Os 6 maiores desafios da recolocação no mercado de trabalho

Seja resultante da perda do emprego ou da insatisfação com a própria realidade, a busca pela recolocação no mercado de trabalho tem feito parte da rotina de muitos profissionais. O problema é que, em tempos de crise e recessão econômica, a recolocação torna-se mais difícil, já que há menos vagas disponíveis e, claro, mais candidatos. Surgem nesse caminho, então, alguns grandes desafios que precisam ser superados. Como soluções entram principalmente o autoconhecimento, o networking e um plano de carreira bem estruturado. Quer entender melhor esse contexto? Confira agora quais são os obstáculos a serem vencidos e já comece a se preparar!

1. Falta de motivação

O maior empecilho para a recolocação no mercado de trabalho costuma ser a falta de motivação, sentimento que pode estar relacionado à ausência de identificação com a atual empresa. Nesse caso, o desejo mudar de emprego normalmente é limitado pelo receio de não conseguir uma nova oportunidade, situação que gera desmotivação, insegurança e uma imensa frustração. Além disso, quando o profissional está desempregado e a recolocação demora a acontecer, a decepção se instala, podendo levar inclusive a um quadro de depressão.

Seja por necessidade ou por vocação, é diante desse cenário que o empreendedorismo tem ganhado destaque. Vale ressaltar, entretanto, que é preciso ter muita coragem e determinação para se aventurar a navegar por esses mares no Brasil. Por isso, é essencial contar com a ajuda de especialistas. O coaching, por exemplo, costuma ser uma excelente opção para quem quer encontrar novos caminhos, ampliando a visão do profissional para que enxergue melhor quais são seus talentos, suas prioridades, suas ambições e até suas fraquezas.

Outro ponto a ser considerado aqui é a questão financeira. Para passar por uma recolocação tranquilamente, o ideal é ter uma reserva, um fundo que sirva para bancar as despesas durante a fase de transição ou, ainda, para pagar os custos iniciais do novo negócio. Lembrando que muitos economistas indicam que pelo menos 10% do salário mensal deve ser guardado exatamente para lidar melhor com esse tipo de situação. Por mais que possa parecer complicado, acredite: essa poupança garante menos dores de cabeça.

2. Falta de uma rede de contatos estabelecida

O networking é uma prática importante para a recolocação no mercado de trabalho. Afinal, por meio de uma rede de contatos eficiente, o profissional consegue estabelecer vínculos que podem ajudá-lo em todos os momentos da carreira. E é claro que uma boa reputação pode gerar indicações, garantir a própria empregabilidade! No entanto, para construir relacionamentos realmente produtivos, é preciso definir estratégias de médio e longo prazos. Aproximações pontuais e imediatistas, em geral, não são bem-vindas.

Lembre-se de que o networking está baseado na troca de informações e conhecimento, na colaboração e na ajuda mútuas. Assim, por mais que seja importante buscar novos contatos, também é preciso fortalecer os antigos. Telefonemas, mensagens, e-mails e encontros pessoais devem ser usados com discernimento, sem excessos. Desse modo, é possível marcar presença e estreitar laços.

3. Falta de perspectiva

Antes de mais nada, precisamos esclarecer que, nesse contexto, a perspectiva está relacionada à percepção de futuro, ok? E a verdade é que isso nem sempre depende de uma promoção ou de uma posição específica. Afinal, muitos profissionais batalham para chegar a um determinado cargo e depois se decepcionam ao constatar que aquela situação não corresponde a seus anseios.

Em geral, a ausência de perspectivas é causada pela estagnação, por condições inadequadas, pela falta de reconhecimento e, claro, pela dificuldade em equilibrar a vida pessoal e a profissional. Isso tudo pode dar origem a um esgotamento físico e mental — chamado de síndrome de burnout. Para vencer esse mal, é preciso mudar hábitos e, principalmente, romper o ciclo de negatividade.

4. Falta de ousadia

Abandonar a zona de conforto é outro desafio para o profissional que busca uma recolocação no mercado de trabalho. Essa situação geralmente é caracterizada pela apatia, pela acomodação e também por uma produtividade limitada. Por isso, não há como discutir: nenhuma empresa deseja ter empregados com esse perfil.

A zona de conforto é uma barreira psicológica que bloqueia o movimento em direção a outros caminhos, já que todas as mudanças pressupõem algum risco. Sair dessa condição garante uma visão mais abrangente e otimista das possibilidades e é, sem dúvida, o trajeto mais rápido para a real satisfação. Na prática, é natural que o comodismo apareça quando o indivíduo está desmotivado. Por isso, é fundamental reestruturar as rotinas e modificar comportamentos diários, tornando-se mais questionador, exigente, confiante, proativo e comprometido com os próprios interesses.

5. Falta de atualização

A qualificação profissional é uma necessidade básica tanto para aqueles que buscam novas oportunidades como para os que pretendem seguir como empreendedores ou mesmo permanecer em uma carreira ascendente em uma empresa. É fundamental, portanto, apostar em cursos de especialização. Isso porque a educação continuada alinha as competências do profissional às demandas atuais, diferenciando-o perante os demais. 

O domínio de outros idiomas é mais um ponto importante, principalmente dentro do universo corporativo. Além do inglês, muitos grupos multinacionais buscam profissionais que tenham fluência em alemão, francês ou espanhol, por exemplo. Quem pretende alcançar uma boa recolocação no mercado de trabalho também precisa estar permanentemente bem informado. Assim, é primordial ler, pesquisar e participar de eventos, fóruns e debates, conhecendo as novidades e tendências que cercam cada setor.

Profissionais que apostam no próprio desenvolvimento confirmam algumas características relevantes aos olhos dos recrutadores, como iniciativa, perseverança e poder de superação. E se o caminho levar à administração de um negócio, empreitada que exige conhecimento e dedicação, também será preciso investir em capacitação — especialmente nas áreas de gestão.

6. Falta de preparo

O rápido avanço da tecnologia é um fator que tem se mostrado decisivo para as mudanças ocorridas na sociedade e, consequentemente, nas empresas. Essa evolução exige cada vez mais preparo por parte dos profissionais, uma vez que aparelhos mobile, aplicativos e softwares já fazem parte do dia a dia corporativo. Afinal de contas, a conectividade proporciona uma comunicação quase imediata, integrando equipes e garantindo mais velocidade e praticidade na troca de informações.

É claro que o impacto é maior em áreas técnicas, como engenharias e TI, setores em que a obsolescência é simplesmente fatal. Levando isso em conta, o profissional deve aprender a usar as soluções tecnológicas disponíveis a seu favor, sempre com a intenção de ser mais produtivo e eficiente.

Conhecendo esses desafios, cabe ao profissional entender quais são seus pontos fortes e fracos para, com base nessa autoavaliação, elaborar um plano de carreira completo e efetivo. Antes disso, porém, comente aqui e nos conte: quais desses aspectos estão dificultando sua recolocação no mercado de trabalho? Compartilhe suas experiências conosco!

 

1 Comentários

  1. Ailton da Silva Teixeirasays:

    Boa tarde. Na verdade está me faltando é oportunidade. Sou formado em técnico mecânico com registro no CREA e agora em logística com curso de inglês intermediario e varios outros cursinhos rápidos. Mas apesar de ter formação não consigo emprego nem de auxiliar.

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