8 livros sobre liderança feminina que toda gestora deve ler

O número de mulheres ocupando cargos de gestão, de alta responsabilidade, tem crescido consideravelmente. Entretanto, não basta chegar ao topo. Para sobreviver nesses cargos, é preciso demonstrar uma tendência contínua ao aprimoramento.

A leitura é uma ferramenta poderosa para essa missão, pois os livros carregam conhecimento e inspiração. Grandes líderes e profissionais de sucesso são conhecidos por lerem mais do que a maioria das pessoas. Alguns deles, inclusive, escreveram seus próprios livros!

Se você quer ser uma gestora melhor, portanto, deve buscar excelentes leituras. Não sabe por onde começar? Então, confira esta lista de livros sobre liderança feminina!

1. “Mulher Alfa”, de Cristiana Xavier de Brito

Nesse livro, a autora apresenta a história de dez mulheres que alcançaram o sucesso como líderes em suas respectivas áreas de atuação. Ela não se limita ao mundo corporativo; mostra também casos como o da deputada federal Mara Gabrilli e da advogada Marcia Rocha, com atenção, também, para a diversidade.

É um excelente livro para quem precisa reforçar a autoconfiança, pois ele destaca casos de sucesso que vencem contra a desigualdade e os preconceitos da sociedade.

2. “Mulheres no topo: Como mulheres bem-sucedidas conciliam trabalho e família”, de Diane F. Halpern e Fanny M. Cheung

Um dos grandes dilemas das mulheres que buscam sucesso profissional é como conciliar esse aspecto de suas vidas com o papel que exercem em casa, de mãe e esposa. A dupla jornada pode até parecer loucura, à primeira vista. Porém, muitas mulheres já demonstraram que é possível dar o melhor de si nos dois lados da vida, e ainda conseguir alcançar aquele cargo de liderança tão desejado.

Nessa obra, você encontra casos que ilustram essa vitória, e poderão inspirá-la a atingir os mesmos resultados na sua própria vida.

3. “Faça Acontecer: Mulheres, trabalho e a vontade de liderar”, de Sheryl Sandberg

Sheryl Sandberg é COO (Chefe Operacional) do Facebook. Com uma função de tamanha responsabilidade e projeção mundial, é claro que ela tem alguma coisa a dizer sobre a realidade da mulher no mercado de trabalho. Por isso, lançou seu livro sobre liderança feminina, no qual fala sobre a estagnação das mulheres em suas carreiras.

O principal motivo para ler esse livro é que ele reúne dicas práticas, voltadas a ajudar a mulher a resolver questões pessoais. Seguindo as dicas da autora, você poderá aumentar seu potencial de desempenho, escalando mais rapidamente até o topo das organizações.

4. “Feito Homem: A jornada de uma mulher ao universo masculino”, de Norah Vincent

Existe uma forte noção de que os homens são privilegiados na sociedade e levam vidas melhores, ou mais fáceis, do que as das mulheres. A autora Norah Vincent quis provar essa ideia empiricamente e, para isso, empreendeu um experimento ousado: disfarçou-se de homem durante 18 meses, conviveu com o gênero oposto e registrou todas as suas observações neste livro.

O livro traz informações importantes, em uma forma mais leve e divertida do que você provavelmente espera. É uma leitura que vale a pena investir seu tempo.

5. “Garotas equilibristas: O projeto de felicidade das mulheres que estão chegando ao mercado de trabalho”, de Cecilia Russo Troiano

Esse é um livro mais focado nas mulheres da Geração Y. A autora é psicóloga e empresária, e realizou um estudo sobre as ideias e expectativas dessas jovens que estão, aos poucos, assumindo o lugar das mulheres da Geração X no mercado de trabalho.

Um livro interessante para entender melhor a si mesma e, claro, às mulheres que rodeiam você no trabalho. Afinal, compreensão é um elemento essencial para a liderança efetiva.

6. “#GirlBoss”, de Sophia Amoruso

Você pode não conhecer Sophia Amoruso, mas ela tem uma longa trajetória de sucesso, que começou aos 22 anos, vendendo roupas usadas no marketplace eBay. O sucesso da loja virtual levou, depois de oito anos, à criação do seu próprio e-commerce — Nasty Gal —, do qual ela é CEO.

O livro #GirlBoss é sua autobiografia, e uma excelente fonte de inspiração para quem quer ser líder nesse novo mundo da transformação digital e dos negócios da internet.

7. “In the company of women”, de Grace Bonney

Esse livro é um verdadeiro compêndio de histórias de mulheres que vão inspirar sua carreira. A autora, Grace Bonney, realizou mais de cem entrevistas com mulheres bem-sucedidas que ela chamou de “makers, artists and entrepreneurs” — criadoras, artistas e empreendedoras. As respostas ela reuniu nessa espécie de enciclopédia, em que os conselhos das entrevistadas são complementados com belas fotografias.

A gama de nomes que aparecem no índice é abrangente, incluindo desde Tavi Gevinson, conhecida por seu trabalho como blogueira de moda, até Melissa Harris-Perry, escritora focada em temas de política e sua relação com a condição afro-americana.

8. “Extraordinárias: mulheres que revolucionaram o Brasil”, de Duda Porto de Souza e Aryane Cararo

Um livro que reúne o nome de muitas mulheres ousadas, que fizeram a diferença para a sociedade e história brasileiras, mas pouco conhecidas e quase nunca citadas nos livros. Cada uma delas é um exemplo de força e coragem, exatamente como o que você precisa ter para ocupar um cargo de liderança.

Pode não ser um livro sobre o mundo das empresas, mas certamente trará lições valiosas para que você também deixe sua marca na história.

Infelizmente, ainda não há tantos livros sobre liderança feminina nas prateleiras quanto poderia haver. Esperamos que o número cresça — assim como aumenta o número de mulheres que conquistam reconhecimento e sucesso profissional ocupando espaços de gestão.

Como já vimos, essas leituras vão trazer conhecimento e inspiração. Porém, esse não é o único motivo para ler os livros que apresentamos aqui.

Quando você compra e prestigia essas obras, está também demonstrando apoio às iniciativas que buscam dar maior visibilidade à mulher e ao seu papel. Dessa forma, a tendência é que novos volumes sejam publicados para divulgar a história de outras mulheres importantes.

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T-shaped professional: conheça tudo sobre o perfil desse profissional

O mundo dos negócios e da gestão é altamente dinâmico. Novos conceitos formam-se quase todos os dias. Caso você queira ser um profissional de sucesso, precisa conhecê-los, entender suas implicações e saber como colocá-los em prática.

Um bom exemplo é o conceito de “T-shaped professional”; ele designa um certo perfil que está sendo muito procurado pelas empresas na hora de contratar novos colaboradores.

Quer saber o que é um T-shaped professional e como você pode desenvolver esse perfil? Confira as dicas do nosso post!

O que significa T-shaped professional?

O termo surgiu na década de 1990. Ele vem do inglês, e pode ser traduzido como “profissional em formato de T”. Por mais estranho que pareça, existe um bom motivo para o nome; ele faz uma referência a um modelo que tem, literalmente, o formato da letra T.

O traço horizontal representa a dimensão do conhecimento geral, aquele referente à toda a organização, ao mercado, à economia e à política e outras questões relevantes, mas que não estão estritamente relacionadas à sua atividade. Enquanto isso, o traço vertical representa a dimensão do conhecimento específico e prático, voltado para a área em que o indivíduo trabalha.

Assim, o T-shaped professional é aquele profissional que é capaz de expandir seus conhecimentos para diversas direções que são relevantes e, ao mesmo tempo, aprofundá-los para a execução imediata de sua atividade. Em outras palavras, um profissional multidisciplinar e multifacetado.

Por que as empresas buscam esse profissional?

Muitas organizações dão preferência ao funcionário que apresenta um perfil T-shaped, e há uma boa razão para isso.

O profissional que somente desenvolve seus conhecimentos técnicos específicos pode desenvolver muito bem seu trabalho, mas não tem senso crítico. Dessa maneira, quando deparado com uma situação de dúvida, ele é incapaz de tomar decisões fundamentadas. Ele é, por assim dizer, apenas um executor.

Por outro lado, aquele que tem vasto conhecimento geral sem a excelência técnica pode ser um pensador crítico, mas, na hora de “colocar a mão na massa”, ele pode deixar a desejar. Para uma empresa — que não vive apenas de ideias e debates, mas precisa de resultados — ele acaba sendo um peso.

O T-shaped professional é uma combinação dos melhores aspectos desses dois tipos de profissional. Para a empresa, ele representa um colaborador que será capaz de executar a sua atividade e, também, de analisar, criticar e tomar decisões levando em consideração questões mais amplas. Portanto, ele exerce um trabalho de qualidade superior, isto é, apresenta alta performance.

Como desenvolver um perfil de T-shaped professional?

Se as empresas preferem o T-shaped professional, desenvolver esse perfil é uma vantagem para você. É uma oportunidade de aumentar sua competitividade no mercado de trabalho. A questão, portanto, é como fazer isso. Aqui vão algumas dicas.

Para fortalecer o “traço horizontal”

1. Conversar com os colegas

O primeiro passo para expandir seus horizontes, desenvolvendo a dimensão do conhecimento geral, é conversar com seus colegas — especialmente aqueles que trabalham em outros setores. Eles poderão oferecer informações e pontos de vista sobre a organização diferentes do seu, e essa é uma experiência de enriquecimento muito válida.

E não se limite a conversar apenas com colegas do mesmo nível hierárquico. Em vez disso, dialogue também com quem está abaixo e, claro, quem está acima. Aliás, conversar com os gestores da empresa vai trazer à tona uma versão da organização que você provavelmente nem imagina — já que eles, pela natureza de sua função, precisam desenvolver uma perspectiva macro do negócio.

2. Ler muito

A leitura ainda é uma das melhores formas de aprender sobre temas relevantes, mesmo aqueles com os quais você não lida no dia a dia. Quem desenvolve esse hábito consegue traçar relações entre eventos e fenômenos. Além disso, produzir suas próprias conclusões após a leitura é um ótimo exercício para o senso crítico.

É claro que você também pode obter esses resultados acompanhando notícias pela televisão ou pelo rádio, por exemplo. No entanto, a leitura exige um esforço maior de concentração, que também é indispensável para quem deseja apurar o raciocínio.

3. Fazer uma pós-graduação

Na graduação, você precisa adquirir uma imensa quantidade de conhecimento que vai permitir chegar ao mercado de trabalho e exercer uma profissão. Por esse motivo, ela é geralmente mais concentrada em conhecimento específico, prático. Você aprende a fazer, mas não a pensar.

Já na pós-graduação, essa urgência não existe; portanto, você tem a oportunidade de estudar outros assuntos, também importantes, embora mais gerais. A pós-graduação oferece, então, um espaço para expandir seus horizontes junto a outras pessoas que também estão em busca de alcançar o sucesso na carreira.

Para fortalecer o “traço vertical”

1. Fazer cursos livres

Cursos de idiomas, de informática e livres são excelentes maneiras de aprofundar seus conhecimentos específicos.

Esse tipo de curso tem baixa carga horária semanal e, em muitos casos, curta duração; isso permite que você constantemente invista em sua capacitação e aprimoramento. Por exemplo, quem termina um curso de inglês, pode buscar outro idioma, para valorizar ainda mais o currículo.

2. Fazer uma especialização

Talvez você ache contraditório, mas não é. Enquanto a pós-graduação lato sensu é, sim, um lugar para falar de assuntos que não cabem na graduação, ela também é um lugar para aprofundar seu conhecimento dentro de um tópico relativo à sua atividade profissional (o que explica o nome “especialização”).

A questão, portanto, é escolher a especialização mais alinhada ao rumo que você deseja dar à sua carreira. Se você quer ser um CFO, um diretor financeiro, investir em uma especialização em gestão de marketing não vai ajudá-lo a fortalecer os conhecimentos específicos necessários para ocupar esse cargo. Pode ser uma empreitada interessante em nível pessoal, mas é uma escolha inadequada do ponto de vista profissional.

Agora que você já sabe o que é o T-shaped professional e como se tornar um, o próximo passo é identificar qual das duas dimensões — conhecimentos gerais ou conhecimentos específicos — precisa da sua atenção imediata.

Quer divulgar o conceito que você acabou de aprender para outros profissionais? Compartilhe esse post nas redes sociais!

 

Tudo sobre gestão de vendas e como ela influencia nos resultados

Se, há algumas décadas, qualidade, preço acessível e uma “boa lábia” eram suficientes para que uma empresa conseguisse vender o seu produto, hoje há uma série de fatores que interferem no processo de vendas. E para fazer com que eles sejam bem-sucedidos, os gestores precisam buscar técnicas cada vez mais eficientes para a sua gestão de vendas.

No post de hoje, te ajudaremos a entender a importância dessa gestão para os resultados da sua empresa, além de dicas fundamentais para fazer com que ela seja cada vez mais estruturada. Confira!

Qual a base da gestão de vendas?

Uma boa gestão de vendas começa com a estruturação do processo de vendas. Na prática, um passo a passo elaborado pela empresa com o intuito de orientar e guiar a equipe de vendas em busca de resultados. Em resumo, um planejamento que facilitará a tomada de ações.

E criar esse plano é um dos maiores desafios dos gestores. Primeiro, porque muitos não assumem ou não delegam a liderança para um profissional capaz de direcionar e motivar o resto da equipe. Também porque criam um processo de vendas rígido, fora da realidade da empresa ou sem levar em consideração possíveis falhas de estratégia.

Para ser bem-sucedido o processo de vendas precisa ser flexível, mas, ainda assim, estável. Ou seja, possível de ser corrigido e melhorado, com base nas falhas e mudanças do time de vendas no percorrer do caminho, mas contando com um objetivo final claro, factível e comum a todos os envolvidos.

Como melhorar a gestão de vendas da sua empresa?

Entenda como realmente funciona uma gestão de vendas

Muitos gestores confundem a gestão de vendas com a gestão comercial. Algo que pode atrapalhar a divisão de tarefas e de responsabilidades entre os setores.

Diferentemente do setor comercial, que cuida de uma parte mais estratégica e generalista da empresa, lidando com o estoque, com estratégias comerciais e com a publicidade da empresa, o setor de vendas tem um trabalho mais específico.

Treinar vendedores, segmentar e criar estratégias para públicos específicos, estimular metas e gerenciar os resultados das vendas são as suas principais funções.

Ambas as áreas precisam estar integradas e se comunicarem a todo o tempo, mas quando se trata da criação e execução de métricas, é importante que cada setor seja bem específico e trabalhe em prol das suas metas individualmente.

Tenha clareza com as métricas e avalie performances

E por falar em métricas, não esqueça de defini-las claramente. Nós estamos sempre batendo nessa tecla em nossos artigos, já que muitos gestores a ignoram. Muitos se focam em criar um planejamento elaborado, mas esquecem de segmentá-lo em metas claras, que a equipe possa executar rapidamente.

Após esta etapa é preciso avaliar o que está funcionando ou não — em suma, as performances. Dessa maneira, definir metas e tomar decisões se torna mais fácil, já que você estará se baseando na realidade da sua empresa e avaliando na prática os pontos do planejamento que foram bem-sucedidos.

Identifique deficiências

Antes de criar planejamentos e colocar ideias em ação, o setor de gestão de vendas precisa identificar os déficits e falhas que comprometem os seus resultados. É importante focar em números e porcentagens, mas não esquecer também de avaliar dados qualitativos.

Por exemplo: em que momento da jornada de compra o cliente perde o interesse em concretizar a venda? Quais os principais comentários (positivos e negativos) em relação à sua empresa? Após a primeira venda, o consumidor volta a fechar negócio com a sua empresa?

São esses dados que o ajudarão a identificar com clareza quais as deficiências da sua empresa e o que precisa de investimentos. Além de resolver um problema de estratégia, essa análise ajuda a reduzir gastos desnecessários, com estratégias que não aumentarão o seu número de vendas ou não farão diferença no relacionamento com o cliente.

Dê importância à gestão de pessoas

Além de força nas metas, uma gestão de vendas também precisa encontrar forças nas pessoas que lidam com elas. Afinal, são essas pessoas que possuem a expertise e as qualidades necessárias para criar estratégias e colocá-las em prática com sucesso.

Para fazer uma boa gestão de capital humano os gestores devem conhecer as características individuais da própria equipe. É uma verdade que profissionais tendem a seguir determinados padrões, mas isso não quer dizer que eles sejam iguais.

Cada um possui a sua maneira de atuar e objetivos únicos. Diante disso, cabe à liderança encontrar o fator motivação, que fará com que cada um deles trabalhe com prazer e encontre propósito no que faz.

Vendedores precisam de feedbacks constantes sobre o seu trabalho e de incentivos mais concretos, como pacotes de benefícios e comissões. O mais importante é usar a comunicação para descobrir aquilo que move a sua equipe e, consequentemente, a empresa.

Disponibilize as ferramentas necessárias

Para melhorar a atuação da equipe de vendas como um todo, conhecer os clientes, e aumentar a produtividade é preciso investir em softwares de gestão integrados, Big Data, bancos de dados, Business Intelligence, plataformas para administração e monitoramento de mídias sociais, e assim por diante.

Em termos de vendas, ganhar tempo e ter uma boa organização são fundamentais para lucrar ou não. Atualmente, gerenciar uma empresa sem a ajuda da tecnologia e suas ferramentas é praticamente impossível.

Invista em qualificação profissional

Investir em treinamentos e qualificações específicas na área de gestão vendas é uma estratégia essencial para melhorar a qualidade do trabalho da sua equipe e os resultados da empresa.

O ponto positivo de formações específicas na área é que elas preparam os profissionais para atuarem no mercado atual, avaliando as necessidades e interesses de públicos distintos.

Dessa maneira, eles deixam de ser apenas vendedores para se tornarem coaches em vendas. Ou seja, líderes, capazes de gerir todos os aspectos de uma venda: análise de mercado, logística, perfis de clientes e execução de estratégias.

Gostou das dicas? Ainda restaram dúvidas sobre a importância da gestão de vendas e como melhorá-la na sua empresa? Não deixe de compartilhá-las com a gente nos comentários!

Como evitar a estagnação profissional? 5 dicas para sair do lugar

Se você anda vendo seus colegas de trabalho de mesmo nível hierárquico sendo promovidos, convidados a executar tarefas mais desafiadoras ou, pior do que isso, percebe que seus gestores mudam a todo momento, mas seu prestígio na empresa continua o mesmo, pode ser que você esteja entrando em uma perigosa fase de estagnação profissional.

Caso isso esteja ocorrendo com você, essa é a hora de reavaliar quais rumos sua carreira tem tomado e, evidentemente, elaborar um plano de ação para reposicionar-se no caminho do sucesso.

Não sabe o que está errado e, por consequência, por onde começar? As próximas linhas lhe indicarão 5 dicas imprescindíveis para você sair do lugar!

1. Mude sua história a partir da mudança de sua postura

Muitas pessoas reclamam que não são reconhecidas, mas executam há anos as mesmas tarefas da mesma forma. A dinâmica empresarial atual, na era dos negócios digitais, exige velocidade, postura proativa e inovação constante. Como você se mostra em sua empresa?

Para permanecerem competitivas, as empresas precisam mais de gestores e menos de executores de tarefas. Em outras palavras, o crescimento da complexidade do cenário corporativo exige profissionais autogerenciáveis, capazes de propor soluções para os desafios do dia a dia, bem como novas propostas para o business da organização.

Se você é apenas um bom funcionário, lamentavelmente, suas chances de progresso são pequenas: as companhias procuram líderes disruptivos.

Dessa forma, os primeiros passos para sair da areia movediça da estagnação profissional passam por mostrar-se mais aos seus superiores, colocar-se à disposição para aprender novas tarefas, pedir dicas aos seus pares/chefias sobre como melhorar seu desempenho e, sobretudo, demonstrar interesse em ampliar seu conhecimento sobre as áreas da empresa.

2. Aprimore suas estratégias de networking

Networking nada mais é do que a habilidade de criar pontes em vez de barreiras nas relações interpessoais. Trata-se da capacidade de desenvolver uma fábrica de contatos que lhe fornecerá feedback, recursos, perspectivas e informações.

Não se trata de servir-se maliciosamente de outra pessoa; antes, é a habilidade de integrar-se ao seu meio, criando, mediante competência profissional e empatia, uma rede sólida de relações que permanecerão por toda sua carreira.

Um grande erro das pessoas é preocupar-se com networking apenas quando é necessário usá-lo. Esse tipo de comportamento traz efeitos inversos ao profissional, denotando falsa aproximação. Vínculos profissionais devem ser criados desde a universidade, assim como em congressos, palestras e, principalmente, na pós-graduação.

A pós-graduação é um terreno fértil para conhecer contatos que agreguem valor em sua trajetória corporativa, justamente por agrupar profissionais já inseridos no mercado (muitos deles, ocupantes de postos em empresas de grande porte), além de professores que, em geral, são também executivos de renome em multinacionais.

É por isso que muitos especialistas cravaram que a velocidade da ascensão dos profissionais costuma ser diretamente proporcional à qualidade da escola de negócios que lapidará suas competências. Essa escolha, portanto, deve ser feita com atenção, uma vez que é absolutamente fundamental para desviá-lo da rota da estagnação profissional.

3. Invista em capacitação acadêmica constante

Já que entramos no campo da formação educacional, impossível não citar os outros benefícios que a qualificação acadêmica pode trazer no amadurecimento de sua posição profissional.

Fazer uma especialização é ação-chave para quem quer ter êxito no mercado, e por uma razão básica e muito clara: as universidades ainda não estão prontas para preparar os estudantes na superação dos desafios diários do mundo business.

Por melhor que seja a instituição que o condecorou com seu diploma de bacharel, há gaps (comuns na educação superior nacional) que precisam ser preenchidos. Você diria que, em seu curso, foi devidamente treinado para liderar, falar em público, inovar e tomar decisões rápidas de alto impacto? Provavelmente não.

Uma especialização em Gestão, focada na formação de executivos de alta performance, por exemplo, trabalhará (misturando teoria e prática) com o desenvolvimento de habilidades técnicas em Finanças, Marketing, Negócios, Pessoas e Projeto, além de simular cenários para dar ao profissional uma visão sistêmica sobre o mundo dos negócios.

Se você não teve oportunidade de estudar no exterior, há, inclusive, algumas instituições que oferecem a chance de fazer um módulo internacional (focado em inovação e empreendedorismo).

Essa base sólida explica muito do resultado de uma recente pesquisa feita pela Catho, que revelou que os profissionais (ocupantes de cargos de gestão) com pós ou MBA podem ganhar até 90% a mais do que um outro apenas com a graduação.

4. Busque o apoio de um coach

Uma alternativa para evitar a estagnação profissional e alavancar sua carreira é buscar o auxílio de um coach. Muito demandado em casos de transição de carreira, iminência de obtenção de um cargo de liderança ou proximidade de assunção de um grande projeto, o mercado de coaching cresceu 65% entre 2013 e 2016.

O coach é um profissional com expertise no mundo dos negócios, que orienta de forma personalizada seus clientes para o alcance de seus objetivos estratégicos de carreira.

Trabalha com aspectos comportamentais, psíquicos e técnicos, aperfeiçoando as competências do profissional para que ele atue em alta performance no mercado. Ao lado da qualificação permanente, os serviços de coaching são essenciais para dar direcionamento a quem se sente imerso na estagnação profissional.

5. Sugira aos seus superiores a concessão de um período de job rotation

Job rotation (traduzido em português por “rotação de cargos”) é uma estratégia mais frequentemente adotada nos programas de trainee, cujo objetivo é o de fazer com que o aprendiz passe por diversos setores da corporação, no intuito de adquirir uma visão global do business envolvido.

Essa prática ajuda o profissional a conhecer todos os processos, atividades e especificidades de cada área, além de mostrar como cada unidade se interliga na organização, formando um organismo vivo de ações que dão vida à empresa no mercado.

Além de lhe tirar da zona de conforto, esse período será extremamente útil para lhe dar insights de atuação, formar networking interno, criar empatia por outras áreas e desenvolver suas capacidades como gestor. Em resumo, um excelente antídoto contra o marasmo na carreira.

Gostou das dicas? Quer se aprofundar ainda mais no assunto? Então baixe nosso e-book “Mercado de trabalho: Saiba o que ele procura e impulsione sua carreira” e fuja definitivamente da estagnação profissional!

Profissões em falta: como se qualificar para preencher essas vagas?

A escassez de mão de obra qualificada é um dos grandes problemas enfrentados no Brasil. Essa deficiência gera uma série de áreas com falta de profissionais e, portanto, um esvaziamento no quadro de funcionários de alguns setores de empresas brasileiras.

Fatores como falta de capacitação ou profissionais sem uma boa formação são alguns dos principais motivos que levam as empresas a terem dificuldade para preencher seus postos de trabalho.

Mesmo assim, com muita leitura e entendimento do mercado, essa escassez pode significar boas oportunidades para quem busca uma recolocação profissional ou um aprofundamento em sua área de atuação.

Acompanhe este artigo e veja por que escolher profissões com carência de talentos pode trazer ótimas vantagens para você.

Por que se qualificar para profissões em falta de profissionais?

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a qualificação profissional é importante e necessária para todos, seja para quem está iniciando no mercado de trabalho, quem quer mudar de área ou, ainda, quem busca melhorar o currículo. Um profissional atualizado e capacitado consegue garantir seu espaço no mercado e aumentar suas chances de sucesso na carreira.

Quando falamos nos casos de profissões em falta de profissionais, a necessidade de qualificação se torna ainda mais evidente. Um dos principais motivos da carência de talentos é, justamente, a falta de qualificação.

Sem formação adequada e com baixo desenvolvimento das competências necessárias, certas vagas não são preenchidas por faltarem profissionais preparados e com o perfil exigido.

Diante desse contexto, qualificar-se nessas áreas pode trazer grandes vantagens para sua carreira. A primeira delas é que você terá mais e melhores oportunidades de vagas de emprego, já que terá um forte diferencial. Isso permite que você consiga uma recolocação mais facilmente, além de garantir seu lugar no mercado.

Somado a isso, existe a vantagem de que essas vagas não contam com grande concorrência, já que faltam bons profissionais capazes de preenchê-las. Com a devida qualificação, você consegue atender os requisitos do trabalho, as exigências das empresas e as demandas do mercado. Com isso, você já está passos à frente dos demais profissionais, uma vez que mostra preparo e conhecimento para atuar na função.

Como as empresas carecem de talentos para compor seus quadros de funcionários, você terá melhores condições de trabalho e melhores salários. Isso acontece porque um profissional raro, que consiga se encaixar nas exigências da vaga, será mais valorizado ao exercer a função com competência e qualidade.

Você já sabe que a qualificação profissional é fator crucial nesse processo, mas qual a melhor forma de se qualificar? A seguir, separamos algumas dicas para você se tornar o profissional ideal para essas profissões. Veja!

Como se qualificar para essas vagas?

Identifique as profissões em falta

O primeiro passo é saber quais são as profissões que realmente estão em falta de profissionais capacitados. A escassez está presente desde áreas de produção ou de chão de fábrica (como operários e técnicos) até funções menos operacionais e mais estratégicas.

Além disso, os setores com dificuldade de encontrar talentos são os mais variados, como engenharia, tecnologia da informação e saúde. No setor administrativo, por sua vez, as principais áreas em falta de bons profissionais são a de finanças e a de recursos humanos.

Por um lado, a demanda no setor de RH tem aumentado devido à necessidade de reestruturação das empresas com as mudanças econômicas no País; e, por outro, a área de finanças tem exigido profissionais cada vez mais capacitados para atuar com competência em meio à complexa economia brasileira.

Escolha a profissão de acordo com o seu perfil

Não basta escolher qualquer uma dentre as profissões em falta no mercado só porque isso aparenta ser uma boa oportunidade. Adentrar-se em um novo setor ou se aprofundar na sua área de atuação requer planejamento e propósito.

Para definir um plano de ação bem estruturado para a sua carreira, a profissão escolhida deve estar de acordo não apenas com as possibilidades de mercado, mas também com seus objetivos profissionais e com o seu potencial para exercê-la.

Por isso, além de identificar as profissões mais carentes de bons profissionais, é importante que você escolha a que mais combina com você. Para tanto, é preciso conhecer tanto o seu perfil quanto a profissão.

De um lado, avalie as suas habilidades, saiba por que deseja ingressar em determinada área e certifique-se de que você tem paixão pela profissão. De outro lado, conheça bem a profissão, procure saber quais competências você deve ter, quais habilidades precisa desenvolver e o que está faltando no seu currículo para exercer a profissão com maestria.

Procure cursos e especializações na área

Uma das principais formas de obter maior qualificação profissional é a educação continuada. A boa formação é requisito essencial no currículo de qualquer profissional e, nesse sentido, cursos e especializações são alguns dos fatores mais valorizados pelas empresas e pelo mercado.

Por isso, a dica aqui é investir fortemente em conhecimento. Busque cursos, aperfeiçoamento e atualização na área. Procure uma formação de qualidade e que possa ajudar na sua preparação profissional para a área escolhida.

Para isso, existem pós-graduações, especializações ou MBAs. Alguns cursos oferecem, inclusive, intercâmbio profissional, o que pode ser de grande enriquecimento para o seu currículo e formação. Cursos de informática e de idiomas, como inglês, espanhol e mandarim, também são fortes diferenciais, sobretudo no mundo empresarial.

Faça contato com outros profissionais da área

Outra dica importante é conhecer profissionais da área. Fazer networking contribui para a troca de conhecimento e experiências, para se manter atualizado sobre as novidades e tendências da área e, ainda, para adquirir mais aprendizado sobre a profissão em questão. Além disso, por meio do contato com outras pessoas da área, as oportunidades de encontrar vagas de trabalho se tornam maiores.

Os cursos de pós-graduação, por exemplo, são uma ótima forma para ampliar sua rede de contato. Além deles, você também pode participar de eventos, workshops e palestras. Tudo isso ajuda não só no networking, mas também recheia o seu currículo, o que certamente será bem-visto pelas empresas que carecem de profissionais altamente qualificados.

Portanto, investir nas profissões em falta de mão de obra capacitada pode ser uma excelente oportunidade para quem deseja ganhar espaço no mercado, seja dando novos rumos na carreira ou se aprofundando, estrategicamente, no setor em que atua. Como você viu, para se tornar o talento ideal, a palavra-chave é qualificar-se.

Agora que você já sabe como se tornar um profissional qualificado para as profissões em falta no mercado, baixe o nosso e-book e saiba como escolher a melhor instituição para fazer uma especialização!

Imagem profissional: 5 cuidados importantes para cuidar da sua

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e, portanto, você também precisa descobrir novas maneiras de garantir sua empregabilidade. A questão vai muito além de formação, experiência e conhecimentos relevantes, contemplando também a discussão sobre imagem profissional.

Você sabia que muitas empresas já pesquisam informações sobre seus candidatos muito antes de qualquer contato direto com eles? A internet, e especialmente as redes sociais, permitem que o empregador decida se você vai continuar no processo seletivo ou não.

Além disso, durante as etapas subsequentes, e mesmo depois da contratação, você continuará sendo observado, em mais aspectos do que o seu desempenho ou as suas características profissionais. Pode parecer injusto, mas a sua imagem pode determinar suas chances de conquistar uma promoção e, até mesmo, de manter seu emprego.

Por isso, a imagem que você constrói de si mesmo pode ser um grande trunfo. Neste post, vamos ressaltar quais são os cuidados que você deve ter com sua imagem profissional. Confira!

1. Saiba qual é a imagem profissional que você deseja transmitir

Não existe uma única imagem certa. Essa é uma construção pessoal e deve estar alinhada com o tipo de carreira que você deseja, geralmente em longo prazo. Observe alguns profissionais com cargos semelhantes, mas que se apresentam de maneiras diferentes:

  • Mark Zuckerberg, o fundador e CEO do Facebook, é frequentemente visto com roupas informais; Brian Moynihan, o atual CEO do Bank of America (Banco da América), está sempre trajado de terno e gravata.

  • Elon Musk, fundador e CEO da Tesla Motors, costuma usar seu Twitter para interagir com as pessoas e fazer piadas; Bill Gates, fundador da Microsoft, que atualmente é investidor e filantropo, publica principalmente informações sobre o trabalho de ONGs com que colabora.

Portanto, se não há fórmula para a imagem profissional, a primeira coisa que você deve fazer é decidir qual será a sua.

2. Pense antes de publicar

A internet é uma vitrine. Pode ter certeza de que todos os seus contatos profissionais, sejam colegas ou empregadores, em algum momento vão ver o que você publica nas redes sociais, no seu blog ou site pessoal, em fóruns, e assim por diante.

E, quando virem tal conteúdo, ele vai afetar a maneira como essas pessoas pensam sobre você. Por isso, pense bem antes de publicar qualquer coisa.

Às vezes, uma frase ou imagem inocente pode ser mal-interpretada e causar sérios prejuízos. E, já que cada vez mais recrutadores usam a internet para filtrar quem será chamado para novas vagas, talvez você nunca saiba quantas oportunidades perdeu por causa de um Facebook gerenciado de maneira inadequada ou de uma conta com conteúdos inapropriados no Instagram.

A melhor forma de prevenir esse problema é sendo bastante cuidadoso com a sua imagem na internet.

3. Coloque atenção na sua aparência

Aqui vão algumas dicas para uma aparência que beneficia sua imagem profissional:

  • mantenha cabelo, barba e unhas bem aparados e limpos;

  • evite maquiagem em excesso, roupas muito coloridas, acessórios chamativos — ou seja, nada de exageros;

  • se não houver um código de vestimenta, opte sempre por smart casual: calça e camisa social, ou uma saia — lembre-se de que usar uma roupa formal demais para a situação também não é adequado!

Os locais de trabalho estão cada vez mais receptivos à expressão pessoal por meio da aparência. Isso significa que, em muitos casos, tatuagens, piercings e barba comprida já são aceitos sem problemas.

No entanto, essa não é uma regra. Portanto, se a empresa em que você trabalha (ou quer trabalhar) tiver restrições, é importante ficar atento a elas.

4. Organização do espaço de trabalho

Manter seu espaço de trabalho — seja uma sala ou uma mesa — em ordem também traz reflexos positivos para a sua imagem profissional.

Existe uma certa associação entre organização do espaço e pessoal. Por isso, de maneira geral, o empregador vai acreditar que um funcionário que mantém seus objetos guardados no lugar certo e sua mesa limpa tem mais chances de cumprir prazos do que um funcionário bagunceiro.

Existe ainda um outro motivo pelo qual esse é um fator relevante para a sua imagem profissional. Você pode até acreditar que a sua desorganização tem a ver com o seu perfil criativo ou inovador.

Porém, na visão do empregador, essa característica pode ser vista como desrespeito com a propriedade da empresa e com os colegas que dividem o mesmo espaço. Portanto, a bagunça acaba levando à formação da imagem de um funcionário-problema, criador de confusão — e isso não é nada bom para você, certo?

5. Comunicação

Comunicação é um tema bem amplo e, quando está combinado com a questão da imagem profissional, dá origem a algumas discussões extremamente interessantes.

Em primeiro lugar, o uso adequado da linguagem colabora para uma imagem de inteligência e boa formação. Mesmo que você seja ótimo no seu trabalho, o uso de linguagem incorreta ou inapropriada pode colocar uma “pulga atrás da orelha” do seu gestor.

Outra colocação importante é que você deve estar atento para manter uma comunicação eficaz. Quando você não faz isso, sua imagem passa a ser de descaso com a outra pessoa envolvida. É o caso do profissional que demora muito para responder seus e-mails ou que não avisa quando vai chegar atrasado a uma reunião.

Finalmente, não se pode esquecer que comunicação envolve, também, aspectos não verbais. Em uma entrevista ou apresentação, você deve ficar muito atento a eles, pois também se refletem na sua imagem.

Pessoas que gesticulam demais demonstram ansiedade; já aqueles que não olham diretamente para o outro, insegurança. Fique atento a esses detalhes, para garantir a formação de uma imagem profissional que transmita confiança.

Seguindo as dicas que você aprendeu neste post, certamente vai chegar a uma imagem profissional positiva, que será um ativo importante para a construção de uma carreira de sucesso.

Porém, aparências não bastam! É preciso conteúdo! Portanto, aproveite para conferir nosso artigo sobre o peso da especialização para sua competitividade no mercado de trabalho!

O passo a passo para delegar tarefas de forma efetiva

Se você gerencia projetos ou coordena equipes, eventualmente passará pela necessidade de delegar tarefas. E uma das grandes preocupações do coordenador é fazer a correta distribuição de atividades, sem perder o controle sobre elas ou a qualidade da execução. Além disso, nem todo gerente sente confiança em capacitar seus subordinados, o que pode gerar insegurança no ato de delegar.

De fato, essa não é das habilidades mais fáceis, mas é uma das mais importantes para que o líder realize uma gestão de sucesso. A descentralização de atividades permite a divisão de tarefas e demandas, garantindo uma equipe eficiente e mais tempo para o líder se dedicar a outras funções, como questões estratégicas e de planejamento.

Portanto, se você precisa desenvolver essa competência em sua gestão, acompanhe este artigo. Vamos mostrar um passo a passo de como fazer as delegações de maneira correta e eficaz, para que sua equipe obtenha os melhores resultados. Confira!

Escolha as tarefas que vão ser delegadas

Em primeiro lugar, o gestor deve selecionar quais tarefas serão delegadas. A dica, aqui, é fazer uma lista com todas as atividades sob a sua responsabilidade, desde as mais corriqueiras até as mais complexas. Tendo em mãos tudo o que precisa ser feito, é possível selecionar o que pode ser delegado e o que deve continuar sob o seu comando.

É recomendável que tarefas que exigem decisões estratégicas ou um conhecimento muito técnico sejam assumidas pelo próprio gestor, ao passo que tarefas que outras pessoas podem fazer ou que você não domina sejam delegadas.

Isso não significa que um gestor deva abrir mão de atividades mais simples; você também pode assumi-las se elas lhe dão satisfação profissional. O que não é saudável para uma boa gestão é que o gerente assuma mais responsabilidades do que pode arcar ou do que realmente é necessário.

Tendo em mente que você não pode nem deve fazer tudo sozinho, os resultados da equipe só tendem a melhorar.

Determine para quem você vai delegar tarefas

O segundo passo é escolher os melhores profissionais para assumir as tarefas delegadas, para que sejam realizadas com competência e qualidade. Para isso, é importante conhecer bem sua equipe, descobrir os pontos fortes e fracos de cada um e avaliar suas habilidades e competências, escolhendo, assim, o perfil mais apto para cada tarefa proposta.

Lembre-se de que a delegação não é um mero repasse de tarefas, mas uma concessão de poderes a alguém, com compartilhamento de responsabilidades. Portanto, além de escolher o melhor funcionário para cada atividade delegada, procure planejar cuidadosamente esse processo. Delegue gradualmente as funções, concedendo maiores obrigações ao longo do tempo.

Além disso, é importante que o gestor tenha confiança em quem vai delegar as tarefas e acredite em seu potencial, visto que, ao assumir a responsabilidade sobre elas, os funcionários precisarão ter mais autonomia e poder decisório em suas ações.

Ofereça um treinamento aos funcionários delegados

Este é um passo fundamental para delegar tarefas de modo eficiente e com êxito. Seja bastante claro ao orientar os funcionários, dê instruções precisas e os conscientize da importância sobre as novas atividades a serem exercidas.

O gestor pode, inclusive, organizar um período de treinamento, para preparar melhor o funcionário. É natural que esse processo tome algum tempo do gestor, mas os benefícios posteriores são enormes, sendo capaz de garantir um trabalho bem executado e dentro das expectativas.

Portanto, mesmo quando o colaborador já tem algum conhecimento sobre a função, jamais negligencie a boa comunicação. Como delegante, você deve explicar claramente o que será exercido, todas as etapas envolvidas nessa atividade e os resultados esperados, garantindo, ainda, que as informações tenham sido perfeitamente compreendidas pelo profissional.

Defina, também, os prazos para as tarefas. Uma dica, principalmente no caso de gestão de projetos, é repartir os prazos para cada etapa da tarefa. Com isso, você evita surpresas desagradáveis ao final e as chances de suas expectativas serem atendidas aumentam significativamente.

Garanta o acompanhamento e a supervisão das tarefas

Como dissemos, o funcionário para quem você delega uma tarefa deverá ter maior poder de autonomia e de decisão. Contudo, essas habilidades serão desenvolvidas ao longo do tempo. Na fase inicial de delegação, é importante oferecer um acompanhamento, sobretudo caso ocorram problemas durante a execução das tarefas.

Por isso, é importante acompanhar de perto o andamento das atividades, a fim de garantir o correto funcionamento do seu setor. Confira se o escopo da tarefa está sendo atingido, se está dentro do prazo e, ainda, se tudo está sendo feito com a devida qualidade.

Caso necessário, você também pode escolher um supervisor para ficar encarregado de conferir a execução das atividades delegadas e auxiliar os funcionários.

A dica é focar no suporte ao funcionário, e não simplesmente em dar ordens ou impor um modo único de executar as atividades. Portanto, ao delegar tarefas, cuidado com o tipo de gestão autoritária.

O importante é aproveitar essa fase para corrigir possíveis erros, reduzir obstáculos que estejam criando dificuldades aos funcionários e sanar dúvidas que porventura apareçam no decorrer das atividades. Com isso, você garante as condições necessárias para que os resultados esperados sejam atingidos.

Faça uma avaliação final e dê feedbacks

Por fim, é importante que o gestor faça uma avaliação sobre a performance dos funcionários e meça os resultados. Além de analisar o desempenho e de acompanhar a atuação deles, também é importante sempre dar feedbacks construtivos ao longo do processo, e não apenas depois de a tarefa ser concluída.

Lembre-se de que não é função do gestor apenas cobrar, pois a delegação não o isenta de sua responsabilidade sobre as tarefas.

O gestor e o funcionário devem, portanto, manter uma constante comunicação. O chefe da equipe deve auxiliar o subordinado nas dificuldades em relação às tarefas, deve ficar ciente das decisões tomadas pelo funcionário e, ainda, estar disposto a conversar e ouvir suas considerações.

Com o tempo, você poderá dar maior autonomia a seus subordinados, podendo se concentrar em atribuições mais específicas. Tudo isso é importante para aperfeiçoar ainda mais o processo de delegação, criando uma equipe de sucesso.

Seguindo esse passo a passo, você saberá delegar tarefas corretamente e de forma efetiva. Certamente, verá que a descentralização das atividades pode trazer enormes benefícios para sua gestão, como uma maior garantia de cumprimento de prazos e resultados mais satisfatórios.

Agora que você está apto a dominar essa importante habilidade gerencial, compartilhe este artigo em suas redes sociais e ajude outras pessoas a desenvolver a arte de delegar tarefas!

[ESTENDER +1000] Entenda como conseguir investidores para seu negócio

Você decidiu abrir o seu próprio negócio. A ideia é boa e tudo tem corrido muito bem. Porém, por mais que a empresa tenha potencial de crescimento, ela precisa de mais capital para ampliar seu alcance e colocar novos projetos em prática. É a hora certa, portanto, de buscar pessoas ou instituições que acreditem nesse potencial. Mas como conseguir investidores para o seu negócio?

Se você ainda não souber por onde começar, não se preocupe. Muitos empreendedores de sucesso já passaram justamente pela fase que você está vivendo agora. E a boa notícia é que, hoje em dia, com o avanço da tecnologia, ficou mais fácil encontrar formas de financiar o crescimento da sua empresa.

Para ajudar você nessa busca e aumentar as suas chances de sucesso, preparamos um guia com as principais práticas que você deve adotar para formar a base de investidores do seu negócio.

Neste post, listamos algumas recomendações valiosas sobre como encontrar esses investidores, apresentar o seu negócio e alavancar o crescimento da sua empresa. Então, prepare-se para tomar nota e ver a sua ideia se transformar em uma fonte de lucros!

Busque entender o que o investidor procura

Se você quer conseguir recursos para o seu negócio, a primeira recomendação é: entenda a cabeça do potencial investidor.

Como empreendedor, você deve conhecer bem o seu mercado de atuação. Mas já parou para pensar em quais empresas você mesmo investiria se tivesse recursos disponíveis?

Fazer esse exercício é interessante para, inclusive, entender os diferenciais do seu negócio e os pontos que precisam ser fortalecidos. A partir dessa análise, trabalhe para deixar a sua empresa o mais preparada possível para ser avaliada por possíveis investidores.

Analisar a concorrência também pode trazer ideias de como melhorar a imagem do seu negócio. Comparar os pontos fortes e fracos de sua empresa, agora em relação às concorrentes, pode gerar ideias de melhorias que podem ser implementadas para tornar o seu negócio ainda mais atraente para investidores.

Depois dessa reflexão preliminar, informe-se a respeito dos fatores que costumam ser observados quando alguém decide colocar (ou não) capital em determinada empresa.

É verdade, cada ramo de negócio tem riscos e características diferentes. Logo, uma análise para determinado setor não será tão útil para outro. Mas existem questões essenciais que serão sempre observadas, como risco e potencial de crescimento.

Procure entender quais costumam ser os termos mais comuns dos contratos estabelecidos entre empresas e investidores no seu ramo de negócio e também quais são os desdobramentos desses acordos em longo prazo.

Isso dará também uma ideia dos compromissos que você terá de assumir junto a investidores para obter um aporte e também se a sua empresa já está pronta para tal.

De forma geral, há quatro fatores que sempre são observados por investidores na hora de decidir investir em um negócio ou não:

  • prazo de retorno do investimento: seja transparente com seu investidor. É importante deixar claro qual é a previsão para que ele tenha seu dinheiro de volta;

  • previsão de receitas: com base no volume de recursos que você está buscando, elabore cenários para mostrar aos investidores o quanto o negócio poderia render com os aportes adequados;

  • escalabilidade: se o investidor vai colocar dinheiro em um negócio, ele quer saber qual é seu potencial de crescimento — e, portanto, o potencial de ganhos;

  • risco: todo investimento apresenta um risco e os investidores sabem muito bem disso. Assim, eles vão querer entender nos mínimos detalhes qual é o nível desse risco. Qual é a chance, por exemplo, do seu negócio falir sem conseguir devolver o capital recebido?

Coloque a contabilidade da sua empresa em ordem

Falar sobre atração de novos investidores é falar também sobre a saúde financeira do seu negócio. Isso significa que os registros e demonstrativos contábeis de sua empresa precisam estar impecáveis.

Procure manter seus dados contábeis sempre bem organizados e facilite o acesso dos investidores a eles. Além dos registros, faça também projeções para o seu negócio em diferentes cenários, buscando enxergar sua evolução ao menos nos próximos cinco anos.

Se possível, contrate um escritório ou consultoria especializada em contabilidade para organizar as suas contas. Hoje em dia, existem serviços especializados justamente para quem está em busca de investidores para um negócio.

Mas você deve estar se perguntando qual é o motivo de tanto cuidado. A organização da contabilidade da sua empresa será decisiva para um investidor estudar a viabilidade de investir em seu projeto. E são dois os principais motivos para essa demanda:

Avaliação da qualidade da gestão da empresa

Em primeiro lugar, é a contabilidade que vai mostrar aos investidores como os recursos financeiros da empresa vêm sendo aplicados.

Em outras palavras: ela serve como uma prova de que você sabe o que está fazendo na gestão do negócio e vai saber como administrar bem os recursos dos investidores para que eles tenham o retorno esperado.

Confiança no futuro do negócio

Em segundo lugar, contabilidade em ordem tranquiliza os investidores, que percebem que podem confiar na empresa.

Lembre-se: um dos piores pesadelos de qualquer investidor é investir em um negócio que não adota boas práticas de governança e não mostra exatamente onde foi parar o capital investido, muito menos se há chance de algum retorno para o investidor.

Identifique o tipo de investidor ideal para o seu negócio

Existem diferentes tipos de investimento a que você pode recorrer para conseguir capital para o seu negócio. Cada um deles vai atender empresas em diferentes estágios de desenvolvimento. Os principais são:

Crowdfunding

Pessoas comuns se reúnem para investir somas de dinheiro para apoiar um projeto. Hoje em dia é possível organizar esse investimento por meio de plataformas na internet, um processo conhecido como “vaquinha online”.

Esse tipo de investimento não envolve muita burocracia e geralmente os investidores ganham brindes ou algumas vantagens dependendo do valor investido. As plataformas mais conhecidas hoje são: Kickstarter, Kickante, Catarse, entre outras.

Equity-crowdfunding

Uma evolução da vaquinha virtual, inclui a possibilidade de converter o valor doado em ações ou participações da empresa no futuro. Algumas plataformas de crowdfunding que já têm posto esse modelo em prática são: Broota, EuSocio e StartMeUp.

Peer-to-peer lending (empréstimo coletivo)

Trata-se de empréstimos feitos por pessoas físicas para empreendedores investirem em seus projetos. Alguns exemplos de plataformas são: Biva, Nexoos e Kavod Lending.

Investidor-anjo

Um investidor especialista em determinado ramo de negócios que usa seu próprio dinheiro para investir em uma empresa que está começando (na maioria dos casos, uma startup). Esse investidor pode colaborar também com sessões de mentoria e networking.

Seed capital (capital semente)

Um dos primeiros aportes que um negócio recebe para se estabelecer. Esse tipo de investimento pode ser captado ainda na fase inicial de um negócio, quando ainda é necessário descobrir qual é a melhor forma de fazer a empresa crescer.

Aceleradoras

São próprias para empresas com potencial de crescimento rápido. Não é necessário ter um plano de negócios bem estruturado, pois a própria aceleradora pode ajudar com essa questão. No entanto, é necessário provar que o modelo de negócio é escalável.

Incubadoras

Entidades ligadas a programas de governo, políticas públicas ou iniciativas que buscam resolver problemas regionais. Aqui a burocracia é um pouco maior e a empresa precisa já ter um plano de negócios bem estruturado, que será analisado para determinar a concessão ou não de recursos para seu desenvolvimento.

Venture capital e private equity

Modelos de investimento para empresas mais maduras, que têm muito potencial para se tornarem grandes companhias em médio prazo. Aqui, os compromissos assumidos por quem recebe o aporte geralmente são maiores, assim como as exigências em relação à qualidade da gestão e dos processos do negócio.

Esse tipo de investimento é bastante focado em desenvolvimento e tecnologia. Ele também pode ser considerado como a última etapa antes de uma empresa lançar suas ações na bolsa de valores.

Percebeu como esses tipos de investidores são totalmente diferentes? Escolher aquele que se encaixa na realidade do seu negócio aumentará (e muito) as chances de sucesso.

Uma padaria, por exemplo, provavelmente não tem o perfil para buscar um investidor-anjo. Enquanto que uma startup, por sua vez, frequentemente não preenche os requisitos exigidos para obter investimentos junto a bancos, pelo menos nos anos iniciais do negócio.

Tenha algo concreto para mostrar

Não importa se você está procurando investidores para um negócio que já está consolidado ou para uma ideia que nem sequer saiu do papel: é preciso fazer a lição de casa e ter algo concreto para mostrar.

Você pode apresentar os resultados já obtidos ou projeções futuras, mas o que fará a diferença é a viabilidade do seu projeto em longo prazo.

Para isso, estude o seu mercado de atuação e entenda como o seu público-alvo se comporta. Se houver recursos para isso, rode a sua própria pesquisa para entender pontos que dizem respeito especificamente ao produto ou serviço que você deseja vender.

Uma alternativa é consultar empreendedores com negócios ou trajetórias semelhantes à sua, tanto em sua área de atuação quanto em outras com desafios parecidos. Para quem dispõe de recursos, é muito comum buscar referências de empresas no exterior com negócios afins.

No entanto, se você não puder ir pessoalmente até os locais de seu interesse, use a tecnologia a seu favor e entre em contato com as pessoas pela internet.

Seja proativo e apresente-se para indivíduos que são destaque em sua área de atuação. Use o e-mail ou as redes sociais para se apresentar e não tenha medo de pedir conselhos ou referências.

Se você é um empreendedor com mais experiência, sabe que o mínimo que conseguirá com essa tarefa é uma resposta negativa. Porém, tem ciência também que muitas portas são abertas a partir de um contato como esse.

Esse esforço vai ampliar suas referências e permitirá recolher ainda mais dados relevantes para a sua apresentação para investidores. Isso sem falar que o exercício também pode servir para refinar essa apresentação.

Lembre-se de que dados reais e factíveis são indispensáveis para vender bem o seu negócio! Não tente conquistar investidores experientes com base em meras intuições e percepções. Você pode gastar uma oportunidade valiosa que não voltará a ter no futuro.

Tenha em mente que eles vão questionar tudo o que você disser e, se você não estiver bem preparado para sustentar sua proposta, pode acabar perdendo a confiança de potenciais investidores.

Agora, o mais importante: se você se deparar com uma pergunta da qual não sabe a resposta, seja honesto. Tenha em mente que os investidores estão colocando dinheiro na mesa e, portanto, têm o direito de saber tudo sobre os riscos envolvidos.

Esforce-se ao máximo para vender bem o seu peixe. Ao mesmo tempo em que a transparência é importante, você precisa saber conquistar os investidores. Então, capriche na sua apresentação e mantenha os diferenciais do seu negócio sempre em evidência.

Como conseguir investidores com uma apresentação matadora?

A primeira questão que você deve ter em mente é que tudo (absolutamente tudo) conta na apresentação do seu negócio a potenciais investidores.

Sua pontualidade, sua escolha de roupas, o vocabulário que usa, o tom de voz que emprega, a velocidade imposta à fala, sua linguagem não verbal e a construção do arquivo de apoio, seja um documento de texto ou slides.

A avaliação vale para o pacote completo. No dia da apresentação, faça cada escolha com consciência. E, para ter certeza de que vai funcionar, teste e pratique antes.

Sua apresentação não é só sobre o seu negócio. Não adianta falar sobre a capacidade produtiva da fábrica ou os índices de atendimento ao cliente. Embora sejam informações importantes, elas podem ser discutidas depois.

Na verdade, esse momento de apresentação inicial deve ser totalmente focado nos objetivos do investidor e serve para responder a uma única pergunta: o que ele tem a ganhar fazendo uma parceria com você?

Se você quer realmente conquistar investidores, aproveite o tempo disponível (que provavelmente não será muito) para focar nas vantagens de investir no seu negócio. Se tiverem interesse em questões mais operacionais, eles mesmos vão perguntar. Só então é interessante entrar nesses detalhes.

Dica bônus: quando um investidor decide colocar dinheiro em seu negócio, ele na verdade está apostando em você e nas suas chances de sucesso. Nenhum investidor experiente coloca dinheiro na mão de quem não saberá o que fazer com ele. É indispensável, portanto, entender de negócios para conquistar os recursos que você precisa.

Assim, ajuda muito ter conhecimentos mais aprofundados sobre o mundo dos negócios, inclusive por meio de cursos de especialização em gestão. E agora que você já entende um pouco melhor como conseguir investidores para o seu negócio, pode avaliar qual é a melhor estratégia para você!

Ficou interessado? Então, leia o nosso post sobre o tema e tire qualquer dúvida que você tenha sobre as possibilidades de especialização em gestão!

Posso fazer pós-graduação em outra área ou só na que me formei?

Assim como estudantes que ainda nem ingressaram na universidade, profissionais já formados também se veem cercados de dúvidas em relação à sua carreira. As principais delas estão relacionadas à busca por melhores alternativas para alavancá-la e maneiras para se destacar em um mercado volátil.

Investir em uma pós-graduação ainda é um dos caminhos mais indicados para quem busca o sucesso. E disso você, provavelmente, já sabe. No entanto, fazer a escolha de qual a melhor formação ainda gera dúvidas: “posso fazer pós-graduação em outra área ou apenas na qual me formei?” é uma delas.

No post de hoje, responderemos a essa e outras questões que os profissionais fazem ao decidirem investir em uma pós. Ficou interessado no tema? Continue a leitura!

Posso fazer pós-graduação em outra área ou é melhor continuar investindo na de minha formação?

Ser um profissional generalista ou especialista? Essa é uma dúvida comum a quase todos os profissionais já graduados e que estão planejando como atualizar sua formação acadêmica para o mercado de trabalho.

O que é melhor: tornar-se um exímio conhecedor de uma única área (especialista) ou ser um profissional versátil, com múltiplas habilidades também fora da minha formação (generalista)?

A resposta para essa dúvida é categórica e vem de ninguém menos do que a Harvard Business Review, periódico de uma das universidades mais importantes do planeta, publicação extremamente respeitada no mercado e que costuma trazer dicas valiosas sobre o universo corporativo. A revista prova que ter pós-graduação em outra área costuma alavancar a carreira de muitos executivos.

Segundo essa pesquisa feita pela HBR, em 2016, com 400 estudantes que se formaram nos melhores MBAs dos Estados Unidos, os especialistas são, definitivamente, “punidos pelo mercado”. Além de terem oferta de empregos em menor quantidade, ainda possuem remunerações menores.

Para piorar, os bônus recebidos pelos especialistas são cerca de 36% menores do que os dos profissionais que têm pós-graduação em outra área, os generalistas.

Uma teoria que ajuda a explicar porque isso acontece é a aplicada no modelo corporativo chamado de T-Shaped. Em uma referência direta ao formato da letra “T”, o seu tronco vertical representa conhecimentos específicos em uma determinada área, e a parte horizontal a habilidade de compreender diversas disciplinas, mas não se aprofundar em nenhuma delas.

O profissional que quer se destacar precisa unir as duas partes e transformá-las em um perfil T. Em resumo, ter uma grande conhecimento específico da sua área, aquilo em que é especialista, mas ainda assim ter uma ampla parcela de experiências e habilidades fora dela: ou seja, generalistas.

Quem é apenas especialista pode encontrar dificuldades em sair da sua linha de pensamento e enxergar novas oportunidades. Por essa razão, a metodologia T-Shaped prega que é preciso ser multidisciplinar.

Isso torna profissionais completos, capazes de aplicar a sua expertise de maneira criativa, com uma visão sempre atenta ao que acontece em outros mercados.

Quais os impactos da pós-graduação na carreira dos executivos?

De acordo com um estudo da consultoria Produtive, 68% dos executivos bem-sucedidos no mercado já têm uma ou mais pós-graduações. A partir da segunda especialização, evidentemente, esses profissionais começam a buscar maior ramificação de seu campo de conhecimento, em uma tentativa de adquirir uma visão mais sistêmica do mundo empresarial.

Essa visão da capacitação como investimento explica muito do porquê das disparidades entre profissionais de uma mesma área. Enquanto alguns chegam aos 40 anos no topo da carreira, outros amargam a estagnação, ou até mesmo a “expulsão” de sua área de atuação.

Vale lembrar que a mesma pesquisa ainda mostra que quem tem mais de uma pós-graduação tem salários 38% superiores a quem tem apenas uma titulação dessa categoria.

Por analogia, nem precisa dizer que a distância entre parar na graduação e fazer uma pós é imensa, certo? A questão é que, além de fazer uma especialização, também é preciso considerar a possibilidade de estender sua formação. Trata-se de uma tendência mundial.

Como escolher um curso de pós-graduação adequado às suas necessidades profissionais?

A popularização do acesso ao ensino superior trouxe aos profissionais já atuantes no mercado a chance de mudarem os rumos da sua carreira. No entanto, essa ampla quantidade de cursos de pós-graduação aumenta as possibilidades, mas também pede cuidado na hora de tomar decisões.

Não é raro encontrar profissionais com uma ou mais pós-graduações no currículo sem fazer qualquer uso prático delas. Por isso, antes de sair se matriculando em uma pós, o ideal é estabelecer uma meta consciente e realista sobre o que você espera para o seu futuro profissional.

Os cursos de pós-graduação não são iguais. Cada um deles é desenvolvido para ajudar estudantes a cumprirem objetivos específicos.

Por exemplo: seu sonho é ser promovido na empresa, mas faltam conhecimentos específicos na sua área? Ou é abrir o seu próprio negócio? Nesses casos, os cursos mais indicados são os lato sensu (“sentido amplo”), voltados para uma atuação direta no mercado de trabalho corporativo. Nessa categoria se inserem as especializações, os MBAs e os masters.

Digamos, no entanto, que o seu objetivo maior é trabalhar com o desenvolvimento de pesquisas e projetos para as mais diversas áreas. Aqui, os cursos mais indicados são os stricto sensu (“sentido restrito”), que, como o nome sugere, são restritos para a carreira de docência e pesquisa. São eles os mestrados e os doutorados acadêmicos.

Há restrições para fazer uma pós-graduação em outra área?

Em tese, não somente a pós-graduação lato sensu, (voltada ao ingresso direto no mercado de trabalho, com duração média de 1 ano e meio) pode ser em área diferente de sua graduação, mas até mesmo a maioria das especializações do tipo stricto sensu (voltadas à docência e à pesquisa, com duração de 3 a 5 anos) podem ser cursadas por estudantes de graduações diferentes.

Embora isso fique a cargo de cada faculdade, em linhas gerais, saem dessa lista apenas os mestrados cuja área de atuação implique em alguma habilitação específica (caso da Medicina).

No entanto, até mesmo profissionais dessas áreas estão investindo em formações que não tenham ligação direta com o que aprenderam na faculdade, mas que na prática ajudam a melhorar a sua atuação profissional.

Médicos que almejam trabalhar na coordenação de hospitais e clínicas, por exemplo, podem se beneficiar com uma formação em gestão de empresas ou em gestão de pessoas. O mesmo vale para psicólogos que sonham em construir uma carreira trabalhando com crianças e podem investir em uma especialização na área de educação.

Ou até mesmo engenheiros que desejam atuar em mercados internacionais e podem investir em um curso de comércio no exterior ou relações internacionais. Esses são apenas alguns exemplos dentre uma gama de possibilidades!

Em geral, em relação às pós-graduações lato sensu, como especializações (centralizadas no aprofundamento em uma área) ou MBA (com foco nos negócios e no aprimoramento das estratégias de gestão para executivos), não somente é possível diversificar seu campo de estudo, como trata-se de uma decisão inteligente e que vem se tornando um caminho sem volta no mercado de trabalho.

E os requisitos para fazer isso acontecer é mais fácil do que muitos profissionais imaginam. Mas isso é algo que explicaremos mais à frente.

Quais as motivações de quem faz uma pós-graduação em outra área?

Mudar o foco da carreira, dar mais amplitude ao seu campo de formação ou unir conhecimento de áreas distintas: essas são algumas das razões para fazer uma pós-graduação em uma área diferente da formação do profissional.

Isso sem falar na vantagem de ter duas áreas possíveis de atuação, algo que, como estratégia de recolocação profissional, é excelente. E os frutos desses investimentos são visíveis ainda durante o curso.

Imagine, por exemplo, a valorização profissional de quem tenha graduação em Contabilidade, atue na área de compliance e decida fazer uma pós-graduação em Direito? Certamente, teria uma imensa vantagem sobre seus colegas de formação monotemática, concorda?

E o que dizer de um Economista que decida fazer uma especialização em Gestão, podendo ainda dar maior ênfase em uma dessas 5 áreas: Finanças, Marketing, Negócios, Pessoas ou Projetos?

Dominar em 360° a dinâmica empresarial o tornará mais competitivo, mais preparado para ganhar uma promoção, buscar uma colocação profissional melhor no mesmo segmento ou mesmo mudar de área.

Pois bem, esse é, em última análise, o objetivo de uma especialização: torná-lo mais adaptado aos desafios multifacetados do mercado. Em resumo, fazer uma pós-graduação em outra área dá ao profissional:

  • duplicação nas possibilidades de colocação/recolocação profissional.

  • chance de mudar de área (da Gestão para a Economia, do Jornalismo para o Marketing, da Contabilidade para a Atuária etc.);

  • oportunidade de se tornar um profissional multidisciplinar.

  • sinalizar ao mercado que você não está acomodado;

  • ampliação e maior diversificação de seu networking;

  • visão mais ampla do universo empresarial;

  • maior domínio e capacidade de proposição de soluções aos desafios propostos pela empresa.

Ganhar mais conhecimento na área ou mudar de carreira são as principais possibilidades trazidas pela pós-graduação. Mas é preciso apenas ter cuidado com a regulamentação das profissões. Para serem exercidas, muitas delas exigem além do diploma de graduação, um registro no órgão da classe.

Por essa razão, complementaridade de conhecimentos é um parâmetro importante para escolher uma pós-graduação. Não adianta investir em um curso na área de nutrição, por exemplo, se você não possui diploma na formação ou registro no Conselho Regional de Nutricionistas (CRN).

Quais são os requisitos para fazer uma especialização ou um MBA em outra área?

Cada instituição de nível superior define as próprias regras para selecionar os alunos para seus cursos de pós-graduação.

A Fundação Dom Cabral, por exemplo, eleita pelo jornal britânico Financial Times como a 12ª melhor escola de negócios do mundo, possui os seguintes requisitos para matrícula em seus cursos de pós-graduação (como a especialização em Gestão, por exemplo):

  • preenchimento da ficha de inscrição;

  • entrevista de seleção (individual). Para participar da entrevista, é preciso que o candidato tenha completado a sua graduação.

Documentos Necessários para a entrevista:

  • Curriculum Vitae atualizado;

  • histórico escolar (cópia).

  • Documentos necessários para a matrícula:

  • diploma de conclusão de curso superior (Licenciatura Plena ou Bacharelado), ou diploma de conclusão de curso sequencial de Formação Específica (original e cópia frente e verso);

  • documento atual com foto e CPF.

E quanto à docência?

Mesmo com uma carreira encaminhada dentro do mundo corporativo, muitos profissionais ainda visualizam a oportunidade de trabalhar com docência como uma possibilidade. As leis que regulamentam a educação no Brasil seguem uma série de regras básicas, as quais é importante entender, pois elas exigem formações e conhecimentos específicos para cada área de ensino.

Em geral, dos professores da educação infantil e ensino fundamental I, que lecionam para crianças até 5º ano, a maioria das instituições exige uma formação específica em Pedagogia. Com essa formação, o profissional também é capaz de atuar em creches e pré-escolas.

Já para o ensino fundamental II, que vai do 5º até o 9º ano, o profissional precisa ter uma licenciatura em determinadas áreas do conhecimento, que serão abordadas na preparação do estudante para a universidade. São elas Ciências Biológicas, Letras, Física, Química, Matemática e Geografia. Ao terminar a graduação, o profissional já está habilitado para dar aulas.

No entanto, diferente do que muitos pensam, para ser um professor de ensino técnico ou superior não é necessário ter uma formação específica em Pedagogia. No caso dos cursos técnicos, qualquer profissional com um diploma em licenciatura ou bacharelado e, em determinados casos, uma especialização lato sensu, está habilitado a lecionar.

A mesma ideia vale para os cursos superiores. A diferença está nas exigências das instituições. Enquanto as faculdades privadas pedem uma especialização lato sensu, as universidades públicas exigem uma pós-graduação stricto sensu, que são os mestrados e doutorados.

Já deu para perceber que não há muito segredo, nem burocracia, certo? Fazer uma pós-graduação em outra área exige apenas esforço, disposição em fazer um investimento curto com retorno para a vida toda e muita vontade de crescer na carreira! Vale a pena.

E para quem a pergunta “posso fazer pós-graduação em outra área?” ainda não saiu da cabeça, esperamos que este post tenha sido esclarecedor. Para aprender ainda mais sobre o assunto, confira também o que considerar antes de escolher o seu curso!

Coaching de carreira: como saber se está na hora de você ter um?

Na busca por sucesso profissional, você precisa investir no seu desenvolvimento. Uma das alternativas disponíveis é o coaching de carreira. Trata-se de uma atividade na qual você recebe orientação de um especialista — um coach — para entender melhor a si mesmo e, assim, atingir seu pleno potencial.

O coaching de carreira ainda não é uma atividade acessível para todos. Portanto, se você tiver condições de realizá-lo, certamente vai ter uma vantagem competitiva no mercado de trabalho.

Porém, nem todos precisam de coaching; existe um certo momento da carreira em que ele é mais relevante, enquanto, em outros momentos, pode ser um investimento sem muito retorno.

Neste post, você vai entender quais são as pistas que indicam o momento ideal para contratar um coach. Será que está na hora de você ter um? Leia e descubra!

Você já cobriu o básico

Se você quiser fazer um bolo, não vai começar aprendendo a fazer a decoração. Primeiro, vai aprender a fazer uma massa muito boa e um recheio saboroso. Esses são os elementos básicos de um bolo. Sem eles, a decoração não vai adiantar.

O mesmo vale para sua carreira. O coaching de carreira é a decoração — a cereja no bolo. Porém, a massa e o recheio são a sua formação e a sua experiência. Se você ainda não tem esses dois elementos bem desenvolvidos, sólidos, não adianta buscar um coach.

Dessa maneira, se você nem se formou ainda, não fez uma especialização, ou acabou de começar a trabalhar, ainda não é a hora de investir seu dinheiro em um coach.

Você está estagnado há algum tempo

Um dos sinais de que é hora de contratar o coaching de carreira é a estagnação. Você trabalha há muitos anos no mesmo segmento (talvez, até, na mesma empresa) e não consegue avançar ou conquistar uma promoção. Além disso, sente-se preso e não vê progresso.

Por outro lado, se a sua carreira vem avançando normalmente, a princípio, não existe razão para contratar um coach. Aliás, cuidado: alguns profissionais apresentam um perfil de alta expectativa, que se traduz por “muita pressa em ver crescimento”. Passar um ou dois anos sem uma promoção está longe de ser considerado estagnação. Então, tenha paciência.

Você não sabe o que está errado ou onde precisa melhorar

No item anterior, nós falamos sobre estagnação. Acontece que, em alguns casos, você sabe bem qual é o motivo da sua carreira não estar progredindo.

Pode ser, por exemplo, um caso específico: a empresa em que você trabalha está atravessando um momento ruim, e não pode oferecer novas oportunidades aos funcionários. Nessa situação, o coach vai poder fazer muito pouco por você — exceto, talvez, ajudá-lo a decidir se vale a pena continuar na mesma empresa, ou se é melhor buscar oportunidades em outro lugar.

Em outros casos, você está estagnado, mas não tem ideia do motivo. Isso é muito comum quando você não conta com o feedback do seu gestor. Nessa situação, o coach pode ajudá-lo a identificar quais são os fatores que estão impedindo seu progresso na carreira. Esse insight pode ser tudo que você realmente precisava para crescer profissionalmente.

Você está em um bom momento da sua vida pessoal

Apesar de muitas pessoas terem a imagem do coaching como uma espécie de terapia, ele não é. Se os problemas que estão afetando sua vida profissional são, na realidade, de fundo pessoal (como um divórcio ou uma morte na família), ele não vai poder ajudar muito. Nesse caso, seria mais adequado realmente buscar um terapeuta.

Se você está atravessando um momento complicado na sua vida pessoal, adie a contratação de um coach. Mesmo que você comece o processo de coaching, provavelmente não conseguirá se dedicar profundamente a ele, porque outras questões vão estar em prioridade. Então, gastar com essa atividade será uma tentativa de “tapar o sol com a peneira”, além de um grande desperdício de dinheiro.

Você tem condições financeiras de investir

Infelizmente, o dinheiro é um fator importante para decidir se é hora de fazer coaching de carreira. É por esse motivo que a atividade ainda não é muito disseminada: o tempo de um coach, devido ao seu nível de expertise, não é barato.

Por esse motivo, considere se você tem condição financeira de arcar com esse compromisso. Tenha em mente que o coaching é um processo, portanto, uma sessão não vai resolver seus problemas.

Mesmo que você tenha o dinheiro para investir, também é necessário considerar o “custo de oportunidade”. Quanto você pode perder, se não contratar um coach hoje mesmo? Se não conseguir identificar uma boa razão, talvez não seja tão importante assim, nesse momento.

Acima de tudo, cuidado para não contratar um coach simplesmente porque é tendência. Você deve ter um bom entendimento dos benefícios reais que o coaching de carreira poderá agregar aos seus resultados e ao seu crescimento.

Você fez uma entrevista inicial, e gostou

A boa notícia é que você não precisa tomar sua decisão totalmente no escuro. Para concluir se é hora de contratar o coaching de carreira, você pode realizar uma entrevista inicial com o próprio coach. Ele vai ajudá-lo a avaliar o estado atual da sua carreira e diagnosticar a contribuição que o processo de coaching poderá trazer para o seu desenvolvimento.

Além disso, essa entrevista também permitirá observar se você gosta do método do coach escolhido. Como se trata de um processo extremamente pessoal, é importante que você esteja à vontade com o profissional que vai acompanhá-lo e o caminho que será traçado para chegar ao seu objetivo: desenvolvimento e progresso na carreira.

Não há dúvidas de que o coaching de carreira é uma ferramenta poderosa no caminho para o sucesso. Porém, um profissional inteligente lança mão de suas ferramentas no momento certo. Se agora não é a hora de procurar um coach, isso não significa que você deva ficar parado; talvez seja melhor buscar outras formas de desenvolvimento, como uma especialização.

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