Análise Pestel: entenda como essa ferramenta funciona

Quando precisamos estruturar uma empresa e planejar as operações para produzir um produto ou entregar um serviço, existem diversas ferramentas de gestão que podem nos ajudar. Uma delas é a análise PESTEL (ou PESTLE) — muito útil para examinar e monitorar o cenário geral (macro) em que o negócio se encontra.

Por isso, neste post vamos entender o que é esse framework e como ele funciona. Veremos os fatores ambientais que motivam esse tipo de diagnóstico e por que isso é importante para um negócio. Acompanhe!

O que é a análise PESTEL?

Trata-se de uma ferramenta usada principalmente por gestores, profissionais de marketing e empresários para ter uma visão de diversos ângulos do ambiente externo à empresa. Como essa avaliação tem o objetivo de identificar fatores que possam impactar o negócio — seja de forma direta ou indireta —, ela é fundamental para o desenvolvimento de um planejamento estratégico.

São esses fatores que constituem a sigla PESTEL, cujas letras correspondem aos quesitos políticos, econômicos, sociais, tecnológicos, ecológicos e legais. Inclusive, os resultados do exame desses elementos podem contribuir para o reconhecimento das forças e fraquezas da análise SWOT.

O que analisar em cada um dos fatores?

Vejamos o que é necessário ter em mente antes de analisar os seis fatores PESTEL.

Fatores políticos

A situação política de um país tem grande influência sobre os negócios. Para se ter uma ideia, em momentos turbulentos no Brasil, como o período de eleições ou de decisões governamentais importantes, é comum que a cotação do dólar sofra grande variação, interferindo em diversos setores do mercado.

Outro exemplo está na área dos serviços digitais, em que uma solução inovadora faz tanto sucesso que consegue atingir uma parcela considerável da população. Dependendo dos interesses dos legisladores, pode ser que eles votem leis para regular esse serviço. O mesmo vale para a criação de normas relacionadas à saúde, comércio, segurança etc.

Fatores econômicos

É válido destacar que o cenário econômico tem um vínculo muito forte com questões políticas, portanto, é preciso analisar fatores relevantes para o país como um todo, como:

  • inflação;

  • taxa de desemprego;

  • taxa de juros;

  • sinais de crise econômica;

  • situação da dívida externa;

  • decisões do Banco Central.

Além disso, temos que observar tendências e movimentos que dizem respeito diretamente ao setor em que empresa atua. Isso envolve os preços das matérias-primas, a demanda do mercado por soluções que tenham alguma relação com o que o negócio oferece, a existência ou não de parceiros comerciais, entre outros.

Fatores sociais

Para os fatores sociais, é preciso levar em conta características como demografia, cultura e até mesmo saúde. Devemos considerar também métricas que nos mostrem dados sobre o comportamento do consumidor.

As informações abaixo, por exemplo, são essenciais para entender se o ambiente social em questão tem aspectos compatíveis com o seu público-alvo ou não:

  • faixa etária que compõe a maior parte da população;

  • classe social dominante em determinada região;

  • a importância da cultura para determinado mercado;

  • expectativa de vida das pessoas.

Em conjunto com esses dados, pesquisas que ajudem a entender melhor os hábitos de compra dos seus clientes e aqueles em potencial são meios bastante pertinentes de compreender o contexto social do qual a empresa faz parte.

Fatores tecnológicos

A tecnologia tem um potencial transformador enorme, sendo responsável por quebrar indústrias inteiras ou fazer um pequeno negócio decolar e conquistar milhares (ou até milhões) de clientes. Por esse motivo, se atualizar em relação às tendências tecnológicas é obrigação de toda empresa que deseja se manter competitiva.

Sendo assim, procure conhecer o que há de novo nesse mundo. Pode ser que exista uma solução capaz de multiplicar a produtividade do seu negócio ou mesmo uma novidade implementada por um concorrente com possibilidades reais de interferir negativamente nas suas operações.

Fatores ecológicos

Os fatores ecológicos se relacionam principalmente com o meio ambiente. Logo, uma análise adequada aqui busca responder às seguintes perguntas:

  • Existe um problema ambiental que a sua empresa pode ajudar a resolver e receber por isso?

  • As atividades da sua empresa prejudicam o meio ambiente de alguma forma?

  • Existem problemas ambientais que podem interferir nas suas operações (desastres naturais, poluição, temperaturas muito altas ou muito baixas etc.)?

Tenha em mente que a localização geográfica e as condições meteorológicas ao longo do ano também podem afetar a empresa, dependendo do seu negócio.

Fatores legais

Legislação trabalhista, direito do consumidor, segurança no trabalho e acordos de comércio exterior; todos esses são exemplos de fatores legais que as empresas devem conhecer e seguir conforme a lei determina.

Sem o conhecimento adequado das leis do país — ou dos países, para empresas que trabalham com o mercado internacional —, o negócio poderá sofrer as consequências. Em casos mais graves, é possível que ele precise lidar com penalidades que o obriguem a encerrar as atividades ou ter que conviver com uma mancha na sua imagem porque cometeu alguma transgressão (mesmo que sem a intenção).

Como utilizar essa ferramenta?

Para fazer a análise PESTEL, é interessante utilizar uma planilha indicando todas as seis categorias que vimos acima. Para cada uma, liste em torno de 10 fatores, desde que eles sejam de fato representativos para a sua empresa e que reflitam a situação atual do mercado.

Além disso, procure montar uma equipe para elaborar esse documento em conjunto. Por mais que seja possível fazê-lo individualmente, listar os fatores em grupo ajuda a trazer pontos de vista diferentes sobre a situação do ambiente externo à empresa e evita o viés possivelmente causado por uma única visão.

A análise PESTEL é, portanto, um excelente método para empresas que queiram desenvolver um novo planejamento ou reformular uma estratégia já em andamento. Ele certamente trará mais clareza para as decisões e será uma peça-chave para direcionar o sucesso do negócio.

Gostou do artigo? Percebeu como é importante ter uma ferramenta que auxilie no entendimento do cenário externo antes de efetivamente direcionar suas táticas? Então, queremos convidá-lo a conhecer a Especialização em Gestão com ênfase em Negócios, uma pós-graduação voltada para quem deseja aprender ainda mais sobre planejamento estratégico — tanto na teoria quanto na prática!

 

7 hábitos para abandonar e obter sucesso profissional

 

Muito se ouve falar sobre obter sucesso profissional. Esse parece um patamar que todos querem alcançar: pergunte para cada colaborador da empresa e constate essa realidade. Contudo, nem todos assumem posturas necessárias para alcançá-lo.

Além de muito foco e dedicação, quem quer ser um profissional de sucesso não pode permitir que alguns hábitos nocivos a esse objetivo permaneçam em seu dia a dia. É disso que falaremos hoje: veja 7 práticas para extinguir da sua vida e ser bem-sucedido!

1. Consentir amadorismos

Obter o sucesso profissional diz respeito a se destacar dentro da sua atuação. Ser uma referência na sua área, entregar excelência em todos os processos, alcançar resultados ousados etc. Tudo isso não vem para amadores.

Muitos profissionais caem no erro de permitir que essa característica invada seu desempenho em algum momento, seja nas atividades executadas fora dos prazos ou na falta de cuidado com a comunicação.

Pense em profissionalizar todos os setores da sua carreira: como alguém de sucesso deve se portar? Como é a comunicação dele? Como ele aplica feedbacks? Um profissional de sucesso faz marketing pessoal online? E offline?

Lembre-se de que o posicionamento é muito importante e, no caso de sua carreira, você é a sua marca. Uma vez que você foca em não ter nenhum momento de amadorismo no decorrer dela, o reconhecimento aparece de todos os lados.

2. Agir sem planejar

Um profissional de sucesso precisa ser estratégico em absolutamente todas as suas ações. Diante disso, as posturas precisam ser planejadas. Quais são os próximos passos que você deseja dar na sua carreira?

Defina seus objetivos e estabeleça metas quantificadas: em quanto tempo, usando quais recursos? No caso dos resultados da sua equipe e função, a mesma regra é válida. O importante aqui é ter um bom direcionamento.

Os lances dinâmicos, que pedem decisões rápidas, podem ser pensados e esquematizados também. Busque sempre pela alternativa mais vantajosa, pensando no período que sucede aquele momento.

Trace caminhos, destaque os melhores meios e não tenha medo de recalcular a rota caso algo não saia conforme planejado ou oportunidades surjam. Você tem condições de usar as suas melhores habilidades e competências para tomar os melhores rumos.

3. Procrastinar decisões e tarefas

A procrastinação de tarefas é algo que você deve evitar, sem ressalvas. Faça o que você tem que fazer no tempo correto, sem deixar para depois ou adiar porque é algo demorado. Essa atitude é saudável e evita atrasos e sobrecargas.

Além disso, é importante que você tome as decisões importantes do negócio em tempo hábil. Há momentos em que o mercado ou as análises internas pedem um posicionamento e demorar a assumi-lo é sinônimo de perdas.

Se há uma oportunidade de negócio, uma abertura para investimento, um novo modus operandi cuja implantação precisa ser imediata, não hesite: levante todas as informações pertinentes para basear a decisão e bata o martelo.

4. Abrir mão de delegar as atividades

O sucesso profissional de uma gestão ou liderança tem muito a ver com os resultados que a equipe entrega. Sendo assim, ter uma equipe alinhada às tarefas significa que o trabalho é bem desempenhado.

Diante disso, é importante que você não se esqueça de delegar bem as atividades. Ainda que o seu time opere com autonomia — o que é muito bom —, é sua função mapear os processos e estabelecer os padrões a serem alcançados.

Não deixe sua equipe abandonada. Mesmo que a confiança do desempenho seja plena, ter o líder por perto é essencial para que tudo ocorra com excelência, inclusive o andamento das tarefas. Nesse sentido, delegue aproveitando ao máximo o potencial de cada um.

5. Estar constantemente ocupado

É muito comum ouvir que o mercado busca por um profissional que seja multitarefa. Muito comum às novas gerações, essa característica pode ser facilmente confundida. Lembre-se de que estar sempre fazendo algo não significa fazer de uma forma satisfatória.

Preocupe-se mais em estabelecer uma boa organização de prioridades do que estar sempre respondendo e-mails — o que por sinal é um hábito nocivo — ou aparentemente executando alguma atividade. Lembre-se de que, nesse caso, é muito mais importante entregar qualidade do que quantidade.

Portanto, mantenha seu foco. Essa é uma grande lição que a regra 80/20 nos ensina: dar ênfase na execução do que traz a maior parte dos resultados. Ser eficiente não é totalmente sobre alcançar grandes propósitos, mas sim sobre fazer o máximo utilizando recursos mínimos para aquela ação.

6. Não se preocupar com inovação

É claro que o fator inovação está ligado à tecnologia, mas não é exclusivo desse gênero. Inovar é sobre encontrar novos métodos de realizar algo. Se você encontra uma forma mais dinâmica de mapear um projeto, por exemplo, está inovando.

Analise os processos da sua função, buscando pelos gargalos e caminhos que são difíceis ou onerosos. Pense em alternativas e soluções para executá-los. Proponha e teste esquemas, anote os resultados e assim continue aprimorando-os cada vez mais.

7. Deixar de investir em aprendizado

Sua carreira precisa ser uma evolução. O sucesso é uma construção e por isso você não pode deixar de investir em se profissionalizar. Pense em cada momento como um passo na busca do que você almeja.

Ao alcançar uma posição, estabeleça novas metas de crescimento. A ascensão profissional é resultado de muito trabalho, sem deixar de lado as reciclagens e o aprendizado na direção daquilo que o mercado exige e que você quer e se identifica.

Para manter-se competitivo, é essencial que você pense em formas de se aprimorar, não deixando de lado a opção de realizar especializações. Outro aspecto é importante é ser ativo na área, participando de eventos e fortalecendo parcerias estratégicas.

É muito importante que você trabalhe a visão de ir sempre além, não se contentando com mais do mesmo. Lembre-se de que as recompensas são proporcionais à sua dedicação.

Obter sucesso profissional é um trabalho de todos os dias, no qual hábitos como os que citamos podem ser altamente prejudiciais. Mesmo parecendo inofensivos, eles devem ser evitados, pois trazem resultados negativos.

Você conhece pessoas que tem esses costumes? Ajude-as a darem um passo a mais no caminho do êxito: compartilhe este artigo nas suas redes sociais!

 

Tudo o que você precisa saber sobre o networking

Encontrar boas oportunidades de carreira não depende apenas de diplomas, títulos e processos seletivos. Existe uma prática que pode contribuir para que talentos sejam vistos e cobiçados: estamos falando do networking.

Prospectar e ser prospectado se torna algo mais natural e produtivo quando se tem uma rica rede de contatos profissionais. Isso vale para quem está em busca de (re)colocação; para quem precisa preencher vagas com pessoal qualificado e diferenciado; e, também, para quem procura mapear e identificar potenciais clientes ou parceiros para a realização de negócios em startups e empresas de todos os portes.

Neste post, abordaremos a relevância dessa prática e listaremos alguns direcionamentos sobre como fazer networking de qualidade e ter o tempo investido da forma mais produtiva possível. Siga a leitura e perceba a importância de criar um terreno favorável para trilhar caminhos positivos na trajetória profissional, por meio de uma teia valorosa de relações.

O que é networking?

Em inglês, “net” significa rede, e “work”, trabalho. Aproveitando essa semântica, “networking” expressa a habilidade de construir redes de contato, mas não só isso. O sentido só se completa quando há a capacidade de manter e de ampliar as conexões estabelecidas, com a finalidade de cultivar interações profissionais em diversos ambientes. Aqui, a perspectiva do relacionamento deve ser prioridade.

No meio empresarial, o termo é amplamente utilizado e envolve o grupo de contatos que uma empresa ou um profissional precisa manter próximo e ativo para capturar algum tipo de retorno. Por exemplo:

  • conhecer fornecedores;

  • viabilizar vendas;

  • atrair clientes;

  • oferecer serviços;

  • coletar informações estratégicas.

O networking acaba sendo um encontro de pessoas que podem oferecer suas qualidades, com aquelas que precisam agregar à sua carreira ou ao seu empreendimento profissionais gabaritados e interessados em crescimento. A tática é diferente do simples ato de socializar, pois o foco não é manter-se popular, ter uma roda de amigos para lazer ou para programar uma viagem em grupo.

Tudo isso pode até acontecer, sim, mas é importante que a intenção em gerar um valor agregado aos interesses profissionais não se perca. Mais do que “ser bem relacionado”, é preciso interagir com as pessoas certas, ser lembrado por quem pode oferecer retornos para um desenvolvimento de carreira.

Como você pode ver, não se trata de uma habilidade meramente relacional: ela tem um cunho empreendedor, de visão de negócios também. É por isso que saber tecer um networking é uma aptidão tão valorizada em seleções de pessoal. Ela representa uma facilidade em articular pessoas em prol de objetivos específicos.

Recrutar candidatos que apresentem essa facilidade é trazer para a empresa pessoas com a qualidade de:

  • identificar oportunidades;

  • intervir em uma conversa na hora certa;

  • ter abordagens certeiras;

  • usufruir do poder de influência;

  • fazer amarrações produtivas.

Portanto, um networking bem construído traz não só uma rede profissional para troca de experiências e informações, mas também potencializa oportunidades por meio de relacionamentos sólidos e, quem sabe, duradouros.

Quais os benefícios do networking bem construído?

Manter bons relacionamentos e aumentar o círculo social é bom, mas não é suficiente para uma visão empresarial ou de carreira.

Networking vai além e abre janelas de oportunidade para que sejam usufruídas a curto, médio e longo prazos. Por isso, é importante elas estarem sempre abertas, já que não se sabe quando será necessário lançar mão desse recurso. O ideal é planejar ascensão profissional e ampliação dos negócios, mas nem sempre isso é possível.

Além disso, o simples fato de conviver com pessoas inspiradoras abre a mente para o novo, para o desconhecido, para outras visões de mundo. Isso contribui para nossa capacidade de reconhecer e aprimorar boas ideias e de ampliar nosso potencial criativo.

Manter-se conectado é uma postura que traz ganhos e que, nos moldes atuais do mercado, deixou de ser opção e virou algo essencial para empresas e para profissionais.

Para deixar mais claro quais são as vantagens de se estabelecer um bom networking, listamos alguns retornos que tanto negócios quanto pessoas podem alcançar. Acompanhe!

O que os profissionais ganham

Com um networking bem constituído, profissionais de todas as esferas — iniciativa privada ou pública, liberais e consultores — passam a contar com:

  • uma rede de contatos útil em diversas ocasiões da carreira;

  • melhores chances de colocação no mercado;

  • maior satisfação e qualidade de vida no trabalho, por poderem ter apoio em diversas especialidades e ocasiões;

  • diferenciação perante outros profissionais com uma rede limitada ou com postura individualista;

  • interesse das empresas no perfil conciliador, negociador e comunicativo;

  • oportunidade para desenvolver liderança;

  • contato com referências relevantes no mercado de trabalho;

  • troca de experiências;

  • acesso a informações que podem ter utilidade estratégica;

  • abertura de caminhos para ascensão profissional;

  • maior exposição para que o profissional seja visualizado por “caçadores de talentos”;

  • satisfação em auxiliar outras pessoas — afinal, networking é troca;

  • possibilidade de conhecer conexões de outras pessoas e perceber onde é oportuno estar inserido;

  • contato com profissionais que aprimoram e complementam as competências acumuladas;

  • oportunidade de aperfeiçoamento, a partir de um senso crítico a respeito de pontos fracos que ficam nítidos diante das qualidades alheias;

  • melhoria dos projetos em andamento, a partir do conhecimento de vivências de outros profissionais.

O que as empresas ganham

O networking é altamente proveitoso não apenas para pessoas físicas, mas também para os negócios. Alguns dos benefícios para o meio empresarial são:

  • novos parceiros para incremento do negócio — na condição de fornecedor, prestador de serviços, sócio ou investidor;

  • alcance de clientes em potencial e aprofundamento da relação com a base atual;

  • incremento das vendas;

  • maior visibilidade da empresa, tornando-a mais conhecida em um círculo de pessoas de interesse por poderem agregar algum valor ao negócio;

  • aumento do poder de influência dos gestores e da marca como um todo;

  • detecção de oportunidades de negócio;

  • formação de alianças estratégicas, especialmente com consultores que podem otimizar o negócio com o conhecimento que eles têm do mercado;

  • melhores condições para aumentar a competitividade do empreendimento;

  • ampliação da relevância da marca no mercado;

  • empresas em fase inicial e startups podem abrir canais para fortalecer sua imagem e ajudar a ocupar um bom posicionamento no mercado.

Quais as armadilhas ao tentar estabelecer um networking?

Quem busca os benefícios listados acima deve, primeiramente, esquecer a ideia de que networking se confunde com uma atitude reprovável de “forçar amizades” ou “puxar saco” de quem pode trazer algum retorno favorável.

O conceito gira em torno de uma tática inteligente de articulação de forças em prol da carreira ou do sucesso da empresa. Não há mal algum em investir em aproximação, agregação de conhecimentos e ampliação do poder de influência.

Essa descrença no papel do networking faz com que algumas pessoas relutem em dedicar-se a ele. E, por não compreenderem ainda o valor de uma rede de contatos adequada, acabam perdendo boas oportunidades de crescimento.

Como você já entendeu a relevância dessa prática, vale prestar atenção a algumas ideias e práticas que nada colaboram para uma atuação produtiva no que se refere a conexões interpessoais. Evite essas armadilhas tanto quanto possível!

Esperar um momento de necessidade para atuar

Já mencionamos que um networking eficiente é aquele que cria e mantém janelas de oportunidade continuamente abertas. Assim, elas podem ser acionadas sempre que alguma necessidade surgir, especialmente as imprevistas.

Lembrar-se da rede de contatos só na hora do aperto não será produtivo e poderá gerar uma sensação de oportunismo, em que não há um cultivo e se espera apenas uma colheita. Ninguém gosta de se sentir usado ou explorado, e é isso que pode acontecer quando só se é lembrado nos momentos difíceis de alguém que se pretende parceiro.

Deixar a marca apagada ou desatualizada

Quem poderia se interessar por quem não demonstra zelo pelo desenvolvimento de sua imagem e de sua própria marca? Qual perfil em redes sociais será visualizado se ele não compartilha temas relevantes e não informa qual contribuição o profissional vem dando para algum trabalho, alguma causa?

Hoje, as vitrines não são mais só físicas, são cada vez mais virtuais. Investir em marketing pessoal digital é essencial para criar uma noção de legitimidade e propriedade em relação ao universo profissional onde se está ou se deseja inserir.

Levar conhecidos para eventos de trabalho

Uma vez que a tendência humana é se manter na zona de conforto, ficamos à vontade quando estamos acompanhados por quem já conhecemos.

Isso é um impeditivo para a abertura ao novo. Ficamos “com preguiça” de nos aventurar, baixar a guarda e iniciar uma conversa, entregar um cartão, pedir um e-mail ou telefone, iniciar uma nova conexão. Então, experimente ir sozinho ao próximo evento profissional e esqueça a ideia de que ficará deslocado.

Não se preparar para encontros profissionais

Em eventos do estilo feiras ou palestras com espaço para perguntas ao orador, não se deve relaxar e pensar que se trata de um passeio ou de um espaço apenas para ouvir.

É importante se preparar para saber em quais stands da feira podem haver contatos interessantes. E, também, para fazer uma pergunta marcante em um auditório, onde não só o palestrante perceberá sua presença, mas também outros potenciais membros de uma futura rede.

Deixar de fazer follow-up após um evento ou encontro

Contatos estratégicos são disputados no mercado. Não pense que eles se lembrarão de alguém com quem apenas esbarraram ou conversaram rapidamente em determinada ocasião.

Enviar um e-mail ou solicitar conexão em redes sociais com viés profissional demonstra que há interesse em criar um ciclo de compartilhamento de informações, troca de experiências e agendamentos posteriores para conversas mais próximas.

Perder uma oportunidade de se diferenciar

Quando se está diante de referências do mercado, é preciso ter um diferencial para que ele identifique um campo para estabelecer uma conexão, considerando que ela é uma via de mão dupla.

Então, deve-se evitar fazer as mesmas perguntas ou comentários que todos fazem. Dessa forma, o profissional não desperdiça a chance de impressionar, conquistar e atrair quem ele deseja para uma rede de contatos.

Pensar que não deve dar algo em troca

Networking não é apenas buscar recompensas. É uma rede de ajuda mútua na qual não cabe egoísmo, egocentrismo ou desprezo pelo membro que, muitas vezes, mais pede do que oferece.

Ao entrar em um grupo, não é legal focar apenas em retorno. Aliás, retorno é algo que volta quando, antes, algo é dado, oferecido, despendido. É natural pensar que senso de justiça e de gratidão deve estar presente em uma rede saudável de contatos.

Ter um comportamento imaturo e inoportuno

Certas atitudes chegam a irritar quem é abordado para uma tentativa de ingresso em uma rede de contatos. Reunimos, aqui, alguns comportamentos desagradáveis e que devem ser evitados a todo custo:

  • forçar intimidade com quem você não tem um relacionamento estabelecido;

  • exigir prioridade no atendimento quando há uma fila de espera para falar com o contato de interesse;

  • blefar sobre a existência de uma vaga na empresa, sugerindo que poderia ser o candidato ideal para a necessidade do cargo em aberto;

  • mentir sobre a indicação de alguém que você não conhece, na verdade, para chegar até a pessoa que lhe interessa;

  • usar o nome de terceiros sem permissão, para forçar uma aproximação com alguém;

  • ligar diretamente para alguém para se apresentar, sem um propósito específico ou uma necessidade real e pontual;

  • cobrar respostas e retornos, como uma indicação a determinada vaga em aberto;

  • desrespeitar limites de relacionamentos, como tomar muito o tempo do interlocutor ou fazer perguntas invasivas ou comentários inócuos e desnecessários.

Como desenvolver um bom networking?

Ser “networker” requer preparo e dedicação a várias conexões benéficas à vida profissional ou à prosperidade da empresa. Muitos recursos estão ao alcance de quem deseja se firmar como uma referência atrativa e também para quem quer se cercar de uma rede de pessoas e de profissionais que podem trazer um valor a mais para a carreira.

Vamos destacar agora algumas iniciativas, comportamentos e posturas que contribuem para montar redes fortes. Nos itens a seguir, observe que fazer um networking exige esforços e aperfeiçoamento contínuo!

Aparente ser o que é

Manter um personagem para “enganar” o mercado exige muita dedicação. Por que não usar esse esforço para manter uma imagem calcada na honestidade e na demonstração apenas das qualidades que você realmente tem?

Sustentar aparências é complicado, porque quem busca uma rede quer sinceridade recíproca. A melhor forma de ter uma boa reputação é ser transparente e não causar decepções em quem poderia vir a ser um parceiro estratégico em algum momento da carreira.

Seja organizado

Criar um networking é um trabalho permanente e que exige cuidados. Imagine encontrar um executivo que você conheceu em uma empresa e, sem saber que ele agora atua no concorrente, pergunta como vão as vendas da empresa na qual ele tinha um cargo anteriormente?

Para evitar situações embaraçosas como essa ou até não conseguir localizar um contato em um momento crucial, é fundamental manter uma agenda com informações atualizadas. Existem diversos aplicativos móveis úteis para essa finalidade.

Selecione os contatos certos

Muitas vezes, participamos de cursos e eventos e reencontramos pessoas conhecidas que nos pedem nossos contatos. Mas existe uma diferença considerável entre ser colega ou amigo e ser parceiro de empreitadas profissionais.

Daí começam as mensagens com tom de corrente ou com piada para descontrair, ou seja, a pessoa só quer ser popular. Isso é perda de tempo e mostra como é relevante escolher os contatos certos para ter um networking que possa trazer bons frutos.

Esteja acessível

Quem está na chuva é para se molhar, concorda? Por isso é importante estar aberto para ser encontrado por pessoas relevantes e pelas não tão benquistas também. Afinal, não dá para saber de antemão quando algum potencial parceiro baterá à porta.

Nossa dica é que você procure separar o joio do trigo e não gastar tempo com quem não aparenta ter algo a oferecer.

Participe de capacitações de bom nível

Qual o perfil dos profissionais que estão realizando especializações e se dedicando para obter títulos e tornar seu currículo mais robusto? Certamente esses profissionais buscam o mesmo que aqueles que enxergam em um networking boas chances de crescimento.

Além de manter-se atualizado, é importante participar de cursos “bem frequentados” para ampliar as oportunidades de contato com pessoas influentes e com espaço reconhecido em seu campo de atuação. Pense que a relação pós-graduação e networking pode trazer um custo-benefício bastante favorável, por exemplo.

Tenha uma reputação positiva

Pode parecer que ter uma reputação é algo restrito a quem já é referência no mercado, mas não é bem assim. Hoje, existe um meio para se alcançar autoridade e se tornar conhecido por isso.

As mídias sociais abriram um valioso canal de exposição de profissionais, desde que estes tenham conteúdo de qualidade para apresentar, discutir e assinar. O caminho dos blogs de perfil em redes sociais como o LinkedIn deve ser explorado para que a presença digital seja notada por uma rede virtual de contatos.

Ouça mais, fale menos

Muitas pessoas pensam que demarcar território é esgotar todas as possibilidades de “aparecer”. Falam demais, monopolizam conversas, cansam o interlocutor.

O segredo é deixar a timidez de lado e ser perspicaz nas abordagens, demonstrar conhecimento e ganhar a confiança e simpatia dos contatos. Lembre-se de que bons argumentos valem muito mais do que um tom de voz elevado.

Busque qualidade em vez de quantidade

Uma rede de contatos inflada não significa uma rede de relacionamentos. Esta, sim, mostra que o profissional pode contar com apoio quando tiver uma necessidade de compreender melhor um assunto que ele não domina, de ter referências sobre um fornecedor a ser contratado, de vagas de emprego adequadas para seu perfil.

Ser um verdadeiro viciado em networking consome energia e só traz resultados se houver um intercâmbio de interesses e compartilhamento de recursos e de forças. O ideal é ter a capacidade de ser filtro, não uma esponja que sai por aí acumulando “lixo” e impurezas para seus ambientes e cotidiano de trabalho.

Tenha bom senso acima de tudo

Educação e polidez, aliadas à capacidade de ser acessível e carismático, fazem de um profissional um ponto de referência cobiçada no mercado. É preciso ter bom senso para saber quando recuar, insistir em um ponto de vista e também se comportar adequadamente, prezando por:

  • conversas sempre direcionadas e com um objetivo específico a ser atendido;

  • informações sobre sua atuação profissional sempre atualizadas;

  • discrição no caso de mencionar outro profissional, tendo o cuidado de evitar críticas ou desmerecer a pessoa ou o trabalho realizado;

  • respostas prontas para perguntas de pessoas que possam sondá-lo para alguma vaga ou convidá-lo para alguma parceria;

  • iniciativa de curtir, comentar e compartilhar postagens dos contatos, como forma de valorizá-los e de instigá-los a fazer o mesmo;

  • comunicação fluida e transparente, sem a necessidade de “dourar a pílula” para demonstrar conhecimento ou superioridade perante quem quer que seja;

  • dar e receber feedbacks de forma adequada, para a manutenção de relacionamentos respeitosos;

  • respeito aos concorrentes, suas ideias e valores;

  • pontualidade nos encontros presenciais e virtuais, já que hoje o tempo é um ativo raro para qualquer profissional.

Que tal começar a investir no seu networking?

O papel do networking é justamente gerar oportunidades para que demandantes e ofertantes se encontrem e estabeleçam uma relação. Lembrando que as posições não são fixas: hoje você busca uma vaga de trabalho, amanhã precisa de um colaborador para completar seu time.

Planejar uma carreira ou a expansão de um negócio é também pensar com muita seriedade em onde, com o que e com quem estão sendo gastos recursos cada vez mais escassos, como tempo e dinheiro. Se você deseja construir uma rede de contatos e de relacionamentos, transforme esse investimento em um benefício real.

Uma carreira bem-sucedida é baseada em permuta de informações, conhecimentos, dicas, ferramentas e, por que não, gentilezas profissionais e corporativas. Buscar sempre fortalecer a conexão com contatos relevantes é uma maneira de aproveitar oportunidades no mercado de trabalho e estreitar negociações empresariais.

Quem não faz networking está abrindo mão de um recurso poderoso e precisa mudar seu mindset o quanto antes. Reconhecer o valor de uma rede de qualidade é estar preparado para o acaso, é planejar-se para o que está por vir, é garantir que toda possibilidade será revertida em favor da carreira ou do negócio.

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8D: conheça a metodologia que resolve situações críticas

Para sobreviver em um mercado altamente competitivo e atender às demandas de consumidores cada vez mais exigentes, as empresas estão sempre investindo em novos métodos de trabalho. A ideia é maximizar o retorno financeiro sem abrir mão da qualidade. A metodologia 8D surgiu justamente com esse propósito, ajudando a aperfeiçoar os processos produtivos.

Nosso objetivo neste artigo é apresentar em detalhes a metodologia 8D, mostrando como esse importante instrumento de gestão pode alavancar os resultados de uma empresa. Além disso, você verá como aplicar essa ferramenta para desenvolver soluções inovadoras e aumentar o nível de satisfação dos clientes. Confira!

O que é a metodologia 8D?

O 8D é uma ferramenta de gestão criada nos anos 1970 e aperfeiçoada ao longo da década seguinte pela Ford. Sua proposta é ser um método eficaz para identificar e solucionar falhas que afetem a qualidade de produtos e serviços. Além disso, o processo busca eliminar a causa raiz do problema para evitar que ele reapareça no futuro.

O pilar principal da metodologia 8D é a integração entre os membros da equipe responsável pela resolução do problema, Por isso, todo o processo é voltado para a valorização do trabalho colaborativo e procura fortalecer a sinergia entre os departamentos que participam do projeto.

As oito disciplinas que compõem a ferramenta — as quais veremos em detalhes na sequência deste artigo — são orientadas pela coleta e análise de dados, evitando palpites ou propostas mirabolantes. A ideia é visualizar o problema com o máximo de precisão e desenvolver uma solução completa e definitiva.

Como aplicar o 8D na sua empresa?

Geralmente, o 8D é utilizado para resolução de problemas grandes e de alta complexidade, situações críticas que costumam afetar diretamente o cliente e colocam em risco a credibilidade e a sustentabilidade do negócio. Uma das características importantes do método é a possibilidade de utilizá-lo em conjunto com outras metodologias de gestão.

Vamos conhecer melhor as disciplinas que formam a metodologia 8D: 

D1: Formar a equipe

A melhor maneira de montar uma equipe de sucesso é promover a integração entre indivíduos com conhecimentos distintos. O primeiro passo para definir a equipe responsável pelo projeto é reunir profissionais de vários setores e níveis hierárquicos, pessoas capazes de agregar valor ao grupo de trabalho.

É importante que elas tenham conhecimento sobre os processos internos e venham de departamentos impactados pelo problema a ser solucionado. Vale destacar que o trabalho em equipe exige algumas características fundamentais dos gestores, como a empatia e a comunicação transparente e objetiva.

D2: Descrever o problema

Com a equipe reunida, chega o momento de compreender o problema. Para isso, é necessário fazer uma grande investigação e coletar informações que permitam desenvolver uma descrição completa dele. Os dados podem vir de depoimentos de funcionários e clientes, relatórios gerenciais ou outros métodos que ajudem a entender o tipo de problema e seu alcance.

Uma ferramenta adicional que pode ser muito útil nesta etapa é o 5W2H. Com ele, podemos visualizar melhor a dificuldade ao responder às seguintes perguntas:

  • O que está acontecendo?
  • Onde está acontecendo?
  • Quando está acontecendo?
  • Como está acontecendo?
  • Por que está acontecendo?
  • Quem causou o problema?
  • Quanto o problema está custando para a empresa?

Outras ferramentas podem ser adotadas, desde que atendam ao objetivo principal, que é explicar a falha detalhadamente.

D3: Estabelecer ações de contenção

O processo para investigar um problema e desenvolver soluções definitivas pode levar algum tempo, fazendo com que o cliente continue exposto à falha. Para evitar que isso ocorra, é necessário estabelecer ações de contenção: soluções provisórias que garantam a continuidade dos processos produtivos sem grandes prejuízos para os consumidores e para o negócio.. 

D4: Determinar a causa raiz

Depois de colocar a solução provisória em prática, a equipe terá mais tranquilidade para trabalhar em algo mais completo. O time deve fazer um brainstorming para levantar as relações de causa e consequência em busca da causa raiz, o elemento que dá origem ao problema. A única forma de eliminar a falha definitivamente é atuar sobre essa fonte.

Um bom instrumento para auxiliar nessa tarefa é o Diagrama de Ishikawa, que permite conectar e visualizar causas e efeitos com facilidade. Depois de localizar a causa raiz, é hora de passar para o próximo passo e discutir possíveis soluções.

D5: Escolher e validar ações permanentes

A equipe deve desenvolver sugestões para eliminação da causa raiz e pensar nos impactos que cada uma delas pode ter sobre os departamentos envolvidos. A validação dessas ideias deve ser cuidadosa, para que a solução escolhida não seja fonte de novos problemas no futuro. Vale destacar mais uma vez a importância de fazer uma análise baseada em dados, sem achismos e suposições.

D6: Implementar as ações permanentes

Finalmente, chegou o momento de aplicar a solução escolhida. Para isso, é necessário formular um plano estratégico e delegar tarefas, para que cada membro da equipe saiba exatamente o que deve ser feito e qual é o prazo de entrega. Evidentemente, a execução deve ser acompanhada com o auxílio de indicadores de desempenho capazes de mensurar a evolução do trabalho.

D7: Definir medidas de prevenção

Se o monitoramento indica que as soluções propostas estão dando os resultados esperados, os novos métodos de trabalho precisam ser revalidados e padronizados. Isso evitará que o problema reapareça futuramente. Revise todos os procedimentos e instrumentos de trabalho para garantir que eles estejam dentro dos padrões estabelecidos. 

Verifique também a necessidade de replicar a solução em outros setores para eliminar problemas semelhantes. O investimento em treinamentos também é fundamental, pois ajuda a fixar os novos métodos de trabalho e contribui para o processo de melhoria contínua.

D8: Reconhecer o trabalho da equipe

O trabalho para criar e implementar soluções tão abrangentes é longo e cansativo; portanto, nada mais justo do que celebrar o sucesso com o time. Formalize o encerramento do projeto e apresente os resultados para a equipe, valorizando o esforço de cada integrante. Isso reforçará o senso de colaboração e motivará os colaboradores a encarar novos desafios. 

Ao promover a interação entre profissionais com conhecimentos diversificados, o 8D proporciona uma visão ampla do negócio. Sua utilização traz grande aprendizado para toda a equipe e favorece a inovação empresarial, gerando um importante diferencial competitivo.

Agora que você aprendeu um pouco mais sobre a metodologia 8D, assine nossa newsletter e receba em primeira mão uma série de conteúdos sobre as melhores ferramentas de gestão e muitas dicas para alavancar sua carreira.

Gestão Contemporânea: tudo que você precisa saber sobre o assunto

A gestão contemporânea tem sido abordada na estrutura das grandes empresas, sendo apontada como responsável pelos resultados excelentes. Mas o que compõe essa forma de administrar? O que caracteriza a contemporaneidade de uma organização?

O gerenciamento de um negócio apresenta diversos modelos burocráticos de direção que foram consolidados ao longo dos anos. Contudo, à medida que o mundo se desenvolve, os movimentos do mercado ficam cada vez mais rápidos e quem não se adapta fica de fora.

Para manter a organização competitiva, a gestão precisa ser tão ágil quanto o mundo dos negócios, além de desenvolver modelos flexíveis e adaptáveis a novos contextos.

Apenas um gestor preparado e capacitado dá conta de obter esse controle e coordenar o negócio de forma funcional e eficiente rumo ao sucesso. Para esclarecer esses pontos e falar sobre os principais pilares da gestão contemporânea, preparamos esse post com tudo que você precisa saber. Ficou interessado? Venha conosco e boa leitura!

1. O que é gestão contemporânea?

A gestão contemporânea trata da administração que está sempre focada no momento presente. O planejamento estratégico e a organização de uma empresa têm objetivos em pauta. Essa gestão aparece justamente para encontrar meios de viabilizar a ação no agora.

Quais são os grandes objetivos do empreendimento? A gestão contemporânea é a administração que vai fazer isso acontecer, coordenando e direcionando os passos. Ela estabelece um plano e encontra formas eficientes de cumpri-lo, medindo sempre os resultados e ajustando, além de controlar os recursos e tempo gastos.

Seja para o bom andamento das grandes metas ou para alcançar alguma solução específica em um projeto, a gestão contemporânea deve ser aplicada. É importante ressaltar que essa administração é orientada para resultados, usando a prática e o dia a dia para executar a estratégia por meio da implementação de ações inteligentes.

2. Quais são as características dessa administração?

Indo além da gestão empresarial, o caráter contemporâneo traz agilidade e agressividade à organização, tornando-a mais competitiva. Muitas direções de empresas se tornam reativas diante do mercado, agindo sempre atrasadas ou atrás das outras empresas.

Ainda que não seja totalmente arrojada, sendo mais analítica, a principal característica dessa gestão é que ela implementa. Somente quem tem competências de gerenciamento, planejamento e liderança pode executar a gestão contemporânea.

Outro fator importante ao identificar a gestão contemporânea é o mindset da equipe: todos trabalham como se fossem “donos” do negócio, sendo orientados pelo gestor — por meio do andamento do trabalho da organização — a pensar da melhor forma.

Ao contrário de modelos engessados em que a hierarquia se dá de forma vertical, na gestão contemporânea as pessoas têm autonomia, independentemente do organograma, num ambiente flexível de colaboração, participação e sustentabilidade.

Isso faz com que a empresa funcione com sinergia, de forma ágil. Diante desse cenário, fica clara a inclinação do sistema à inovação, usando a tecnologia como ferramenta a fim de otimizar os processos e posicionar bem a organização.

3. Quais são os novos modelos aplicados?

Entre as muitas metodologias que podem ser empregadas para gerir uma empresa, poderíamos citar o Balanced Scorecard e o PDCA, por exemplo. Mas o foco aqui é: o plano para atender às demandas da gestão contemporânea deve possuir alguns pontos como base. Vamos a eles:

3.1. Foco no capital intelectual

Esse é o primeiro diferencial competitivo da gestão contemporânea. O que se aplica é também compartilhado, ou seja, quem gerencia não guarda para si de forma exclusiva os conhecimentos. É necessário propagá-los como um sistema de pensamento a ser seguido.

3.2. Busca pela visão global e sistêmica

É importante desenvolver as pessoas, tornando-as aptas a ter uma visão global, pensando no todo, enquanto a ação se torna local, ou seja, a equipe é capaz de agir pontualmente sabendo quais impactos aquilo vai ter no corpo da organização. O desenvolvimento de competência, habilidade e atitude encontra-se neste tópico.

3.3. Atualização da cultura organizacional

Os modelos mentais precisam ser constantemente reciclados — ficar obsoleto não é uma opção. A agilidade e eficiência devem ser pilares. Sendo assim, o estilo gerencial passa por constantes análises e mudanças, a fim de que a empresa pense de forma mais flexível, dando vez à criatividade e à inovação em prol do crescimento.

3.4. Adaptação na estrutura organizacional

A gestão contemporânea, por ser mais aberta, transforma a estrutura organizacional, tornando-a mais horizontal. Sendo assim, pode-se esperar que o modelo de gestão contemple a visão de que a hierarquia (a “chefia”) é menos importante do que a colaboração entre as pessoas e os setores.

4. Quem é o gestor contemporâneo?

O perfil de gestor contemporâneo contempla características preciosas no mercado atual. Os resultados colhidos pelo trabalho desse profissional contemplam não apenas a esfera econômica, mas também o campo social e ambiental, sem deixar de lado o desenvolvimento de pessoas. Traçamos as principais características — acompanhe!

4.1. Perfil comportamental

Alguns aspectos podem ser desenvolvidos por meio de estudo e capacitação, outros são pessoais e tratam de inclinações que temos naturalmente. Apesar de também serem passíveis de aprimoramento, geralmente essas características são próprias do indivíduo. Quer saber o que compõe, principalmente, o perfil comportamental de um gestor contemporâneo? Veja:

4.1.2. Anticonformismo

Ficar parado é a morte para quem pratica a gestão contemporânea. O mundo está em movimento, as pessoas estão, o mercado está — então, o desenvolvimento também deve estar. Uma das qualidades mais fortes que percebemos nesse profissional é o anticonformismo.

Quando ele alcança um resultado bom, busca a excelência; se consegue atingi-la, busca a consistência, a inovação, a reciclagem, enfim: sempre crescendo e nunca parado. É possível reconhecer um gestor contemporâneo ao vê-lo sempre pensando em como transformar positivamente o ambiente.

4.1.3. Planejamento e comunicação

Planejamento é tudo. Não apenas abrangendo o negócio ou a carreira, observar a forma como um gestor trabalha pode deixar claro qual é o planejamento que ele segue. Como ele organiza as tarefas diariamente, as atividades semanais e reuniões mensais, por exemplo?

Ao estabelecer uma ordem prioritária e funcional nesses acontecimentos, o próximo passo é saber comunicar as decisões. A comunicação se dá verbalmente e também por meio de postura e atitude no planejamento da rotina de trabalho e a forma como se expressa.

4.1.4. Visão e responsabilidade

Enxergar a empresa como um grande sistema de engrenagem é uma forte habilidade de quem faz gestão contemporânea. Esse gestor vê longe e vê tudo: desde os pormenores até as consequências em longo prazo.

Pense na empresa como um organismo, em que diversos sistemas colaboram para determinadas funções, fazendo, assim, com que tudo aconteça em harmonia. Essa é a visão de um gestor.

Ao ter essa percepção, o comprometimento com o funcionamento eficiente deve vir à tona. A responsabilidade deve ser uma forte marca no perfil do gestor, tanto as assumidas em tarefas pessoais quanto a confiança ao delegá-las.

Comprometimento é a palavra. O gestor enxerga tudo, pensa em ações, planeja, comunica, executa e se mantém em constante alerta para perceber possíveis falhas ou chances de otimização. Ele está comprometido com a obtenção dos melhores resultados.

4.1.5. Liderança e iniciativa

Quem gerencia precisa liderar, afinal, vai lidar com funções, tarefas, equipes e pessoas, acompanhando o desempenho de todos os processos envolvidos. A liderança inspira a colaboração. Quando o gestor faz, o time que trabalha com ele se torna muito mais engajado.

A gestão contemporânea visa muito à participação e colaboração, sendo assim, a iniciativa para as novas posturas, projetos e métodos deve estar concentrada na direção. É a velha história de “dar o exemplo”. Se a alta cúpula está ativamente comprometida com o negócio, essa energia se espalha por toda a organização.

4.2. Habilidades e competências

Saber e saber fazer. Esses dois pontos têm que estar na bagagem de um gestor contemporâneo. Ao mesmo tempo em que ele precisa ter capacidade analítica, informações e dados quantitativos a seu favor, é imprescindível que a aplicação desses conhecimentos seja feita. Portanto, base teórica e vivência tática trabalham em conjunto.

O conhecimento técnico não pode ser ignorado. É preciso dominar a área de atuação, bem como a situação do mercado no qual a empresa está inserida, o andamento da concorrência, saber e entender o produto, serviço ou solução ofertada, ter diversos dados estatísticos e indicadores disponíveis para consulta e ajustes necessários.

Conhecer metodologias, ferramentas e métricas é indispensável. Essa habilidade só é adquirida por meio de aprendizado e desenvolvimento para, depois, ser colocada em prática no cotidiano empresarial e comercial. Diante disso, a especialização torna-se crucial para praticar a gestão contemporânea.

4.3. Formação e experiência

A alta competitividade do mercado tornou a especialização em gestão um fator básico. Com tanta informação sendo lançada a toda hora, quem não se preocupa em profissionalizar cada vez mais a administração, fica rapidamente para trás. Para ser um gestor contemporâneo é necessário estar sempre em movimento, fazendo treinamentos e cursos.

Quais são as qualidades essenciais para exercer as funções que são da competência da gestão? Ao obter essa resposta, é mais do que importante conhecer e transitar com tranquilidade pelos campos de atuação. Quem não investe em seu crescimento profissional certamente não pode ser um gestor contemporâneo.

Educação continuada não é apenas um termo que está na moda. De fato, com a gestão contemporânea abordando o capital intelectual, é coerente que quem está à frente da organização seja alta e constantemente capacitado, buscando melhorias pessoais e profissionais que reflitam na administração.

5. Quais ferramentas auxiliam a direção contemporânea?

Há muitas ferramentas que visam manter a qualidade da gestão. Elas devem ser usadas para orientar e acompanhar o desempenho das atividades da organização, interna e externamente, bem como medir a produtividade da equipe. Os resultados demonstram até onde os caminhos definidos pela direção estão sendo eficientes. Separamos três que se encaixam perfeitamente no modelo de gestão contemporânea!

5.1. Brainstorm

Essa “tempestade de cerebral” também é conhecida como chuva de ideias e visa promover a criatividade na equipe. O objetivo dessa ferramenta é que diversas propostas sejam levantadas num curto período de tempo.

O gestor propõe as condições e a equipe desenvolve uma lista com todas as ideias que puderem dentro de um determinado espaço de tempo. Deve-se estabelecer um objetivo, organizar rodadas, registrar as ideias sem rejeitá-las e depois avaliá-las.

5.2. Princípio de Pareto

Um grande norte para definição de prioridades é o princípio de Pareto. Conhecido também como regra 80/20, o objetivo de utilizar um diagrama com base nesse conceito é saber de onde vem qual resultado dentro das ações.

No caso da identificação e solução de problemas, bem como na definição de onde aplicar os maiores recursos, pode-se usar essa regra. Ela consiste em traçar a origem de cada resultado (seja positivo ou negativo).

Assim, o gestor é capaz de ressaltar os 20% das aplicações que trazem 80% dos resultados positivos, por exemplo, podendo direcionar a atenção e o foco para essas atividades, tratando as restantes como secundárias.

5.3. Benchmarking

Esse processo avaliativo compara produtos de tal empresa em relação ao que é oferecido pelos líderes de mercado no setor de atuação. Todos os indicadores que podem ser comparados são levantados: produtividade, custos, retorno de investimento etc.

O principal objetivo de aplicar o benchmarking é estar a par das técnicas, modelos, rotinas e processos que acarretam melhor posicionamento e liderança do mercado. A gestão contemporânea visa estar entre os primeiros e essa prática colabora com esse objetivo.

5.4. Qualidade total

A qualidade total está diretamente ligada à estratégia da empresa. Ela está relacionada à satisfação do cliente, mas não apenas isso. Ao aplicar a gestão contemporânea, os produtos, processos, serviços e soluções oferecidos pela empresa devem estar direcionados à totalidade da qualidade.

Em outras palavras, além de preocupar-se com o que entrega para os clientes, é preciso também estar atento aos stakeholders. Essa satisfação está relacionada à ética, ao atendimento, à segurança e outros aspectos que giram em torno das atividades da empresa. O cuidado ambiental também pode ser regulado seguindo a qualidade total.

5.5. Feedback

Surpreendido por esse item? Pois bem. O poder de comunicação é primordial para um bom gestor. Sendo assim, a capacidade de dar e receber feedbacks se torna imprescindível ao praticar a gestão contemporânea.

A explicação disso é muito simples: se tudo se movimenta muito depressa, e a empresa implanta ações pontuais e locais que refletem no todo, logo, esse ciclo de acontecimentos precisa ser reportado com a mesma agilidade.

O trabalho está bom? Dê feedback. Precisa de ajustes? Dê feedback. Precisa saber do andamento de alguma atividade? Receba feedback. Saber ouvir, falar e direcionar esse fluxo de informações faz toda a diferença para que a direção tenha caminhos de sucesso.

6. Quais são os desafios e perspectivas dessa organização?

O grande desafio da gestão contemporânea é alinhar o operacional à estratégia. O propósito da organização precisa ser relevante a ponto de orientar tudo que acontece na empresa. Todos, absolutamente todos, precisam saber do que se trata o negócio, ou seja, não apenas o que o empreendimento comercializa, mas qual valor ele agrega.

Se a linha de frente consegue expressar o planejamento, refletindo o modelo de gestão, os lucros financeiros logo aparecem, destacando a excelência da empresa: altas margens de faturamento, investimentos positivos, boa reputação diante do mercado e da sociedade e uma equipe de alta performance atuando num ambiente corporativo saudável.

6.1. Por que a empresa existe?

A missão e a visão da empresa estão relacionadas a este tópico. Qual é o propósito da empresa e aonde ela quer chegar? Ao responder a essa questão, sabemos qual é o negócio do empreendimento e de qual forma ele deve ser propagado.

Se a empresa parasse hoje, o que o mercado perderia? E a sociedade? E os colaboradores? Aqui você pode perceber o diferencial da organização, o que ela agrega para as pessoas que atinge.

Se essas definições estiverem muito acertadas e no centro do trabalho desempenhado, a gestão é reconhecida, agindo com o intuito de perpetuar esses propósitos e entendimentos dentro da área de atuação.

6.2. Qual é o fit cultural da organização?

A equipe compactua com o perfil da empresa? Imagine que a organização tem sonhos. Os colaboradores precisam acompanhar essa visão. De nada adianta, por exemplo, numa gestão contemporânea, trabalhar com muitos guardiões.

O perfil profissional dos colaboradores, assim como o do gestor, vão compor tudo que acontece na administração e, por isso, é essencial que a equipe tenha o mesmo fit cultural do desenvolvimento da empresa, entendendo a mentalidade e aceitando os desafios.

6.3. A organização é transparente?

A transparência é uma questão muito abordada entre os investidores, por exemplo. Na gestão contemporânea, essa abordagem se espalha por toda a organização. As políticas precisam estar claras (por isso o alinhamento do fit cultural é tão importante), bem como as consequências dessa conduta.

Os incentivos e benefícios corporativos também precisam acontecer às claras. Quais propostas a empresa tem para o aprimoramento e desenvolvimento da equipe? É importante que a gestão priorize o bem-estar e crescimento dos colaboradores, pois, à medida que eles crescem, a empresa também cresce, já que eles são componentes dela.

A gestão contemporânea aborda uma visão holística, sendo assim, o capital humano faz parte do negócio e precisa ser planejado e aprimorado. Essa visão colabora para que a empresa tenha capital intelectual, fortalecendo um dos pilares desse modelo de administração. Esse desenvolvimento precisa ser transparente em todas as etapas.

6.4. A gestão aprende com os resultados?

Está claro que a adaptação é um dos pilares da gestão contemporânea. Por isso, é preciso que o gestor aprenda lições à medida que desempenhe seu papel. Todos os resultados que um processo ou ação geram servem como orientação para novos meios.

Se uma meta presunçosa é alcançada, aprende-se a manter aquele sistema, engajando voos mais altos. Se algo não sai como o esperado, aprende-se a observar o erro e otimizar o que é necessário. Reconhecimento também faz parte desse modelo de gestão.

6.5. A tomada de decisão é arrojada?

A tomada de decisão da gestão contemporânea é muito marcante, pois ela nunca é reativa. O gestor que se preocupa com o andamento preciso da empresa está sempre adiantado ou adiantando-se, usando todas as informações de forma estratégica.

Nada é um tiro no escuro; há um equilíbrio entre tomar a iniciativa para aproveitar as melhores oportunidades e estar atento ao andamento dos procedimentos para ajustar rapidamente o que for necessário.

Qual é o contexto e quais são as possibilidades de ação? A gestão contemporânea tem essas perguntas sempre em mente, reunindo dados organizados para caminhar diante do que for ditado pela situação.

Por isso, entende-se esse modelo de gestão como um que trabalha transformando um objetivo em um sistema para alcançá-lo, estabelecendo metas, posturas e condutas a serem adotadas, sempre de maneira dinâmica e envolvente.

6.6. Como a tecnologia favorece os negócios?

O que é mais contemporâneo que a tecnologia? Soluções são desenvolvidas todos os dias para facilitar a gestão, otimizar processos, ganhar tempo, diminuir erros e agilizar a comunicação e armazenamento de informações.

Para fazer uma gestão contemporânea, a empresa precisa usar todas as ferramentas que puder em favor do negócio — inclusive a tecnologia. Se a administração ainda utiliza sistemas antigos, onerosos e falhos, mau sinal: reveja já esses pontos.

Analisar o que mais bem atende ao negócio, tanto na entrega do produto final quanto no sentido de ter alto custo-benefício, é uma tarefa bastante complicada que demanda atenção para não desperdiçar recursos com aplicações ineficientes.

Assim, um dos desafios da gestão contemporânea é decidir como investir em tecnologia e em novos projetos, já que milhares de soluções são ofertadas no mercado para atender demandas empresariais.

A inovação e o modelo contemporâneo de gestão andam lado a lado, relacionando-se o tempo inteiro, já que ambos visam utilizar bem o momento presente e recursos do hoje em prol do desenvolvimento contínuo para o amanhã, direcionando as necessidades, ideias e propostas.

Para entender a importância desse fator de maneira que o investimento dê bons resultados a curto e longo prazo, aproveite e leia o artigo que preparamos sobre o assunto e se oriente sobre como fazer a melhor escolha para a sua administração!

 

6 motivos para fazer marketing pessoal agora mesmo

Você já ouviu falar em marketing pessoal? Trata-se de um conjunto de práticas feitas para aumentar a visibilidade de uma pessoa, atribuir a ela certa imagem e torná-la mais “desejável”. É possível fazer marketing pessoal para várias finalidades, desde promover relacionamentos amorosos até, claro, alavancar a carreira.

É um processo de mudança consciente que envolve a aparência, a linguagem verbal e corporal, a postura quando está diante de certas pessoas (como um recrutador ou um cliente), a proatividade em fazer novos contatos, a sua presença online (por exemplo, nas redes sociais), entre outros fatores.

É comum que os profissionais fiquem muito preocupados com a construção do currículo, mas se esqueçam totalmente da importância de fazer uma boa apresentação de si mesmos. Para que você entenda que vale a pena apostar nessa prática, aqui está uma lista de 6 motivos para fazer marketing pessoal!

1. Criar diferencial competitivo

Trabalhar na construção do seu currículo é extremamente importante. Porém, se dois candidatos com currículos muito parecidos aparecerem no processo seletivo para uma mesma vaga, o marketing pessoal pode ser o fator de desempate. Por isso, quando você faz uso dessa estratégia, está garantindo um diferencial que pode colocá-lo à frente de outros profissionais no mercado.

Porém, tome cuidado. Um bom marketing pessoal não cobre os buracos da falta de experiência ou de formação. Se você quer uma carreira de sucesso, precisa, na verdade, dos dois elementos. Faça o seu marketing, mas invista também em uma boa pós-graduação, para ganhar destaque na hora de competir por uma vaga.

2. Posicionar-se como referência

O marketing pessoal, assim como o de uma empresa, tem a ver com posicionamento. Um motivo para fazê-lo, portanto, é descobrir como se posicionar como uma referência dentro do seu campo profissional.

Em outras palavras, por meio do marketing pessoal, você pode criar uma descrição de si mesmo que destaque todas as suas competências e qualificações. Afinal, muitos profissionais excelentes não são completamente reconhecidos apenas porque não sabem comunicar adequadamente sua excelência.

Vale a pena ressaltar que não estamos falando de “propaganda enganosa”. Então, não adianta usar o marketing pessoal para tentar vender uma autoimagem que não corresponde à realidade.

3. Reforçar o seu networking

Na introdução deste post, já dissemos que o marketing pessoal envolve uma mudança na sua proatividade em estabelecer contatos. Isso provoca um impacto positivo no networking que, como você sabe, é uma das principais fontes de oportunidades de carreira.

Um profissional que faz marketing pessoal sabe que, quando chega a um evento com outros profissionais, precisa se concentrar em conhecer o máximo de pessoas, estabelecer rapidamente um vínculo e trocar informações de contato para manter a comunicação em longo prazo.

Além disso, ele sabe como fazer para conseguir esses contatos sem parecer forçado nem desesperado; em vez disso, levando a outra pessoa a realmente querer fazer parte da sua rede.

4. Facilitar negociações

Um bom marketing pessoal pode até ajudar na realização de negociações. Quando você faz da maneira correta, pode transmitir uma imagem de confiança a quem está do outro lado da mesa. A confiança ajuda a quebrar algumas barreiras ao “sim”, fazendo com que vocês cheguem a um acordo mais facilmente.

Uma imagem de confiança será útil em vários tipos negociações: para conseguir um sócio ou um investidor para abrir o seu negócio; para pleitear um aumento ou uma promoção; para fechar uma venda com um cliente ou uma compra com um fornecedor. Já que boa parte da nossa vida profissional gira em torno de negociações, esse é um forte motivo para apostar em marketing pessoal.

5. Ser visto como líder

Para ser um líder, não basta saber muito sobre o assunto em questão, ter criatividade ou ser ousado para tomar decisões difíceis. Além de todas essas características, ainda é preciso que o mundo (ou, pelo menos, a equipe) veja você como tal. E, para isso, fazer marketing pessoal é crucial.

Se você não acredita, pense nos grandes líderes de Estado mundiais. Eles sempre contam com um marqueteiro, cujo trabalho é justamente ajudar o estadista a passar uma imagem de liderança. Felizmente, você não precisa disso, já que pode desenvolver o seu próprio marketing pessoal.

Mesmo que você ainda não tenha um cargo de liderança, esse continua sendo um bom motivo para apostar nessa estratégia.

Lembre-se de que, no mundo corporativo, você precisa demonstrar a qualidade primeiro, para só então ser promovido. Então, assumir uma postura de liderança vai ajudá-lo a crescer na carreira e conquistar um cargo de maior responsabilidade.

6. Vencer barreiras

Ainda existem muitas barreiras dentro do mercado de trabalho, que podem envolver preconceitos ou visões retrógradas sobre o mundo e o trabalho. Embora tais concepções não correspondam à realidade, elas estão enraizadas na mentalidade de muita gente que está no topo da pirâmide e que toma as decisões.

É claro que é preciso haver uma mudança profunda para acabar de vez com essas barreiras. Porém, você pode vencê-las no seu dia a dia, construindo uma imagem de si mesmo que vá contra essas noções. Isso também é marketing pessoal.

Um exemplo simples é a atenção às roupas. Nos ambientes corporativos de hoje em dia, frequentemente, o traje é livre. Então, cabe a você fazer a escolha correta: o uso de certas roupas vai reforçar alguma imagem errada que as pessoas possam ter de você, enquanto o uso de outras vai desfazer essa percepção.

As vestimentas são apenas um exemplo, mas o mesmo vale para inúmeros outros elementos que compõem a sua imagem e também estão ligados ao marketing pessoal, como a escolha de linguagem, postura corporal, maneira de responder às críticas e assim por diante.

Neste post, destacamos 6 motivos para fazer marketing pessoal. Você está convencido da importância dessa prática? Está pronto para ser marqueteiro de si mesmo? Então, comece a pensar quais mudanças você pode realizar para promover o seu sucesso profissional.

Quer contar sua experiência de fazer o marketing pessoal? Ou ainda tem dúvidas sobre o assunto? Deixe um comentário abaixo!

 

(ESTENDER + 1000 PALAVRAS) A importância da gestão de conflitos para o sucesso de um negócio

Não importa se a empresa é pequena ou se conta com uma multidão de funcionários: uma hora será preciso lidar com conflitos. Afinal, qualquer ambiente que reúna pessoas com personalidades, visões de vida e culturas diferentes está à mercê de eventuais atritos. O problema é que os conflitos causam uma série de danos ao ambiente corporativo, acabando por tirar dos profissionais a percepção de que é preciso seguir objetivos em comum.

Neste post, vamos mostrar os maiores malefícios que os conflitos podem trazer para uma organização e como agir antes, durante e depois de um desentendimento. Pronto para entender melhor como a gestão de conflitos funciona e fazer com que esse tipo de episódio se torne uma oportunidade de evolução? Então continue acompanhando!

O que se caracteriza como um conflito?

Como já adiantamos, independentemente do seu porte, em algum momento, será inevitável lidar com conflitos dentro do ambiente corporativo. Profissionais com perfis, realidades socioeconômicas e objetivos distintos podem criar um time multidisciplinar e imbatível, mas também vão discordar em diversas situações.

De maneira geral, o conceito de conflito se refere a opiniões ou situações divergentes. Em muitos casos eles são necessários pois geram mudanças. No entanto, se não forem gerenciados podem causar o caos total e trazer prejuízo para o ambiente de trabalho.

Nem sempre o conflito acontece entre duas pessoas. Ele também pode surgir da relação do profissional com o que é exigido pela empresa, o que afeta a sua produtividade e gera problemas de comportamento. Para entender melhor as diferenças, reunimos os três tipos de conflitos nas empresas:

  • os pessoais: gerados por comportamentos individuais dos colaboradores; a maneira que eles enxergam o ambiente de trabalho, como separam vida pessoal e profissional, sua forma de pensar e agir e o seu nível de equilíbrio emocional para lidar com as suas funções;

  • os organizacionais: causados pelas dinâmicas da organização e situações criadas no próprio ambiente de trabalho;

  • os interpessoais: são os conflitos entre dois ou mais profissionais. São os mais difíceis de lidar, porque nem sempre estão relacionados a problemas com as atividades do trabalho e sim, por divergências pessoais.

A gestão de conflitos surge como uma solução para evitar desgastes nas relações de trabalho. Sua missão é orientar as empresas a integrarem todos os seus setores e equipes, reduzindo conflitos negativos. Com ela, empresas são incentivadas a criarem códigos de conduta, sempre se baseando no diálogo e na empatia, prevenindo situações que podem gerar conflitos e prejudicar o seu crescimento.

Como os conflitos podem atrapalhar a sua empresa?

Por mais que os atritos dentro de uma empresa estejam longe de poder ser considerados raridades, é um risco encará-los como algo natural. Isso porque conflitos podem ser, ao mesmo tempo, sintomas de problemas mais sérios e problemas em si. Quando há um embate mais duro entre funcionários, toda a empresa é afetada de forma negativa e uma série de ações precisa ser tomada para solucionar o problema. E esse cenário só traz prejuízos. Entre eles estão:

Baixa de produtividade

Conflitos não surgem do nada. Sempre há uma história por trás. Um mal-entendido não esclarecido, fofocas ou opiniões discordantes sobre metodologias e práticas: essas situações atuam contra a produtividade dos envolvidos, que acabam arrastando um mal-estar por dias, semanas ou até meses. É preciso ter sempre em mente que, como um colaborador insatisfeito não encontra motivação, acaba vendo sua produtividade declinar. Obviamente, isso afeta toda a equipe.

Perda de tempo e energia

Caso não sejam adequadamente prevenidos, os conflitos precisam ao menos ter seus efeitos minimizados. Isso exige ações que vão desde uma conversa reservada entre lideranças e os diretamente envolvidos, passando por treinamentos e palestras com toda a equipe ou, em casos extremos, uma reestruturação das políticas internas da empresa. E é claro que tudo isso custa dinheiro e tempo, recursos que poderiam ser investidos em processos mais estratégicos da corporação.

Deterioração do clima organizacional

É fato: em um conflito entre profissionais, toda a equipe acaba afetada. Isso acontece não só porque os envolvidos tendem a ter sua produtividade reduzida, sobrecarregando os demais, mas também porque o clima de negatividade contamina todo o ambiente. Nesse contexto, não é raro que grupos rivais se formem ou que alguns profissionais se solidarizem com uma das partes em detrimento da outra. Como resultado, surgem equipes pouco equilibradas, não alinhadas e caminhando em sentidos divergentes.

Perda de talentos

A união da baixa na produtividade, da perda de energia, insatisfação com o trabalho e a deterioração no clima organizacional têm com resultado final a perda de talentos. Empresas com alta rotatividade geralmente são aquelas que estão mais envolvidas em conflitos: interpessoais e organizacionais.

Os colaboradores que não se demitem acabam perdendo o empenho em realizar um bom trabalho para uma empresa. Isso porque não encontram nela oportunidades de crescimento e vivem sob constante pressão. E pela queda drástica de desempenho acabam sendo demitidos.

Perder talentos é também perder a oportunidade de fazer a sua empresa crescer. E pior: é entregá-los “de mão beijada” para a concorrência. Além disso, há um aumento considerável nos custos com rescisões, processos seletivos e novos treinamentos e é criado um grave problema de imagem no mercado, o que pode dificultar novas contratações.

Quais as principais causas dos conflitos?

Os conflitos em ambientes organizacionais acontecem pelos mais diversos motivos, incluindo rixas pessoais, diferenças culturais e até posicionamentos políticos. No entanto, existem situações em que a própria empresa é a criadora de problemas entre colaboradores. Esses casos merecem uma atenção especial da gestão de pessoas. Confira um apanhado de algumas dos principais geradores de conflitos no ambiente organizacional:

Mudanças repentinas

Mudanças sempre exigem uma atenção especial dos profissionais responsáveis pela gestão de pessoas, uma vez que podem causar inseguranças na equipe, que começa a duvidar se o trabalho realizado até então era suficientemente bom ou a se perguntar como será a adaptação à nova realidade.

Quando essas mudanças são feitas de forma brusca ou sem o esclarecimento correto sobre o porquê de estarem acontecendo e com quais objetivos, todo o clima empresarial é afetado. Lembre-se: um ambiente ruim é solo fértil para instabilidades e conflitos.

Escassez de recursos

É normal que empresas precisem se adaptar a momentos de crise, adequando seu orçamento para tempos de austeridade. Mas atenção: esse tipo de ação causa danos colaterais que precisam ser previstos e devidamente monitorados. Cortar benefícios de funcionários, contingenciar recursos para projetos inovadores ou mesmo suspender a possibilidade de promoções e aumentos: tudo isso e muito mais pode gerar insatisfação e insegurança, verdadeiros gatilhos para conflitos.

Desarticulação de equipes

Não é à toa que conceitos como integração e alinhamento vêm sendo repetidamente abordados nos ambientes corporativos. Em negócios cada vez mais complexos, que envolvem a colaboração de diversos profissionais, o esforço realmente deve ser conjunto para que todas as partes caminhem na mesma direção e, sempre que possível, no mesmo ritmo.

Uma equipe desarticulada é foco de conflitos constantes. Metas, metodologias e processos não compartilhados fazem com que os times optem por caminhos diferentes, muitas vezes se cruzando de maneira desastrosa. É preciso melhorar a comunicação.

Falta de comunicação

A falta de diálogo é um dos principais causadores de problemas dentro do ambiente organizacional. Não ter um posicionamento da gestão sobre os assuntos cotidianos no trabalho abre espaço para fofocas, projetos mal orientados e retrabalho.

Quando esses problemas se tornam constante, os profissionais acabam se desgastando, perdendo o empenho e a paciência para realizar um trabalho de qualidade e conviverem em harmonia entre si.

Como agir quando conflitos chegam a sua empresa?

Quando o assunto é gestão de conflitos, o primeiro passo é tentar prevenir o problema. Garantir uma boa comunicação entre empresa e colaboradores, por exemplo, diminui a possibilidade de que mudanças funcionem como um gatilho para conflitos. Da mesma forma, é preciso incentivar a integração constante entre as equipes. Isso pode ser feito por meio de treinamentos, por exemplo, com o compartilhamento claro de informações e detalhamento de ações e metodologias.

No entanto, quando o conflito efetivamente acontece, é preciso saber remediá-lo com exatidão. Nesse caso, sugerimos acompanhar o passo a passo que preparamos a seguir!

Evite ignorar o conflito

Um erro gravíssimo na gestão de pessoas é simplesmente ignorar que um conflito aconteceu. Por incrível que pareça, no entanto, é bastante comum que os líderes esperem a situação se resolver por si, com as partes envolvidas eventualmente se entendendo.

Outro erro cometido por gestores é tentar cortar o mal pela raiz para que ele não evolua, resolvendo o problema de maneira rápida, sem entender com clareza quais as suas origens. É daí que acontecem as demissões, que nem sempre são a solução para os conflitos.

Ao perceber a existência de um conflito, é importante não esperar que os envolvidos o resolvam sozinhos. Mas antes de tomar uma atitude, é fundamental ouvir todos os lados e desdobramentos da situação para que ninguém se sinta injustiçado. Muitas vezes um conflito que parece imenso é resolvido com atitudes simples. Para isso:

Atue como mediador

Ainda seguindo a dica anterior, é importante que o líder se posicione com imparcialidade. Eleger favoritos ou ignorar uma das partes pode piorar ainda mais a situação e gerar situações piores, como processos trabalhistas.

Ao gerenciarem qualquer conflito, as lideranças devem agir com isenção e justiça. Conversar separadamente com cada parte envolvida é o primeiro passo para entender os lados da história e mostrar que a chefia está propensa a buscar uma solução equilibrada.

Promova soluções em conjunto

Depois de conversar com cada uma das partes, reúna os envolvidos em um local reservado, aponte suas considerações sobre o caso, bem como quais acha que podem ser as melhores soluções para o conflito. Mas sempre peça que os envolvidos falem novamente o que acham que deveria ser feito e como corrigir o problema causador do atrito.

Acompanhe os desdobramentos

Após conversar com as partes, mediar o conflito e construir soluções em conjunto, continue observando o desdobramento do caso. Verifique se as atuações realmente melhoraram ou se serão necessárias novas reuniões ou mesmo treinamentos mais amplos, que envolvam não apenas os conflitantes, mas toda a equipe.

Compartilhe a empatia

Prevenção também é uma parte importante da gestão de conflitos. Criar um código de conduta para a sua equipe e promover a empatia pode ajudar a evitar problemas no futuro. O gestor é a primeira pessoa que deve promover atitudes empáticas. Afinal, todo líder é um exemplo e serve como espelho para o resto dos colaboradores.

Se você está sempre fazendo comentários maldosos, criticando colaboradores publicamente ou é intolerante em relação a falhas e determinados comportamentos que eles possuem, consequentemente, abre espaço para que o resto do time aja da mesma maneira.

Evite o “telefone sem fio”

Falta de comunicação também é uma grande causadora de problemas internos. Muitas brigas, discussões e desavenças no ambiente de trabalho são causados pela especulação e pela fofoca. Por não terem um posicionamento oficial da empresa, colaboradores acabam entrando no famoso “telefone sem fio”, em que cada um diz uma coisa e ninguém realmente sabe qual é a verdade. Com isso acabam ficando insatisfeitos, frustrados e irritados.

Dê feedbacks constantes

Você deve estar se perguntando como um feedback pode melhorar a gestão de conflitos nas empresas. Mas a resposta é simples. O feedback é um retorno claro sobre o posicionamento de uma empresa ou líder sobre o trabalho de um profissional. Quando ele entende qual o seu valor, a chance de se envolver em conflitos diminui.

O feedback também é uma chance de se comunicar e ouvir o que a equipe tem a dizer, entender quais as suas dores e prevenir situações que vêm pesando o ambiente de trabalho.

Avalie as suas responsabilidades

Você é um líder que sabe se posicionar diante dos conflitos? Que trata a equipe com equidade e respeito? Que estabelece metas possíveis? Que se preocupa com o bem-estar e saúde emocional dos seus colaboradores? Infelizmente muitos gestores são os principais causadores de conflitos nas empresas e não assumem essa responsabilidade.

Prazos muito curtos, assédio moral, críticas, pressão para entrega de resultados, atraso no pagamento de salários são apenas alguns dos problemas gerados por conta de uma gestão ruim. Como líder, é importante avaliar o seu papel e fazer o possível para criar um ambiente de trabalho saudável, em que pessoas se sintam bem, e não oprimidas.

E então, gostou de saber mais sobre como a gestão de pessoas pode ajudar a entender e resolver conflitos? Confira mais conteúdos desse tipo nos seguindo no Facebook, no Twitter e no LinkedIn, além de ver nossos vídeos no Youtube!

 

 

Projeção financeira: quais são os tipos e como fazê-las?

A gestão de recursos é sempre um assunto delicado. Entre custos e despesas, quem gerencia está sempre preocupado em otimizar os processos, eliminar excessos e multiplicar os ganhos. Diante desse cenário, a projeção financeira aparece como um exercício que pode apresentar diversos caminhos para a organização.

Com base nela é possível alcançar objetivos diversos no que diz respeito ao desenvolvimento da empresa. Quer saber mais sobre o assunto? Falaremos neste artigo sobre os tipos de projeção que existem e quais demandas da gestão cada um deles atende de forma mais eficiente. Venha conosco!

O que é projeção financeira?

A projeção financeira é uma previsão de cenário baseada principalmente nos dados do fluxo de caixa. Em outras palavras, as receitas e despesas futuras são estimadas a partir da apuração dos saldos das contas, a fim de se obter uma visualização do desenvolvimento do negócio.

Essa projeção pode ser apurada por período, com base nas transações de rotina, bem como a partir de outras informações: capacidade de produção, análise de mercado, sazonalidade etc.

Um dos critérios fundamentais na hora de fazer uma projeção financeira é que dados que vão dar corpo à projeção devem ser baseados em números factíveis, pois um aumento qualquer em um relatório pode alterar drasticamente o rumo de investimentos, simbolizando perdas e falta de competitividade.

Portanto, seja fiel à realidade acerca da situação do empreendimento na hora de registrar as informações.

Como fazê-la?

Há 3 formas de projetar a situação financeira da empresa: a curto, médio e longo prazo. A diferença entre a utilização de um prazo e outro está no atendimento do objetivo em específico.

Além disso, as projeções variam no detalhamento e precisão, de acordo com o período de tempo estipulado. Vamos às características de cada uma delas!

A curto prazo

Na projeção a curto prazo é usual basear-se num mês para ter a projeção dos próximos 12. Por ter um período de tempo reduzido como base, a projeção deve ser muito detalhada e revisada.

Recomenda-se que em todos os meses uma revisão seja feita para garantir que um erro de sequência não resulte em danos financeiros. Os objetivos da projeção financeira a curto prazo podem ser:

  • organização dos recursos para fins de distribuição (o que investir e onde);

  • gerenciamento do fluxo de caixa (levantamento das possíveis transações fixas por período);

  • possibilidade de negociações;

  • prestação de contas para sócios, acionistas, colaboradores, entidades e sociedade;

  • monitoramento de resultados a fim de ajustes no plano de ação.

A médio prazo

A projeção a médio prazo baseia-se nas informações mensais para prever um período de 3 anos. Sendo assim, ela se torna mais arriscada em relação à projeção de curto prazo. Geralmente o levantamento dessa previsão sugere o crescimento da organização no período futuro.

A estimativa é importante para o planejamento. Essa medida é muito implantada em empresas que estão iniciando os trabalhos, como startups e outras que ainda não atingiram o ponto de equilíbrio, por exemplo.

Por prever um período maior, erros podem custar ainda mais caro nesse caso. Por isso, quanto mais consistentes as informações forem, melhor. Procure por dados quantitativos.

É recomendado que se revise essa projeção de 6 em 6 meses. Além da verificação semestral, é essencial que, caso haja mudanças ou alterações no modelo de negócios, a projeção seja repassada, atendendo aos dados do novo cenário. Entre os principais objetivos da realização da projeção a médio prazo estão:

  • validação do modelo e plano de negócios;

  • cálculo da necessidade de capital;

  • demonstração da experiência e expertise da equipe;

  • criação de plano de carreira, remunerações variáveis etc;

  • apurar o as razões em relação ao crescimento da empresa.

A longo prazo

Essa projeção é a que compreende mais tempo: usa-se uma base anual para prever os 5 anos seguintes. Embora pareça um tanto quanto complicada, a intenção da projeção financeira a longo prazo é, justamente, compreender o quanto o empreendimento pode crescer considerando a situação do mercado.

Como o tempo pode mudar muitos fatores, o detalhamento não deve ser uma preocupação nessa projeção, já que as chances de acerto são minimizadas. A ideia aqui é ter uma noção, desenhando as formas possíveis.

Nesse caso, as revisões podem acontecer de um em um ano. Se houver captação de investimento ou aparecer uma grande oportunidade, ela também deve ser repassada e atualizada.

Os objetivos mais comuns desse exercício são:

  • levantar possíveis cenários, orientando a tomada de decisão;

  • planejamento e revisão da estratégia;

  • cálculo do valuation da organização;

  • mostra do potencial de crescimento do negócio.

O que pode ser um diferencial na gestão financeira?

O gestor que lida com o planejamento financeiro da empresa precisa ter pleno domínio de metodologias e ferramentas úteis para a área. Obter especialização em gestão financeira é muito mais do que ser capaz de fazer cálculos.

O administrador precisa ter uma visão estratégica para poder aplicar os recursos de forma eficiente, medindo os resultados a fim de sempre aprimorar o setor.

A visão da gestão financeira acerca das projeções faz toda a diferença: é preciso ser sistemático, integrando as finanças e a estratégia em busca de resultados positivos e aproveitamento das melhores oportunidades. As competências de quem gerencia a economia da empresa devem ser desenvolvidas e direcionadas ao sucesso.

Além de ser analítico e possuir um perfil moderno de gestão — apto a adaptar e movimentar a empresa de acordo com o ritmo do mercado —, quem cuida das finanças do empreendimento deve se preocupar em possuir instrumentação para momentos de crise e iniciativa inovadora para períodos de estabilidade.

É possível destacar qual opção melhor atende à demanda do negócio, praticando-a e direcionando as ações dentro de passos planejados.

A projeção financeira é uma ferramenta que pode auxiliar em diversos pontos dentro do gerenciamento da posição econômica da empresa. Antes de qualquer coisa, é preciso levantar a real situação da organização a fim de estabelecer pontos de partida e planos de melhoria e desenvolvimento.

E na sua empresa, como são projetados os cenários futuros? Quais bases e ferramentas são usadas? Elas trazem os resultados esperados? Comente este post e compartilhe conosco a sua experiência!

 

Metas profissionais: saiba como definir as suas de forma eficiente

Há algum tempo, um artigo circulou na internet tentando explicar por que a geração millenial pode se sentir frustrada com a própria vida profissional. E parte da resposta que o autor apresentava era que os jovens dessa geração tinham criado para si mesmos expectativas de sucesso irrealizáveis, o que causava uma frustração quando a realidade não era compatível com o esperado.

Certamente existe muito o que se questionar sobre os argumentos desse artigo, que traz uma série de estereótipos sobre os millenials. No entanto, em alguma coisa o autor acertou: a maneira como as metas profissionais são definidas tem forte impacto na sua capacidade de atingir o sucesso ou não — e, portanto, também no seu nível de realização profissional.

Neste post, você vai descobrir como definir e cumprir metas profissionais com eficiência. Confira as dicas!

1. Defina metas realistas

Definir metas realistas é importante. Isso significa que você deve dar um passo atrás e avaliar o cenário geral, em vez de estabelecer suas metas baseado apenas nos seus sonhos e desejos pessoais.

Você quer ser promovido a gestor antes dos 30 anos? É uma meta ambiciosa, mas isso não é um problema; a dose certa de ambição é um tempero poderoso para a carreira. Porém, faça algumas perguntas a si mesmo:

  • será que o setor em que você trabalha realmente está promovendo, ou freou o investimento em pessoal por causa da crise econômica?

  • você trabalha em uma empresa que tem uma política aberta em relação aos cargos de gestão, ou esses são cargos aos quais só algumas pessoas podem ter acesso?

  • e quanto a você: será que esse é um tempo razoável para desenvolver as habilidades de liderança necessárias para ser um bom gestor, ou você está pensando apenas no status do cargo?

Se você não levar em conta o cenário geral, pode definir metas profissionais que, na prática, são irrealizáveis. E o resultado não poderia ser outro, além de frustração.

2. Trabalhe com metas de curto, médio e longo prazo

Alguns objetivos podem ser atingidos rapidamente, enquanto outros exigem que você se prepare durante mais tempo — por meio de formação, aquisição de experiência, criação de uma rede de contatos sólida, ou mesmo preparando-se financeiramente. Assim, quando estiver criando suas metas profissionais, considere também o prazo que será necessário para atingir cada uma delas.

Uma boa dica é ser específico em relação a esse prazo, pois, dessa forma, você cria um senso de urgência e responsabilidade em relação a si mesmo. Então, em vez de dizer “algum dia eu vou abrir meu próprio negócio”, pense em termos de uma data: “eu vou abrir meu próprio negócio no segundo semestre de 2020”.

No entanto, para que você não fique com a sensação de que não está progredindo, tome o cuidado de definir metas para o curto prazo também. Nesse caso, devem ser objetivos mais diretos, sobre os quais você tem total controle, como fazer uma pós-graduação ou um curso de inglês.

Por fim, pense em objetivos de curto prazo que colaborem para alcançar os objetivos de longo prazo.

3. Saiba estabelecer prioridades

Um sério problema na definição de metas profissionais é aquele desejo de abraçar tudo. Infelizmente, tempo é um recurso limitado, portanto, você precisa escolher em quais atividades vai focar sua atenção. A prioridade deve ser para aquelas que trazem maior benefício para sua carreira.

Infelizmente, isso inclui também as escolhas que você faz para sua vida pessoal. Por exemplo, se você tem vontade de aprender a tocar piano, mas precisa fazer uma pós-graduação para conquistar sua vaga de emprego dos sonhos, um dos dois vai ter que esperar. Então, a prioridade precisa ser da atividade que vai trazer maior benefício para sua vida como um todo — e você provavelmente vai concordar que é a sua carreira. O piano, você pode aprender depois.

4. Avalie suas habilidades e competências

Toda meta profissional exige um conjunto de habilidades e competências, sem as quais você não poderá atingir seu objetivo. Então, você precisa sair do ponto A, onde está agora, e chegar até um ponto B, no qual você domina essas habilidades e competências. Para fazer isso, é claro, você precisa saber qual é esse ponto A.

Em outras palavras, precisa saber qual é o seu grau atual de domínio em relação às características necessárias para concretizar sua meta. Para isso, você pode fazer uma autoavaliação crítica; apoiar-se no feedback de seus colegas e seu gestor; ou, até mesmo, fazer um teste para revelar seu grau de desenvolvimento em uma área específica.

5. Crie um mapa

Você já percebeu quantas pessoas querem escrever um livro, mas nunca o fazem? É que escrever um livro é uma meta grande, assustadora, que parece impossível de realizar.

Porém, se essas pessoas transformassem essa meta em uma série de passos bem mais simples, como escrever apenas um parágrafo por dia, ela de repente pareceria realizável. E, mesmo que levasse um pouco mais de tempo, a chance de concretizar esse sonho seria mais alta.

A moral da história é simples. Tenha em mente que, quanto mais você conseguir destrinchar seu grande objetivo, melhor.

Metas profissionais maiores são, na verdade, a combinação de muitas realizações menores. Portanto, para alcançá-las, você precisa identificar cada pequeno passo que será necessário para chegar ao destino final. Esse é o seu mapa para o sucesso.

6. Equilibre persistência e flexibilidade

Ninguém gosta de se sentir um desistente, aquele tipo de pessoa que, ao primeiro sinal de dificuldade, desiste das próprias metas profissionais. E nós certamente não vamos defender esse tipo de postura aqui. Entretanto, se você realmente quer alcançar o verdadeiro sucesso, é preciso saber demonstrar alguma flexibilidade.

Ao longo da carreira, a sua percepção sobre o que é importante e necessário vai mudar. Os seus objetivos, também. Por isso, não adianta ficar se agarrando a metas por mera teimosia (ou por medo da mudança).

A dica é que você dedique algum tempo, de maneira constante, a refletir sobre as suas metas. Elas continuam sendo relevantes? Elas ainda representam quem você é, e quem quer ser? Se, em qualquer momento, a resposta for não, tudo bem. Crie novas metas para si mesmo. Você pode mudar.

Agora, queremos ouvir você. Quais são as suas metas profissionais? Qual é a sua estratégia para atingi-las? Compartilhe suas dicas com a Fundação Dom Cabral e nossos leitores, deixando um comentário logo abaixo.

 

Lei do Bem: tudo o que você precisa saber sobre a lei que libera incentivos fiscais para empresas de inovação

Promulgada no ano de 2005, a Lei do Bem é inspirada em legislações similares às existentes em países desenvolvidos. Desde sua implantação, vem diminuindo os custos de pesquisa e desenvolvimento e contribuiu para que o ambiente de inovação se tornasse mais diversificado e receptivo.

Você entende a importância de investir em programas para inovação empresarial? Quer entender como o estudo para o desenvolvimento movimenta o mercado e expande a capacidade de produzir?

Então saiba que as pesquisas são responsáveis por promover profundas mudanças estruturais na forma de produzir bens e serviços, analisando a fundo os antecedentes e a atualidade, com o objetivo de estruturar melhores formas para desenvolver o produto final e otimizar a maneira de fazê-lo.

A fim de sanar a falta de conhecimentos sobre a iniciativa tão positiva, produzimos este post, explicando como funciona, o que é preciso para participar, quanto que os benefícios oferecidos à empresa valem em dinheiro e outras informações fundamentais para o seu sucesso.

Quer entender mais sobre como a Lei do Bem também se aplica ao dia a dia de empresas que realizam pesquisas de desenvolvimento e inovação? Fique conosco e descubra os incríveis benefícios que esta lei proporciona! Vamos lá?

O que é a Lei do Bem?

As empresas buscam cada vez mais meios de aumentar sua produtividade e sua competitividade usando soluções e estratégias planejadas para aprimorar o processo. Grande parte dessas estratégias está voltada a reduzir custos empresariais e otimizar as etapas de produção, de maneira a melhorá-las.

Porém, o que muitas organizações não sabem é que o governo federal, desde o ano de 2006, proporciona alguns incentivos fiscais setoriais para minimizar a carga de tributos destinados a empresas que investem em inovação. Um desses incentivos é para a área de pesquisa e desenvolvimento, ou seja, aquelas que promovem melhoria de processos ou implementação de novos produtos a partir de estudos sobre o mercado histórico e a atual forma de produzir da empresa.

Conhecida como Lei do Bem, a Lei 11.196/05 promove incentivos fiscais para empresas realizarem pesquisas e desenvolverem inovações tecnológicas.

Mas não se engane com a palavra incentivo: embora pareça que o valor seja uma pequena redução, a realidade é outra: os descontos oferecidos diretamente sobre o Imposto de Renda podem chegar a 60% dos gastos com a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

Tratando-se de números menores, para melhor compreender a grandiosidade das isenções fiscais, a cada R$ 100 reais gastos em pesquisa, R$20,40 são reduzidos do imposto a ser pago.

O desenvolvimento dos países está diretamente atrelado ao campo de pesquisa e ao suporte financeiro realizado na área. Por isso, pensando em incentivar tais atividades, o governo federal planejou uma iniciativa legal a fim de aumentar os investimentos da iniciativa privada na área.

Vale ressaltar que é comum associar a Lei do Bem a empresas de tecnologia. No entanto, a legislação enquadra todas as empresas de produtos e serviços — assim, instituições que promovem um novo modelo de negócio para o seu segmento também estão inclusas.

Atualmente, são poucas as organizações que fazem utilização da Lei do Bem para obter tamanha vantagem. A má divulgação e a dificuldade de entender como comprovar a pesquisa afasta as instituições com potencial.

Nesse contexto, como saber quais empresas estão inseridas nos conceitos de Lei do Bem e podem adquirir o benefício? Nós explicamos no próximo tópico!

O que é inovação tecnológica, de acordo com a Lei do Bem?

Nos moldes da Lei do Bem, estipula-se que a inovação tecnológica deve conceber um novo meio de produção ou um novo produto e agregar novas funcionalidades que gerem um ganho efetivo para ele.

De acordo com o método de Frascatti, utilizado mundialmente, e a legislação, são consideradas pesquisas de inovação tecnológica as atividades estabelecidas na lista a seguir:

  • pesquisa básica dirigida: trabalhos feitos para compreender novos fenômenos, a fim de desenvolver ou aprimorar processos, produtos ou sistemas;

  • pesquisa aplicada: estudos com a finalidade de adquirir novos conhecimentos para evoluir e aprimorar produtos, sistemas e processos;

  • serviços de apoio técnicos: suporte para instalação e manutenção de instalações e equipamentos utilizados unicamente para desenvolvimento da pesquisa e capacitação dos recursos humanos a eles dedicados.

  • tecnologia industrial básica: atividades como aferir calibres das máquinas e dos equipamentos, confecção de ferramentas de medidas específicas, certificações de qualidade etc.

Entendeu quais tipos de pesquisa são incentivadas pela Lei do Bem? Ótimo! Há outros fatores que também são importantes e obrigatórios para a organização poder receber o benefício do governo. Conheça mais abaixo!

Quais empresas podem receber os incentivos da Lei do Bem?

É preciso se enquadrar nos requisitos estipulados em legislação para poder desfrutar dos benefícios da Lei do Bem. Além do mais, é necessário estar em ordem com algumas obrigações fiscais. Saiba mais abaixo:

Exercer atividades de pesquisa beneficiadas

Para obter os descontos, a empresa deve investir em atividades de pesquisa e desenvolvimento que estejam dentro das citadas anteriormente, segundo a metodologia de Frascatti. O dinheiro aplicado para tal precisa ser comprovado utilizando controles contábeis.

Comprovar regularidade fiscal da pessoa jurídica

A companhia que receber os incentivos precisa apresentar certidão negativa de débito ou certidão positiva com efeito de negativa. Esses documentos precisam conter validade de 2 períodos de 6 meses, referentes ao ano em que se fará o uso do benefício.

Ser tributada segundo lucro real

A maior parte dos benefícios se aplica unicamente às organizações que sejam tributadas pelo lucro real. Aquelas que optarem pelo lucro presumido ou Simples Nacional podem receber o incentivo apenas de redução de IPI, além da redução da alíquota do IRRF.

Entendeu quem pode receber os benefícios da Lei do Bem? Quer saber quais são os incentivos fiscais oferecidos às empresas? Preparamos uma lista com todos eles para você entender como ela realmente promove benefícios monetários aos empreendimentos. Conheça a seguir!

Quais projetos se enquadram na Lei do Bem?

O conceito que define quais projetos se enquadram é bastante amplo e difícil de interpretar, não deixando claro a definição de quem pode receber os benefícios. Afinal, quais critérios precisam ser cumpridos pela pesquisa a fim de que seja um estudo para o desenvolvimento e a inovação?

De modo mais geral, as atividades que podem receber o benefício são estudos que visam à evolução de processos, cooperação entre empresas e universidades, inventores independentes, contratação de pesquisadores, abertura de patentes, aquisição de maquinário e equipamentos que promovam no processo de inovação, ou, ainda, atividades para desenvolver equipamentos que sejam evoluções significativas sobre os que já existem.

Quais são as isenções fiscais oferecidas pela Lei do Bem?

Já explicamos que a Lei do Bem oferece incentivos fiscais, mas, afinal, quais são? É o que vamos esclarecer neste tópico.

Basicamente, a empresa que for beneficiada pela legislação pode abater até 80% dos seus gastos com a pesquisa e o desenvolvimento de inovação tecnológicos diretamente do IRPJ e CSLL.

Confira os demais descontos que sua organização pode obter com a Lei do Bem:

  • 60% dos dispêndios;

  • redução de 50% no IPI dos equipamentos, aparelhagem e instrumentos novos, comprados com destino à atividade de pesquisa de desenvolvimento tecnológico;

  • alíquota do IRRF reduzida a 0 nas remessas destinadas ao exterior para o processo de manutenção de marcas, de patentes e cultivares;

  • isenção de até 100% do valor do lucro real e da base CSLL das despesas com as atividades de inovação — o valor corresponde a até 34% das atividades operacionais relacionadas;

  • supressão de até 250% do lucro real e da base CSLL dos dispêndios com serviços de ICT (Inteligência Competitiva Tecnológica).

Os tipos de gastos mais comuns durante uma pesquisa de desenvolvimento são com os salários dos profissionais doutores, mestres, graduados e técnicos de nível médio contratados para a realização do estudo e despesas com maquinários e prototipagem.

É válido lembrar que esses descontos apenas se aplicam a empresas que apuram o seu Imposto de Renda de pessoa jurídica de acordo com o regime do Lucro Real.

Descobriu quais são os benefícios oferecidos pela Lei do Bem? Vamos otimizar o entendimento mostrando como isso se aplica na prática! Confira a exemplificação do cálculo no próximo tópico:

Qual a economia tributária na prática?

Para entender qual o valor real que os descontos oferecem na prática, vamos usar como exemplo uma empresa fictícia, a fim de estabelecer um parâmetro. Suponhamos que a empresa A.B LTDA está investindo em um grande estudo para o aprimoramento de uma ferramenta. Para isso, contaram com os benefícios da Lei do Bem para sua pesquisa. Assim, podemos calcular:

  • o lucro da empresa A.B LTDA é de R$ 1.500.000;

  • seus gastos com a pesquisa são referentes a despesas com salários e encargos de profissionais contratados, totalizando R$ 150.000;

  • logo, o IPFJ e o CSLL sobre a base do lucro real é de 34%, correspondendo a R$ 510.000;

  • assim, o lucro depois do desconto é de R$ 990.000.

Agora, aplicando os descontos da Lei do Bem:

  • desconto de 60% do valor dos dispêndios na base do lucro: R$ 1.500.000 – 90.000= R$1.410.000;

  • cálculo do IPFJ e CSLL sobre a base do lucro real com desconto: R$ 1.410.000 X 0,34% = R$ 479.000

  • o lucro após o desconto subiu para R$ 1.120.600;

  • logo, houve uma economia de R$130.600.

Com o cálculo, fica simples entender a vantagem das isenções fiscais. Conforme os gastos com as pesquisas sobem, os descontos aumentam proporcionalmente. Constatamos neste tópico a relevância que a lei tem para o financeiro de empresas que promovem pesquisas de desenvolvimento.

Para adquirir benefícios incríveis como o demonstrado neste item, a empresa deve comprovar as informações para que seja verificado que realmente promove uma atividade de pesquisa e desenvolvimento. Vamos entender mais sobre isso a seguir!

Como comprovar as informações?

São poucos os beneficiados pela Lei do Bem, tanto por falta de divulgação ampla do programa, passando pela extensa burocracia para comprovar as informações, quanto por falta da prática das atividades estabelecidas. Para isso, existe a documentação pertinente que precisa ser confirmada.

Não é necessário executar requisições para se utilizar da Lei do Bem, ou seja, basta prestar contas no ano subsequente. No entanto, caso não haja o formulário que comprove os reais investimentos feitos, haverá a perda de todos os benefícios obtidos. Além disso, a empresa precisará pagar multas ao governo federal.

Basicamente, em caso de não comprovação por parte da empresa que foi beneficiada, além de devolver o dinheiro, como já foi citado, será obrigatório recolher os impostos que não foram pagos acrescidos de juros de mora ou de ofício conforme previsto em legislação tributária.

Atualmente, uma das principais dificuldades para a aquisição do benefício é a comprovação de que empresa realiza atividade de pesquisa e desenvolvimento ao órgão MDCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), que normalmente questiona a fundo o mérito dos projetos.

Também há o fato de que algumas empresas não fazem os controles adequados dos documentos para garantir que as despesas com projeto inovador possam ser rastreadas e comprovadas.

Para empresas que se beneficiaram da Lei do Bem a documentação comprobatória para justificar a utilização dos incentivos precisa ser mantida para consulta por um prazo de 5 anos para prescrição.

Ou seja, é imprescindível possuir processos claros e objetivos, a fim de delinear as informações corretamente para o Fisco. Isso é possível se utilizando de planejamento estratégico e controle das atividades por meio de uma ferramenta de gestão integrada.

Outro ponto que será consultado durante a comprovação junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia é o anexo de uma descrição do projeto, contendo o detalhamento de quais são as ideias e os objetivos, além de informações sobre qual a métrica dos ganhos, fluxo de antes e depois e um relatório sobre quais foram os resultados e ganhos em competitividade.

Como comprovar os gastos com pesquisadores?

Fazer o controle de horas consumidas nos projetos pelos funcionários e pesquisadores é a maneira de garantir os benefícios da Lei do Bem para a empresa. Realizar o cálculo exato da quantidade de funcionários e quantas horas cada um foi alocado significa maior ganho em reais para o caixa.

Infelizmente, grande parte das organizações não utiliza o sistema de registro nessas horas. Por isso, acabam sofrendo desvantagem em situações como essa. No entanto, a importância de levar essa tarefa a sério é que o financeiro do projeto é diretamente afetado.

Assim, para suprir as exigências feitas pela Lei do Bem, há a necessidade de gerar dados suficientes que comprovem e prestem contas ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Dessa forma, há maior segurança quanto ao recebimento do benefício.

O Fisco exige um sistema com controle de horas, que precisa gerar as seguintes informações em sistema de relatório, separados de registro a registro:

  • nome do colaborador e CPF;

  • data na qual está dentro da empresa;

  • número de horas trabalhadas;

  • atividades desempenhadas;

  • projeto.

Em caso dos colaboradores que dedicam apenas uma parcela do seu tempo aos projetos de inovação, também é requisitado pela Receita Federal que haja um contrato explicitando que ele realiza atividade de pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológicos.

Embora a indústria tradicional não esteja engajada em participar do programa, é de extrema importância para o setor. Outro segmento que pode obter ótimos resultados com a Lei do Bem são as startups, confira o motivo a seguir!

Como as startups podem se beneficiar com a Lei do Bem?

A Lei do Bem é uma maneira interessante de startups adquirirem recursos financeiros para poder executar seus próprios projetos. Porém, há uma barreira para a aquisição do benefício.

Geralmente, as startups não utilizam lucro real. Porém, é possível contornar tal situação: caso não se encontre no regime tributário por não ser lucrativa, existe a possibilidade de participar do sistema sendo parceira de alguma outra empresa que se enquadre nos requisitos da Lei.

Assim, a empresa recebe da contratante pelos serviços prestados enquanto a empresa maior, detentora de lucro real, obtém grandes benefícios com as deduções fiscais, que podem chegar a valores altíssimos. Desse modo, ambas saem ganhando com a Lei do Bem!

Como funciona a falta de aproveitamento dos recursos da Lei do Bem?

Embora a Lei do Bem, considerada o principal mecanismo para incentivar a Inovação, esteja completando quase 15 anos, atualmente menos de 1% das empresas no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a utilizam.

Levando em conta a aprovação de 991 dos 1.206 projetos apresentados, fica claro que a maior causa da pouca quantidade de organizações recebendo os benefícios é a falta de procura.

Tendo em mente os valores altíssimos de isenção que a lei oferece, já comprovados neste artigo, o aproveitamento por parte dos empresários nacionais não deveria ser desperdiçado, como vem acontecendo.

Muitas são as causas apontadas como culpadas pela baixa procura por parte das organizações. Mas as apostas mais fortes dos especialistas no assunto são as dificuldades de entender a lei ou não ter conhecimento sobre sua existência.

Quais são os benefícios trazidos pela Lei do Bem para a empresa?

São muitas as vantagens que a organização agrega ao se utilizar da Lei do Bem. Há mudanças significativas tanto em termos financeiros, com a redução dos gastos, quanto na otimização dos projetos e produtos da organização. Confira!

Aumento da competitividade de mercado

Investir em melhorar produtos e serviços, a fim de inovar, propicia um diferencial para empresa, que se destaca no mercado em relação a seus concorrentes. Investir em pesquisa de desenvolvimento é um divisor de águas na consolidação do empreendimento.

Redução de custos

Os incentivos da Lei do Bem são com certeza grandes auxílios para os cofres das organizações que investem em pesquisa e desenvolvimento. Com eles há ganhos significativos na receita e, dependendo da quantidade de dinheiro gasto nas pesquisas, isso pode significar milhões de reais ao ano.

Possibilidade de reinvestir os valores deduzidos

É possível reinvestir o dinheiro recuperado para gerar ainda mais evolução e desenvolvimento para a organização. Desse modo, seu negócio vai despontar como líder do mercado e detentor dos conhecimentos sobre meios de produção.

O ciclo de renovação dos processos fica aquecido, mantendo a empresa como especialista absoluta a ser seguida pelas marcas menores.

Melhoria contínua dos produtos, serviços e processos

Conforme você estuda, analisa e propõe medidas para o desenvolvimento de processos, a companhia adquire capacidade de melhorar continuamente, sempre substituindo tecnologias obsoletas para aumentar constantemente o padrão e sair à frente das outras empresas.

Essas vantagens deixam claro a importância que a Lei do Bem possui para promover desenvolvimento dentro da organização. Assim, mudanças e evoluções significativas podem acontecer.

Pesquisa de desenvolvimento alavancam o mercado, gerando melhorias e aprimorando as formas convencionais de produção. Aqueles que investem tempo e dinheiro para analisar seus processos ganham destaque no mercado e se estabelecem como referência para a concorrência — o famoso benchmarking.

As pesquisas são itens fundamentais para que a indústria do país atinja a excelência, adquirindo potencial para desenvolver tecnologias únicas, que serão utilizadas por todo mundo.

Isso é evidente ao analisarmos países desenvolvidos e com grande quantidade de tecnologia, como os Estados Unidos e o Japão, que possuem estratégias para incentivar e dar suporte à produção de pesquisas de aprimoramento.

No Brasil, contudo, apenas poucas empresas conhecem as maneiras de obter suporte para realização de novos projetos de pesquisa. A Lei do Bem hoje contempla uma mínima parcela de projetos no mercado.

Porém, o fato de haver uma Lei como essa estabelece o início do fortalecimento da produção de pesquisas para inovação no país. Assim, a longo prazo a indústria poderá revolucionar as produções e, com isso, as pesquisas se tornarão grandes motores, aumentando a competitividade de mercado.

Desse modo, percebemos que programas como a Lei do Bem são cruciais para que nossas empresas possam se desenvolver. Com estratégias do tipo, o conhecimento não fica estagnado e se torna uma valiosa ferramenta para o progresso.

Concluímos que a Lei do Bem cumpre um grande papel na produção de inovação para o país. Ainda que no momento haja baixa procura pelos benefícios, a significância das ações para desenvolver a produção nacional é um grande feito.

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