Conheça 6 erros comuns na hora de escolher um curso de especialização

Um curso de especialização — quando escolhido de forma criteriosa — traz experiência, bagagem ao currículo, maturidade profissional, pode gerar aumentos salariais e, é claro, melhores oportunidades de ascensão na carreira. Entretanto, é preciso conjugar com perfeição o timing para fazê-lo, o curso ideal ao seu contexto profissional, além da opção por uma instituição que tenha know-how para potencializar suas competências. 

Acreditar que um certificado de pós-graduação é garantia automática de sucesso na carreira é um erro cometido por muitos profissionais. Pensando nisso, nossos especialistas mostrarão a você, a partir de agora, os 6 erros que você não pode cometer na hora de escolher sua pós-graduação!

Pensar apenas no salário

Segundo um estudo divulgado em 2015 pela Catho Online, profissionais com pós-graduação chegam a ter salários até 70% superiores a quem estacionou com um diploma de graduação. Em Minas Gerais, quase 60% dos entrevistados em uma pesquisa realizada em 2015 informaram que tiveram salários reajustados após a conclusão da pós-graduação. O aumento no salário variou de 10% a 100%.

Estudos como os acima citados mostram a relação íntima entre aumento de salário e qualificação acadêmica permanente. Entretanto, é importante ter em mente que essa valorização é apenas uma consequência do alcance da excelência em sua área de trabalho, instrumentalizada por meio de cursos como o de especialização. O objetivo que deve ser buscado, portanto, é a expertise profissional, ou seja, ser o melhor possível, fazer a diferença em sua empresa.

Dessa maneira, escolha uma pós-graduação que faça sentido em sua carreira, com a qual você se identifique e tenha paixão. Paixão precede a excelência, cuja consequência inevitável é o prestígio financeiro na empresa.

Fazer uma especialização cujo conteúdo não pode ser aplicado na prática

O valor agregado da sua pós-graduação é potencializado quando você consegue aplicar seus conceitos e experimentos no dia a dia da empresa. Reflexões e práticas simuladas de exercício da liderança, gestão de pessoas e estratégias de negócios, por exemplo, devem ser colocados à prova nos projetos em que você for designado em sua organização.

É dessa conjunção entre o aprofundamento teórico do universo acadêmico com os desafios do negócio que nascem os grandes gestores. Quem opta por um curso sem aplicabilidade em sua vida laboral, acaba não aproveitando o máximo que um curso de pós-graduação pode lhe oferecer.

Não saber o timing de fazer um curso de pós-graduação

Não somente seus objetivos profissionais devem ser levados em consideração na escolha de seu curso de especialização, mas também o momento de sua carreira. Se você acabou de ser designado a um cargo que exige viagens constantes, infindáveis horas extras e pouco tempo para estudar, seu desempenho em um eventual curso de pós-graduação ficará comprometido, o que pode gerar frustrações e pouco valor agregado.

Outra questão que deve ser abordada diz respeito ao momento certo para fazer uma pós lato sensu ou stricto sensu. O ideal é que um curso de especialização lato sensu seja feito por quem já tem ao menos 1 ano de formado, esteja inserido no mercado de trabalho (ou em busca desse objetivo) e almeja aprimoramento para crescer dentro da empresa. Já o mestrado profissional, o mestrado acadêmico e o doutorado devem ser pensados por quem já tem uma ou mais especializações, já possui, no mínimo, 5 anos de formado e ocupe cargos gerenciais de alto impacto.

Quem comete o erro de pular etapas, em geral, não consegue usufruir tudo o que esses cursos têm a oferecer.

Ignorar novas tendências

As profissões mudam a partir da mudança da sociedade e é preciso ter visão de futuro para compreender o que é promissor e o que talvez não faça sentido daqui a alguns anos. Quem fez cursos de PABX na década de 80, por exemplo, tem em seus certificados apenas uma lembrança longínqua de um mundo que mudou radicalmente com os novos meios de comunicação instantânea.

Por outro lado, muitas outras novas carreiras (como cientista de dados, desenvolvedor de realidade aumentada e modelador para impressão de objetos 3D) vêm surgindo com o desenvolvimento de novas tecnologias (especialmente a Internet das Coisas — IoT). Não se esqueça de que o inovador de hoje é o antiquário de amanhã. Muitos estudantes se esquecem dessa premissa.

Não pesquisar sobre o curso, nem sobre a instituição

O mercado ainda valoriza muito os profissionais com pós-graduação. Na última pesquisa sobre o tema, em 2015, a consultoria Produtive mostrou que, nesse ano, os executivos com especialização tiveram aumento de 12,4% em relação ao ano anterior. Já aqueles que dispunham apenas de um diploma de graduação, tiveram reajuste de apenas 4,6%, em média.

A valorização existe, desde que o curso seja de excelência, devidamente registrado no Cadastro Nacional de Cursos de Pós-Graduação e ministrado por uma instituição credenciada. Assim, além da verificação de regularidade do curso, descubra se a instituição é credenciada pelo MEC. Vale lembrar que muitas Instituições de Ensino Superior (IES) que hoje são credenciadas pelo MEC têm chancelado cursos em instituições de baixa qualidade, o que representa uma terceirização da oferta. Muitos profissionais têm cometido o erro e não se atentar a esses detalhes.

Fazer uma pós-graduação pensando apenas no valor do curso

Segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior — Capes, (agência de fomento à pesquisa e à formação de acadêmicos do país), apenas 12% dos programas de pós-graduação brasileiros têm padrão internacional, levantamento que liga o sinal de alerta a muitos estudantes que entregam sua oportunidade de aperfeiçoamento profissional nas mãos da “faculdade mais em conta”.

Fazer sua especialização em uma instituição sem prestígio e anônima aos olhos do mercado, pouco acrescentará em sua carreira. O ideal é buscar instituições valorizadas pelas grandes empresas, com tradição em formar executivos no país e com padrão internacional.

Você sabia, por exemplo, que a melhor escola de negócios da América Latina (de acordo com o ranking 2016 de educação executiva feito pelo jornal britânico Financial Times) possui campi em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro? Sim, você não precisa ir aos Estados Unidos para adquirir uma certificação de excelência, desde que faça a escolha pensando na qualidade e não somente no investimento. Capacitação é coisa séria e deve ser feita em instituições de ponta, estratégia que costuma dar retorno exponencial em relação ao valor investido.

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