Profissões em falta: como se qualificar para preencher essas vagas?

A escassez de mão de obra qualificada é um dos grandes problemas enfrentados no Brasil. Essa deficiência gera uma série de áreas com falta de profissionais e, portanto, um esvaziamento no quadro de funcionários de alguns setores de empresas brasileiras.

Fatores como falta de capacitação ou profissionais sem uma boa formação são alguns dos principais motivos que levam as empresas a terem dificuldade para preencher seus postos de trabalho.

Mesmo assim, com muita leitura e entendimento do mercado, essa escassez pode significar boas oportunidades para quem busca uma recolocação profissional ou um aprofundamento em sua área de atuação.

Acompanhe este artigo e veja por que escolher profissões com carência de talentos pode trazer ótimas vantagens para você.

Por que se qualificar para profissões em falta de profissionais?

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a qualificação profissional é importante e necessária para todos, seja para quem está iniciando no mercado de trabalho, quem quer mudar de área ou, ainda, quem busca melhorar o currículo. Um profissional atualizado e capacitado consegue garantir seu espaço no mercado e aumentar suas chances de sucesso na carreira.

Quando falamos nos casos de profissões em falta de profissionais, a necessidade de qualificação se torna ainda mais evidente. Um dos principais motivos da carência de talentos é, justamente, a falta de qualificação.

Sem formação adequada e com baixo desenvolvimento das competências necessárias, certas vagas não são preenchidas por faltarem profissionais preparados e com o perfil exigido.

Diante desse contexto, qualificar-se nessas áreas pode trazer grandes vantagens para sua carreira. A primeira delas é que você terá mais e melhores oportunidades de vagas de emprego, já que terá um forte diferencial. Isso permite que você consiga uma recolocação mais facilmente, além de garantir seu lugar no mercado.

Somado a isso, existe a vantagem de que essas vagas não contam com grande concorrência, já que faltam bons profissionais capazes de preenchê-las. Com a devida qualificação, você consegue atender os requisitos do trabalho, as exigências das empresas e as demandas do mercado. Com isso, você já está passos à frente dos demais profissionais, uma vez que mostra preparo e conhecimento para atuar na função.

Como as empresas carecem de talentos para compor seus quadros de funcionários, você terá melhores condições de trabalho e melhores salários. Isso acontece porque um profissional raro, que consiga se encaixar nas exigências da vaga, será mais valorizado ao exercer a função com competência e qualidade.

Você já sabe que a qualificação profissional é fator crucial nesse processo, mas qual a melhor forma de se qualificar? A seguir, separamos algumas dicas para você se tornar o profissional ideal para essas profissões. Veja!

Como se qualificar para essas vagas?

Identifique as profissões em falta

O primeiro passo é saber quais são as profissões que realmente estão em falta de profissionais capacitados. A escassez está presente desde áreas de produção ou de chão de fábrica (como operários e técnicos) até funções menos operacionais e mais estratégicas.

Além disso, os setores com dificuldade de encontrar talentos são os mais variados, como engenharia, tecnologia da informação e saúde. No setor administrativo, por sua vez, as principais áreas em falta de bons profissionais são a de finanças e a de recursos humanos.

Por um lado, a demanda no setor de RH tem aumentado devido à necessidade de reestruturação das empresas com as mudanças econômicas no País; e, por outro, a área de finanças tem exigido profissionais cada vez mais capacitados para atuar com competência em meio à complexa economia brasileira.

Escolha a profissão de acordo com o seu perfil

Não basta escolher qualquer uma dentre as profissões em falta no mercado só porque isso aparenta ser uma boa oportunidade. Adentrar-se em um novo setor ou se aprofundar na sua área de atuação requer planejamento e propósito.

Para definir um plano de ação bem estruturado para a sua carreira, a profissão escolhida deve estar de acordo não apenas com as possibilidades de mercado, mas também com seus objetivos profissionais e com o seu potencial para exercê-la.

Por isso, além de identificar as profissões mais carentes de bons profissionais, é importante que você escolha a que mais combina com você. Para tanto, é preciso conhecer tanto o seu perfil quanto a profissão.

De um lado, avalie as suas habilidades, saiba por que deseja ingressar em determinada área e certifique-se de que você tem paixão pela profissão. De outro lado, conheça bem a profissão, procure saber quais competências você deve ter, quais habilidades precisa desenvolver e o que está faltando no seu currículo para exercer a profissão com maestria.

Procure cursos e especializações na área

Uma das principais formas de obter maior qualificação profissional é a educação continuada. A boa formação é requisito essencial no currículo de qualquer profissional e, nesse sentido, cursos e especializações são alguns dos fatores mais valorizados pelas empresas e pelo mercado.

Por isso, a dica aqui é investir fortemente em conhecimento. Busque cursos, aperfeiçoamento e atualização na área. Procure uma formação de qualidade e que possa ajudar na sua preparação profissional para a área escolhida.

Para isso, existem pós-graduações, especializações ou MBAs. Alguns cursos oferecem, inclusive, intercâmbio profissional, o que pode ser de grande enriquecimento para o seu currículo e formação. Cursos de informática e de idiomas, como inglês, espanhol e mandarim, também são fortes diferenciais, sobretudo no mundo empresarial.

Faça contato com outros profissionais da área

Outra dica importante é conhecer profissionais da área. Fazer networking contribui para a troca de conhecimento e experiências, para se manter atualizado sobre as novidades e tendências da área e, ainda, para adquirir mais aprendizado sobre a profissão em questão. Além disso, por meio do contato com outras pessoas da área, as oportunidades de encontrar vagas de trabalho se tornam maiores.

Os cursos de pós-graduação, por exemplo, são uma ótima forma para ampliar sua rede de contato. Além deles, você também pode participar de eventos, workshops e palestras. Tudo isso ajuda não só no networking, mas também recheia o seu currículo, o que certamente será bem-visto pelas empresas que carecem de profissionais altamente qualificados.

Portanto, investir nas profissões em falta de mão de obra capacitada pode ser uma excelente oportunidade para quem deseja ganhar espaço no mercado, seja dando novos rumos na carreira ou se aprofundando, estrategicamente, no setor em que atua. Como você viu, para se tornar o talento ideal, a palavra-chave é qualificar-se.

Agora que você já sabe como se tornar um profissional qualificado para as profissões em falta no mercado, baixe o nosso e-book e saiba como escolher a melhor instituição para fazer uma especialização!

Imagem profissional: 5 cuidados importantes para cuidar da sua

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e, portanto, você também precisa descobrir novas maneiras de garantir sua empregabilidade. A questão vai muito além de formação, experiência e conhecimentos relevantes, contemplando também a discussão sobre imagem profissional.

Você sabia que muitas empresas já pesquisam informações sobre seus candidatos muito antes de qualquer contato direto com eles? A internet, e especialmente as redes sociais, permitem que o empregador decida se você vai continuar no processo seletivo ou não.

Além disso, durante as etapas subsequentes, e mesmo depois da contratação, você continuará sendo observado, em mais aspectos do que o seu desempenho ou as suas características profissionais. Pode parecer injusto, mas a sua imagem pode determinar suas chances de conquistar uma promoção e, até mesmo, de manter seu emprego.

Por isso, a imagem que você constrói de si mesmo pode ser um grande trunfo. Neste post, vamos ressaltar quais são os cuidados que você deve ter com sua imagem profissional. Confira!

1. Saiba qual é a imagem profissional que você deseja transmitir

Não existe uma única imagem certa. Essa é uma construção pessoal e deve estar alinhada com o tipo de carreira que você deseja, geralmente em longo prazo. Observe alguns profissionais com cargos semelhantes, mas que se apresentam de maneiras diferentes:

  • Mark Zuckerberg, o fundador e CEO do Facebook, é frequentemente visto com roupas informais; Brian Moynihan, o atual CEO do Bank of America (Banco da América), está sempre trajado de terno e gravata.

  • Elon Musk, fundador e CEO da Tesla Motors, costuma usar seu Twitter para interagir com as pessoas e fazer piadas; Bill Gates, fundador da Microsoft, que atualmente é investidor e filantropo, publica principalmente informações sobre o trabalho de ONGs com que colabora.

Portanto, se não há fórmula para a imagem profissional, a primeira coisa que você deve fazer é decidir qual será a sua.

2. Pense antes de publicar

A internet é uma vitrine. Pode ter certeza de que todos os seus contatos profissionais, sejam colegas ou empregadores, em algum momento vão ver o que você publica nas redes sociais, no seu blog ou site pessoal, em fóruns, e assim por diante.

E, quando virem tal conteúdo, ele vai afetar a maneira como essas pessoas pensam sobre você. Por isso, pense bem antes de publicar qualquer coisa.

Às vezes, uma frase ou imagem inocente pode ser mal-interpretada e causar sérios prejuízos. E, já que cada vez mais recrutadores usam a internet para filtrar quem será chamado para novas vagas, talvez você nunca saiba quantas oportunidades perdeu por causa de um Facebook gerenciado de maneira inadequada ou de uma conta com conteúdos inapropriados no Instagram.

A melhor forma de prevenir esse problema é sendo bastante cuidadoso com a sua imagem na internet.

3. Coloque atenção na sua aparência

Aqui vão algumas dicas para uma aparência que beneficia sua imagem profissional:

  • mantenha cabelo, barba e unhas bem aparados e limpos;

  • evite maquiagem em excesso, roupas muito coloridas, acessórios chamativos — ou seja, nada de exageros;

  • se não houver um código de vestimenta, opte sempre por smart casual: calça e camisa social, ou uma saia — lembre-se de que usar uma roupa formal demais para a situação também não é adequado!

Os locais de trabalho estão cada vez mais receptivos à expressão pessoal por meio da aparência. Isso significa que, em muitos casos, tatuagens, piercings e barba comprida já são aceitos sem problemas.

No entanto, essa não é uma regra. Portanto, se a empresa em que você trabalha (ou quer trabalhar) tiver restrições, é importante ficar atento a elas.

4. Organização do espaço de trabalho

Manter seu espaço de trabalho — seja uma sala ou uma mesa — em ordem também traz reflexos positivos para a sua imagem profissional.

Existe uma certa associação entre organização do espaço e pessoal. Por isso, de maneira geral, o empregador vai acreditar que um funcionário que mantém seus objetos guardados no lugar certo e sua mesa limpa tem mais chances de cumprir prazos do que um funcionário bagunceiro.

Existe ainda um outro motivo pelo qual esse é um fator relevante para a sua imagem profissional. Você pode até acreditar que a sua desorganização tem a ver com o seu perfil criativo ou inovador.

Porém, na visão do empregador, essa característica pode ser vista como desrespeito com a propriedade da empresa e com os colegas que dividem o mesmo espaço. Portanto, a bagunça acaba levando à formação da imagem de um funcionário-problema, criador de confusão — e isso não é nada bom para você, certo?

5. Comunicação

Comunicação é um tema bem amplo e, quando está combinado com a questão da imagem profissional, dá origem a algumas discussões extremamente interessantes.

Em primeiro lugar, o uso adequado da linguagem colabora para uma imagem de inteligência e boa formação. Mesmo que você seja ótimo no seu trabalho, o uso de linguagem incorreta ou inapropriada pode colocar uma “pulga atrás da orelha” do seu gestor.

Outra colocação importante é que você deve estar atento para manter uma comunicação eficaz. Quando você não faz isso, sua imagem passa a ser de descaso com a outra pessoa envolvida. É o caso do profissional que demora muito para responder seus e-mails ou que não avisa quando vai chegar atrasado a uma reunião.

Finalmente, não se pode esquecer que comunicação envolve, também, aspectos não verbais. Em uma entrevista ou apresentação, você deve ficar muito atento a eles, pois também se refletem na sua imagem.

Pessoas que gesticulam demais demonstram ansiedade; já aqueles que não olham diretamente para o outro, insegurança. Fique atento a esses detalhes, para garantir a formação de uma imagem profissional que transmita confiança.

Seguindo as dicas que você aprendeu neste post, certamente vai chegar a uma imagem profissional positiva, que será um ativo importante para a construção de uma carreira de sucesso.

Porém, aparências não bastam! É preciso conteúdo! Portanto, aproveite para conferir nosso artigo sobre o peso da especialização para sua competitividade no mercado de trabalho!

O passo a passo para delegar tarefas de forma efetiva

Se você gerencia projetos ou coordena equipes, eventualmente passará pela necessidade de delegar tarefas. E uma das grandes preocupações do coordenador é fazer a correta distribuição de atividades, sem perder o controle sobre elas ou a qualidade da execução. Além disso, nem todo gerente sente confiança em capacitar seus subordinados, o que pode gerar insegurança no ato de delegar.

De fato, essa não é das habilidades mais fáceis, mas é uma das mais importantes para que o líder realize uma gestão de sucesso. A descentralização de atividades permite a divisão de tarefas e demandas, garantindo uma equipe eficiente e mais tempo para o líder se dedicar a outras funções, como questões estratégicas e de planejamento.

Portanto, se você precisa desenvolver essa competência em sua gestão, acompanhe este artigo. Vamos mostrar um passo a passo de como fazer as delegações de maneira correta e eficaz, para que sua equipe obtenha os melhores resultados. Confira!

Escolha as tarefas que vão ser delegadas

Em primeiro lugar, o gestor deve selecionar quais tarefas serão delegadas. A dica, aqui, é fazer uma lista com todas as atividades sob a sua responsabilidade, desde as mais corriqueiras até as mais complexas. Tendo em mãos tudo o que precisa ser feito, é possível selecionar o que pode ser delegado e o que deve continuar sob o seu comando.

É recomendável que tarefas que exigem decisões estratégicas ou um conhecimento muito técnico sejam assumidas pelo próprio gestor, ao passo que tarefas que outras pessoas podem fazer ou que você não domina sejam delegadas.

Isso não significa que um gestor deva abrir mão de atividades mais simples; você também pode assumi-las se elas lhe dão satisfação profissional. O que não é saudável para uma boa gestão é que o gerente assuma mais responsabilidades do que pode arcar ou do que realmente é necessário.

Tendo em mente que você não pode nem deve fazer tudo sozinho, os resultados da equipe só tendem a melhorar.

Determine para quem você vai delegar tarefas

O segundo passo é escolher os melhores profissionais para assumir as tarefas delegadas, para que sejam realizadas com competência e qualidade. Para isso, é importante conhecer bem sua equipe, descobrir os pontos fortes e fracos de cada um e avaliar suas habilidades e competências, escolhendo, assim, o perfil mais apto para cada tarefa proposta.

Lembre-se de que a delegação não é um mero repasse de tarefas, mas uma concessão de poderes a alguém, com compartilhamento de responsabilidades. Portanto, além de escolher o melhor funcionário para cada atividade delegada, procure planejar cuidadosamente esse processo. Delegue gradualmente as funções, concedendo maiores obrigações ao longo do tempo.

Além disso, é importante que o gestor tenha confiança em quem vai delegar as tarefas e acredite em seu potencial, visto que, ao assumir a responsabilidade sobre elas, os funcionários precisarão ter mais autonomia e poder decisório em suas ações.

Ofereça um treinamento aos funcionários delegados

Este é um passo fundamental para delegar tarefas de modo eficiente e com êxito. Seja bastante claro ao orientar os funcionários, dê instruções precisas e os conscientize da importância sobre as novas atividades a serem exercidas.

O gestor pode, inclusive, organizar um período de treinamento, para preparar melhor o funcionário. É natural que esse processo tome algum tempo do gestor, mas os benefícios posteriores são enormes, sendo capaz de garantir um trabalho bem executado e dentro das expectativas.

Portanto, mesmo quando o colaborador já tem algum conhecimento sobre a função, jamais negligencie a boa comunicação. Como delegante, você deve explicar claramente o que será exercido, todas as etapas envolvidas nessa atividade e os resultados esperados, garantindo, ainda, que as informações tenham sido perfeitamente compreendidas pelo profissional.

Defina, também, os prazos para as tarefas. Uma dica, principalmente no caso de gestão de projetos, é repartir os prazos para cada etapa da tarefa. Com isso, você evita surpresas desagradáveis ao final e as chances de suas expectativas serem atendidas aumentam significativamente.

Garanta o acompanhamento e a supervisão das tarefas

Como dissemos, o funcionário para quem você delega uma tarefa deverá ter maior poder de autonomia e de decisão. Contudo, essas habilidades serão desenvolvidas ao longo do tempo. Na fase inicial de delegação, é importante oferecer um acompanhamento, sobretudo caso ocorram problemas durante a execução das tarefas.

Por isso, é importante acompanhar de perto o andamento das atividades, a fim de garantir o correto funcionamento do seu setor. Confira se o escopo da tarefa está sendo atingido, se está dentro do prazo e, ainda, se tudo está sendo feito com a devida qualidade.

Caso necessário, você também pode escolher um supervisor para ficar encarregado de conferir a execução das atividades delegadas e auxiliar os funcionários.

A dica é focar no suporte ao funcionário, e não simplesmente em dar ordens ou impor um modo único de executar as atividades. Portanto, ao delegar tarefas, cuidado com o tipo de gestão autoritária.

O importante é aproveitar essa fase para corrigir possíveis erros, reduzir obstáculos que estejam criando dificuldades aos funcionários e sanar dúvidas que porventura apareçam no decorrer das atividades. Com isso, você garante as condições necessárias para que os resultados esperados sejam atingidos.

Faça uma avaliação final e dê feedbacks

Por fim, é importante que o gestor faça uma avaliação sobre a performance dos funcionários e meça os resultados. Além de analisar o desempenho e de acompanhar a atuação deles, também é importante sempre dar feedbacks construtivos ao longo do processo, e não apenas depois de a tarefa ser concluída.

Lembre-se de que não é função do gestor apenas cobrar, pois a delegação não o isenta de sua responsabilidade sobre as tarefas.

O gestor e o funcionário devem, portanto, manter uma constante comunicação. O chefe da equipe deve auxiliar o subordinado nas dificuldades em relação às tarefas, deve ficar ciente das decisões tomadas pelo funcionário e, ainda, estar disposto a conversar e ouvir suas considerações.

Com o tempo, você poderá dar maior autonomia a seus subordinados, podendo se concentrar em atribuições mais específicas. Tudo isso é importante para aperfeiçoar ainda mais o processo de delegação, criando uma equipe de sucesso.

Seguindo esse passo a passo, você saberá delegar tarefas corretamente e de forma efetiva. Certamente, verá que a descentralização das atividades pode trazer enormes benefícios para sua gestão, como uma maior garantia de cumprimento de prazos e resultados mais satisfatórios.

Agora que você está apto a dominar essa importante habilidade gerencial, compartilhe este artigo em suas redes sociais e ajude outras pessoas a desenvolver a arte de delegar tarefas!

[ESTENDER +1000] Entenda como conseguir investidores para seu negócio

Você decidiu abrir o seu próprio negócio. A ideia é boa e tudo tem corrido muito bem. Porém, por mais que a empresa tenha potencial de crescimento, ela precisa de mais capital para ampliar seu alcance e colocar novos projetos em prática. É a hora certa, portanto, de buscar pessoas ou instituições que acreditem nesse potencial. Mas como conseguir investidores para o seu negócio?

Se você ainda não souber por onde começar, não se preocupe. Muitos empreendedores de sucesso já passaram justamente pela fase que você está vivendo agora. E a boa notícia é que, hoje em dia, com o avanço da tecnologia, ficou mais fácil encontrar formas de financiar o crescimento da sua empresa.

Para ajudar você nessa busca e aumentar as suas chances de sucesso, preparamos um guia com as principais práticas que você deve adotar para formar a base de investidores do seu negócio.

Neste post, listamos algumas recomendações valiosas sobre como encontrar esses investidores, apresentar o seu negócio e alavancar o crescimento da sua empresa. Então, prepare-se para tomar nota e ver a sua ideia se transformar em uma fonte de lucros!

Busque entender o que o investidor procura

Se você quer conseguir recursos para o seu negócio, a primeira recomendação é: entenda a cabeça do potencial investidor.

Como empreendedor, você deve conhecer bem o seu mercado de atuação. Mas já parou para pensar em quais empresas você mesmo investiria se tivesse recursos disponíveis?

Fazer esse exercício é interessante para, inclusive, entender os diferenciais do seu negócio e os pontos que precisam ser fortalecidos. A partir dessa análise, trabalhe para deixar a sua empresa o mais preparada possível para ser avaliada por possíveis investidores.

Analisar a concorrência também pode trazer ideias de como melhorar a imagem do seu negócio. Comparar os pontos fortes e fracos de sua empresa, agora em relação às concorrentes, pode gerar ideias de melhorias que podem ser implementadas para tornar o seu negócio ainda mais atraente para investidores.

Depois dessa reflexão preliminar, informe-se a respeito dos fatores que costumam ser observados quando alguém decide colocar (ou não) capital em determinada empresa.

É verdade, cada ramo de negócio tem riscos e características diferentes. Logo, uma análise para determinado setor não será tão útil para outro. Mas existem questões essenciais que serão sempre observadas, como risco e potencial de crescimento.

Procure entender quais costumam ser os termos mais comuns dos contratos estabelecidos entre empresas e investidores no seu ramo de negócio e também quais são os desdobramentos desses acordos em longo prazo.

Isso dará também uma ideia dos compromissos que você terá de assumir junto a investidores para obter um aporte e também se a sua empresa já está pronta para tal.

De forma geral, há quatro fatores que sempre são observados por investidores na hora de decidir investir em um negócio ou não:

  • prazo de retorno do investimento: seja transparente com seu investidor. É importante deixar claro qual é a previsão para que ele tenha seu dinheiro de volta;

  • previsão de receitas: com base no volume de recursos que você está buscando, elabore cenários para mostrar aos investidores o quanto o negócio poderia render com os aportes adequados;

  • escalabilidade: se o investidor vai colocar dinheiro em um negócio, ele quer saber qual é seu potencial de crescimento — e, portanto, o potencial de ganhos;

  • risco: todo investimento apresenta um risco e os investidores sabem muito bem disso. Assim, eles vão querer entender nos mínimos detalhes qual é o nível desse risco. Qual é a chance, por exemplo, do seu negócio falir sem conseguir devolver o capital recebido?

Coloque a contabilidade da sua empresa em ordem

Falar sobre atração de novos investidores é falar também sobre a saúde financeira do seu negócio. Isso significa que os registros e demonstrativos contábeis de sua empresa precisam estar impecáveis.

Procure manter seus dados contábeis sempre bem organizados e facilite o acesso dos investidores a eles. Além dos registros, faça também projeções para o seu negócio em diferentes cenários, buscando enxergar sua evolução ao menos nos próximos cinco anos.

Se possível, contrate um escritório ou consultoria especializada em contabilidade para organizar as suas contas. Hoje em dia, existem serviços especializados justamente para quem está em busca de investidores para um negócio.

Mas você deve estar se perguntando qual é o motivo de tanto cuidado. A organização da contabilidade da sua empresa será decisiva para um investidor estudar a viabilidade de investir em seu projeto. E são dois os principais motivos para essa demanda:

Avaliação da qualidade da gestão da empresa

Em primeiro lugar, é a contabilidade que vai mostrar aos investidores como os recursos financeiros da empresa vêm sendo aplicados.

Em outras palavras: ela serve como uma prova de que você sabe o que está fazendo na gestão do negócio e vai saber como administrar bem os recursos dos investidores para que eles tenham o retorno esperado.

Confiança no futuro do negócio

Em segundo lugar, contabilidade em ordem tranquiliza os investidores, que percebem que podem confiar na empresa.

Lembre-se: um dos piores pesadelos de qualquer investidor é investir em um negócio que não adota boas práticas de governança e não mostra exatamente onde foi parar o capital investido, muito menos se há chance de algum retorno para o investidor.

Identifique o tipo de investidor ideal para o seu negócio

Existem diferentes tipos de investimento a que você pode recorrer para conseguir capital para o seu negócio. Cada um deles vai atender empresas em diferentes estágios de desenvolvimento. Os principais são:

Crowdfunding

Pessoas comuns se reúnem para investir somas de dinheiro para apoiar um projeto. Hoje em dia é possível organizar esse investimento por meio de plataformas na internet, um processo conhecido como “vaquinha online”.

Esse tipo de investimento não envolve muita burocracia e geralmente os investidores ganham brindes ou algumas vantagens dependendo do valor investido. As plataformas mais conhecidas hoje são: Kickstarter, Kickante, Catarse, entre outras.

Equity-crowdfunding

Uma evolução da vaquinha virtual, inclui a possibilidade de converter o valor doado em ações ou participações da empresa no futuro. Algumas plataformas de crowdfunding que já têm posto esse modelo em prática são: Broota, EuSocio e StartMeUp.

Peer-to-peer lending (empréstimo coletivo)

Trata-se de empréstimos feitos por pessoas físicas para empreendedores investirem em seus projetos. Alguns exemplos de plataformas são: Biva, Nexoos e Kavod Lending.

Investidor-anjo

Um investidor especialista em determinado ramo de negócios que usa seu próprio dinheiro para investir em uma empresa que está começando (na maioria dos casos, uma startup). Esse investidor pode colaborar também com sessões de mentoria e networking.

Seed capital (capital semente)

Um dos primeiros aportes que um negócio recebe para se estabelecer. Esse tipo de investimento pode ser captado ainda na fase inicial de um negócio, quando ainda é necessário descobrir qual é a melhor forma de fazer a empresa crescer.

Aceleradoras

São próprias para empresas com potencial de crescimento rápido. Não é necessário ter um plano de negócios bem estruturado, pois a própria aceleradora pode ajudar com essa questão. No entanto, é necessário provar que o modelo de negócio é escalável.

Incubadoras

Entidades ligadas a programas de governo, políticas públicas ou iniciativas que buscam resolver problemas regionais. Aqui a burocracia é um pouco maior e a empresa precisa já ter um plano de negócios bem estruturado, que será analisado para determinar a concessão ou não de recursos para seu desenvolvimento.

Venture capital e private equity

Modelos de investimento para empresas mais maduras, que têm muito potencial para se tornarem grandes companhias em médio prazo. Aqui, os compromissos assumidos por quem recebe o aporte geralmente são maiores, assim como as exigências em relação à qualidade da gestão e dos processos do negócio.

Esse tipo de investimento é bastante focado em desenvolvimento e tecnologia. Ele também pode ser considerado como a última etapa antes de uma empresa lançar suas ações na bolsa de valores.

Percebeu como esses tipos de investidores são totalmente diferentes? Escolher aquele que se encaixa na realidade do seu negócio aumentará (e muito) as chances de sucesso.

Uma padaria, por exemplo, provavelmente não tem o perfil para buscar um investidor-anjo. Enquanto que uma startup, por sua vez, frequentemente não preenche os requisitos exigidos para obter investimentos junto a bancos, pelo menos nos anos iniciais do negócio.

Tenha algo concreto para mostrar

Não importa se você está procurando investidores para um negócio que já está consolidado ou para uma ideia que nem sequer saiu do papel: é preciso fazer a lição de casa e ter algo concreto para mostrar.

Você pode apresentar os resultados já obtidos ou projeções futuras, mas o que fará a diferença é a viabilidade do seu projeto em longo prazo.

Para isso, estude o seu mercado de atuação e entenda como o seu público-alvo se comporta. Se houver recursos para isso, rode a sua própria pesquisa para entender pontos que dizem respeito especificamente ao produto ou serviço que você deseja vender.

Uma alternativa é consultar empreendedores com negócios ou trajetórias semelhantes à sua, tanto em sua área de atuação quanto em outras com desafios parecidos. Para quem dispõe de recursos, é muito comum buscar referências de empresas no exterior com negócios afins.

No entanto, se você não puder ir pessoalmente até os locais de seu interesse, use a tecnologia a seu favor e entre em contato com as pessoas pela internet.

Seja proativo e apresente-se para indivíduos que são destaque em sua área de atuação. Use o e-mail ou as redes sociais para se apresentar e não tenha medo de pedir conselhos ou referências.

Se você é um empreendedor com mais experiência, sabe que o mínimo que conseguirá com essa tarefa é uma resposta negativa. Porém, tem ciência também que muitas portas são abertas a partir de um contato como esse.

Esse esforço vai ampliar suas referências e permitirá recolher ainda mais dados relevantes para a sua apresentação para investidores. Isso sem falar que o exercício também pode servir para refinar essa apresentação.

Lembre-se de que dados reais e factíveis são indispensáveis para vender bem o seu negócio! Não tente conquistar investidores experientes com base em meras intuições e percepções. Você pode gastar uma oportunidade valiosa que não voltará a ter no futuro.

Tenha em mente que eles vão questionar tudo o que você disser e, se você não estiver bem preparado para sustentar sua proposta, pode acabar perdendo a confiança de potenciais investidores.

Agora, o mais importante: se você se deparar com uma pergunta da qual não sabe a resposta, seja honesto. Tenha em mente que os investidores estão colocando dinheiro na mesa e, portanto, têm o direito de saber tudo sobre os riscos envolvidos.

Esforce-se ao máximo para vender bem o seu peixe. Ao mesmo tempo em que a transparência é importante, você precisa saber conquistar os investidores. Então, capriche na sua apresentação e mantenha os diferenciais do seu negócio sempre em evidência.

Como conseguir investidores com uma apresentação matadora?

A primeira questão que você deve ter em mente é que tudo (absolutamente tudo) conta na apresentação do seu negócio a potenciais investidores.

Sua pontualidade, sua escolha de roupas, o vocabulário que usa, o tom de voz que emprega, a velocidade imposta à fala, sua linguagem não verbal e a construção do arquivo de apoio, seja um documento de texto ou slides.

A avaliação vale para o pacote completo. No dia da apresentação, faça cada escolha com consciência. E, para ter certeza de que vai funcionar, teste e pratique antes.

Sua apresentação não é só sobre o seu negócio. Não adianta falar sobre a capacidade produtiva da fábrica ou os índices de atendimento ao cliente. Embora sejam informações importantes, elas podem ser discutidas depois.

Na verdade, esse momento de apresentação inicial deve ser totalmente focado nos objetivos do investidor e serve para responder a uma única pergunta: o que ele tem a ganhar fazendo uma parceria com você?

Se você quer realmente conquistar investidores, aproveite o tempo disponível (que provavelmente não será muito) para focar nas vantagens de investir no seu negócio. Se tiverem interesse em questões mais operacionais, eles mesmos vão perguntar. Só então é interessante entrar nesses detalhes.

Dica bônus: quando um investidor decide colocar dinheiro em seu negócio, ele na verdade está apostando em você e nas suas chances de sucesso. Nenhum investidor experiente coloca dinheiro na mão de quem não saberá o que fazer com ele. É indispensável, portanto, entender de negócios para conquistar os recursos que você precisa.

Assim, ajuda muito ter conhecimentos mais aprofundados sobre o mundo dos negócios, inclusive por meio de cursos de especialização em gestão. E agora que você já entende um pouco melhor como conseguir investidores para o seu negócio, pode avaliar qual é a melhor estratégia para você!

Ficou interessado? Então, leia o nosso post sobre o tema e tire qualquer dúvida que você tenha sobre as possibilidades de especialização em gestão!

Posso fazer pós-graduação em outra área ou só na que me formei?

Assim como estudantes que ainda nem ingressaram na universidade, profissionais já formados também se veem cercados de dúvidas em relação à sua carreira. As principais delas estão relacionadas à busca por melhores alternativas para alavancá-la e maneiras para se destacar em um mercado volátil.

Investir em uma pós-graduação ainda é um dos caminhos mais indicados para quem busca o sucesso. E disso você, provavelmente, já sabe. No entanto, fazer a escolha de qual a melhor formação ainda gera dúvidas: “posso fazer pós-graduação em outra área ou apenas na qual me formei?” é uma delas.

No post de hoje, responderemos a essa e outras questões que os profissionais fazem ao decidirem investir em uma pós. Ficou interessado no tema? Continue a leitura!

Posso fazer pós-graduação em outra área ou é melhor continuar investindo na de minha formação?

Ser um profissional generalista ou especialista? Essa é uma dúvida comum a quase todos os profissionais já graduados e que estão planejando como atualizar sua formação acadêmica para o mercado de trabalho.

O que é melhor: tornar-se um exímio conhecedor de uma única área (especialista) ou ser um profissional versátil, com múltiplas habilidades também fora da minha formação (generalista)?

A resposta para essa dúvida é categórica e vem de ninguém menos do que a Harvard Business Review, periódico de uma das universidades mais importantes do planeta, publicação extremamente respeitada no mercado e que costuma trazer dicas valiosas sobre o universo corporativo. A revista prova que ter pós-graduação em outra área costuma alavancar a carreira de muitos executivos.

Segundo essa pesquisa feita pela HBR, em 2016, com 400 estudantes que se formaram nos melhores MBAs dos Estados Unidos, os especialistas são, definitivamente, “punidos pelo mercado”. Além de terem oferta de empregos em menor quantidade, ainda possuem remunerações menores.

Para piorar, os bônus recebidos pelos especialistas são cerca de 36% menores do que os dos profissionais que têm pós-graduação em outra área, os generalistas.

Uma teoria que ajuda a explicar porque isso acontece é a aplicada no modelo corporativo chamado de T-Shaped. Em uma referência direta ao formato da letra “T”, o seu tronco vertical representa conhecimentos específicos em uma determinada área, e a parte horizontal a habilidade de compreender diversas disciplinas, mas não se aprofundar em nenhuma delas.

O profissional que quer se destacar precisa unir as duas partes e transformá-las em um perfil T. Em resumo, ter uma grande conhecimento específico da sua área, aquilo em que é especialista, mas ainda assim ter uma ampla parcela de experiências e habilidades fora dela: ou seja, generalistas.

Quem é apenas especialista pode encontrar dificuldades em sair da sua linha de pensamento e enxergar novas oportunidades. Por essa razão, a metodologia T-Shaped prega que é preciso ser multidisciplinar.

Isso torna profissionais completos, capazes de aplicar a sua expertise de maneira criativa, com uma visão sempre atenta ao que acontece em outros mercados.

Quais os impactos da pós-graduação na carreira dos executivos?

De acordo com um estudo da consultoria Produtive, 68% dos executivos bem-sucedidos no mercado já têm uma ou mais pós-graduações. A partir da segunda especialização, evidentemente, esses profissionais começam a buscar maior ramificação de seu campo de conhecimento, em uma tentativa de adquirir uma visão mais sistêmica do mundo empresarial.

Essa visão da capacitação como investimento explica muito do porquê das disparidades entre profissionais de uma mesma área. Enquanto alguns chegam aos 40 anos no topo da carreira, outros amargam a estagnação, ou até mesmo a “expulsão” de sua área de atuação.

Vale lembrar que a mesma pesquisa ainda mostra que quem tem mais de uma pós-graduação tem salários 38% superiores a quem tem apenas uma titulação dessa categoria.

Por analogia, nem precisa dizer que a distância entre parar na graduação e fazer uma pós é imensa, certo? A questão é que, além de fazer uma especialização, também é preciso considerar a possibilidade de estender sua formação. Trata-se de uma tendência mundial.

Como escolher um curso de pós-graduação adequado às suas necessidades profissionais?

A popularização do acesso ao ensino superior trouxe aos profissionais já atuantes no mercado a chance de mudarem os rumos da sua carreira. No entanto, essa ampla quantidade de cursos de pós-graduação aumenta as possibilidades, mas também pede cuidado na hora de tomar decisões.

Não é raro encontrar profissionais com uma ou mais pós-graduações no currículo sem fazer qualquer uso prático delas. Por isso, antes de sair se matriculando em uma pós, o ideal é estabelecer uma meta consciente e realista sobre o que você espera para o seu futuro profissional.

Os cursos de pós-graduação não são iguais. Cada um deles é desenvolvido para ajudar estudantes a cumprirem objetivos específicos.

Por exemplo: seu sonho é ser promovido na empresa, mas faltam conhecimentos específicos na sua área? Ou é abrir o seu próprio negócio? Nesses casos, os cursos mais indicados são os lato sensu (“sentido amplo”), voltados para uma atuação direta no mercado de trabalho corporativo. Nessa categoria se inserem as especializações, os MBAs e os masters.

Digamos, no entanto, que o seu objetivo maior é trabalhar com o desenvolvimento de pesquisas e projetos para as mais diversas áreas. Aqui, os cursos mais indicados são os stricto sensu (“sentido restrito”), que, como o nome sugere, são restritos para a carreira de docência e pesquisa. São eles os mestrados e os doutorados acadêmicos.

Há restrições para fazer uma pós-graduação em outra área?

Em tese, não somente a pós-graduação lato sensu, (voltada ao ingresso direto no mercado de trabalho, com duração média de 1 ano e meio) pode ser em área diferente de sua graduação, mas até mesmo a maioria das especializações do tipo stricto sensu (voltadas à docência e à pesquisa, com duração de 3 a 5 anos) podem ser cursadas por estudantes de graduações diferentes.

Embora isso fique a cargo de cada faculdade, em linhas gerais, saem dessa lista apenas os mestrados cuja área de atuação implique em alguma habilitação específica (caso da Medicina).

No entanto, até mesmo profissionais dessas áreas estão investindo em formações que não tenham ligação direta com o que aprenderam na faculdade, mas que na prática ajudam a melhorar a sua atuação profissional.

Médicos que almejam trabalhar na coordenação de hospitais e clínicas, por exemplo, podem se beneficiar com uma formação em gestão de empresas ou em gestão de pessoas. O mesmo vale para psicólogos que sonham em construir uma carreira trabalhando com crianças e podem investir em uma especialização na área de educação.

Ou até mesmo engenheiros que desejam atuar em mercados internacionais e podem investir em um curso de comércio no exterior ou relações internacionais. Esses são apenas alguns exemplos dentre uma gama de possibilidades!

Em geral, em relação às pós-graduações lato sensu, como especializações (centralizadas no aprofundamento em uma área) ou MBA (com foco nos negócios e no aprimoramento das estratégias de gestão para executivos), não somente é possível diversificar seu campo de estudo, como trata-se de uma decisão inteligente e que vem se tornando um caminho sem volta no mercado de trabalho.

E os requisitos para fazer isso acontecer é mais fácil do que muitos profissionais imaginam. Mas isso é algo que explicaremos mais à frente.

Quais as motivações de quem faz uma pós-graduação em outra área?

Mudar o foco da carreira, dar mais amplitude ao seu campo de formação ou unir conhecimento de áreas distintas: essas são algumas das razões para fazer uma pós-graduação em uma área diferente da formação do profissional.

Isso sem falar na vantagem de ter duas áreas possíveis de atuação, algo que, como estratégia de recolocação profissional, é excelente. E os frutos desses investimentos são visíveis ainda durante o curso.

Imagine, por exemplo, a valorização profissional de quem tenha graduação em Contabilidade, atue na área de compliance e decida fazer uma pós-graduação em Direito? Certamente, teria uma imensa vantagem sobre seus colegas de formação monotemática, concorda?

E o que dizer de um Economista que decida fazer uma especialização em Gestão, podendo ainda dar maior ênfase em uma dessas 5 áreas: Finanças, Marketing, Negócios, Pessoas ou Projetos?

Dominar em 360° a dinâmica empresarial o tornará mais competitivo, mais preparado para ganhar uma promoção, buscar uma colocação profissional melhor no mesmo segmento ou mesmo mudar de área.

Pois bem, esse é, em última análise, o objetivo de uma especialização: torná-lo mais adaptado aos desafios multifacetados do mercado. Em resumo, fazer uma pós-graduação em outra área dá ao profissional:

  • duplicação nas possibilidades de colocação/recolocação profissional.

  • chance de mudar de área (da Gestão para a Economia, do Jornalismo para o Marketing, da Contabilidade para a Atuária etc.);

  • oportunidade de se tornar um profissional multidisciplinar.

  • sinalizar ao mercado que você não está acomodado;

  • ampliação e maior diversificação de seu networking;

  • visão mais ampla do universo empresarial;

  • maior domínio e capacidade de proposição de soluções aos desafios propostos pela empresa.

Ganhar mais conhecimento na área ou mudar de carreira são as principais possibilidades trazidas pela pós-graduação. Mas é preciso apenas ter cuidado com a regulamentação das profissões. Para serem exercidas, muitas delas exigem além do diploma de graduação, um registro no órgão da classe.

Por essa razão, complementaridade de conhecimentos é um parâmetro importante para escolher uma pós-graduação. Não adianta investir em um curso na área de nutrição, por exemplo, se você não possui diploma na formação ou registro no Conselho Regional de Nutricionistas (CRN).

Quais são os requisitos para fazer uma especialização ou um MBA em outra área?

Cada instituição de nível superior define as próprias regras para selecionar os alunos para seus cursos de pós-graduação.

A Fundação Dom Cabral, por exemplo, eleita pelo jornal britânico Financial Times como a 12ª melhor escola de negócios do mundo, possui os seguintes requisitos para matrícula em seus cursos de pós-graduação (como a especialização em Gestão, por exemplo):

  • preenchimento da ficha de inscrição;

  • entrevista de seleção (individual). Para participar da entrevista, é preciso que o candidato tenha completado a sua graduação.

Documentos Necessários para a entrevista:

  • Curriculum Vitae atualizado;

  • histórico escolar (cópia).

  • Documentos necessários para a matrícula:

  • diploma de conclusão de curso superior (Licenciatura Plena ou Bacharelado), ou diploma de conclusão de curso sequencial de Formação Específica (original e cópia frente e verso);

  • documento atual com foto e CPF.

E quanto à docência?

Mesmo com uma carreira encaminhada dentro do mundo corporativo, muitos profissionais ainda visualizam a oportunidade de trabalhar com docência como uma possibilidade. As leis que regulamentam a educação no Brasil seguem uma série de regras básicas, as quais é importante entender, pois elas exigem formações e conhecimentos específicos para cada área de ensino.

Em geral, dos professores da educação infantil e ensino fundamental I, que lecionam para crianças até 5º ano, a maioria das instituições exige uma formação específica em Pedagogia. Com essa formação, o profissional também é capaz de atuar em creches e pré-escolas.

Já para o ensino fundamental II, que vai do 5º até o 9º ano, o profissional precisa ter uma licenciatura em determinadas áreas do conhecimento, que serão abordadas na preparação do estudante para a universidade. São elas Ciências Biológicas, Letras, Física, Química, Matemática e Geografia. Ao terminar a graduação, o profissional já está habilitado para dar aulas.

No entanto, diferente do que muitos pensam, para ser um professor de ensino técnico ou superior não é necessário ter uma formação específica em Pedagogia. No caso dos cursos técnicos, qualquer profissional com um diploma em licenciatura ou bacharelado e, em determinados casos, uma especialização lato sensu, está habilitado a lecionar.

A mesma ideia vale para os cursos superiores. A diferença está nas exigências das instituições. Enquanto as faculdades privadas pedem uma especialização lato sensu, as universidades públicas exigem uma pós-graduação stricto sensu, que são os mestrados e doutorados.

Já deu para perceber que não há muito segredo, nem burocracia, certo? Fazer uma pós-graduação em outra área exige apenas esforço, disposição em fazer um investimento curto com retorno para a vida toda e muita vontade de crescer na carreira! Vale a pena.

E para quem a pergunta “posso fazer pós-graduação em outra área?” ainda não saiu da cabeça, esperamos que este post tenha sido esclarecedor. Para aprender ainda mais sobre o assunto, confira também o que considerar antes de escolher o seu curso!

Coaching de carreira: como saber se está na hora de você ter um?

Na busca por sucesso profissional, você precisa investir no seu desenvolvimento. Uma das alternativas disponíveis é o coaching de carreira. Trata-se de uma atividade na qual você recebe orientação de um especialista — um coach — para entender melhor a si mesmo e, assim, atingir seu pleno potencial.

O coaching de carreira ainda não é uma atividade acessível para todos. Portanto, se você tiver condições de realizá-lo, certamente vai ter uma vantagem competitiva no mercado de trabalho.

Porém, nem todos precisam de coaching; existe um certo momento da carreira em que ele é mais relevante, enquanto, em outros momentos, pode ser um investimento sem muito retorno.

Neste post, você vai entender quais são as pistas que indicam o momento ideal para contratar um coach. Será que está na hora de você ter um? Leia e descubra!

Você já cobriu o básico

Se você quiser fazer um bolo, não vai começar aprendendo a fazer a decoração. Primeiro, vai aprender a fazer uma massa muito boa e um recheio saboroso. Esses são os elementos básicos de um bolo. Sem eles, a decoração não vai adiantar.

O mesmo vale para sua carreira. O coaching de carreira é a decoração — a cereja no bolo. Porém, a massa e o recheio são a sua formação e a sua experiência. Se você ainda não tem esses dois elementos bem desenvolvidos, sólidos, não adianta buscar um coach.

Dessa maneira, se você nem se formou ainda, não fez uma especialização, ou acabou de começar a trabalhar, ainda não é a hora de investir seu dinheiro em um coach.

Você está estagnado há algum tempo

Um dos sinais de que é hora de contratar o coaching de carreira é a estagnação. Você trabalha há muitos anos no mesmo segmento (talvez, até, na mesma empresa) e não consegue avançar ou conquistar uma promoção. Além disso, sente-se preso e não vê progresso.

Por outro lado, se a sua carreira vem avançando normalmente, a princípio, não existe razão para contratar um coach. Aliás, cuidado: alguns profissionais apresentam um perfil de alta expectativa, que se traduz por “muita pressa em ver crescimento”. Passar um ou dois anos sem uma promoção está longe de ser considerado estagnação. Então, tenha paciência.

Você não sabe o que está errado ou onde precisa melhorar

No item anterior, nós falamos sobre estagnação. Acontece que, em alguns casos, você sabe bem qual é o motivo da sua carreira não estar progredindo.

Pode ser, por exemplo, um caso específico: a empresa em que você trabalha está atravessando um momento ruim, e não pode oferecer novas oportunidades aos funcionários. Nessa situação, o coach vai poder fazer muito pouco por você — exceto, talvez, ajudá-lo a decidir se vale a pena continuar na mesma empresa, ou se é melhor buscar oportunidades em outro lugar.

Em outros casos, você está estagnado, mas não tem ideia do motivo. Isso é muito comum quando você não conta com o feedback do seu gestor. Nessa situação, o coach pode ajudá-lo a identificar quais são os fatores que estão impedindo seu progresso na carreira. Esse insight pode ser tudo que você realmente precisava para crescer profissionalmente.

Você está em um bom momento da sua vida pessoal

Apesar de muitas pessoas terem a imagem do coaching como uma espécie de terapia, ele não é. Se os problemas que estão afetando sua vida profissional são, na realidade, de fundo pessoal (como um divórcio ou uma morte na família), ele não vai poder ajudar muito. Nesse caso, seria mais adequado realmente buscar um terapeuta.

Se você está atravessando um momento complicado na sua vida pessoal, adie a contratação de um coach. Mesmo que você comece o processo de coaching, provavelmente não conseguirá se dedicar profundamente a ele, porque outras questões vão estar em prioridade. Então, gastar com essa atividade será uma tentativa de “tapar o sol com a peneira”, além de um grande desperdício de dinheiro.

Você tem condições financeiras de investir

Infelizmente, o dinheiro é um fator importante para decidir se é hora de fazer coaching de carreira. É por esse motivo que a atividade ainda não é muito disseminada: o tempo de um coach, devido ao seu nível de expertise, não é barato.

Por esse motivo, considere se você tem condição financeira de arcar com esse compromisso. Tenha em mente que o coaching é um processo, portanto, uma sessão não vai resolver seus problemas.

Mesmo que você tenha o dinheiro para investir, também é necessário considerar o “custo de oportunidade”. Quanto você pode perder, se não contratar um coach hoje mesmo? Se não conseguir identificar uma boa razão, talvez não seja tão importante assim, nesse momento.

Acima de tudo, cuidado para não contratar um coach simplesmente porque é tendência. Você deve ter um bom entendimento dos benefícios reais que o coaching de carreira poderá agregar aos seus resultados e ao seu crescimento.

Você fez uma entrevista inicial, e gostou

A boa notícia é que você não precisa tomar sua decisão totalmente no escuro. Para concluir se é hora de contratar o coaching de carreira, você pode realizar uma entrevista inicial com o próprio coach. Ele vai ajudá-lo a avaliar o estado atual da sua carreira e diagnosticar a contribuição que o processo de coaching poderá trazer para o seu desenvolvimento.

Além disso, essa entrevista também permitirá observar se você gosta do método do coach escolhido. Como se trata de um processo extremamente pessoal, é importante que você esteja à vontade com o profissional que vai acompanhá-lo e o caminho que será traçado para chegar ao seu objetivo: desenvolvimento e progresso na carreira.

Não há dúvidas de que o coaching de carreira é uma ferramenta poderosa no caminho para o sucesso. Porém, um profissional inteligente lança mão de suas ferramentas no momento certo. Se agora não é a hora de procurar um coach, isso não significa que você deva ficar parado; talvez seja melhor buscar outras formas de desenvolvimento, como uma especialização.

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Estresse no trabalho: 7 dicas para provar que é possível viver sem

Quando pensamos em crescimento profissional, entendemos que as metas aumentam e precisamos cumprir cada uma delas com excelência. Com isso, o estresse no trabalho pode se tornar inevitável.

Infelizmente, ao nos deparar com essa situação, o desgaste físico e emocional pode chegar no nosso limite. Diante desse cenário, é importante saber como lidar e se prevenir contra algumas adversidades que podem ocorrer no dia a dia.

O estresse ocupacional pode causar uma série de instabilidades orgânicas e muitas vezes psíquicas. Essas instabilidades são resultados de alterações no tempo, emoção ou no ambiente de trabalho e tendem a impactar diretamente na sua vida e na produtividade de serviço.

Para que isso não aconteça, novas atitudes devem ser tomadas para que seu foco esteja no que realmente importa, fazendo com que suas competências funcionem de maneira eficiente. Por isso, separamos algumas dicas para que, ao optar por novos hábitos, tenha uma vida livre do estresse. Confira:

1. Não supervalorize os problemas

Estamos sujeitos a passar por situações que fogem do nosso controle todos os dias, mas isso não quer dizer que precisamos nos desesperar toda vez que isso acontecer. Ter em mente que algumas coisas podem sair do nosso planejamento é o primeiro passo para aprender a não supervalorizar o que pode ser resolvido de forma simples.

Além disso, estabeleça limites para determinadas situações. Estabeleça tempo para cada problema. Tente resolvê-lo de maneira rápida e eficiente mas, caso não consiga, parta para outra tarefa e desligue sua mente do problema anterior. Isso poderá te ajudar a gastar sua energia da maneira certa e em momentos específicos.

2. Crie um ambiente agradável

Em um ambiente corporativo as suas ações vão definir como será o seu dia e de seus colegas. Descontar em outras pessoas o seu estresse não vai te ajudar. Por conta disso, é preciso ter em mente que um grupo em harmonia tende a trabalhar de maneira mais rápida, eficaz e agradável.

Seja educado e amigável

Como em qualquer círculo de relacionamento, existem pessoas que você terá mais afinidade e outras nem tanto, mas mesmo com quem você não tem contato busque praticar a diplomacia.

Seja educado e atencioso quando falarem com você, busque por pontos em comum entre você e outros membros da equipe e faça com que seu tempo com cada um deles seja melhor aproveitado.

Valorize sua equipe

Jogue em equipe e nunca contra ela. Ser o pessimista não vai te ajudar a ter um crescimento profissional, por isso, sempre deixe sua opinião clara, mas mostre-se disposto a fazer seu melhor para que o objetivo em comum seja alcançado.

Dê o seu melhor

Nunca é fácil receber um comentário negativo, porém alguns são necessários para que nosso rendimento melhore. É preciso ter um pensamento crítico para avaliar se realmente estamos cumprindo com todas as tarefas de maneira eficiente.

Busque se especializar em sua área e entenda que sempre podemos melhorar, com isso em mente, você não vai se deixar abalar por uma avaliação negativa e buscará sempre ter um nível alto de produtividade e qualidade, dentro de sua capacidade.

3. Organize seu espaço

Quando sua mesa está desorganizada, a sua mente não consegue focar no que realmente precisa fazer, sempre estará desviando o foco para um objeto que não deveria estar ali e, muitas vezes, o que você precisa que esteja, não consegue encontrar.

Organize seu ambiente de trabalho, priorize os documentos mais importantes, jogue fora o que não precisa e anote tudo o que for significativo para cumprir com seu cronograma de atividades.

4. Planeje sua agenda

Antes de começar a trabalhar, faça um planejamento de tudo o que precisa fazer, seja durante o dia ou da semana. Quando você anota uma informação importante, seu cérebro consegue descansar, porque sabe que não precisa ficar te lembrando de cada uma delas.

Todas as informações relevantes devem estar anotadas em uma agenda, post-it, planner ou o que for melhor para que consiga seguir com um planejamento sem se estressar com o fato de ter que decorar cada um deles. Ao listar seus compromissos conseguirá ter uma visão geral do que realmente é indispensável e o que poderá ser desmarcado ou adiado.

5. Estabeleça metas

Busque organizar suas metas em curto, médio e longo prazo. Muitas vezes as pessoas não realizam suas metas por falta de planejamento e, com isso, acabam se tornando frustradas, seja na vida pessoal ou profissional.

Estar alinhado com seus sonhos pode te dar um rumo sobre o que precisará fazer para que alcance cada uma delas. Se o seu plano é crescer na empresa onde está, procure por cursos e informações que o levarão ao posto desejado.

Conhecimento nunca é demais, sendo assim, especializações na sua área de atuação são sempre bem-vindas para que consiga alcançar seu objetivo, seja ele dentro de sua empresa ou em uma nova companhia.

6. Faça exercícios físicos

Se exercitar pelo menos 20 minutos por dia pode fazer uma grande diferença em como você enfrentará as situações diárias. Busque fazer o que mais gosta, como andar, correr, academia, dançar etc. Qualquer atividade física que tire você do sedentarismo, reduz a chance de doenças crônicas e te ajuda no combate contra o estresse.

Fazer alongamento assim que acorda, por exemplo, pode aumentar sua disposição, ajudar na alimentação e te ensina a treinar o controle da respiração. Alongamentos simples podem ser feitos em casa, auxiliam no fortalecimento dos músculos e ainda corrigem a sua postura.

7. Tenha relacionamentos saudáveis para evitar o estresse no trabalho

Nunca se esqueça de que o que você faz na sua folga, será refletido em seu rendimento na empresa. Por isso, descansar é fundamental, ter uma alimentação saudável e buscar por coisas que trazem felicidade e realização pessoal são essenciais para uma vida mais completa e livre das preocupações desnecessárias.

São os seus relacionamentos que o levarão ao posto que deseja, seja dentro de uma companhia ou os pessoais, pois eles refletem diretamente nas suas atitudes e em como resolverá qualquer situação.

Ao criar novos hábitos você conseguirá se livrar do estresse no trabalho e garantirá mudanças gradativas, que vão gerar mais saúde emocional e física. Usar de medidas preventivas será o grande diferencial para ser mais feliz em seu ambiente de trabalho.

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Feedback construtivo: 7 erros que você pode estar cometendo

Ser gestor não é fácil, e uma das tarefas mais importantes que essa função engloba é o feedback. Você precisa tomar cuidado com vários erros comuns, que incluem desde não oferecer nenhum feedback até realizar uma abordagem negativa dessa atividade — ainda mais se for em grupo.

Se o feedback construtivo visa melhorar a performance e aumentar o engajamento, quando conduzido de maneira inadequada, ele pode ter o efeito contrário — como desmotivar seus colaboradores.

Para evitar que isso aconteça com a sua equipe, vamos apresentar, neste post, os 7 erros mais comuns do feedback e como evitá-los. Boa leitura!

1. Não reconhecer que há mais de um tipo de feedback construtivo

O feedback positivo é aquele voltado a parabenizar o colaborador por algo de bom que ele fez. Veja que, nesse caso, não há a intenção de ensinar ou melhorar, pois o profissional já atingiu o que era esperado dele. A função desse tipo de feedback é garantir que o indivíduo continue motivado ao longo do tempo.

O feedback negativo é aquele que tem o intuito de apontar um erro e ajudar o colaborador a corrigir seu desempenho. Isso é feito de maneira que ele se sinta estimulado a crescer. O foco não é no erro, mas nas formas de melhorar.

Para terminar, tenha cuidado com a crítica sem finalidade. Alguns gestores reagem de maneira destrutiva quando o trabalho ou atitude do colaborador não corresponde ao esperado.

Em vez de ajudar o profissional a se superar, essa medida emprega técnicas de constrangimento e repreensão. Em quase todos os casos, o resultado é oposto ao desejado.

Os dois tipos de feedback acima são considerados “construtivos”, pois sua finalidade é, literalmente, construir uma realidade cada vez melhor dentro da empresa. Esse é um processo conjunto e não visa simplesmente o lucro do negócio, mas a formação de um ambiente que seja produtivo e gratificante para todas as partes envolvidas.

2. Não usar o feedback positivo regularmente

Por algum motivo, muitos gestores limitam-se a aplicar o feedback positivo quando algum colaborador extrapola muito suas expectativas. Não é assim que ele deve ser utilizado. Com um emprego mais amplo do feedback positivo, você verá a sua influência na motivação do time.

Como forma de reforço, ele pode ser adotado constantemente, mesmo diante de pequenas realizações e atitudes. Dessa maneira, você demonstra à sua equipe que está realmente atento ao trabalho que estão desenvolvendo, e que a empresa reconhece todos os esforços em prol do negócio.

Aliás, os profissionais valorizam a organização que observa os processos desenvolvidos — e não apenas os resultados obtidos. Afinal de contas, nem sempre o colaborador tem sucesso, mas isso não significa que deve ser ignorado pelo gestor.

3. Transformar o feedback positivo em uma forma de menosprezar o restante da equipe

Se você não tomar cuidado com a maneira como apresenta o feedback positivo, ele pode se tornar um incômodo para os colaboradores que não estão recebendo reconhecimento.

Isso acontece, por exemplo, quando você sempre elogia o mesmo funcionário diante de toda a equipe; ou, ainda, quando usa palavras que levam os demais a sentirem que nunca vão se igualar ao colega que está sendo elogiado.

Nesses casos, pode-se formar um ressentimento dentro da equipe, o que vai levar a conflitos e, claro, a um pior desempenho nas atividades que demandam um trabalho colaborativo.

Ao mesmo tempo, é claro que você não deve deixar de lado o funcionário que já foi elogiado. Sempre que ele fizer algo digno de reconhecimento, deve recebê-lo — não importa quantas vezes sejam.

Uma boa dica é que, se você notar que é sempre o mesmo colaborador que se destaca, procure realizar o feedback positivo dele de maneira particular. Abra espaço para que, no reconhecimento aberto diante da equipe, outras pessoas também recebam atenção.

4. Fazer o feedback negativo em público

Como já vimos, mesmo o feedback negativo pode ser construtivo, desde que aplicado da maneira correta. Um dos erros mais comuns é tentar dá-lo diante de toda a equipe.

Na cabeça do gestor, ele está garantindo que mais ninguém na equipe vai cometer o mesmo erro; na cabeça do colaborador que cometeu o erro, ele está sendo exposto ao ridículo diante dos colegas.

Esse não é o único problema. O profissional pode até mesmo considerar que houve assédio e levantar um processo contra a empresa, dependendo do que for falado.

Esse é o tipo de situação que desestabiliza completamente a imagem da organização e a liderança da equipe. Felizmente, é fácil evitá-la: sempre que o feedback envolver uma crítica ao colaborador, tome o cuidado de conversar com ele em particular.

5. Não estabelecer quais serão as ações de melhoria

Já ficou bastante claro, mas vamos reforçar: o feedback é uma ferramenta de gestão de pessoas focada em melhoria do desempenho e aumento do engajamento. Assim, quando o feedback é negativo, não basta identificar e expor o problema ao colaborador.

É preciso estabelecer, junto com o funcionário, quais serão as ações concretas tomadas para garantir que haverá melhoria, deste momento em diante. E, claro, deve haver um acompanhamento consistente, visando observar se as ações foram colocadas em prática.

Para resumir, se o feedback não se refletir em um resultado efetivo, ele não tem função — é apenas um desperdício de tempo.

6. Não realizar um feedback individual e em grupo

Existem duas maneiras diferentes de realizar um feedback: individualmente ou em grupo. Ambas são importantes, mas muitos gestores utilizam apenas a segunda alternativa, preocupados com o tempo que o contato individual poderia tomar.

O problema é que, no feedback em grupo, existe menos oportunidade para a comunicação bilateral entre os colaboradores e o gestor. Muitas ideias valiosas de melhoria podem não emergir quando o indivíduo precisa se expor diante dos colegas para apresentar suas sugestões.

Portanto, mesmo que você precise realizar o feedback individual com uma frequência reduzida, não deixe de garantir esses momentos particulares com cada membro da sua equipe.

Esses são os erros mais comuns que você pode estar cometendo na hora de prestar um feedback construtivo aos seus colaboradores. Tenha em mente que essa ferramenta é indispensável para ajudar no crescimento profissional dos talentos da sua empresa e, até mesmo, na preparação dos profissionais de alto potencial para ocupar cargos de liderança dentro da organização.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira nosso post com os 6 segredos para o desenvolvimento de líderes!

Quando usar cada um dos tipos de metodologias de gestão de projetos?

Atualmente, existem muitos tipos de metodologias de gestão de projetos que podem ser empregadas pelas empresas. Saber distinguir entre eles e entender para que objetivos e ações são indicados é essencial para o êxito em desenvolvimentos de produtos/serviços, parcerias ou outros programas organizacionais.

Existem duas finalidades ligadas a um projeto: criar um output, cujo propósito é gerar produtos/serviços, e/ou um outcome, em que o intuito é produzir um resultado.

Neste post, você vai aprender quais são e quando aplicar as melhores metodologias para gerar outcomes, além de entender como a escolha de uma delas impacta em vários aspectos do sucesso e da diminuição de riscos do projeto. Não deixe de conferir!

Principais agrupamentos das metodologias de gestão de projetos voltadas para resultados

Métodos tradicionais

Segundo Heitor Coutinho, professor de estratégia e gestão de projetos da Fundação Dom Cabral, “os métodos tradicionais foram criados para situações de baixa incerteza”. Nesse caso, há o conhecimento sobre o que será desenvolvido, o escopo envolvido e o objetivo do projeto.

De forma resumida, em um método tradicional se tem a compreensão e o conhecimento para desenvolver a solução pretendida. Duas metodologias que se enquadram nesse grupo são o PMBOK e o PRINCE 2.

Métodos ágeis

Os métodos ágeis usam bastante o recurso de prototipação, pois é necessário ter muita interação com o cliente. Nesse caso, sabe-se o objetivo do projeto que será desenvolvido, porém não há muita clareza em relação à solução.

“Por isso, é necessário lançar mão de protótipos, ter mais iterações (recursividade) e interação com os futuros usuários”, explica Heitor. “Nesse grande grupo de métodos ágeis, uma aplicação muito usual é o desenvolvimento de produtos em empresas.” Algumas metodologias que se enquadram nos métodos ágeis são:

  • SCRUM;

  • Lean Startup;

  • Práticas Ágeis do PMI.

Métodos inovadores ou Extreme Project Management (XPM)

Quando é necessário desenvolver algo novo, é comum não ter dados do mercado. Afinal, está sendo lançada uma coisa nova. “Nessa circunstância, a valia do planejamento é muito restrita”, comenta o professor. Sendo assim, o planejamento só é útil via just in time, não para a estrutura geral do projeto.

“Esse terceiro bloco de métodos é o que tem o maior nível de incerteza e, portanto, o maior nível de risco associado”, explica Heitor. “Todos os métodos de pesquisa e desenvolvimento estão nesse quadrante.”

No Extreme Project Management se lida com grau elevado de risco, pois se trabalha algo com um nível de novidade extrema, que pode envolver inovação radical e até disruptiva. “É uma situação em que nem o objetivo, nem a solução estão claros”, comenta Heitor. “Então você terá que pesquisar muito para depois entrar no desenvolvimento.”

Algumas técnicas usadas nesse ambiente são a ideação e o Design Thinking, bem como projetos de pesquisa puros. Já o Design Sprint, da Google, é um método para inovação.

As sete principais metodologias de gestão de projetos

1. PRINCE 2

O PRINCE 2 se encontra no quadrante tradicional, sendo muito usado na Europa. “Ele se aplica quando você conta com um nível de incerteza baixo, mas tem certeza de qual é o objetivo e há clareza da solução”, explica o professor.

2. PMBOK

O PMBOK, de origem americana, é um livro estruturado em conhecimentos da área, de forma semelhante ao Prince 2, sendo instituído pelo PMI (Project Management Institute). Ele agrupa o conjunto de boas práticas dessa organização para a gestão de projetos, sendo considerado um método tradicional. Todavia, a versão de 2017 trouxe um conteúdo adicional voltado para a metodologia ágil, ou seja, já existe o PMBOK Agile.

3. IPMA

O IPMA (Internacional Project Management Association) é outro instituto extremamente importante, também de origem europeia, que pode ser posto no mesmo nível das organizações responsáveis pelo PRINCE 2 e pelo PMBOK.

“Enquanto os dois primeiros são mais orientados às melhores práticas, ao processo de fazer projetos, o IPMA está mais ligado às competências para se fazer projeto”, explica Heitor. Também é um método tradicional.

4. SCRUM

O SCRUM é o método ágil mais conhecido, sendo muito bem empregado na fabricação de software. “A partir do momento em que o desenvolvimento de softwares avançou para a programação orientada a objetos, a elementos mais gráficos, o SCRUM foi decisivo”, aponta Heitor.

No entanto, o professor menciona que essa metodologia pode ser usada também para o desenvolvimento de novos produtos nas companhias, uma vez que conta com bons recursos para isso.

5. Adaptative Framework Project (AFP)

Uma das premissas de um método ágil é ser adaptativo. Nele, ao longo do processo, realizam-se adaptações em seu escopo, além de incrementar aos poucos seu projeto até obter o produto final. O Adaptative Framework Project fornece uma estrutura que se adapta a ambientes em constante mudança. Assim, é preciso destacar que o AFP facilita a adaptação, sendo também semelhante ao SCRUM, embora mais amplo. 

6. Lean Startup

Lean, algo como “enxuto”, envolve identificação e exclusão sistemática de desperdícios. Basicamente, qualquer método lean emprega a estratégia de agir, de forma local, em cada item de desperdício de recursos, custo ou tempo para atingir um time-to-market mais rápido e qualidade superior.

Com base nesse conceito, Eric Ries, empreendedor e autor, buscou combinar ideias de marketing, gestão e tecnologia, e criou o Lean Startup. Ele tem buscado converter uma metodologia idealizada originalmente para startups de tecnologia em um método mais aplicável e coeso para qualquer organização nascente.

Suas ideias englobam, por exemplo, métodos ágeis de desenvolvimento de mercadorias, interação frequente com usuários para testes de hipóteses e ciclo BuildMeasureLearn (construir — medir — aprender).

7. Design Sprint

Design Sprint é um método que possibilita resolver questões críticas empregando prototipação, técnicas de brainstorming e validação de modelos em um intervalo de tempo pequeno.

Desenvolvido pelo designer e autor Jake Knapp, no Google, sendo bastante usado na gigante tecnológica, seu foco é desenvolver e testar ideias com clientes, buscando resolver questões críticas rapidamente. Tudo é feito em um período curto de cinco dias.

Em vez de aguardar para lançar um Minimum Viable Product (MVP) para checar se uma ideia é positiva ou não, o que pode levar meses, o Design Sprint se centra, especificamente, na validação dessa ideia junto a usuários, reduzindo o processo para uma semana útil de trabalho.

O que define quando cada uma delas deve ser usada

“Não acredito que uma empresa possa adotar um único modelo e ter sucesso”, diz Heitor. Ele explica que as companhias precisam entender quando cada método é adequado para determinada situação, que pode ser uma das seguintes:

  • saber o que fará (solução) e ter a clareza quanto aos objetivos — o uso de um método tradicional;

  • saber o objetivo que se quer alcançar, mas não ter um escopo do produto (solução) — métodos ágeis são os mais adequados;

  • produzir algo absolutamente novo, não havendo clareza sobre objetivos e solução — o emprego de um método inovador ou XPM se encaixa nesse caso.

“Ela nunca pode ter um método só, ou modelo só”, enfatiza o professor ao se referir à necessidade de a empresa diversificar seus métodos. “A partir do modelo, ela pode se inspirar para criar a metodologia dela, que vai ter uma série de caminhos diferentes.”

Consequências de usar a metodologia errada

A primeira consequência é o projeto fracassar por causa de uma opção errada, pois a metodologia escolhida pode não ter os recursos necessários para lidar com desafios específicos da gestão de projetos.

Heitor exemplifica: “Se o seu desafio é desenvolver algo disruptivo, muito inovador, não dá para usar o modelo PMBOK, porque ele não é adequado para isso.” Segundo o professor, isso ocorre “porque essa metodologia tradicional é usada quando você sabe claramente o objetivo e qual é a solução daquilo que pretende desenvolver”.

“Com o uso de um método inadequado, você pode ter desde um aumento de custo — devido a uma determinada burocracia para se chegar a um produto ou resultado — até o fracasso total”, alerta ele.

Para evitar isso, é importante ficar atento na hora de decidir quais tipos de metodologias de gestão de projetos utilizar. “A escolha do tipo de método é quando se opta pelo método mais adequado para aquele tipo de desafio que você enfrentará, em termos de gestão de projetos”, explica Heitor. Portanto, é preciso estudá-las para entender bem a que se destinam e, consequentemente, tomar uma boa decisão como gestor de projetos.

Agora, que você já sabe quais os principais tipos de metodologias de gestão de projetos, que tal tirar as dúvidas mais comuns sobre a especialização nessa área?

Downsizing com foco em custos: entenda como deve ser feito

A burocracia e o excesso de custos são alguns dos problemas que mais travam o crescimento de uma empresa. Uma técnica muito utilizada pelos gestores para reduzir essas duas barreiras é o downsizing. Criada nos Estados Unidos na década de 70, seu principal objetivo era diferenciar as empresas da concorrência, mas chegou ao Brasil com o intuito de reduzir a estrutura burocrática das organizações.

Neste post, vamos explicar como funciona o downsizing, quais os seus benefícios e como aplicá-lo de maneira positiva na sua empresa. Ficou interessado? Então continue a leitura!  

O que é downsizing?

Antes de explicarmos como aplicar essa técnica na sua empresa, é preciso entender o que, de fato, significa downsizing. Traduzindo para o português, essa palavra pode significar diminuir tamanhos, achatar, encurtar. Na prática, a técnica é direcionada para a redução de tudo aquilo que é menos estratégico em uma empresa: gastos, estrutura, processos e capital humano. Ou seja, torná-la mais prática e gerenciável.

A técnica é aplicada no Brasil desde os anos 80 e há dois tipos bem distintos: o downsizing reativo e o estratégico. Como o nome antecipa, o primeiro envolve uma reação sem planejamento em relação aos cortes da empresa, em que os mais afetados acabam sendo os colaboradores, já que a sua principal ação consiste nas demissões em massa.

Já o segundo tipo vai pelo caminho oposto. Com ele, é feito um planejamento detalhado sobre os custos e o que pode ser reduzido, sem implicar em consequências negativas para a equipe ou para o crescimento da organização.

Como aplicá-lo na sua empresa?

O downsizing pode ser uma prática temporária ou permanente, realizada em diferentes setores da empresa ou apenas em um. Tudo vai depender das demandas e necessidades dela. O mais importante é que tenha um caráter estratégico, em vez de reativo — ou seja, tenha planejamento na sua implementação. Para isso:

  • analise os custos e os indicadores, avaliando quais gastos e despesas podem ser reduzidos e quais indicadores precisam de mais atenção;

  • verifique quais serviços terceirizados são realmente necessários para o funcionamento do seu negócio e o que é dispensável;

  • busque simplificar a sua estrutura, identificando cargos e posições hierárquicas que não agregam valor à empresa como um todo;

  • reavalie o desempenho pessoal da equipe e estabeleça critérios de melhoria que evitem demissões desnecessárias.

Quais as vantagens e desvantagens desse método?

Como toda estratégia organizacional, o downsizing vem acompanhado de vantagens e desvantagens. Ao longo dos anos, muitos estudiosos de administração, incluindo um dos seus criadores, Robert Tomasko, se posicionaram contra o direcionamento que o método tem seguido e sobre a forma que as empresas o estão interpretando.

Uma das principais críticas está na demissão em massa como única estratégia para o corte de custos, algo que nem sempre é vantajoso para a empresa e para o mercado. Por essa razão, antes de aplicá-lo, os gestores precisam ter um planejamento claro e uma análise realista sobre o valor agregado aos resultados que o downsizing trará.

Sem essa preparação, a empresa corre o risco de sair cortando elementos necessários para o seu crescimento e pode acabar com o desempenho dos seus profissionais. Dito isso, confira quais são as principais vantagens e desvantagens dessa metodologia:

Redução de custos e despesas desnecessárias

A principal vantagem do downsizing está na redução de custos e despesas nas empresas. Ao avaliar indicadores, verificar a viabilidade da terceirização de determinados serviços, diminuir a sua estrutura e eliminar cargos desnecessários, a companhia elimina o excesso e ganha um posicionamento mais estratégico no mercado.

Oportunidade de expansão

A curto prazo, o downsizing traz um enxugamento da estrutura organizacional e uma reestruturação que facilita a expansão no mercado com o passar do tempo. Ao reduzir custos e processos desnecessários, a empresa passa a investir naquilo que impulsiona seu crescimento: modernização de setores, aprimoramento de produtos e serviços, melhora na comunicação interna e com o consumidor e eliminação da burocracia que trava a tomada de decisões.

Corte de colaboradores

Uma das principais desvantagens do downsizing reativo é que a sua metodologia envolve a diminuição total do tamanho organizacional. E em muitos casos, a única saída para as empresas são as demissões. É importante lembrar, no entanto, que essa não é uma regra que vale para todas.

Além de trazer prejuízos pessoais para os funcionários, é preciso ter em mente que demissões envolvem despesas com acertos trabalhistas e rescisões. Elas também significam perda de experiência produtiva e conhecimento que os seus talentos já têm para lidar com as atividades e processos. Por isso nem sempre demitir é a melhor opção.

Antes de investir no corte de colaboradores, analise quais custos administrativos podem ser cortados antes ou avalie outras opções, como transferências de setores, incentivo à aposentadoria, treinamentos que melhorem a qualidade do trabalho dos seus profissionais e interrupção de novas contratações. Ou seja: tenha um planejamento claro antes de tomar qualquer decisão!

Desmotivação de profissionais e queda na produtividade

Outra desvantagem marcante do downsizing pode ser a queda na produtividade da equipe, causada por uma desmotivação com os cortes realizados na empresa. É preciso lembrar que, muitas vezes, a redução de material, investimentos e salários e as próprias demissões afetam a satisfação com o trabalho e aumentam o nível de estresse dos colaboradores.

Por isso, tenha como etapa do seu processo a realização de um trabalho motivacional, que acalme os ânimos e recupere o clima positivo da sua organização. Tenha sempre em mente que empresas são feitas por pessoas e que, se elas não dão o melhor de si, nenhum processo vai para frente.

Perda de reputação no mercado

Demissões mal planejadas podem vir associadas a processos judiciais e ações trabalhistas, algo que compromete a imagem da empresa no mercado, além de criar uma fama de má empregadora, diminuindo o interesse de profissionais em trabalhar ali. Em consequência, até os resultados financeiros podem ser afetados. Isso acontece porque boa parte da clientela já está utilizando a Responsabilidade Social Empresarial de uma marca como um dos principais critérios de consumo. Fique atento!

E você, está pensando em implementar o downsizing na sua empresa? Antes de tomar a sua decisão, confira como estruturar uma equipe de sucesso que atenda aos seus objetivos e evite demissões desnecessárias!