A importância da gestão de conflitos para o sucesso de um negócio

Não importa se a empresa é pequena ou se conta com uma multidão de funcionários: uma hora será preciso lidar com conflitos. Afinal, qualquer ambiente que reúna pessoas com personalidades, visões de vida e culturas diferentes está à mercê de eventuais atritos. O problema é que os conflitos causam uma série de danos ao ambiente corporativo, acabando por tirar dos profissionais a percepção de que é preciso seguir objetivos em comum.

Neste post, vamos mostrar os maiores malefícios que os conflitos podem trazer para uma organização e como agir antes, durante e depois de um desentendimento. Pronto para entender melhor como a gestão de conflitos funciona e fazer com que esse tipo de episódio se torne uma oportunidade de evolução? Então continue acompanhando!

O que se caracteriza como um conflito?

Como já adiantamos, independentemente do seu porte, em algum momento, será inevitável lidar com conflitos dentro do ambiente corporativo. Profissionais com perfis, realidades socioeconômicas e objetivos distintos podem criar um time multidisciplinar e imbatível, mas também vão discordar em diversas situações.

De maneira geral, o conceito de conflito se refere a opiniões ou situações divergentes. Em muitos casos eles são necessários pois geram mudanças. No entanto, se não forem gerenciados podem causar o caos total e trazer prejuízo para o ambiente de trabalho.

Nem sempre o conflito acontece entre duas pessoas. Ele também pode surgir da relação do profissional com o que é exigido pela empresa, o que afeta a sua produtividade e gera problemas de comportamento. Para entender melhor as diferenças, reunimos os três tipos de conflitos nas empresas:

  • os pessoais: gerados por comportamentos individuais dos colaboradores; a maneira que eles enxergam o ambiente de trabalho, como separam vida pessoal e profissional, sua forma de pensar e agir e o seu nível de equilíbrio emocional para lidar com as suas funções;

  • os organizacionais: causados pelas dinâmicas da organização e situações criadas no próprio ambiente de trabalho;

  • os interpessoais: são os conflitos entre dois ou mais profissionais. São os mais difíceis de lidar, porque nem sempre estão relacionados a problemas com as atividades do trabalho e sim, por divergências pessoais.

A gestão de conflitos surge como uma solução para evitar desgastes nas relações de trabalho. Sua missão é orientar as empresas a integrarem todos os seus setores e equipes, reduzindo conflitos negativos. Com ela, empresas são incentivadas a criarem códigos de conduta, sempre se baseando no diálogo e na empatia, prevenindo situações que podem gerar conflitos e prejudicar o seu crescimento.

Como os conflitos podem atrapalhar a sua empresa?

Por mais que os atritos dentro de uma empresa estejam longe de poder ser considerados raridades, é um risco encará-los como algo natural. Isso porque conflitos podem ser, ao mesmo tempo, sintomas de problemas mais sérios e problemas em si. Quando há um embate mais duro entre funcionários, toda a empresa é afetada de forma negativa e uma série de ações precisa ser tomada para solucionar o problema. E esse cenário só traz prejuízos. Entre eles estão:

Baixa de produtividade

Conflitos não surgem do nada. Sempre há uma história por trás. Um mal-entendido não esclarecido, fofocas ou opiniões discordantes sobre metodologias e práticas: essas situações atuam contra a produtividade dos envolvidos, que acabam arrastando um mal-estar por dias, semanas ou até meses. É preciso ter sempre em mente que, como um colaborador insatisfeito não encontra motivação, acaba vendo sua produtividade declinar. Obviamente, isso afeta toda a equipe.

Perda de tempo e energia

Caso não sejam adequadamente prevenidos, os conflitos precisam ao menos ter seus efeitos minimizados. Isso exige ações que vão desde uma conversa reservada entre lideranças e os diretamente envolvidos, passando por treinamentos e palestras com toda a equipe ou, em casos extremos, uma reestruturação das políticas internas da empresa. E é claro que tudo isso custa dinheiro e tempo, recursos que poderiam ser investidos em processos mais estratégicos da corporação.

Deterioração do clima organizacional

É fato: em um conflito entre profissionais, toda a equipe acaba afetada. Isso acontece não só porque os envolvidos tendem a ter sua produtividade reduzida, sobrecarregando os demais, mas também porque o clima de negatividade contamina todo o ambiente. Nesse contexto, não é raro que grupos rivais se formem ou que alguns profissionais se solidarizem com uma das partes em detrimento da outra. Como resultado, surgem equipes pouco equilibradas, não alinhadas e caminhando em sentidos divergentes.

Perda de talentos

A união da baixa na produtividade, da perda de energia, insatisfação com o trabalho e a deterioração no clima organizacional têm com resultado final a perda de talentos. Empresas com alta rotatividade geralmente são aquelas que estão mais envolvidas em conflitos: interpessoais e organizacionais.

Os colaboradores que não se demitem acabam perdendo o empenho em realizar um bom trabalho para uma empresa. Isso porque não encontram nela oportunidades de crescimento e vivem sob constante pressão. E pela queda drástica de desempenho acabam sendo demitidos.

Perder talentos é também perder a oportunidade de fazer a sua empresa crescer. E pior: é entregá-los “de mão beijada” para a concorrência. Além disso, há um aumento considerável nos custos com rescisões, processos seletivos e novos treinamentos e é criado um grave problema de imagem no mercado, o que pode dificultar novas contratações.

Quais as principais causas dos conflitos?

Os conflitos em ambientes organizacionais acontecem pelos mais diversos motivos, incluindo rixas pessoais, diferenças culturais e até posicionamentos políticos. No entanto, existem situações em que a própria empresa é a criadora de problemas entre colaboradores. Esses casos merecem uma atenção especial da gestão de pessoas. Confira um apanhado de algumas dos principais geradores de conflitos no ambiente organizacional:

Mudanças repentinas

Mudanças sempre exigem uma atenção especial dos profissionais responsáveis pela gestão de pessoas, uma vez que podem causar inseguranças na equipe, que começa a duvidar se o trabalho realizado até então era suficientemente bom ou a se perguntar como será a adaptação à nova realidade.

Quando essas mudanças são feitas de forma brusca ou sem o esclarecimento correto sobre o porquê de estarem acontecendo e com quais objetivos, todo o clima empresarial é afetado. Lembre-se: um ambiente ruim é solo fértil para instabilidades e conflitos.

Escassez de recursos

É normal que empresas precisem se adaptar a momentos de crise, adequando seu orçamento para tempos de austeridade. Mas atenção: esse tipo de ação causa danos colaterais que precisam ser previstos e devidamente monitorados. Cortar benefícios de funcionários, contingenciar recursos para projetos inovadores ou mesmo suspender a possibilidade de promoções e aumentos: tudo isso e muito mais pode gerar insatisfação e insegurança, verdadeiros gatilhos para conflitos.

Desarticulação de equipes

Não é à toa que conceitos como integração e alinhamento vêm sendo repetidamente abordados nos ambientes corporativos. Em negócios cada vez mais complexos, que envolvem a colaboração de diversos profissionais, o esforço realmente deve ser conjunto para que todas as partes caminhem na mesma direção e, sempre que possível, no mesmo ritmo.

Uma equipe desarticulada é foco de conflitos constantes. Metas, metodologias e processos não compartilhados fazem com que os times optem por caminhos diferentes, muitas vezes se cruzando de maneira desastrosa. É preciso melhorar a comunicação.

Falta de comunicação

A falta de diálogo é um dos principais causadores de problemas dentro do ambiente organizacional. Não ter um posicionamento da gestão sobre os assuntos cotidianos no trabalho abre espaço para fofocas, projetos mal orientados e retrabalho.

Quando esses problemas se tornam constante, os profissionais acabam se desgastando, perdendo o empenho e a paciência para realizar um trabalho de qualidade e conviverem em harmonia entre si.

Como agir quando conflitos chegam a sua empresa?

Quando o assunto é gestão de conflitos, o primeiro passo é tentar prevenir o problema. Garantir uma boa comunicação entre empresa e colaboradores, por exemplo, diminui a possibilidade de que mudanças funcionem como um gatilho para conflitos. Da mesma forma, é preciso incentivar a integração constante entre as equipes. Isso pode ser feito por meio de treinamentos, por exemplo, com o compartilhamento claro de informações e detalhamento de ações e metodologias.

No entanto, quando o conflito efetivamente acontece, é preciso saber remediá-lo com exatidão. Nesse caso, sugerimos acompanhar o passo a passo que preparamos a seguir!

Evite ignorar o conflito

Um erro gravíssimo na gestão de pessoas é simplesmente ignorar que um conflito aconteceu. Por incrível que pareça, no entanto, é bastante comum que os líderes esperem a situação se resolver por si, com as partes envolvidas eventualmente se entendendo.

Outro erro cometido por gestores é tentar cortar o mal pela raiz para que ele não evolua, resolvendo o problema de maneira rápida, sem entender com clareza quais as suas origens. É daí que acontecem as demissões, que nem sempre são a solução para os conflitos.

Ao perceber a existência de um conflito, é importante não esperar que os envolvidos o resolvam sozinhos. Mas antes de tomar uma atitude, é fundamental ouvir todos os lados e desdobramentos da situação para que ninguém se sinta injustiçado. Muitas vezes um conflito que parece imenso é resolvido com atitudes simples. Para isso:

Atue como mediador

Ainda seguindo a dica anterior, é importante que o líder se posicione com imparcialidade. Eleger favoritos ou ignorar uma das partes pode piorar ainda mais a situação e gerar situações piores, como processos trabalhistas.

Ao gerenciarem qualquer conflito, as lideranças devem agir com isenção e justiça. Conversar separadamente com cada parte envolvida é o primeiro passo para entender os lados da história e mostrar que a chefia está propensa a buscar uma solução equilibrada.

Promova soluções em conjunto

Depois de conversar com cada uma das partes, reúna os envolvidos em um local reservado, aponte suas considerações sobre o caso, bem como quais acha que podem ser as melhores soluções para o conflito. Mas sempre peça que os envolvidos falem novamente o que acham que deveria ser feito e como corrigir o problema causador do atrito.

Acompanhe os desdobramentos

Após conversar com as partes, mediar o conflito e construir soluções em conjunto, continue observando o desdobramento do caso. Verifique se as atuações realmente melhoraram ou se serão necessárias novas reuniões ou mesmo treinamentos mais amplos, que envolvam não apenas os conflitantes, mas toda a equipe.

Compartilhe a empatia

Prevenção também é uma parte importante da gestão de conflitos. Criar um código de conduta para a sua equipe e promover a empatia pode ajudar a evitar problemas no futuro. O gestor é a primeira pessoa que deve promover atitudes empáticas. Afinal, todo líder é um exemplo e serve como espelho para o resto dos colaboradores.

Se você está sempre fazendo comentários maldosos, criticando colaboradores publicamente ou é intolerante em relação a falhas e determinados comportamentos que eles possuem, consequentemente, abre espaço para que o resto do time aja da mesma maneira.

Evite o “telefone sem fio”

Falta de comunicação também é uma grande causadora de problemas internos. Muitas brigas, discussões e desavenças no ambiente de trabalho são causados pela especulação e pela fofoca. Por não terem um posicionamento oficial da empresa, colaboradores acabam entrando no famoso “telefone sem fio”, em que cada um diz uma coisa e ninguém realmente sabe qual é a verdade. Com isso acabam ficando insatisfeitos, frustrados e irritados.

Dê feedbacks constantes

Você deve estar se perguntando como um feedback pode melhorar a gestão de conflitos nas empresas. Mas a resposta é simples. O feedback é um retorno claro sobre o posicionamento de uma empresa ou líder sobre o trabalho de um profissional. Quando ele entende qual o seu valor, a chance de se envolver em conflitos diminui.

O feedback também é uma chance de se comunicar e ouvir o que a equipe tem a dizer, entender quais as suas dores e prevenir situações que vêm pesando o ambiente de trabalho.

Avalie as suas responsabilidades

Você é um líder que sabe se posicionar diante dos conflitos? Que trata a equipe com equidade e respeito? Que estabelece metas possíveis? Que se preocupa com o bem-estar e saúde emocional dos seus colaboradores? Infelizmente muitos gestores são os principais causadores de conflitos nas empresas e não assumem essa responsabilidade.

Prazos muito curtos, assédio moral, críticas, pressão para entrega de resultados, atraso no pagamento de salários são apenas alguns dos problemas gerados por conta de uma gestão ruim. Como líder, é importante avaliar o seu papel e fazer o possível para criar um ambiente de trabalho saudável, em que pessoas se sintam bem, e não oprimidas.

E então, gostou de saber mais sobre como a gestão de pessoas pode ajudar a entender e resolver conflitos? Confira mais conteúdos desse tipo nos seguindo no Facebook, no Twitter e no LinkedIn, além de ver nossos vídeos no Youtube!

 

 

Deixe um comentário

Por favor, seja educado. Nós gostamos disso. Seu e-mail não será publicado e os campos obrigatórios estão marcados com "*"