O que preciso fazer para ser um profissional de sucesso?

Especialmente no início da carreira, costumamos nos espelhar naqueles profissionais que conseguiram chegar aonde queriam e, por isso, são reconhecidos pelo mercado, mencionados como exemplos a serem seguidos. Mas para passar da admiração a efetivamente seguir seus passos, conquistando o mesmo reconhecimento, é preciso subir muitos degraus. Diante disso, a pergunta que mais ronda as nossas cabeças é: como ser um profissional de sucesso?

É claro que cada pessoa age de determinada maneira para atingir seus objetivos, mas existem algumas dicas fundamentais que qualquer um pode seguir. Não sabe por onde começar? Então confira agora mesmo as nossas dicas!

Traga a solução e não o problema

As empresas estão cheias de colaboradores que apontam erros e reclamam, só esperando que alguém tome uma atitude. Mas que tal ser você essa pessoa de atitude? Ao perceber que algo está errado ou que poderia ser melhorado, crie um projeto e apresente aos seus superiores, sem compromisso, apenas para mostrar que você está atento ao ambiente de trabalho e preocupado em aprimorá-lo.

Quando participar de reuniões, prepare-se com antecedência, conferindo o que está na pauta do encontro e listando alguns pontos que gostaria de discutir. Nesse momento prévio, vá em busca de referências e dados para embasar sua argumentação. E não se esqueça que o segredo está em contribuir de forma leve, apenas expondo seu ponto de vista e lançando novas ideias, sem atacar os colegas.

Mantenha o foco em resultados

Já reparou como faz um bom tempo que as empresas deixaram de querer profissionais que apenas repetem o que lhes foi ensinado? As organizações modernas querem fortalecer o capital intelectual do negócio. Pensando nisso, o ideal é se manter focado na geração de resultados.

Estabeleça metas pessoais para desempenhar um bom trabalho, avalie constantemente sua performance e busque maneiras de melhorar cada vez mais. É importante também não negligenciar o que a empresa busca a longo prazo, especialmente, se a sua ideia de sucesso é ser promovido.

Profissionais que fazem apenas aquilo que lhes é designado dificilmente se destacam. São os chamados executores de tarefas, que em um mercado dominado pela tecnologia, podem ser substituídos por ferramentas de automação bem mais eficientes e menos custosas. Se você tem observado esse comportamento em si mesmo, chegou a hora de deixar de lado esse perfil e ir além, não acha?

Desenvolva bons relacionamentos

Pode reparar: todo profissional de sucesso tem bons relacionamentos e um networking bem estabelecido, é admirado por todos e procurado sempre que surge uma oportunidade de contribuição — afinal, sua opinião é extremamente relevante para os colegas, mesmo que ele não exerça um cargo de liderança.

O detalhe é que ser essa pessoa nem sempre é fácil, viu? Procure pensar da seguinte maneira: para estabelecer bons relacionamentos, não é necessário gostar de todos ou ser presença frequente nos happy hours. Só é preciso respeitar as pessoas como profissionais e colegas de trabalho.

Fofocas, intrigas e bajulação enfraquecem essa conquista. Então nada de achar que é preciso fazer verdadeiros malabarismos sociais para subir esse degrau, ok? Simplesmente agindo com cordialidade e imparcialidade e se dispondo a ajudar sem receber nada em troca já fica bem mais fácil manter um excelente relacionamento interpessoal no trabalho, mesmo que no âmbito particular você pense completamente ao contrário.

Tenha uma excelente comunicação

Para ser um profissional de sucesso, você também deve conseguir apresentar suas ideias de forma clara, concisa e objetiva. Lembre-se: a credibilidade que as pessoas conferem a você tem tudo a ver com a segurança com que você apresenta suas argumentações e expõe quaisquer fatos.

Assim, se você sente qualquer tipo de dificuldade nesse campo, procure se aprimorar com cursos de oratória, apresentação em público ou até mesmo teatro, ajudando a reduzir sua inibição diante de grandes plateias.

E não se esqueça também da comunicação escrita, fundamental para reafirmar suas competências. Evite erros gramaticais, preze sempre pela norma culta da língua e, antes de apresentar qualquer documento por escrito, analise a quem esse documento se destina. E isso vale também para as suas redes sociais, espaços em que qualquer palavra mal colocada pode gerar má interpretação e comprometer a sua imagem.

Lembre-se que cada pessoa e cada profissional recebe e percebe uma mensagem de uma forma única. E para ser claramente compreendido, você tem que desenvolver a sua capacidade de se comunicar com clareza.

Busque apoio na resiliência

Resiliência nada mais é que a capacidade de passar por situações adversas e voltar rapidamente ao estado normal, sem ser afetado por acontecimentos estressantes. Se você está em uma reunião e um colega se exalta, por exemplo, nada de bater boca e perder a razão. Nesse caso, mantenha a tranquilidade, pedindo para que os ânimos se acalmem e, se necessário, postergando a reunião.

Por mais complexo que seja o desafio apresentado, uma verdade é universal: um profissional de sucesso é aquele que sabe usar a inteligência emocional a seu favor, jamais levando as questões do trabalho para o lado pessoal.

Procure se qualificar permanentemente

Todas as características que acabamos de citar são conquistadas ao longo do tempo, por meio de uma atitude proativa em relação à sua própria carreira. Então nada de esperar que a empresa se encarregue de todos os cursos e capacitações de que você necessita. Vá em busca dos seus sonhos e se prepare para ser um profissional de sucesso!

Se você já é formado, procure uma pós-graduação que o ajude a fortalecer seu currículo e traga novos aprendizados, que possam ser aplicados a seu trabalho. Aproveite o networking das Especializações para travar relacionamentos relevantes no seu segmento de atuação.

Só não se esqueça de também buscar aprimoramentos comportamentais, sejam voltados à liderança, à negociação, à gestão de riscos ou de pessoas. Já ouviu dizer que a contratação é pelas competências, mas a demissão pode ser pelo comportamento? As empresas estão invertendo o jogo ao preferirem lideranças com bom comportamento, uma vez que as competências técnicas podem ser perfeitamente aprendidas ao longo da carreira.

Se por acaso ainda estiver em dúvida sobre qual carreira seguir, busque sessões de coaching para direcionar seus objetivos e conquistá-los mais rapidamente. E, claro, não deixe de aprender novos idiomas! Afinal de contas, as empresas estão mais globalizadas a cada dia que passa, demandando profissionais que possam se relacionar com outras culturas sem entraves.

Seja um diferencial no mercado

É comum durante a graduação ou outro tipo de formação ouvir recomendações de outros profissionais no mercado sobre como ser um profissional de sucesso. Uma das mais comuns é “busque diferencial”. Há alguns anos esse diferencial costumava ser uma graduação na área, mas hoje essa realidade não é mais a mesma.

A realidade é que o mercado está saturado. A cada ano milhares de estudantes se formam em uma graduação e o que era considerado ingresso de entrada para o mercado de trabalho passou a ser requisito básico. Para se destacar, os profissionais não devem mais buscar apenas um diferencial, eles precisam ser a diferença no mercado.

É justamente por esse motivo, que os empreendedores têm ganhado tanto destaque. Em um mercado ávido por inovação, eles vêm suprindo demandas e criando produtos que mudam a vida das pessoas para melhor. Hoje, o profissional precisa investir em si mesmo por completo e oferecer algo que vai além do que cabe no currículo: com as capacitações que citamos no tópico anterior, mas também buscando qualificação fora da sala de aula.

Pensar sempre adiante, viajar e conhecer novas culturas, conversar com pessoas com opiniões diferentes da sua, cultivar uma visão empreendedora, pesquisar tendências, analisar o que anda acontecendo no mundo, sair da zona de conforto e estudar assuntos fora da sua área de atuação são alguns caminhos para expandir a sua mente (e o seu potencial criativo!) e ser a diferença que o mercado tanto precisa.

Invista em marketing pessoal

Nos processos seletivos, nem sempre o candidato favorito das empresas será aquele com a melhor formação ou com a maior experiência no mercado. As organizações têm procurado mesmo pessoas capazes de fazer a diferença e crescer naquele ambiente profissional como futuros líderes.

Diante desse cenário, profissionais que estão dando os primeiros passos no mercado e os que já possuem um currículo de peso têm a mesma missão: mostrar as suas qualidades e potencial de serem bem-sucedidos naquela empresa. Em outras palavras, precisam saber “vender o seu peixe”.

Nem todo mundo possui essa capacidade, naturalmente. Mas a boa notícia é que assim como se comunicar, fazer marketing pessoal é algo que pode ser aprendido. O mercado já oferece diversos programas de coaching e cursos com esse objetivo. As aulas de teatro, por exemplo, são excelentes para quem quer perder a timidez.

Para fazer propaganda de si mesmo também é importante ter autoconhecimento, usar a linguagem adequada para cada ambiente e valorizar a sua própria imagem. Sem perder a naturalidade é claro. Afinal, ninguém deve fingir ser aquilo que não é.

Reconheça seus pontos fracos

Imagine que o seu sonho é ser promovido na empresa em que trabalha. Mas já parou para pensar nas implicações que essa promoção trará e o que é necessário para conquistá-la? Será que você está pronto para lidar com pressões e responsabilidades? Sua expertise pode fazer a diferença nessa função ou ainda não é o suficiente? Você é capaz de estabelecer bons relacionamentos e trabalhar em equipe?

Líderes costumam avaliar profissionais não apenas pelo trabalho que eles fazem no dia a dia, mas também pelo seu potencial de exercer com sucesso as atividades de um cargo melhor. E para isso não basta apenas ser bom no que faz.

Por essa razão, antes de buscar o sucesso tenha a humildade de se autoavaliar, reconhecer seus pontos fracos e pedir ajuda se necessário. Essa atitude não é uma demonstração de fraqueza, e sim, o primeiro passo para buscar mudanças e preparar a si mesmo para conquistar o que você tanto quer.  

Crie um plano de carreira

São tantas oportunidades de carreira que nem sempre analisamos com clareza o que queremos para o futuro e os recursos que temos para alcançar essa meta. O problema é que se você não sabe para onde quer ir, dificilmente, poderá chegar em algum lugar.

Criar um plano de carreira é uma estratégia para ver onde você está neste momento, qual é o seu destino e quais obstáculos encontrará no caminho. Seu passo a passo básico consiste em:

  • listar os seus objetivos profissionais;
  • identificar competências necessárias para alcançá-los;
  • identificar os seus pontos fracos e soluções para corrigi-los;
  • começar a buscar essa qualificação;
  • e não esquecer de acompanhar os resultados.

Geralmente são as empresas que fazem essa projeção para os seus colaboradores, mas você não pode deixar a sua carreira apenas nas mãos delas. Tenha um compromisso consigo mesmo e visualize o que quer para a sua vida. Se você tiver um plano de carreira bem definido terá mais facilidade em fazer escolhas e tomar decisões que lhe conduzam a esse objetivo.

Tenha um propósito

Uma das consequências de criar um plano de carreira é que nessa jornada você pode até mesmo descobrir o que não lhe faz tão feliz. E investir tempo em uma profissão que não traz uma sensação de propósito e de fazer a diferença diminuem as suas chances de sucesso.

Afinal, sem prazer no que faz, dificilmente, você dará o melhor de si. Então, pare sempre para refletir se você anda satisfeito com as suas escolhas ou está apenas cedendo a uma pressão social ou a um estímulo financeiro. A curto prazo um bom salário e um status social podem parecer suficientes, mas com o passar do tempo a falta de realização profissional pode conduzir a problemas graves, como queda de autoestima e depressão. E acredite, fazer o que lhe faz feliz é o maior segredo de como ser um profissional de sucesso.

Evite que o sucesso suba à cabeça

Um profissional de sucesso automaticamente se torna referência no ambiente de trabalho, um modelo a ser seguido. Alcançando esse patamar, só tome cuidado para que tamanha valorização não suba à cabeça, acabando por deixá-lo arrogante. Entenda desde já que ser solicitado, requisitado e elogiado é consequência de um bom trabalho. Foque, portanto, em desempenhar suas funções com primazia.

É preciso ter jogo de cintura para lidar com as situações mais difíceis e contribuir com outros setores sempre que for possível. Use suas habilidades para mostrar novos caminhos e inovar na empresa, sempre mantendo comportamentos éticos e condizentes com o universo organizacional e também fora dele.

Você percebeu que conhecimento e capacitação são importantes dicas de como ser um profissional de sucesso, mas a maior parte do trabalho depende apenas de você mesmo?

Dito isto, não deixe de ler as nossas dicas com regularidade e não tenha medo de colocá-las em práticas! Que tal dar o primeiro passo buscando uma especialização na sua área? Para entender mais sobre o assunto, baixe o nosso e-book com um checklist completo para escolher os melhores cursos para os seus objetivos!

Conheça 7 passos para se diferenciar no mercado de trabalho

Como bem disse o diretor cinematográfico Frank Clark, “se você encontra um caminho livre de obstáculos, ele provavelmente não leva a lugar algum”. Reparou como tal ensinamento se assemelha à guerra que travamos no mercado de trabalho em busca de consolidação na carreira, reconhecimento profissional e remuneração compatível com nossas expectativas?

Tratando justamente do assunto, uma pesquisa da Catho divulgada em 2015 revelou que 54,3% dos profissionais brasileiros acreditam ter uma boa perspectiva de crescimento profissional para os próximos 3 anos. Mas quantos desses entrevistados estão, de fato, mudando suas atitudes para redesenhar seu futuro? Será que todos eles sabem quais são os passos essenciais para conseguirem se diferenciar no mercado? E você, sabe?

Hoje você conhecerá algumas leis do crescimento profissional, atitudes bem comuns (e indispensáveis) aos mais bem-sucedidos executivos do mercado quando eles ainda eram apenas aspirantes ao sucesso. Vamos lá?

Procure por especialização: vá além do lugar-comum

Em primeiro lugar, renuncie à satisfação — afinal, os satisfeitos não se aperfeiçoam em nada. A maioria dos brasileiros encerra seu ciclo de estudos na assinatura do diploma de graduação, um erro brutal que explica por que há tantos bacharéis desempregados, sem conseguir colocação no mercado.

Então anote aí: uma pós-graduação é uma oportunidade de ouro para expandir seu networking com profissionais que já estão no mercado — colegas e professores que, em sua maioria, são executivos de renome. Outro fator importante a considerar é que as ciências mudam ao longo do tempo. Assim, em 10 anos, novas estratégias de gestão são desenvolvidas, a legislação é alterada e métodos de escriturações contábeis são modernizados. Por isso, nada de subestimar a força do tempo.

Por fim (mas não menos essencial), ter um curso de pós-graduação denota que você é um profissional distante das pegadas da acomodação, o que já conta muitos pontos a seu favor em qualquer entrevista de emprego.

Seja proativo: assuma responsabilidades e faça acontecer

Desenvolva a capacidade de tomar decisões, ousar e criar soluções eficazes sem levar problemas à chefia. É primordial ir além do básico, do que simplesmente lhe é mandado. Um profissional proativo é rápido e eficiente, ocupa o tempo livre com a busca insaciável por conhecer o trabalho de outras áreas e outros profissionais, adquirindo uma visão cada vez mais global sobre os processos da empresa.

Acredite: o estrabismo profissional, visão fragmentada de quem se acomodou durante anos e mais anos com as atividades que lhe foram determinadas, é uma das forças motrizes do fracasso na carreira.

Adquira capacidade de gestão: agregue valor aos projetos

Um projeto envolve 3 fatores críticos principais: tempo, prazo e custo. Gerenciar todas essas variáveis e extrair o máximo de uma equipe de multiespecialistas, alcançando o sucesso delineado na fase de planejamento, é tarefa árdua. Mas esse desafio pode ser visto pela alta cúpula como um interessante exercício de gestão em miniatura.

Ser bem-sucedido na gestão de projetos costuma render excelentes novas oportunidades em qualquer empresa. Não tem grande experiência no assunto? Não se preocupe! Uma especialização em gestão certamente o ajudará bastante!

Desenvolva espírito de liderança: conquiste sua equipe

Elogiar em público e criticar em particular, saber comunicar suas ideias ou as ações que devem ser empreendidas, motivar seus colegas de trabalho e convencer pela conquista e não pela imposição autoritária: a verdade é que um líder de fato sequer precisa ocupar um cargo de chefia.

Existem muitas lideranças informais nos departamentos das empresas. E essa ascendência, quando usada para incrementar resultados, superar metas e alcançar os objetivos corporativos, costuma resultar em reconhecimento da direção, com consequente promoção.

Valorize o networking: seja interessante sem ser interesseiro

Já ouviu falar que a vida é a arte do encontro? Pois é no ambiente de trabalho que essa máxima se torna especialmente importante. Já parou para pensar sobre o conceito de networking? Resumindo: é um conjunto de técnicas e atitudes cuja aplicação requer um comportamento de solidariedade e de ajuda recíproca de todos que reconhecem a permanente interdependência das redes de relacionamento. Mas apesar de a importância do networking ser indiscutível, poucos sabem realmente usá-lo.

Uma pesquisa do Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos (IDCE), feita em 2013, revelou que 80% deles reconhecem a estratégia, mas não sabem usá-la de forma eficiente. E um dos erros mais comuns é se preocupar com networking apenas quando necessário. Isso faz com que o profissional se aproxime de outros de forma artificial, o que costuma causar efeitos negativos.

O ideal, na verdade, é que o networking seja usado para construir uma rede de contatos sólida ao longo de anos. Graduação, especialização, empresas anteriores, cursos de aperfeiçoamento ou de idiomas: todos os espaços podem ser úteis para a criação de interações de longo prazo, que abrem portas e ampliam suas possibilidades de crescimento no mercado de trabalho.

Aposte na persistência: some pequenos esforços diários

A dedicação precede o sucesso. Mostrar valor e conquistar a confiança da alta cúpula da empresa exige tempo e paciência, algo que nem todos os profissionais têm. Dessa forma, é preciso persistência não somente para se deixar conhecer, mas também para entender a cultura do negócio, que características são valorizadas e o que fazer para aprimorar suas competências. Lembre-se: o mercado impõe esforços ininterruptos em busca do sucesso.

Imponha-se positivamente: abuse do marketing pessoal

Com raras exceções, é possível afirmar que não há muito lugar para os tímidos no agressivo mundo dos negócios. Em outras palavras: não basta ser um bom profissional, é preciso mostrar que você é o que crê ser.

De nada adianta ser extremamente talentoso e não deixar que sua chefia perceba o quanto você faz diferença no departamento. O marketing pessoal passa por vencer o medo de se pronunciar nas reuniões de trabalho e superar o receio de tomar decisões, tornando-se persuasivo na defesa de suas ideias. É preciso ser audacioso, perdendo o paralisante medo do erro. Todos esses detalhes formam o tênue limiar que divide a estagnação e a ascensão profissional! De que lado você quer estar?

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Saiba como escolher a melhor pós-graduação para sua carreira

Você se formou, conseguiu um bom emprego, conquistou o respeito de colegas e superiores e agora é responsável por supervisionar ou gerenciar uma equipe. Parece que seus passos profissionais finalmente estão dando frutos e você vem alcançando os objetivos traçados, certo?

Para se manter em ascensão, você decide continuar seus estudos, mas na hora de escolher um curso surge aquela dúvida: “qual seria a melhor pós-graduação?”. Seu pensamento está correto: você não deve ficar estagnado no que já conquistou, pois há sempre algo a aprender ou a melhorar.

No cenário competitivo de hoje, investir em qualificação é um requisito básico para alçar grandes voos, independentemente da profissão. Cursar uma pós-graduação de qualidade e alinhada a objetivos claros é o caminho natural para quem deseja aperfeiçoar seus recursos técnicos, gerenciais e ampliar o networking.

Se você chegou até aqui, é porque provavelmente está prestes a tomar essa decisão e quer saber como escolher o curso ideal, para impulsionar sua carreira. Foi justamente com o intuito de dar uma mãozinha nesse processo que resolvemos criar este guia.

Pronto para escolher uma pós-graduação condizente com seus interesse e aspirações? Basta continuar lendo!

1. Entenda seu perfil profissional

Vamos começar com um dos pontos mais influentes na hora da escolha: seu perfil profissional. Se você pretende seguir uma carreira de pesquisador, ser professor e atuar na área acadêmica, o ideal é uma pós-graduação na modalidade stricto sensu — ou seja, um curso de mestrado ou doutorado acadêmico.

Contudo, por mais que essa modalidade encontre reconhecimento no mercado, ela não tem um perfil 100% prático. Isso quer dizer que ela não é voltada para capacitar profissionais para o mercado, mas para fomentar a construção e a produção de um conhecimento bastante especializado.

Assim, se seu desejo é adquirir competências e saberes mais direcionados às atividades do mercado, recebendo uma formação calcada na prática, talvez seja uma boa ideia escolher um curso lato sensu. Nessa modalidade estão os cursos de especialização, MBA executivo e mestrado profissional, voltados para a melhoria da carreira dos participantes.

Vale dizer, no entanto, que há demanda no mercado de trabalho por experts — especialmente em áreas que estão em franco crescimento, como os setores de energia renovável, sustentabilidade e informação.

Muitas empresas valorizam a formação mais longa e aprofundada proporcionada por cursos como o doutorado, pressupondo que a expertise adquirida neles representa uma vantagem, um diferencial. Portanto, tenha foco em seu perfil profissional e também na área em que você atua!

2. Defina aonde você quer chegar

Esta etapa é tão fundamental quanto a anterior e a ordem das suas poderia estar invertida. Tenha em mente que não existe “a melhor pós-graduação”, existe aquela que é ideal para você, por ser mais alinhada aos seus objetivos. Sim, objetivo é a palavra-chave que vai embasar sua decisão.

“Qual é meu objetivo?” ou “o que espero alcançar cursando X ao invés de Y?”. São as perguntas que você deve responder antes de selecionar um curso, pois se o objetivo e a pós-graduação estiverem em dissonância, é provável que haja desperdício de tempo e recursos.

Talvez você esteja considerando uma pós-graduação para adquirir ou aperfeiçoar uma competência técnica e, assim, pleitear um cargo diferente do atual. Talvez você pretenda mudar de área inteiramente e queira entender o novo terreno antes de aterrissar.

Independentemente do que for, esse é seu motivo. É ele que está impulsionando você a buscar algo, então nada mais lógico do que tomá-lo como base na hora de avaliar suas opções.

Seu objetivo é seu motivador, e, como tal, deve pautar toda a sua busca por cursos, instituições e modalidades de ensino. Quando não há um objetivo definido, é impossível mensurar se suas necessidades foram atendidas e se a iniciativa foi bem-sucedida.

3. Identifique suas possibilidades e restrições  

Também é preciso saber se os cursos pretendidos cabem na sua agenda e nas suas finanças. Você conseguirá fazer um curso com aulas todos os dias ou precisará de uma grade flexível, com aulas nos finais de semana, por exemplo?

Se for conciliar aulas com trabalho, será preciso elaborar um bom planejamento para viabilizar os estudos. Além do tempo, você deve se programar também em relação aos recursos que serão investidos.

Você tem como arcar com as mensalidades? Que ajuda sua empresa pode oferecer nesse sentido? Quais modalidades e instituições apresentam uma relação melhor de custo-benefício? Faça um levantamento de suas possibilidades para conseguir contornar as restrições que forem surgindo.

4. Conheça o mercado de sua área

Muitos estudantes recém-formados na graduação se comprometem com uma pós-graduação antes mesmo de conhecer a prática diária da profissão. Essa dinâmica até pode funcionar em alguns campos, mas, na maior parte dos casos, não é efetiva.

Caso seu perfil profissional seja corporativo e não acadêmico, é recomendável estar inserido no mercado de trabalho antes de escolher uma pós-graduação. Somente por meio da atuação é que você perceberá quais competências precisam ser melhoradas, quais especialidades são mais valorizadas e qual direcionamento sua carreira pode tomar.

A experiência de atuar em um ambiente de trabalho faz com que você amadureça suas ideias e sua visão de mundo. Consequentemente, você estará mais bem preparado para escolher o curso ideal.

5. Fique de olho no reconhecimento do curso

Depois de elaborar uma lista de opções a partir de seus objetivos, disponibilidade e perfil profissional, é chegada a hora de verificar se a instituição e o curso pretendidos têm a devida certificação do Ministério da Educação. Afinal, o MEC é o órgão responsável por credenciar e fiscalizar as Instituições de Ensino Superior (IES) em todo o território nacional.

Além de consultar o MEC, fique atento ao histórico da IES. Pesquise sobre como ela surgiu e quais são as suas conquistas até o momento presente. Verifique se ela possui  alianças com instituições de ensino e organizações de outros países. Se sim, de que forma isso influencia o curso escolhido por você? 

O fato de a IES ter uma fundação sólida e laços de parceria com outras organizações e centros de ensino é um bom indicador! 

6. Procure se informar sobre a relevância da IES

Saber que a instituição é reconhecida pelo MEC é um importante passo. No entanto, sua pesquisa deve ir além. Atualmente, existem vários rankings e avaliações externas comparando instituições de ensino de todo o mundo que podem embasar sua escolha.

Por meio desses rankings você consegue descobrir se determinada IES é a mais prestigiada na sua área de atuação — em sua cidade, estado e até internacionalmente. O jornal britânico Financial Times, por exemplo, disponibiliza algumas listas que podem ser consultadas. 

Além disso, vale fazer uma pesquisa de reputação por meio de fontes não oficiais (mas nem por isso menos eficientes). Pergunte a colegas de trabalho, amigos e familiares que já participaram desse tipo de programa sobre suas impressões, bem como a respeito da qualidade do curso — ou mesmo sobre a infraestrutura física e tecnológica da instituição. 

Busque feedback de pessoas que já estiveram em seu lugar, especialmente de quem trabalha na mesma área que você e já fez uma pós-graduação. Quais resultados concretos essas pessoas obtiveram? Quais ferramentas o curso lhes deu para que pudessem avançar em suas carreiras?  

Por fim, lembre-se de também fazer uma consulta aos órgãos de proteção ao consumidor, como o PROCON, para detectar qualquer tipo de problema em relação ao atendimento e aos serviços oferecidos.

7. Informe-se sobre a infraestrutura da instituição

A infraestrutura de mestrados em áreas como saúde, química, física ou ciências biológicas, por exemplo, costuma receber mais atenção dos possíveis participantes. Afinal, esse tipo de atividade exige, no mínimo, laboratórios de excelência, completos e seguros.

No entanto, muito se engana quem acredita que as instituições com foco na formação corporativa não precisam ter uma estrutura consolidada.

Nesses casos, é essencial que a instituição ofereça salas de aulas confortáveis e amplas, com bons recursos tecnológicos, além de bibliotecas ricas em materiais de pesquisa — que vão desde livros até os periódicos internacionais voltados para sua área de atuação.

Além da infraestrutura física e tecnológica, também vale pesquisar sobre a estrutura administrativa da própria pós, identificando se o atendimento aos alunos em questões administrativas e financeiras é organizado, transparente e eficiente.

8. Perceba como a IES emprega a tecnologia

Como você já deve ter percebido, a evolução da tecnologia mudou a dinâmica de muitas profissões, criando novas demandas e trazendo novos conceitos para o nosso dia a dia. Então, é necessário verificar como a instituição aborda e utiliza a tecnologia no curso pretendido.

A IES tem biblioteca virtual, ambientes de aprendizagem e fórum on-line? Os alunos têm acesso a um portal, no qual podem manter controle sobre seu rendimento, notas, ausências e pendências?

No que diz respeito ao ensino, a tecnologia é vista como um fim em si mesma ou uma facilitadora da aprendizagem? A grade curricular do curso aborda a questão da evolução tecnológica aplicada à sua área de interesse?

Se a questão tecnológica é relevante para nosso cotidiano e para o mercado de trabalho, ela não pode ser ignorada por quem se propõe a treinar e qualificar profissionais. De certa forma, essa relação já mostra o quão alinhada aos desafios e às oportunidades contemporâneas a IES realmente está.

9. Pesquise sobre a qualificação dos docentes

Um ponto que você não pode negligenciar é a qualificação do corpo docente. Afinal, os professores serão os profissionais com quem você terá mais contato no decorrer do programa. Eles são responsáveis por transmitir conhecimento e experiência de maneira direta — ditando, assim, o nível de excelência de sua pós.

Por isso, é importante consultar o histórico de cada um na Plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), bem como conferir sua reputação no mercado por meio de revistas especializadas — ou mesmo de uma boa pesquisa no Google. Também vale estar atento ao perfil desse corpo docente.

Os professores são, em sua maioria, pesquisadores ou executivos de renome? O ideal é que essas duas grandes vertentes estejam equilibradas. Por isso, cursos de pós-graduação podem contar com um corpo docente fixo, além professores associados ou convidados, que trarão a experiência adquirida no mercado diretamente para a sala de aula.

10. Verifique a grade curricular

Tão fundamental quanto verificar a qualificação do corpo docente é conhecer a grade curricular do curso. Os nomes das disciplinas e dos professores que as ministram costumam estar disponíveis na página do departamento em questão. Caso não esteja, você pode solicitar a grade impressa na própria instituição.

Por meio da ementa da disciplina você verá se os conhecimentos e competências desejados são, de fato, abordados. Tenha em mente que as ementas, as referências bibliográficas, os professores e a proposta pedagógica são o termômetro de uma disciplina, assim como a grade curricular (a junção de todas as disciplinas e sua ordenação no tempo) é o termômetro do curso.

Esteja atento a esse indicador de qualidade!

Para relembrar

Se você passou por todas essas etapas antes de selecionar uma pós-graduação, parabéns! Suas chances de sucesso aumentaram consideravelmente.

Como você pôde constatar ao longo deste guia, seu objetivo e perfil profissional servirão como uma bússola que apontará para um norte — ou seja, para o destino que você pretende alcançar. Tanto o curso quanto a instituição deverão abrir os caminhos para que você faça essa jornada.  

A partir dessas definições de ordem interna, falamos dos requisitos gerais para a escolha da instituição: credenciamento do MEC, alianças com centros de ensino internacionais e posição em rankings. Depois, partimos para os indicadores de qualidade do próprio curso: grade curricular e corpo docente.

Buscamos conscientizá-lo, também, sobre uma questão essencial: o momento certo de investir em uma pós-graduação. Você viu que é muito importante ter um conhecimento empírico do dia a dia da profissão antes de definir em qual campo se especializar, certo?

Por fim, vale ressaltar que a melhor pós-graduação é aquela alinhada a seus objetivos!

Você ainda ficou com alguma dúvida em relação à escolha da pós-graduação? Entre em contato conosco e compartilhe seus questionamentos e suas impressões. Participe desse diálogo!

Conheça os 11 melhores CEOs do Brasil e se espelhe neles

Você vive buscando inspiração em figuras públicas pelo mundo afora, a fim de se espelhar nelas e, quem sabe, seguir seus passos rumo ao sucesso? Pois saiba que definitivamente não está sozinho nessa procura! O detalhe é que a maioria dos brasileiros costuma procurar essa motivação em figuras internacionais, sem sequer se darem conta de que nosso país é berço de profissionais excepcionais.

Pense por um minuto: quantos CEOs brasileiros você consegue enumerar? Que tal acrescentar nomes de peso à sua lista? Separamos aqui os 11 maiores CEOs do Brasil e as principais lições que podem ser aprendidas com eles! Curioso? Então confira!

Quem são os maiores CEOs do Brasil?

1. Bernardo Pinto Paiva

Bernardo Pinto Paiva é carioca, formado em Engenharia e com um MBA executivo. Fez carreira na Ambev, onde começou a trabalhar como trainee em 1991. Foi crescendo aos poucos dentro da empresa, até chegar ao cargo de CEO, em janeiro de 2015.

Sob sua gestão, a empresa obteve um aumento de mais de 8% em sua lucratividade e também no faturamento. E um dos principais fatores responsável por proporcionar todo esse sucesso é a longevidade da sua trajetória. Afinal, foi com o passar do tempo que Bernardo conseguiu compreender melhor a Ambev, chegando ao ponto de desenvolver uma visão sistêmica da empresa que lhe permitiu tomar decisões de forma mais efetiva.

2. Claudio Bergamo

Desde 2007, Claudio Bergamo é CEO da Hypermarcas, sendo que, entre os anos de 2011 e 2012, conseguiu levar a empresa a um aumento de quase 57% no lucro e cerca de 10% no faturamento. Indo além dos bons resultados, Claudio também demonstra versatilidade como gestor.

Na estratégia da empresa, já implementou 3 fases muito diferentes: um período de expansão, um período de reorganização e um período de crescimento orgânico. Mantém-se a par de todos os negócios da companhia, que atua em segmentos extremamente distintos — que vão de adoçante a remédios antigripais.

3. Paula Bellizia

A CEO Paula Bellizia comanda a maior filial da Microsoft na América Latina. Sob sua gestão, a empresa está investindo cada vez mais na computação em nuvem e na criação de estratégias de empoderamento para mulheres e jovens carentes. Entre as principais iniciativas lideradas por ela estão a campanha Eu posso programar para meninas, que ensina programação para mulheres de todo o país, e a Jornada Empreendedora, conjunto de ações que se propõe a criar oportunidades empreendedoras para os jovens desde o ensino básico.

Em seu histórico profissional, Paula acumula ainda um cargo de gerente de vendas no Facebook e um cargo de gerente regional na Apple. Toda essa experiência garantiu expertise e confiança do mercado. Mas o que realmente é marca da sua gestão é o pensamento fora da caixa. Uma de suas propostas é adotar o conceito de growth mindset, em que compartilha com os colaboradores a ideia de que é possível aprender diariamente.

4. Cledorvino Beline

Cledorvino Belini não só integra o conselho executivo mundial da Fiat Chrysler Automobiles desde 2009 como é CEO da divisão da América Latina da marca. Mas sua história na empresa é bem mais antiga, tendo começado a trabalhar na FCA em 1973.

A maior preocupação de Cledorvino é com a liderança. Para ele, os ativos mais importantes de uma organização são as pessoas. Acredita que a mudança e a inovação são indispensáveis para a gestão e que o líder deve constantemente adquirir e aprimorar competências ao longo da carreira. Anotou a receita do sucesso?

5. Benjamin Steinbruch

Benjamin Steinbruch nasceu no Rio de Janeiro e cursou Administração. Seu pai, Mendel Steinbruch, foi cofundador do Grupo Vicunha, maior grupo de empresas do segmento têxtil da América Latina. Já Benjamin levou sua carreira para outro lado, tornando-se o principal acionista da Companhia Siderúrgica Nacional e também CEO do Banco Safra no período de 2008 a 2011. Nesses anos sob sua gestão, o banco conseguiu faturar nada menos que 200 milhões de reais.

Uma característica marcante de Steinbruch em seu trabalho é sempre almejar fazer mais. Segue à risca, portanto, o conselho que um rabino lhe deu quando ainda era jovem: “faça tudo mais um pouquinho”.

6. Renato Alves Vale

Renato Alves Vale se graduou em Engenharia Civil e seguiu carreira no Grupo CCR, que atua como concessionária de rodovias e aeroportos. Em 1999, Renato tornou-se o CEO do grupo e, consequentemente, líder de uma equipe com mais de 12 mil profissionais.

Foco em governança corporativa, eficiência e retorno aos acionistas são algumas das marcas da sua gestão. Mas Renato também demonstra preocupações que vão muito além. Ao longo de 12 anos, o Grupo CCR tem levado auxílio financeiro a projetos sociais, esportivos, culturais e educativos. Nesse tempo, o auxílio ultrapassou 160 milhões de reais. Para completar, Renato incorporou a sustentabilidade aos objetivos e às diretrizes da empresa.

7. Carlos Ghosn

Carlos Ghosn nasceu em Rondônia e se formou em 2 universidades francesas extremamente renomadas: a École Polytechnique e a École des Mines. Trabalhou por 18 anos na Michelin, antes de ser contratado pela Renault como VP de várias áreas — inclusive compras e manufatura. Também foi encarregado da gestão da divisão sul-americana da empresa.

Carlos fez um trabalho amplo de reestruturação da Renault, recuperando a lucratividade da empresa em apenas um ano. É conhecido até na mídia por sua assiduidade no trabalho. Além disso, Ghosn viaja constantemente a trabalho entre Paris e Tóquio e ainda fala fluentemente 4 idiomas: francês, português, inglês e árabe.

8. Cristina Palmaka

Cristina Palmaka é um dos nomes mais importantes da Tecnologia de Informação no Brasil. À frente da empresa SAP Brasil, subsidiária da companhia alemã SAP SE, especializada no desenvolvimento de softwares de gestão, a CEO teve o desafio de adequar a necessidade de transformação global da companhia à realidade do mercado brasileiro.

Para chegar a esse objetivo, a empresa passou a investir massivamente nos serviços de nuvem e suprir demandas do mercado nacional com pesquisas na área de Big Data e Inteligência Artificial. Com sucesso, essa estratégia levou Palmaka ao título de uma das 25 maiores CEOs do país em 2017, de acordo com a Forbes.

9. Roberto Egydio Setubal

Roberto Egydio Setubal nasceu em São Paulo e se formou pela Escola Politécnica da USP, obtendo também um mestrado em Engenharia pela Universidade de Stanford.

Com seu trabalho como CEO do Banco Itaú, conseguiu elevar o capital da empresa de 2 bilhões para impressionantes 100 bilhões de reais em um período de 17 anos. Assim, o Itaú passou a figurar na lista das 10 maiores instituições financeiras do mundo, além de ter sido eleito 4 vezes como principal banco da América Latina. Sabia que o próprio Roberto atribui seu sucesso à preocupação com o desenvolvimento de talentos?

10. Carlos Brito

Carlos Brito nasceu no Rio de Janeiro e se formou em Engenharia Mecânica, tendo depois recebido o título de mestre em Administração de Empresas pela Universidade de Stanford.

Atualmente, Carlos é CEO da AB InBev. Logo ao assumir o cargo, implantou uma política de corte de custos, liderando a empresa rumo ao crescimento. Foi em sua gestão que a fusão entre a Ambev e a empresa americana Anheuser-Busch aconteceu, uma negociação de 52 bilhões de dólares. Segundo Carlos, o sucesso vem da própria cultura da organização, já que pessoas ótimas atraem pessoas ótimas.

11. Maurício Novis Botelho

Maurício Novis Botelho nasceu no Rio de Janeiro e estudou Engenharia Mecânica, além de ter feito vários cursos nas áreas de finanças e administração. Depois de construir uma carreira como diretor de várias empresas, tornou-se CEO da Embraer.

Nessa posição, seu trabalho focou na reorganização da empresa após sua privatização, tendo conseguido estabelecer uma nova cultura corporativa ao transformar a satisfação do cliente na maior prioridade do negócio. Assim, reposicionou completamente a empresa no mercado.

O que é possível aprender com esses profissionais?

Definitivamente não é fácil definir quem é o melhor profissional em sua função, principalmente em áreas que envolvem negócios, em que tantos brasileiros têm se arriscado e conquistado feitos impressionantes. No entanto, os exemplos deste post têm se destacado no cenário nacional graças às lições valiosas que deixam para outros líderes. Confira algumas!

Exercite a paciência

Para quem quer alçar voos maiores dentro da empresa onde trabalha, paciência é uma virtude essencial. É comum vermos por aí notícias com histórias impressionantes de jovens que chegaram a cargos de liderança máxima de empresas em um curto espaço de tempo. Isso realmente acontece, mas é exceção. Assim, a ideia de que essa é a realidade do mercado está completamente errada.

Bernardo Pinto Paiva, por exemplo, citado no início deste texto, levou 24 anos para chegar ao posto de um dos maiores CEOs do Brasil. Esse tempo, que para alguns parece uma eternidade, levando à desistência no meio do caminho, para ele foi uma oportunidade de conhecer a fundo a empresa onde trabalha, preparando-se para realmente exercer uma boa gestão.

Busque se capacitar

Se você observar bem, verá que os maiores CEOs do Brasil citados anteriormente são pessoas com expertise em sua área de atuação e domínio de outros idiomas. Isso mostra que, além de uma visão inovadora e uma capacidade inquestionável de liderança, todo gestor de sucesso precisa de um requisito básico: conhecimento.

Para chegar onde sonha, você precisa se capacitar. E não apenas no seu mercado, mas em assuntos ligados aos cenários político e econômico mundial, em tecnologia, em outras línguas, em técnicas de comunicação empresarial e assim por diante. Geralmente, quem já atua em cargos de liderança sente no dia a dia o que pode tornar sua gestão melhor ou trazer possibilidades de crescimento. Já percebeu o quanto a capacitação pode impactar sua carreira positivamente? Então por que ainda está perdendo tempo?

Perca o medo

Hoje em dia, os hábitos de consumo não são mais os mesmos. Aliás, os próprios consumidores não são mais os mesmos! Essa realidade torna o tradicionalismo uma ideia perigosa em determinados aspectos, principalmente diante de um mercado que está ávido por inovação.

Nesse cenário, é importante entender que mesmo que uma empresa já tenha uma cultura estabelecida ou tenha um posicionamento no mercado que se mantém igual há anos, vale rever. Se perceber que as coisas por esse caminho não estão dando mais certo, não tenha medo de fazer mudanças e reposicionar a marca no mercado!

Conheça o negócio

Claudio Bergamo, CEO da Hypermarcas, mantém-se a par de todos os negócios da companhia mesmo ela sendo um conglomerado que se relaciona com centenas de empresas da indústria farmacêutica. Ter essa visão ampla, conhecendo todo o negócio, é fundamental até para quem ainda não chegou a um cargo de CEO.

Muitos gestores acabam focando exclusivamente no seu setor ou em sua área de atuação, esquecendo que uma empresa é como o corpo humano, que precisa de todos os seus órgãos funcionando perfeitamente para se manter viva.

Acredite nas pessoas

O relacionamento que uma organização cria com seu público tem tudo a ver com a forma como sua cultura organizacional é criada e disseminada. E o gestor desempenha um papel essencial na construção desse conceito.

Aqueles que conseguem criar um ambiente inspirador e, acima de tudo, acreditam nas pessoas com que se relacionam, reconhecendo tanto os colaboradores quanto os clientes como partes fundamentais do seu processo de crescimento têm mais chances de prosperar no mercado.

Escute o cliente

Para Cristina Palmaka, o maior segredo para ter sucesso no mercado é escutar o cliente e saber quais são suas prioridades. É importante lembrar que, além de manterem a sobrevivência de uma marca, os consumidores são os melhores (e maiores) agentes de propaganda que ela terá. Para oferecer exatamente o que essas pessoas desejam, é preciso escutá-las.

Essa comunicação pode ser feita por meio de pesquisas, de dados primários vindos da observação de comportamentos no dia a dia, de um relacionamento nas mídias sociais ou de onde mais for possível. O importante é não negligenciar esse aspecto, mesmo que seu cliente já esteja fidelizado.

Tenha responsabilidade social

O consumidor moderno tem uma visão muito mais abrangente sobre as empresas de quem consome. Seguindo essa ideia, o Grupo CCR, liderado por Renato Alves Vale, mudou toda a sua imagem no mercado ao investir em ações sociais e em sustentabilidade ambiental, incorporando esse posicionamento como uma diretriz da empresa. Hoje, boa parte das marcas tem feito o mesmo.

Fidelizar um cliente não se trata apenas de oferecer um produto de qualidade por um bom custo-benefício. Hoje, o consumidor quer consumir de marcas com um propósito que vá além dos lucros, visando a satisfação dos colaboradores, o desenvolvimento da sociedade e o bem-estar das gerações futuras.

E então, gostou de conhecer os maiores CEOs do Brasil? Então não deixe de compartilhar este post nas redes sociais para que seus amigos também os conheçam!

Plano de carreira: saiba como e por que montar o seu

Engana-se quem pensa que a vida profissional está garantida com o diploma de graduação em mãos. Tudo bem que a faculdade realmente é um passo importante para o sucesso, mas é apenas uma das etapas. Depois de conseguir o primeiro emprego na área pretendida, é hora de se movimentar e aprender como montar um plano de carreira também a longo prazo.

E qual seria o melhor caminho: focar em outros empregos, aventurar-se pelo universo do empreendedorismo, continuar os estudos, buscar uma área para se especializar ou optar por conhecimentos mais abrangentes?

Diante de tantas opções, é mais que natural que surjam dúvidas, não concorda? E é aí que entra o plano de carreira, uma forma eficaz de definir e perseguir metas, sem maiores distrações. Quer saber mais? Então continue com a leitura para descobrir como planejar e executar seus próximos passos na vida profissional!

A importância do plano de carreira

Antes de saber como montar um plano de carreira, você precisa realmente entender o que ele significa e como pode fazer a diferença para um futuro profissional de sucesso. Um dos maiores segredos de pessoas que chegam ao topo da carreira é se autoconhecer. Você pode até achar que já o faz, mas a realidade pode ser bem diferente. 

Conhecer a si mesmo não é apenas saber que você é “organizado, proativo e quer assumir um determinado cargo”. Vai muito além disso, pois lhe permite sair desse lugar-comum e chegar ao fundo da sua capacidade profissional, descobrindo habilidades, identificando oportunidades de se destacar e o mais importante, reconhecendo os seus pontos fracos. Algo que poucas pessoas fazem!

E esse é o principal objetivo do plano de carreira. Essa estratégia nada mais é do que um guia completo com todas as etapas necessárias para que um profissional chegue onde deseja. Muitas empresas já usam esse planejamento para determinar todo o caminho que um funcionário pode percorrer dentro delas. Assim fica mais fácil definir posições hierárquicas, investir em treinamentos e ajudá-lo a melhorar determinadas competências para cumprir o seu objetivo.

A estratégia tem ajudado essas empresas a diminuir a rotatividade de colaboradores, pois os ajuda a exercer funções que correspondem a sua expertise e encontrar um propósito naquilo que fazem. Uma pesquisa feita pela Catho comprovou que cerca de 38% dos profissionais que não possuem esse planejamento de carreira se sentem infelizes com o trabalho que realizam.

De maneira geral, assim como todo tipo de planejamento, o objetivo do plano de carreira é melhorar resultados. Ou seja, ajudar profissionais a entenderem suas metas e o que é realmente preciso para alcançá-las. Imagine que o seu sonho é ganhar uma promoção. Já parou para pensar em quais habilidade será preciso para isso? Aprender uma nova língua? Melhorar a sua capacidade de comunicação? Investir em uma especialização na área?

Quando sabemos exatamente o que é preciso fazer para chegar a um determinado lugar encurtamos a distância até lá. Então é isso, encare o plano de carreira como um GPS, que vai lhe guiar pelos caminhos certos até o seu sonho profissional. Dito isto, chegou a hora de colocá-lo em prática!

Os primeiros passos

Pense adiante

Se você não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve: esse ditado traz uma importante reflexão para quem deseja assumir o controle da própria vida profissional. Antes de mais nada, entretanto, é preciso entender que os resultados dos seus esforços provavelmente só serão coletados daqui a alguns anos.

Agora é o momento de se organizar e se dedicar para no futuro alcançar os objetivos traçados. Comece, então, visualizando a si mesmo daqui a 10 anos. Em que tipo de empresa você quer estar e qual cargo deseja ocupar? Gostaria de viver em uma cidade grande ou no interior? Reflita bastante sobre essas e tantas outras perguntas que achar pertinente, anotando as respostas.

Se espelhe em outros profissionais

Agora que já definiu o perfil de profissional que deseja se tornar, olhe a seu redor e veja se encontra quem já chegou onde você planeja estar. Observe esses modelos e, de preferência, converse com eles sobre a trajetória profissional que traçaram até ali.

Procure personalidades e pessoas que você admira e leia a seu respeito, buscando entrevistas ou biografias. Avalie em quem essas pessoas se inspiraram e como deram os primeiros passos. A internet é uma boa aliada nessa pesquisa!

E nem é preciso ir tão longe. Por exemplo: pessoas próximas a você, e que já estão nos cargos que você deseja ocupar um dia, são boas fontes. Demonstre interesse e converse com os seus líderes e colegas de trabalho. Conheça as suas trajetórias até ali e o que há por trás do dia a dia deles.

Tente adaptar as ações que achou mais interessantes ao contexto atual e à sua realidade. O que é possível repetir nesse momento? Além de dicas únicas, esse contato pode trazer uma boa dose de inspiração e garra para impulsioná-lo na perseguição dos seus sonhos. Com isso, você verá claramente que todo mundo passa por dificuldades, dúvidas e medos antes de alcançar o tão sonhado sucesso profissional. E se tantos outros superaram obstáculos, por que você não conseguirá?

Liste seus objetivos

Agora chegou a hora de transformar as ideias em objetivos concretos: coloque no papel seu objetivo principal na carreira. Escreva em uma frase o que resume todas as suas ambições. A partir desse objetivo geral, estabeleça os objetivos mais específicos, aqueles que efetivamente o levarão à conquista final. Faça uma lista de todos eles, até mesmo os que parecem inalcançáveis no momento.

Assim você vai construindo os degraus da escada do seu plano de carreira: no alto está sua imagem em 10 anos e os degraus formam uma lista de atitudes necessárias para alcançar o topo. Anote as respostas e monte o seu passo a passo!

Tenha em mente que a partir dos degraus da sua escada, que apontam para o topo, você deve definir o que fazer de agora em diante. Escolha a melhor maneira de subir cada um deles, não se esquecendo que a forma ideal não necessariamente é a mais rápida, mas sim a que proporcionará resultados mais efetivos.

Analise as qualificações e valores necessários

Todo cargo ou posição profissional exige uma série de competências e habilidades necessárias para ser exercido com sucesso. E você precisa saber quais são eles. Pense, por exemplo, se você quer chegar a um cargo que exige fluência em inglês ou demanda uma qualificação específica. Você já atende a essas demandas? Ou precisa se qualificar um pouco mais?

Todo plano de carreira deve conter as competências de um profissional e oportunidades que ele pode alcançar, mas também uma visão bem realista sobre os seus pontos fracos. Sem ela, não há chance de buscar mudanças.

Defina prazos

Uma das primeiras coisas a se pensar sobre como montar um plano de carreira é: ele será de curto, médio ou longo prazo? Feito isto, chegou o momento de montar um cronograma com prazos específicos para a conclusão de cada ação. Pense nas metas imediatas, a médio e a longo prazos. E o mais importante: estabeleça prioridades. Imagine que o seu orçamento para se capacitar anda limitado no momento, então o que deve ficar no topo da sua lista?

Seguindo o mesmo exemplo do tópico anterior, para desenvolver fluência em uma nova língua você precisaria de cerca de um ano. Então, esse pode ser o seu primeiro investimento neste momento.

Para isso, pesquise escolas, metodologias de ensino e formatos de aulas. Você também pode optar por um curso online ou ainda um intercâmbio no exterior, desde que se organize financeiramente para isso e marque a data limite para a conclusão dessa qualificação.

Pense sempre em ações para o prazo que estabeleceu para si mesmo, mas atenção: por mais que estabelecer metas com um calendário específico seja a maneira mais eficiente de conquistá-las, é preciso evitar prazos de cumprimento inviáveis, pois a frustração só o desmotivará.

Comece a agir

Planejamento sem ação não traz resultados. Crescimento na carreira não é algo que acontece sozinho, sem a sua garra e vontade de chegar lá! É esse propósito que nos move e faz que pessoas cheguem ao sucesso todos os dias.

O primeiro passo é tentar melhorar a si mesmo. Não é nenhuma novidade que a capacitação soma pontos a qualquer profissão, certo? Afinal, estudos e atualizações trazem visões diferenciadas, incitam reflexões e oferecem pensamentos inovadores para serem aplicados ao dia a dia.

Quanto mais o profissional se informa, mais tem condições de resolver situações inesperadas, de propor novas ideias e de se relacionar melhor com sua equipe e seus clientes.

Por essas e outras é que a qualificação contribui inclusive para a montagem do seu plano de carreira, uma vez que aponta caminhos inusitados e propõe a discussão do mercado.

Então já comece a pesquisar, buscando por uma capacitação que realmente combine com seu objetivo principal! E não deixe de buscar conhecimento fora da sala de aula: leitura, viagens e conversas com pessoas com opiniões diferentes das suas também são excelentes fontes de inspiração.

Revise o plano

Com o tempo, você vai ganhando experiência e conhecimento sobre o mercado e a profissão que deseja seguir. Exatamente por isso, é preciso reavaliar constantemente seu plano de carreira. Assim, ao menos de ano em ano, observe se ele continua adequado para o alcance do objetivo principal traçado lá atrás.

Considere também as mudanças no mercado e reflita se as metas e os prazos continuam viáveis. Você sente que as tarefas já realizadas o deixam mais perto do seu objetivo? A estratégia e o plano de ação vão realmente levá-lo ao topo da escada? Tendo em mente que as coisas nem sempre acontecem da maneira prevista, você deve fazer ajustes, substituindo metas e até objetivos específicos se for necessário.

Mantenha o foco

Sistematize todos esses pensamentos e os organize em seções, organizando seus cronogramas. Coloque seu plano de carreira em um local visível, seja pregando na parede ou em um quadro de avisos, por exemplo, para que você não se esqueça de nenhuma data nem pule qualquer degrau.

Olhar para o topo da sua escada diariamente ajuda a manter o foco e fornece energia para que aguente a subida até o fim. O segredo está em tomar os erros como aprendizado, também os anotando no seu plano de carreira. E é claro que as conquistas, por menores que sejam, devem sempre ser comemoradas. São esses pequenos passos que lhe conduzirão à linha de chegada.

Três erros a serem evitados

Não fazer mudanças e adaptações

Imagine que você criou um planejamento completo para subir de cargo, mas por infelicidade do destino é demitido da empresa. O que vai fazer? Desistir da sua carreira? Claro que não! Você vai readaptar o seu planejamento para a sua nova realidade.

Por isso, antes de tudo, tenha em mente que um plano de carreira pode e deve ser mudado, de acordo com influências do mercado, da vida e da sua própria maneira de pensar. Afinal, nossos objetivos e estímulos mudam com frequências.

Muitas pessoas encaram planejamentos como estruturas fixas, que não podem ser mudadas e devem ser seguidas à risca. Esse é um erro muito comum, mas que precisa esclarecido ou você acaba ficando preso a algo que não o levará a lugar algum.

Não avaliar o mercado

Para criar um plano possível de ser alcançado, você deve avaliar as condições, aspirações e projeções do mercado de trabalho. Se optar por seguir carreira como funcionário de uma organização, informe-se sobre a empregabilidade em sua área de atuação.

Veja o que as empresas do setor esperam dos empregados e busque oportunidades em pontos de escassez de mão de obra. De preferência, tente conhecer as previsões para os próximos anos a fim de se antecipar em relação ao perfil do profissional do futuro em seu mercado.

Por outro lado, se você pretende abrir seu próprio negócio, não deixe de observar a concorrência. Identifique possíveis gargalos no mercado e se prepare para supri-los, levando inovação para seus futuros clientes. Mas nada de desanimar ou desviar do objetivo escolhido! Lembre-se sempre de que essa pesquisa serve apenas como uma orientação para definir suas ações de forma estratégica.

Mentir para si mesmo

O que realmente você gosta de fazer? Em que você é bom? A profissão em que está realmente trará qualidade de vida e realização? Se não fosse o fator financeiro, você estaria trabalhando nessa área? Você realmente quer ocupar um determinado cargo ou só está atendendo às expectativas sociais ou da sua família?

Atingir um determinado status ou um salário alto são aspirações que a maioria dos profissionais possuem. No entanto, tenha muito cuidado em estabelecer esses exemplos como os maiores objetivos da sua carreira, pois nem sempre eles estão alinhados com as suas afinidades e não são garantia de felicidade.

Talvez, para você, o conceito de sucesso não signifique ocupar um alto cargo executivo ou ter uma conta bancário de seis dígitos. Por essa razão, para aprender ao montar um plano de carreira de sucesso o mais importante é não mentir para si mesmo sobre as suas metas de vida.  

O mesmo vale para as suas habilidades. Por exemplo: se você detesta lidar com pessoas, não coloque “trabalhar em equipe” como uma de suas habilidades pessoais, ou se fala apenas um “portunhol” bem enrolado, não se autodenomine fluente em espanhol.

O seu plano de carreira não é um currículo em que você precisa impressionar as empresas. Ele é um planejamento completamente pessoal, que servirá como base para que você melhore a si mesmo e tome decisões mais acertadas para conquistar aquilo que quer profissionalmente!

Ficou claro como montar um plano de carreira? Se você quiser aprender mais sobre o assunto, baixe o nosso e-book com um passo a passo prático e completo para fazer um planejamento de acordo com os seus objetivos e expectativas!

15 dicas de marketing pessoal para ter sucesso profissional

Atualmente, com a competitividade cada vez mais acirrada no mercado de trabalho e no mundo corporativo, ter um diploma e uma boa atuação profissional já não são mais garantia de conseguir (e manter) aquela vaga dos sonhos.

É preciso, antes de mais nada, mostrar ao mundo suas qualidades e potencialidades. Tudo isso sem, contudo, parecer egocêntrico, arrogante ou prepotente. Parece difícil? Pois saiba que não é tão complicado assim!

Estamos falando aqui da construção de um bom marketing pessoal. Quer aprender o que é isso e ainda ficar por dentro de ótimas dicas para transformar teoria em prática? Então acompanhe o nosso post de hoje!

O que é marketing pessoal?

Quem nunca ouviu aquele velho ditado que diz que “quem não é visto não é lembrado”? Pois é exatamente essa uma das principais bases do marketing pessoal! Afinal, de que adianta ser um excelente profissional, dotado de capacidades e qualidades extremamente valorizadas pelo mundo corporativo, se absolutamente ninguém sabe disso?

Para que seja efetivamente reconhecido perante chefes, gestores e demais colaboradores em sua área de atuação, você não pode passar despercebido. Assim, quando bem aplicadas, as estratégias de marketing pessoal podem fazer milagres por você nesse quesito.

O marketing pessoal é a melhor maneira de promover imagem, conteúdo e trabalho, de maneira a se destacar não só na empresa em que atua como no mercado de trabalho em geral. No entanto, atenção: marketing pessoal não é, de maneira nenhuma, sinônimo de culto ao ego ou simples vaidade pessoal, ok?

Na verdade, é apenas uma maneira de destacar positivamente suas habilidades, entregando valor às pessoas e fazendo com que elas tenham uma excelente impressão a seu respeito.

Está bastante enganado quem pensa que saber fazer um bom marketing pessoal é uma qualidade que já nasce com determinadas pessoas. Muito pelo contrário! Essa habilidade pode ser aprendida, desenvolvida e aprimorada. Para isso, basta querer.

E então? Quer descobrir 15 dicas de marketing pessoal extremamente úteis e fáceis de colocar em prática? Então pule para o próximo tópico!

Como colocar o marketing pessoal em prática?

1. Aja com naturalidade

A primeira e mais valiosa dica é ser você mesmo e agir naturalmente, independentemente da situação. Tente não criar um personagem profissional que nada tenha a ver com você. Assim, se você é uma pessoa alegre e extrovertida, está tudo bem ser assim também no escritório.

No entanto, aqui vale fazer uma ressalva: isso não significa adotar gírias ao travar conversas formais, tampouco gargalhar aos brados dentro do ambiente de trabalho por ser essa a maneira como você interage com sua família e seus amigos, por exemplo.

Por mais que tudo flua melhor agindo naturalmente, lembre-se de que tudo tem um limite e que cada ambiente exige uma determinada postura.

2. Seja pontual

Se você quer fazer um bom marketing pessoal, nada de seguir o (mau) exemplo de profissionais que estão quase sempre atrasados ou em cima da hora para compromissos e prazos de entrega.

Você sabia, aliás, que há empresas que desclassificam candidatos antes mesmo de entrevistá-los, justamente porque eles chegaram atrasados ao local da entrevista?

Então aprenda desde já a gerenciar melhor o seu tempo e, de preferência, acostume-se a chegar sempre com 15 minutos de antecedência a todo e qualquer compromisso. Esse cuidado automaticamente passa uma imagem de pessoa comprometida e interessada.

3. Tenha um aperto de mão firme

Esse é um detalhe que faz toda a diferença. Nós, brasileiros, já estamos acostumados a nos aproximar com abraços e beijos no rosto. Mesmo assim, em uma situação profissional, esse cumprimento não é muito indicado.

Em vez disso, prefira apertar a mão das pessoas com firmeza. Essa atitude demonstra, ao mesmo tempo, seriedade e autoconfiança.

4. Olhe nos olhos das pessoas

Olhar nos olhos é uma forma de demonstrar, de maneira não-verbal, transparência e sinceridade. Por isso, é importante que você mantenha contato visual mesmo quando estiver falando de um assunto difícil.

Além disso, também é uma comprovação física de que você está interessado no que a outra pessoa tem a dizer. Então, quando estiver conversando, evite olhar para as mãos, para o chão ou para o que está ao redor.

5. Fique atento à sua postura corporal

Isso não é mito: a postura corporal transmite mensagens sobre você a todos que o rodeiam. Uma pessoa que se senta de maneira torta na cadeira, por exemplo, não impõe muito respeito. Alguém que está sempre curvado ou de braços cruzados parece isolado, sem vontade de se enturmar. Mãos nos bolsos são um sinal de falta de interesse ou tédio.

Em vez disso, procure manter a coluna ereta, olhar sempre para a frente e deixar os braços soltos ao lado do corpo. Essencialmente, sua postura deve transmitir uma imagem de atenção, interesse, autocontrole e abertura.

Existe uma forma simples de saber se está funcionando: observe se as pessoas tentam se aproximar espontaneamente de você, pois uma boa postura corporal atrai as pessoas à sua volta.

6. Adapte a vestimenta

Não há como negar: uma pessoa adequadamente vestida passa muita confiança e uma ótima imagem pessoal. Então, leve isso em consideração sempre que for escolher o vestuário para ocasiões profissionais.

A dica aqui é vestir-se de acordo com o cargo que almeja alcançar. Se quer ser gerente um dia, por exemplo, observe como quem ocupa esse cargo na sua empresa se veste e tente se aproximar do estilo, mas sem abrir mão do seu toque próprio — afinal, são as particularidades que o distinguem dos demais.

Além das roupas, essa dica também é válida para o corte de cabelo, para os acessórios e para a maquiagem das mulheres. Todo o seu visual é um cartão de visitas.

7. Tenha iniciativa

Investir em marketing pessoal significa, dentre outras coisas, destacar-se na multidão. Nada melhor nesse quesito do que demonstrar iniciativa. Assim, não espere que os outros digam o que deve ser feito. Tome a frente e vá atrás, preferencialmente buscando soluções para problemas que sequer ocorreram.

Proponha alternativas que facilitem o trabalho e exponha suas ideias para se mostrar uma pessoa indispensável. Demonstre que você tem um lado inovador. Se a sua ideia não for bem recebida logo no começo, tudo bem.

Entenda que, pelo simples fato de participar, você já está deixando uma marca e colaborando com o grupo. É uma situação bem melhor do que ser aquela pessoa que fica no canto, sem participar ou se manifestar. Aos poucos você construirá mais aceitação e conquistará o seu espaço!

8. Procure conhecer-se

Para que você possa entender melhor os outros, é necessário, antes de mais nada, que conheça a si mesmo. Então, pare por um minuto e pense tanto nos seus pontos fortes como nos fracos. Faça uma análise SWOT pessoal.

Saiba exatamente o que você tem de bom a oferecer e efetivamente ofereça. Ao mesmo tempo, aprenda sobre os aspectos que devem ser aprimorados e como administrá-los. No entanto, não entenda esse conselho como uma recomendação para acomodar-se em relação aos seus pontos fracos.

É importante reconhecer suas limitações exatamente para que seja possível tentar superá-las. Em outras palavras, em vez de alimentar pensamentos como “eu não entendo desse assunto, então vou ficar de fora”, busque um estado mental de “se eu não entendo desse assunto, então, vou aprender tudo o que puder”.

9. Saiba ouvir

Um dos maiores problemas do mundo corporativo atual e da sociedade como um todo está na nossa extrema dificuldade em saber escutar o que os outros têm a dizer. Já reparou como, normalmente, só estamos interessados em falar sobre nós mesmos, expondo nossas opiniões e ideias? Essa postura acaba já.

Reverta de vez esse quadro, aprendendo a ouvir! Colegas de trabalho, chefes e estagiários: todos têm algo a ensinar. Além do mais, mostrar-se um bom ouvinte faz com que as pessoas tenham apreço e admiração por você. Então aproveite a chance de aprender enquanto promove seu marketing pessoal!

10. Atualize seus conhecimentos

Na era do conhecimento, toneladas de novas informações, técnicas, teorias e metodologias sobre absolutamente todas as áreas do conhecimento são lançadas no mercado diariamente. Por isso, acomodar-se não é uma solução.

Esteja sempre na vanguarda do conhecimento em sua área de atuação, frequentando congressos, palestras e workshops, lendo publicações recentes ou matriculando-se em um curso de pós-graduação, MBA ou especialização.

Além de aumentar o seu conhecimento, fazendo de você um colaborador essencial à empresa, essas atitudes ampliam significativamente seu networking profissional, fazendo com que seu marketing pessoal ultrapasse as fronteiras do ambiente de trabalho.

11. Acompanhe as notícias

A nossa última dica nem vai exigir muito de você. De fato, acompanhar as notícias é algo que já faz parte da rotina das pessoas. Porém, é ainda mais importante se você deseja melhorar o seu marketing pessoal e causar uma boa impressão.

Afinal, você não vai querer ficar sem resposta quando, em um evento ou uma entrevista, alguém perguntar sua opinião sobre um evento da política, da economia ou do meio ambiente, certo?

Portanto, procure acompanhar as principais notícias diariamente. Você pode ler ou assistir jornais. Caso isso pareça inviável na sua agenda de compromissos, não tem problema. Muitos dos melhores meios de comunicação do mundo também divulgam seus conteúdos online. Ou seja, basta um toque no smartphone para manter-se atualizado com tudo o que acontece por aí.

O que não fazer?

Para encerrar, que tal descobrir algumas atitudes que você deve evitar, em favor de um bom marketing pessoal? Nós preparamos uma pequena lista. Confira!

12. Evite demonstrar arrogância

Existem muitas atitudes que demonstram arrogância. Uma das principais é o foco em si mesmo. Se tudo que você fala começa com “eu” — “eu acho”, “eu faço”, “eu prefiro” —, cuidado.

Você provavelmente está transmitindo uma imagem excessivamente autocentrada, o que não vai ajudá-lo a conquistar nenhuma simpatia (e nenhuma oportunidade profissional). Uma solução simples é transformar essas falas em um interesse genuíno pelo outro. Já falamos sobre a importância de ouvir, certo?

Além disso, você pode também perguntar: “o que você acha daquilo?”, “como você faz isso?”, “você prefere assim ou assado?”. Ao colocar o foco no outro, você melhora a sua imagem e, por tabela, ainda aprende muito.

13. Evite fazer piadas de tudo

Muitas pessoas com dificuldade para interagir socialmente recorrem ao humor para quebrar o gelo. Você ficaria surpreso em saber quantas pessoas “engraçadas” são, na verdade, extremamente tímidas.

O problema é que você corre o risco de fazer piada com algo que não deveria ser alvo de humor e pode até ofender alguém. Mesmo que a intenção não seja essa, impressões ruins são difíceis de reverter. Então, para preservar o seu marketing pessoal, uma boa regra é tentar não usar o seu lado comediante com pessoas que ainda não conhece muito bem.

14. Evite opiniões fortes

Quando você está expondo sua imagem profissional, não é interessante associá-la a opiniões fortes. Você pode perder excelentes oportunidades simplesmente porque se posicionou de uma maneira que vai contra o que a outra pessoa acredita.

Quer saber quais temas devem sair do seu vocabulário? Todos aqueles que possam gerar uma tensão mais forte. Opiniões divergentes são algo natural — entretanto, quando crenças e valores estão envolvidos, qualquer discordância se transforma em uma discussão.

Use o seu bom senso e desvie dessas situações, deixando suas opiniões fortes fora da conversa. Existem momentos e pessoas mais adequados para compartilhá-las.

15. Evite tentar demonstrar toda a sua elegância

Nas dicas positivas, já explicamos sobre a questão da vestimenta e do estilo. Esperamos que você já tenha entendido a importância de se vestir bem. Ao contrário do que os contos de fadas ensinam, o exterior também conta no mundo profissional.

No entanto, cuidado. A linha é muito fina entre o adequado e o exagerado. Por um lado, não é legal ir de bermudas e chinelos a uma entrevista. Por outro, aquele relógio rolex de ouro ou seu sapato de salto fino de 12cm pode também não ser ideal.

A dica é simples: lembre-se de que você está em uma situação de trabalho e não em um desfile — e, muito menos, uma competição — de moda. É claro que não existe uma regra única. Se você está em uma multinacional multimilionária, pode ser que essa vestimenta faça sentido.

O segredo é estar atento para não ultrapassar os limites, nem para mais, nem para menos.

Viu só como não é assim tão complicado? Coloque nossas dicas de marketing pessoal em prática o quanto antes para observar logo uma guinada no seu sucesso profissional! Se quiser outras ideias e recomendações para alavancar sua carreira, assine a nossa newsletter e acompanhe todos os conteúdos da Fundação Dom Cabral!