reunir as melhores práticas e atitudes para auxiliar o aluno ao longo da trajetória acadêmica.

Manter um blog não é algo obrigatório, e também não é garantia de excelência no ensino, porém é um belo indicativo de que a IES compreende as dificuldades de seu corpo estudantil e toma medidas para ajudar.

Além de sua utilidade, essa iniciativa também deixa claro que a IES domina seu campo de atuação. Pense bem, se ela consegue antecipar as ansiedades de seus estudantes e sugerir soluções e caminhos, é porque se envolve ativamente com seu bem-estar e tem conhecimento estratégico.

Seja por meio de pesquisas de satisfação ou por um contato mais aproximado entre a gestão e o corpo estudantil — mais comum em instituições menores —, fica evidente quando a IES está ativamente comprometida em maximizar o aproveitamento de seus alunos e os resultados obtidos por eles!

Há vários aspectos a serem aferidos no que tange ao nível de excelência de uma instituição de ensino. Será que, ao iniciar a leitura deste artigo, você tinha conhecimento de todas essas variáveis e de sua influência na escolha de uma boa IES?

Como você pôde perceber, não nos limitamos a debater aqui a importância da pós-graduação para seu currículo. Pelo contrário, focamos em ajudá-lo a identificar os principais quesitos na hora de pesquisar e escolher a instituição que atenderá as suas expectativas ao longo do curso.

Primeiramente, passamos pela relevância da grade curricular e à capacitação do corpo docente. Vimos ainda a metodologia de ensino utilizada, a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos no mercado, a infraestrutura oferecida, pedagógica e física, os prêmios de reconhecimento da instituição e as iniciativas encabeçadas por ela para auxiliar seus estudantes nos momentos de dificuldade.

Agora você já sabe que investir em uma pós-graduação é tão importante quanto garantir a qualidade do ensino e o reconhecimento da instituição que oferecerá o curso!

Com essas dicas, esperamos ter contribuído para que você escolha uma instituição de ensino de forma consciente, tendo sempre em mente a relação entre valor investido e retorno. Já está convencido a buscar o melhor para sua carreira? Então entre em contato com a Fundação Dom Cabral e conheça nossos programas de pós-graduação!

Pós-graduação em gestão: o que as empresas esperam dessa especialização?

Buscar uma especialização após a graduação se tornou rota obrigatória no caminho a ser trilhado rumo ao sucesso. Mas qual é a melhor escolha, tendo em vista as opções do mercado e os objetivos a serem alcançados na vida profissional?

Neste post, você descobrirá porque a pós-graduação em gestão pode ser a escolha perfeita quando o assunto é alcançar o sucesso na carreira. Mais importante, revelaremos que talentos e competências as empresas procuram em um profissional pós-graduado em gestão.

Está preparado? Então descubra abaixo por que as empresas estão cada vez mais interessadas em profissionais com especialização em gestão!

Quem cursa pós-graduação em gestão trilha seu próprio caminho

Atualmente, é observada uma mudança crescente na responsabilidade pelo desenvolvimento profissional. É o que afirma Samir Lofti Vaz, professor dos cursos de especialização da Fundação Dom Cabral. “No passado, havia uma atuação muito grande por parte das próprias empresas nas decisões de formação dos executivos. Hoje em dia, cada vez mais as pessoas vêm se tornando protagonistas da sua própria carreira em desenvolvimento”, diz.

Segundo Samir, as mudanças nas relações de trabalho e a evolução do mercado em âmbito global deram origem a um novo tipo de profissional. “Hoje, a evolução é proativa e não reativa. A sede de aprendizado parte de baixo para cima, enquanto antes ela vinha de cima para baixo. As pessoas faziam uma especialização a pedido do chefe. Já hoje, o processo é inverso”, completa. Dentro desse contexto, profissionais que buscam uma pós-graduação são bem mais criteriosos na escolha dos programas que desejam cursar.

Fazer uma especialização em gestão é uma oportunidade que os profissionais e as empresas têm de aprimorar suas competências. Afinal, no mercado atual, os executivos são os gestores de suas próprias carreiras. É daí que surge a expectativa das empresas por profissionais não apenas capacitados, mas também com uma visão crítica e sistêmica de mundo.

Mas que qualidades e skills específicas são esperadas de um profissional que acaba de deixar uma pós-graduação em gestão? Continue com a gente e descubra as competências que as empresas estão buscando no mercado.

Capacidade de tomada de decisões, de olho no hoje e no amanhã

O fluxo organizacional de empresas está em constante mutação. Novas tecnologias e novos processos surgem a cada dia. Mercados se transformam e se reinventam, com o surgimento de paradigmas muitas vezes difíceis de acompanhar. Nesse cenário, é preciso sabedoria e jogo de cintura na tomada de decisões.

“Hoje, as empresas esperam que os profissionais sejam capazes de solucionar problemas complexos, que muitas vezes envolvem um número amplo de variáveis. Isso deve ser feito com um olhar sistêmico, ou seja, a visão deve estar focada em toda a cadeia produtiva a curto, médio e longo prazo”, afirma Samir Lofti.

“As empresas têm a expectativa de que especialistas apliquem novas práticas no cotidiano. Mas elas também querem que essas ferramentas sejam aplicadas no futuro, que contribuam para o futuro das empresas. O profissional precisa fazer o futuro acontecer no presente. E isso exige uma formação que vá além das demandas atuais, lidando com desafios que talvez nem existam ainda”, completa.

Senso crítico e adaptativo em um mundo globalizado

Justamente por atuarem em um mercado que muda e evolui a todo momento, as empresas exigem profissionais que tenham uma capacidade ampla de adaptação. Novos desafios demandam um senso crítico, a capacidade de lidar com situações multiculturais em um universo plural.

Aqui, a globalização também se mostra como um elemento importante na especialização profissional. Em um mundo onde o mercado não tem fronteiras, a visão global se torna essencial, indo bem além do domínio do idioma. É preciso dominar técnicas, ferramentas e processos que possam ser aplicados tanto em pequenas empresas no Brasil quanto em multinacionais no exterior.

Criatividade para resolver conflitos e superar desafios

Os mercados estão se tornando muito dinâmicos e a atuação dos gestores está cada vez menos previsível. “Em um mundo onde as máquinas vêm ganhando cada vez mais autonomia, a criatividade talvez seja a competência mais valorizada”, opina o professor Samir Lofti. Inerentemente humana, a criatividade proporciona profissionais não apenas versáteis, mas também propositivos e inovadores. E que melhor método para estar à frente da curva, senão pela inovação?

Atualmente, profissionais capazes de aplicar conceitos técnicos de forma prática são os mais valorizados dentro do fluxo organizacional. Empresas valorizam a habilidade intuitiva de adequar o que foi aprendido em sala de aula, dentro de um contexto definido e em um momento específico. “Hoje em dia, empresas não buscam profissionais que vão apenas tocar planos e acolher demandas feitas de cima para baixo”, reitera Samir. “Elas buscam pessoas com autonomia para propor mudanças, apontar oportunidades, levantar questões que ainda não são discutidas atualmente”, completa. Além de aplicar os conhecimentos adquiridos com a especialização, no dia a dia.

Trabalho colaborativo: lidar com diferentes personalidades na busca por resultados

Equipes multidisciplinares exigem um pensamento multidisciplinar em gestão. Para o professor da FDC, Samir Lofti Vaz, gestores de sucesso devem facilitar o inter-relacionamento pessoal e a convivência colaborativa na carreira. Mais do que lidar com as diferenças, empresas buscam executivos capazes de valorizar essas diferenças, sempre com a visão de que o todo é maior do que a soma das partes.

Aqui, o networking e a troca de experiências adquiridas durante uma especialização em gestão podem ser os grandes diferenciais na hora de garantir aquela sonhada vaga.

Transdisciplinaridade: saber transitar por diferentes áreas do conhecimento

Hoje, profissionais capazes de transitar por diferentes conhecimentos e atuações têm um lugar especial dentro das empresas. Em um mundo onde o fluxo organizacional deixa de ser linear e as carreiras seguem padrões além da verticalização tradicional, gestores de sucesso precisam adquirir e aplicar conhecimentos diversos no ambiente de trabalho.

Por isso, é esperado dos profissionais que completam uma pós-graduação um pensamento intuitivo e divergente, que ultrapasse os conceitos tradicionais. Para “pensar fora da caixa”, é necessário adquirir competências práticas e técnicas do business como um todo, que vão além de uma área definida de atuação.

O olhar sistêmico tão valorizado pelo mundo corporativo é uma consequência do pensamento transdisciplinar, que transita por todas as áreas do conhecimento empresarial. Um profissional com perfil técnico em finanças precisa dominar conceitos de Recursos Humanos e vice-versa, e ambos precisam conhecer as nuances do mercado em que esses processos estão inseridos.

Pós-graduação em gestão: a chave para o sucesso profissional

Em um mercado dinâmico e em constante transformação, a autonomia do profissional de gestão é buscada pelas organizações para que os funcionários se tornem co-responsáveis pelo futuro da empresa. No fim das contas, um gestor de sucesso deve propor mudanças, apontar oportunidades e levantar questões que ainda não são discutidas pelo mercado.

Para isso, é essencial que você busque na pós-graduação em gestão as ferramentas e práticas que o transformem em um ativo indispensável para sua empresa. Então mãos à obra!

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