Conheça os maiores sinais da síndrome de burnout

 

Um aviso prévio para não restarem dúvidas: este não é um post sobre Psicologia ou Medicina. Embora a síndrome de burnout realmente seja uma condição clínica, ela tem tudo a ver com negócios e, principalmente, com gestão de equipes.

Burnout é um termo em inglês que pode ser traduzido como esgotamento. Dá para imaginar, portanto, que essa síndrome está relacionada a um quadro de cansaço e estresse intenso, gerado pelo trabalho. Nesse cenário, o líder desempenha papel importante: evitar que essa situação afete seus colaboradores.

Neste post, você vai entender melhor o que é a síndrome de burnout, aproveitando para descobrir seus maiores sintomas. Assim você conseguirá identificá-la logo nos estágios iniciais, antes que se torne um problema sério. Pronto? Então vamos lá!

Entendendo o burnout

Como explicamos anteriormente, a síndrome de burnout começa a surgir quando a relação com o trabalho ultrapassa limites considerados saudáveis. Algumas das principais causas para esse quadro são:

  • cobrança excessiva tanto externa quanto interna — do próprio profissional;
  • horários pesados de trabalho — caso de quem faz muitas horas extras ou equilibra mais de um emprego;
  • acúmulo de tarefas;
  • prazos e metas irracionais;
  • clima organizacional negativo.

Nesse cenário, o colaborador perde a motivação, mas dificilmente para de trabalhar. A situação se prolonga até que corpo e mente protestam. Quando isso acontece, a síndrome de burnout já está instalada e pode provocar problemas ainda maiores, como depressão ou enfraquecimento da imunidade do organismo.

Conhecendo os sintomas

Prestando atenção aos sinais que você vai conferir agora, é possível identificar quando um colaborador começa a enfrentar a síndrome de burnout. Nesse momento, o líder pode interferir para evitar que o quadro se agrave. Acompanhe!

Irritação e distanciamento

Embora o colaborador saiba que seus colegas não são diretamente responsáveis pela situação, a síndrome de burnout causa um sentimento de irritação que gera reflexos negativos no relacionamento com a equipe. Podem surgir conflitos tanto na forma de confrontos diretos como na forma de barreira entre esse profissional e demais funcionários.

Sabendo disso, o líder deve ficar atento para notar se alguém em sua equipe está repentinamente tendo problemas de relacionamento com os demais. Verificando esse sinal, é preciso ligar o alerta, porque pode ser um caso de burnout.

Falta de atenção

Os perfis perfeccionistas tendem a sofrer mais estresse. Por esse motivo, esses profissionais são fortes candidatos a desenvolver a síndrome de burnout. Afinal, imagine como é exaustivo, ao longo do tempo, preocupar-se excessivamente com cada pequeno detalhe do seu trabalho.

Como resultado da síndrome, o cansaço faz com que, por mais que a pessoa seja perfeccionista, comece a deixar passar erros, finalizando suas atividades com menos qualidade. Esse, aliás, é um grande problema, uma vez que a sensação de fracasso e incompetência decorrente só agrava a síndrome, criando um círculo vicioso.

Nesse caso, a análise é bem simples: notou um funcionário costumeiramente perfeccionista e cuidadoso que, de repente, começou a cometer erros bobos? Fique atento, porque ele possivelmente pode estar enfrentando a síndrome de burnout.

Queda na produtividade

Além da qualidade do trabalho em si, a eficiência também é afetada pela síndrome de burnout. Isso porque o esgotamento faz com que o colaborador caia em um estado de apatia que simplesmente impede o rendimento ideal.

O problema é que falta de produtividade pode ser um sintoma não apenas do burnout. Por isso, é preciso descartar outras possibilidades antes de chegar a uma conclusão. O funcionário pode apenas ser inexperiente e não saber gerenciar o próprio tempo, ter baixo engajamento com a empresa ou ser um procrastinador por natureza! Investigue antes de definir uma ação para combater a improdutividade.

Ausências e atrasos frequentes

Quando o profissional sente o esgotamento realmente pesar, pode não ter a energia ou a motivação para sequer comparecer ao trabalho. É aí que faltas e atrasos não justificados começam a acontecer.

Na verdade, esse não é um sintoma inicial, pois o cansaço já superou o senso de responsabilidade. Dessa forma, se essa situação começa a acontecer, é possível que a síndrome já esteja afetando fortemente o profissional. Nesse ponto, se não há uma intervenção, pode ser que decisões definitivas sejam tomadas — como mudar de emprego.

Aprendendo a ajudar

Já que a síndrome de burnout tem origem no ambiente de trabalho, o gestor pode tomar algumas medidas para prevenir essa situação e também para reagir quando o quadro efetivamente aparece. Veja agora 3 atitudes que você pode tomar para ajudar um colaborador que enfrenta esse problema.

Tenha bom senso

Se o colaborador já está com esgotamento, você não pode esperar bons resultados se cobrá-lo ainda mais. Portanto, se possível, tente repassar algumas tarefas a outros membros da equipe ou pedir que outros colaboradores ajudem a finalizar as atividades em andamento.

Demonstre empatia

No caso do burnout, assim como outros indivíduos com problemas de natureza psicológica, a falta de empatia dos colegas acaba se mostrando bastante comum. Isso acontece porque, em geral, as pessoas olham para esse indivíduo e não veem nada de errado com ele: sua aparência é saudável, mesmo que ele se sinta mal. Muitas vezes, portanto, esse caso é estigmatizado como preguiça ou pura fraqueza.

É papel do líder mostrar que alguém está prestando atenção. Ao saber que o próprio gestor entende e se importa com sua situação, esse colaborador enfrentará o burnout sem qualquer sentimento de culpa ou frustração, o que ajuda em sua superação.

Identifique pontos a melhorar

Identificar colaboradores com síndrome de burnout deve abrir os olhos da gestão da empresa para os pontos a melhorar na maneira como os funcionários são tratados. É essencial entender cada caso como uma oportunidade para aprimorar a maneira como a organização cuida de seus profissionais.

Com esse propósito, os gestores devem conversar abertamente com aqueles colaboradores que dão sinais de esgotamento para saber qual está sendo o papel da empresa nessa situação e como seria possível aliviar a tensão. É o momento de traçar estratégias para obter produtividade por meio da motivação e não da pressão. Além de ser uma atitude que beneficiará os colaboradores, no longo prazo, isso também ajuda a transformar a empresa em uma referência de boas práticas de RH.

Agora comente aqui e nos conte: você tem ou já teve casos de funcionários com a síndrome de burnout em sua equipe? Como tratou a situação? Compartilhe suas experiências com outros gestores, deixando um comentário neste post!

 

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