Mapeamento de carreira: 6 dicas para evitar erros comuns

 

Ao iniciar nossa trajetória profissional, é comum definirmos uma série de sonhos e metas a serem atingidas. Mas você já parou para pensar o que realmente é preciso fazer para chegar lá? Pois justamente para ajudar na concretização desses planos é que existe o mapeamento de carreira.

No post de hoje, vamos explicar como essa estratégia funciona e como evitar erros comuns na hora de criá-la. Ficou interessado? Então continue acompanhando!

O que significa fazer um mapeamento de carreira?

Imagine fazer uma viagem para um país desconhecido sem um mapa em mãos e sem falar uma palavra do seu idioma. Seria um caos, não concorda? Esse exemplo funciona perfeitamente para quem está ingressando no mercado de trabalho sem um mapeamento de carreira! Não entender sua área de atuação pode resultar em decisões equivocadas.

Basicamente, mapear a carreira consiste em identificar em que fase profissional você está, o que espera para os próximos anos e como pode alcançar esses objetivos mais facilmente, tudo isso levando em consideração seu histórico, suas qualificações e a realidade do mercado.

Quais os maiores erros ao criar essa estratégia?

Na verdade, talvez o maior erro do mapeamento de carreira seja não criá-lo. Afinal, quem deseja se destacar como profissional não pode ficar à mercê do acaso. Mas existem sim outras falhas que podem comprometer a eficácia desse planejamento. Confira agora mesmo 6 delas!

1. Não considerar o histórico profissional

Para criar um plano de carreira, o primeiro passo é elaborar seu histórico profissional, desde o início da sua carreira — mesmo que ela só esteja começando. Para quem saiu da universidade há pouco tempo, estágios, participação em empresas juniores ou em grupos de pesquisas e até trabalhos voluntários também contam como experiências valiosas.

É importante, no entanto, listar essas passagens com um olhar crítico. Pense: sua experiência naquele determinado estágio foi valiosa? Você se vê atuando na mesma área ou fazendo as mesmas atividades no futuro? O que mudaria na sua atuação ou no seu trabalho? Essa avaliação é fundamental para buscar oportunidades que te tragam prazer e realização, ajudando a identificar suas melhores competências, analisar habilidades restritivas e descobrir como mudá-las.

2. Não refletir sobre o mercado e a área de atuação

Muitos profissionais até têm uma noção bem clara de onde querem chegar em sua profissão, como ser o CEO de uma multinacional, abrir uma agência de publicidade, iniciar sua própria startup e assim por diante. No entanto, pouco fazem pesquisas aprofundadas sobre a realidade dos segmentos em que querem atuar. Deseja trabalhar em uma área específica? Então anote aí: é preciso sempre levar em conta como anda o mercado.

Pode ser que ganhar dinheiro não seja seu maior objetivo, mas entender sua área de atuação também é uma forma de encontrar as melhores oportunidades, sabia? Imagine se você consegue criar algo que está em falta ou ganhar experiência em setores que serão promissores! Na prática, essa é uma forma muito inteligente de alavancar sua carreira.

3. Não pensar no longo prazo

Cada objetivo exige escolhas diferentes para se concretizar. Quem sonha em ser um líder de equipes em uma multinacional, por exemplo, precisa ter um comportamento diferente e investir em um conhecimento distinto de quem sonha em ser consultor freelancer. Por isso, o planejamento de carreira não pode focar apenas no agora. Talvez você não esteja atuando onde realmente sonha no momento, mas não pode deixar que isso determine seu futuro.

Reflita um pouco sobre onde você gostaria de estar profissionalmente daqui a 5 ou 10 anos, se a graduação escolhida foi a mais adequada, se essa área ou cargo exige conhecimentos adicionais, como um novo idioma ou domínio em tecnologia. Será necessário investir em networking para encontrar as melhores oportunidades ou os planos pessoais terão que ficar em segundo plano para conseguir o trabalho dos sonhos?

Ter essa visão mais longínqua não significa prever o futuro, mas sim evitar problemas que te impedem de crescer e ter independência! Estamos falando aqui, por exemplo, de falta de conhecimento, procrastinação, pouco foco, planejamento financeiro ruim ou inexistente, entre tantas outras possibilidades.

4. Não considerar suas afinidades

Você já deve ter ouvido alguém repetir por aí aquele famoso conselho atribuído ao filósofo Confúcio que sabiamente diz para trabalhar com o que se ama para nunca ter que trabalhar um dia sequer na vida. Pode parecer clichê, mas tem um fundo de verdade: pessoas que fazem o que gostam impulsionam suas chances de se tornarem bem-sucedidas!

Para fazer um mapeamento de carreira consistente e realmente útil, você precisa ser sincero consigo mesmo e considerar o que te dá prazer. Mas atenção: isso não significa desconsiderar sua formação e a necessidade de ganhar dinheiro, mas não negligenciar suas afinidades e competências ao planejar sua carreira! Lembre-se: elas terão um peso alto em níveis de satisfação e até em recompensas financeiras no futuro.

Na prática, pessoas que não encontram prazer no que fazem acabam procrastinando e se desmotivando, o que se reflete diretamente na qualidade do trabalho que realizam. Melhor pensar direito, não concorda?

5. Não fazer ajustes no planejamento

Mapear a carreira não significa criar um roteiro e seguir rigorosamente cada uma das suas linhas, mas sim nortear as ações que podem resultar em decisões acertadas. Ninguém é capaz de controlar todos os aspectos do mercado ou sequer da própria vida. Por isso, é importante estar aberto às mudanças e alterar seus planos sempre que necessário.

Uma demissão, por exemplo, é uma situação a que todo profissional está exposto, até mesmo os melhores. Da mesma forma, encontrar uma oferta de trabalho em uma área totalmente nova nunca deixa de ser uma opção. Fazer um mapeamento de carreira é uma forma de lidar melhor tanto com os empecilhos como também com as oportunidades que surgem no caminho, fazendo os devidos ajustes. Por isso, avalie seus anseios e os acontecimentos recentes da carreira com certa frequência, alinhando o planejamento à realidade atual.

6. Não ter paciência

Sonhar com uma carreira de sucesso é fundamental para manter o foco e a motivação, principalmente quando ela está começando. No entanto, acreditar que vai alcançar esse sucesso em um curto prazo ou que ganhará o cargo dos sonhos no primeiro ano de empresa não faz parte da realidade.

Todo profissional que se destaca tem em seu histórico alguns traços em comum: a persistência, um acúmulo de nãos e muita paciência. É comum almejar resultados rápidos, principalmente quando você reconhece seu talento e seu valor como profissional. No entanto, tenha o tempo como aliado e não pule etapas do mapeamento de carreira, pois elas te darão a experiência e as competências necessárias para ganhar reconhecimento e ir além.

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