Gestão Contemporânea: tudo que você precisa saber sobre o assunto

A gestão contemporânea tem sido abordada na estrutura das grandes empresas, sendo apontada como responsável pelos resultados excelentes. Mas o que compõe essa forma de administrar? O que caracteriza a contemporaneidade de uma organização?

O gerenciamento de um negócio apresenta diversos modelos burocráticos de direção que foram consolidados ao longo dos anos. Contudo, à medida que o mundo se desenvolve, os movimentos do mercado ficam cada vez mais rápidos e quem não se adapta fica de fora.

Para manter a organização competitiva, a gestão precisa ser tão ágil quanto o mundo dos negócios, além de desenvolver modelos flexíveis e adaptáveis a novos contextos.

Apenas um gestor preparado e capacitado dá conta de obter esse controle e coordenar o negócio de forma funcional e eficiente rumo ao sucesso. Para esclarecer esses pontos e falar sobre os principais pilares da gestão contemporânea, preparamos esse post com tudo que você precisa saber. Ficou interessado? Venha conosco e boa leitura!

1. O que é gestão contemporânea?

A gestão contemporânea trata da administração que está sempre focada no momento presente. O planejamento estratégico e a organização de uma empresa têm objetivos em pauta. Essa gestão aparece justamente para encontrar meios de viabilizar a ação no agora.

Quais são os grandes objetivos do empreendimento? A gestão contemporânea é a administração que vai fazer isso acontecer, coordenando e direcionando os passos. Ela estabelece um plano e encontra formas eficientes de cumpri-lo, medindo sempre os resultados e ajustando, além de controlar os recursos e tempo gastos.

Seja para o bom andamento das grandes metas ou para alcançar alguma solução específica em um projeto, a gestão contemporânea deve ser aplicada. É importante ressaltar que essa administração é orientada para resultados, usando a prática e o dia a dia para executar a estratégia por meio da implementação de ações inteligentes.

2. Quais são as características dessa administração?

Indo além da gestão empresarial, o caráter contemporâneo traz agilidade e agressividade à organização, tornando-a mais competitiva. Muitas direções de empresas se tornam reativas diante do mercado, agindo sempre atrasadas ou atrás das outras empresas.

Ainda que não seja totalmente arrojada, sendo mais analítica, a principal característica dessa gestão é que ela implementa. Somente quem tem competências de gerenciamento, planejamento e liderança pode executar a gestão contemporânea.

Outro fator importante ao identificar a gestão contemporânea é o mindset da equipe: todos trabalham como se fossem “donos” do negócio, sendo orientados pelo gestor — por meio do andamento do trabalho da organização — a pensar da melhor forma.

Ao contrário de modelos engessados em que a hierarquia se dá de forma vertical, na gestão contemporânea as pessoas têm autonomia, independentemente do organograma, num ambiente flexível de colaboração, participação e sustentabilidade.

Isso faz com que a empresa funcione com sinergia, de forma ágil. Diante desse cenário, fica clara a inclinação do sistema à inovação, usando a tecnologia como ferramenta a fim de otimizar os processos e posicionar bem a organização.

3. Quais são os novos modelos aplicados?

Entre as muitas metodologias que podem ser empregadas para gerir uma empresa, poderíamos citar o Balanced Scorecard e o PDCA, por exemplo. Mas o foco aqui é: o plano para atender às demandas da gestão contemporânea deve possuir alguns pontos como base. Vamos a eles:

3.1. Foco no capital intelectual

Esse é o primeiro diferencial competitivo da gestão contemporânea. O que se aplica é também compartilhado, ou seja, quem gerencia não guarda para si de forma exclusiva os conhecimentos. É necessário propagá-los como um sistema de pensamento a ser seguido.

3.2. Busca pela visão global e sistêmica

É importante desenvolver as pessoas, tornando-as aptas a ter uma visão global, pensando no todo, enquanto a ação se torna local, ou seja, a equipe é capaz de agir pontualmente sabendo quais impactos aquilo vai ter no corpo da organização. O desenvolvimento de competência, habilidade e atitude encontra-se neste tópico.

3.3. Atualização da cultura organizacional

Os modelos mentais precisam ser constantemente reciclados — ficar obsoleto não é uma opção. A agilidade e eficiência devem ser pilares. Sendo assim, o estilo gerencial passa por constantes análises e mudanças, a fim de que a empresa pense de forma mais flexível, dando vez à criatividade e à inovação em prol do crescimento.

3.4. Adaptação na estrutura organizacional

A gestão contemporânea, por ser mais aberta, transforma a estrutura organizacional, tornando-a mais horizontal. Sendo assim, pode-se esperar que o modelo de gestão contemple a visão de que a hierarquia (a “chefia”) é menos importante do que a colaboração entre as pessoas e os setores.

4. Quem é o gestor contemporâneo?

O perfil de gestor contemporâneo contempla características preciosas no mercado atual. Os resultados colhidos pelo trabalho desse profissional contemplam não apenas a esfera econômica, mas também o campo social e ambiental, sem deixar de lado o desenvolvimento de pessoas. Traçamos as principais características — acompanhe!

4.1. Perfil comportamental

Alguns aspectos podem ser desenvolvidos por meio de estudo e capacitação, outros são pessoais e tratam de inclinações que temos naturalmente. Apesar de também serem passíveis de aprimoramento, geralmente essas características são próprias do indivíduo. Quer saber o que compõe, principalmente, o perfil comportamental de um gestor contemporâneo? Veja:

4.1.2. Anticonformismo

Ficar parado é a morte para quem pratica a gestão contemporânea. O mundo está em movimento, as pessoas estão, o mercado está — então, o desenvolvimento também deve estar. Uma das qualidades mais fortes que percebemos nesse profissional é o anticonformismo.

Quando ele alcança um resultado bom, busca a excelência; se consegue atingi-la, busca a consistência, a inovação, a reciclagem, enfim: sempre crescendo e nunca parado. É possível reconhecer um gestor contemporâneo ao vê-lo sempre pensando em como transformar positivamente o ambiente.

4.1.3. Planejamento e comunicação

Planejamento é tudo. Não apenas abrangendo o negócio ou a carreira, observar a forma como um gestor trabalha pode deixar claro qual é o planejamento que ele segue. Como ele organiza as tarefas diariamente, as atividades semanais e reuniões mensais, por exemplo?

Ao estabelecer uma ordem prioritária e funcional nesses acontecimentos, o próximo passo é saber comunicar as decisões. A comunicação se dá verbalmente e também por meio de postura e atitude no planejamento da rotina de trabalho e a forma como se expressa.

4.1.4. Visão e responsabilidade

Enxergar a empresa como um grande sistema de engrenagem é uma forte habilidade de quem faz gestão contemporânea. Esse gestor vê longe e vê tudo: desde os pormenores até as consequências em longo prazo.

Pense na empresa como um organismo, em que diversos sistemas colaboram para determinadas funções, fazendo, assim, com que tudo aconteça em harmonia. Essa é a visão de um gestor.

Ao ter essa percepção, o comprometimento com o funcionamento eficiente deve vir à tona. A responsabilidade deve ser uma forte marca no perfil do gestor, tanto as assumidas em tarefas pessoais quanto a confiança ao delegá-las.

Comprometimento é a palavra. O gestor enxerga tudo, pensa em ações, planeja, comunica, executa e se mantém em constante alerta para perceber possíveis falhas ou chances de otimização. Ele está comprometido com a obtenção dos melhores resultados.

4.1.5. Liderança e iniciativa

Quem gerencia precisa liderar, afinal, vai lidar com funções, tarefas, equipes e pessoas, acompanhando o desempenho de todos os processos envolvidos. A liderança inspira a colaboração. Quando o gestor faz, o time que trabalha com ele se torna muito mais engajado.

A gestão contemporânea visa muito à participação e colaboração, sendo assim, a iniciativa para as novas posturas, projetos e métodos deve estar concentrada na direção. É a velha história de “dar o exemplo”. Se a alta cúpula está ativamente comprometida com o negócio, essa energia se espalha por toda a organização.

4.2. Habilidades e competências

Saber e saber fazer. Esses dois pontos têm que estar na bagagem de um gestor contemporâneo. Ao mesmo tempo em que ele precisa ter capacidade analítica, informações e dados quantitativos a seu favor, é imprescindível que a aplicação desses conhecimentos seja feita. Portanto, base teórica e vivência tática trabalham em conjunto.

O conhecimento técnico não pode ser ignorado. É preciso dominar a área de atuação, bem como a situação do mercado no qual a empresa está inserida, o andamento da concorrência, saber e entender o produto, serviço ou solução ofertada, ter diversos dados estatísticos e indicadores disponíveis para consulta e ajustes necessários.

Conhecer metodologias, ferramentas e métricas é indispensável. Essa habilidade só é adquirida por meio de aprendizado e desenvolvimento para, depois, ser colocada em prática no cotidiano empresarial e comercial. Diante disso, a especialização torna-se crucial para praticar a gestão contemporânea.

4.3. Formação e experiência

A alta competitividade do mercado tornou a especialização em gestão um fator básico. Com tanta informação sendo lançada a toda hora, quem não se preocupa em profissionalizar cada vez mais a administração, fica rapidamente para trás. Para ser um gestor contemporâneo é necessário estar sempre em movimento, fazendo treinamentos e cursos.

Quais são as qualidades essenciais para exercer as funções que são da competência da gestão? Ao obter essa resposta, é mais do que importante conhecer e transitar com tranquilidade pelos campos de atuação. Quem não investe em seu crescimento profissional certamente não pode ser um gestor contemporâneo.

Educação continuada não é apenas um termo que está na moda. De fato, com a gestão contemporânea abordando o capital intelectual, é coerente que quem está à frente da organização seja alta e constantemente capacitado, buscando melhorias pessoais e profissionais que reflitam na administração.

5. Quais ferramentas auxiliam a direção contemporânea?

Há muitas ferramentas que visam manter a qualidade da gestão. Elas devem ser usadas para orientar e acompanhar o desempenho das atividades da organização, interna e externamente, bem como medir a produtividade da equipe. Os resultados demonstram até onde os caminhos definidos pela direção estão sendo eficientes. Separamos três que se encaixam perfeitamente no modelo de gestão contemporânea!

5.1. Brainstorm

Essa “tempestade de cerebral” também é conhecida como chuva de ideias e visa promover a criatividade na equipe. O objetivo dessa ferramenta é que diversas propostas sejam levantadas num curto período de tempo.

O gestor propõe as condições e a equipe desenvolve uma lista com todas as ideias que puderem dentro de um determinado espaço de tempo. Deve-se estabelecer um objetivo, organizar rodadas, registrar as ideias sem rejeitá-las e depois avaliá-las.

5.2. Princípio de Pareto

Um grande norte para definição de prioridades é o princípio de Pareto. Conhecido também como regra 80/20, o objetivo de utilizar um diagrama com base nesse conceito é saber de onde vem qual resultado dentro das ações.

No caso da identificação e solução de problemas, bem como na definição de onde aplicar os maiores recursos, pode-se usar essa regra. Ela consiste em traçar a origem de cada resultado (seja positivo ou negativo).

Assim, o gestor é capaz de ressaltar os 20% das aplicações que trazem 80% dos resultados positivos, por exemplo, podendo direcionar a atenção e o foco para essas atividades, tratando as restantes como secundárias.

5.3. Benchmarking

Esse processo avaliativo compara produtos de tal empresa em relação ao que é oferecido pelos líderes de mercado no setor de atuação. Todos os indicadores que podem ser comparados são levantados: produtividade, custos, retorno de investimento etc.

O principal objetivo de aplicar o benchmarking é estar a par das técnicas, modelos, rotinas e processos que acarretam melhor posicionamento e liderança do mercado. A gestão contemporânea visa estar entre os primeiros e essa prática colabora com esse objetivo.

5.4. Qualidade total

A qualidade total está diretamente ligada à estratégia da empresa. Ela está relacionada à satisfação do cliente, mas não apenas isso. Ao aplicar a gestão contemporânea, os produtos, processos, serviços e soluções oferecidos pela empresa devem estar direcionados à totalidade da qualidade.

Em outras palavras, além de preocupar-se com o que entrega para os clientes, é preciso também estar atento aos stakeholders. Essa satisfação está relacionada à ética, ao atendimento, à segurança e outros aspectos que giram em torno das atividades da empresa. O cuidado ambiental também pode ser regulado seguindo a qualidade total.

5.5. Feedback

Surpreendido por esse item? Pois bem. O poder de comunicação é primordial para um bom gestor. Sendo assim, a capacidade de dar e receber feedbacks se torna imprescindível ao praticar a gestão contemporânea.

A explicação disso é muito simples: se tudo se movimenta muito depressa, e a empresa implanta ações pontuais e locais que refletem no todo, logo, esse ciclo de acontecimentos precisa ser reportado com a mesma agilidade.

O trabalho está bom? Dê feedback. Precisa de ajustes? Dê feedback. Precisa saber do andamento de alguma atividade? Receba feedback. Saber ouvir, falar e direcionar esse fluxo de informações faz toda a diferença para que a direção tenha caminhos de sucesso.

6. Quais são os desafios e perspectivas dessa organização?

O grande desafio da gestão contemporânea é alinhar o operacional à estratégia. O propósito da organização precisa ser relevante a ponto de orientar tudo que acontece na empresa. Todos, absolutamente todos, precisam saber do que se trata o negócio, ou seja, não apenas o que o empreendimento comercializa, mas qual valor ele agrega.

Se a linha de frente consegue expressar o planejamento, refletindo o modelo de gestão, os lucros financeiros logo aparecem, destacando a excelência da empresa: altas margens de faturamento, investimentos positivos, boa reputação diante do mercado e da sociedade e uma equipe de alta performance atuando num ambiente corporativo saudável.

6.1. Por que a empresa existe?

A missão e a visão da empresa estão relacionadas a este tópico. Qual é o propósito da empresa e aonde ela quer chegar? Ao responder a essa questão, sabemos qual é o negócio do empreendimento e de qual forma ele deve ser propagado.

Se a empresa parasse hoje, o que o mercado perderia? E a sociedade? E os colaboradores? Aqui você pode perceber o diferencial da organização, o que ela agrega para as pessoas que atinge.

Se essas definições estiverem muito acertadas e no centro do trabalho desempenhado, a gestão é reconhecida, agindo com o intuito de perpetuar esses propósitos e entendimentos dentro da área de atuação.

6.2. Qual é o fit cultural da organização?

A equipe compactua com o perfil da empresa? Imagine que a organização tem sonhos. Os colaboradores precisam acompanhar essa visão. De nada adianta, por exemplo, numa gestão contemporânea, trabalhar com muitos guardiões.

O perfil profissional dos colaboradores, assim como o do gestor, vão compor tudo que acontece na administração e, por isso, é essencial que a equipe tenha o mesmo fit cultural do desenvolvimento da empresa, entendendo a mentalidade e aceitando os desafios.

6.3. A organização é transparente?

A transparência é uma questão muito abordada entre os investidores, por exemplo. Na gestão contemporânea, essa abordagem se espalha por toda a organização. As políticas precisam estar claras (por isso o alinhamento do fit cultural é tão importante), bem como as consequências dessa conduta.

Os incentivos e benefícios corporativos também precisam acontecer às claras. Quais propostas a empresa tem para o aprimoramento e desenvolvimento da equipe? É importante que a gestão priorize o bem-estar e crescimento dos colaboradores, pois, à medida que eles crescem, a empresa também cresce, já que eles são componentes dela.

A gestão contemporânea aborda uma visão holística, sendo assim, o capital humano faz parte do negócio e precisa ser planejado e aprimorado. Essa visão colabora para que a empresa tenha capital intelectual, fortalecendo um dos pilares desse modelo de administração. Esse desenvolvimento precisa ser transparente em todas as etapas.

6.4. A gestão aprende com os resultados?

Está claro que a adaptação é um dos pilares da gestão contemporânea. Por isso, é preciso que o gestor aprenda lições à medida que desempenhe seu papel. Todos os resultados que um processo ou ação geram servem como orientação para novos meios.

Se uma meta presunçosa é alcançada, aprende-se a manter aquele sistema, engajando voos mais altos. Se algo não sai como o esperado, aprende-se a observar o erro e otimizar o que é necessário. Reconhecimento também faz parte desse modelo de gestão.

6.5. A tomada de decisão é arrojada?

A tomada de decisão da gestão contemporânea é muito marcante, pois ela nunca é reativa. O gestor que se preocupa com o andamento preciso da empresa está sempre adiantado ou adiantando-se, usando todas as informações de forma estratégica.

Nada é um tiro no escuro; há um equilíbrio entre tomar a iniciativa para aproveitar as melhores oportunidades e estar atento ao andamento dos procedimentos para ajustar rapidamente o que for necessário.

Qual é o contexto e quais são as possibilidades de ação? A gestão contemporânea tem essas perguntas sempre em mente, reunindo dados organizados para caminhar diante do que for ditado pela situação.

Por isso, entende-se esse modelo de gestão como um que trabalha transformando um objetivo em um sistema para alcançá-lo, estabelecendo metas, posturas e condutas a serem adotadas, sempre de maneira dinâmica e envolvente.

6.6. Como a tecnologia favorece os negócios?

O que é mais contemporâneo que a tecnologia? Soluções são desenvolvidas todos os dias para facilitar a gestão, otimizar processos, ganhar tempo, diminuir erros e agilizar a comunicação e armazenamento de informações.

Para fazer uma gestão contemporânea, a empresa precisa usar todas as ferramentas que puder em favor do negócio — inclusive a tecnologia. Se a administração ainda utiliza sistemas antigos, onerosos e falhos, mau sinal: reveja já esses pontos.

Analisar o que mais bem atende ao negócio, tanto na entrega do produto final quanto no sentido de ter alto custo-benefício, é uma tarefa bastante complicada que demanda atenção para não desperdiçar recursos com aplicações ineficientes.

Assim, um dos desafios da gestão contemporânea é decidir como investir em tecnologia e em novos projetos, já que milhares de soluções são ofertadas no mercado para atender demandas empresariais.

A inovação e o modelo contemporâneo de gestão andam lado a lado, relacionando-se o tempo inteiro, já que ambos visam utilizar bem o momento presente e recursos do hoje em prol do desenvolvimento contínuo para o amanhã, direcionando as necessidades, ideias e propostas.

Para entender a importância desse fator de maneira que o investimento dê bons resultados a curto e longo prazo, aproveite e leia o artigo que preparamos sobre o assunto e se oriente sobre como fazer a melhor escolha para a sua administração!

 

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