Qual a importância da inteligência emocional para um líder?

Enquanto muito se reflete a respeito das características que um líder deve possuir, pouco ainda é falado sobre a inteligência emocional e sua importância para essa figura tão emblemática dentro de qualquer organização. Mas e você, já conhece o conceito? Saberia defini-lo?

Diferentemente da inteligência cognitiva, tradicionalmente bastante valorizada na hora da contratação de um colaborador, a inteligência emocional está associada ao entendimento e ao controle das emoções. E já podemos adiantar: ela é fundamental para a manutenção da harmonia em qualquer ambiente onde há convivência humana.

Mas o que esse tipo de inteligência engloba? Como pode influenciar as relações entre o líder e sua equipe? É verdade que a inteligência emocional é capaz de potencializar a sinergia e a produtividade? Pois é o que vamos ver neste post. Então leia com atenção e descubra!

1. As facetas da inteligência emocional

Durante muito tempo, por pura falta de uma denominação mais precisa, termos como habilidades interpessoais foram usados para falar do que hoje conhecemos como inteligência emocional. De forma geral, esse conceito denota a compressão das emoções e o controle dos impulsos pelos indivíduos, a fim de tornar possível a coexistência humana.

Especificamente no ambiente de trabalho, refere-se ao conjunto de habilidades e competências que permitem a convivência pacífica entre os colaboradores. Estamos falando aqui de habilidades como tolerância, empatia e autocrítica, além da capacidade de negociar tanto consigo mesmo como com outras pessoas.

Desenvolver esse tipo de inteligência significa aprender a identificar emoções e lidar adequadamente com elas, seja qual for sua natureza — egoísta ou altruísta. O propósito é transformá-las em trampolins para viabilizar uma evolução constante.

2. Os desafios da liderança

O líder é aquela pessoa designada para gerir uma equipe, seja de forma permanente ou momentânea. Está sob sua responsabilidade, portanto, o desenvolvimento de competências técnicas individuais, bem como a integração entre os membros do grupo e seu alinhamento com a cultura organizacional.

Para concretizar esse progresso e alinhamento, a liderança precisa entender a dinâmica da sua equipe, conhecer os pontos fortes e fracos de cada um e ser crítica da sua gestão. Também é fundamental atuar de forma colaborativa, abraçando perspectivas distintas, compartilhando os resultados alcançados e incentivando os outros membros a fazerem o mesmo. Acima de tudo, porém, um líder deve saber canalizar sentimentos como angústia, raiva, alegria e motivação, tudo no momento certo.

3. O individual e o social

A fim de garantir que o grupo colabore de maneira saudável, com cada membro evoluindo e contribuindo para o cumprimento dos objetivos empresariais, é necessário manter um equilíbrio entre as esferas individual e social. O individual compõe o social e, ao mesmo tempo, é influenciado por ele. Mas atenção: um não pode invadir o espaço do outro! É preciso ser emocionalmente perspicaz para estabelecer esse limite e instruir o grupo sobre sua relevância.

4. A importância do exemplo

Como o líder atua como um mediador entre as demandas do grupo e as necessidades da empresa, é imperativo que saiba administrar os próprios impulsos e recursos. Ter esse autocontrole, especialmente em momentos de crise ou grande pressão, resulta em um raciocínio mais preciso e um comportamento mais ético, gerando mais segurança na tomada de decisão.

No fundo, o líder é um professor que ensina pelo exemplo. O verdadeiro líder deve, portanto, se comprometer a conscientizar os demais sobre as vantagens da autorreflexão, da autocrítica e do autocontrole. E um dos principais benefícios de treinar a inteligência emocional é justamente conseguir vivenciar esse exemplo de maneira espontânea e franca.

5. A evolução do posicionamento

Por incrível que pareça, muitos ainda acreditam que incorporar aspectos da inteligência emocional no dia a dia da liderança significa torná-la flexível demais, complacente com falhas e sem foco em resultados. Pois a realidade mostra exatamente o oposto!

Quando um líder é empático e sabe reconhecer o potencial e as dificuldades do seu time, respeitando esses limites ao estabelecer metas e passar feedbacks, consegue trabalhar dentro de prazos e cenários factíveis, fixados de forma consciente e democrática. Assim fica mais fácil se posicionar sobre o não cumprimento de um acordo, obter respostas sinceras e buscar soluções a partir daí. Nada mais de cobrar metas impostas, incompatíveis com a realidade da equipe.

6. A resolução de conflitos

Outra questão bastante facilitada por uma inteligência emocional devidamente treinada envolve a resolução de conflitos e atritos dentro da equipe. Especialmente quando a convivência é diária e as ideias são contraditórias, é mais que comum que surjam barreiras entre os indivíduos. É preciso ter em mente que o ser humano é complexo exatamente por causa de suas emoções.

Uma intervenção bem-sucedida do líder partirá da noção de alteridade, fazendo com que as partes reconheçam os anseios e as perspectivas alheias até que cheguem a um desfecho conjunto. Trata-se, na verdade, de outra oportunidade de demonstrar o valor da autorreflexão e da tolerância para facilitar a coexistência pacífica entre abordagens conflitantes.

7. Os tropeços do caminho

É essencial ter sempre em mente que erros e atitudes equivocadas podem ser cometidos por qualquer um e que até os líderes mais competentes tropeçam de vez em quando. Mas também é crucial ser franco com a equipe, assumindo a responsabilidade pelas consequências causadas por esses tropeços.

Reconhecer espontaneamente suas falhas e estar aberto a sugestões de melhoria é, inclusive, um sinal de maturidade emocional. Além disso, semear essa ideia na equipe é desenraizar o medo de errar dos colaboradores e incentivar a coragem de assumir suas escolhas, tenham elas resultados positivos ou negativos.

8. As habilidades de um estrategista

Além de professor, um líder é também um estrategista, pois tem a capacidade de fazer com que interesses particulares cedam lugar ao comprometimento com os objetivos organizacionais e com a manutenção do bem comum.

Até agora, listamos múltiplos benefícios que uma inteligência emocional aguçada traz para a liderança, certo? Mas a verdade é que o maior deles talvez seja a conquista de um ambiente de trabalho mais harmônico, próspero e voltado para a evolução profissional e o aperfeiçoamento de quem dele faz parte.

Sentindo-se motivado para desenvolver sua inteligência emocional e aperfeiçoar suas habilidades de liderança? Então nos siga no Facebook, LinkedIn e Twitter para acompanhar nossas publicações!

 

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