Plano de negócios: tudo que você precisa saber para criar o seu

 

O conceito de ter um plano, antes de iniciar um empreendimento (em sentido amplo, não apenas econômico) não é nada novo e está fortemente relacionado à noção de aumentar suas chances de sucesso.

Um time de futebol que sonha com a taça sempre cria um plano antes de entrar em campo. Um piloto de avião tem seu plano de voo e um empreendedor (não importa qual dos tipos de empreendedorismo ele adote) tem seu plano de negócios.

Não é tão difícil, portanto, entender, de maneira geral, o que é o plano de negócios. O problema é que muitos empreendedores não conhecem os detalhes desse conceito e muito menos sabem como aplicá-lo na prática. Por que será?

Um dos motivos é justamente que, por parecer algo tão intuitivo, poucas pessoas acham que é preciso explicar mais a fundo. Então, falta informação sobre o assunto. Porém, isso acaba hoje. Neste post, você vai encontrar tudo que precisa saber para realmente colocar um plano de negócios no lugar e funcionando.

Então, está pronto para começar a aprender? Boa leitura!

O que é um plano de negócios?

Para começo de conversa, o plano de negócios é um documento. Ele não pode existir simplesmente na sua cabeça. Esse é o primeiro mal-entendido que precisamos desfazer.

Uma descrição simples do plano de negócios seria: um documento escrito que descreve o seu negócio em detalhes. Em geral, ele é criado antes de o negócio realmente começar a funcionar, por isso falamos em plano: é uma visão para o futuro.

Qual seu objetivo?

O objetivo primário de um plano de negócios é demonstrar a viabilidade da ideia.

Internamente, ele é usado como parte de um processo para chegar a uma proposta extremamente coesa e com alta probabilidade de sucesso. Parece confuso? Não se preocupe, vamos falar mais sobre isso no próximo item.

Além disso, o plano de negócios torna-se um documento usado também externamente.

Se uma empresa solicita investimentos, a pessoa que vai ceder o capital provavelmente pedirá para ver o plano de negócios antes. Se você deseja submeter seu negócio a um processo seletivo para uma aceleradora (o que é muito comum no caso de startups), a apresentação desse plano também é necessária.

Qual é a sua importância para uma empresa?

O plano de negócios, como já vimos, demonstra viabilidade ou evidencia inviabilidade. Portanto, sua grande importância é impedir que você, empreendedor, e toda a empresa que você construir sofra mais tarde com problemas críticos que poderiam ter sido identificados desde o começo.

O que isso significa, em termos mais simples?

No plano de negócios, você descreve e explica cada aspecto do empreendimento, da produção ao marketing, das finanças à logística, das vendas à gestão de pessoas. Durante esse processo, ficará mais fácil identificar pontas soltas no seu conceito.

Imagine, por exemplo, que o seu plano de negócios estabeleça que o marketing vai ser um aspecto central do negócio; que vocês vão apostar em tendências de marketing para atrair clientes e fechar vendas. No entanto, como os custos de produção do seu produto são elevados, você estipula que o setor de marketing receberá apenas 5% do orçamento anual da empresa.

Claramente, essa conta não está fazendo sentido. É arriscado prosseguir sem fazer ajustes, porque o orçamento não é suficiente para realizar todas as ações necessárias para conquistar novos clientes; e, sem novos clientes, a empresa não gera receita e o negócio acaba.

Perceba como essas pontas soltas, que ficam claras na elaboração do plano de negócios, são, na verdade, pontos de risco. Identificando-os, você pode traçar estratégias para eliminá-los. E cada risco eliminado equivale a uma probabilidade mais alta de sucesso.

Quais benefícios o plano de negócios pode oferecer?

O plano de negócios tem uma série de benefícios agregados, que não estão diretamente relacionados ao seu objetivo primário. Vamos conhecer alguns deles.

O primeiro benefício é que ele poderá ser utilizado como base para replicar o sucesso no futuro. Se você tem uma empresa que deu certo e quer criar outra, para que começar o trabalho do zero? Em vez disso, você pode economizar tempo e minimizar os riscos, reaproveitando informações e propostas válidas do plano de negócio já existente para o novo.

O segundo benefício está ligado à visão de longo prazo da sua empresa. Você não precisa usar o plano de negócios apenas como uma descrição do estado atual; ele também pode trazer as estratégias que serão aplicadas para levá-lo de um estado A até um estado B.

Esse é um benefício importante, pois as empresas não podem ser criadas com base simplesmente em uma visão imediata. Do contrário, você talvez não dê a ela condições de se manter ao longo do tempo, de ser uma empresa longeva.

Para que um negócio dure, não adianta repetir o que deu certo no começo; é preciso evoluir, mudar, crescer. Se você sabe disso, pode usar seu plano de negócios para planejar (com o perdão da redundância) os seus passos seguintes, antes mesmo de dar os primeiros.

O plano de negócios também tem o benefício da transparência. Atualmente, muitas empresas são alvo de desconfiança pelo fato de as pessoas que estão de alguma maneira envolvidas com ela não entenderem seu funcionamento.

A criação de um plano de negócios ajuda a esclarecer como a sua empresa conduz suas operações, eliminando dúvidas que prejudiquem a imagem da organização.

É claro que esse documento não será de “domínio público”; do contrário, seria como entregar os segredos do seu sucesso de bandeja aos concorrentes. Porém, algumas informações presentes nele também podem ser usadas para vender uma ideia a sócios e investidores em potencial, a fim de conquistar seu apoio.

Depois de fechar a parceria, o plano de negócios também pode ser revelado para esclarecer as dúvidas dessas pessoas, cuja confiança é indispensável.

Qual deve ser a estrutura de um plano de negócios?

Para ser completo e detalhado, um plano de negócios não pode ter uma estrutura simples. Então, antes que você comece a redigi-lo, é necessário saber quais são os elementos que o compõem.

Capa e Índice

Não há muito segredo em relação a esses dois itens, cuja função é tornar o seu plano de negócios mais apresentável e organizado, para que outras pessoas possam ler.

Sumário executivo

Este é considerado, possivelmente, o elemento mais importante do plano de negócios. Ele traz uma síntese, isto é, um resumo das principais informações apresentadas ao longo de todo o documento. Como o plano tem dezenas de páginas, é a qualidade do sumário que determina se a pessoa que o tem em mãos vai ler o restante ou se vai parar ali mesmo.

Uma boa dica é redigir o sumário executivo apenas depois de escrever o plano de negócios inteiro. Assim, você terá uma visão melhor do que é realmente importante ou não. Lembre-se de que essa seção não deve ultrapassar duas páginas.

Planejamento estratégico do negócio

Esta seção recebe seu nome por um bom motivo, já que ela realmente é focada em estratégia. Portanto, você deve incluir os seguintes itens:

  • visão;

  • missão;

  • valores;

  • metas de curto, médio e longo prazo.

Não se preocupe em explicar como as metas serão concretizadas, pois isso será feito em outras seções do plano de negócios.

Descrição da empresa

Nesta seção, você vai mencionar:

  • nome fantasia, razão social e, se já tiver, o CNPJ do negócio;

  • regime de enquadramento jurídico;

  • endereço onde serão conduzidas as operações;

  • estrutura física necessária;

  • estrutura organizacional, incluindo funcionários e gestores;

  • serviços terceirizados que serão contratados.

Como você pode notar, essas são características objetivas e de caráter prático. Mais uma vez, não entre em detalhes específicos sobre os setores da empresa. Haverá seções específicas para essa explicação.

Produtos e serviços

Fale sobre o que a sua empresa vai trazer para o mercado. Se for um produto, mencione:

  • composição;

  • processo de produção;

  • tecnologias específicas envolvidas;

  • patentes ou marcas registradas;

  • ciclo de vida.

Por outro lado, se for um serviço, você pode abordar:

  • materiais utilizados na execução;

  • procedimentos envolvidos na execução;

  • duração.

Em qualquer um dos casos, você também deve falar sobre padrões de qualidade e riscos envolvidos.

Análise de mercado

Nesta seção, você vai abordar muitos tópicos. Como não seria possível explicar todo o conceito de análise de mercado dentro deste artigo, aqui vai uma versão resumida.

Basicamente, será preciso descrever o cenário socioeconômico geral, os seus concorrentes e os seus clientes. Depois disso, você vai destacar em que ponto o seu negócio se posiciona em relação a cada um deles. Algumas das perguntas que essa seção precisa responder são:

  • o cenário socioeconômico atual é favorável para iniciar um negócio nesse segmento?

  • você tem concorrentes diretos? Tem concorrentes indiretos? Quem são eles?

  • qual é o seu diferencial em relação aos concorrentes?

  • qual é o perfil do seu cliente ideal?

Dentro dessa análise de mercado, você pode usar algumas ferramentas bem conhecidas no mundo dos negócios, como a Análise SWOT e a análise das cinco forças de Porter.

Planos por departamento

Em vez de explicar a gestão empresarial de maneira geral, o plano de negócios detalha o trabalho de cada departamento individualmente. Em outras palavras, cada departamento tem uma seção separada das demais. Entre eles, você pode incluir:

  • plano de produção;

  • plano de marketing;

  • plano comercial;

  • plano financeiro;

  • plano logístico;

  • plano de atendimento ao cliente.

Na seção do plano de marketing, por exemplo, você pode abordar quais serão as estratégias para divulgar a marca e atrair novos clientes. No plano comercial, pode incluir uma projeção de vendas para os primeiros anos do negócio. No plano financeiro, estabelecer como a empresa vai pagar os empréstimos contraídos para sua abertura. No plano logístico, explorar as parcerias que serão utilizadas para levar o seu produto a diferentes partes do país.

Mas e se o negócio vai oferecer um serviço e não há necessidade alguma de logística na sua operação geral? Nesse caso, não é preciso escrever uma seção correspondente ao plano de logística. Perceba que só existem duas regras em relação a como você vai estruturar essas seções: aquilo que for relevante para o negócio que você está criando deve ser incluído; e, quanto mais detalhado, melhor.

Anexos

Alguns elementos são difíceis de incluir no texto do plano de negócios, mas são muito úteis para validar as ideias que ele contém. É o caso de planilhas, gráficos, esquemas. Assim, para não deixar o documento muito poluído e, ao mesmo tempo, preservar as informações que esses elementos trazem, a melhor solução é colocá-los como anexos ao final do arquivo.

A única recomendação é que você não pode se esquecer de incluir referências aos anexos ao longo do texto. Portanto, se o plano de negócios menciona uma previsão de receita do Ano 1, e essa previsão está demonstrada no Anexo A, avise ao leitor onde encontrar a demonstração.

Qual o passo a passo para a criação?

Agora que você já sabe quais são os elementos principais do plano de negócios, vamos falar sobre como é o processo da sua elaboração. Para deixar tudo ainda mais fácil, aqui vai um passo a passo.

1. Coletar as informações

O primeiro passo é buscar informações que sustentem a ideia de negócio que você está desenvolvendo. Elas são especialmente necessárias para a seção sobre Análise de Mercado, já que você precisa comentar informações sobre a situação da economia e da sociedade, a concorrência e os consumidores.

Além disso, para falar sobre produção, também será necessário contar com dados sobre os fornecedores; para falar sobre logística, informações sobre as opções de distribuição disponíveis para as localidades em que você pretende vender seus produtos. E assim por diante.

Muitas dessas informações podem ser obtidas por meio de pesquisas que já foram realizadas e, possivelmente, estão disponíveis na internet. Em caso de informações muito específicas, você pode precisar contratar um profissional ou empresa especializado na realização de pesquisas de mercado.

2. Criar o esqueleto

Este passo é importante porque, conforme a sua ideia de negócio, algumas seções não precisam ser incluídas no plano. Por exemplo, se você pretende criar uma clínica de procedimentos estéticos, falar em logística é irrelevante. Então, ao criar o esqueleto do plano de negócios, você deve refletir sobre quais atividades são pertinentes, até mesmo identificando algumas que nós não discutimos neste post.

3. Distribuir a elaboração

Se você não está empreendendo sozinho, o terceiro passo é distribuir a elaboração do plano entre todos que estão nessa missão.

Geralmente, quando um negócio é fundado por um grupo de pessoas, cada uma delas tem habilidades distintas e, de saída, papéis e responsabilidades distintos. Portanto, a distribuição deve ser feita levando esses fatores em consideração.

Imagine que você vá fundar uma empresa de desenvolvimento de software com mais dois amigos. Você entende da parte técnica, a Antonieta é especialista em marketing, e o Alberto vai cuidar das finanças da empresa.

Nesse caso, faz sentido que você escreva o Plano de Produção, enquanto a Antonieta escreve o de Marketing, e o Alberto, o de Finanças. Outras seções também podem ser distribuídas por afinidade com esse critério; por exemplo, Antonieta poderia escrever também o Plano Comercial, que está fortemente relacionado ao marketing.

A ideia da distribuição não é simplesmente tornar o trabalho mais fácil e ágil. Sua principal função é assegurar que cada seção do plano de negócios seja escrita por uma pessoa que tenha uma perspectiva profissional e realista, aumentando a chance de sucesso.

4. Juntar todas as partes e revisar

O processo de revisão é simplesmente indispensável. E não se trata apenas de uma revisão do texto, mas das ideias. Se houver qualquer incoerência ou se o embasamento for fraco, isso precisa ser notado e corrigido nesse momento.

Vale a pena reforçar que o plano de negócios precisa ter consistência entre suas partes. Não adianta ter um Plano Comercial muito bom e um Plano Financeiro muito bom, se os dois não partem dos mesmos pressupostos nem se baseiam nas mesmas previsões.

5. Elaborar o sumário executivo

Conforme nós já dissemos, o Sumário Executivo é a última parte do plano de negócios a ser escrita — e, também, a mais importante.

A nossa dica é que você tente escrever o sumário executivo pensando em um pitch de negócio, aquela apresentação rápida que você faz quando precisa que alguém com muito dinheiro e pouco tempo invista em sua empresa. Ele deve ser completo e informativo e, ao mesmo tempo, convincente, demonstrando por que o negócio descrito nesse plano vai dar certo.

6. Criar a capa e o índice

Depois de tudo isso, é hora de encerrar com a capa e o índice. E o seu plano de negócios está pronto! Agora, é ir à luta para transformar essa ideia em realidade.

Quais os principais modelos de negócio?

É necessário pensar no modelo de negócio, porque a escolha de um ou outro vai, inevitavelmente, afetar a elaboração do plano. Porém, tenha em mente que a noção de modelos de negócio é bem ampla, pois dá para encaixar muitas categorias aqui. Vamos apresentar alguns exemplos, para que você comece a pensar no assunto.

Franquia

Dentro da franquia, temos a franqueadora e o franqueado. O modelo de negócio da franqueadora é vender um modelo de negócios, bem como as “peças básicas” para implementá-lo, a outras pessoas. O modelo de negócio do franqueado é comprar um negócio já pronto, dedicando-se a colocá-lo para funcionar.

Para o franqueador, a grande vantagem desse modelo é sua escalabilidade. Você pode criar uma marca e expandi-la pelo país ou pelo mundo, sem precisar abrir pessoalmente as novas unidades. Para o franqueado, a vantagem é a segurança de investir em um negócio que já foi testado e aprimorado a fundo, portanto, tendo chances mais altas de sucesso.

e-Business

Esse é um modelo de negócio em que toda a atividade se desenvolve dentro do universo da tecnologia e da internet. Não se trata simplesmente de um canal de vendas, que é o caso do e-commerce. Em vez disso, o próprio produto, o relacionamento com o cliente, o controle financeiro, tudo existe no plano virtual.

Um bom exemplo de e-Business são os serviços de armazenagem de documentos em nuvem. Você paga a uma empresa para que ela guarde seus arquivos em servidores virtuais. Você nunca vê a empresa, nem nenhum funcionário dela, nem os servidores, nem o dinheiro que você repassa para ela. Mesmo assim, existe um negócio ali, fornecendo e recebendo.

Serviços e produtos por assinatura

O modelo de negócio por assinatura, também chamado de modelo de receita recorrente, tem como característica principal criar um vínculo de relação continuada entre o cliente e a empresa.

Esse modelo não é novidade — você provavelmente se lembra das operadoras de celular, de internet e de TV a cabo —, porém, vem se expandindo para inúmeros outros segmentos, como assinaturas de clubes do livro ou de refeições saudáveis.

O grande segredo desse modelo de negócio está na importância do tempo, já que os produtos ou serviços precisam chegar ao cliente de maneira contínua. Portanto, se ocorrem atrasos na produção ou na entrega, você cria um sério problema que pode ameaçar a sobrevivência da empresa.

Startup

Uma startup não é um modelo, na realidade, mas é justamente a palavra para um negócio disruptivo, que rompe com os modelos tradicionais. Então, se a sua ideia não se encaixa em nenhum exemplo desses que acabou de ver, é bem possível que você tenha uma startup em mãos.

Quais as principais dicas para a criação de um plano de negócio eficiente?

Para encerrar este post, confira três dicas:

1. Seja realista

Uma ideia de negócio não é boa se não for baseada em fatos e tiver uma aplicação viável. Cuidado para não ficar tão apaixonado pela sua ideia a ponto de não perceber que ela parte de pressupostos incorretos, por exemplo.

2. Saia da sua cabeça

Mostre o seu plano a outras pessoas, especialmente a empreendedores de maior experiência. Todas as perspectivas podem agregar algo de valor à sua ideia.

3. Prefira uma visão conservadora

O plano de negócios envolve muitas projeções de resultados. Seja sempre conservador. Essa é a maneira mais simples de garantir que você realmente vai conseguir cumprir o que está proposto.

Como você deve ter notado, o plano de negócios é muito importante para uma iniciativa empreendedora de sucesso. Ao mesmo tempo, ele não é simples de fazer. Contudo, fica bem mais fácil elaborar esse documento se você tem um conhecimento sólido de gestão. É por isso que pessoas com uma formação na área são capazes de elaborar um plano de negócios sem sofrimento.

Quer saber como uma pós-graduação em gestão de negócios pode ajudá-lo a elaborar um plano e abrir sua própria empresa? Entre em contato com a Fundação Dom Cabral e deixe nossa equipe esclarecer suas dúvidas!

 

7 dicas para ir bem na avaliação de performance na empresa

Em toda empresa que tenha uma gestão de pessoas consistente, chega uma época em que todos se veem envolvidos com a avaliação de performance. Assim, semestral ou anualmente, gestores e funcionários se colocam frente a frente para chegar a um parecer sobre o desempenho de cada um.

De forma geral, essa análise traz o impacto óbvio sobre a produtividade da equipe, que aumenta na medida em que também evolui um processo de aperfeiçoamento contínuo dos funcionários. Além disso, em algumas organizações, o resultado da avaliação repercute na política de incentivos e bonificações.

Neste post, você vai saber mais sobre a avaliação de performance e ainda receber 7 dicas para se sair bem nela. Não deixe de ler!

Qual é a importância da avaliação de desempenho?

Saber a finalidade de um processo é um dos primeiros passos para nos prepararmos melhor para ele. Por isso, explicaremos em linhas gerais por que a avaliação de performance é importante para a empresa e para o colaborador.

Esse procedimento analisa cada funcionário de uma corporação, considerando a atividade executada, os resultados atingidos em vista das metas estabelecidas e a qualidade com que isso é feito. Tudo isso permite que a empresa desenvolva sua equipe tecnicamente e verifique o comportamento de cada funcionário (postura e adesão à cultura organizacional), por exemplo.

Os resultados da avaliação ajudam na tomada de decisão quanto a promoções e reestruturações da equipe, assim como a política de incentivos e bonificações e reajustes salariais.

Os tipos de avaliação

Toda avaliação tem o caráter de analisar a postura do funcionário, seu conhecimento, relacionamento interpessoal e, ainda, sua capacidade de colaborar com os resultados do negócio.

Para medir tudo isso objetivamente, são estipulados os critérios de avaliação, que devem ser os mesmos para colaboradores que exerçam a mesma função, variando de acordo com o nível de senioridade de cada um. No entanto, pode ocorrer de diversas formas, conforme veremos.

Autoavaliação

O colaborador avalia o próprio desempenho, segundo os critérios estabelecidos pelos gestores. Os resultados encontrados são discutidos com a chefia imediata que, ao discordar de alguns aspectos, por exemplo, pode conduzir o funcionário para outra visão de sua performance.

Costuma ser bem-sucedida em equipes mais maduras, mas também provoca o desenvolvimento dos colaboradores mais inexperientes, pois promove o autoconhecimento. Essa avaliação pode ser aplicada de forma conjunta com outras.

Avaliação 90, 180 ou 360 graus

Estabelecidos os indicadores de desempenho, a chefia imediata procede com a avaliação 90 graus de seus subordinados, de forma unilateral.

A proximidade entre os dois proporciona um melhor conhecimento sobre o avaliado, mas pode gerar distorções de análise: um colaborador que mantém um relacionamento conturbado no setor pode ter suas qualidades ofuscadas, por exemplo.

A avaliação 180 graus também é chamada de conjunta, pois o colaborador e seu superior imediato podem discutir os pontos em análise.

Na avaliação 360 graus, contudo, todos os colaboradores que se relacionam no ambiente de trabalho se avaliam mutuamente. Essa análise proporciona maior credibilidade nos resultados, em especial com relação ao comportamento e à postura do funcionário.

Avaliação por competências

O líder da equipe avalia cada um de seus liderados considerando competências comportamentais — proatividade, trabalho em equipe, orientação para resultados, entre outras — e técnicas — conhecimento da área de atuação, do uso de equipamentos e softwares etc. —, de acordo com a função exercida por cada um deles dentro da companhia.

Como posso me sair bem na avaliação de performance?

Independentemente do tipo de verificação, é possível se preparar para ser bem-avaliado. Claro que, como será analisada a postura durante todo um período, sua postura durante esse tempo tem muito mais a dizer sobre você do que o momento da reunião de avaliação.

No entanto, a ansiedade ou a falta de preparo podem prejudicar até o mais brilhante dos funcionários nesse momento — e é por isso que nossas dicas são tão úteis. Veja:

1. Prepare-se para o momento

Analise, de forma bastante crítica, a sua atuação e os resultados que entrega aos seus gestores. Esse é o momento de olhar para o próprio trabalho com certo distanciamento, para enxergar os pontos positivos a fim de se lembrar deles no momento oportuno, mas também os negativos da sua atuação, preparando-se para falar sobre eles e, se necessário, apresentar uma defesa.

2. Seja transparente

Dialogue, exponha seu ponto de vista e sua opinião sobre a forma como é avaliado, sem subterfúgios. Esse é o momento de conversar de forma muito clara.

É provável que você receba com extrema franqueza uma avaliação da sua atuação como funcionário, então sua resposta pode, e deve, ser bem direta. Não se esqueça, no entanto, que transparência e objetividade nada têm a ver com rispidez.

3. Conheça seus objetivos

Sua avaliação ocorre segundo as metas estipuladas para você e seu setor. Então, procure rever quais são as metas individuais e coletivas para aquele período e qual foi o seu papel no cumprimento delas.

4. Tome nota

Além de suas anotações sobre sua performance, caneta e bloco de notas são ferramentas essenciais nessa reunião, que tem um conteúdo riquíssimo e essencial para seu desenvolvimento profissional. Assim, não saia dela de mãos vazias.

Tome nota daquilo que é apontado como pontos fortes e fracos do seu desempenho, para que possa trabalhar neles. Além disso, essa postura demonstra interesse no que está sendo discutido, bem como seriedade e maturidade para entender críticas construtivas.

5. Mostre suas qualidades

Você pode sentir, em algum momento, que não foi bem-avaliado em alguns aspectos, mas sabe que teve um desempenho maior do que o enxergado pelo seu gestor. Então, não se cale: mostre a ele suas qualidades, fale com propriedade e sem falsa modéstia.

6. Discuta seus defeitos

A avaliação também tem o objetivo de desenvolver a equipe. Por isso, quando tiver seus problemas expostos, anote-os e, se julgar pertinente, converse sobre eles. Mostre vontade de melhorar e peça orientação sobre os possíveis caminhos para isso.

7. Dê feedbacks

Você também pode dar feedback sobre a atuação dos gestores e sobre a empresa, mas é importante perceber o momento oportuno para tanto. Caso não haja tempo ou abertura para fazê-lo durante esse encontro, informe ao gestor a sua vontade de conversar posteriormente sobre isso.

Esperamos que com esse conhecimento e com nossas dicas você consiga se sair muito bem na sua próxima avaliação de performance.

Caso ainda restem dúvidas ou queira compartilhar sua experiência sobre o assunto, deixe um comentário. Vamos conversar!

5 jovens empreendedores que você precisa conhecer

Histórias de sucesso servem de inspiração para quem sonha grande, não é verdade? Quando seus protagonistas são jovens empreendedores, experimentamos uma mistura de sentimentos que vão desde o “como ele pode ter tudo isso com essa idade?”, passando pelo “como nunca pensei nisso antes?”, até chegar a uma análise mais profunda de cada caso.

O que os jovens trazem como lição, muitas vezes é a ousadia. Eles parecem não ter medo de errar, e isso é uma vantagem grande, pois com os erros vem o aprendizado. Por outro lado, essas pessoas parecem ter um preparo e um conhecimento sobre o negócio em que se arriscam que fazem com que as chances de erro sejam mínimas.

Só aí já vemos que ousadia e conhecimento fazem parte de uma receita para o sucesso, mas será que todas essas pessoas seguem a mesma receita (se é que seguem uma)? É o que saberemos neste artigo, ao conhecermos um pouco mais sobre 5 jovens empreendedores. Acompanhe!

1. Drew Houston

Com apenas 25 anos, depois de graduar-se no MIT e trabalhar em algumas startups, Drew Houston juntou-se a Arash Ferdowsi para fundar o Dropbox.

A ideia de criar o serviço veio de um problema pessoal. Cansado de esquecer seu pendrive com os trabalhos da faculdade, Houston pensou em uma solução que utilizasse a internet para armazenar arquivos. Já havia a possibilidade de fazer isso, mas ele otimizou a tecnologia, minimizando problemas de lentidão, limitação de tamanho de arquivos e erros recorrentes.

Tudo isso fez do Dropbox sinônimo de armazenamento em nuvem e uma das 20 melhores startups do Vale do Silício, transformando Drew Houston em um empreendedor de sucesso, que chegou a ser nomeado várias vezes como um promissor empresário com menos de 30 anos.

2. Eden Full

Ela pensou em um projeto revolucionário quando ainda cursava os últimos anos da escola e abandonou a faculdade para desenvolvê-lo. À primeira vista, Eden Full teve um início de jornada arriscado, mas para começar o seu trabalho, ela contou com uma bolsa da Thiel Fellowship, um programa de investimento que oferecia 100 mil dólares para estudantes empreendedores. No entanto, era necessário interromper a trajetória acadêmica por dois anos — e assim ela fez.

Hoje Full lidera uma organização sem fins lucrativos, a SunSaluter, que já ajudou comunidades em 19 países a terem acesso a energia e água potável de forma sustentável. Sua grande invenção foram os painéis de energia solar móveis, que seguem a trajetória do sol.

Eden atribui seu sucesso à resiliência e ao apoio que recebe da família, mas não podemos negar que grande parte dele vem da sua constante busca pelo conhecimento, visto que, desde os nove anos, ela pesquisa sobre energia solar.

3. Fraser Doherty

É um senso comum que investir no ramo de alimentos é relativamente seguro, pois esse setor seria capaz de sobreviver a crises. Mesmo que isso tenha um fundo de verdade, a mera sobrevivência não é algo que faz brilharem os olhos dos empreendedores, mas a perspectiva de sucesso.

Fraser Doherty começou com um negócio familiar, vendendo de porta em porta a deliciosa geleia que sua avó fazia. Em pouco tempo, o “Jam Boy”, como ficou conhecido, teve sua marca espalhada por quase toda a Europa.

O segredo do seu sucesso foi se manter fiel à receita de família, proporcionando um produto único, feito com ingredientes naturais e sem conservantes. Aliado a isso, Doherty afinou sua percepção de mercado para lançar seu produto, tendo em suas características essenciais o principal diferencial competitivo frente à concorrência.

Além de ter suas geleias vendidas nos principais mercados europeus, a SuperJam virou um livro de receitas e o Jam Boy coleciona prêmios por seu perfil empreendedor.

4. Emily Matson e Julianne Goldmark

Duas amigas adolescentes, apaixonadas por acessórios de cabelos, resolvem produzir seus próprios adereços inspiradas por uma série de TV. Poucos anos depois, seus produtos são disputados pelas maiores influenciadoras de estilo dos Estados Unidos — Kim Kardashian, Jennifer Aniston e Oprah, só pra citar algumas —, e elas mesmas acabam se tornando celebridades.

Parece o enredo de um filme, mas é a história da marca Emi Jay, fundada pelas amigas Emily Matson e Julianne Goldmark, que se tornaram multimilionárias antes de se formarem na escola.

Embora as duas atribuam seu sucesso à paixão pelo negócio, não dá para negar que uma boa rede de contatos (ainda que informais) foi essencial para o sucesso da Emi Jay: a mãe de Emily frequentava o mesmo cabeleireiro que Jennifer Aniston, e foi ele quem deu um acessório feito pelas meninas à atriz, que o utilizou no lançamento de um filme.

Daí em diante, a trajetória de sucesso foi meteórica e as duas fazem questão de destinar parte dos lucros a fundos beneficentes.

5. Angad Daryani

Angad Daryani é um prodígio. Aos 15 anos, ele criou a SharkBot, a primeira impressora 3D doméstica da Índia — um projeto que teve início dois anos antes, quando o então adolescente montou uma primeira versão, chamada de RepRap, que tinha código aberto.

A SharkBot foi desenvolvida para ser mais veloz do que as outras impressoras 3D do mercado, podendo imprimir em uma gama muito maior de materiais, excetuando apenas o metal.

Angad é um grande defensor do ensino de programação de computadores na escola, uma vez que adquiriu seu conhecimento na área sozinho, pela internet, e percebe a utilidade desse saber.

Além das impressoras, o rapaz constrói robôs desde os 8 anos de idade e ainda desenvolveu um leitor de e-books com conversor de texto escrito para o braile.

Esses jovens empreendedores, cada um em sua área de atuação, conquistaram o sucesso. Embora tenham histórias diferentes, vemos que, como ponto comum, elas trazem a grande persistência e a busca constante pelo conhecimento.

Colocar no mercado um produto revolucionário demanda sabedoria e resiliência, e da mesma forma, entrar na concorrência com uma nova versão de um produto já existente também exige do empreendedor uma visão de negócio revolucionária, que só é adquirida com bastante estudo.

Que tal levar as lições desses jovens notáveis para mais pessoas? Compartilhe este post nas redes sociais e inspire seus amigos!

6 dicas você conseguir equilibrar a vida pessoal e profissional

Você é uma pessoa focada na carreira e que busca o crescimento e o sucesso? Nesse caso, os conteúdos que você mais lê são dicas para atingir essas metas, certo? Mas saiba que também é preciso pensar também no outro lado da sua vida: amigos, família e você mesmo. Enfim, você precisa equilibrar a vida pessoal e profissional.

O problema é que, com as intermináveis demandas do trabalho, esse equilíbrio muitas vezes parece impossível, e a vida pessoal fica totalmente de lado. Então surgem os problemas, que acabam afetando também seu desempenho profissional. Ou seja, o desequilíbrio não afeta apenas um lado, mas os dois.

Neste post, você vai descobrir 6 formas de equilibrar a vida pessoal e profissional, para garantir o melhor dos dois mundos. Confira!

1. Defina prioridades

A primeira coisa que se deve fazer para equilibrar vida pessoal e profissional é definir suas prioridades gerais. Quer ver um exemplo?

Algumas pessoas podem priorizar, em certo momento da vida, ter filhos em vez de privilegiar a carreira. Por esse motivo, vão recusar oportunidades profissionais que exijam muito tempo no seu dia a dia.

Enquanto isso, outras fazem o inverso. Portanto, adiarão a hora de ter filhos para evitar que atrapalhe possíveis promoções, impedindo que elas assumam novas responsabilidades no trabalho.

Assim, todos precisam definir suas prioridades, para saber em que direção vão andar e quais decisões tomarão, sem prejudicar o equilíbrio entre pessoal e profissional.

2. Faça um planejamento de vida

Essa dica está relacionada à anterior. Definir suas prioridades é um ótimo começo, mas ter um planejamento de vida é ainda melhor. O próprio ato de preparar o planejamento ajuda a perceber que não é preciso entrar em pânico: você terá tempo de fazer tudo e não precisa sacrificar nada.

Por exemplo, se você tem o sonho de viajar pelo mundo, mas ele não é compatível com sua carreira neste momento, você pode “agendar” essa meta para um período futuro. Pense em quando terá mais estabilidade profissional e crie esse compromisso consigo mesmo.

A ideia é essa: imaginar (ou projetar) como você acredita que sua vida pessoal e profissional vão evoluir e distribuir suas metas pessoais de acordo com isso.

3. Estabeleça seus limites

Em muitas situações, o seu superior pode fazer solicitações que prejudicam sua vida pessoal. Um exemplo clássico é quando ele pede algum trabalho para o final de semana, sendo que você já tinha programado uma viagem com seus filhos.

Vale a pena dizer sim? Em alguns momentos, vale; em outros, o que você tem a perder é maior do que o que tem a ganhar.

Portanto, é preciso estabelecer seus limites. Descubra até que ponto está disposto a ceder em nome do trabalho e seja transparente em relação a isso, tanto com as pessoas importantes da sua vida pessoal quanto com seu empregador.

4. Reserve um período do dia para si mesmo

Nós falamos sobre duas formas de equilibrar a vida pessoal e profissional em longo prazo, para aquelas grandes decisões. Porém, no dia a dia também é importante encontrar esse equilíbrio, que vai permitir manter a saúde mental e controlar o estresse

Uma boa alternativa é reservar um período — ainda que apenas alguns minutos — para si mesmo, todos os dias. Nesse tempo, sua única obrigação é desconectar-se completamente de tudo e de todos. Desligue o telefone, não abra o e-mail, nem pense em ver as redes sociais.

Use esse tempo para meditar, ler, dedicar-se a um hobby como a jardinagem ou a culinária. O importante é que ele seja seu, e não das preocupações pessoais ou profissionais.

5. Aposte na atividade física

Um dos motivos de desequilíbrio na vida pessoal e profissional é o estresse. Algumas pessoas conseguem se livrar dele com atividades relaxantes, como as que mencionamos no item anterior. Outros precisam de uma atividade mais cansativa para realmente extravasar as energias negativas. É aí que entra o esporte.

Vale a pena lembrar que você não precisa de um grupo de amigos nem de uma academia para aproveitar os benefícios da atividade física. Alternativas como correr ou pedalar são totalmente livres — basta pegar o tênis ou a bicicleta e começar. Elas não custam nada e ainda permitem que você se reconecte consigo mesmo, porque são exercícios solitários.

6. Deixe cada assunto onde ele pertence

Você é do tipo que chega em casa e passa a noite falando sobre o que aconteceu no trabalho? Ou do tipo que vai para o trabalho e passa o dia falando sobre seus assuntos de família, ligando para os parentes? Então, você está causando um desequilíbrio entre os dois lados da sua vida.

Mesmo que esteja no lugar certo, na hora certa, se você ficar falando ou pensando sobre as coisas erradas, não vai se dedicar às suas atividades como deveria. Só é possível equilibrar a vida pessoal e profissional quando cada assunto é deixado no lugar ao qual pertence, sob o risco de acabar cometendo erros por distração que prejudicam sua imagem na empresa. O caso oposto seria do indivíduo que chega ao seu lar e não consegue parar de pensar sobre o trabalho.

Você se identifica com essas situações ou outras parecidas? Então, fique atento e tenha autocontrole para nunca mais levar os assuntos de um lado da sua vida para o outro. Sim, é difícil, mas é necessário. Mantenha a postura profissional, mas se desligue completamente dele quando estiver com sua família.

Essas são nossas dicas para equilibrar a vida pessoal e profissional, mantendo a qualidade em ambas. Afinal, ninguém vive apenas de uma delas, não é mesmo?

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Cultura corporativa: o que você precisa saber sobre isso

A coletividade sempre foi marcada por um conjunto de tradições, crenças e costumes que direcionam o comportamento de determinados grupos sociais. A isso se dá o nome de cultura: produzida pela interação social, ela funciona como uma espécie de fio condutor, direcionando a vida em sociedade.

Da mesma forma, toda organização, seja ela de qual tamanho for, funciona com base em valores que têm como objetivo promover seu desenvolvimento, bem como orientar formas de se ter um bom convívio entre os colaboradores.

A chamada cultura corporativa também orienta, ainda que implicitamente, o que se espera de um profissional dentro de uma empresa, assim como o trabalho que deve ser executado, além da maneira como se deve fazê-lo.

Neste post, você vai entender tudo sobre cultura corporativa: o que é, qual a sua importância, como implementá-la, entre outras informações. Continue lendo para descobrir como ela pode contribuir para uma gestão de qualidade.

O que é cultura corporativa?

Considere a seguinte situação: você chega a um país no qual nunca esteve. Assim que começa a andar na rua, repara a forma como as pessoas se comportam, as vestimentas que usam, os hábitos que têm e a maneira como se comunicam. Imediatamente, você tenta se adequar, seja falando a língua ou se alimentando da comida local.

O mesmo acontece quando se começa a trabalhar em uma empresa. Nos primeiros momentos, o que se faz é observar o dia a dia do trabalho, a maneira como as pessoas se vestem e se comunicam. Tem-se, assim, um panorama sobre os ambientes social e o psicológico locais, sendo possível reconhecer como o indivíduo deve se comportar.

Esse exemplo mostra claramente o conceito de cultura corporativa. Como dito, ela se refere a um conjunto de valores, normas, regras e expectativas que regem o cotidiano em uma empresa. Dessa forma, ainda que não seja escrita ou explícita, ela deve se fazer presente e ser praticada em todas as ações e em todos os setores e escalões — desde o CEO até o estagiário.

Por meio dela, dissemina-se o comportamento que se espera de um colaborador da instituição, devendo esse ser condizente com essa expectativa. É perceptível, dessa maneira, uma mentalidade considerada hegemônica e que, ainda que não seja escrita ou explícita, conduz o dia a dia na organização.

Qual é a sua importância para a empresa e seus colaboradores?

Voltando ao exemplo de quando chegamos a um país desconhecido, imagine que você se negue a falar a língua e a se adequar aos costumes locais. Obviamente, terá dificuldades em se relacionar, se locomover, se alimentar e, principalmente, se comunicar.

Isso também acontece em uma instituição: entrar nela significa ter a necessidade de se adaptar para que possa obter bons resultados no convívio com os demais e, sobretudo, no trabalho. Colaboradores que agem de formas distintas e até mesmo opostas tornam difícil (ou impossível) o alcance de um objetivo comum.

A coesão de pensamentos, estratégias, valores e expectativas torna-se, então, fundamental para que as ações se deem sempre no mesmo sentido. “Falar a mesma língua”, nesse contexto, diz, então, sobre observar o que os superiores e a empresa como um todo esperam de seus colaboradores e tentar colocar isso em prática.

Dessa forma, a importância da cultura organizacional está no fato de que ela é um elo para a manutenção e, ainda, para o desenvolvimento e sucesso empresariais, devendo estar presente em toda ação estratégica da corporação. Quando uma cultura inadequada é disseminada, os reflexos podem ser logo percebidos no descompasso de ações que geram maus resultados ou até mesmo regressão no desenvolvimento organizacional.

Ainda, ressalta-se aqui a importância de vislumbrar esse fator desde o momento da contratação. É recomendável admitir profissionais que demonstrem carregar consigo valores semelhantes aos da instituição na qual pretendem ingressar, sendo essa uma maneira de facilitar a inserção desses colaboradores no sentido de que não serão necessários grandes esforços para que atuem de maneira estratégica e condizente à cultura corporativa.

A “não cultura”

Porém, engana-se quem pensa que, somada à competência e à formação, a cultura corporativa deve ser indispensavelmente apresentada durante o processo seletivo.

Isso porque, diferentemente do que muitas pessoas pensam, ainda que um candidato não apresente imediatamente esses valores, é possível, sim, que, quando contratado, com o tempo, possa aprender, internalizar e praticar a cultura organizacional. Para isso, é necessário observar o potencial de aprendizagem do profissional, de maneira a vislumbrar o exercício dela futuramente.

Alguns exemplos dos valores mais observados pelas organizações são: proatividade, capacidade de trabalhar em equipe e autocontrole. Quando devidamente incentivados e praticados, são capazes de promover o engajamento. Funcionários alinhados à cultura se mostram mais motivados e satisfeitos com o trabalho que executam e com o ambiente em que se inserem institucionalmente.

Por outro lado, a existência de colaboradores com maus comportamentos e que, devido a eles, são demitidos, também é um importante definidor da cultura corporativa. Isso porque, por mais que não possa não ser muito evidente a prática dos valores aceitáveis, a dos inaceitáveis é ainda mais clara a partir do momento em que há uma discrepância e repreensão por isso.

Como consequência, tem-se a melhoria de indicadores importantes para o sucesso da empresa. Ainda que comumente voltados para o setor de Recursos Humanos (RH), é fundamental que sejam compreendidos e avaliados pelos executivos da administração da organização, de maneira a acompanhar o desenvolvimento dela. Confira alguns deles abaixo.

Turnover (ou índice de rotatividade)

Trata-se da diferença entre a quantidade de rescisões e de contratações da empresa em determinado intervalo de tempo. Além de indicar o nível de atratividade da empresa para possíveis colaboradores e a efetividade das contratações, a taxa de turnover pode dizer sobre o nível de engajamento das pessoas que trabalham na organização.

Com isso, pode-se, ainda, avaliar a eficácia da transmissão da cultura corporativa, bem como a maneira como ela tem sido apreendida. A partir disso, é possível planejar novas ações ou reformular algum fator da cultura.

Pesquisa de clima organizacional

A pesquisa de clima organizacional também é importante para medir a eficiência da cultura corporativa. Por meio de pesquisas, é possível compreender como se dá a percepção geral dos colaboradores em relação à empresa.

É possível, ainda, observar como se dá a relação entre eles, com os gestores, a infraestrutura como um todo etc. Observando-se o clima da empresa, tem-se uma noção do nível de satisfação e adequação à cultura organizacional.

Índice de retenção de talentos

Ainda falando sobre o engajamento que a cultura corporativa é capaz de promover, o índice de retenção de talentos investiga a eficiência das estratégias voltadas para possíveis candidatos às vagas da empresa.

Por meio dele, é possível se ter o número de colaboradores que permanecem no banco de talentos ao longo do tempo, podendo-se identificar se a cultura corporativa pode ser verificada, compreendida e admirada externamente à empresa.

Como criar e implementar uma cultura corporativa?

Uma boa cultura corporativa, como dito, deve refletir os valores que a empresa deseja promover e pelos quais, de alguma maneira, deseja ser reconhecida. Deve-se ter em mente, porém, que ela não é criada de uma hora para outra. Trata-se de um processo histórico e passível de interferências.

Para criá-la e implementá-la, é essencial seguir diretrizes de maneira que seu desenvolvimento e sucesso sejam alcançados. Conheça, abaixo, alguns passos que tornam mais eficazes a criação e a implementação da cultura organizacional.

Presença dos fundadores

Convencionalmente, a criação e a implementação da cultura corporativa têm início a partir das ideias dos fundadores da organização. Foram eles que pensaram no porquê da existência daquela instituição, assim, não há ninguém melhor para direcionar os valores que se espera promover.

Por isso, a presença constante dessas pessoas pode ser crucial para a apresentação das normas, regras, expectativas e comportamentos desejáveis em uma empresa. Por meio de palestras, eventos e treinamentos, os fundadores e sócios da organização são capazes de estabelecer uma comunicação mais direta com os colaboradores, evidenciando o que esperam deles e a forma como acreditam que o sucesso possa ser alcançado.

Objetivos claros e tangíveis

O primeiro e mais importante passo é definir objetivos que sejam claros e passíveis de serem alcançados ou, pelo menos, buscados. Isso porque exercer uma atividade ou trabalhar sem um objetivo podem ser motivos de desengajamento e, possivelmente, de fracasso.

Por isso, mais do que definir aonde se quer chegar, é preciso esclarecer as estratégias comumente utilizadas na empresa para atingir os resultados desejados. Uma boa maneira para se alcançar isso pode ser o estabelecimento de metas e a disseminação de pilares comportamentais pretendidos. Todos eles devem também estar alinhados à cultura corporativa, de maneira que evidenciem os comportamentos aceitáveis e requeridos.

É preciso ter em mente que essas metas e esses objetivos não devem nunca ser impossíveis de ser atingidos, uma vez que isso poderia gerar frustração e desengajamento.

Diversidade

Uma boa cultura corporativa deve, também, ter como foco a diversidade. Dessa maneira, não basta entender o corpo de funcionários como algo homogêneo. É fundamental perceber a multiculturalidade dos colaboradores, a fim de adequar a rotina a cada um deles. Os valores, as crenças e os costumes devem ser respeitados, o que, por outro lado, não impede a adoção e a prática de valores da cultura corporativa por cada indivíduo, em sua particularidade.

É, então, a partir da identificação desses indivíduos com os valores incentivados, que a cultura corporativa é internalizada ao modo de cada um. Ao mesmo tempo, essa internalização deve sempre ser concernente ao que é esperado dos colaboradores pela empresa.

A cultura organizacional que tem a diversidade como um dos fatores a serem considerados oferece, por exemplo, abertura para a discussão de temas relevantes a cada grupo social que a compõe e respeita cada um deles.

É fundamental, ainda, considerar os diferentes setores existentes na organização, uma vez que a cultura pode transparecer ou necessitar de um “reforço” em diferentes níveis a depender disso.

Como fortalecer essa cultura?

Existem várias formas de fortalecer a cultura corporativa, e elas podem se dar até mesmo de maneira natural quando a compreensão acerca dela de fato acontece. Esse fortalecimento requer a atuação de vários atores e pode ser considerado efetivo quando os valores são percebidos até mesmo sem que os superiores estejam presentes.

Mas, para chegar lá, é preciso dar alguns passos em direção ao sucesso. Compreenda abaixo como.

Liderança

O papel dos líderes, ainda que em organizações horizontais, se faz fundamental no fortalecimento da cultura corporativa. Uma empresa que prega a colaboratividade como um dos pilares de sua cultura deve, por exemplo, contar com líderes que busquem auxiliar no crescimento dos colaboradores. Percebida uma dificuldade, é fundamental que o gestor se mostre sempre aberto a esclarecer dúvidas acerca do cotidiano do trabalho.

Essas pessoas são capazes de compreender e orientar não só o trabalho, como também o comportamento de seus liderados. Por meio de feedbacks construtivos, podem até mesmo estimular mudança de comportamentos inadequados ou ajudar no estabelecimento de planos de ação para maior produtividade. Ainda, são os principais responsáveis pela identificação da não adequação definitiva aos valores requisitados.

Formas de aprimorar a liderança

Ainda que algumas pessoas apresentem, naturalmente, características requeridas em um líder, é possível aprimorar esse papel. Isso porque é preciso conhecimento específico de gestão para que ele seja exercido da melhor maneira possível. Para isso, mais do que um curso de graduação, é importante contar com especializações especificamente voltadas para essa função.

E são diversas as áreas de abrangência possíveis: elas podem perpassar temas como Relações Trabalhistas, Negócios Imobiliários e Negócios e Inovação. Basta escolher um deles em uma instituição de ensino conceituada para compreender mais sobre como deve se dar a gestão corporativa. São cursos altamente valorizados no mercado e que dão uma visão ampla de qual deve ser o papel do líder.

Colaboratividade

Estabelecidos os objetivos e estratégias e implementado o apoio do líder, outro importante agente para o fortalecimento da cultura corporativa são os próprios colaboradores. Inseridos no dia a dia da empresa e conscientes dos valores prezados pela cultura organizacional, eles podem, por exemplo, orientar novos contratados acerca do que é esperado deles.

Assim como no caso da liderança, isso pode ser feito por meio de feedback (sempre no sentido de favorecer o desenvolvimento do profissional). Essa prática deve ser constantemente incentivada pelos gestores e diretores da empresa, uma vez que possibilita o progresso contínuo e colaborativo dos membros da companhia.

Competição entre colaboradores

Em alguns casos, atritos são gerados devido a uma competição entre os colaboradores. É imprescindível ficar atento a isso e cuidar para que a cultura corporativa não promova a competição entre seus membros.

Atitudes provenientes de competição muitas vezes minam a estratégia para o sucesso. Nesses casos, é comum que o gasto de energia dos profissionais esteja voltado para se mostrar sempre melhor do que o próximo, em vez de executar um trabalho realmente eficiente. É preciso que os colaboradores compreendam que trabalhar em conjunto tende a gerar muito mais resultados do que fazê-lo de forma competitiva.

Canais de comunicação

O sucesso e a força de uma boa cultura corporativa estão intimamente ligados ao estabelecimento de bons canais de comunicação. Essa prática pode ser considerada a principal responsável por garantir a efetiva disseminação desses valores. Isso pode ser feito por diversos meios. Confira, abaixo, alguns deles.

Jornais internos

Os jornais internos organizacionais são fundamentais para manter todo o público interno ciente do andamento da empresa e engajado com o trabalho. Eles são capazes de melhorar o relacionamento entre a companhia e seus colaboradores, além de serem ótimos veículos de transmissão da cultura corporativa.

Têm-se, ainda, benefícios como o fortalecimento da marca, valorização dos trabalhadores da organização, prevenção de boatos e exercício do papel social da empresa.

Boletins e quadros informativos

Normalmente pregados em murais nas paredes da organização, os boletins e quadros informativos deixam os colaboradores informados sobre novidades na empresa. Além disso, por estarem em um ambiente de circulação dos colaboradores, podem ser importantes meios de reafirmação da cultura corporativa.

Assim, é possível utilizá-los como:

  • lembretes de boas práticas no dia a dia;

  • avisos sobre comportamentos inadequados em determinado local (como fumar em ambiente fechado ou conversar em áreas de reuniões);

  • notas sobre datas importantes para a empresa;

  • informativos sobre horário e/ou datas de funcionamento de determinados setores;

  • instruções sobre o uso de equipamentos etc.

Caixa de sugestões

Uma cultura corporativa que pregue a importância do feedback deve ser implementada também para recebê-lo no sentido de melhorar processos da própria organização. Dessa forma, uma caixa de sugestões, seja física ou virtual, é importante a partir do momento em que permite aos colaboradores atuar ativamente no desenvolvimento da empresa.

Por meio dela, eles podem externalizar suas opiniões, discorrendo acerca da dinâmica do trabalho, assim como promover melhorias em determinadas estratégias. É essencial, para isso, a promoção de valores que deem abertura para que se sintam à vontade em oferecer essas sugestões.

Canais de mensagens instantâneas

Rápidos e eficazes, os canais de mensagens instantâneas são ferramentas interessantes para o fortalecimento da cultura corporativa. O uso dessa tecnologia está cada vez mais em evidência, existindo até mesmo aplicativos específicos para fins empresariais. Como seu próprio nome diz, eles são capazes de estabelecer uma comunicação rápida e eficiente.

Esses canais podem ser usados para o próprio dia a dia do trabalho em uma organização. Eles podem evitar, por exemplo, ligações telefônicas ou deslocamentos de pessoas entre setores para assuntos que podem ser resolvidos por meio desse tipo de aplicativo. Isso melhora a produtividade e estimula até mesmo a interação entre os colaboradores e entre eles e seus líderes.

A cultura corporativa pode mudar?

É fato que a cultura corporativa deve ser instaurada em uma empresa de forma a normatizar certos valores e comportamentos aceitáveis, conforme visto acima. No entanto, é errôneo considerar que essa cultura é imutável.

Por se tratar de um processo histórico, a cultura organizacional está, sim, passível de modificações. Isso porque as empresas não se fazem isoladas. Elas estão inseridas em uma sociedade que também carrega consigo costumes e valores próprios. Em meio a alterações que a rodeiam, torna-se, então, impossível se manter estática.

Retomemos o caso do viajante em um país estrangeiro. Caso ele decida retornar ao mesmo país 30 anos depois, por exemplo, é certo que o que encontrará se assemelhará ao que viu na primeira vez. Mas, possivelmente, serão apenas semelhanças, pois será possível observar diferenças consideráveis, como o grau de influência das tecnologias no cotidiano da sociedade, os comportamentos das gerações mais novas, entre outras.

O mesmo acontece em uma empresa. Com o passar do tempo, com a chegada de novos equipamentos e novas gerações, os valores se modificam, se adequando a cada época. É dessa maneira que modelos tradicionais, como os hierárquicos e burocráticos de alguns anos atrás, aos poucos, têm dado espaço para a horizontalidade e facilidade de andamento de processos internos contemporâneos.

Inovação

Por tudo isso, a inovação empresarial deve fazer parte do cotidiano da companhia. Caso seja ignorada, pode haver consequências, como resultados abaixo do esperado, assim como a não inserção em mercados de interesse.

É fundamental que os dirigentes de uma organização implementem na cultura a importância de estar aberto a novas ideias. Assim, as melhorias tendem a sempre acontecer, seja em algum processo interno, produto ou serviço do ramo no qual a empresa atua.

Como você pode perceber, entender a importância da cultura corporativa, relembrá-la e implementá-la é fundamental para o bom andamento de uma empresa. Por meio dela, é possível contar com colaboradores e gestores alinhados às expectativas e aos valores, além de cada vez mais voltados para o sucesso. Para isso, é essencial que os ambientes social e psicológico sejam alinhados em todos os setores.

Lembre-se: não se deve ter receio de cobrar determinadas atitudes ou comportamentos. Isso porque uma organização que não preza pelo fortalecimento ou até mesmo pela modernização de sua cultura tem grandes chances de ter seu desenvolvimento estagnado.

E você, tem se desenvolvido profissionalmente? O que falta para dar um grande passo? Agora que já sabe tudo sobre cultura corporativa, descubra como criar um plano de carreira pode ajudar você a alcançar o sucesso com planejamento e desenvolvimento profissional. Baixe nosso e-book!

 

Profissional de customer success: qual a sua importância para o marketing?

Tanto quanto entregar produtos e serviços de alta qualidade, o que garante o sucesso de uma empresa em segmentos cada vez mais competitivos também é fornecer uma experiência diferenciada aos clientes. Esse é o papel do profissional de Customer Success: cuidar de todos os aspectos relacionados à satisfação do consumidor, antes, durante e depois da venda.

Nosso objetivo neste post é explicar com mais detalhes as ideias que sustentam a atuação dos especialistas nessa área e mostrar por que a demanda por eles está em expansão. Você aprenderá as características que tornam o trabalho de Customer Success fundamental para os departamentos de marketing e agências digitais. Confira!

O conceito de Customer Success

Segundo Lincoln Murphy, uma das referências da área, o Customer Success (ou Sucesso do Cliente) é a preocupação constante em fazer com que os consumidores alcancem os resultados desejados por meio das interações com sua empresa.

As primeiras aplicações do termo surgiram em empresas que vendem assinaturas de software. Elas perceberam que, para incentivar os clientes desse segmento a continuarem pagando pelos serviços, não bastaria oferecer treinamentos iniciais para o uso dos programas. Seria necessário ter equipes de apoio para ajudar o cliente a tirar os melhores resultados daquele produto.

Isso significa que o relacionamento entre empresa e cliente se estende para muito além da venda. A organização assume a responsabilidade de interagir constantemente com o consumidor e garantir que ele atinja seus objetivos. Trata-se de uma evolução significativa no conceito de pós-venda, porque é completamente diferente de manter uma equipe de atendimento receptivo.

Em vez de ficar apenas esperando o contato do cliente, que certamente só ocorrerá quando houver problemas, a empresa assume uma postura proativa. É ela quem demonstra interesse em desenvolver relações de confiança e utilizar métodos para antecipar qualquer dificuldade no uso dos produtos e serviços.

A importância do profissional de Customer Success

A procura por profissionais de alta performance em Customer Success foi impulsionada pela necessidade de formar equipes capazes de traçar estratégias focadas nos objetivos do cliente, algo que beneficia diretamente a própria empresa. Veja algumas das vantagens que essa função pode trazer para um negócio.

Enriquecimento na experiência do consumidor

A experiência do consumidor começa antes mesmo que ele entre em contato com a empresa. Ele precisa perceber que a marca existe e compreender que ela está oferecendo algo que lhe interessa. O trabalho de Customer Success já mostra seus efeitos nesse ponto, pois sua primeira tarefa é ter uma visão abrangente sobre aquilo que o consumidor enxerga como sucesso.

Para o cliente de uma empresa que desenvolve softwares de planejamento financeiro, por exemplo, o sucesso significa ganhar agilidade e precisão nos processos internos, reduzir custos e aumentar as receitas. Se esse objetivo não for alcançado, pouco importa se o programa tem inúmeras funcionalidades ou apresenta uma interface agradável.

O profissional de Customer Success, a partir de seu conhecimento sobre o mercado e as intenções do público-alvo, alinha as metas da empresa com as dos clientes. Isso tem impacto positivo no desenvolvimento das estratégias de marketing, nos treinamentos de vendas e nos procedimentos de pós-venda.

Aumento dos índices de satisfação e retenção

Como diz Philip Kotler, um dos principais teóricos da área de marketing, manter os clientes atuais é muito mais barato que atrair novos. Quando a atuação da empresa está direcionada para um atendimento de excelência e todos os membros da equipe sabem como ajudar o cliente a obter sucesso em suas atividades, o consumidor percebe esse engajamento.

O trabalho de Customer Success bem aplicado tem como consequência natural o aumento no nível de satisfação do consumidor, incentivando-o a manter a relação com a marca por mais tempo. O modelo antigo, que prioriza simplesmente o alcance das metas de vendas, representa um sério risco para as organizações. Hoje as marcas precisam oferecer muito mais para serem atraentes.

Incentivo à propaganda espontânea

Este item está diretamente relacionado ao tópico anterior. Clientes satisfeitos serão fiéis à empresa e ainda tendem a divulgar a qualidade dos produtos e serviços que utilizam para pessoas próximas. A mesma coisa ocorre no ambiente corporativo, quando uma empresa recomenda a adoção de determinados métodos ou ferramentas para seus parceiros comerciais.

Abertura para inovações

A interação constante com o cliente é um dos fundamentos básicos do Customer Success e os feedbacks recebidos são um grande apoio para a busca de soluções inovadoras. A comunicação constante leva os profissionais a ter conhecimentos cada vez mais profundos sobre o funcionamento do mercado e as etapas do fluxo de trabalho, permitindo identificação e correção de falhas.

Esse é o cenário propício para insights capazes de abrir novas oportunidades de negócio e tornar o negócio sustentável no longo prazo, aperfeiçoando processos internos e colocando a empresa um passo à frente da concorrência.

Redução de custos

Todos os itens citados anteriormente convergem para a redução de custos empresariais. O trabalho de compreensão das necessidades e comportamentos do cliente facilita o desenvolvimento de ações de marketing e a fidelização garante uma renda recorrente, reduzindo a necessidade de investimento em campanhas.

A atitude proativa na relação com o consumidor permite perceber problemas antes que eles tornem-se grandes demais e evitar erros que resultariam em retrabalho e desperdício de recursos. A busca constante por formas mais eficazes de executar as tarefas do cotidiano também colabora para a diminuição de gastos desnecessários.

Ao promover a transparência e empatia no relacionamento com quem compra, o profissional de Customer Success colabora para a rentabilidade da empresa e garante sua sobrevivência. Não se trata de converter vendas a qualquer custo e dificultar o encerramento de contratos pelo cliente, mas sim de manter a proximidade e conquistar a confiança dele.

Os tópicos abordados neste artigo evidenciam a relevância do Customer Success para as condições atuais do mercado. O contexto da transformação digital exigirá a coleta e análise de uma quantidade gigantesca de dados em busca de resultados melhores, fazendo com que a demanda por especialistas dessa área cresça muito nos próximos anos.

Gostou do conteúdo? Agora que você conheceu melhor a ideia de Customer Success, lembre-se compartilhar esse aprendizado com seus amigos nas redes sociais.

 

Afinal, o que é a análise SWOT e quais são os benefícios que oferece?

Existem diversas ferramentas para a gestão e planejamento estratégico de negócios, mas uma das mais eficazes é a análise SWOT.

A ideia é mapear aspectos internos e externos de uma empresa, de modo a entender melhor como ela se posiciona no mercado com as suas Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças — que em inglês seriam Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats, compondo a sigla SWOT.

Neste post, vamos aprender a avaliar todos esses componentes e implementar a análise SWOT, além de conhecermos os benefícios desse procedimento para as organizações. Confira!

Entenda a matriz SWOT

O método mais convencional de reunir as informações de uma análise SWOT é uma grade ou tabela, em que cada quadrante representa uma das quatro dimensões da companhia — Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. A também chamada matriz SWOT, ou FOFA na sigla em português, consiste em duas linhas e duas colunas.

A primeira linha vai ter as características internas (Forças e Fraquezas) e a segunda terá elementos externos (Oportunidades e Ameaças). Com isso, temos a primeira coluna com segmentos positivos e úteis (Forças e Oportunidades) e a segunda com atributos negativos e perigosos (Fraquezas e Ameaças).

Dessa forma, é possível elaborar o panorama de uma empresa que já está em funcionamento ou verificar se uma nova ideia de negócio tem condições de sobreviver no mercado. Isso permite estudar os pontos em que melhorias podem ser feitas e aqueles em que se deve tomar alguma providência para evitar prejuízos à viabilidade das operações.

Mas qual é a melhor maneira de examinar essas quatro perspectivas? É o que veremos a seguir.

Avalie as forças

Começando pela análise interna, avalie as forças da empresa, ou seja, quais são as maiores vantagens que a diferenciam em comparação com a concorrência. Algumas das perguntas que podem ajudá-lo a descrever esses valores são:

  • Em quais competências você e os seus colaboradores têm mais experiência?

  • O que as pessoas mais próximas admiram no seu trabalho ou no trabalho dos seus colaboradores?

  • A empresa conta com os recursos necessários para desenvolver a operação, como infraestrutura pronta ou arquitetura preparada para um sistema de TI?

  • Já existe uma base de clientes, um bom relacionamento com clientes em potencial ou uma lista de pessoas que se inscreveram para o lançamento do seu produto ou serviço?

Compreenda as fraquezas

Você já deve ter percebido que a análise SWOT envolve um trabalho intenso de autocrítica e muita observação. De fato, são habilidades essenciais para todo esse processo, e com a parte das fraquezas não poderia ser diferente. Elas são o oposto das forças e representam barreiras internas para a evolução do negócio.

Aqui, é importante pensar em atividades essenciais que deveriam ser executadas, mas que permanecem pendentes, ou obrigações feitas sem o devido cuidado. Deixe o ego de lado e enumere os fatores que de fato interferem no progresso e na escalabilidade da organização, por mais difícil que seja admitir certos defeitos. Sendo assim, você pode se fazer algumas perguntas para auxiliar nessa tarefa, como:

  • O que faria um cliente escolher a concorrência em vez da sua empresa?

  • Quais habilidades fundamentais para um negócio os sócios precisam melhorar (administração, vendas, marketing etc.)?

  • O quão dependentes os seus produtos ou serviços são de recursos de terceiros?

  • O modelo de negócio conta com uma fonte de receita recorrente ou ela terá muitas variações ao longo do tempo?

  • As margens de lucro são muito baixas?

Descubra as oportunidades

Agora, entramos nas características do ambiente que podem influenciar no seu negócio. Em geral, elas estão relacionadas a aspectos como incentivos governamentais, revoluções tecnológicas ou a saída de competidores do mercado.

Vale destacar que as oportunidades têm muito a ver com o momento pelo qual a empresa passa ou com o tempo mais apropriado — ou timing — para o empreendedor tirar uma nova ideia do papel. São fatores que fogem do controle, mas dos quais é possível obter benefícios se você souber como aproveitar.

Para descobrir as oportunidades, procure responder a estas perguntas:

  • Existe um mercado pouco explorado em que a sua empresa pode atuar?

  • Existe uma nova tendência no mercado da qual você pode tirar proveito?

  • Você enxerga uma janela de oportunidade ou um longo período para se beneficiar de alguma mudança no mercado?

Identifique as ameaças

Finalizando a matriz SWOT, tenha atenção à entrada de concorrentes no mercado, decretos do governo que possam prejudicar o negócio, crises econômicas, entre outros. Lembrando que, em certas ocasiões, as crises podem representar oportunidades conforme surgem novas necessidades, devido a alterações nos hábitos da população.

Logo, para identificar as ameaças, procure responder:

  • As fraquezas que listamos anteriormente podem expor a empresa a que tipo de ameaças?

  • Quais forças você enxerga nos seus concorrentes que podem representar uma ameaça ao seu negócio?

  • Você prevê algum tipo de regulamentação do governo que possa prejudicar o seu negócio?

Aprofunde os seus conhecimentos

Agora que você tem uma visão geral do negócio, é hora de tomar decisões para otimizar as forças, buscar oportunidades e minimizar as fraquezas e ameaças. Para isso, é preciso considerar que a análise SWOT é apenas uma das ferramentas de um planejamento empresarial mais abrangente e que só trará resultados com outras ações estratégicas.

Por esse motivo, é fundamental contar com uma qualificação em Gestão de Negócios. Uma formação na área certamente vai ajudá-lo a encontrar oportunidades promissoras e fazer escolhas mais acertadas para a saúde e sucesso da companhia.

Portanto, use a análise SWOT para compreender a situação da empresa e do ambiente em que ela está inserida, de uma maneira simples e rápida. Porém, tenha atenção ao fato que essa metodologia pode apresentar uma visão de alto nível, o que requer exames mais detalhados para tomar as medidas necessárias para o desenvolvimento do empreendimento.

Gostou do artigo? Quer mais informações sobre como construir uma carreira sólida no mundo corporativo? Então, continue suas leituras sobre o assunto e confira todos os benefícios que uma especialização nesse ramo pode trazer para você e para a sua organização. Conheça 7 mitos e verdades sobre o curso de gestão de negócios!

 

Blitzscaling: conheça o modelo de gestão das empresas que mais crescem no mundo

Crescer profissionalmente é uma tarefa complicada. Existem vários desafios que devem ser superados em sua jornada de trabalho, não importando o ramo de atuação. Dessa forma, é muito importante acompanhar as novidades do mercado e conhecer as tecnologias e os conceitos mais modernos — e o Blitzscaling é um bom exemplo disso.

As relações entre clientes e empresas mudam quando menos se espera. Hoje em dia, é possível pedir qualquer tipo de comida pela internet sem sair de casa. Além do mais, a logística urbana já não é mais a mesma após o surgimento dos aplicativos de transporte privado.

Todas essas empresas foram criadas com simples ideias e cresceram vertiginosamente em um curto intervalo de tempo. Muitos desejam empreender, mas poucos sabem como colocar as suas ideias em prática ou têm coragem para arriscar também.

Por esses motivos, este post vai ajudá-lo a entender um pouco mais sobre o Blitzscaling e como esse modelo de gestão empresarial ganha cada vez mais espaço no mundo.

O que é o Blitzscaling?

Atualmente, muito se fala sobre as startups e a cultura do empreendedorismo, certo? Uma solução para um problema enfrentado pelas pessoas pode surgir em um momento inusitado. Vários gigantes do mercado, como Google e Facebook, foram criados a partir de simples ideias. Essas gestões alcançaram um patamar mundial, ofertando vários tipos de serviços.

Mas como uma pequena empresa pode crescer tão rapidamente? Pois então, o Blitzscaling é um conceito que define como os negócios atraem investimentos, clientes e parcerias em um curto intervalo de tempo. Em poucas palavras, é a ideia de construir negócios em alta velocidade, almejando o mercado mundial.

Tomando as devidas proporções, esse termo tem origem na tática militar utilizada durante a Segunda Guerra Mundial, Blitzkrieg. Com ela, os exércitos avançavam além das linhas inimigas com velocidade, eficiência e surpresa, levando apenas o que era necessário para o combate.

No mundo dos negócios, isso representa a determinação de um objetivo e das ferramentas e pessoas necessárias para a sua realização. Além disso, é necessário ofertar algo novo e se tornar o primeiro. Nessas horas, os riscos são enormes, já que você nunca conhece o que o aguarda no mercado. Por isso, é muito importante entender o funcionamento do Blitzscaling.

Como ele funciona?

O crescimento de um negócio é fundamentado por alguns pilares: aumento de rendimentos e da base de clientes. Não administrar bem essas questões significa não alcançar o sucesso.

Uma companhia com 20 funcionários não pode agir da mesma maneira do que uma corporação com mais de 100 funcionários. Dessa forma, o Blitzscaling deve ser realizado em etapas, mudando as suas metas e estratégias. Confira cada uma delas abaixo:

Família

Fase inicial determinada pela criação da empresa, em que o número de funcionários é pequeno. Em muitos casos, eles não passam de 10. O desenvolvimento do produto deve ser o foco da equipe. Além do mais, é necessário encontrar o Product Market Fit, ou seja, estabelecer as propostas e características do produto a partir de um grupo contínuo de consumidores.

Nessas horas, é necessário encontrar algo inexplorado no mercado para que a gestão tenha uma vantagem competitiva, oferecendo algo inédito e funcional. Não se esqueça de que é preciso deixar problemas menores de lado porque o caminho trilhado pode mudar de uma hora para outra.

Tribo

Esse estágio ainda oferece várias dificuldades e incertezas. Em diversos casos, os empreendedores não têm clareza sobre o sucesso do negócio, mas já encontraram uma possível solução para um problema dos clientes. O produto ainda está sendo desenvolvido, mas com mais consistência e qualidade.

Outra questão essencial está relacionada à formação de um time de especialista. Na etapa anterior, cada funcionário ajudava em várias atividades. Agora, isso já não é mais aceitável. Os setores empresariais começam a ganhar forma e responsabilidades diferentes, sempre buscando o rápido crescimento.

Ademais, a captação de investimentos e formas de financiamento abrem as portas para os próximos estágios do Blitzscaling.

Vila

As empresas dessa fase são maiores, contando com 100 funcionários aproximadamente. Como já existem boas informações sobre as tendências do mercado e um número maior de clientes, as empresas se preparam para escalar de verdade. Um plano de crescimento deve ser criado, considerando os concorrentes e o capital disponível.

Nessas horas, você não pode deixar a cultura da empresa ser esquecida. Quem cresce para obter apenas mais dinheiro tem poucas chances de sucesso. Na prática, os processos de comunicação interna são essenciais para manter as ideias iniciais e o bem-estar de todos os presentes no ambiente de trabalho.

A partir desse momento, o Blitzscaling exige cuidados diferentes e decisões mais precisas. Então, o recrutamento de novos talentos é outro ponto que não pode ser deixado de lado, assim como a determinação de novas métricas e abordagens.

Cidades

O crescimento rápido proporcionado pelo Blitzscaling começa a ser revisado nessas horas. Em outras palavras, o avanço só pode acontecer quando existe uma infraestrutura estável, que comporta o aumento do número de clientes e funcionários.

Os negócios que se encontram nesse estágio chegam a ter centenas de trabalhadores, focados na gestão eficiente de recursos, capitais e materiais. O surgimento de novos produtos ajuda a espalhar a cultura empresarial em novos nichos do mercado também.

Nações

O grande desafio das nações está em trabalhar com diferentes culturas e administrar milhares de funcionários. Uma solução com grande aceitação no Brasil, por exemplo, pode não ser a mesma na Índia. Nesses momentos, os fundadores têm importantes papéis.

Eles devem treinar líderes para resolver problemas, pois a empresa está em uma escala global, tornando impossível o acompanhamento de todos os imprevistos por uma só pessoa. A confiança na equipe é essencial nessa etapa. Sem ela, o negócio não se torna escalável.

Qual é a sua importância?

O mundo globalizado permite que uma empresa brasileira, por exemplo, possa atender vários clientes em outros países ou continentes. Por esse motivo, é possível encontrar novas chances para crescer e consolidar uma marca no mercado.

O Blitzscaling é uma metodologia que tem os ideais empreendedores necessários para aproveitar essas oportunidades, focando apenas no que realmente importa. Quem gasta energia, pessoas e capitais em problemas errados tem grandes chances de fracassar nesse cenário.

Percebe-se, então, que o Blitzscaling é uma forma inovadora de crescer. É possível aprender com exemplos de gestões de sucesso e com os erros e os acertos de outros profissionais. Entretanto, o conhecimento verdadeiro só pode ser obtido quando você coloca em prática as suas ideias e confia nas pessoas do seu negócio.

Dessa forma, sempre se mantenha antenado às novidades tecnológicas e as melhores estratégias de gestão de projetos. Lembre-se de que é muito importante ter um time formado por pessoas preparadas, que possam levar a cultura da companhia adiante.

Isso é essencial, pois as constantes mudanças podem causar grandes insatisfações internas. A sensação de entusiasmo e liberdade para criar um conceito é dos principais pontos para a obtenção de resultados positivos com o Blitzscaling.

O que você achou deste conteúdo? Acha que mais pessoas podem aprender mais sobre o Blitzscaling? Então compartilhe em suas redes sociais e espalhe o conhecimento!

 

7 técnicas de oratória que você precisa aprender para alavancar sua carreira

Falar bem em público é umas das habilidades mais importantes, tanto na esfera pessoal quanto profissional. Sobretudo no trabalho, as técnicas de oratória ajudam a desenvolver a boa comunicação e a desenvoltura ao falar diante de muitas pessoas, o que é fundamental para alavancar a carreira.

Para gestores e demais profissionais que coordenam equipes, por exemplo, não dominar essa competência pode acarretar várias consequências negativas, desde falhas na comunicação até dificuldade em se posicionar como líder.

Por isso, se você busca desenvolvimento profissional, precisa aprender a falar em público. Saiba por que essa habilidade é tão importante para construir uma carreira de sucesso e conheça as melhores técnicas de oratória!

A importância de saber falar bem em público

Quem é gestor costuma lidar constantemente com colaboradores, equipes e fornecedores, além de fazer apresentações e outros tipos de discurso. Seja pequeno ou grande o público, o fato é que a oratória tem impacto profundo no interlocutor.

Nesse contexto, a boa comunicação é considerada um dos tipos de inteligência mais requisitados no mercado e nas empresas. Por isso, é essencial saber falar bem em público. Dentre os inúmeros benefícios, podemos destacar que, com essa habilidade, você consegue:

  • envolver e engajar os colaboradores;
  • gerar convencimento e persuasão;
  • expressar ideias, comunicados e informações de forma clara e precisa;
  • dar treinamentos mais eficientes e eficazes;
  • transmitir segurança e credibilidade;
  • demonstrar liderança.

Dessa forma, é possível melhorar não apenas o próprio desempenho enquanto gestor, mas gerar equipes de alta performance e obter resultados mais efetivos.

As principais técnicas de oratória

Para que você desenvolva uma boa comunicação em sua gestão, separamos as sete principais técnicas de oratória. Veja como melhorar o seu discurso:

1. Objetividade

Discursos muito longos, com informações em excesso ou detalhes desnecessários, podem desmotivar o público ou até mesmo dificultar o entendimento do conteúdo. Por isso, a síntese pode ser uma das melhores técnicas de oratória para tornar seu discurso mais efetivo.

Lembre-se de que a sua fala tem um propósito, seja de transmitir informações, seja de vender uma ideia, por exemplo. Portanto, cuide para que o comunicado seja passado de modo objetivo e com o máximo de clareza. Com foco no que realmente importa para o seu público, a garantia de que a mensagem seja perfeitamente compreendida é bem maior.

2. Aprendizagem

O público não quer ouvir o que já sabe ou o que não seja novidade. Por isso, outra técnica eficaz é trazer conteúdo novo para o seu interlocutor. Pode ser uma curiosidade, uma estatística relevante ou um dado desconhecido.

Você também pode dar conselhos, ensinar algo ou trazer reflexões que de algum modo tenham validade prática na vida das pessoas. Essa técnica traz um efeito poderoso para a sua fala, pois o público percebe que o que você está dizendo é útil e que realmente está trazendo algo de valor para a vida delas.

3. Emoção

Outro recurso da oratória é suscitar a emoção no ouvinte. Nem sempre isso é algo fácil, mas, com a prática, é possível adquirir a habilidade de atingir o coração do público. Para tanto, o orador precisa estabelecer conexão com as pessoas que o estão ouvindo.

Uma boa dica é contar alguma história emocionante que você mesmo tenha vivenciado e que seja pertinente para o discurso. Também pode ser algo engraçado ou uma história constrangedora. Caso não haja, invente.

Criar narrativas é uma das melhores técnicas de oratória para gerar conexão emocional e identificação do público. Além de produzir engajamento da plateia, isso mostra capacidade de liderança do orador.

4. Repetição

Na oralidade, a repetição costuma ser uma técnica bastante efetiva. Ela é útil para dar destaque aos pontos mais importantes da sua palestra e impedir que o público se distraia ou esqueça a informação. Mas não se trata de apenas dizer várias vezes a mesma coisa, o que provavelmente deixará sua fala cansativa.

Existem boas técnicas de ênfase na oratória. Uma delas é trabalhar a dinâmica da sua voz, variando a intensidade e a velocidade, por exemplo. Você pode elevar o tom da voz ou até mesmo baixar, chamando a atenção do público. Também pode falar mais devagar e destacadamente ou, ainda, fazer pausas estratégicas antes de repetir uma informação.

5. Apresentação

O modo de apresentação tem relação direta com o sucesso (ou não) do seu discurso. Por isso, a arte da oratória também requer planejamento. Escreva previamente o que vai dizer e procure decorar sua fala. Isso não significa que, no momento da apresentação, você deva falar mecanicamente.

Na realidade, o intuito dessa técnica é que você tenha em mente todo o conteúdo que será abordado, sem depender de recursos exteriores. Projeções em Power Point, por exemplo, devem ser apenas um complemento e um auxílio para o público. Além disso, montar a apresentação corretamente permite maior controle do tempo e ajuda a superar imprevistos, dando segurança e credibilidade ao orador.

6. Postura

Você conhece aquela máxima de que o corpo fala, certo? Nesse sentido, as técnicas corporais são muito eficazes para a boa oratória. Você pode ficar de pé, andar um pouco e gesticular com as mãos. Tudo isso ajuda a dar naturalidade e fluidez para a sua apresentação, além de ser útil para prender a atenção do público.

Você também pode olhar diretamente para os participantes, o que gera troca com eles e aumenta o seu poder de persuasão. O importante é usar o corpo a seu favor e de forma bastante natural para não cansar a plateia.

7. Exercícios

Uma boa oratória também depende de prática e experiência; portanto, nada melhor que exercitar. Existem vários tipos de exercício, como os de respiração, por exemplo. Uma das técnicas consiste em inspirar o ar profundamente, expandindo o diafragma, e expirar lentamente pela boca. Isso ajuda a respirar de forma correta, permitindo que o ar passe pelas cordas vocais adequadamente.

Para melhorar a dicção e a pronúncia, é recomendável usar a técnica de trava-línguas e, ainda, ler textos em voz alta. Além disso, ensaiar na frente do espelho e treinar o discurso diversas vezes é fundamental para garantir uma fala segura, eficaz e clara.

Como você viu, saber falar bem em público é essencial para o crescimento profissional, trazendo enormes benefícios para a carreira. Seguindo essas técnicas, você será capaz de coordenar equipes com mais eficiência, fazer melhores apresentações e trazer resultados efetivos para a sua gestão.

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Habilidades dos gestores: veja quais são as 8 mais buscadas pelas empresas

Uma gestão de sucesso exige inúmeras habilidades dos gestores. Um bom líder deve saber lidar com diversos desafios, desde controlar números e mensurar resultados até gerir pessoas. Por isso, além das habilidades técnicas e de uma boa formação, todo gestor precisa ter algumas características que são essenciais para o bom exercício de sua função.

Se você deseja se desenvolver profissionalmente e crescer na carreira, fique atento às competências que não pode deixar de ter para se tornar um líder bem-sucedido. A seguir, vamos mostrar as 8 principais características que são buscadas pelas empresas no momento da contratação de seus gestores. Confira!

1. Empatia

A empatia tem sido uma das habilidades mais exigidas no mercado atual e seus efeitos positivos são enormes no ambiente corporativo. Ser empático é saber enxergar pelos olhos do outro, gerando conexão ao compreender o modo de ser e de pensar da outra pessoa. Isso é fundamental para que o gestor conheça bem a sua equipe, entenda as dificuldades dos colaboradores e reconheça a evolução de cada um.

Por isso, como gestor, você deve saber dosar as cobranças e aprender a ouvir melhor seus liderados, abrindo espaço ao diálogo e conquistando a confiança deles. Assim, é possível gerar uma equipe mais motivada e empenhada na boa performance, além de estimular a participação colaborativa de todos. Consequentemente, você será capaz de executar uma liderança mais adequada e eficiente.

2. Boa comunicação

Ser comunicativo e saber se expressar bem são competências muito valorizadas no mercado, sendo requisitos básicos para todo profissional. No caso de gestores, a necessidade dessa habilidade é ainda mais evidente, já que a boa comunicação está associada à capacidade de liderança e de influência sobre a motivação dos liderados.

Nesse sentido, comunicar-se bem é fundamental não apenas para transmitir informações e comunicados com clareza, mas também para gerar engajamento dos colaboradores e um melhor relacionamento interpessoal entre o gestor e sua equipe. Com uma comunicação efetiva, você elimina ruídos e contribui para o alcance e a superação de metas.

3. Transparência

Um bom gestor precisa conquistar a confiança de seus subordinados para que as tarefas sejam executadas com eficiência e engajamento, criando, assim, uma equipe de sucesso. Nesse contexto, é importante prezar pela transparência, uma das principais habilidades dos gestores.

Isso significa que você deve saber passar as informações necessárias para sua equipe, sem ocultar fatores importantes. Esclarecer os objetivos do setor, mostrar os valores e a visão do líder e deixar claro o que se pretende com cada projeto é fundamental para garantir um bom relacionamento com os funcionários, além de estimular a equipe a atingir os propósitos organizacionais com dedicação e lealdade.

4. Delegação de tarefas

Dissemos que um gestor deve conquistar a confiança de sua equipe, mas o contrário também é válido. Em uma gestão de sucesso, o líder confia em seus funcionários, o que lhe permite delegar tarefas para melhorar a produtividade e o desempenho de todo o setor.

Para tanto, o gestor deve saber executar a delegação com precisão e de modo estratégico. Isso significa que você deve delegar as tarefas corretas aos profissionais mais aptos. Além disso, deve saber orientar o colaborador encarregado da nova demanda e acompanhar a execução das tarefas para garantir o cumprimento de prazos e a qualidade na entrega.

5. Feedbacks construtivos

Saber dar feedbacks construtivos e positivos também é uma das habilidades dos gestores mais buscadas pelas empresas. Não ter essa competência é uma das grandes falhas de líderes e chefes de equipes, que, muitas vezes, focam apenas na cobrança ou dão feedbacks de maneira inadequada, desestimulando ou, até mesmo, constrangendo os subordinados.

Por isso, é importante orientar e direcionar os colaboradores no caminho certo rumo aos objetivos a serem atingidos pelo setor. Também é necessário que você saiba dar feedbacks pessoais e individuais de maneira construtiva e sem gerar constrangimento. Saber conduzir a equipe, valorizar os membros e desenvolver estratégias de melhorias são características essenciais em um bom gestor.

6. Reconhecimento

Uma das tarefas desempenhadas pelo gestor é a avaliação de resultados e desempenhos. Nesse contexto, é importante que você tenha a capacidade de reconhecer o esforço e a dedicação dos colaboradores, valorizando suas conquistas e explorando o melhor de cada um. Muitas vezes, o chefe da equipe se concentra apenas nos pontos fracos e nos erros, o que pode prejudicar o autodesenvolvimento dos funcionários e até o clima organizacional.

Por isso, elogiar publicamente uma boa atitude, reconhecer a superação de metas, parabenizar entregas no prazo e comemorar progressos são formas de prestar reconhecimento à equipe. Um gestor que tenha essa característica aumenta suas chances de sucesso em sua gestão, já que essa atitude contribui para a formação de um time de alta performance, elevando significativamente os resultados da organização.

7. Generosidade

Outra habilidade dos gestores que não pode faltar é a postura de dividir o conhecimento, valorizando o crescimento da equipe. Não ensinar tudo o que sabe aos colegas para não perder o cargo apenas mostra insegurança e egoísmo, além de comprometer a qualidade de treinamentos e impedir o bom desempenho do setor.

Nesse sentido, é importante que você demonstre generosidade e esteja disposto a compartilhar o que sabe para instruir os subordinados adequadamente, capacitando a equipe para que atinja os melhores resultados possíveis. Isso é bastante valorizado pelas corporações, que veem no gestor o foco em resultados e o interesse em garantir o alcance dos objetivos organizacionais.

8. Resiliência

Ter uma gestão de sucesso pode significar, muitas vezes, saber lidar com grande carga de tarefas e muita pressão. E, por isso, uma das habilidades indispensáveis dos gestores é a resiliência, somada à boa capacidade de resolver problemas e conflitos.

Saber resistir e lidar de modo positivo durante situações adversas deve estar dentre as características do bom executivo, que sabe que tudo isso faz parte do cargo e busca a alta performance constantemente. Portanto, você deve saber lidar com o estresse e com momentos de excesso de trabalho. Estar pronto para maiores responsabilidades e grandes desafios é dever do gestor bem-sucedido.

Essas são as principais características que você deve ter para chamar a atenção das empresas e ganhar destaque no mercado. É importante ter em mente que as corporações estão cada vez mais atentas às competências pessoais, além das habilidades técnicas. Juntas, elas formam um profissional completo e preparado para os desafios na empresa.

Portanto, agora que você já conhece as principais habilidades dos gestores, veja também como vencer os desafios para se tornar um gestor de sucesso!