Entenda o poder da cultura organizacional para a sua empresa

 

Cultura organizacional não é mais uma outra peça do quebra-cabeça, ela é o quebra-cabeça. A cultura não é algo que uma organização possui. Uma cultura é algo que uma organização é.” A definição de Pacanowsky e O’Donell-Trujillo expressa em poucas palavras o conceito de cultura organizacional como o vemos: um conjunto de valores compartilhado por todos os membros da organização, formando crenças, costumes, ideias, pensamentos e atitudes. E essa perspectiva é resumida em ainda menos palavras por Deal e Kennedy, que afirmam que “cultura é a forma com que fazemos as coisas”. Simples, não é? Nem tanto.

Dentro dessas definições existe uma infinidade de variáveis que compõem a cultura organizacional e impactam diretamente na sua empresa. Quer entender melhor tudo isso? Então acompanhe nosso post de hoje!

O poder do quem somos

Uma empresa é composta por diversos profissionais, cada um com seus próprios valores, suas crenças e atitudes pessoais. Construídas ao longo do tempo, essas características foram moldadas pelas interações de cada indivíduo com seus círculos de convivência.

Quando reunimos vários perfis dentro de uma organização, o que temos é um universo multicultural, difuso e desordenado. Conforme essas pessoas convivem, vão construindo seus próprios padrões comportamentais, identificando valores compartilhados e afinidades. Uns influenciam os outros. E os padrões predominantes acabam sendo incorporados, formando a cultura organizacional.

Quando esse processo se consolida, a empresa consegue definir precisamente quem ela é, quais são seus valores, suas prioridades e seu propósito de existência. Antes disso, fica difícil preencher o campo do quem somos, destacado em todas as peças de comunicação. Tomando corpo, esse conceito passa a ser defendido por todos os membros da organização. A empresa tem, a partir daí, uma identidade corporativa sólida, está pronta para mostrar ao mundo quem de fato é.

O poder da criação de significados

A cultura organizacional é resultado de um processo histórico. Leva, portanto, algum tempo para ser construída. Sua edificação é feita basicamente por meio da interação entre as pessoas que nela trabalham, o que faz da comunicação o principal agente transformador da cultura nas organizações.

Quando as pessoas se comunicam, trocam conhecimento e constroem significados. Pense em uma cultura exótica sob seu ponto de vista: a oriental, por exemplo. Os costumes no Japão foram construídos com o passar do tempo, com a transmissão de conhecimentos acontecendo de geração a geração. Hoje, ninguém pergunta por que se deve reverenciar uma autoridade, pois já é fato consumado. Fica automático. Isso acontece porque o significado está internalizado, a cultura está incorporada.

Na empresa, quando a cultura organizacional está incorporada, as pessoas se sentem parte do todo, vestem a camisa e têm orgulho do que fazem. Nesse cenário, os colaboradores se tornam promotores da marca que representam tanto quando estão dentro como quando estão fora do trabalho. E, como sabemos, pessoas comprometidas são mais produtivas, criam um ambiente de trabalho mais saudável, estão dispostas a assumir desafios e a compartilhar resultados. Por tudo isso e muito mais, geram mais valor para a organização.

O poder da mudança

Estamos inseridos em um mercado altamente competitivo, que exige a busca por elementos de diferenciação a cada passo dado a fim de se manter o posicionamento da marca, o market share, a reputação e as vendas. Essa dinâmica demanda empresas flexíveis, altamente capazes de se adaptar a novas situações, de preferência em questão de horas. É por isso que os modelos tradicionais, hierarquizados e burocráticos, estão sumindo. É a vez das empresas prontas para mudar quantas vezes forem necessárias.

O detalhe é que toda mudança implica mexer em assuntos consolidados, tirando as pessoas do comodismo, dos padrões adotados. E isso impacta diretamente na cultura organizacional. Frases como “não se mexe em time que está ganhando” ou “sempre fizemos dessa maneira” são barreiras comuns no universo organizacional. As mudanças só se processam se há envolvimento de todos, se a cultura organizacional perceber as transformações como algo natural, necessário e desejado. Caso contrário, os obstáculos para seguir em frente serão enormes.

É por isso que ouvimos falar tanto em culture codes por aí: códigos culturais que abraçam a inovação, a flexibilidade, a mudança e os riscos como parte da identidade corporativa. Daí surgem empresas que veem no aprendizado constante formas de incorporar o novo, mesmo que isso signifique se reinventar a cada dia para se manter firme na competição. No fim das contas, a cultura da mudança traz oportunidades para a organização, abre espaço para o novo, o inédito. Os riscos são vistos como oportunidades e as pessoas estão prontas para aproveitá-las.

O poder dos resultados

Podemos listar uma quantidade enorme de empresas que vêm tendo êxito com o desenvolvimento de uma cultura organizacional consistente, pautada na comunicação, no feedback e na cooperação. Aliás, sabia que você provavelmente está em contato com elas diariamente? Estamos falando do Google, Facebook e Clearsale, por exemplo. A lista das empresas mais amadas do Brasil pode dar uma ideia de quantas delas estão investindo em uma cultura fortalecida para aprimorar seus resultados.

Mas, afinal, que tipo de resultados são esses? Primeiramente, vemos o reflexo interno da cultura organizacional: o ambiente é saudável, colaborativo e propício à troca de experiências. As pessoas são mais felizes e produtivas. O absenteísmo e o turnover são reduzidos, enquanto a retenção de talentos sobe às alturas.

E é claro que esse cenário impacta diretamente nos clientes da empresa, já que a qualidade do atendimento melhora, gerando satisfação, fidelização e promoção da marca. Clientes felizes e engajados geram maior receita, compram mais vezes, aumentam o ticket médio e recomendam produtos e serviços para outras pessoas, criando uma cadeia de valor inquebrável para o negócio.

E o melhor é que todo mundo sai ganhando! Os funcionários sentem orgulho de trabalhar em uma empresa que os valoriza, refletindo essa satisfação para amigos e familiares. Sua permanência preserva o capital intelectual do negócio, reduz custos com desligamentos e favorece o fortalecimento da cultura organizacional para as próximas gerações. Clientes, fornecedores, parceiros, investidores e demais stakeholders percebem esse contexto, passando a admirar a empresa e querer fortalecer laços com ela, fazendo negócios, participando do sucesso. Tudo isso constrói uma cadeia produtiva mais forte, o que impacta no cenário econômico de todo o seu nicho de mercado. Finalmente, a organização ganha com resultados financeiros, reputação, sustentabilidade e perpetuidade.

E você, por acaso sabia que a cultura organizacional tem tanto valor assim? Que tal fazer com que mais pessoas conheçam essas vantagens? Compartilhe este post nas redes sociais!

 

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