Conheça 5 consequências do microgerenciamento de equipes

Quem é (ou pretende ser em breve) responsável por uma equipe, geralmente compartilha uma mesma preocupação: o desejo de que as atividades desenvolvidas por esse grupo de profissionais sejam bem-sucedidas. Se isso se concretiza, tanto o gestor quanto seus colaboradores sairão beneficiados! O problema é quando essa preocupação se torna excessiva, levando o gestor a praticar o microgerenciamento.

Você por acaso sabe no que consiste essa prática e quais são seus efeitos sobre o time? Pois este é o tema do nosso post de hoje. Então acompanhe até o fim para entender por que você deve ficar longe do microgerenciamento!

O que é o microgerenciamento?

A prática do microgerenciamento é marcada pelo controle excessivo. É o que acontece quando o gestor observa de perto demais o trabalho da sua equipe, determinando como os profissionais devem proceder e fazendo cobranças sobre cada detalhe, por menor que seja.

Vamos tentar exemplificar, de maneira prática, como seria um caso de microgerenciamento. Imagine que o gestor precisa que seu colaborador prepare um relatório. Nesse caso, em vez de simplesmente pedir para o profissional fazer um relatório de vendas do último mês, ele dirá exatamente como o relatório deve ser feito, passo a passo. Isso quando não resolve ficar atrás da cadeira do colaborador, observando enquanto ele manipula o arquivo, dando instruções e avaliando o trabalho continuamente.

Vale a pena mencionar que, muitas vezes, o gestor que pratica o microgerenciamento não está preocupado em ensinar seu colaborador ou garantir que o trabalho seja feito da maneira mais eficiente. Ele apenas quer que a atividade seja concluída do seu jeito, como se ele mesmo a tivesse feito. Por esse motivo, o microgerenciamento costuma ser associado a uma tendência narcisista.

Quais são suas principais consequências?

O microgerenciamento dificilmente é considerado positivo, assim como suas consequências. Para você saber por que exatamente deve evitar essa prática, vamos apresentar aqui 5 de seus principais efeitos negativos. Vamos lá?

1. Relacionamento com os colaboradores

Quando você controla e critica excessivamente o trabalho da sua equipe, o resultado é um só: ressentimento. Nesse cenário, os colaboradores ficam com a impressão de que nada que eles fazem é reconhecido, que nunca conseguem atingir as expectativas do gestor. E é claro que isso afeta diretamente o apoio da equipe a esse líder. Logo começam a surgir reclamações. Você vê a equipe se afastar e todo novo colaborador é avisado sobre como é ruim trabalhar naquele setor. Em outras palavras: o clima organizacional é inexistente.

Outro efeito negativo dessa postura é visto em forma de prejuízo ao crescimento profissional do próprio gestor. Tenha em mente, afinal, que as empresas querem verdadeiros líderes, pessoas capazes de formar e motivar os colaboradores e um time. Assim, se seu comportamento cria rupturas e insatisfação, não atende ao perfil de gestor que as organizações procuram!

2. Autoconfiança e capacidade de autonomia

Quando são constantemente criticados pela maneira como executam suas tarefas, os colaboradores tendem a ficar inseguros. Nesse contexto, os profissionais logo vão parar de tomar qualquer iniciativa própria e começar, voluntariamente, a pedir a opinião do gestor a cada passo dado no trabalho.

A verdade é que, enquanto essa dependência pode parecer boa diante de um gestor que pratica o microgerenciamento, tal característica certamente poderá prejudicar o indivíduo quando ele estiver trabalhando com um gestor que sabe delegar e busca uma equipe proativa.

3. Obstáculos à melhoria continuada

Melhoria contínua significa encontrar meios cada vez mais eficazes de executar o trabalho, seja ele qual for. O detalhe é que isso é impossível quando a equipe está diante de um gestor que considera seu jeito de trabalhar como sendo o único correto.

Um gestor que pratica o microgerenciamento é tipicamente averso a sugestões e mudanças. Com isso, sua equipe tende a ficar estagnada. Nem precisamos detalhar como essa prática também se torna um problema para o negócio como um todo, certo? A organização fica para trás, parada no tempo. Enquanto isso, os concorrentes se abrem para as ideias dos colaboradores, usando esse input para impulsionar a inovação.

4. Rotatividade de colaboradores

Já mencionamos que, no caso de lidar com um gestor que microgerencia, o colaborador pode se submeter a essa postura, tornando-se cada vez mais dependente. Mas o que acontece com um profissional que preza mais por sua liberdade que pelo trabalho? E antes que você diga que isso não existe, pense 2 vezes! Sabia, por exemplo, que essa é uma marca forte dos profissionais jovens?

Em geral, os jovens estão mais dispostos a trocar de emprego que a ter que abrir mão de seus valores pessoais. E um desses valores é a independência para executar seu trabalho. Se você estiver diante deste tipo de profissional, portanto, ele provavelmente não aceitará se submeter a uma situação de controle excessivo. Como efeito, a rotatividade de colaboradores aumenta, gerando custos e prejudicando o avanço das atividades do setor, além de desestabilizar o restante da equipe.

5. Produtividade do próprio gestor

Esse é um efeito interessante: um gestor que pratica o microgerenciamento, em geral, trabalha muito. Afinal de contas, ele tem que acompanhar de perto cada mínima tarefa executada por cada um dos colaboradores da sua equipe. Por mais que ele esteja sempre ocupado, porém, sua produtividade é baixa. O motivo é simples: trabalhar muito não é sinônimo de trabalhar bem ou com inteligência. Enquanto gasta seu tempo dizendo ao colaborador qual fonte usar em uma apresentação de slides, poderia estar se dedicando a um planejamento estratégico. Enquanto indica os próximos passos de tarefas cotidianas, poderia estar elaborando treinamentos.

O gestor que pratica microgerenciamento usa mal seu tempo. Por isso, atrasa o andamento das atividades da sua equipe, bem como das atividades nas quais deveria realmente se concentrar. Imagine como a pouca produtividade desse profissional afeta sua imagem diante da empresa.

Agora, você já sabe quais são os 5 principais efeitos negativos do microgerenciamento. Para quem já é responsável por coordenar uma equipe, é bom refletir: será que você já fez isso em algum momento? Se a resposta for sim, tome cuidado! Procure adotar uma abordagem diferente, confiando nos seus colaboradores, delegando tarefas e abrindo espaço para colaborações espontâneas! Já se você ainda não é gestor, fica um aviso para, futuramente, evitar o microgerenciamento nas suas práticas!

E se você quer se tornar um gestor abrindo sua própria empresa, que tal aproveitar para ler também nosso post completo sobre oportunidades de novos negócios? Lá, você vai descobrir tudo o que precisa fazer para se capacitar e começar a empreender!

 

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