Quando usar cada um dos tipos de metodologias de gestão de projetos?

Atualmente, existem muitos tipos de metodologias de gestão de projetos que podem ser empregadas pelas empresas. Saber distinguir entre eles e entender para que objetivos e ações são indicados é essencial para o êxito em desenvolvimentos de produtos/serviços, parcerias ou outros programas organizacionais.

Existem duas finalidades ligadas a um projeto: criar um output, cujo propósito é gerar produtos/serviços, e/ou um outcome, em que o intuito é produzir um resultado.

Neste post, você vai aprender quais são e quando aplicar as melhores metodologias para gerar outcomes, além de entender como a escolha de uma delas impacta em vários aspectos do sucesso e da diminuição de riscos do projeto. Não deixe de conferir!

Principais agrupamentos das metodologias de gestão de projetos voltadas para resultados

Métodos tradicionais

Segundo Heitor Coutinho, professor de estratégia e gestão de projetos da Fundação Dom Cabral, “os métodos tradicionais foram criados para situações de baixa incerteza”. Nesse caso, há o conhecimento sobre o que será desenvolvido, o escopo envolvido e o objetivo do projeto.

De forma resumida, em um método tradicional se tem a compreensão e o conhecimento para desenvolver a solução pretendida. Duas metodologias que se enquadram nesse grupo são o PMBOK e o PRINCE 2.

Métodos ágeis

Os métodos ágeis usam bastante o recurso de prototipação, pois é necessário ter muita interação com o cliente. Nesse caso, sabe-se o objetivo do projeto que será desenvolvido, porém não há muita clareza em relação à solução.

“Por isso, é necessário lançar mão de protótipos, ter mais iterações (recursividade) e interação com os futuros usuários”, explica Heitor. “Nesse grande grupo de métodos ágeis, uma aplicação muito usual é o desenvolvimento de produtos em empresas.” Algumas metodologias que se enquadram nos métodos ágeis são:

  • SCRUM;

  • Lean Startup;

  • Práticas Ágeis do PMI.

Métodos inovadores ou Extreme Project Management (XPM)

Quando é necessário desenvolver algo novo, é comum não ter dados do mercado. Afinal, está sendo lançada uma coisa nova. “Nessa circunstância, a valia do planejamento é muito restrita”, comenta o professor. Sendo assim, o planejamento só é útil via just in time, não para a estrutura geral do projeto.

“Esse terceiro bloco de métodos é o que tem o maior nível de incerteza e, portanto, o maior nível de risco associado”, explica Heitor. “Todos os métodos de pesquisa e desenvolvimento estão nesse quadrante.”

No Extreme Project Management se lida com grau elevado de risco, pois se trabalha algo com um nível de novidade extrema, que pode envolver inovação radical e até disruptiva. “É uma situação em que nem o objetivo, nem a solução estão claros”, comenta Heitor. “Então você terá que pesquisar muito para depois entrar no desenvolvimento.”

Algumas técnicas usadas nesse ambiente são a ideação e o Design Thinking, bem como projetos de pesquisa puros. Já o Design Sprint, da Google, é um método para inovação.

As sete principais metodologias de gestão de projetos

1. PRINCE 2

O PRINCE 2 se encontra no quadrante tradicional, sendo muito usado na Europa. “Ele se aplica quando você conta com um nível de incerteza baixo, mas tem certeza de qual é o objetivo e há clareza da solução”, explica o professor.

2. PMBOK

O PMBOK, de origem americana, é um livro estruturado em conhecimentos da área, de forma semelhante ao Prince 2, sendo instituído pelo PMI (Project Management Institute). Ele agrupa o conjunto de boas práticas dessa organização para a gestão de projetos, sendo considerado um método tradicional. Todavia, a versão de 2017 trouxe um conteúdo adicional voltado para a metodologia ágil, ou seja, já existe o PMBOK Agile.

3. IPMA

O IPMA (Internacional Project Management Association) é outro instituto extremamente importante, também de origem europeia, que pode ser posto no mesmo nível das organizações responsáveis pelo PRINCE 2 e pelo PMBOK.

“Enquanto os dois primeiros são mais orientados às melhores práticas, ao processo de fazer projetos, o IPMA está mais ligado às competências para se fazer projeto”, explica Heitor. Também é um método tradicional.

4. SCRUM

O SCRUM é o método ágil mais conhecido, sendo muito bem empregado na fabricação de software. “A partir do momento em que o desenvolvimento de softwares avançou para a programação orientada a objetos, a elementos mais gráficos, o SCRUM foi decisivo”, aponta Heitor.

No entanto, o professor menciona que essa metodologia pode ser usada também para o desenvolvimento de novos produtos nas companhias, uma vez que conta com bons recursos para isso.

5. Adaptative Framework Project (AFP)

Uma das premissas de um método ágil é ser adaptativo. Nele, ao longo do processo, realizam-se adaptações em seu escopo, além de incrementar aos poucos seu projeto até obter o produto final. O Adaptative Framework Project fornece uma estrutura que se adapta a ambientes em constante mudança. Assim, é preciso destacar que o AFP facilita a adaptação, sendo também semelhante ao SCRUM, embora mais amplo. 

6. Lean Startup

Lean, algo como “enxuto”, envolve identificação e exclusão sistemática de desperdícios. Basicamente, qualquer método lean emprega a estratégia de agir, de forma local, em cada item de desperdício de recursos, custo ou tempo para atingir um time-to-market mais rápido e qualidade superior.

Com base nesse conceito, Eric Ries, empreendedor e autor, buscou combinar ideias de marketing, gestão e tecnologia, e criou o Lean Startup. Ele tem buscado converter uma metodologia idealizada originalmente para startups de tecnologia em um método mais aplicável e coeso para qualquer organização nascente.

Suas ideias englobam, por exemplo, métodos ágeis de desenvolvimento de mercadorias, interação frequente com usuários para testes de hipóteses e ciclo BuildMeasureLearn (construir — medir — aprender).

7. Design Sprint

Design Sprint é um método que possibilita resolver questões críticas empregando prototipação, técnicas de brainstorming e validação de modelos em um intervalo de tempo pequeno.

Desenvolvido pelo designer e autor Jake Knapp, no Google, sendo bastante usado na gigante tecnológica, seu foco é desenvolver e testar ideias com clientes, buscando resolver questões críticas rapidamente. Tudo é feito em um período curto de cinco dias.

Em vez de aguardar para lançar um Minimum Viable Product (MVP) para checar se uma ideia é positiva ou não, o que pode levar meses, o Design Sprint se centra, especificamente, na validação dessa ideia junto a usuários, reduzindo o processo para uma semana útil de trabalho.

O que define quando cada uma delas deve ser usada

“Não acredito que uma empresa possa adotar um único modelo e ter sucesso”, diz Heitor. Ele explica que as companhias precisam entender quando cada método é adequado para determinada situação, que pode ser uma das seguintes:

  • saber o que fará (solução) e ter a clareza quanto aos objetivos — o uso de um método tradicional;

  • saber o objetivo que se quer alcançar, mas não ter um escopo do produto (solução) — métodos ágeis são os mais adequados;

  • produzir algo absolutamente novo, não havendo clareza sobre objetivos e solução — o emprego de um método inovador ou XPM se encaixa nesse caso.

“Ela nunca pode ter um método só, ou modelo só”, enfatiza o professor ao se referir à necessidade de a empresa diversificar seus métodos. “A partir do modelo, ela pode se inspirar para criar a metodologia dela, que vai ter uma série de caminhos diferentes.”

Consequências de usar a metodologia errada

A primeira consequência é o projeto fracassar por causa de uma opção errada, pois a metodologia escolhida pode não ter os recursos necessários para lidar com desafios específicos da gestão de projetos.

Heitor exemplifica: “Se o seu desafio é desenvolver algo disruptivo, muito inovador, não dá para usar o modelo PMBOK, porque ele não é adequado para isso.” Segundo o professor, isso ocorre “porque essa metodologia tradicional é usada quando você sabe claramente o objetivo e qual é a solução daquilo que pretende desenvolver”.

“Com o uso de um método inadequado, você pode ter desde um aumento de custo — devido a uma determinada burocracia para se chegar a um produto ou resultado — até o fracasso total”, alerta ele.

Para evitar isso, é importante ficar atento na hora de decidir quais tipos de metodologias de gestão de projetos utilizar. “A escolha do tipo de método é quando se opta pelo método mais adequado para aquele tipo de desafio que você enfrentará, em termos de gestão de projetos”, explica Heitor. Portanto, é preciso estudá-las para entender bem a que se destinam e, consequentemente, tomar uma boa decisão como gestor de projetos.

Agora, que você já sabe quais os principais tipos de metodologias de gestão de projetos, que tal tirar as dúvidas mais comuns sobre a especialização nessa área?

Downsizing com foco em custos: entenda como deve ser feito

A burocracia e o excesso de custos são alguns dos problemas que mais travam o crescimento de uma empresa. Uma técnica muito utilizada pelos gestores para reduzir essas duas barreiras é o downsizing. Criada nos Estados Unidos na década de 70, seu principal objetivo era diferenciar as empresas da concorrência, mas chegou ao Brasil com o intuito de reduzir a estrutura burocrática das organizações.

Neste post, vamos explicar como funciona o downsizing, quais os seus benefícios e como aplicá-lo de maneira positiva na sua empresa. Ficou interessado? Então continue a leitura!  

O que é downsizing?

Antes de explicarmos como aplicar essa técnica na sua empresa, é preciso entender o que, de fato, significa downsizing. Traduzindo para o português, essa palavra pode significar diminuir tamanhos, achatar, encurtar. Na prática, a técnica é direcionada para a redução de tudo aquilo que é menos estratégico em uma empresa: gastos, estrutura, processos e capital humano. Ou seja, torná-la mais prática e gerenciável.

A técnica é aplicada no Brasil desde os anos 80 e há dois tipos bem distintos: o downsizing reativo e o estratégico. Como o nome antecipa, o primeiro envolve uma reação sem planejamento em relação aos cortes da empresa, em que os mais afetados acabam sendo os colaboradores, já que a sua principal ação consiste nas demissões em massa.

Já o segundo tipo vai pelo caminho oposto. Com ele, é feito um planejamento detalhado sobre os custos e o que pode ser reduzido, sem implicar em consequências negativas para a equipe ou para o crescimento da organização.

Como aplicá-lo na sua empresa?

O downsizing pode ser uma prática temporária ou permanente, realizada em diferentes setores da empresa ou apenas em um. Tudo vai depender das demandas e necessidades dela. O mais importante é que tenha um caráter estratégico, em vez de reativo — ou seja, tenha planejamento na sua implementação. Para isso:

  • analise os custos e os indicadores, avaliando quais gastos e despesas podem ser reduzidos e quais indicadores precisam de mais atenção;

  • verifique quais serviços terceirizados são realmente necessários para o funcionamento do seu negócio e o que é dispensável;

  • busque simplificar a sua estrutura, identificando cargos e posições hierárquicas que não agregam valor à empresa como um todo;

  • reavalie o desempenho pessoal da equipe e estabeleça critérios de melhoria que evitem demissões desnecessárias.

Quais as vantagens e desvantagens desse método?

Como toda estratégia organizacional, o downsizing vem acompanhado de vantagens e desvantagens. Ao longo dos anos, muitos estudiosos de administração, incluindo um dos seus criadores, Robert Tomasko, se posicionaram contra o direcionamento que o método tem seguido e sobre a forma que as empresas o estão interpretando.

Uma das principais críticas está na demissão em massa como única estratégia para o corte de custos, algo que nem sempre é vantajoso para a empresa e para o mercado. Por essa razão, antes de aplicá-lo, os gestores precisam ter um planejamento claro e uma análise realista sobre o valor agregado aos resultados que o downsizing trará.

Sem essa preparação, a empresa corre o risco de sair cortando elementos necessários para o seu crescimento e pode acabar com o desempenho dos seus profissionais. Dito isso, confira quais são as principais vantagens e desvantagens dessa metodologia:

Redução de custos e despesas desnecessárias

A principal vantagem do downsizing está na redução de custos e despesas nas empresas. Ao avaliar indicadores, verificar a viabilidade da terceirização de determinados serviços, diminuir a sua estrutura e eliminar cargos desnecessários, a companhia elimina o excesso e ganha um posicionamento mais estratégico no mercado.

Oportunidade de expansão

A curto prazo, o downsizing traz um enxugamento da estrutura organizacional e uma reestruturação que facilita a expansão no mercado com o passar do tempo. Ao reduzir custos e processos desnecessários, a empresa passa a investir naquilo que impulsiona seu crescimento: modernização de setores, aprimoramento de produtos e serviços, melhora na comunicação interna e com o consumidor e eliminação da burocracia que trava a tomada de decisões.

Corte de colaboradores

Uma das principais desvantagens do downsizing reativo é que a sua metodologia envolve a diminuição total do tamanho organizacional. E em muitos casos, a única saída para as empresas são as demissões. É importante lembrar, no entanto, que essa não é uma regra que vale para todas.

Além de trazer prejuízos pessoais para os funcionários, é preciso ter em mente que demissões envolvem despesas com acertos trabalhistas e rescisões. Elas também significam perda de experiência produtiva e conhecimento que os seus talentos já têm para lidar com as atividades e processos. Por isso nem sempre demitir é a melhor opção.

Antes de investir no corte de colaboradores, analise quais custos administrativos podem ser cortados antes ou avalie outras opções, como transferências de setores, incentivo à aposentadoria, treinamentos que melhorem a qualidade do trabalho dos seus profissionais e interrupção de novas contratações. Ou seja: tenha um planejamento claro antes de tomar qualquer decisão!

Desmotivação de profissionais e queda na produtividade

Outra desvantagem marcante do downsizing pode ser a queda na produtividade da equipe, causada por uma desmotivação com os cortes realizados na empresa. É preciso lembrar que, muitas vezes, a redução de material, investimentos e salários e as próprias demissões afetam a satisfação com o trabalho e aumentam o nível de estresse dos colaboradores.

Por isso, tenha como etapa do seu processo a realização de um trabalho motivacional, que acalme os ânimos e recupere o clima positivo da sua organização. Tenha sempre em mente que empresas são feitas por pessoas e que, se elas não dão o melhor de si, nenhum processo vai para frente.

Perda de reputação no mercado

Demissões mal planejadas podem vir associadas a processos judiciais e ações trabalhistas, algo que compromete a imagem da empresa no mercado, além de criar uma fama de má empregadora, diminuindo o interesse de profissionais em trabalhar ali. Em consequência, até os resultados financeiros podem ser afetados. Isso acontece porque boa parte da clientela já está utilizando a Responsabilidade Social Empresarial de uma marca como um dos principais critérios de consumo. Fique atento!

E você, está pensando em implementar o downsizing na sua empresa? Antes de tomar a sua decisão, confira como estruturar uma equipe de sucesso que atenda aos seus objetivos e evite demissões desnecessárias!

Saiba como analisar melhor e reduzir custos empresariais

Para uma empresa ter retornos acima da média, ela conta com duas alternativas básicas: aumentar as receitas ou diminuir os custos. Entre elas, a primeira pode ser responsável por resultados mais significativos em longo prazo; porém, a segunda não pode ser deixada de lado. Afinal, reduzir custos empresariais é uma prática que traz resultados visíveis imediatamente e, assim, é poderosa para elevar o moral da organização diante de seus stakeholders (como investidores e funcionários).

Você sabe como é possível diminuir os gastos da sua empresa sem deixar que isso prejudique a qualidade do trabalho desenvolvido? Se não, o post de hoje vai lançar uma luz sobre o assunto. Confira estas dicas!

Entenda a importância da análise

Um erro comum dos gestores que desejam reduzir custos empresariais é basear-se apenas em fatores superficiais. O gestor olha para uma planilha demonstrando os gastos de várias atividades e setores da organização; então, identifica o maior e aponta o dedo, acreditando que, se reduzir aquele número, vai conseguir uma melhoria no desempenho financeiro.

Porém não é bem assim. Nem sempre é a maior despesa que deve (ou pode) ser reduzida. Você pode acabar cortando um gasto que é estratégico, causando um impacto negativo em qualidade e eficiência, e será preciso realizar investimentos mais caros para reparar o dano do que o valor economizado com o corte.

Em resumo, guiar-se por esse tipo de percepção leva a uma decisão que prejudica os resultados em vez de ajudar. Para evitar que isso aconteça, você precisa desenvolver análises detalhadas e criteriosas sobre os custos envolvidos em todas as operações. Somente dessa forma será possível identificar aqueles que não agregam valor, que são considerados desperdício e que podem ser eliminados sem prejuízos.

Conheça os conceitos básicos

Já que estamos falando em análise, você vai chegar a dados mais inteligentes se compreender bem a teoria que está por trás dos custos. Isso significa aprender os conceitos básicos.

Você sabe, por exemplo, qual é a diferença entre custo fixo e variável?

O custo fixo representa um valor que não está associado à produtividade da empresa. Não importa se produza o máximo que a capacidade permita, ou se ficar parada durante o mês todo, esse custo permanecerá inalterado. Bons exemplos de custos fixos são o aluguel do prédio da empresa, apólices de seguros, remunerações sem comissões e assim por diante.

Enquanto isso, o custo variável representa um valor que depende da produtividade da empresa no período. Assim, quanto mais produzir, mais alto poderá ser o custo variável. Bons exemplos de custos variáveis: pagamento de horas extras, comissões, matéria-prima, eletricidade e água.

Também vale a pena entender a diferença entre custo e despesa.

Na primeira categoria, entram os gastos ligados diretamente ao core business, isto é, ao coração da sua empresa. Em uma indústria, são os gastos necessários para a produção. Enquanto isso, na segunda, entram apenas os gastos ligados a atividades de manutenção da empresa, administrativas. É o caso dos gastos com atendimento ao cliente, marketing, finanças, logística, controle de estoque etc.

É importante ressaltar que, no dia a dia, essa distinção não é muito aplicada. Neste post, por exemplo, quando falamos em reduzir custos empresariais, não estamos nos referindo somente aos gastos com produção. Estamos falando de qualquer gasto, de forma geral. Entretanto, na hora de fazer uma boa análise, usar essas categorias será útil para gerar dados mais precisos.

Considere o planejamento estratégico

Pode parecer óbvio dizer que um gestor não deve cortar a verba para uma atividade que, no panorama mais amplo, é importante para que o negócio atinja seus objetivos. E é justamente para evitar esse tipo de erro fundamental que qualquer tentativa de reduzir custos precisa estar alinhada ao planejamento estratégico da empresa.

Infelizmente, nem sempre a alta gestão tem condições de entender o impacto que uma decisão financeira relativa a uma atividade singular, de um setor específico, poderá ter sobre o cenário mais geral. Vamos entender melhor com um pequeno exemplo.

Do ponto de vista de um diretor, talvez o investimento em novos equipamentos telefônicos para a equipe de atendimento ao cliente pareça pouco relevante; no entanto, para o setor, esse custo pode impactar a produtividade e até a motivação da equipe. Então, se um dos objetivos da empresa é ser líder de mercado por meio de uma experiência de consumo excelente, cortar esse custo vai trazer um obstáculo real ao cumprimento do planejamento estratégico.

Observe que, para um gestor não relacionado diretamente à equipe de atendimento, estabelecer essa relação seria quase impossível. Portanto, se você quiser reduzir custos empresariais respeitando as prioridades e metas da organização, aqui vai uma dica: comunique-se diretamente com o restante dos gestores, inclusive (e especialmente) com aqueles que lidam diretamente com as equipes de colaboradores e com a rotina de trabalho. Eles podem ajudar, trazendo à mesa uma visão mais próxima dos efeitos que uma mudança financeira pode causar.

Busque ajuda para otimizar o processo

Mesmo que o gestor seja o grande responsável pelo sucesso da empresa, ele não precisa estar sozinho na hora de levar adiante um processo importante, como é o caso da prática de reduzir custos. Não existe nenhum demérito em buscar ajuda; e ela pode vir em diferentes formas.

Uma opção é contratar um profissional. Existem inúmeros consultores financeiros que podem colaborar na análise dos custos da empresa e ajudá-lo a identificar oportunidades para economia dos recursos financeiros.

Esses profissionais têm formação em finanças e experiência com o mundo empresarial, o que contribui para que eles entendam muito bem o que acontece dentro dos negócios que atendem. Você pode confiar no consultor para ser um conselheiro sábio — embora, é claro, a decisão final continue sendo sua.

Outra alternativa é a adoção de um software voltado a controle financeiro. Ele permitirá concentrar as informações sobre os gastos da empresa. Depois, será possível organizá-las, recuperá-las, filtrá-las e usá-las para gerar relatórios customizados. Tudo isso de maneira automatizada, o que significa que, ao mesmo tempo, é extremamente simples e rápida, mas também confiável.

Essas foram nossas dicas para analisar e reduzir custos empresariais. Aplique-as, e você verá um impacto direto e imediato na lucratividade do negócio.

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Qual a real importância da inovação empresarial e como investir nisso?

Inovação tornou-se senso comum, uma espécie de oásis ou Santo Graal do mundo corporativo. Toda empresa (e todo gestor) está em busca de algum insight que vai revolucionar o funcionamento do negócio e abrir portas para um novo nível de resultados. O problema é que, no meio desse frenesi, perdeu-se o entendimento do que realmente significa inovar, da real importância da inovação empresarial. 

Pensando nisso, preparamos esse artigo, que vai retomar o básico e tentar responder a uma questão: por que a inovação é tão importante para as empresas? Além disso, você também vai descobrir como investir nela. 

1. O que é inovação

Inovação parece um termo abstrato, mas sua definição é clara. Trata-se de um processo de implementação de novas ideias, visando gerar valor para uma organização. Ela pode envolver a criação de um novo serviço, produto, sistema ou processo, mas também pode resumir-se à melhoria de um que já existe. 

Ao contrário do que muitos pensam, a inovação (principalmente a inovação empresarial) não se limita a um momento de genialidade solitária. Não é uma ideia revolucionária que aparece quando você está sozinho na sua sala. Em vez disso, para inovar, é preciso:

  • um processo consistente de formulação de novas propostas;
  • contato direto com aquilo em que se pretende inovar.

2. Importância da inovação empresarial

Inovar, no mundo das empresas, é uma questão de sobrevivência. É ela que permite que um negócio continue a existir e trazer resultados em longo prazo.

A inovação oferece às empresas uma vantagem para penetrar mais rapidamente em mercados existentes, conectar-se com mercados em desenvolvimento ou, ainda, criar seus próprios mercados. Se uma empresa não inova, está colocando-se em uma posição vulnerável a qualquer problema que possa acontecer no mercado em que atua.

Uma forma simples de entender o que estamos tentando explicar é o famoso case do mercado de fotografias.

Até o final dos anos 1990, a Kodak era líder de mercado no segmento de máquinas fotográficas. Ela chegou a desenvolver o primeiro protótipo de uma máquina digital, mas não investiu nessa inovação. O que aconteceu foi que ela perdeu a oportunidade de criar esse novo mercado.

Logo em seguida, outras empresas (como Canon e Nikon) correram atrás dessa nova ideia e o mercado recém-inaugurado das máquinas digitais absorveu completamente o das máquinas analógicas, com filmes e revelação. Nesse processo, a Kodak sumiu do mapa corporativo por muitos anos.

Observe como, ao perder a chance de investir em uma inovação, a Kodak se colocou em posição de risco, pois continuava a depender de um único segmento de mercado. Na hora em que esse segmento desmoronou, ela acompanhou. Portanto, quando uma empresa inova, ela está assegurando oportunidades para sua sobrevivência no futuro.

3. Outros benefícios da inovação

Agora, você já sabe qual é o verdadeiro motivo para buscar a inovação empresarial. Entretanto, é claro que também existem benefícios de curto e médio prazo muito significativos.

Uma inovação pode melhorar o desempenho financeiro da sua empresa, por meio de aumento na receita ou redução nos custos. Se a sua ideia fizer os clientes comprarem mais quantidade ou pagarem mais caro, a receita aumenta. Se permitir que a empresa desenvolva seu produto a partir de matérias primas ou processos mais baratos, o custo cai. De qualquer maneira, haverá um impacto positivo na margem de lucro.

Com a inovação, também é possível conquistar uma diferenciação. Isso quer dizer que você vai “deixar seus concorrentes para trás”. Vale a pena lembrar que existem muitos fatores de diferenciação e que não é preciso inovar em produtos para conseguir esse resultado. Algumas empresas inovam em atendimento, assim, oferecem uma experiência melhor aos clientes e se posicionam em vantagem contra os principais concorrentes. 

Outro benefício da inovação empresarial pode estar na melhoria da produtividade. Já que a produtividade é o limite do crescimento de uma empresa, qualquer ideia que permita ampliar esse limite representa a oportunidade real de crescimento do negócio. É como se você tivesse uma fazenda rodeada por uma cerca e, cada vez que você aumenta a produtividade, essa cerca se afasta mais um metro. Ganha-se escalabilidade, ou seja, espaço para crescer, para fazer mais.

4. Como investir em inovação

Quando falamos em investir em inovação, o leitor deve ter cuidado para não achar que estamos falando simplesmente de investimento financeiro. Na verdade, ao contrário. O investimento financeiro é a última etapa. Para chegar a ele, antes, é preciso investir culturalmente.

A principal fonte da inovação empresarial são os colaboradores. São eles que estão diretamente em contato com as minúcias da operação cotidiana; são eles que lidam com os principais problemas e falhas; são eles que identificam oportunidades de melhoria. 

Para inovar, portanto, é preciso incentivar os colaboradores a desenvolver e apresentar mais ideias. Existem inúmeros métodos, mas nenhum funcionará se você não fomenta um estilo de gestão aberto. Gestores que demonstram uma necessidade de centralizar o trabalho e uma perspectiva narcisista não oferecem um grande estímulo a colaborações espontâneas.

Outro ponto importante é que os colaboradores devem ter a certeza de que suas inovações serão reconhecidas — e, ainda mais importante, de que esse reconhecimento não será tomado por outras pessoas. Afinal de contas, nada é tão frustrante quanto apresentar uma ideia, ver que ela está sendo utilizada em benefício da empresa e não receber o merecido crédito.

Agora, em relação ao investimento financeiro, também é necessário que haja flexibilidade. Porém, isso não basta. Também deve haver um método. 

Por um lado, é ruim que uma empresa não esteja aberta a investir nas novas ideias que aparecem, pois ela pode perder excelentes oportunidades. Por outro lado, também é ruim que essa empresa esteja aberta a investir em todas as novas ideias, porque nem todas vão trazer retorno que justifique esse investimento. 

O segredo, portanto, está em estabelecer um processo para filtrar as ideias e identificar quais inovações apresentam potencial para trazer maior impacto. Dessa maneira, é possível maximizar os retornos e reduzir o risco inerente a qualquer empreitada nova.

Neste artigo, você viu o que é inovação empresarial, porque ela é importante e como investir. E você aprendeu que não temos inovação apenas na criação de novos produtos, essa prática não está restrita ao setor de produção. É possível inovar em qualquer área de uma organização, até mesmo na gestão de pessoas.

Então, que tal buscar alguma inspiração para novas ideias ligadas à gestão de pessoas? Um bom ponto de partida é ler nosso artigo com as principais tendências nessa área!

Postura profissional: 7 sinais de que você precisa melhorar a sua

A maioria dos profissionais que buscam progredir na carreira preocupam-se com questões como a formação acadêmica ou a construção de uma rede forte de networking. E não há dúvidas de que esses são aspectos importantes! Porém, eles terão pouco resultado se você não apresentar uma postura profissional adequada.

O grande dilema, então, é saber se você tem a postura profissional que as empresas buscam. É difícil realizar essa autoanálise de maneira objetiva e honesta. Para ajudá-lo na tarefa de identificar os pontos que merecem mais atenção, selecionamos uma lista com 7 sinais de que você precisa melhorar sua postura. Confira!

1. Seus colegas de equipe não demonstram interesse em ajudá-lo no trabalho

Se, mesmo quando você comenta que está com uma grande sobrecarga de trabalho, seus colegas de equipe não se oferecem para ajudar, cuidado. Talvez o problema não seja com a postura profissional deles, mas com a sua.

Será que você demonstra ser individualista e, assim, afasta o restante da equipe? Ou será que você tenta dominar seus colegas, forçando sua própria opinião sobre como as atividades devem ser realizadas? Esse tipo de atitude faz com que seus colegas evitem qualquer situação de colaboração com você.

2. Seu gestor nunca faz qualquer crítica

Não receber críticas do gestor parece ser, à primeira vista, algo muito bom. Você é um talento e tem sucesso em tudo que faz. Mas, se você nunca recebe nenhum feedback negativo, talvez exista um motivo um pouco diferente.

Você pode ficar surpreso, mas existem gestores que são tímidos e fogem de confronto. Nesse caso, se ele sentir que você não é receptivo a críticas construtivas, ele pode omitir o feedback simplesmente para evitar um clima ruim. Em outras palavras, ele gostaria de pedir para que você mude alguma coisa na sua forma de trabalhar mas, devido à sua postura profissional fechada ou agressiva, não consegue reunir a coragem necessária.

Vale a pena ressaltar que, nesse caso, além da sua postura prejudicar seu crescimento na empresa, também será um obstáculo para sua evolução de modo mais geral. Afinal, o feedback negativo, desde que com uma função construtiva, é indispensável para alcançar novos patamares profissionais.

3. Você não é convidado para projetos novos e especiais

Você até gostaria de fazer parte de algo diferente, mas seu gestor nunca oferece a oportunidade. Esse pode ser um sinal de que você não está preparado ainda, em termos de conhecimento e habilidade prática. Por outro lado, também pode ser um sinal de que há algum problema com a sua postura profissional. 

Geralmente, projetos diferenciados só são colocados nas mãos dos colaboradores que demonstram maior responsabilidade, comprometimento, organização. Então, suas chances diminuem consideravelmente se você é do tipo que está sempre atrasado, vive perdendo documentos ou confundindo os horários de reuniões.

4. Você não recebe informações de caráter confidencial

Se você está na empresa há algum tempo e tem uma boa relação com o gestor, mas ele nunca compartilha informações com você, talvez sua postura profissional tenha deixado a desejar no quesito discrição. 

Todo gestor gosta de ter um colaborador de confiança, para trocar opiniões e pontos de vista. No entanto, para que isso seja possível, ele precisa ter 100% de certeza de que você não vai compartilhar essas informações com o resto da equipe. Portanto, se ele notar que você gosta de participar das rodas de fofocas, logo vai cortá-lo da lista de confidentes.

5. Quando os colegas estão com problemas, eles nunca procuram sua ajuda

Dentro de uma equipe, sempre encontramos um ou dois membros que são referência para os demais. Isso significa que, quando alguém encontra alguma dificuldade, eles buscam o conselho ou o auxílio desse colega que possui traços de liderança. Seus colegas nunca procuram sua ajuda? Então, você deve mudar algo em sua postura profissional, para se destacar dentro do grupo.

Fique atento às características de um líder; você precisa desenvolvê-las. Alguns exemplos são a calma diante de decisões, o foco em soluções, o perfil mediador e a atitude “vamos juntos” (ou seja, de arregaçar as mangas para ajudar sempre que necessário). Se você incorporar esses traços ao seu comportamento, naturalmente será mais procurado por seus colegas e passará, de maneira orgânica, a ocupar um espaço de liderança dentro do time.

6. Você é sempre o último a notar que algo está acontecendo

A empresa vai oferecer um treinamento, mas você só fica sabendo no próprio dia. Existe uma nova regra de segurança, mas você não escuta nada sobre ela, até levar um “puxão de orelha” do seu gestor. Talvez seja uma falha de comunicação interna? É possível. Porém, se você repetidamente observa que é o último a saber de tudo, talvez seja uma questão de postura profissional inadequada.

Nesse caso, o problema é falta de engajamento. Sim, é responsabilidade da empresa manter seus colaboradores informados. Entretanto, os colaboradores também precisam ter iniciativa e interesse, buscar informações, envolver-se ativamente com a vida dentro da organização.

Não se esqueça de que o engajamento é uma característica muito valorizada pelas empresas, pois ela é um aspecto da confiança. Em outras palavras, do ponto de vista do empregador, é mais fácil confiar em um colaborador que demonstra estar comprometido; ele tem menos chances de abandonar a organização em um momento crítico. Por esse motivo, o engajamento é um fator para o crescimento profissional.

7. Você passa a maior parte do tempo fazendo comentários pejorativos

Fazer considerações é normal, até mesmo saudável, pois demonstra atenção e senso crítico. Porém, se você passa a maior parte do seu tempo reclamando, esse é um sinal absoluto de postura profissional inadequada. E tenha certeza de que esse comportamento não passa desapercebido para seus gestores.

Se você reclama apenas por hábito, procure mudar seu foco para coisas positivas da empresa. Se você reclama porque essa também é a principal atividade do seu grupinho de colegas, cuidado; é melhor se afastar de pessoas que exercem uma má influência sobre o seu comportamento. Finalmente, se o motivo é que você está mesmo insatisfeito, reclamar não vai resolver o problema. Em vez disso, talvez seja hora de buscar algo novo para sua vida profissional!

Fique atento aos sete sinais que destacamos aqui e você poderá melhorar sua postura profissional para se tornar um colaborador mais valorizado dentro da empresa. Quer conferir outras dicas práticas para alavancar sua carreira? Assine a newsletter da Fundação Dom Cabral e acompanhe nossos conteúdos!

Onde fazer pós-graduação? Saiba o que considerar antes de escolher!

Se você decidiu cursar uma pós-graduação, está no caminho certo para evoluir na carreira e garantir êxito na sua vida profissional. Mas, na hora de escolher o curso e a instituição de ensino superior (IES), é comum surgir a dúvida: onde fazer?

Com a imensa quantidade de instituições disponíveis no mercado em todo o país, nem sempre temos garantia de que o curso será realmente de qualidade. Por isso, é preciso considerar alguns fatores indispensáveis para garantir que a instituição ofereça a excelência que você busca.

Para que o curso traga significativo diferencial para sua carreira, vamos mostrar alguns fatores para levar em conta antes de escolher a instituição de ensino. Confira!

A modalidade de pós-graduação para o seu perfil

Em primeiro lugar, para garantir satisfação no curso, é preciso que a IES tenha a modalidade certa para o seu perfil e interesse. Quando falamos em pós-graduação, é preciso entender que se trata de um termo amplo, que abrange várias modalidades.

Basicamente, existe a pós-graduação lato sensu e a pós-graduação stricto sensu. O primeiro tipo abarca as especializações, a atualização profissional e os MBAs (Master of Business Administration). Já no segundo grupo estão o mestrado, doutorado e pós-doutorado, cursos voltados para a área acadêmica e docência.

Cada um desses cursos tem seus objetivos específicos e uma abordagem metodológica própria. Portanto, é crucial que você avalie esses fatores para que eles estejam bem alinhados aos seus objetivos profissionais e à sua área de atuação. Do contrário, você poderá não atingir seu verdadeiro propósito, correndo o risco de se frustrar.

Para que isso não aconteça, avalie se a instituição oferece uma pós-graduação relevante para a sua carreira e suas necessidades. Quem deseja atingir posições de comando de nível gerencial no mundo corporativo, por exemplo, deve começar por uma especialização e em seguida por um MBA. Já se você quer aprofundar seus conhecimentos, melhorar o currículo e aprimorar sua atuação profissional, uma especialização é o mais indicado, principalmente para quem já conta com um ou dois anos de experiência de mercado, o que dá mais qualidade à formação.

Histórico da instituição de ensino superior

Outro ponto a ser considerado para decidir onde fazer pós-graduação é a tradição e o histórico da instituição. De nada adianta escolher uma escola desconhecida ou simplesmente a mais barata. Uma IES bem consolidada e renomada é crucial para a garantia de cursos de qualidade, já que sua reputação mostra credibilidade no mercado. Escolas que investem em núcleos de ensino e pesquisa de excelência, por exemplo, são valorizadas e proporcionam um grande peso para o currículo do aluno.

Além da qualidade de ensino, é importante também considerar a infraestrutura da instituição. Para especializações em gestão, MBAs e demais cursos na área de negócios, por exemplo, é importante que o aluno conte com a disponibilidade de livros, periódicos e diversos estudos. Uma IES com uma boa biblioteca, com um acervo amplo e atualizado, além de acesso a materiais virtuais e internacionais, certamente, proporcionará maior qualidade à sua formação.

Portanto, a reputação da escola é um importante fator a ser considerado, visto que você terá a garantia de um ensino de qualidade e a credibilidade no mercado, o que dará ao seu currículo destaque e bons diferenciais competitivos.

Qualidade e experiência do corpo docente

Pelo menos metade dos professores precisa ter mestrado ou doutorado, e quanto mais docentes com essas titulações, maiores as chances de a instituição contar com um enorme diferencial, já que os títulos conferem qualificação ao corpo docente.

Você pode obter essa informação na instituição ou em seu site, a partir da relação dos professores efetivos do curso que você pretende fazer, e também por meio da Plataforma Lattes, que contém o currículo dos professores.

Além da competência acadêmica dos docentes, é importante também que eles tenham experiência na sua área, uma boa bagagem profissional e conhecimento do mercado de trabalho. Isso é ainda mais importante no caso das especializações e MBAs, que são cursos mais focados no mercado e na aplicação prática do ensino teórico abordado.

É fundamental, portanto, que a pós-graduação na área de gestão e negócios, por exemplo, conte com professores qualificados, mas que também sejam atuantes na área, que sejam executivos de renome e ofereçam, dessa forma, uma formação acadêmica unida à abordagem empresarial.

A estrutura curricular do curso de pós-graduação

Um fator que não pode ficar de fora de suas considerações é a estrutura curricular do curso. Ao decidir fazer uma pós-graduação, geralmente o profissional já está inserido no mercado de trabalho, levando uma rotina corrida e intensa.

Por isso, é importante considerar o tempo necessário de estudos, o horário das aulas, a carga horária e a duração do curso. Uma instituição que ofereça programas de pós-graduação mais flexíveis tem pontos positivos nesse quesito, pois isso permitirá o aluno a se programar melhor para a rotina de estudos, organizar o tempo e conciliar o trabalho com a pós-graduação.

Ao avaliar o currículo do curso, é importante observar também se a instituição oferece uma metodologia de ensino diferenciada e relevante para as suas necessidades profissionais. Veja previamente a grade curricular, como é o aproveitamento das aulas e avalie se as disciplinas correspondem aos objetivos propostos no curso e almejados por você.

Você pode pesquisar a estrutura do programa, as ementas das disciplinas e os diferenciais que a instituição oferece, como atualizações e módulos internacionais, assessoria para a gestão de carreira do aluno e outras vantagens. Tudo isso ajudará você a fazer a escolha mais acertada, de acordo com a sua disponibilidade e seus objetivos.

Portanto, se você deseja escolher uma instituição de excelência e que trará o melhor diferencial para o seu desenvolvimento profissional, esses são alguns fatores que você não pode deixar de levar em consideração. Agora que já sabe os critérios para decidir onde fazer pós-graduação, aproveite e baixe o Checklist: como escolher a melhor instituição para a sua especialização!

Ascensão profissional: os 5 passos para se preparar

A ascensão profissional é uma das maiores aspirações de quem busca construir uma carreira sólida e de sucesso. Para isso, é preciso saber se preparar e fazer um bom planejamento. No entanto, nem todo mundo sabe como dar os próximos passos na carreira para evoluir profissionalmente.

Embora o caminho de crescimento profissional possa ser, muitas vezes, árduo ou longo, existem algumas boas atitudes que facilitam esse processo, tanto para quem está iniciando a carreira quanto para quem já conta com alguma experiência de mercado. Trata-se de práticas simples, mas extremamente eficientes.

Portanto, para você que deseja alavancar sua carreira, confira estas 5 dicas valiosas. São os passos indispensáveis na vida de todo bom profissional, que vão aumentar suas chances de se desenvolver na profissão. Veja a seguir!

1. Saiba o que é avaliado na ascensão profissional

Preparar-se adequadamente é o primeiro passo para construir uma carreira e ser reconhecido profissionalmente, atingindo, assim, seus objetivos. Para que você consiga traçar um plano de carreira, é preciso saber o que é requisitado ou avaliado na ascensão profissional. É assim que você mesmo poderá criar oportunidades para progredir.

Alguns fatores são elementares, como é o caso da qualificação. Melhorar constantemente seus conhecimentos é fundamental, independentemente de qual estágio de carreira você se encontra. Assim, você terá o preparo técnico necessário para ascender profissionalmente.

Além de fatores como conhecimento e experiência, a dedicação e o comprometimento com a empresa também é essencial. Ainda que o profissional tenha um alto nível técnico ou bastante experiência na área, dificilmente alcançará a ascensão profissional se ele não estiver bem alinhado com os valores da empresa e engajado com os objetivos organizacionais.

Há ainda um ponto essencial, que muitos acabam esquecendo: trata-se da postura profissional. Algumas características comportamentais são constantemente avaliadas pelas organizações, tais como:

  • cordialidade;
  • bom humor;
  • confiança;
  • liderança;
  • empatia;
  • resiliência;
  • perseverança;
  • flexibilidade;
  • proatividade.

Portanto, não subestime as boas atitudes profissionais, que fazem total diferença desde o momento de contratação até em possíveis promoções, sendo a causa, até mesmo, de muitas demissões.

2. Especialize-se na sua área de atuação

Para evoluir na carreira, é imprescindível que o profissional entenda a importância da educação continuada. Sabemos que, hoje em dia, estagnar nos estudos tem impactos negativos que incidem diretamente na carreira. Nesse sentido, capacitar-se no seu ramo de atuação é um passo crucial para deixar você mais perto do cargo almejado.

Isso é importante para aprofundar seus conhecimentos na sua área profissional, atender às exigências do mercado e suprir a demanda das empresas, que requerem profissionais cada vez mais qualificados.

Uma das melhores formas de se especializar é por meio de uma pós-graduação, seja com uma especialização ou um MBA, por exemplo. Existem programas de especialização em gestão de diversas áreas, como gestão de negócios, financeira, de projetos, de marketing e outras. E, além do famoso Master Business Administration (MBA) — essencial para quem busca posições de direção e liderança —, também existe o Mestrado Profissional em Administração (MPA).

Formações como essas dão amplo reconhecimento ao profissional e maior valorização no mercado. Com os cursos, você mostra interesse em sempre melhorar a sua atuação e fica por dentro das novidades da sua área, obtendo aprofundamento técnico bem como aplicação prática das teorias estudadas. Assim você amplia os horizontes de seus conhecimentos, além de investir em um aprendizado qualificado que agrega valores à sua atuação profissional.

3. Aprimore suas competências e habilidades

Com um mercado cada vez mais exigente e competitivo, além de aperfeiçoar os conhecimentos técnicos e específicos da sua área de atuação, outro passo fundamental é o aprimoramento das suas habilidades.

Atualmente, as competências pessoais e profissionais são extremamente valorizadas pelas empresas, além de conferir destaque e diferenciais competitivos ao profissional. Para quem deseja assumir cargos de gerência, por exemplo, é imprescindível desenvolver habilidades de gestão, liderança e capacidade de coordenar equipes.

Outra habilidade muito procurada é a boa comunicação, fundamental no mundo corporativo, em que o trabalho em equipe é crucial para o êxito dos objetivos organizacionais. Ela é importante não só para os altos cargos de liderança, para motivar, orientar e instruir corretamente os subordinados, mas também para evitar falhas de comunicação entre os colegas de trabalho, melhorar os relacionamentos e até mesmo a performance do colaborador, seja em reuniões e negociações, seja no dia a dia profissional.

Para melhorar suas habilidades, você pode ainda desenvolver seu conhecimento em idiomas, participar de palestras, workshops e demais cursos. Tudo isso melhora o seu currículo, atesta a sua qualidade profissional e aumenta suas chances de conseguir uma promoção.

4. Melhore a sua rede de contatos

Uma prática que contribui significativamente para alavancar a carreira é o networking. Relacionar-se bem com as pessoas, criar laços profissionais e ampliar sua rede de contatos é fundamental para aumentar suas oportunidades de trabalho e conquistar aquele cargo tão sonhado.

Isso acontece porque um networking qualificado ajuda o profissional a se manter conectado aos assuntos relacionados à sua área, a ser mais reconhecido no seu meio profissional e a formar alianças vantajosas para a carreira.

Portanto, é importante desenvolver relações de forma inteligente e saudável. Isso significa dizer que um bom networking não se trata apenas de ter uma agenda de contatos quantitativamente impressionante.

Muito além disso, é preciso que você tenha honestidade profissional e aja com ética, responsabilidade e comprometimento em suas relações. Tudo isso é essencial para que você ganhe credibilidade no mercado e conquiste oportunidades para progredir na carreira.

5. Mantenha-se atualizado no seu segmento

Em um mundo tão dinâmico como o atual, é fundamental que o profissional se mantenha atualizado e acompanhe as novidades do seu nicho de atuação. O mercado de modo geral — e especialmente a área de negócios — sofre contínuas mudanças, por isso é preciso estar atento às tendências, inovações tecnológicas e transformações digitais.

Essa é uma atitude que deve ser constante na sua carreira caso queira alcançar o topo com excelência profissional e até mesmo depois de conquistar cargos mais altos. Vivemos em uma época em que atualizar-se é um imperativo para o bom profissional, do contrário, as chances de ascensão podem minar e prejudicar sua carreira.

Sendo assim, conhecer as transformações do mercado de trabalho, as demandas atuais das empresas e o perfil profissional exigido do colaborador é um passo essencial para se aproximar do cargo desejado.

Portanto, seguindo essas dicas, você estará preparado para obter êxito profissional e garantir um futuro promissor. A trilha para o crescimento na carreira pode ser, ainda, um processo prazeroso de constante aprendizado e desenvolvimento pessoal.

Se você quer aumentar ainda mais suas chances de ascensão profissional, baixe o nosso e-book gratuito sobre mercado de trabalho! Com ele, você aprende a se tornar um gestor de sucesso e encontra as melhores informações para impulsionar sua carreira!

O que uma boa instituição de ensino deve oferecer em uma pós-graduação?

Você conquista um diploma, ingressa no mercado de trabalho e logo percebe o que todos os recém-graduados se dão conta em algum momento: a faculdade não forma especialistas, e sim profissionais generalistas, que sabem um pouco de tudo. Não passa muito tempo até que você começa a considerar uma pós-graduação. É aí que surgem algumas dúvidas: qual instituição de ensino escolher?

O que uma instituição de ensino superior (IES) deve oferecer para ser considerada boa? Sobre o que você, aluno, deve se informar para garantir que está investindo no curso e na instituição certa?

Saiba que nós compreendemos esse momento, conhecemos suas dúvidas e estamos aqui para ajudar você a saná-las. É por isso que, ao longo deste artigo, falaremos dos principais quesitos aos quais você deve se atentar para escolher uma pós-graduação com qualidade e segurança!

Preparado? Então vamos lá!

A estrutura curricular do curso pretendido

Um dos primeiros quesitos é a checagem da estrutura curricular do curso. Geralmente, essas informações são disponibilizadas na própria página da instituição escolhida. Como a pós-graduação tende a ser segmentada em módulos, você terá acesso às disciplinas e também às suas ementas.

Vamos imaginar que você se formou em Administração, e deseja investir em uma especialização em Gestão Financeira. Ao abrir a página do curso na instituição desejada, você verá o que exatamente será aprendido em cada módulo.

Talvez o primeiro módulo seja focado na apresentação das competências de um gestor moderno, ao passo que os outros módulos se concentram em conceitos e ferramentas específicas da profissão, como performance, investimentos, finanças de mercado, gestão de crise e gestão de oportunidades.

Fazendo essa avaliação preliminar, você terá uma boa ideia do que será aprendido ao longo do curso. Então, questione se:

  • os conteúdos estão alinhados às suas expectativas;

  • as disciplinas abordam os problemas e gargalos que você percebe em seu cotidiano dentro de uma empresa;

  • como a grade curricular complementa sua vivência.

É em perguntas como essas que você deve focar, uma vez que elas funcionarão como uma bússola para ajudá-lo a escolher um curso relevante.

Por outro lado, se você não tem muita noção do que esperar da estrutura curricular, uma boa ideia é compará-la a outros cursos de pós-graduação, especialmente de instituições bem avaliadas, mesmo que elas estejam distantes de você.

Nesses casos, o currículo do curso de uma universidade federal ou até de uma estrangeira (caso se trate de um MBA) pode servir de parâmetro. Saiba utilizar as informações que estão à sua disposição para encontrar sempre o caminho mais adequado às suas condições e expectativas!

Uma IES que deseja garantir uma formação relevante a seu corpo estudantil garante que sua estrutura curricular esteja atualizada e alinhada às melhores práticas do mercado!

A capacitação dos professores

Assim como a grade curricular, verificar o nível de capacitação dos professores de uma pós-graduação também é essencial. Afinal de contas, é preciso ter uma bagagem de vida bastante variada e contar com uma rica experiência de mercado para poder formar especialistas em algum assunto, você não concorda?

Pense desta forma: para poder contribuir com a sua capacitação e aperfeiçoamento, o docente precisa ter passado pelo que você está passando ou ainda vai passar. Portanto, deter um conhecimento prático do dia a dia da profissão em diferentes contextos — corporativo, empreendedor etc. — é fundamental.

Além disso, é preciso ficar de olho na formação desses profissionais. Segundo a Resolução CNE/CES nº 1, da qual já falamos aqui, 50% dos professores de uma especialização devem obrigatoriamente contar com mestrado ou doutorado, programas que são considerados stricto sensu e devem ser reconhecidos pelo MEC.

Uma boa IES trabalha com profissionais bem capacitados, experientes e atualizados em suas respectivas áreas. Seja investindo em cursos como doutorado e até pós-doutorado, ou em pesquisa acadêmica, é necessário que o corpo docente tenha amplas oportunidades de se desenvolver intelectualmente.

Você deve estar se perguntando: “Até aqui tudo bem, mas onde consigo essa informação?” É simples. Basta pesquisar a página do curso ou checar junto ao departamento responsável.

Você pode também realizar uma pesquisa na plataforma Lattes. Ao checar o currículo de cada um de seus futuros professores, você terá acesso a publicações e a projetos específicos com os quais eles se envolveram ou estão envolvidos.

Veja se algum deles possui carreira na área que você atua ou deseja atuar. Isso o ajudará a identificar leituras preparatórias, semear ideias e até possibilidades de networking!

A metodologia de ensino utilizada em sala de aula

Atualmente, entende-se que a forma com que um conteúdo é ministrado é tão relevante para sua aprendizagem quanto o próprio conteúdo. A isso, damos o nome de metodologia!

Não consegue imaginar o que é metodologia na prática? Então veja só: quando um professor está virado de frente para a turma, falando o tempo todo, temos uma metodologia expositiva. Já quando os alunos aprendem por meio de vivências concretas, podemos considerar que outra metodologia está sendo aplicada.

Hoje, ganham cada vez mais espaço as metodologias ativas. Diferente do modelo tradicional de aula, elas colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem, priorizando a aplicação do conhecimento — e não apenas sua absorção — e estabelecendo um equilíbrio entre teoria e prática.

Em uma pós-graduação, é importante que o aluno tenha a oportunidade de aplicar a teoria que está sendo passada e testar novas abordagens; afinal de contas, ele não é iniciante no assunto. Por meio de projetos, grupos de trabalho e recursos multimídia, espera-se que esse tipo de engajamento mais concreto seja incentivado e valorizado.

Assim, sugerimos que você converse com ex-alunos do curso pretendido. Pergunte como esse “modo de aprender” contribuiu para sua carreira e desenvolvimento pessoal.

Por fim, peça informações a respeito da metodologia de ensino no próprio departamento. Quais recursos a IES disponibiliza? Há acompanhamento de carreira, sessões de coaching e treinamento de soft skills? Esteja atento aos benefícios e serviços complementares que a instituição está disposta a oferecer para ajudá-lo a se tornar um profissional diferenciado.

A aplicabilidade no mercado

Você sabe que, antes de escolher uma especialização, é importante já estar inserido no mercado de trabalho, certo? Se você pensa em investir em uma pós-graduação logo após se formar, reflita um pouco mais. Somente atuar na área é que fará você enxergar o dia a dia da profissão com realismo, evidenciando oportunidades e campos que já estão saturados.

Partindo do pressuposto de que você já é atuante na área em que deseja se especializar, a partir de sua bagagem e da própria vivência dentro da empresa, você poderá identificar quais conhecimentos são relevantes e quais não são.

Entenda: todos os cursos e modalidades de capacitação e aperfeiçoamento são relevantes para alguém, porém você precisa focar naquilo que será útil para sua carreira especificamente. Para seguir no caminho certo, é necessário traçar objetivos profissionais.

A disciplina “Técnicas e Modalidades de Natação” provavelmente será tão útil para um gestor financeiro quanto “Jogos Empresariais” será para um salva-vidas. Assim, cabe a você saber identificar qual curso e quais assuntos, conteúdos e abordagens são mais relevantes para seu ofício.

A partir desse entendimento, você só poderá aferir a aplicabilidade do conteúdo ministrado ao experimentar cada módulo do curso. Você pode até ler as ementas das disciplinas, porém isso só trará uma visão superficial.

Por esse motivo, aconselhamos você a conversar com ex-alunos do curso e buscar conhecer seu ponto de vista. Eles viveram a ementa na prática, e poderão fornecer feedbacks mais precisos!

A infraestrutura oferecida

Além da infraestrutura pedagógica, que engloba currículo e estrutura do curso, corpo docente e metodologia, é importante verificar também a infraestrutura física da instituição de ensino.

Estamos falando, é claro, das instalações da IES, dos prédios do campus, das condições das salas de aula e dos laboratórios, bibliotecas e materiais de suporte. Algumas instituições oferecem visitas guiadas, o que é um ponto positivo. No entanto, mesmo se sua IES não o fizer, tire um tempo para visitar o departamento em que terá aulas.

Sinta o clima do local. Há cafés? Há pessoas fazendo networking, estudando ou pesquisando?

Aqui também entra o uso da tecnologia para potencializar a aprendizagem. Quais são os recursos disponibilizados aos alunos? Como eles contribuem para sua formação?

Veja quais são os serviços de suporte prestados. Saiba que a questão do prestígio e do renome de uma IES pode “pesar”. Instituições que têm uma longa história de atuação e que são reconhecidas pelo mercado de trabalho costumam dispor de uma infraestrutura mais completa, pois recebem mais investimentos.

Ao analisar a infraestrutura física e a pedagógica, pense em termos de devolução do valor investido. Será que tudo o que você investir será retornado? Em termos de qualidade, o que a IES oferece que a diferencia das concorrentes? Como ela pode contribuir para seu destaque como profissional?

As certificações e prêmios da instituição

Assim como com a infraestrutura institucional, as certificações e prêmios que a IES já recebeu podem influenciar a percepção de valor. Universidades que construíram um nome para si e que são reconhecidas em nível nacional podem ter mais recursos a oferecer. Contudo, essa diferenciação pode aumentar o valor do investimento.

Um indicador importante para o mundo corporativo é o ranking global de cursos e instituições feito pelo Financial Times.

Esse ranking lista as instituições cujos cursos são direcionados para a área executiva, as chamadas business schools, com cursos como Gestão, Administração, Economia, Finanças etc. O interessante é que ele é composto a partir da opinião de empresas que são clientes dessas instituições.

As iniciativas que agregam valor

Quando uma instituição de ensino realmente deseja aumentar as chances de sucesso de seus formandos, ela busca maneiras de agregar valor ao seu currículo. E nenhuma iniciativa faz isso tão bem quanto abrir oportunidades reais de o aluno colocar “a mão na massa”.

Um indicativo de que a instituição de ensino está comprometida com a formação de profissionais diferenciados é o espaço que ela dedica à pesquisa e ao intercâmbio de ideias e conhecimentos com outras universidades e empresas parceiras.

A pesquisa de uma problemática, a busca por uma solução e a divulgação de resultados, por exemplo, formam um método infalível de aplicação de conhecimento adquirido. O aluno de uma pós não deve apenas estar apto a ouvir e a memorizar informações, mas sobretudo a transformar teoria em prática, a produzir conhecimento.

Pense desta maneira: ninguém se torna um expert em algo apenas ouvindo e absorvendo passivamente informações, certo? Pelo contrário, é na execução de uma tarefa ou resolução de um problema que podemos realmente medir a profundidade de nosso domínio sobre um conceito ou método.

Não adianta nada investir em uma instituição de ensino que tem boa reputação, mas que não está preocupada em alavancar a carreira de seus estudantes. Mas como identificar se uma IES se encaixa nesse perfil?

Simples: veja se ela oferece cursos de idiomas direcionados para o mundo corporativo, workshops de comportamento profissional e treinamentos direcionados para as soft skills. Tenha sempre em mente que uma IES verdadeiramente interessada em devolver ao aluno o valor que ele investiu busca proporcionar experiências que vão muito além da acadêmica.

Um exemplo: algumas IES se esforçam para manter estreitas relações com o mercado local e até com a comunidade, abrindo, assim, possibilidades de seus alunos realizarem estudos de caso in loco. Fique atento a essas oportunidades!

Os casos de sucesso de ex-alunos

É comum que instituições de ensino exponham casos de sucesso de ex-alunos que se destacaram em suas carreiras, especialmente nas redes sociais. Fique atento a esses casos, mas procure também depoimentos de conhecidos seus que investiram no curso que você está interessado, ou até em outras opções oferecidas pela instituição.

O que você deve perceber é a experiência que essa pessoa teve com a IES. Ela se sentiu amparada em momentos de dúvida? Pôde contar com o suporte ao aluno sempre precisou?

Não esqueça: a relação com colaboradores e parceiros é sempre o melhor termômetro de uma instituição. Nesse sentido, fique atento a sites como o Reclame Aqui e veja se ex-alunos ou ex-colaboradores já tiveram impasses com a IES e, mais importante, se esses impasses foram resolvidos.

O blog acadêmico

Na vida estudantil, é comum nos sentirmos perdidos quanto a uma série de cobranças e exigências acadêmicas. Por vezes, temos dúvidas e dificuldades em relação à gestão de nossos gastos pessoais — afinal, uma pós-graduação exige um investimento considerável.

Lembra que falamos acima sobre parceria?

Pois bem, uma instituição de ensino parceira de seus alunos se preocupa em manter um blog institucional, ou seja, um espaço que traga artigos que possam servir de guia em momentos de dúvida. Esse espaço, que pode ser acessado na própria página da instituição, deve reunir as melhores práticas e atitudes para auxiliar o aluno ao longo da trajetória acadêmica.

Manter um blog não é algo obrigatório, e também não é garantia de excelência no ensino, porém é um belo indicativo de que a IES compreende as dificuldades de seu corpo estudantil e toma medidas para ajudar.

Além de sua utilidade, essa iniciativa também deixa claro que a IES domina seu campo de atuação. Pense bem, se ela consegue antecipar as ansiedades de seus estudantes e sugerir soluções e caminhos, é porque se envolve ativamente com seu bem-estar e tem conhecimento estratégico.

Seja por meio de pesquisas de satisfação ou por um contato mais aproximado entre a gestão e o corpo estudantil — mais comum em instituições menores —, fica evidente quando a IES está ativamente comprometida em maximizar o aproveitamento de seus alunos e os resultados obtidos por eles!

Há vários aspectos a serem aferidos no que tange ao nível de excelência de uma instituição de ensino. Será que, ao iniciar a leitura deste artigo, você tinha conhecimento de todas essas variáveis e de sua influência na escolha de uma boa IES?

Como você pôde perceber, não nos limitamos a debater aqui a importância da pós-graduação para seu currículo. Pelo contrário, focamos em ajudá-lo a identificar os principais quesitos na hora de pesquisar e escolher a instituição que atenderá as suas expectativas ao longo do curso.

Primeiramente, passamos pela relevância da grade curricular e à capacitação do corpo docente. Vimos ainda a metodologia de ensino utilizada, a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos no mercado, a infraestrutura oferecida, pedagógica e física, os prêmios de reconhecimento da instituição e as iniciativas encabeçadas por ela para auxiliar seus estudantes nos momentos de dificuldade.

Agora você já sabe que investir em uma pós-graduação é tão importante quanto garantir a qualidade do ensino e o reconhecimento da instituição que oferecerá o curso!

Com essas dicas, esperamos ter contribuído para que você escolha uma instituição de ensino de forma consciente, tendo sempre em mente a relação entre valor investido e retorno. Já está convencido a buscar o melhor para sua carreira? Então entre em contato com a Fundação Dom Cabral e conheça nossos programas de pós-graduação!

Pós-graduação em gestão: o que as empresas esperam dessa especialização?

Buscar uma especialização após a graduação se tornou rota obrigatória no caminho a ser trilhado rumo ao sucesso. Mas qual é a melhor escolha, tendo em vista as opções do mercado e os objetivos a serem alcançados na vida profissional?

Neste post, você descobrirá porque a pós-graduação em gestão pode ser a escolha perfeita quando o assunto é alcançar o sucesso na carreira. Mais importante, revelaremos que talentos e competências as empresas procuram em um profissional pós-graduado em gestão.

Está preparado? Então descubra abaixo por que as empresas estão cada vez mais interessadas em profissionais com especialização em gestão!

Quem cursa pós-graduação em gestão trilha seu próprio caminho

Atualmente, é observada uma mudança crescente na responsabilidade pelo desenvolvimento profissional. É o que afirma Samir Lofti Vaz, professor dos cursos de especialização da Fundação Dom Cabral. “No passado, havia uma atuação muito grande por parte das próprias empresas nas decisões de formação dos executivos. Hoje em dia, cada vez mais as pessoas vêm se tornando protagonistas da sua própria carreira em desenvolvimento”, diz.

Segundo Samir, as mudanças nas relações de trabalho e a evolução do mercado em âmbito global deram origem a um novo tipo de profissional. “Hoje, a evolução é proativa e não reativa. A sede de aprendizado parte de baixo para cima, enquanto antes ela vinha de cima para baixo. As pessoas faziam uma especialização a pedido do chefe. Já hoje, o processo é inverso”, completa. Dentro desse contexto, profissionais que buscam uma pós-graduação são bem mais criteriosos na escolha dos programas que desejam cursar.

Fazer uma especialização em gestão é uma oportunidade que os profissionais e as empresas têm de aprimorar suas competências. Afinal, no mercado atual, os executivos são os gestores de suas próprias carreiras. É daí que surge a expectativa das empresas por profissionais não apenas capacitados, mas também com uma visão crítica e sistêmica de mundo.

Mas que qualidades e skills específicas são esperadas de um profissional que acaba de deixar uma pós-graduação em gestão? Continue com a gente e descubra as competências que as empresas estão buscando no mercado.

Capacidade de tomada de decisões, de olho no hoje e no amanhã

O fluxo organizacional de empresas está em constante mutação. Novas tecnologias e novos processos surgem a cada dia. Mercados se transformam e se reinventam, com o surgimento de paradigmas muitas vezes difíceis de acompanhar. Nesse cenário, é preciso sabedoria e jogo de cintura na tomada de decisões.

“Hoje, as empresas esperam que os profissionais sejam capazes de solucionar problemas complexos, que muitas vezes envolvem um número amplo de variáveis. Isso deve ser feito com um olhar sistêmico, ou seja, a visão deve estar focada em toda a cadeia produtiva a curto, médio e longo prazo”, afirma Samir Lofti.

“As empresas têm a expectativa de que especialistas apliquem novas práticas no cotidiano. Mas elas também querem que essas ferramentas sejam aplicadas no futuro, que contribuam para o futuro das empresas. O profissional precisa fazer o futuro acontecer no presente. E isso exige uma formação que vá além das demandas atuais, lidando com desafios que talvez nem existam ainda”, completa.

Senso crítico e adaptativo em um mundo globalizado

Justamente por atuarem em um mercado que muda e evolui a todo momento, as empresas exigem profissionais que tenham uma capacidade ampla de adaptação. Novos desafios demandam um senso crítico, a capacidade de lidar com situações multiculturais em um universo plural.

Aqui, a globalização também se mostra como um elemento importante na especialização profissional. Em um mundo onde o mercado não tem fronteiras, a visão global se torna essencial, indo bem além do domínio do idioma. É preciso dominar técnicas, ferramentas e processos que possam ser aplicados tanto em pequenas empresas no Brasil quanto em multinacionais no exterior.

Criatividade para resolver conflitos e superar desafios

Os mercados estão se tornando muito dinâmicos e a atuação dos gestores está cada vez menos previsível. “Em um mundo onde as máquinas vêm ganhando cada vez mais autonomia, a criatividade talvez seja a competência mais valorizada”, opina o professor Samir Lofti. Inerentemente humana, a criatividade proporciona profissionais não apenas versáteis, mas também propositivos e inovadores. E que melhor método para estar à frente da curva, senão pela inovação?

Atualmente, profissionais capazes de aplicar conceitos técnicos de forma prática são os mais valorizados dentro do fluxo organizacional. Empresas valorizam a habilidade intuitiva de adequar o que foi aprendido em sala de aula, dentro de um contexto definido e em um momento específico. “Hoje em dia, empresas não buscam profissionais que vão apenas tocar planos e acolher demandas feitas de cima para baixo”, reitera Samir. “Elas buscam pessoas com autonomia para propor mudanças, apontar oportunidades, levantar questões que ainda não são discutidas atualmente”, completa. Além de aplicar os conhecimentos adquiridos com a especialização, no dia a dia.

Trabalho colaborativo: lidar com diferentes personalidades na busca por resultados

Equipes multidisciplinares exigem um pensamento multidisciplinar em gestão. Para o professor da FDC, Samir Lofti Vaz, gestores de sucesso devem facilitar o inter-relacionamento pessoal e a convivência colaborativa na carreira. Mais do que lidar com as diferenças, empresas buscam executivos capazes de valorizar essas diferenças, sempre com a visão de que o todo é maior do que a soma das partes.

Aqui, o networking e a troca de experiências adquiridas durante uma especialização em gestão podem ser os grandes diferenciais na hora de garantir aquela sonhada vaga.

Transdisciplinaridade: saber transitar por diferentes áreas do conhecimento

Hoje, profissionais capazes de transitar por diferentes conhecimentos e atuações têm um lugar especial dentro das empresas. Em um mundo onde o fluxo organizacional deixa de ser linear e as carreiras seguem padrões além da verticalização tradicional, gestores de sucesso precisam adquirir e aplicar conhecimentos diversos no ambiente de trabalho.

Por isso, é esperado dos profissionais que completam uma pós-graduação um pensamento intuitivo e divergente, que ultrapasse os conceitos tradicionais. Para “pensar fora da caixa”, é necessário adquirir competências práticas e técnicas do business como um todo, que vão além de uma área definida de atuação.

O olhar sistêmico tão valorizado pelo mundo corporativo é uma consequência do pensamento transdisciplinar, que transita por todas as áreas do conhecimento empresarial. Um profissional com perfil técnico em finanças precisa dominar conceitos de Recursos Humanos e vice-versa, e ambos precisam conhecer as nuances do mercado em que esses processos estão inseridos.

Pós-graduação em gestão: a chave para o sucesso profissional

Em um mercado dinâmico e em constante transformação, a autonomia do profissional de gestão é buscada pelas organizações para que os funcionários se tornem co-responsáveis pelo futuro da empresa. No fim das contas, um gestor de sucesso deve propor mudanças, apontar oportunidades e levantar questões que ainda não são discutidas pelo mercado.

Para isso, é essencial que você busque na pós-graduação em gestão as ferramentas e práticas que o transformem em um ativo indispensável para sua empresa. Então mãos à obra!

Agora você já sabe o que procurar na hora de escolher uma boa especialização em gestão. Quer saber tudo sobre os cursos de especialização da Fundação Dom Cabral? Então assine a nossa newsletter!

5 passos para vencer os desafios e se tornar um gestor de projetos de sucesso

Muitos querem ocupar um cargo de gestão, como se essa fosse a solução mágica para sua carreira. Na verdade, a conquista deste cargo pode realmente significar uma vitória na vida profissional. 

Mas se você quer ser um gestor de projetos de sucesso, precisa saber que vai enfrentar vários desafios. É preciso trabalho duro e determinação e, mesmo tendo consciência dos obstáculos, você deve buscar a maneira mais eficiente de superá-los. É isso que vamos apresentar neste post.

1. Como é o trabalho do gestor de projetos?

Antes de decidir se realmente quer perseguir a carreira de gestor de projetos e dedicar o esforço que é necessário para alcançar o sucesso, você precisa saber o que esse profissional faz e como é sua rotina de trabalho.

O gestor de projetos é um profissional responsável por planejar e executar um projeto (nenhuma surpresa até aqui). Projetos, no caso, apresentam como características:

  • escopo definido;
  • data de início definido;
  • data de término definido.

Cuidado para não achar que a gestão de projetos se aplica apenas ao mundo da tecnologia da informação. Embora essa seja uma associação comum, que você encontra facilmente em qualquer pesquisa na internet, ela representa apenas parte da verdade. Empresas de qualquer segmento desenvolvem projetos.

Um restaurante, por exemplo, pode implementar um novo cardápio. E, se essa implementação obedecer aos três critérios listados lá em cima — escopo, data de início e data de término definidos —, isso pode ser considerado um projeto. 

O papel do gestor de projetos

O gestor de projetos é o responsável pela entrega do projeto. Ele lidera e gerencia a equipe, com a autoridade delegada pelos gestores da empresa (CEO, CFO). 

O gestor de projetos é, acima de tudo, o primeiro “ponto de contato” para todos os envolvidos no projeto. Sua equipe é composta por profissionais de várias áreas e dissolve-se com a conclusão do projeto (não há uma equipe permanente).

Imagine, por exemplo, que uma indústria deseja desenvolver um projeto voltado a abrir uma nova filial, em uma outra cidade. Nessa equipe será preciso ter:

  • um profissional de finanças, para controlar o orçamento do projeto;
  • um profissional de produção, que vai cuidar da implementação da linha de produção;
  • um profissional de compras, responsável por adquirir todos os equipamentos e máquinas para a unidade;
  • um profissional de marketing, dedicado a gerar interesse e divulgar essa nova filial.

Cada um desses colaboradores vai sair temporariamente do seu departamento para participar da equipe do projeto. Depois que a nova filial estiver pronta e aberta, todos retornam às suas atividades típicas.

O gestor de projetos envolve-se pouco nas atividades práticas que levam ao resultado final. Em vez disso, seu foco é:

  • manter o progresso dentro do cronograma estipulado; 
  • gerenciar as tarefas de cada envolvido;
  • estimular a interação entre os membros da equipe;
  • criar uma interface com os gestores da empresa. 

Para concluir o projeto com sucesso, o gestor de projetos precisa adotar uma metodologia. Existem diversas possibilidades como Waterfall, PMBOK, Scrum e PRINCE2. Cada uma delas reúne suas próprias técnicas e ferramentas. Cada tipo de projeto pode apresentar resultados melhores por meio de diferentes metodologias.

2. Quais os maiores desafios da gestão de projetos?

O gestor de projetos enfrenta, diariamente, uma série de grandes desafios. Com certeza, não é a carreira certa para quem busca tranquilidade. Vamos falar desses desafios a seguir:

Comunicação interna

O primeiro desafio da nossa lista é a comunicação interna, isto é, entre os membros da equipe. Lembre-se de que, como já foi explicado, a equipe de projetos é formada temporariamente. Isso significa que os colaboradores têm um período curto para aprender a trabalhar juntos.

Muitas vezes, eles não conseguem se adaptar um ao outro, por razões profissionais ou pessoais. Isso leva a um isolamento que, na prática, prejudica a comunicação interna.

O problema é que a comunicação é crucial para o sucesso de qualquer projeto. Imagine que um colaborador identifique um possível atraso na etapa A, porém não leva essa informação ao seu colega, que precisa desta tarefa concluída para dar início à etapa B. Pronto. Um obstáculo tão pequeno já pode bagunçar todo o planejamento do gestor de projetos.

Equipe enxuta

Via de regra, a equipe de trabalho encarregada de um projeto é enxuta. Ao contrário de um setor regular dentro de uma empresa, não temos cinco ou dez colaboradores com a mesma função.

Por um lado, esse cenário é favorável. Quanto mais leve for a estrutura da equipe, mais ágil será a tomada de decisões. Perfeito para quem tem um tempo limitado disponível e não quer gastá-lo com vaivém de informações e debates sem fim.

Por outro lado, pode ser um problema. Se você tem apenas um colaborador na equipe do seu projeto capaz de realizar uma certa tarefa, qualquer imprevisto (seja uma gripe ou uma demissão) vai atrasar todo o fluxo de trabalho.

Escolha da metodologia

A escolha da metodologia de gestão de projetos tem um forte impacto sobre os resultados atingidos. O problema é que não existe uma fórmula para decidir qual metodologia deve ser adotada em cada caso. 

De maneira geral, o gestor de projetos tem uma metodologia da sua preferência, aquela na qual ele se especializou e até buscou uma certificação específica. Mas, na hora H, ele pode perceber que não está funcionando para o projeto em questão. 

Forte dependência

O gestor de projetos é, provavelmente, aquele que mais depende dos outros para o sucesso do seu trabalho. E não estamos falando apenas da sua equipe, mas também de fatores externos. 

Imagine que uma indústria está realizando um projeto que vai renovar a linha de produção. O problema é que as novas máquinas foram importadas da China e os servidores da Receita Federal entraram em greve. Por isso, agora, as máquinas estão paradas há um mês na fiscalização aduaneira. O projeto, é claro, sofre atrasos ou precisa até ser colocado em hiato.

Veja como até mesmo questões políticas e macroeconômicas podem afetar diretamente um projeto. Essa é uma dificuldade séria e, também, um fator que precisa ser levado em consideração no trabalho do gestor de projetos.

Alto nível de pressão

Pode parecer desnecessário comentar, mas, se não ficou claro ainda, esse é um fator que você deve ter em mente na hora de seguir carreira como gestor de projetos. Uma das maiores dificuldades enfrentadas nessa atividade é o alto nível de pressão.

O gestor de projetos tem um tempo limitado disponível para atingir os resultados prometidos. E, ainda que tenha um excelente planejamento, sempre estará sujeito a imprevistos. Para completar, essa não é uma situação momentânea. Para quem segue essa carreira, essa é a realidade do trabalho, dia após dia. Se você gosta de desafios e dinamismo, vai se sentir realizado nessa atividade. Porém, cuidado para não entrar às cegas nesse caminho.

3. Como garantir uma gestão de projetos de sucesso?

Certas práticas são muito eficientes para garantir o sucesso dos seus projetos e, claro, o seu sucesso como gestor. Que tal conhecer algumas delas?

Fortalecer a comunicação da equipe

Lá em cima, neste post, você viu que um dos desafios enfrentados pelo gestor de projetos é a comunicação interna — ou, no caso, a falta dela. Portanto, se você quer garantir uma gestão de projetos de sucesso, comece fortalecendo a comunicação da sua equipe!

Uma das técnicas mais comuns é realizar reuniões periódicas, em que cada membro da equipe deve informar aos demais como está a evolução das suas tarefas. A frequência dessas reuniões pode variar, em alguns métodos de gestão de trabalho, ela é realizada diariamente.

Mas a reunião não é a única alternativa. Você também pode adotar a ajuda da tecnologia para simplificar a comunicação. Um bom exemplo são os aplicativos de troca de mensagens instantâneas — como, por exemplo, o WhatsApp ou Skype. Eles são mais ágeis do que os e-mails e, ao mesmo tempo, causam menos interrupções no ritmo de trabalho.

Adotar um software de gestão de projetos

Já que estamos falando em aplicativos, você pode adotar outras ferramentas, além do aplicativo de mensagens. De fato, a automação resolve muitos problemas do cotidiano. Por meio de um bom software de gestão de projetos, é possível:

  • atribuir tarefas, informar prazos, detalhar metas;
  • verificar o status individual das tarefas;
  • acompanhar o progresso geral do projeto;
  • enviar notificações diretamente para um colaborador, para um grupo de colaboradores ou para toda a equipe.

A melhor parte é que tudo que é feito por meio do software fica registrado. Assim, é possível gerar relatórios ou rever atividades anteriores.

Identificar os erros cometidos e as melhores práticas

A maioria dos gestores de projetos considera que o trabalho acabou quando o resultado é produzido e entregue. Mas quem realmente se destaca são os gestores que dedicam algum tempo a analisar o trabalho feito e identificar o que houve de pior e de melhor.

Ao identificar os erros cometidos, você pode aprimorar o planejamento dos próximos projetos, a fim de evitar que eles ocorram novamente. Enquanto isso, ao identificar as melhores práticas, você pode padronizá-las e adotá-las futuramente.

Realizar uma boa análise de riscos

O gestor de projetos lida diariamente com riscos. A questão do prazo é apenas um deles. Existem outros muito mais graves — como a possibilidade de chegar ao final do projeto e o resultado não corresponder ao planejado, por exemplo.

Com isso em mente, uma boa parte do sucesso de um projeto (e de seu gestor) é determinada pela sua capacidade de realizar uma análise de riscos precisa e realista, desde o começo. Identificando os riscos antes de dar o primeiro passo, você pode criar planos contingenciais para:

  • aceitar, quando o risco for de pequeno impacto ou extremamente improvável;
  • evitar, quando for possível impedir que a situação aconteça;
  • mitigar, quando somente for possível impedir parcialmente que a situação aconteça, atenuando seus efeitos;
  • transferir, quando for possível repassar o ônus a outra parte envolvida no projeto, como um fornecedor;
  • explorar, quando o risco for positivo — uma oportunidade.

Criar um dashboard

O dashboard, ou painel de controle, é uma ferramenta poderosa para o sucesso na gestão de projetos. Você sabe o que ele é?

Basicamente, trata-se de um painel reunindo todas as principais métricas usadas para controlar o projeto. De maneira geral, um projeto utiliza muitas métricas diferentes, relacionadas às várias áreas que estão envolvidas em sua execução. Ele pode ter KPIs de compras, de desenvolvimento, de finanças e de marketing.

Para o gestor entender, de fato, qual é o status do projeto, ele precisa não apenas ver essas métricas separadamente como também lado a lado, para traçar relações entre elas. Afinal, as áreas que atuam no projeto não trabalham isoladamente e o desempenho de uma pode afetar as demais. 

O dashboard, portanto, favorece a análise e a tomada de decisões. O melhor é que ele não é difícil de elaborar. Se você estiver usando um software de gestão de projetos, provavelmente conta com um dashboard gerado automaticamente. Se não, pode criá-lo simplesmente usando uma planilha de dados ou até mesmo com um quadro branco.

Escolher as pessoas certas

Nem sempre o gestor de projetos tem a chance de escolher quem vai integrar sua equipe. Muitas vezes, os colaboradores são “liberados” pelos gestores diretos conforme a conveniência do setor de origem. Mas, quando for possível ter uma influência sobre essa decisão, você deve fazer uma escolha consciente.

Busque colaboradores que trabalhem bem em equipe, que sejam atentos aos prazos, e abertos a trocar informações com os colegas. Leve em consideração, também, as características específicas do projeto. Você terá melhores resultados se procurar pessoas com habilidades e conhecimentos relevantes para o escopo e, claro, pessoas que tenham um interesse forte no projeto em si.

Avaliar bem a sua equipe

Existem diversos tipos de equipes. Algumas precisam de um gestor mais presente, com um nível mais alto de controle. Outros, precisam apenas de um gestor facilitador e são completamente capazes de apresentar um excelente desempenho com o mínimo de intervenção.

Para garantir o sucesso da gestão de projetos, você precisa ser capaz de identificar com qual tipo de equipe está lidando. Do contrário, vai cometer erros como:

  • dar liberdade demais a um grupo de profissionais que não está pronto para assumir responsabilidades adicionais, comprometendo os resultados;
  • sufocar a criatividade e motivação de profissionais de alta performance, sabotando o potencial.

Além disso, existe mais um fator que você deve levar em consideração. Equipes com perfil “high achieving” — isto é, perfil de grandes realizações — tendem a manter a capacidade de trabalho total por menos tempo. Isso é natural: se você estiver explorando todo o potencial dessas equipes, elas vão render muito, mas é um processo cansativo.

Dessa forma, você deve estar ainda mais atento ao tempo para a finalização do projeto. Projetos muito longos podem não ser indicados para equipes com esse perfil. Do contrário, pode emergir a chamada síndrome de burnout, caracterizada por extrema fatiga causada por estresse no trabalho.

Praticar a gestão de pessoas

O gestor de projetos não deixa de ser, também, um gestor de pessoas. Afinal, é responsável (ainda que temporariamente) por uma equipe de profissionais que precisam de motivação, de liderança, de aconselhamento para crescer.

É um grave erro acreditar que o gestor de projetos só precisa conhecer metodologias de gestão de projetos. Se não tiver algumas habilidades para lidar com pessoas, não vai conseguir alcançar o sucesso. 

É verdade que, dentro do tempo limitado que você tem à sua disposição para atingir resultados, pode ser difícil imaginar a prática da gestão de pessoas como parte da rotina. Quando você poderia realizar reuniões individuais para conversar com os membros da equipe ou fazer uma análise de desempenho de cada um?

Tudo bem, talvez não seja viável durante a execução do projeto. Porém, minimamente, você deve estar atento aos membros de sua equipe, para identificar quem está se destacando, quem está enfrentando dificuldades ou quem está desmotivado.

Um gestor concentrado apenas nos aspectos objetivos — tarefas, prazos, métricas — pode arruinar o sucesso do projeto. Especialmente se ele não notar os sinais de alerta emitidos pelas pessoas em sua equipe.

Oferecer feedback à equipe

Não é apenas o gestor de projetos que precisa de um retorno depois que o trabalho acaba. Toda a equipe também merece receber um feedback. Se não é possível fazer a prática do feedback consistente (que seria o ideal) devido ao prazo apertado do projeto, ofereça sua perspectiva depois que tudo tiver acabado.

Tenha em mente que esses colaboradores poderão fazer parte da sua equipe de novo, em um projeto futuro. Por isso, vale a pena oferecer um insight sobre como eles poderiam melhorar seu trabalho. Este não é apenas para o benefício da empresa ou do gestor, mas também do próprio funcionário, que terá a chance de evoluir como profissional.

Não se esqueça também de repassar esse feedback ao gestor direto de cada colaborador que participou do projeto. Essa informação pode ajudá-lo a definir se aquele funcionário merece uma promoção, por exemplo.

4. Como se tornar um gestor de projetos inovador?

Assim como qualquer profissional, o gestor de projetos tem que encarar a competitividade no mercado de trabalho. Destacar-se não é uma opção, é uma questão de sobrevivência. E os profissionais que recebem mais destaque são aqueles que apresentam um perfil inovador.

Inovar não é simples. É preciso ter visão, analisar o estado atual das coisas — nesse caso, a forma como a gestão de projetos é normalmente feita — e identificar oportunidades de melhoria.

Então, como você pode ser um gestor de projetos inovador e ganhar destaque nessa profissão?

Bom, a primeira coisa a fazer é buscar qualificação profissional. Por meio de uma especialização em Gestão de Projetos, você terá contato com:

  • conceitos;
  • estratégias;
  • técnicas;
  • ferramentas.

Conhecer esses elementos vai dar uma base sólida para analisar a maneira como a gestão de projetos é feita. E esse, como já vimos, é o primeiro passo para inovar. Correndo o risco de usar um cliché: antes de querer mudar o status quo, é preciso entendê-lo! Antes de tentar revolucionar o clássico, você precisa conhecê-lo.

Depois de investir em sua qualificação profissional, com uma pós-graduação e certificações, é hora de identificar as oportunidades de inovação. Existem algumas maneiras de fazer isso!

A primeira maneira é observar, nos projetos em que você trabalha, casos de ineficiência e desperdício. Toda inovação traz um aprimoramento, fazendo com que certo processo se torne mais eficiente ou enxuto.

Pense no avião, por exemplo, que aumentou a eficiência das viagens, permitindo que o homem atravessasse milhares de quilômetros em poucas horas. 

A segunda maneira é ficar atento às tendências do mundo da gestão de projetos. Acredite: nem toda inovação vem de uma ideia 100% nova. Você pode ser um gestor de projetos inovador, reconhecendo uma tendência de alto potencial e implementando-a rapidamente.

Como tudo no mundo corporativo, a gestão de projetos é muito dinâmica. Sempre surgem novas práticas. Por isso, se você quer estar sempre na vanguarda e se posicionar como um profissional inovador, deve manter-se muito bem informado. 

5. A gestão de projetos como escolha de carreira

Você já ouviu falar em “carreira em w”? Essa é uma novidade do mundo profissional que visa, justamente, englobar a gestão de projetos entre as possibilidades disponíveis para os funcionários. Vamos entender melhor?

Quando você entra em uma empresa, conquistando um emprego, tem três possibilidades de carreira a seguir:

  • administrativa;
  • operacional;
  • projetos.

A terceira opção surgiu, justamente, porque não se enquadra nas características típicas das outras duas. Antes da gestão de projetos se tornar uma alternativa independente de carreira, era apenas uma atividade adicional desempenhada pelos gestores administrativos e pelos especialistas operacionais.

Neste post, você mergulhou no mundo da gestão de projetos. Entendeu o que faz um gestor de projetos, descobriu as maiores dificuldades que esse profissional enfrenta e ainda aprendeu como ter sucesso e ser inovador nessa carreira. Ótimo! 

Se você chegou até aqui, depois de um post completo, é porque valoriza sua carreira. Então, que tal aprender o que o mercado de trabalho realmente procura? Ficou curioso? Aproveite e baixe o nosso guia de mercado de trabalho gratuito!