Saiba como fazer planejamento financeiro para uma pós-graduação

Você já sabe que fazer uma pós-graduação é fundamental para obter mais qualificação profissional e avançar na carreira, certo? Mas, para isso, é necessário fazer um bom planejamento financeiro. Como todo investimento, é necessário se programar para evitar qualquer problema com o orçamento durante a formação.

No entanto, alguns erros de organização financeira são muito comuns e podem acabar atrapalhando o desenvolvimento do curso ou até mesmo fazendo você entrar no vermelho. Para que isso não ocorra, vamos mostrar, neste artigo, alguns erros que você deve evitar, além de dar dicas seguras para que você se prepare financeiramente para uma pós-graduação. Confira!

Avalie sua situação financeira

Tudo deve começar com uma avaliação realista e detalhada. Para isso, a dica é traçar um diagnóstico da sua situação financeira. Considere todos os seus gastos mensais e estipule as despesas que você terá com o curso. Além da mensalidade, não esqueça de adicionar os custos com transporte, materiais didáticos e alimentação, dentre outros.

Com este detalhamento, você consegue ver com clareza como o investimento na pós-graduação impactará no seu orçamento, o que isso vai demandar na sua vida, quais mudanças financeiras precisará adotar e como planejar seus gastos com a educação.

Além do diagnóstico, não esqueça de manter rigorosamente o controle da sua situação financeira. Registre todo o fluxo orçamentário para controlar as entradas e saídas de dinheiro. Assim, você mantém o equilíbrio entre o custo com o novo curso e os demais gastos, sabendo tomar as ações mais adequadas em relação ao que depende de dinheiro.

Ao manter tudo registrado, o seu planejamento será mais organizado e você saberá em quais aspectos precisará economizar para atingir seu objetivo atual. Para ajudar nesse ponto, a dica é estabelecer metas.

Estabeleça metas para o planejamento financeiro

A pós-graduação deve ser entendida como um investimento, porque ela é capaz de ampliar as oportunidades no mercado de trabalho e de proporcionar melhores salários. E, como em todo investimento, seu planejamento financeiro precisa ter metas objetivas e atingíveis, para que você receba o retorno previsto a longo prazo.

Portanto, considere o valor total do curso e veja quanto você precisa acumular por mês para reservar para a pós-graduação. De um lado, você deve definir um limite para os seus gastos mensais e, paralelamente, a quantia necessária para o curso. Assim, você poderá calcular o tempo necessário para pagar toda a pós-graduação, sem perder o controle financeiro.

Outra dica é estabelecer metas para diminuir as contas, o que ajudará a separar o dinheiro para o curso de modo mais seguro e eficiente. Nesse sentido, reduza as contas pendentes e procure quitar todas as dívidas atuais. Também evite contrair novas obrigações financeiras, com compras parceladas, por exemplo.

As metas ajudam a delimitar quanto você precisará economizar e, ainda, a determinar os meios necessários para poupar o valor do investimento.

Corte gastos desnecessários do orçamento

Parte importante da organização financeira é eliminar os gastos supérfluos. Se você precisa economizar para investir em uma pós-graduação, coloque na balança o que é mais importante nesse momento da sua vida. Você prefere comprar roupa todo mês ou poupar para investir na sua carreira?

Portanto, controle o consumo compulsivo ou desnecessário. Há várias formas de fazer isso: reduza as refeições fora de casa, limite os gastos com as saídas nos finais de semana, escolha itens mais baratos no supermercado e diminua o limite do cartão de crédito.

Um erro comum nessa situação é querer manter normalmente o padrão de vida atual. Considere que, ao menos momentaneamente, você pode precisar adotar novos hábitos que ajudem na economia. Para isso, é preciso delimitar detalhadamente todos os seus gastos.

Anote as contas básicas do mês e os gastos essenciais, como aluguel, água, luz, transporte e comida. Fora isso, avalie o que pode ser cortado ou, pelo menos, reduzido. É possível economizar, inclusive, com as despesas domésticas, como energia e água, e até trocar o custo com a gasolina por uma pedalada até o trabalho.

Pesquise sobre os cursos de pós-graduação

A pós-graduação é um termo amplo que engloba vários tipos de cursos. Um erro comum do estudante é não saber qual formação ele realmente deseja ou necessita. Por isso, seu objetivo profissional precisa estar claro para estar de acordo com a proposta do curso.

Existem as pós-graduações lato sensu e stricto sensu. As primeiras englobam as especializações e os MBAs, e as últimas, o mestrado (profissional ou acadêmico) e o doutorado. Geralmente, a especialização dura cerca de um ano, enquanto o mestrado tem dois anos de duração, exigindo mais tempo de dedicação.

Para quem é graduado há um ou dois anos, por exemplo, as especializações costumam atender bem as necessidades do profissional, contribuindo para o progresso da carreira do executivo por meio do ensino de conhecimentos técnicos aliados à prática e à realidade do mercado.

Cada pós-graduação, além dos objetivos e da abordagem específica, tem valores diferentes, que também devem ser considerados no seu planejamento financeiro. Com uma pesquisa ampla sobre os cursos, você poderá escolher a melhor pós-graduação para a sua carreira, obtendo o retorno esperado conforme seu perfil e suas necessidades profissionais.

Considere o custo-benefício da instituição

O custo-benefício é um fator fundamental no planejamento financeiro. Ao escolher a instituição de ensino, não deixe de considerar a qualidade e excelência do curso. Um preço que caiba no seu orçamento é importante, mas não deve ser o único critério.

Uma instituição reconhecida e de qualidade tem impacto significativo na sua carreira. Primeiro, claro, porque você quer uma formação séria e que realmente contribua para sua capacitação, não é? E segundo porque, como já dissemos, a sua pós-graduação funcionará como uma aplicação que dará retornos futuros.

Nesse sentido, um curso de baixa qualidade poderá transformar o investimento em um grande problema. Além de se arrepender com o valor gasto, você correrá o risco de não receber a aprendizagem adequada e, consequentemente, não terá o reconhecimento do mercado e das empresas.

Portanto, para construir uma carreira sólida é fundamental pensar no futuro e considerar os benefícios a longo prazo. Uma pós-graduação de qualidade contribuirá para o seu crescimento pessoal e profissional, desenvolvimento de habilidades e destaque no mercado.

Com um planejamento financeiro eficiente para cursar uma pós-graduação, você certamente terá a recompensa pelos esforços empreendidos nessa etapa, obtendo os resultados necessários para se tornar um executivo de sucesso. Se quiser outras dicas para ajudar na sua carreira, assine a newsletter e receba o nosso conteúdo exclusivo!

Entenda a importância da reciclagem profissional e saiba como fazer

A reciclagem profissional é essencial para quem deseja impulsionar a carreira. Está mais do que claro, nos dias de hoje, que apenas um curso de graduação não basta para conseguir crescer dentro da empresa e muito menos para manter a empregabilidade.

Uma boa formação profissional vai muito além disso. É preciso acompanhar as mudanças e tendências do mercado, as inovações da profissão e atender à necessidade de renovação contínua dos conhecimentos. Por isso, acreditamos que você não quer ficar estagnado, certo?

Mas se você ainda não sabe muito bem como dar o próximo passo para avançar na carreira, acompanhe este artigo. Nele, vamos mostrar a importância da reciclagem profissional e como você pode fazê-la.  

Por que a reciclagem profissional é importante?

Baseada na noção de formação continuada, a reciclagem é responsável por garantir atualização e desenvolvimento profissional constante. Isso significa que ela torna o executivo mais capacitado e preparado para um mercado, que, como sabemos, é extremamente exigente e competitivo. Diante disso, entenda por que a reciclagem é tão importante.

Aumenta o aprendizado

No mercado de trabalho — e sobretudo no mundo dos negócios —, a dinâmica é intensa e as mudanças são constantes. Essa área sempre se transforma, as empresas se inovam, a profissão evolui e, nesse contexto, o profissional também precisa progredir.

Com a reciclagem, o executivo aprende mais, desenvolve novas habilidades e competências e adquire maior conhecimento na sua área. Assim, o colaborador obtém a qualificação necessária para se manter em contínua evolução, progredindo na aprendizagem profissional e respondendo às necessidades atuais do mercado.

Garante empregabilidade

Sabemos que o mercado está cada vez mais saturado e a concorrência por uma vaga não é pequena. Diante disso, para manter ou conquistar um emprego, você precisa atender às competências exigidas pelas empresas e pelo mercado. Mas, como vimos, essas exigências mudam, são renovadas e alteradas constantemente ao longo do tempo.

Há empresas que são mais agressivas e apostam na inovação. Mas mesmo as organizações mais conservadoras precisam se adaptar aos fatores externos do mercado. Seja como for, é imprescindível que o profissional acompanhe essas transformações para que a organização continue obtendo resultados.

Por isso, com a atualização profissional, você conseguirá acompanhar as mudanças, desenvolverá expertise e, ainda, melhorará seu desempenho, garantindo alta performance na empresa. Tudo isso contribui para um sucesso profissional contínuo e duradouro, mesmo em tempos economicamente mais difíceis.

Proporciona um diferencial

A reciclagem é necessária para todo profissional. Isso significa que desde a pessoa que está desatualizada ou retornando ao mercado até o profissional responsável pela implementação de inovações precisa de atualização. E estar atualizado quanto a tecnologias, ferramentas profissionais, habilidades e conhecimentos práticos e teóricos significa ganhar destaque no mercado.

Nesse sentido, independentemente da situação do profissional, com a reciclagem é possível se renovar e se nivelar às exigências da sua área de trabalho; se tornar mais preparado para as transformações e o futuro do mercado e ainda se destacar e obter diferenciais competitivos diante dos concorrentes.

Melhora o currículo

A reciclagem permite maior aprofundamento dos conhecimentos da sua área de atuação, o que garante o aprimoramento do currículo. A lógica é simples: um currículo melhor contribui para melhores salários e cargos mais altos, tornando o profissional mais capacitado para assumir posições que exigem mais responsabilidade e funções de nível estratégico.

Para alcançar os cargos de chefia, o executivo precisa estar preparado para novos desafios e, assim, conseguir atingir os objetivos organizacionais. Nesse sentido, cursos, especializações e pós-graduação, por exemplo, são um passo fundamental para chegar mais perto da promoção e subir na carreira com a devida competência.

Como fazer uma reciclagem profissional?

Existem cursos, treinamentos, palestras e tantas outras formas de reciclagem. Se você tem dúvidas sobre como dar esse passo, em primeiro lugar, tenha em mente o seu objetivo profissional. De acordo com ele, você poderá escolher o que é mais adequado para o seu caso. Veja algumas das formas de reciclagem mais importantes!

Treinamentos

O profissional deve se atualizar tanto em relação aos conhecimentos técnicos quanto comportamentais. Atualmente, as empresas dão muito valor também para as habilidades pessoais e interpessoais.

Nesse sentido, fazer treinamentos que tenham um programa de capacitação na área de comunicação e relacionamento, como os cursos de coaching, por exemplo, é um diferencial. Assim, o executivo adquire novas competências comportamentais e de inteligência emocional, potencializando sua carreira e sua atuação.

Cursos de atualização

Existem cursos de aperfeiçoamento e de capacitação, que são mais práticos e voltados para aqueles que querem aprimorar sua atividade profissional, por meio da atualização e da reciclagem dos conhecimentos. Nesses programas, você pode aprender sobre liderança transformadora, gestão de equipes e pessoas, estratégias de negócios, finanças, dentre outras competências.

Geralmente, são cursos de curta ou média duração, cujos conhecimentos podem ser implementados rapidamente no dia a dia do executivo. Além disso, esses cursos ajudam a interagir com outros profissionais da área, criando um networking qualificado.

Especializações

Depois de graduado e de aproximadamente um ou dois anos atuando no mercado, a melhor opção para o executivo é fazer uma especialização. Esse tipo de educação permite melhor qualificação profissional, uma vez que proporciona uma formação teórica sem perder o foco nas necessidades do mercado.

São várias as opções de pós-graduação lato sensu na área empresarial. Você pode optar por uma especialização em gestão de projetos, gestão de negócios ou gestão de pessoas, por exemplo. A especialização consiste em uma importante forma de reciclagem, pois garante um ensino consistente e aplicável no mundo dos negócios.

Com a pós-graduação, o executivo adquire um conhecimento muito mais aprofundado, englobando a parte técnica e habilidades como liderança, comunicação e demais competências estratégicas, fundamentais para a rotina profissional do executivo.

Lembre-se, ainda, que existem outras formas de reciclagem, como palestras e workshops (tanto presenciais quanto online), além dos cursos de idiomas, essenciais no mundo empresarial.

Como você pode notar, manter-se atualizado profissionalmente é crucial para o crescimento na carreira. Assim, você obtém qualificação, desenvolve competências pessoais e profissionais e se destaca no mercado.

Agora que já sabe da importância da reciclagem profissional, não se esqueça que, para alcançar êxito na profissão, tudo deve ser feito com planejamento e estratégia. Por isso, para se aprimorar ainda mais e se tornar um executivo de sucesso, baixe nosso e-book e aprenda a desenvolver um plano de carreira eficiente!

 

Tipos de gestão empresarial: quais são e como se capacitar para cada um

Gestores são um pouco parecidos com artistas: cada um tem seu estilo. Ou melhor, cada um encontra seu estilo, dentro dos vários tipos de gestão empresarial que existem. É claro que você precisa conhecer bem cada um desses tipos, para se posicionar e construir sua carreira.

No post de hoje, vamos apresentar oito exemplos, indicando as principais características e como você pode se capacitar para cada um deles. É um tema muito interessante e, também, essencial para o seu desenvolvimento profissional. Confira!

Meritocrática

A gestão meritocrática consiste em focar-se nas pessoas e valorizar aquelas que apresentam mais potencial, empenho e performance.

Esse tipo tem um efeito muito positivo para gerar engajamento da equipe, já que todos sabem que seu crescimento depende apenas de seu próprio mérito. O ponto fraco dele é que produz um ambiente competitivo e nem todos os profissionais conseguem lidar com isso de maneira saudável.

Se quiser aplicar a gestão meritocrática, você precisa de técnicas eficientes, transparentes e imparciais para avaliar seus colaboradores. É o que você aprende em uma pós-graduação em gestão de pessoas.

Democrática

A gestão democrática, também conhecida como gestão participativa, tem como principal característica a abertura para que os colaboradores tomem parte na tomada de decisão. O grau de abertura pode variar, dependendo do nível de maturidade da equipe.

Assim como a gestão meritocrática, este tipo também produz efeitos diretos no engajamento e motivação. A principal diferença é que ele apoia-se mais na colaboração do que na competição, já que, para que a tomada de decisão seja bem sucedida, todos devem buscar atingir um consenso.

Se você deseja desenvolver um estilo de gestão ligado a esse tipo, precisa, acima de tudo, desenvolver habilidades de comunicação. Afinal, o gestor é responsável por coordenar o diálogo que levará à decisão.

Autoritária

A gestão autoritária é centralizada na figura do próprio gestor, deixando pouco espaço para que a equipe se envolva nos processos mais estratégicos. Embora seja geralmente associado a uma prática negativa, esse tipo pode ser muito útil quando se está lidando com profissionais inexperientes.

Por incrível que pareça, é preciso muita habilidade para desenvolver a gestão autoritária com sucesso, uma vez que sua má execução pode afetar vários aspectos da organização, como o engajamento dos colaboradores e a retenção de talentos. Se você estiver em uma situação que exige esse tipo de gestão, precisa desenvolver carisma e persuasão, para garantir que sua equipe irá respeitá-lo e seguir seus direcionamentos.

Cadeia de Valor

A gestão de cadeia de valor tem a ver com uma meta específica: gerar mais valor em todos os estágios dos processos desenvolvidos pela equipe. Tenha em mente que a geração de valor está diretamente relacionada à satisfação do cliente.

A capacitação ideal para implementar a gestão de cadeia de valor envolve uma formação em marketing. Em uma especialização, por exemplo, você aprende técnicas de pesquisa de mercado que permitem entender melhor quais são as necessidades e expectativas do cliente.

Ciclo de Inovação

A gestão de ciclo de inovação foca-se em acelerar o processo que leva à inovação. Com isso, a grande vantagem é o aumento na competitividade, garantida para a empresa que consegue se manter à frente das concorrentes.

Muitos gestores que seguem um estilo focado no ciclo de inovação acabam adotando a metodologia ágil para projetos. Essa metodologia visa agilizar a obtenção de progressos reais, embora em menor escala. É muito usada para o desenvolvimento de softwares, permitindo que você consiga lançar o programa em menos tempo, embora seja preciso criar versões para introduzir recursos, mudanças e melhorias.

Existem duas boas recomendações se você quer uma capacitação útil para esse tipo de gestão. A primeira é buscar uma especialização em gestão de produção, já que a inovação é um dos elementos do trabalho no “chão de fábrica”.

A segunda é buscar uma especialização em gestão de TI. Mesmo que você não trabalhe em uma empresa do segmento de tecnologia, a TI tem um papel estratégico. Gerar inovação rápida nesse setor causa um impacto positivo na produtividade e eficiência de todo o negócio.

Modelo de Excelência da Gestão

O modelo de excelência da gestão, ou MEG, como o próprio nome diz, é um conjunto de práticas e métodos voltados a garantir que a empresa atinja a excelência. Para isso, baseia-se em oito fundamentos:

  • pensamento sistêmico; 
  • aprendizado organizacional e inovação; 
  • liderança transformadora; 
  • compromisso com as partes interessadas;
  • adaptabilidade;
  • desenvolvimento sustentável;
  • orientação por processos;
  • geração de valor.

Também inspira-se no ciclo PDCL — Plan, Do, Check, Learn (Planejar, Executar, Verificar, Aprender).

No geral, guarda semelhanças com o Modelo de Qualidade Total.

Capacitar-se para o MEG exige, além de conhecimentos gerais sobre gestão, um treinamento específico. Aliás, exige até mesmo uma certificação específica para quem deseja aprender a implementar esse modelo!

Foco em processos

Na gestão com foco em processos, preocupa-se com os procedimentos e métodos desenvolvidos pela equipe na execução das tarefas. Você pode relacionar esse tipo com práticas de melhoria constante. Um aspecto essencial é que não existe linha de chegada; sempre haverá algo a ser aprimorado.

É claro que, em última instância, isso acaba afetando o próprio resultado. Leva-se mais tempo para ver os efeitos, porém, eles são sólidos e duradouros.

Para quem deseja desenvolver esse tipo de gestão, a capacitação precisa incluir o desenvolvimento de habilidades como a atenção aos detalhes. Isso porque as mudanças necessárias para atingir melhorias costumam ser pequenas.

Foco em resultados

A gestão com foco em resultados pode ser resumida pela velha frase “os fins justificam os meios”. Portanto, o que realmente importa é atingir as metas; a maneira como isso será feito é um aspecto secundário – sem deixar de lado as implicações éticas.

Esse tipo de gestão faz todo sentido quando a empresa está atravessando um momento difícil e precisa obter resultados rapidamente.

Agora que você já conhece os principais tipos de gestão empresarial, aqui vai um recado final. Não pense que o seu estilo próprio será baseado apenas em um desses tipos, ou que ele vai permanecer o mesmo durante toda a sua carreira. Na verdade, é importante ser flexível e capaz de agregar elementos de cada um dos tipos, conforme a situação.

Neste momento, qual dos tipos de gestão empresarial que você viu aqui tem mais a ver com o seu próprio estilo? Conte para a Fundação Dom Cabral, deixando um comentário logo abaixo!

Como vender uma ideia em 5 passos infalíveis

Independentemente da profissão, todos nós somos vendedores em certos momentos. E o que vendemos, acima de tudo, são ideias. Isso acontece quando você tenta convencer seu chefe a apostar em um projeto, ou conquistar um investidor para um novo empreendimento.

Resumindo: seu sucesso na carreira depende, em grande parte, de saber como vender uma ideia da melhor maneira. Hoje, você confere os cinco passos essenciais para completar essa missão.

1. Amadurecer a ideia

O primeiro passo é ter certeza de que está na hora certa de levar sua ideia a público. Será que ela está pronta para ser apresentada?

É claro que sua ideia nunca estará 100% pronta. Os últimos estágios do amadurecimento acontecem exatamente durante o processo da venda. Quando você recebe os primeiros “não”, eles vêm acompanhados de feedback valioso para aprimorar a proposta. Portanto, esperar pela perfeição antes de tentar vender sua ideia é um erro.

Por outro lado, cuidado também para não se deixar levar pela empolgação. Apresentar sua ideia quando ela ainda está muito incipiente pode queimar sua imagem diante das pessoas que estariam interessadas nela.

Em alguns casos, você só tem uma chance de levar sua proposta até aquele investidor. Você não vai querer desperdiça-la, trazendo uma ideia que ainda tem muitas falhas, não é mesmo?

2. Escolher a pessoa certa

O segundo passo para vender uma ideia é escolher o seu “alvo” com cuidado. A pessoa certa deve ser alguém que tenha potencial interesse e que esteja na posição para tomar decisões.

Pesquise quem tem a voz de comando necessária para comprar sua ideia. Pratique networking, forme contatos estrategicamente e busque chegar a essas pessoas. Essa, sim, é uma boa forma de usar seu tempo.

3. Preparar uma apresentação

Vender é um processo de comunicação. Então, boa parte do sucesso depende da qualidade da sua interação com o “comprador” da ideia.

Essa interação é dividida em duas etapas: apresentação e negociação. Quanto melhor for a primeira, mais fácil será a segunda. Em outras palavras, sua apresentação deve causar uma excelente impressão, suficiente para convencer seu interlocutor de que a ideia é tão boa que ele deve investir.

Para fazer uma apresentação de impacto, existem várias estratégias. Veja algumas delas:

  • criar um roteiro das informações que você não pode esquecer;
  • praticar bastante, para que a apresentação seja natural;
  • utilizar recursos visuais (isto é, slides) com moderação, apenas para complementar a sua fala.

Além dessas dicas, lembre-se de que a apresentação deve ser objetiva e concisa. Como já vimos no passo anterior, você está falando com pessoas do “alto escalão”. Elas são ocupadas! Use bem o tempo que conseguir com elas, indo direto ao ponto que interessa. Aliás, é isso que você vai ver no próximo passo!

4. Estabelecer o foco

Um dos principais erros dos vendedores em geral — e, claro, de muitos que tentam vender uma ideia — é o foco. Você não deve ficar muito preso a explicar porque a sua ideia é maravilhosa, como ela surgiu, como ela vai mudar o mundo. O que realmente importa é: o que ela vai trazer de bom para o seu interlocutor?

Lembre-se de que a pessoa que você está tentando convencer vai ter que investir alguma coisa nessa ideia, sejam recursos financeiros, materiais, humanos, ou simplesmente tempo. E ninguém faz investimentos sem ter uma expectativa positiva de retorno. Para garantir o sucesso na sua venda, então, você deve focar no retorno.

Se você não conseguir descobrir o que seu interlocutor tem a ganhar com a sua ideia, cuidado. Isso é um sinal claro de que você não escolheu a pessoa certa para negociar. Dessa forma, é melhor voltar ao segundo passo!

5. Proteger a ideia

O quinto passo é desenvolver maneiras de evitar que sua ideia seja roubada. E, acredite, isso acontece. Uma boa ideia pode garantir uma virada na carreira, a oportunidade de ganhar muito dinheiro, fama e sucesso. É claro que há pessoas por aí atentas à chance de encontrar essa ideia, mesmo que isso signifique pegá-la de outros.

Para garantir que isso não aconteça com você, o primeiro passo é tomar muito cuidado com quem você conversa. Falar abertamente da sua ideia com qualquer um é uma receita rápida para ver outras pessoas levando o crédito pelo que você criou. Então, não comente detalhes com ninguém.

Ideias que envolvem produtos ou criações artísticas podem ser legalmente protegidas, por meio de uma patente ou copyright. Se você realmente acredita no potencial do que vai registrar, vale a pena o investimento. Isso garante que, por um determinado período de tempo, ninguém poderá usar uma ideia igual (ou com certo grau de similaridade) sem obter sua autorização ou pagar direitos a você.

Outra medida que você pode tomar é referente às pessoas para quem vai apresentar a ideia. Imagine que você leva sua proposta a um possível investidor; ele recusa, mas logo em seguida aproveita o que viu na sua apresentação para criar algo parecido, por conta própria. Se você não tem registro de patente ou copyright, acaba de ser passado para trás.

Bem, para evitar que isso aconteça, você pode criar um termo a ser assinado antes da apresentação, exigindo que as informações vistas durante esse contato não sejam usadas para qualquer fim. O seu interlocutor pode aceitar o termo ou não, caso ele se recuse a assinar, cabe a você pesar o risco. Vale a pena seguir adiante, mesmo sem proteção legal para a sua ideia?

Esses cinco passos simples podem ajudá-lo a conquistar um novo cliente, lançar um produto inovador ou conseguir um sócio. É um conhecimento simples, que pode mudar sua vida.

Agora que você já sabe como vender uma ideia, ajude mais pessoas a entenderem como funciona esse processo!  Compartilhe esse conteúdo nas redes sociais!

Carreira em Y: tudo o que você precisa saber sobre essa tendência

Você quer crescer na sua profissão, subir na carreira e ganhar um salário melhor? Isso é o que muitos almejam e, por esse motivo, colocam como objetivo de vida assumir um cargo de chefia. Mas se você acha que chegar ao mais alto posto de gerência é a única forma de alcançar sucesso profissional, então precisa conhecer a chamada carreira em Y.

Nem todo mundo tem interesse em ser o chefe de uma organização ou aptidão para gerir outras pessoas. Isso significa que esse público jamais será bem-sucedido? Talvez em outra época, mas o mercado de trabalho vem mudando essa mentalidade e, atualmente, entende-se que existem outras opções para quem busca sucesso na carreira.

Pensando nisso, vamos explicar tudo sobre a carreira em Y: o que é, como funciona, suas características, para quem ela é indicada, suas vantagens e muito mais! Acompanhe a leitura e descubra essa tendência!

1. O que é carreira em Y? 

Para entender esse conceito, é preciso conhecer o modelo linear de carreira, que, até algum tempo atrás, era a única forma de crescer em uma empresa. Nesse modelo, havia três possibilidades na carreira: assumir um cargo na posição de gerência, ficar estagnado na posição atual para o resto da vida ou pedir demissão e buscar outras oportunidades.

Portanto, a possibilidade de crescimento era vertical, com apenas um caminho para seguir. Assim, as hierarquias organizacionais eram muito rígidas e as opções para ganhar uma promoção, muito limitadas.

A carreira em Y consiste, portanto, em uma resposta a essa forma restrita no mercado de trabalho. Trata-se de uma ressignificação do conceito de plano de carreira. A grande diferença é que o modelo linear dá ênfase à gestão de pessoas como única possibilidade de carreira, enquanto a carreira em Y abre as possibilidades, permitindo que o profissional opte por focar na gestão de conhecimento.

Nesse sentido, esse novo modelo visa uma maior valorização do conhecimento técnico, entendido, atualmente, como tão importante quanto o conhecimento estratégico e gerencial.

2. Como funciona a carreira em Y?

Como o nome sugere a partir do desenho da letra “Y”, essa carreira apresenta, inicialmente, um caminho linear até atingir uma bifurcação, em que o profissional pode optar entre dois caminhos. Ou seja, à medida que o profissional ascende na carreira, ele atinge um ponto em que pode escolher um cargo de gerência ou um cargo de especialista técnico.

Se o perfil do profissional é generalista, ele pode seguir a ramificação de cunho gerencial. Assim, depois de atingir o posto de analista ou assistente, ele pode seguir para os cargos de supervisor, gerente, diretor e, por fim, presidente.

Já se o colaborador tem perfil técnico, ele pode se tornar um especialista. Nessa trilha do Y, o indivíduo tem a possibilidade de ser promovido de outra forma, passando de analista para consultor, especialista, mestre, doutor e, no topo, conselheiro.

Dessa forma, o profissional não fica limitado a seguir apenas a carreira gerencial. Caso seja de seu interesse, ele pode construir seu plano de carreira se especializando nos conhecimentos técnicos de determinada área, tornando-se responsável pelo desenvolvimento de produtos, projetos ou pesquisas.

3. Como surgiu a carreira em Y e por quê?

Até pouco tempo atrás, as empresas ofereciam um padrão linear de carreira para os seus colaboradores, de modo que o profissional tinha apenas uma maneira de evoluir e conseguir ter uma carreira de sucesso.

Para ser considerado bem-sucedido profissionalmente, era preciso atingir um cargo de chefia (como gestor, diretor ou supervisor), no qual deveria assumir a liderança, gerenciar pessoas e agir no nível estratégico. Mas nem sempre os profissionais almejam ou se identificam com a função, mesmo que sejam extremamente competentes.

Consequentemente, esse modelo de carreira desvalorizava os profissionais que preferiam atuar nas áreas de conhecimento técnico e nas atividades mais práticas, que exigiam, de fato, “colocar a mão na massa”.

Além disso, impedia o pleno desenvolvimento profissional desses colaboradores, pois se eles não quisessem assumir um cargo gerencial, ficariam, então, estagnados, sem chances de maior reconhecimento ou maiores salários. Por isso, muitos profissionais se sentiam impelidos a aceitar o cargo de chefia, deixando o conhecimento técnico — aquilo de que realmente gostavam — para exercer atividades gerenciais.

Isso frequentemente gerava problemas para a organização. Primeiro, porque faltava um devido treinamento para o cargo e o profissional nem sempre apresentava habilidades de liderança e gestão de equipes. Segundo porque, muitas vezes, o profissional apenas aceitava o cargo pelo salário e status, já que era a única forma de melhorar profissionalmente, gerando insatisfação.

Dessa forma, surgiu, então, a carreira em Y. As empresas começaram a perceber que nem todo profissional tem perfil compatível com essa lógica e que as formas de crescimento na carreira poderiam ser mais amplas e adequadas ao perfil de cada um. Assim, um profissional técnico de destaque poderia se tornar um excelente especialista, merecendo o mesmo reconhecimento que um gestor normalmente recebe.

Além disso, as empresas precisavam aumentar a vantagem competitiva no mercado e, para isso, precisavam inovar. E quem é apto para isso? Justamente o colaborador que tem perfil técnico e visionário, visto que essas características contribuem para aprimorar serviços e produtos e propor novas soluções à frente dos concorrentes.

Com a carreira em Y, passou-se, então, a valorizar devidamente esses funcionários. Além de trazer melhores resultados e inovação para a empresa, esse tipo de carreira também leva em conta os interesses pessoais e as reais aptidões do colaborador.

4. Quais são suas principais características?

Como vimos, o surgimento da carreira em Y está bastante vinculada à necessidade de competitividade e de inovação das empresas, com a consequente valorização do conhecimento técnico. Diante desse contexto, veja suas principais características.

Inovação

Busca pelo desenvolvimento de novos produtos ou serviços que atendam às necessidades do mercado antes da concorrência, bem como por novos métodos com vistas à otimização de processos.

Solução de problemas

Essa carreira exige grande capacidade para resolver problemas de alta complexidade, propor alternativas criativas e superar obstáculos.

Conhecimento

Fomento da aplicação do know-how adquirido com a prática e a experiência, bem como da aquisição de novos conhecimentos e evolução constante do aprendizado.

Equivalência entre os cargos

Reconhecimento e valorização do conhecimento técnico, de modo que os especialistas têm status, remuneração e responsabilidades em grau de equivalência em relação aos gerentes.

5. Quais características o profissional deve ter?

O profissional que escolher pelo lado técnico da bifurcação da carreira em Y será um especialista. Para tanto, ele deve ter algumas características. Veja as que mostram que o profissional tem perfil para se desenvolver nesse modelo!

Excelência

Em primeiro lugar, não é qualquer profissional que se torna um especialista. Para isso, é preciso ser muito talentoso e de grande destaque em sua área.

Alto nível de conhecimento

Como todo especialista, o profissional deve apresentar alto nível de conhecimento técnico e prático, grande capacidade de inovação e de solução de problemas. Gostar de complexidade é uma característica-chave nesse profissional, que é motivado por esse tipo de desafio.

Foco em resultados

O profissional técnico deve ser focado em resultados de processos e apresentar bom desempenho em suas atividades.

Conhecimentos específicos

Alta especialização em um determinado assunto ou área, com interesse em se aprofundar em pesquisas e em conhecimentos específicos.

Liderança

Embora a liderança seja mais comumente requisitada no profissional do cargo de gestão, vale ressaltar que o especialista não deixa de assumir características de líder. No entanto, trata-se de estilos de liderança diferentes, visto que o profissional técnico não é necessariamente um líder de pessoas, como é o caso do gestor.

6. Para quem ela é indicada? 

A carreira em Y é indicada para os profissionais com alto grau de conhecimento teórico e prático e com preferência por desempenhar as funções técnicas da organização. Assim, o indivíduo pode escolher esse caminho, em lugar do gerencial, tornando-se um especialista na sua área de atuação.

É um modelo ideal para aqueles que, por um lado, gostam de buscar novas soluções e têm uma visão inovadora e, por outro lado, não têm aptidão ou interesse em liderar equipes e gerenciar pessoas.

Em termos de carreira, o especialista assume o mesmo nível de um gerente, obtendo mesmo status, salário e benefícios. Nesse sentido, a carreira em Y também é altamente recomendada para quem busca crescimento profissional com mais liberdade para exercer seu potencial e mais autonomia na sua função, na rotina de trabalho e nos projetos.

7. Qual o cenário atual do mercado para esses profissionais? 

Durante décadas, houve uma supervalorização dos cargos de gerência por meio da carreira linear. Isso gerou uma carência de profissionais especializados no mercado e, por consequência, as empresas apresentam um déficit em seu quadro de talentos.

De um lado, é grande a queixa no mercado devido à falta de mão de obra especializada e muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para recrutar talentos qualificados. De outro lado, os profissionais têm procurado, atualmente, mais que um emprego, mas também realização profissional, fator que tem se tornado cada vez mais determinante para as escolhas vocacionais e profissionais de uma pessoa.

Nesse sentido, o cenário atual se mostra muito favorável para os profissionais que desejam seguir a carreira em Y. Esse modelo contribui para que as empresas consigam melhorar seu banco de talentos, retendo profissionais altamente especializados e com alto grau de conhecimento técnico.

Ao mesmo tempo, o profissional não precisa se sentir obrigado a assumir um posto de gestão para conseguir mais sucesso na sua profissão, podendo ser se sentir realizado e reconhecido exatamente naquilo em que é bom e gosta de fazer.

Diante desse contexto, a carreira em Y tem se tornado tendência e cada vez mais as empresas estão se abrindo às mudanças e oferecendo a possibilidade de o profissional escolher seus caminhos.

Inclusive quando a economia passa por crises, o modelo de carreiras paralelas se mostra uma boa saída para garantir a competitividade, a adaptação ao mercado e a garantia de inovação e soluções em circunstâncias adversas.

Os profissionais especialistas — mais valorizados e reconhecidos atualmente — são, portanto, um diferencial no cenário atual do mercado, capazes de proporcionar, para as empresas, eficiência, conhecimentos aprofundados e resultados práticos.

8. Qual a importância da especialização para quem quer seguir essa carreira? 

Se uma pessoa decide se tornar especialista em uma área ou um assunto, então a especialização é fundamental para seguir esse ramo da carreira em Y. Tanto é assim que muitas empresas estimulam a educação continuada e incentivam os funcionários a realizarem cursos de pós-graduação ou MBA, por exemplo.

Isso se dá porque, como vimos, o perfil do profissional especialista está bastante ligado a pesquisas e conhecimentos específicos. Além disso, motivado sobretudo pela complexidade de problemas, o especialista precisa de um grande nível de aprofundamento nos conhecimentos da sua área.

Por isso, é imprescindível que ele continue o aprimoramento dos estudos, a fim de desenvolver seus conhecimentos constantemente.

9. Carreira em Y ou carreira em W? Saiba quais são as principais diferenças

Atualmente, existem vários modelos de carreira no mercado. Além dos dois tipos que mencionamos — a carreira linear e a carreira em Y —, existe também a carreira em W. A adoção de cada plano depende das empresas e de sua cultura organizacional.

Algumas delas comportam uma estrutura de maior complexidade, levando-as a sentir necessidade de um profissional para além do perfil Y. Alguns líderes não podem ser categorizados somente como gestor ou apenas como técnico, havendo necessidade de novos planos de carreira, o que levou à implementação do perfil W.

Mas, então, o que é carreira em W? Consiste em uma evolução da carreira em Y, tendo surgido mais recentemente, nos anos 80. De forma análoga, se a letra “Y” representa a bifurcação desse modelo de carreira, o “W” ilustra o desenho de um zig zag.

Diferentemente da carreira em Y, que permite a escolha de apenas um dos caminhos — o gerencial ou a especialização —, a carreira em W oferece ao profissional a possibilidade de atuar nas duas áreas, dependendo da situação.

Desse modo, o profissional pode desenvolver maior grau de versatilidade, visto que pode desempenhar tanto a parte técnica quando a posição de liderança, usando um pouco de cada abordagem.

Na carreira em Y, geralmente o profissional tem certeza de que deseja se tornar ou o chefe da organização ou o especialista do seu setor quando não enxerga em si o perfil de um gestor ou não tem interesse em se dedicar a uma área mais generalista.

Já o profissional que tem dúvidas entre esses dois caminhos pode encontrar sua solução na carreira em W, uma vez que ela não exige uma escolha extremista ou excludente. Assim, o profissional pode mudar o viés de sua atuação de acordo com a situação. Além disso, ele pode funcionar como um elo entre os diferentes níveis organizacionais.

O perfil W precisa, portanto, ter capacidade de lidar tanto com as necessidades de gestão quanto com as informações técnicas. De um lado, seu perfil gestor é capaz de exercer liderança, tem visão ampla e boa comunicação. De outro, seu perfil especialista consegue abordar as questões técnicas com foco e profundidade.

Sendo assim, uma das principais diferenças entre a carreira em Y e a carreira em W, é que o caminho do zig zag permite unir a carreira de gestor com a do pesquisador especialista, surgindo, assim, a carreira de gestor de projetos, que combina as habilidades administrativos e gerenciais com o conhecimento técnico.

Vale destacar, ainda, que um dos fatores mais importantes para a boa implementação tanto da carreira em Y quanto em W é a garantia do nível de equivalência entre os cargos, seja do gestor de equipes, do especialista ou do gestor de projetos.

10. O que é preciso ter ou fazer para adotar essa carreira?

Para adotar a carreira em Y, é preciso, em primeiro lugar, fazer um mapeamento das áreas estratégicas da empresa. Isso tornará possível elaborar um plano para que o setor de gestão de pessoas conheça os perfis técnicos e os gerenciais.

A partir daí, para a aplicação desse modelo de carreira na prática, é preciso que o profissional da área técnica busque a especialização e seu desenvolvimento nos conhecimentos específicos. Também é necessário monitorar e avaliar o desempenho do especialista, averiguando se está de acordo com as estratégias organizacionais.

Para a implementação do plano de carreira em Y na organização será preciso, ainda, a criação de cargos da área técnica, como analista, consultor, especialista e conselheiro.

Para ser promovido de acordo com essa trilha da bifurcação, a empresa pode avaliar, dentre alguns fatores, as competências do profissional, sua formação acadêmica, expertise, experiência, desempenho e cumprimento de metas.

11. Quais as principais vantagens e os principais desafios da carreira em Y?

Essa modalidade de carreira, como vimos, se configura como uma alternativa para profissionais que não querem se tornar gestores. No entanto, ainda existem desafios para a sua adoção e implementação nas empresas. Portanto, saiba as vantagens e os desafios da carreira em Y!

11.1. Principais vantagens da carreira em Y

Quando o profissional é valorizado em suas reais habilidades e potencialidades, as vantagens são inúmeras tanto para o colaborador quanto para a organização. Veja as principais!

Mobilidade de ascensão na carreira

Amplia as oportunidades de crescimento profissional, oferece mais flexibilidade e adaptação em relação às necessidades dos colaboradores e possibilita novas formas de construir a carreira.

Desenvolvimento profissional

Permite ao indivíduo se desenvolver mais em sua área de atuação, focando no desenvolvimento constante de suas competências e no aprofundamento do assunto em que tem excelência.

Autonomia

O especialista ganha mais autonomia e liberdade em suas funções, tornando-se responsável por seus projetos.

Realização profissional

O colaborador se sente mais realizado, valorizado e satisfeito profissionalmente. Com isso, pode aliar suas competências aos objetivos organizacionais de modo mais satisfatório.

Produtividade

Um funcionário satisfeito significa maior motivação no trabalho, o que gera, por sua vez, um profissional de alta performance, trazendo melhores resultados para a empresa.

Retenção de talentos

Com a valorização do profissional, ele se torna mais fiel e compromissado com os objetivos organizacionais, melhorando a atração e a retenção de talentos da organização.

Assertividade na alocação de talentos

Maior assertividade na alocação do profissional em cargos que atendam o perfil do indivíduo e não apenas o desejo da empresa. Assim, perdem-se menos talentos e há um melhor aproveitamento dos recursos humanos.

Diversidade de talentos

A carreira em Y garante a diversidade de competências dentro de uma organização e a valorização de diferentes perfis. O colaborador ganha respeito por sua individualidade, podendo se desenvolver em toda a sua potencialidade e, ao mesmo tempo, a empresa aproveita o profissional em sua plena capacidade, obtendo melhores resultados.

11.2. Principais desafios

Um dos requisitos básicos para que a implementação da carreira em Y tenha êxito em uma empresa é assegurar o grau de equivalência entre os cargos dos generalistas e dos especialistas, tanto em termos de reconhecimento, remuneração, responsabilidades e status.

No entanto, essa estrutura equivalente entre os cargos de cada trilha enfrenta dificuldades e desafios para a sua aplicação. Alguns motivos podem ser:

  • o paradigma cultural de que o único caminho para o sucesso profissional é se tornar gestor;
  • o desconhecimento do setor de recursos humanos sobre a carreira em Y;
  • as características, estruturas e demandas da empresa não compatíveis com esse tipo de carreira.

Teoricamente toda empresa pode ter carreiras paralelas, mas isso também depende da demanda da organização por um especialista.

Por isso, é importante que as empresas voltem seus olhos para essas necessidades, com a quebra de paradigmas ultrapassados. Se a organização não oferece a opção Y de carreira, perdem os dois lados: tanto os profissionais, que não podem explorar todo seu potencial, quanto a empresa, que fica prejudicada em relação à retenção de talentos e de mão de obra altamente especializada.

Por fim, vale ressaltar que a escolha por esse modelo de carreira não significa necessariamente uma restrição, mas antes uma ênfase em uma das trilhas, de modo que é importante que o profissional tenha flexibilidade para exercer a multidisciplinaridade e assumir vários papéis de acordo com a necessidade da situação, acumulando funções conforme as exigências do mercado.

Como você viu, o modelo Y é uma importante questão a ser considerada no contexto de tomada de decisão sobre os rumos da carreira. Além de ajudar a conduzir melhor o profissional de acordo com o seu perfil, também contribui para uma melhor gestão de carreiras na organização.

Então, se, além da carreira em Y, você quiser saber mais sobre como criar um plano de carreira de sucesso, aproveite e baixe gratuitamente o nosso e-book!

6 dicas para montar uma equipe de sucesso

O mundo dos negócios está sempre evoluindo e uma das mudanças mais significativas é a valorização do papel central dos colaboradores. Hoje, qualquer gestor sabe que, sem uma boa equipe, não é possível ter sucesso.

Mas, se a importância dos profissionais já é senso comum, saber como montar uma equipe ainda não. Você tem dificuldades para colocar as pessoas certas no seu time? Então, fique atento a essas seis dicas!

1. Trace o objetivo da equipe

Antes de querer montar uma equipe de sucesso, você precisa saber qual será o objetivo dela. Afinal, a definição de “sucesso” muda conforme as circunstâncias, não é mesmo?

Imagine que você está formando um time comercial de uma nova empresa, que ainda está se posicionando no mercado. O objetivo principal será prospectar e conquistar novos clientes.

É muito diferente do objetivo de uma equipe comercial em uma empresa antiga, que já tem uma boa carteira. Nesse caso, é mais importante descobrir formas de vender mais para os clientes ativos, já que o custo de aquisição de novos clientes é alto.

Vejamos outro exemplo. Se você estiver formando uma equipe de Recursos Humanos para um negócio de pequeno porte, precisa de profissionais focados em reter e desenvolver talentos.

Por outro lado, se estiver formando o time de RH em uma gigante multinacional, pode ser inteligente incluir um advogado na equipe. Ele pode não ser o melhor em criar engajamento e motivação, mas será extremamente importante diante de ações trabalhistas — o que não é incomum em grandes organizações.

Perceba como não é apenas o setor que define o objetivo da equipe, mas todo o contexto atual e as metas mais gerais da organização.

2. Defina o papel de cada membro

A segunda dica está relacionada com o item anterior. Você já sabe o objetivo da equipe; agora é hora de definir quem vai fazer parte dela e qual será a contribuição de cada um para atingir o objetivo coletivo.

Vamos retomar um dos exemplos para entender melhor?

Pense na situação da equipe de RH em um negócio de pequeno porte. Em geral, a equipe de recursos humanos tende a ser enxuta. Digamos que você contrate três profissionais. Quais serão as atribuições de cada um deles? Uma possibilidade seria:

  • um profissional para desenvolver e conduzir os processos de recrutamento;
  • um profissional focado em reduzir turnover e aumentar o engajamento e motivação dentro da empresa;
  • um profissional dedicado a identificar colaboradores de potencial e ajuda-los a crescer, organizando treinamentos, elaborando planos de carreira e estabelecendo políticas de avaliação e feedback.

Veja que as diferenças no papel de cada membro tem impacto direto nos conhecimentos e competências que você vai esperar deles, individualmente. Mesmo em um cenário que essa divisão de atribuições não seja totalmente rígida, é importante que cada colaborador da sua equipe tenha suas próprias responsabilidades.

3. Estabeleça o perfil profissional

A nossa terceira dica é que você seja bem específico a respeito do perfil profissional de cada membro. Como já vimos, isso está relacionado ao papel que cada um assumirá dentro da equipe. Então, que tal transformar suas expectativas abstratas em uma descrição por escrito?

Algumas das características que podem (e devem) constar desse documento são:

  • formação;
  • experiências de trabalho;
  • conhecimentos de idiomas e informática;
  • familiaridade com o segmento específico de atuação da empresa.

Um comentário é que nem todo o perfil profissional precisa ser derivado de práticas formais. Por exemplo, “experiências de trabalho” podem incluir, também, experiências que o indivíduo teve com trabalho voluntário ou associações acadêmicas. Assim, você dá oportunidade para pessoas que, embora menos experientes, já têm aquela sementinha das características que você está procurando.

4. Estabelecer o perfil pessoal

O perfil profissional é importante mas, sozinho, é insuficiente.

Imagine que um dos membros da uma equipe comercial vai ser o responsável por gerenciar cadastros de clientes (lembrando que nem todos em um setor comercial são, necessariamente, vendedores). Você não vai querer contratar alguém que vive perdendo fichas e nunca lembra em que pasta salvou os arquivos. Logo, organização é um traço importante do perfil pessoal.

Em uma equipe financeira, você pode precisar de alguém que vai servir de ponte com os outros setores da empresa. Essa pessoa precisa ter facilidade para se comunicar e empatia. Não adianta nada contratar um gênio dos números que não tem qualquer habilidade interpessoal. Certo?

Então, faça uma descrição por escrito, como a do item anterior. Porém, desta vez, o foco é no perfil pessoal. Estamos falando de características como:

  • organização;
  • atenção aos detalhes;
  • proatividade;
  • respeito à hierarquia;
  • facilidade de comunicação;
  • disposição para aprender;
  • liderança.

Estes são apenas exemplos. Você pode incluir outros traços na sua descrição, desde que sejam compatíveis com as exigências do cargo.

5. Elabore um processo de recrutamento e seleção personalizado

Quer saber qual é o erro mais comum na hora de montar uma equipe de sucesso? Utilizar um processo de recrutamento e seleção único para todas as situações. Simplesmente não faz sentido usar os mesmos parâmetros para avaliar pessoas que estão concorrendo a posições distintas.

A dica, aqui, é que os passos do processo podem ser os mesmos, porém, a maneira como são conduzidos é diferente.

Por exemplo, para uma posição que exige forte interação com pessoas, a etapa prática da seleção pode ocorrer em grupo. Enquanto isso, em uma posição que exige mais conhecimentos técnicos, a etapa prática pode ser uma prova escrita.

6. Não abandone a equipe depois de formá-la

Você conseguiu. Formou uma equipe forte, em que cada um conhece seu papel e tem as características necessárias para executá-lo. Será que isso basta para garantir o sucesso? Acertou se disse “não”.

Na realidade, o sucesso em longo prazo depende da sua habilidade de nutrir a equipe — muito mais do que simplesmente montar uma. Afinal, essas pessoas vão enfrentar obstáculos e conflitos no dia a dia. Se você não criar formas de fortalecer os laços e ajuda-las a crescer, o seu “time dos sonhos” vai ruir por dentro.

Então, a dica final é ficar sempre de olho em oportunidades para integrar seus colaboradores e, também, para estimulá-los a aprender mais e desenvolver novas habilidades. É assim que se forma uma equipe de alta performance.

Quer saber como você pode se tornar um especialista em gestão de pessoas e nos segredos para montar uma equipe vencedora? Entre em contato com a Fundação Dom Cabral e conheça os programas de formação em gestão que oferecemos!

Direitos trabalhistas: saiba tudo o que muda com a reforma

Entre as várias reformas que estão sendo propostas e implementadas na legislação brasileira, uma das mais comentadas é a trabalhista, que trata das relações entre empregados e empregadores. Muitas pessoas ainda não estão totalmente informadas a respeito do que vai mudar em suas vidas, a partir da vigência da nova lei.

No post de hoje, você descobre quais são os principais impactos da reforma sobre os direitos trabalhistas. Vamos debater oito pontos específicos. Confira!

1. Legislado vs. negociado

O “legislado” é a lei trabalhista. O “negociado” é o resultado dos Acordos e Convenções Coletivos, que são feitos entre sindicato e empresa ou entre sindicato e sindicato patronal.

A partir da reforma, o negociado passa a prevalecer sobre o legislado. Antes, embora o negociado fosse reconhecido, em muitos casos, não havia um entendimento pacífico de que ele deveria prevalecer — especialmente quando trouxesse condições menos favoráveis ao trabalhador.

2. Jornada intermitente regularizada

A jornada intermitente é um tipo de relação de trabalho em que o empregado alterna períodos de atividade e inatividade. Ele pode trabalhar dois dias e, depois, ficar meses em casa, até ser convocado novamente pelo empregador. No final, vai receber somente pelos períodos em que, efetivamente, prestou serviços.

Antes da reforma, essa modalidade nem estava prevista na lei. É uma novidade.

3. Contribuição sindical não-obrigatória

Pela lei da reforma trabalhista, a contribuição sindical passa a ser facultativa. Para o seu recolhimento, deverá haver autorização expressa do trabalhador. Até então, essa era uma prestação obrigatória, equivalente a um dia de trabalho remunerado por ano, automaticamente descontada em folha de pagamento.

Vale a pena comentar que, a partir do momento em que a contribuição se torna opcional, existe a possibilidade dos movimentos sindicais serem enfraquecidos. Isso teria efeitos, a médio e longo prazo, na sua capacidade de negociar com os empregadores e nos resultados obtidos em Acordos e Convenções coletivos.

4. Férias em três períodos

Você deve estar acostumado com a regra antiga da legislação trabalhista, em que as férias podiam ser divididas apenas em dois períodos, e nenhum podia durar menos de 10 dias. Bem, isso também mudou.

Com a reforma, as férias do trabalhador podem ser divididas em até três períodos. Um deles deve durar, no mínimo, 14 dias; os outros dois, no mínimo, cinco dias cada. Por esse motivo, o máximo que um funcionário nessa situação poderia trocar por abono pecuniário são seis dias.

Para que a divisão em três períodos seja realizada, deve haver autorização do próprio empregado, além do interesse do empregador.

Outra determinação da lei da reforma é que a contagem das férias não poderá começar dois dias ou menos antes de um feriado ou DRS (dia do Descanso Semanal Remunerado). Assim, se há um feriado no dia 21, as férias não podem começar nos dias 19 ou 20.

5. Horários de almoço reduzidos

A partir da vigência da reforma, o horário de almoço dos funcionários (também chamado de intervalo intrajornada) poderá ser reduzido a menos de uma hora. Para que isso aconteça, é necessário negociar a duração do intervalo por meio de Acordo ou Convenção coletivos.

Além disso, a penalização da empresa por descumprimento do horário de almoço também passou por uma alteração.

Antes, uma súmula do TST havia determinado que a empresa deveria pagar triplicado o tempo reduzido do horário de almoço. Imagine um empregado que tem direito a uma hora, mas descansou apenas durante 50 minutos. Nesse caso, o empregador deverá pagar o tempo restante, vezes três: 30 minutos.

Agora, a lei da reforma estabelece que o pagamento será apenas duplicado. Assim, no mesmo exemplo, o empregado terá direito apenas ao pagamento de 20 minutos.

6. Trabalho insalubre para gestantes e lactantes

Hoje, uma trabalhadora gestante ou lactante não pode trabalhar em posto de serviço com qualquer nível de atividade insalubre — isto é, qualquer risco à saúde. A reforma trouxe uma mudança, determinando que esta mulher poderá trabalhar em postos de serviço com grau mínimo a médio de insalubridade, desde que tenham atestado de saúde.

Fica proibido, portanto, apenas o exercício de atividade que tenha grau máximo de insalubridade, enquanto a mulher estiver grávida ou amamentando.

7. Demissão em comum acordo

Atualmente, existem apenas três modalidades de desligamento de funcionários: pedido de demissão, demissão por justa causa e demissão sem justa causa. A reforma cria uma quarta alternativa: a demissão em acordo.

Nessa modalidade, o empregador paga apenas 20% de multa sobre o FGTS (em vez dos 40% devidos em uma demissão sem justa causa), e o empregado tem direito apenas a 80% do valor depositado na conta. Outras características específicas são a duração do aviso prévio, que fica restrito a 15 dias e a perda do direito ao Seguro Desemprego.

8. Processos trabalhistas

Esse é um dos pontos mais controversos da reforma. Hoje, o trabalhador que entra com uma reclamação trabalhista na Justiça Brasileira não precisa arcar com qualquer custo do processo e nem pagar honorários de sucumbência se perder (isto é, pagar os honorários do advogado da outra parte).

Com a nova lei, porém, o empregado poderá ser financeiramente responsabilizado com essas obrigações, se perder. Mas não é só isso: ficando comprovado que agiu de má-fé, também terá que pagar indenização ao empregador e penalização variável de 1% a 10% do valor da causa.

Esse tópico pode gerar insegurança ao trabalhador, já que seu poder de negociação tende a ser inferior ao do empregador. Para o Direito brasileiro, o empregado é considerado uma figura “hipossuficiente”, que precisa ser protegida. A discussão que se faz é se parte dessa proteção foi removida com a lei da reforma.

 

A reforma altera mais de cem pontos da CLT. É importante que você fique atento a tudo que for publicado sobre o assunto na internet, na televisão, nas rádios e nos jornais. Essas são boas alternativas para entender como essa nova lei afetará os direitos trabalhistas, assim como os direitos e deveres como empregador.

Quer ficar a par de tudo que acontece no mundo das empresas e negócios, além de conferir informações e dicas essenciais para a sua carreira? Então, siga o perfil da Fundação Dom Cabral no Facebook e Twitter.

É possível mudar de área sem fazer outra faculdade? Saiba como!

A decisão de mudar de área e seguir uma nova carreira costuma estar atrelada à uma série de dúvidas e inseguranças. De fato, é um momento delicado na vida de qualquer profissional, uma vez que esse tipo de transição exige uma preparação especial.

Vários fatores precisam ser ponderados, principalmente, a satisfação pessoal, o mercado de trabalho e o planejamento financeiro. Por isso, é fundamental estudar as oportunidades e os riscos que cercam essa escolha.

No entanto, também é importante avaliar as razões que levam o indivíduo a optar pela migração. A escassez de vagas em um determinado setor, o desejo de desenvolver um outro talento e a vontade de empreender estão no topo da lista.

Vale lembrar que, ao contrário do que muitos pensam, nem sempre é necessário investir em uma nova faculdade. Qualificação e know-how são essenciais, mas podem ser conseguidos de diversas maneiras. Além disso, é importante coletar informações, fazer uma autoanálise e claro, aprimorar algumas competências essenciais.

Como mudar de área

Para que o processo de mudança seja leve e livre de arrependimentos, é importante tomar alguns cuidados básicos e atentar para recomendações simples.

Aposte no autoconhecimento

O autoconhecimento é indispensável durante essa fase. É preciso identificar vocações e preferências. Nesse contexto, estão também as principais características do profissional, suas habilidades, motivações e propósitos.

Com essa avaliação, é possível definir um perfil e assim, determinar quais os segmentos de atuação mais indicados. Afinal, funções diferentes exigem aptidões diferentes ― como flexibilidade, poder de adaptação, pensamento criativo, comunicação, inteligência emocional, liderança e orientação para resultados, por exemplo.

O coaching pode ser bastante útil nesse estágio da preparação, pois incentiva as descobertas, os questionamentos e tira o indivíduo da sua zona de conforto. Desse modo, é mais fácil fazer uma análise criteriosa e realista da situação.

Evite movimentos impulsivos

A pressa e o impulso não ajudam. Por isso, é necessário evitar decisões baseadas em modismos, em dificuldades momentâneas ou em um salário mais atraente.

Mudar de área pode ser uma opção ou imposição — provocada pelo surgimento de novas tecnologias, pela automação, pela extinção de algumas atividades ou pelo enxugamento do quadro de colaboradores. Por isso, é fundamental abandonar as ilusões e o imediatismo e, dedicar tempo e esforço, na consolidação de uma nova carreira.  

Pesquise o mercado

Outro ponto importante é a pesquisa do mercado. Ou seja, para mudar de área, o profissional deve perceber as particularidades de cada ramo, enxergar as tendências para os próximos anos e entender os fatores externos que influenciam diretamente o setor.

Uma dica é analisar os sites de emprego e as redes sociais dedicadas, como o LinkedIn, e verificar a quantidade de vagas oferecidas, a localização das empresas que estão contratando e, claro, a concorrência.

Essa pesquisa também deve ser feita pelos futuros empreendedores, juntamente com outras análises, para sustentar a criação de um plano de negócios verdadeiramente sólido.

Converse com alguém que já tenha passado por essa experiência

Também é aconselhável conversar com profissionais que já tenham passado por uma transição. Desse modo, é possível compreender os obstáculos e desafios encontrados no dia a dia.

Vale lembrar que essas lições são sempre valiosas, pois ajudam o indivíduo a identificar falhas no seu planejamento inicial.

Faça um curso de extensão

Depois de definir a nova área, é hora de partir para a capacitação. Um curso de extensão é uma excelente alternativa para o profissional conquistar o conhecimento necessário em um curto espaço de tempo.

Atualmente, já existem diversas propostas de educação continuada, com conteúdo programático e carga horária capazes de atender às mais variadas demandas.

Ative o networking

Para mudar de área, também é preciso ativar o networking e construir novos relacionamentos e conexões. Uma rede influente garante mais visibilidade, gera indicações e aumenta a empregabilidade.

Entretanto, o networking efetivo depende de interações de médio e longo prazos, com troca de informações e ajuda mútua. Por isso, contatos pontuais, em geral, não são bem-vistos.

Participar de eventos, feiras e congressos é mais uma maneira de expandir o networking e, paralelamente, servem para manter o profissional atualizado sobre as novidades do segmento escolhido.

A redes sociais também devem ser utilizadas e novamente, o LinkedIn merece atenção especial. No entanto, para uma apresentação adequada, o ideal é aplicar os conceitos de personal branding, com o gerenciamento da marca pessoal.

Tenha uma reserva financeira

Ao mudar de área, o profissional tem a senioridade rebaixada e passa a ser classificado como júnior. Então, é de se esperar que o cargo seja de menor complexidade e a remuneração, inferior a atual.

Por isso, é preciso contar com uma reserva financeira para garantir uma certa estabilidade no início dessa jornada. Essa mesma reserva serve para quem quer abrir o próprio negócio e necessita de capital para evitar o endividamento.

Prepare um plano de carreira

Um plano de carreira pode ser encarado como um grande projeto, que tem a finalidade de estabelecer ações, metas e objetivos a serem atingidos. Porém, para que esse plano funcione corretamente, é fundamental observar alguns fatores críticos ― como ambições, aptidões e deficiências, além das flutuações do mercado e o cenário econômico.

Por isso, além dos cursos de extensão, o profissional também pode apostar em outras formas de adquirir alguma expertise. Muitos fazem da nova carreira, uma atividade extra, até conseguirem alcançar a independência.

O domínio de outros idiomas já é um pré-requisito para alguns setores de atuação. Neste contexto, o inglês é a língua mais comum dentro de muitas empresas, porém, nas multinacionais, a fluência em alemão, italiano, francês ou espanhol pode ser uma enorme vantagem competitiva. Logo, essas aulas devem fazer parte do planejamento, uma vez que, cada vez mais, surgem oportunidade de trabalho no exterior.

Outros aspectos também devem ser observados, como idade, escolaridade, dívidas, compromissos e previsão para a aposentadoria. Todas essas variáveis têm algum impacto na transição e, por isso, não podem ser negligenciadas.

Mudar de área pode ser a solução definitiva para os profissionais que buscam mais qualidade de vida, satisfação, novas perspectivas e melhores salários. Para tanto, é preciso determinação e coragem, além de qualificação e preparação que garantam uma carreira de sucesso.

Quer saber mais sobre como se qualificar para o mercado? Então, entre em contato com a Fundação Dom Cabral e conheça nossos cursos.

Transformação digital: o que devo saber para me destacar no mercado?

Você já ouviu falar em transformação digital? Esse termo tem ganhado muita atenção nos últimos anos, principalmente porque suas vantagens são inúmeras e podem mudar a forma de uma marca fazer negócios e se destacar em um mercado tão concorrido. No entanto, sua implementação ainda gera muitas dúvidas e controvérsias para as empresas.

Para acabar de vez com elas, criamos este post com tudo aquilo que você deve saber para aproveitar todos os recursos dessa estratégia. Confira!

O que é transformação digital?

Como o nome sugere, transformação digital é um processo que faz uso da tecnologia para melhorar e mudar toda estrutura das empresas e trazer impacto para a sociedade em geral. O ponto mais importante é que ela não significa apenas implementar novas ferramentas tecnológicas, mas criar uma mentalidade mais inovadora, aberta às mudanças e às facilidades que o mundo digital pode trazer.

Vários mercados já têm investido nessa revolução. Hoje, já é possível pagar contas por meio de aplicativos, fazer uma graduação pela internet e até consultar um médico online. Nas organizações, informações e arquivos já podem ser armazenados em nuvem, a comunicação com o cliente pode ser feita com muito mais facilidade e, em muitos casos, um negócio nem precisa mais ter uma sede física para comercializar seus produtos.

O que é preciso saber para implementá-la na minha empresa?

Vivenciamos um momento de mudanças rápidas no mercado e de muita incerteza. Isso cria uma pressão para as empresas buscarem inovação e conquistarem clientes. E essa pressão vem de todos os lados: dos CEOs, dos parceiros e da própria clientela.

Diante desse cenário, empresas que apostam na transformação digital ganham uma chance de superar qualquer desafio. De acordo com a pesquisa da Accenture, aquelas que entendem essa necessidade se tornam 26% mais lucrativas do que as que não. Mas, então, como implementar essa revolução digital no seu negócio?

Comece marcando presença online

Mesmo não sendo o único caminho, a internet é o primeiro passo para entrar no mundo digital. Quando se trata da experiência do consumidor, por exemplo, eles esperam imediatismo. Ou seja, antes de efetuar uma compra, adquirir um serviço ou fechar qualquer tipo de negócio, eles esperam respostas rápidas, querem conhecer a reputação de uma empresa e criar um relacionamento com ela. E isso acontece na maior parte dos casos por meio da internet.

Somente no Brasil, 58% da população está conectada. Em 2005, esse número era de apenas 13,6%. Imagine, com todos os avanços da transformação digital como ele estará daqui a alguns anos?

Diante dessa realidade, o marketing das empresas precisa criar estratégias para atender às necessidades do cliente com rapidez e driblar a concorrência. A oferta de conteúdo, por exemplo, já é muito utilizada. Ela serve para educar o consumidor e despertar o interesse sobre o que elas oferecem, em vez de usar uma abordagem agressiva de vendas do marketing tradicional.

Estude as suas necessidades

Investir em tendências digitais, sem planejamento pode ser uma perda de dinheiro. Por exemplo, se você precisa de uma automação de atividades que comprometem a produtividade da equipe, mas está focado apenas em incorporar novas tendências mobile, pode piorar ainda mais essa situação e perder dinheiro.  

Então, antes de sair por aí comprando todos as ferramentas tecnológicas disponíveis no mercado ou criando contas em todas as redes sociais, estude as suas reais necessidades. Para fazer isso acontecer pergunte a si mesmo:

  • como podemos melhorar a experiência do cliente com a ajuda da tecnologia? Criando novos canais de comunicação online? Compartilhando conteúdo informativo por meio de sites e blogs? Criando novas plataformas para comercializar produtos e serviços?
  • como podemos mudar a cadeia de processos internos? Automatizando determinadas funções? Investindo em softwares de gestão para organizar demandas e prazos? Apostando em Business Intelligence (BI)?
  • e os nossos parceiros e fornecedores? Como podemos estreitar a relação e beneficiá-los com essa transformação digital?

Pensar em cada um desses aspectos ajuda a tomar decisões mais estratégicas quando se trata de implementar a transformação digital.

Estude os movimentos da tecnologia

A transformação digital não vai ficar apenas nos aplicativos mobile, nas redes sociais ou na nuvem, ela também virá por meio da automatização inteligente de quase todas as atividades e da Internet das Coisas. Hoje em dia já é possível encontrar carros autônomos, roupas que mudam a temperatura do corpo, impressoras 3D e robôs realizando funções humanas.

Acredite: a verdade é que viveremos em um mundo cada dia mais digital e as empresas precisam se adaptar a essa realidade. E isso inclui estudar os elementos tecnológicos disponíveis no mercado. Tecnologias maduras e que ainda estão emergindo servirão como alicerce para o crescimento de todos os tipos de negócio, até mesmo os de pequeno porte.

Uma visão ampla desses recursos pode lhe ajudar a maximizar os seus benefícios e agregar valor ao trabalho que realiza. Muitas empresas tratam a tecnologia como um bicho de sete cabeças e perdem a oportunidade de aproveitar os seus recursos. E a sua, o que tem feito?

Crie uma cultura digital

Ao contrário do que as pessoas pensam, implementar uma transformação digital não significa apenas investir em meia dúzia de tecnologias. Ela vai muito além disso. É preciso reestruturar todos os processos da empresa e criar uma cultura digital.

Deixe claro para a equipe que ela não é apenas um fim para aumentar os lucros, mas um meio de melhorar todo o dia a dia de trabalho, agilizando a cadeia produtiva, integrando pessoas, simplificando tarefas e melhorando a comunicação entre todos os setores. Esse entendimento vai facilitar que todos da empresa se envolvam nessa revolução.

Invista em capacitação

Toda e qualquer mudança envolve um período de dificuldades e adaptação. Não seria diferente com a implementação de elementos digitais no dia a dia de uma empresa. Dificuldades técnicas são um dos principais empecilhos para a inovação, no entanto são os mais fáceis de resolver.

Para evitá-los, é necessário investir na qualificação dos colaboradores, por meio de treinamentos e capacitação constante. Implementar um projeto de transformação digital sem fornecer as ferramentas para que a equipe o realize com sucesso é um tiro no pé. Afinal, colaboradores que não estão familiarizados com este mundo não vão virar especialistas em TI do dia a para a noite.

Pare de esperar

Quem está em um cargo de liderança ou apenas quer sugerir mudanças para o seu ambiente de trabalho precisa ter em mente que a transformação digital é trabalhosa e os resultados são colhidos a longo prazo. No entanto, o ponto mais importante a ter em mente é: ela não pode esperar!

Empresas que ficarem paradas, aguardando um momento ideal para se adaptar a essa realidade correm o risco de não encontrarem mais espaço no mercado ou ficarem defasadas. E você não quer ser um desses casos, não é mesmo?

Preparado para a transformação digital? Gostou das nossas dicas sobre o assunto? Então não deixe de compartilhar este artigo nas suas redes sociais!

 

É possível fazer pós-graduação em outra área ou só na que me formei?

Generalista ou especialista? Essa é uma dúvida comum a quase todos os profissionais, já graduados e que estão planejando como atualizar sua formação acadêmica para o mercado de trabalho. O que é melhor: tornar-se um exímio conhecedor de uma única área (especialista) ou ser um profissional versátil, com múltiplas habilidades (generalista)?

A resposta é categórica e vem de ninguém menos do que a Harvard Business Review, periódico de uma das universidades mais importantes do planeta, publicação extremamente respeitada no mercado e que costuma trazer dicas valiosas sobre o universo corporativo. A revista prova que ter pós-graduação em outra área costuma alavancar a carreira de muitos executivos.

Segundo essa pesquisa feita pela HBR, em 2016, com 400 estudantes que se formaram nos melhores MBAs dos Estados Unidos, os especialistas são, definitivamente, “punidos pelo mercado”. Além de terem oferta de empregos em menor quantidade, ainda possuem remunerações menores.

Para piorar, os bônus recebidos pelos especialistas são cerca de 36% menores do que os dos profissionais que têm pós-graduação em outra área, os generalistas. Vamos saber mais sobre isso.

Quais os impactos da pós-graduação na carreira dos executivos?

De acordo com um estudo da consultoria Produtive, 68% dos executivos bem-sucedidos no mercado já têm uma ou mais pós-graduações. A partir da segunda especialização, evidentemente, esses profissionais começam a buscar maior ramificação de seu campo de conhecimento, em uma tentativa de adquirir uma visão mais sistêmica do mundo empresarial.

Essa visão da capacitação como investimento explica muito do porquê das disparidades entre profissionais de uma mesma área. Enquanto alguns chegam aos 40 anos no topo da carreira, outros amargam a estagnação, ou até mesmo a “expulsão” de sua área de atuação.

Vale lembrar que a mesma pesquisa ainda mostra que quem tem mais de uma pós-graduação tem salários 38% superiores a quem tem apenas uma titulação dessa categoria. Por analogia, nem precisa dizer que a distância entre parar na graduação e fazer uma pós é imensa, certo? A questão é que, além de fazer uma especialização, também é preciso considerar a possibilidade de estender sua formação. Trata-se de uma tendência mundial.

Há restrições para fazer uma pós-graduação em outra área?

Em tese, não somente a pós-graduação lato sensu (voltada ao mercado de trabalho, com duração média de 1 ano e meio) pode ser em área diferente de sua graduação, mas até mesmo a maioria das especializações do tipo stricto sensu (voltadas à docência e à pesquisa, com duração de 3 a 5 anos) podem ser cursadas por estudantes de graduações diferentes.

Embora isso fique a cargo de cada faculdade, em linhas gerais, saem dessa lista apenas os mestrados cuja área de atuação implique em alguma habilitação específica (caso da Medicina).

No que tange às pós-graduações lato sensu, como especializações (centralizadas no aprofundamento em uma área) ou MBA (com foco nos negócios e no aprimoramento das estratégias de gestão para executivos), não somente é possível diversificar seu campo de estudo, como trata-se de uma decisão inteligente e que vem se tornando um caminho sem volta no mercado de trabalho.

Quais as motivações de quem faz uma pós-graduação em outra área?

Mudar o foco da carreira, dar mais amplitude ao seu campo de formação ou unir conhecimento de áreas distintas: essas são algumas das razões para fazer uma pós-graduação em outra área. Isso sem falar na vantagem de ter duas áreas possíveis de atuação, algo que como estratégia de recolocação profissional, é excelente. E os frutos desses investimentos são visíveis ainda durante o curso.

Imagine, por exemplo, a valorização profissional de quem tenha graduação em Contabilidade, atue na área de compliance e decida fazer uma pós-graduação em Direito? Certamente teria uma imensa vantagem sobre seus colegas de formação monotemática, concorda?

E o que dizer de um Economista que decida fazer uma especialização em Gestão, podendo ainda dar maior ênfase em uma dessas 5 áreas: Finanças, Marketing, Negócios, Pessoas ou Projetos?

Dominar em 360° a dinâmica empresarial o tornará mais competitivo, mais preparado para ganhar uma promoção, buscar uma colocação profissional melhor no mesmo segmento ou mesmo mudar de área.

Pois bem, esse é, em última análise, o objetivo de uma especialização: torná-lo mais adaptado aos desafios multifacetados do mercado.

Um resumo das vantagens de fazer uma pós-graduação em outra área:

  • visão mais ampla do universo empresarial;
  • maior domínio e capacidade de proposição de soluções aos desafios do negócio;
  • duplicação nas possibilidades de colocação/recolocação profissional;
  • chance de mudar de área (da Gestão para a Economia, do Jornalismo para o Marketing, da Contabilidade para a Atuária, etc.);
  • sinalizar ao mercado que você não está acomodado;
  • ampliação e maior diversificação de seu networking.

Quais são os requisitos para fazer uma especialização ou um MBA em outra área?

Cada instituição de nível superior define as próprias regras para selecionar os alunos para seus cursos de pós-graduação. A Fundação Dom Cabral, por exemplo, eleita pelo jornal britânico Financial Times como a 12ª melhor escola de negócios do mundo, possui os seguintes requisitos para matrícula em seus cursos de pós-graduação (como a especialização em Gestão, por exemplo):

  • preenchimento da ficha de inscrição;
  • entrevista de seleção (individual). Para participar da entrevista, é preciso que o candidato tenha completado a sua graduação.

Documentos Necessários para a entrevista:

  • Curriculum Vitae atualizado;
  • histórico escolar (cópia).

Documentos necessários para a matrícula:

  • diploma de conclusão de curso superior (Licenciatura Plena ou Bacharelado), ou diploma de conclusão de curso sequencial de Formação Específica (original e cópia frente e verso);
  • documento atual com foto e CPF.

Já deu para perceber que não há muito segredo, nem burocracia, certo? Fazer uma pós-graduação em outra área exige apenas esforço, disposição em fazer um investimento curto com retorno para a vida toda e muita vontade de crescer na carreira! Vale a pena.

Quer saber mais sobre os programas de pós-graduação da Fundação Dom Cabral? Entre em contato conosco e teremos o prazer em mostrar os melhores caminhos que sua trajetória profissional pode seguir em direção ao sucesso! Até breve!