Conheça as 7 maiores tendências em gestão de pessoas

Não são apenas áreas como produção e marketing que passam por transformações dentro de uma empresa. A gestão de pessoas também está na mira de atualizações importantes. E todos os gestores — independentemente da área de atuação — precisam estar atentos a essas novidades.

Quer saber mais? Então, conheça as 7 maiores tendências em gestão de pessoas!

1. Busca por um propósito

Uma das maiores tendências é o movimento de profissionais que já não buscam mais apenas o salário como sinal de realização no trabalho. Em vez disso, buscam a realização de um propósito maior. Existe um desejo de fazer algo que impacte a sociedade e o planeta.

Por isso, para atrair os profissionais mais jovens, uma boa aposta é oferecer trabalhos que garantam essa oportunidade. Ainda mais, é preciso estar atento às causas que motivam os jovens. Alguns exemplos são:

  • preservação do meio-ambiente;

  • respeito aos animais;

  • desenvolvimento de modelos de economia colaborativa;

  • apoio a projetos voltados para a educação.

Mesmo que um determinado cargo em sua empresa não tenha efeito direto sobre essas causas, tudo bem. O que realmente importa é que o colaborador saiba que faz parte de uma organização que é ativamente envolvida nos assuntos que importam para a comunidade.

2. Employer branding

Branding é um termo que já faz parte do planejamento estratégico de muitas empresas. Mas agora, em vez de focar apenas na construção da marca para os clientes, também é tendência desenvolver o processo com foco nos profissionais.

Nessa tendência, o setor de Marketing terá um papel importante para a gestão de pessoas. Afinal, não se trata apenas de realizar o branding para os profissionais que já trabalham com sua empresa mas, principalmente, para os profissionais que estão no mercado de trabalho.

Quando bem executado, o employer branding permite atrair talentos promissores, formando uma equipe de sucesso que ajudará a alavancar os negócios.

3. Plano de carreira em W

Até agora, a tendência era o plano de carreira em Y. Nesse modelo, o profissional podia escolher entre seguir uma carreira em atividades operacionais ou perseguir cargos de gestão administrativa. Agora, existe uma terceira alternativa: a gestão de projetos.

Vale a pena reforçar que a gestão de projetos exige conhecimentos dos outros dois caminhos de carreira (gestão administrativa e atividade operacional) e, ainda, seus próprios conhecimentos específicos. Existem até mesmo certificações técnicas para quem deseja seguir essa alternativa profissional.

Portanto, não é simplesmente uma questão de deixar o colaborador escolher seu caminho. Para implementar o plano de carreira em W com sucesso, a empresa precisa adotar uma postura ativa em identificar colaboradores que tenham aptidão e potencial para a gestão de projetos e, ainda, aconselhá-los sobre como seguir esse caminho.

4. Job rotation

A prática do job rotation permite que o colaborador passe algum tempo trabalhando em diferentes áreas da empresa, antes de ser alocado definitivamente em um setor.

Essa prática é vista, principalmente, nos programas de trainee. Entretanto, a tendência está se estendendo à contratação de outros funcionários dentro das grandes organizações.

Por meio do job rotation, é possível entender melhor suas aptidões e selecionar uma posição que vai, realmente, aproveitar todo o seu potencial. Além disso, o colaborador adquire uma visão mais ampla sobre a empresa, seus processos, seus pontos fortes e fracos.

Mas essas não são as únicas vantagens de implementar o job rotation na sua empresa. Ele também é uma maneira de reforçar a integração dos novos funcionários, não apenas dentro do seu setor, mas com todas as equipes. Assim, é possível fomentar um ambiente de trabalho mais saudável e cooperativo.

5. Benefícios flexíveis

A tendência dos benefícios flexíveis vem para acabar com aquele velho pacote “vale alimentação e transporte”. Em vez disso, as empresas podem colocar à disposição dos colaboradores uma gama variada de benefícios; os colaboradores, por sua vez, terão “créditos” para escolher alguns desses benefícios. Por exemplo:

  • para a colaboradora que tem um filho pequeno, pode ser o auxílio-creche;

  • para o colaborador que se preocupa com a aparência e a boa forma, pode ser um convênio com academia;

  • para o colaborador que gosta de ir ao cinema e ao teatro, pode ser um vale-cultura.

Independentemente das preferências, todos serão atendidos.

É claro que esse tipo de programa de benefício exige políticas bem estabelecidas, transparentes, e um alto nível de organização e controle por parte da equipe de Recursos Humanos.

Ainda assim, a mudança vale a pena! Ela permite aumentar a motivação da sua equipe, pois cada pessoa receberá os benefícios que valoriza mais.

6. Treinamento a distância

Os treinamentos sempre foram um dilema para as empresas. Por um lado, são indispensáveis para garantir que sua equipe apresente um desempenho cada vez melhor e atinja os melhores resultados. Por outro lado, são difíceis de organizar.

Se o treinamento for durante o horário de trabalho, o fluxo dos processos é interrompido e a produtividade é prejudicada. Entretanto, se for depois do expediente ou nos finais de semana, é muito difícil obter a adesão dos funcionários.

Frente a essas questões, a tendência dos treinamentos à distância, facilitada pelas tecnologias EAD, está vindo com força total.

Ela resolve uma série de problemas, como a dificuldade de encontrar tempo para o treinamento e os gastos com deslocamento dos funcionários até o local das aulas.

Além disso, a possibilidade de realizar o treinamento a qualquer hora, em qualquer lugar, também é um ponto positivo na perspectiva dos próprios colaboradores. Por isso, o formato à distância conquista mais participantes ativos.

7. Home office

Cada vez mais empresas estão aderindo à contratação de funcionários para desempenhar atividades em casa — prática conhecida como home office.

Existem diversos benefícios nessa tendência: a empresa deixa de ser responsável pelo trabalhador em seu deslocamento de ida e vinda; o trabalhador, por sua vez, não gasta mais tempo com esse deslocamento — que, em alguns casos, poderia representar mais de três horas por dia — e, em vez disso, pode se dedicar a atividades produtivas.

O trabalhador pode flexibilizar seu horário, de maneira geral, focando em resultados (em vez de tempo de serviço). Na maioria dos casos, a empresa observa que a produtividade aumenta, mesmo sem o ritual de “bater ponto”.

A empresa pode economizar em consumo de luz, água, suprimentos de escritório e outros itens. Afinal, já que seus colaboradores estarão em casa, eles não serão necessários.

No post que acabou de ler, você conheceu algumas das principais tendências da gestão de pessoas para os próximos anos. Agora, que tal ver um outro lado da história? Confira nosso artigo sobre os 5 principais desafios da gestão de pessoas — e como superá-los!

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