Mudança de carreira: o que é preciso para ter sucesso?

O rápido desenvolvimento industrial do último século, seguido pela expansão das grandes multinacionais a partir do pós-guerra, o surgimento de diversas mídias com alto poder de influência no comportamento humano e a consolidação do marketing como instrumento de disseminação de necessidades: todo esse contexto ajudou a estimular no espírito humano uma inquietação interminável na busca pelo sucesso, que passou a ser inconscientemente entendido como sinônimo de dinheiro e reconhecimento social.

Está aí tentando entender o que exatamente isso tem a ver com os milhares de brasileiros que anualmente materializam o sonho da mudança de carreira? Acompanhe nosso post de hoje e ligue os pontinhos!

Compreenda o contexto

A carreira passou a ser vista como o epicentro da valorização do indivíduo na sociedade. Assim, o entendimento geral é de que, para ser, é preciso ter. Isso gerou uma corrida maluca pelo salário em vez da tranquilidade, pelo capital no lugar da autoestima, pelo dinheiro em detrimento da harmonia do trabalho com os propósitos de vida de cada um.

O resultado desse fenômeno é, tomando emprestadas as palavras de Ruth Manus, uma geração de “executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevôlei”. Deve ser por isso que grande parte dos brasileiros sonha com uma mudança de carreira no futuro.

Seja pela exaustão causada por esse processo de perseguição cega ao dinheiro, seja pela necessidade de encontrar um sentido para a vida profissional ou mesmo pela ânsia de fugir da mesmice, saiba que é sim possível fazer uma transição de carreira tranquila e ter sucesso na empreitada. Quer conhecer os segredos de quem trocou jalecos por ternos, ternos por uniformes esportivos e abrigos por togas de tribunais? Fique de olho!

Conheça a área

Você é analista de compras, mas sempre sonhou em ser advogado? Que tal então assistir a algumas aulas como ouvinte em uma universidade para se assegurar de que possui, de fato, afinidade com a área pretendida? Boa parte dos casos de evasão universitária se dão por puro desconhecimento dos estudantes em relação à área e ao curso, informações que só costumam surgir a partir das primeiras aulas.

A dica aqui é tomar bastante cuidado para evitar movimentos impulsivos. Afinal, não são poucos os profissionais que decidem mudar de área por força de dificuldades momentâneas, salários aparentemente mais atraentes ou até por modismo. O resultado da fragilidade das razões no processo de migração pode ser a frustração no médio prazo.

Além das aulas na universidade como ouvinte, se for possível visitar empresas ou mesmo fazer um estágio não remunerado na área por algumas semanas, só para observar as rotinas e a estrutura de trabalho, melhor ainda! Digamos que você pretende ser publicitário. Se tem um parente que é sócio de uma agência, aí está sua brecha! Sonha atuar em um tribunal? Corra atrás de uma autorização para acompanhar audiências e conhecer o funcionamento de uma comarca!

Procure por informações

Você sonha em ser magistrado? Já sabe quais são as responsabilidades envolvidas na magistratura, conhece os riscos ligados ao exercício das atribuições de um juiz criminal e tem noção que as diversas sessões de conciliação que podem ocorrer em um único dia tendem a ser longas e bem entediantes? E quanto aos advogados? Sabe quais são as dificuldades de quem atua na advocacia?

Ter acesso ao máximo possível de depoimentos, vindos de profissionais com níveis diferentes de sucesso e também de segmentos distintos ajuda a dar uma visão 360º sobre o caminho que pretende trilhar. Sem contar que essa iniciativa amplia seu networking e evita arrependimentos futuros com sua mudança de carreira!

Considere seu perfil

Pense em um médico que sonha ser diplomata. Ele pesquisa sobre os últimos editais dos concursos realizados pelo Instituto Rio Branco e topa encarar o extenso conteúdo programático exigido. Abdica de um ano inteiro estudando para as 3 fases do concurso para, só depois de aprovado, descobrir que sua primeira lotação será em Brazzaville, capital do Congo, local de extrema pobreza. Como o profissional prestou o concurso imaginando que desfrutaria do luxo e do conforto de grandes cidades, Brazzaville não desperta seu interesse. Sabia que não são poucas as exonerações na carreira diplomática por desilusões como essa?

Se você acha complicado se adaptar fora da sua cidade natal ou não tem interesse em residir em locais de dificuldades políticas, econômicas ou mesmo sanitárias, por exemplo, não faz sentido algum buscar a migração para algum posto no Itamaraty. Essa hipótese serve apenas para mostrar a necessidade de cruzar seu perfil com os requisitos da função ou profissão almejada para que seu esforço na transição profissional não seja seguido de frustração.

Foque no mercado

Com o desenvolvimento de novas relações entre pessoas e máquinas, resultado de tecnologias como Big Data, Internet das Coisas e assistentes pessoais virtuais, não há quem duvide do potencial de crescimento das carreiras ligadas à Tecnologia da Informação. Mas e quanto a áreas de futuro mais incerto, como jornalismo, por exemplo, cuja obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão foi derrubada há alguns anos pelo Supremo Tribunal Federal?

A questão aqui é não olhar somente para o presente, mas estimar quais são os rumos que sua carreira pode tomar no longo prazo, a fim de evitar sucessivas transições de carreira que possam embaralhar sua vida profissional. Então mantenha o foco nas áreas de maior potencial de prosperidade no mercado!

Diversifique sua formação

Se até alguns anos a superespecialização era exigência comum entre as grandes corporações do país, a ideia fixa de fazer mais com menos fez com que, gradualmente, os profissionais de formação diversificada passassem a ocupar posições de destaque no mercado.

Se, no passado, ter um bacharelado em Ciências Econômicas, outro diploma em Direito e uma Especialização em Gestão era visto como inconstância e falta de foco, o cenário mudou. Atualmente, um profissional com uma formação multifacetada como essa é lido pelo mercado como polivalente, interessado em novos conhecimentos e avesso à acomodação. Assim, para quem pensa em respirar novos ares, contar com uma formação acadêmica diversificada pode facilitar (e muito) o processo de transição.

Invista em uma pós-graduação

Muito além de diversificar sua formação com bacharelados, cursos técnicos e de capacitação, é preciso se lembrar do papel que especificamente uma pós-graduação exerce na recolocação profissional.

Se você é graduado e já tem uma especialização, dê continuidade ao processo de diversificação ampliando seus conhecimentos profissionais por meio de uma pós que ofereça não somente aprendizado teórico, mas também experiências práticas na área de interesse. Pode acreditar: esse caráter híbrido dos melhores cursos de pós-graduação do país ajuda os profissionais a se prepararem mais rapidamente para uma nova carreira.

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