Os 12 maiores desafios da recolocação no mercado de trabalho

Seja resultante da perda do emprego ou da insatisfação com a própria realidade, a busca pela recolocação no mercado de trabalho tem feito parte da rotina de muitos profissionais brasileiros. O problema é que, em tempos de crise e recessão econômica, essa recolocação se torna mais difícil, já que há menos vagas disponíveis e, claro, mais candidatos.

Surgem nesse caminho, então, alguns grandes desafios que precisam ser superados. E como soluções entram principalmente o autoconhecimento, o networking e um plano de carreira bem estruturado. Quer entender melhor esse contexto? Confira agora quais são os obstáculos a serem vencidos e já comece a se preparar!

1. Desconhecer o real sentido de recolocação profissional

Um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (IPOM) constatou que 7 de cada 10 profissionais brasileiros estão insatisfeitos com seu trabalho. No entanto, 65% deles se mantêm na mesma colocação por questões financeiras, sociais ou simplesmente por não saberem exatamente o que desejam.

Na prática, não é raro encontrar profissionais que até sabem que precisam mudar, mas acabam sempre caindo nos mesmos empregos. Aí não tem como escapar: a frustração e a insatisfação são certas. Isso acontece porque não há uma real reflexão sobre o que é a recolocação profissional e a importância que ela possui.

Recolocar-se no mercado não é apenas mudar de emprego, mas sim fazer uma mudança de mindset, de visão de mundo e da vida como um todo. Recolocar-se envolve encontrar um lugar na sua carreira que o faça feliz em todos os sentidos (financeira, pessoal e profissionalmente), mesmo que isso leve um tempinho a mais para acontecer.

Por isso é que atirar para todos os lados ou aceitar o primeiro emprego que aparecer não podem ser vistas como atitudes em prol de uma real recolocação profissional, mas apenas como a repetição de padrões negativos. Guarde aí desde já: é preciso se manter focado em seus objetivos e no que você realmente espera para o futuro. Com essa postura, os resultados serão melhores (e mais rápidos) do que você imagina!

2. Definir os motivos errados para mudar

Você já parou para pensar de onde vem sua vontade de mudar de emprego? Vem de um chefe ruim, de um salário que mal dá para pagar as contas ou é causada por problemas de relacionamento com os colegas de trabalho?

Antes de fazer uma mudança que vai impactar tanto sua vida (e, em muitos casos, também a vida da sua família), defina os motivos certos para dar andamento a essa recolocação no mercado de trabalho. Afinal, a mudança que você anseia pode nem sempre ser realmente de âmbito profissional, mas sim fruto de insatisfação em outras áreas. E então, o que realmente o desagrada em seu trabalho atual?

Buscar novos desafios na carreira, ansiar por um salário melhor, não manter um bom relacionamento com gestores ou outros membros da sua equipe, ter a saúde física e mental afetadas: esses são motivos reais para mudar profissionalmente. Se você está enfrentando alguma dessas dificuldades, então definitivamente chegou a hora de buscar novas oportunidades!

3. Perder a motivação

O desejo de mudar de emprego normalmente também é limitado pelo receio de não conseguir uma nova oportunidade. E essa situação acaba gerando insegurança e uma imensa frustração, além de aumentar a desmotivação. Isso sem contar que, quando o profissional está desempregado e a recolocação demora a acontecer, a decepção se instala, podendo levar inclusive a um quadro de depressão. E é claro que esse contexto se torna um empecilho ainda maior para a recolocação no mercado de trabalho. 

Para mudar o clima, é importante que o profissional trabalhe em si mesmo todos os dias, investindo em atividades que tragam prazer e lembrando que esse sentimento nem sempre significa que você desistiu de buscar melhorias. Na verdade, ele apenas aponta para a ausência de identificação com a atual empresa. E essa não é uma condição definitiva!

4. Insistir em fazer tudo sozinho

Seja por necessidade ou por vocação, o empreendedorismo tem ganhado cada vez mais destaque no Brasil. Vale ressaltar, entretanto, que é preciso ter muita coragem e determinação para navegar por esses mares. Por isso, é essencial contar com o ponto de vista de especialistas, que o ajudarão a se preparar melhor para os desafios do mercado, a criar uma imagem profissional forte, a identificar e mudar pensamentos negativos e a encontrar oportunidades condizentes com seus objetivos.

O coaching, por exemplo, costuma ser uma excelente opção para quem quer encontrar novos caminhos, ampliando a visão do profissional para que enxergue melhor quais são seus talentos, suas prioridades, suas ambições e até suas fraquezas.

5. Esquecer do networking

O networking é uma prática importantíssima para a recolocação no mercado de trabalho. Afinal, por meio de uma rede de contatos eficiente, o profissional consegue estabelecer vínculos que podem ajudá-lo em todos os momentos da sua carreira. E é claro que uma boa reputação pode gerar indicações e, com isso, garantir sua empregabilidade. Para construir relacionamentos realmente produtivos, porém, é preciso definir estratégias de médio e longo prazos. Aproximações pontuais e imediatistas, em geral, não são nada bem-vindas.

Lembre-se de que o networking está baseado na troca de informações e conhecimento, na colaboração e na ajuda mútuas. Assim, por mais que seja importante buscar novos contatos, também é preciso fortalecer os antigos. Telefonemas, mensagens, e-mails e encontros pessoais devem ser usados com discernimento, sem excessos. Desse modo, é possível marcar presença e estreitar laços.

6. Preparar-se inadequadamente

Para quem é pego de surpresa com uma demissão, fica mais difícil se recolocar no mercado com planejamento e precisão. Porém, se esse não é o seu caso, é importante se preparar adequadamente, definindo bem quais caminhos quer seguir daqui para frente. Antes de buscar novas oportunidades, todo profissional precisa avaliar o mercado (de preferência enquanto ainda está empregado), diminuindo assim os impactos que o desemprego terá em sua vida.

Outro ponto a ser considerado aqui é a questão financeira. Para passar por uma recolocação tranquilamente, o ideal é ter uma reserva, um fundo que sirva para bancar as despesas durante a fase de transição ou, ainda, para pagar os custos iniciais de um novo negócio, caso sua ideia seja empreender. Lembrando que muitos economistas indicam que pelo menos 10% do salário mensal deve ser guardado exatamente para lidar melhor com esse tipo de situação. Por mais que possa parecer complicado, acredite: essa poupança garante menos dores de cabeça.

Também é importante fazer um diagnóstico sobre o estágio da carreira em que você está. Se busca um emprego com um salário mais alto ou com um cargo melhor, por exemplo, o que precisa fazer desde já para atingir esse objetivo? Talvez investir em uma pós-graduação possa ajudá-lo a crescer. Entender quais são seus pontos fortes e suas limitações o ajudará a se preparar para encontrar melhores oportunidades no mercado e conquistar outro emprego sem tantas dificuldades.

7. Continuar buscando as mesmas vagas

Diante das dificuldades atuais do mercado de trabalho ou por conta de um longo tempo de afastamento, é completamente normal que o profissional fique ansioso para encontrar um novo emprego o mais rapidamente possível. Mas quem busca uma recolocação no mercado que realmente traga felicidade precisa ter foco e acreditar que ela virá, mesmo em um período marcado pela recessão econômica e falta de boas oportunidades profissionais.

Tenha sempre em mente que atitudes iguais produzem os mesmos resultados. Assim, antes de sair distribuindo o currículo para as mesmas vagas de antes, avalie quais são seus objetivos no longo prazo. Ingressar em um emprego parecido com os que você já está acostumado pode até trazer um certo alívio imediato, mas essa decisão tende a gerar bastante insatisfação no futuro.

8. Ter uma perspectiva de futuro pessimista

Antes de mais nada, precisamos esclarecer que, nesse contexto, a perspectiva está relacionada à percepção de futuro, ok? E a verdade é que isso nem sempre depende de uma promoção ou de uma posição específica. Afinal, muitos profissionais batalham para chegar a um determinado cargo e depois se decepcionam ao constatar que aquela situação não corresponde a seus anseios.

Em geral, a ausência de perspectivas é causada pela estagnação, por condições inadequadas, pela falta de reconhecimento e, claro, pela dificuldade em equilibrar a vida pessoal e a profissional. Isso tudo pode dar origem a um esgotamento físico e mental chamado de síndrome de burnout. Para vencer esse mal, é preciso mudar hábitos e, principalmente, romper o ciclo de negatividade. Então avalie sua trajetória, a experiência que acumulou, os projetos que executou e os feedbacks que recebeu. Isso o ajudará a aumentar a autoestima e ter uma postura mais otimista diante do que o futuro reserva.

9. Ficar preso a uma zona de conforto

Abandonar a zona de conforto é outro desafio para o profissional que busca uma recolocação no mercado de trabalho. Essa situação geralmente é caracterizada pela apatia, pela acomodação e pela limitação da produtividade. E nenhuma empresa deseja ter empregados com esse perfil! A zona de conforto é uma barreira psicológica que bloqueia o movimento em direção a outros caminhos, já que todas as mudanças pressupõem algum risco. Sair dessa condição garante uma visão mais abrangente e otimista das possibilidades, sendo, sem dúvida, o trajeto mais curto para a satisfação.

Na prática, é natural que o comodismo apareça quando o indivíduo está desmotivado. Por isso, é fundamental reestruturar as rotinas e modificar comportamentos diários, tornando-se mais questionador, exigente, confiante, proativo e comprometido com os próprios interesses.

10. Deixar de se atualizar

A qualificação profissional é uma necessidade básica tanto para aqueles que buscam novas oportunidades como para os que pretendem seguir como empreendedores ou mesmo permanecer em uma carreira ascendente em uma empresa. É fundamental, portanto, apostar em cursos de especialização. Isso porque a educação continuada alinha as competências do profissional às demandas atuais, diferenciando-o perante os demais.

O domínio de outros idiomas é mais um ponto importante, principalmente dentro do universo corporativo. Além do inglês, muitos grupos multinacionais buscam profissionais que tenham fluência em alemão, francês ou espanhol, por exemplo. Quem pretende alcançar uma boa recolocação no mercado de trabalho também precisa estar permanentemente bem informado. Assim, é primordial ler, pesquisar e participar de eventos, fóruns e debates, conhecendo as novidades e tendências que cercam cada setor.

Profissionais que apostam no próprio desenvolvimento confirmam algumas características relevantes aos olhos dos recrutadores, como iniciativa, perseverança e poder de superação. E se o caminho levar à administração de um negócio, empreitada que exige conhecimento e dedicação, também será preciso investir em capacitação — especialmente nas áreas de gestão.

11. Negligenciar as mudanças do mercado

O rápido avanço da tecnologia é um fator que tem se mostrado decisivo para as mudanças ocorridas na sociedade e, consequentemente, nas empresas. Essa evolução exige cada vez mais preparo por parte dos profissionais, uma vez que aparelhos mobile, aplicativos e softwares já fazem parte do dia a dia corporativo. Afinal de contas, a conectividade proporciona uma comunicação quase imediata, integrando equipes e garantindo mais velocidade e praticidade na troca de informações.

É claro que o impacto é maior em áreas técnicas, como engenharias e TI, setores em que a obsolescência é simplesmente fatal. Levando isso em conta, o profissional deve aprender a usar as soluções tecnológicas disponíveis a seu favor, sempre com a intenção de ser mais produtivo e eficiente. Conhecendo esses desafios, cabe ao profissional entender quais são seus pontos fortes e fracos para, com base nessa autoavaliação, elaborar um plano de carreira completo e efetivo.

12. Esperar pela vaga perfeita sem esforços

Muitos profissionais levam mais tempo para garantir uma recolocação no mercado porque não se deixam ser vistos pelas empresas. A realidade é que a vaga dos sonhos dificilmente cairá do céu. O que você tem que fazer é mostrar que é um candidato competente e especializado para as empresas. E mesmo que seja uma ferramenta importante, o currículo não deve ser a única forma de divulgar seus talentos, viu? Investir em marketing pessoal envolve recorrer a seu networking, criar perfis profissionais em redes sociais (como o LinkedIn), escrever artigos sobre o ramo em que atua, prestar consultoria ou ministrar palestras e assim por diante.

Quem busca um novo emprego precisa aprender a vender seu peixe sem parecer arrogante ou exagerado, estando sempre disposto a mostrar algum diferencial, agir com engajamento e interesse, sem se fechar, acomodando-se com sua situação atual. Muitas vezes, oportunidades excelentes podem estar bem perto, só sendo preciso abrir espaço para que elas cheguem até você.

É fato: toda mudança exige esforços. Por isso, quem busca uma recolocação no mercado precisa estar disposto a sair da sua zona de conforto, redefinir seus objetivos profissionais, pedir ajuda e se qualificar sempre que possível. E para você, o que ainda falta para encontrar uma nova oportunidade profissional?

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