Entenda quando é hora de mudar de emprego

Devidamente inseridos no mercado, o objetivo de 10 entre cada 10 profissionais costuma ser ascender na carreira. Na prática, o caminho se mostra longo, exige esforço, dedicação e muito investimento em capacitação. Diante de tal cenário, não é incomum momentos de insatisfação sentindo que a carreira anda estagnada, mas ainda assim sem saber o que fazer.

E é aí que costumam bater as dúvidas: Será que é hora de pedir demissão e encontrar uma nova colocação? Quando é hora de mudar de emprego? Essa mudança realmente vai ajudar? Se esse é o seu caso, não se preocupe mais! Vamos mostrar neste post alguns indicativos que detalham quando você deve mudar de emprego e tomar decisões sem medo, seguido de ótimas dicas para recolocação profissional. Confira!

Os sinais de que é preciso mudar

Antes de pedir as contas e procurar nova colocação no mercado, é preciso avaliar a sua real situação no emprego, considerando o nível de (in)satisfação e as consequências a partir de suas decisões. É importante ponderar o que deseja para o presente e o futuro, ou corre riscos de um futuro sem planejamento e com consequências problemáticas.

Esse momento exige frieza de análise e consideração sincera quanto a sua realização no trabalho. Para facilitar o diagnóstico, tente guiar o raciocínio por algumas perguntas-chave. Separamos aqui as principais!

Qual a minha relação com os colegas de trabalho?

Acredite ou não, um bom ambiente corporativo influencia diretamente sua satisfação em relação ao emprego. Nesse sentido, uma conexão saudável com os colegas tende a diminuir a sensação de descontentamento; mas, conflitos, relações mal estabelecidas e falta de empatia geram problemas que não podem ser recorrentes na rotina de uma empresa.

Qual a minha relação com os líderes?

Você sente que vem recebendo o apoio ideal da chefia e que tem suas opiniões, críticas e sugestões escutadas e avaliadas? Você recebe feedbacks constantes sobre seu trabalho e tem uma posição clara da gestão sobre a possibilidade de aumentos e promoções? Já passou por alguma situação constrangedora ou que tenha se sentido assediado?

O relacionamento com os líderes é um dos tópicos mais delicados, afinal é uma das maiores causas em pedidos de demissão dentro de empresas brasileiras. Nem sempre é preciso responder essas perguntas para saber se a sua situação no trabalho anda bem ou não. A convivência ruim fica clara e interfere no desempenho, tornando-se um bom motivo para definir quando é hora de mudar de emprego.

Qual a possibilidade de atuar em outros setores da empresa?

Nem sempre a mudança que você busca está associada a uma promoção. Por vezes, apenas se movimentar na empresa, procurando posição em outro setor, já pode ser o suficiente para expandir suas perspectivas de ascensão profissional. Portanto, é mais do que válido avaliar se o remanejamento é possível e trará benefícios.

Qual é o meu salário?

Mesmo que o seu relacionamento com líderes e com a equipe sejam excelentes, não podemos ser hipócritas: a remuneração ainda é um fator predominante para continuar em uma empresa. Então, a depender do tempo em que você está no seu cargo, avalie se o salário é justo para suas funções ou se há possibilidade de mudanças relevantes.

Qual o meu nível de avanço e crescimento?

Outro fator de extrema relevância no dia a dia de trabalho são as oportunidades de crescimento que ele oferece. Se, com o passar do tempo, você tem percebido que não é desafiado, não participa de cursos ou treinamentos internos, e, assim, não sai do lugar, talvez uma mudança seja o melhor caminho para sua qualificação.

Qual a minha relação com a empresa?

Encontrar uma empresa que reconheça, respeite seus colaboradores, promova bons relacionamentos interpessoais, tenha espaço aberto para o diálogo e ofereça chances de desenvolvimento é o sonho de muitos profissionais.

Caso a instituição em que você trabalha se encaixa nesse perfil, avalie se a mudança será realmente boa. Para isso, pense em quais são os seus objetivos, valores e filosofia de trabalho, perguntando a si mesmo: meus valores estão realmente desalinhados com a proposta da organização? Ou estou apenas entediado com o trabalho que tenho feito?

Nesse caso, ter uma conversa sincera com os líderes e pedir novos desafios pode ser um caminho mais fácil do que simplesmente pedir demissão. Se o total ou a maioria das respostas levar para um viés negativo, você já tem sinais claros de que realmente é preciso tomar uma atitude drástica. Outros aspectos similares podem ser percebidos mesmo em sua rotina. Por exemplo:

  • você vive de mau humor;
  • acorda todos os dias desanimado para o trabalho;
  • tem sua saúde mental, física e emocional afetada;
  • parou de aprender;
  • não consegue mais enxergar pontos positivos no que faz;
  • não se preocupa com o seu desempenho ou com os resultados;
  • sonha em ser demitido.

Notar algumas dessas afirmações durante a rotina é sinal de que chegou a hora de mudar. No entanto, antes de realmente pedir as contas, ainda é preciso avaliar fatores externos para ter certeza de quando é hora de mudar de emprego. E é sobre isso que falaremos a partir de agora!

A avaliação do contexto mercadológico

Depois de ponderar todos os itens do tópico anterior e perceber que sua situação profissional não é satisfatória ou que a empresa não oferece condições para atender a suas demandas, respire, tenha calma e pense em mais alguns pontos! Também é preciso avaliar como anda o mercado de trabalho para sua área, já que o cenário pode ser mais desanimador do que o emprego atual.

Não é novidade que vivemos uma crise econômica e política grave, sem sinais de melhora em curto prazo. Com isso em mente, pare por um momento e pense: será que a empresa atual está apenas oferecendo aquilo que é capaz nesse contexto?

Para confirmar essa impressão, converse com colegas de outras organizações e entenda:

  • como andam as faixas salariais;
  • os benefícios e direitos;
  • as próprias perspectivas de crescimento dessas organizações.

Se você perceber que o seu local de trabalho está usando a crise como desculpa ou se simplesmente não aguenta mais continuar na situação em que está, não tenha medo da mudança! Porém, caso a empresa esteja realmente caminhando de acordo com o contexto atual, repense suas escolhas.

Para decisões menos traumática, vale pesquisar fontes jornalísticas sobre a situação da economia e ler publicações especializadas no seu setor para verificar a status atual do mercado e das empresas que você deseja ingressar.

Igualmente interessante é procurar uma consultoria para recolocação profissional — como headhunters ou agências de emprego. Feito isso, você terá uma visão melhor de como seu processo de reinserção no mercado pode acontecer e, com isso, avaliar se sair do emprego atual é realmente urgente ou se pode aguardar a melhoria do cenário geral.

A efetiva saída do emprego

Resolveu mesmo sair do trabalho? Nesse caso, não se esqueça que é importante deixar as portas abertas. Isso significa não criar conflitos desnecessários com colegas, lideranças ou clientes.

Primeiramente, evite incentivar fofocas ao tornar público para os colegas que você está insatisfeito — principalmente se ainda não tiver decidido. Ao mesmo tempo, aposte no diálogo com chefes, gestores e coordenadores e seja o mais franco possível, listando os pontos que não estão agradando.

Mesmo que não tenha um retorno motivador, com certeza receberá uma perspectiva clara do que a organização pode ou não oferecer. Nesse caso, seja o mais respeitoso possível, diga que está em busca de outras oportunidades, mas agradece pelo tempo e experiência que lhe foi oferecido.

Também converse com profissionais de Recursos Humanos da empresa. Eles são especialistas em mediar conflitos e estão aptos a buscar soluções adequadas para suas demandas. Além disso, caso você realmente saia do trabalho, saiba que precisa cumprir uma série de obrigações legais, como o aviso prévio e até o pagamento de multas rescisórias.

A procura por uma recolocação

Não é porque você decidiu sair do emprego que deseja engrossar as estatísticas de desemprego, não é mesmo? Portanto, esteja preparado para conseguir uma recolocação ágil e condizente com suas demandas profissionais.

Nesse caminho, o primeiro passo consiste em procurar ajuda especializada de agências de emprego e headhunters. Esses profissionais vão analisar seu currículo e seu perfil para procurar instituições que sejam alinhadas com sua demanda. Redes sociais como o LinkedIn também são ótimos locais para encontrar boas oportunidades e ficar visível aos olhos das empresas.

Além disso, deixe claro para amigos e colegas de profissão que você está em busca de novos desafios profissionais. Nessa etapa, é importante usar sua rede de contatos para tentar indicações e descobrir oportunidades de emprego.

Não deixe nunca de buscar formas para qualificar seu currículo! Uma boa dica é procurar cursos de pós-graduação, como uma especialização. A atualização de suas competências é crucial para colocá-lo em sintonia com as demandas do mercado, gerando boa oportunidade para melhorar o networking e, consequentemente, ampliar as possibilidades de reinserção no mercado!

Uma pesquisa do LinkedIn, em 2014, revelou quais são as 25 habilidades mais apreciadas pelos recrutadores na hora da contratação. Quase todas estão ligadas a capacidades tecnológicas, como: análise de dados e criação de estratégias em SEO e SEM Marketing, por exemplo.

Por fim, é importante saber que decidir quando é hora de mudar de emprego deve ser uma decisão estratégica e planejada. Por isso, tenha um plano de carreira bem estabelecido e pontue suas metas profissionais em médio e longo prazo. Dessa forma, trocar de trabalho não significará trocar de problema, mas dar um passo adiante no seu crescimento profissional.

Formas de acelerar sua recolocação profissional

Depois de iniciar a procura pela recolocação profissional, chegou a hora de aprender algumas dicas para acelerá-la. É importante lembrar que cada empresa possui suas necessidades na busca por um candidato ideal, e por isso não existe uma fórmula pronta para garantir a contratação. No entanto, algumas dicas valem ouro para aumentar a suas chances! Confira algumas delas:

Conheça o seu perfil profissional

Avaliar quando é hora de mudar de emprego também envolve reflexão. Antes de sair distribuindo currículos, visite seu histórico profissional e liste quais situações mais te incomodaram, como você lidou com elas, em que se destacou e em quais aspectos falhou. O que foi positivo servirá como base para as futuras oportunidades, e o lado negativo servirá como sinal de alerta para melhorias pessoais.

Sem essa avaliação pessoal, você corre o risco de se inscrever em vagas que não são compatíveis ou que estão além das competências que possui no momento. Saiba que esse erro pode atrasar sua recolocação no mercado!

Descubra e melhore seus pontos fracos

Depois da autoavaliação, dê atenção especial aos seus pontos fracos. Mas seja sincero consigo mesmo! Não adianta acrescentar “inglês fluente” no currículo, por exemplo, e não conseguir manter diálogo na língua, ou pontuar que você conhece todas as ferramentas do pacote Office e não entender nada de Excel.

Descobrir seus pontos fracos dará a oportunidade de se qualificar e se preparar para vagas melhores, além de evitar “queimar o filme” entregando um currículo mentiroso. Não tenha medo de dizer quem você é aos recrutadores, só deixe claro que você conhece suas fraquezas e está focado em melhorá-las para crescer na carreira.

Lembre do networking

Timidez não é uma boa palavra para quem quer mudar de emprego. Se a sua rede de pessoas mais próximas e colegas de profissão não sabe que você está em busca de uma oportunidade, como eles poderão ajudar a encontrá-la?

Muitas empresas ainda priorizam candidatos que são indicados por profissionais conhecidos e de confiança. Além dessa indicação direta, alguém do seu networking também ajudar a encontrar e mandar vagas que você não viu.

Reavalie a sua pretensão salarial

Muitos candidatos indicam uma pretensão salarial nos currículos que está acima da média de mercado e acabam assustando os headhunters, que nem se dão ao trabalho de conhecê-lo melhor. Quando uma empresa encontra o candidato perfeito, fica mais fácil fazer concessões e combinar uma remuneração justa aos interesses de ambos, tudo a partir de uma simples conversa.

Não estamos dizendo que você deve aceitar um salário incompatível com sua formação e experiência profissional. Pelo contrário, avalie o quanto ganham os outros profissionais da área com currículo similar ao seu e estabeleça o valor mais justo. O importante é deixar espaço aberto para discussão e ser realista.

E então, gostou das dicas? Agora que você já aprendeu quando é hora de mudar de emprego, que tal se aprofundar na sua mudança de carreira com o nosso manual da recolocação profissional?

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