Gestão de mudanças empresariais: conheça os maiores desafios

Com o mercado se tornando cada vez mais competitivo e dinâmico, as empresas simplesmente não têm outra escolha: precisam constantemente buscar inovações, transformando diversos aspectos relacionados à sua atuação. O detalhe é que essas mudanças devem ser feitas a partir de um bom planejamento, tendo um objetivo claro. Só assim o negócio consegue se manter sólido mesmo em momentos de turbulência.

Que tal entender melhor como a gestão de mudanças, complementar à gestão empresarial e à governança corporativa, é fundamental para garantir transformações positivas? Pronto para dar esse passo à frente? Então continue lendo!

Entenda a empresa hoje

Mudanças empresariais são situações complexas. Estamos falando de alterações de processos, práticas, técnicas, estrutura e até mesmo da cultura organizacional. Por isso, para tentar prever os impactos que essas alterações podem gerar em todo o negócio, é essencial ser meticuloso.

A gestão de mudanças começa, portanto, com um diagnóstico profundo da situação atual da empresa. É preciso mapear processos produtivos, práticas empresariais e infraestrutura tecnológica, além de dimensionar adequadamente os recursos humanos. Feito isso, os gestores já conseguem ver que áreas realmente demandam mudanças e quais são os impactos para o dia a dia do negócio.

Também é importante observar como anda o contexto do mercado, avaliando inclusive os passos que os concorrentes e parceiros diretos têm dado rumo a melhorias. Conjugando conhecimentos internos e externos, a empresa passa a ter mais segurança para correr atrás de mudanças profundas, que superem as expectativas tanto de funcionários como de clientes.

Defina objetivos claros

Com o diagnóstico empresarial pronto, chega o momento de traçar os objetivos que a empresa pretende atingir ao promover uma grande mudança organizacional. Se você quer diminuir o tempo de produção da indústria, por exemplo, pode trocar os equipamentos, investir na qualificação dos profissionais ou implementar novos processos produtivos.

Como o fim é um só, mas as táticas podem variar bastante, é crucial parar para avaliar todas as opções. Com as alternativas em mente, responda: qual oferece o melhor custo-benefício, qual será mais facilmente absorvida pelos funcionários e qual é realmente capaz de gerar resultados positivos por um longo tempo?

Lembre-se de que qualquer mudança, mesmo aquela que aparenta ser pontual, causa impactos em cadeia, mudando a atuação de diversos profissionais de uma única vez. Novos equipamentos, por exemplo, exigem tempo de dedicação a treinamentos ou mesmo mudanças estruturais no ambiente de trabalho.

Escolha o momento ideal

Mas qual é a hora certa para promover mudanças na empresa? Pois essa é uma decisão que envolve aspectos bastante complexos. Em um momento de crise, por exemplo, a cautela deve ser ainda maior, uma vez que demanda investimentos e implica em riscos. De toda forma, em crise ou não, é mais que possível escolher o momento ideal para mudar as estruturas de um negócio. Para isso, basta seguir alguns passos.

Antes de mais nada, avalie a necessidade e a urgência da promoção de mudanças. Se reparar que certas práticas ou determinados processos vêm apresentando resultados negativos recorrentemente, aí está um sinal claro de que, se mudanças não forem implementadas rapidamente, os impactos globais de médio e longo prazos só somarão efeitos negativos.

Como mencionamos no tópico anterior, também é preciso acompanhar os passos do mercado. Afinal, enquanto algumas áreas demandam inovações mais ágeis (como no caso das empresas que trabalham com tecnologia digital), outros setores, muitas vezes pela complexidade envolvida, já permitem transições mais morosas (como no caso das mineradoras).

Levando esses pontos em conta, os gestores certamente conseguirão identificar uma necessidade ou mesmo uma oportunidade para criar um diferencial estratégico, definindo a partir daí quando essa ou aquela mudança deve ser implementada, qual será seu período de maturação e em quanto tempo os resultados devem começar a aparecer.

Foque nos treinamentos

Podemos adiantar que a parte mais sensível de qualquer mudança empresarial costuma envolver o corpo de funcionários da empresa. E isso é especialmente verdadeiro quando as decisões são tomadas de cima para baixo, definidas pelos gestores e devendo ser acatadas por todos.

Na prática, principalmente por ainda existir aquela mentalidade empresarial de não se mexe em time que está ganhando, qualquer mudança gera certa insegurança. O problema é que a realidade dos dias de hoje exige inovação constante até mesmo quando a empresa parece estar segura em relação à concorrência.

É primordial, portanto, convencer o colaborador de que a mudança será benéfica para todos os envolvidos. Com esse intuito, você pode fazer reuniões para exibir informações confiáveis sobre as perspectivas de ganhos, além de promover treinamentos para todos aqueles que serão direta ou indiretamente impactados pelas transformações empresariais.

Vale ressaltar que, nesse momento, o papel do líder é absolutamente fundamental. Ele deve servir de exemplo de engajamento, estando sempre disposto a compartilhar conhecimentos e esclarecer dúvidas dos seus liderados. Com essa postura, todo o processo torna-se mais orgânico.

Acompanhe os resultados

No segundo tópico deste post, mostramos como a definição de metas é um passo importantíssimo para uma boa gestão de mudanças, certo? Mas sabia que é preciso controlar os resultados mesmo enquanto as transformações estão sendo implantadas? Só assim é possível avaliar se o caminho escolhido realmente levará a empresa até o destino traçado.

Para tanto, é preciso estabelecer índices e métricas de controle para cada aspecto, desde a velocidade da implementação da mudança, passando pela capacidade dos funcionários de absorver novas práticas até chegar aos resultados reais apresentados.

Caso qualquer desses índices apresente recorrentemente resultados pouco animadores, entenda: é hora de voltar ao plano original, fazendo as devidas correções de percurso. Esse desvio também exige a readaptação de processos e práticas, o que demanda uma nova rodada de treinamentos e compartilhamento de informações.

Antecipe as próximas mudanças

Por fim, é preciso lembrar que a gestão de mudanças não deve se limitar a resolver problemas pontuais, sendo posteriormente abandonada. Na verdade, esse processo tem que ser cíclico, com a busca estratégica pela inovação mantendo-se constante. Por isso é tão importante estabelecer um planejamento de mudanças corporativas a longo prazo, encadeando mudanças sucessivas em busca da excelência.

Isso não significa, no entanto, que o negócio precisa descartar todos os seus processos e adotar novas práticas a cada 6 meses. Afinal, também é preciso dar tempo para proporcionar a completa absorção da nova postura da empresa e viabilizar a avaliação dos resultados globais.

Por essas e outras, o ciclo de mudanças deve respeitar uma lógica interna que tenha em cada inovação a abertura de uma possibilidade clara para melhorias futuras — mesmo que nada seja feito imediatamente. Assim, é fato: a mudança por si só não é necessariamente o caminho. Na verdade, deve-se contar com um plano estratégico para fazer com que cada alteração expanda os horizontes do negócio.

Agora, comente aqui e conte-nos se ainda ficou com alguma dúvida sobre gestão de mudanças!

 

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