Empowerment: entenda a importância dessa estratégia

Empowerment (empoderamento, em português) é uma palavra que ganhou bastante força nos últimos anos. E esse poder todo continua crescendo! Como sempre reflete as mudanças vividas pela sociedade, o mercado de trabalho não ficou de fora. Quer saber como empowerment e mercado de trabalho se relacionam? Pois continue acompanhando nosso post para conhecer um pouco mais sobre essa estratégia!

O que significa empowerment?

Empowerment é uma estratégia usada por líderes com o intuito de aproveitar melhor o capital humano da empresa. Na prática, esse aproveitamento se dá por meio da delegação de poder e da integração do profissional em todos os processos produtivos.

Mas atenção: isso definitivamente não quer dizer que o colaborador assume as responsabilidades do líder com um salário menor, mas sim que passa a também ter autonomia de decisão, não precisando mais recorrer às instâncias superiores a todo momento. Além disso, o profissional ainda fica inteirado das informações relevantes para o negócio, tendo em mãos as informações necessárias para propor mudanças.

Que vantagens o empoderamento traz?

Por incrível que pareça, um dos principais empecilhos para o crescimento e a implantação do empowerment em muitas empresas são seus próprios gestores, que, por se colocarem em uma posição competitiva, temem perder a autoridade diante dos liderados. Você é um líder que compartilha desse pensamento? Então precisa mudar agora mesmo seus conceitos!

A verdade é que empoderar alguém não significa ceder sua autoridade, mas sim diminuir o engessamento que afeta tanto seu crescimento, já que provavelmente está sempre sobrecarregado, como a evolução da empresa, que fica estagnada diante de um mercado que evolui a cada dia.

Redução da burocracia

Para que o empowerment funcione, é preciso descentralizar responsabilidades — levando em conta, é claro, os cargos e funções de cada um. Na prática, são muitos os negócios que hierarquizam tanto sua estrutura que até para tomar uma decisão mais simples, como definir a cor de um cartão de agradecimento ao cliente, por exemplo, o colaborador tem que pedir aprovação da direção.

Acabar com esse comportamento é uma forma de simplificar os processos em si, dando andamento mais ágil à resolução de problemas. Isso ajuda a empresa a ganhar equilíbrio e a reduzir toda a burocracia que acaba travando seu crescimento.

Potencial competitivo

Morosidade e burocracia também representam perda de dinheiro para as empresas, que se veem sempre vencidas pela concorrência. Em uma equipe autônoma, o período decorrido desde a criação de uma ideia até sua efetiva implementação no mercado diminui, o que representa uma vantagem competitiva e tanto em um mercado sedento por novidades, que não aceita esperar.

Satisfação dos colaboradores

Uma característica bem marcante dos profissionais brasileiros de hoje é facilmente notada pela busca por algo além de um bom salário no trabalho. O que esses profissionais querem inclui oportunidades de aprendizado e crescimento profissional, qualidade de vida e satisfação pessoal. Sabia que a adoção de uma cultura organizacional com base no empowerment favorece essa busca?

Fazendo essa escolha, a organização mostra que é diferente e madura o suficiente para pensar em seus profissionais e não apenas nos lucros. E essa atitude se reflete em colaboradores mais satisfeitos, motivados e produtivos.

Reconhecimento de talentos

Toda organização precisa ter em seu quadro de colaboradores profissionais com perfil multitasking — com múltiplas habilidades, capazes de atuar com qualidade em diferentes atividades. E por mais que muitos possuam essa capacidade, as vezes são subaproveitados e não encontram a oportunidade de demonstrá-la. Um desperdício enorme, não concorda?

Então entenda desde já: dar grandes responsabilidades a um profissional é uma forma de testá-lo e, ao mesmo tempo, reconhecer seu potencial. E não existe estratégia melhor para despertar e reter um talento que essa!

Fidelização de clientes

Os clientes também são diretamente beneficiados pela prática do empowerment nas organizações. Isso porque, nesse contexto, eles se deparam com colaboradores mais preparados, realmente capacitados para tirar suas dúvidas e resolver os problemas que eventualmente surgirem.

E tudo isso acontece sem que seja preciso passar por várias instâncias da empresa, como costuma acontecer em diversos atendimentos telefônicos, por exemplo. O resultado? Clientes mais satisfeitos e fiéis à marca!

Como implementar essa estratégia?

Para promover o empowerment, não basta deixar o colaborador responsável pela tomada de decisões sozinho, sem os recursos necessários para que consiga fazer boas escolhas. Colaboração: essa é a palavra que melhor define essa estratégia. O líder deve ajudar, preparando sua equipe para atuar com mais autonomia. Para isso, é necessário tomar algumas atitudes. Veja!

Escolher as pessoas certas

No início do processo de empoderamento, é importante escolher profissionais-chave que poderão conduzir adequadamente o resto da equipe e lidar com a autonomia sem ultrapassar limites.

No momento da escolha, portanto, o gestor não deve considerar somente aquele colaborador com quem mais tem proximidade, mas sim aquele que mostra iniciativa e proatividade, que tem perfil de liderança. É preciso garantir que esse profissional se relacione bem interpessoalmente e tenha a capacidade de tomar decisões acertadas.

Compartilhar informações

Sem entender a situação da empresa em que trabalha, inteirando-se sobre processos produtivos, oportunidades, ameaças, market share e até mesmo sobre a situação financeira, o resultado só pode ser um: o profissional fica perdido. Nesse cenário, como saber qual é o orçamento disponível para propor uma nova ideia ou quais desafios precisam ser vencidos?

Não restam dúvidas: a informação definitivamente é a melhor ferramenta para a tomada de decisões corretas, uma vez que elimina as incertezas. Por isso, a primeira atitude da gestão em relação à implementação do empowerment deve ser compartilhar tudo aquilo que facilite o entendimento sobre a realidade em que um negócio se encontra. É preciso ir além do que pode ou não pode ser feito.

Reduzir a hierarquia

Antes de pedir que seus colaboradores tenham mais autonomia, observe se está fornecendo a infraestrutura necessária para isso. Como líder de uma equipe, talvez sua visão seja inovadora, mas o presidente da empresa pode não pensar da mesma forma. E esse embate acaba travando os funcionários.

A verdade é que o empowerment simplesmente não funciona em empresas que têm uma estrutura rígida e hierárquica. Lembre-se, afinal, de que o conceito de empoderar é dar à equipe a capacidade de se autogerenciar, sem supervisão constante ou ter que pedir permissão para tomar toda e qualquer decisão.

Confiar nos profissionais

Não adianta trazer o conceito de empowerment para a empresa se, no dia a dia, você está sempre preocupado com o que os colaboradores fazem e não confia no potencial da equipe. O único resultado que isso gera vem em forma de ansiedade, tensão e desespero dos profissionais para provar seu potencial. E é claro que essas características impedem o bom rendimento e a realização de um trabalho de qualidade. Confie naqueles que o cercam!

Corrigir falhas

Nada de pressa! O processo de adaptação ao empowerment não é rápido e precisará de adaptações ao longo do caminho. Diante desse aspecto, os erros podem acontecer. O líder precisa, assim, adotar uma postura flexível diante das falhas. Até porque dar autonomia também é permitir que as pessoas errem! Funcionando como importantes instrumentos de aprendizado, os tropeços devem ser corrigidos e não punidos.

Fornecer feedbacks

Nenhuma equipe estará 100% pronta de um dia para o outro. O líder precisa, assim, trabalhar em parceria, fornecendo feedbacks, fazendo as alterações necessárias e sugerindo maneiras de vencer desafios, até que o time tenha a capacidade de agir com total autonomia.

Se você chegou até aqui, sabe que delegar não é sinônimo de abrir mão, certo? Aliás, muito pelo contrário! Delegar significa preparar o outro e demonstrar confiança de que ele é capaz de fazer algo positivo. E para que isso dê certo, é preciso acompanhar o processo, dando retornos construtivos sempre que necessário.

Você acredita e já implementa o empowerment na sua empresa? Para desenvolver essa estratégia com mais eficácia, o líder também precisa se capacitar, sabia? Por isso, não deixe de conferir este post que trata da importância da especialização para cargos de gestão!

 

2 Comentários

  1. Tiagosays:

    Excelente matéria. Expressa exatamente o que penso e tento fazer com a equipe.

    • Isadora Gontijosays:

      Olá Thiago,

      Agradecemos o elogio e esperamos que o conteúdo tenha ajudado nas demandas com a sua equipe. Você pode assinar nossa Newsletter e quinzenalmente enviaremos outros posts do Blog como este.

      Em caso de dúvidas estamos à disposição.

      Isadora Gontijo – Fundação Dom Cabral

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