Tipos de gestão empresarial: quais são e como se capacitar para cada um

Gestores são um pouco parecidos com artistas: cada um tem seu estilo. Ou melhor, cada um encontra seu estilo, dentro dos vários tipos de gestão empresarial que existem. É claro que você precisa conhecer bem cada um desses tipos, para se posicionar e construir sua carreira.

No post de hoje, vamos apresentar oito exemplos, indicando as principais características e como você pode se capacitar para cada um deles. É um tema muito interessante e, também, essencial para o seu desenvolvimento profissional. Confira!

Meritocrática

A gestão meritocrática consiste em focar-se nas pessoas e valorizar aquelas que apresentam mais potencial, empenho e performance.

Esse tipo tem um efeito muito positivo para gerar engajamento da equipe, já que todos sabem que seu crescimento depende apenas de seu próprio mérito. O ponto fraco dele é que produz um ambiente competitivo e nem todos os profissionais conseguem lidar com isso de maneira saudável.

Se quiser aplicar a gestão meritocrática, você precisa de técnicas eficientes, transparentes e imparciais para avaliar seus colaboradores. É o que você aprende em uma pós-graduação em gestão de pessoas.

Democrática

A gestão democrática, também conhecida como gestão participativa, tem como principal característica a abertura para que os colaboradores tomem parte na tomada de decisão. O grau de abertura pode variar, dependendo do nível de maturidade da equipe.

Assim como a gestão meritocrática, este tipo também produz efeitos diretos no engajamento e motivação. A principal diferença é que ele apoia-se mais na colaboração do que na competição, já que, para que a tomada de decisão seja bem sucedida, todos devem buscar atingir um consenso.

Se você deseja desenvolver um estilo de gestão ligado a esse tipo, precisa, acima de tudo, desenvolver habilidades de comunicação. Afinal, o gestor é responsável por coordenar o diálogo que levará à decisão.

Autoritária

A gestão autoritária é centralizada na figura do próprio gestor, deixando pouco espaço para que a equipe se envolva nos processos mais estratégicos. Embora seja geralmente associado a uma prática negativa, esse tipo pode ser muito útil quando se está lidando com profissionais inexperientes.

Por incrível que pareça, é preciso muita habilidade para desenvolver a gestão autoritária com sucesso, uma vez que sua má execução pode afetar vários aspectos da organização, como o engajamento dos colaboradores e a retenção de talentos. Se você estiver em uma situação que exige esse tipo de gestão, precisa desenvolver carisma e persuasão, para garantir que sua equipe irá respeitá-lo e seguir seus direcionamentos.

Cadeia de Valor

A gestão de cadeia de valor tem a ver com uma meta específica: gerar mais valor em todos os estágios dos processos desenvolvidos pela equipe. Tenha em mente que a geração de valor está diretamente relacionada à satisfação do cliente.

A capacitação ideal para implementar a gestão de cadeia de valor envolve uma formação em marketing. Em uma especialização, por exemplo, você aprende técnicas de pesquisa de mercado que permitem entender melhor quais são as necessidades e expectativas do cliente.

Ciclo de Inovação

A gestão de ciclo de inovação foca-se em acelerar o processo que leva à inovação. Com isso, a grande vantagem é o aumento na competitividade, garantida para a empresa que consegue se manter à frente das concorrentes.

Muitos gestores que seguem um estilo focado no ciclo de inovação acabam adotando a metodologia ágil para projetos. Essa metodologia visa agilizar a obtenção de progressos reais, embora em menor escala. É muito usada para o desenvolvimento de softwares, permitindo que você consiga lançar o programa em menos tempo, embora seja preciso criar versões para introduzir recursos, mudanças e melhorias.

Existem duas boas recomendações se você quer uma capacitação útil para esse tipo de gestão. A primeira é buscar uma especialização em gestão de produção, já que a inovação é um dos elementos do trabalho no “chão de fábrica”.

A segunda é buscar uma especialização em gestão de TI. Mesmo que você não trabalhe em uma empresa do segmento de tecnologia, a TI tem um papel estratégico. Gerar inovação rápida nesse setor causa um impacto positivo na produtividade e eficiência de todo o negócio.

Modelo de Excelência da Gestão

O modelo de excelência da gestão, ou MEG, como o próprio nome diz, é um conjunto de práticas e métodos voltados a garantir que a empresa atinja a excelência. Para isso, baseia-se em oito fundamentos:

  • pensamento sistêmico; 
  • aprendizado organizacional e inovação; 
  • liderança transformadora; 
  • compromisso com as partes interessadas;
  • adaptabilidade;
  • desenvolvimento sustentável;
  • orientação por processos;
  • geração de valor.

Também inspira-se no ciclo PDCL — Plan, Do, Check, Learn (Planejar, Executar, Verificar, Aprender).

No geral, guarda semelhanças com o Modelo de Qualidade Total.

Capacitar-se para o MEG exige, além de conhecimentos gerais sobre gestão, um treinamento específico. Aliás, exige até mesmo uma certificação específica para quem deseja aprender a implementar esse modelo!

Foco em processos

Na gestão com foco em processos, preocupa-se com os procedimentos e métodos desenvolvidos pela equipe na execução das tarefas. Você pode relacionar esse tipo com práticas de melhoria constante. Um aspecto essencial é que não existe linha de chegada; sempre haverá algo a ser aprimorado.

É claro que, em última instância, isso acaba afetando o próprio resultado. Leva-se mais tempo para ver os efeitos, porém, eles são sólidos e duradouros.

Para quem deseja desenvolver esse tipo de gestão, a capacitação precisa incluir o desenvolvimento de habilidades como a atenção aos detalhes. Isso porque as mudanças necessárias para atingir melhorias costumam ser pequenas.

Foco em resultados

A gestão com foco em resultados pode ser resumida pela velha frase “os fins justificam os meios”. Portanto, o que realmente importa é atingir as metas; a maneira como isso será feito é um aspecto secundário – sem deixar de lado as implicações éticas.

Esse tipo de gestão faz todo sentido quando a empresa está atravessando um momento difícil e precisa obter resultados rapidamente.

Agora que você já conhece os principais tipos de gestão empresarial, aqui vai um recado final. Não pense que o seu estilo próprio será baseado apenas em um desses tipos, ou que ele vai permanecer o mesmo durante toda a sua carreira. Na verdade, é importante ser flexível e capaz de agregar elementos de cada um dos tipos, conforme a situação.

Neste momento, qual dos tipos de gestão empresarial que você viu aqui tem mais a ver com o seu próprio estilo? Conte para a Fundação Dom Cabral, deixando um comentário logo abaixo!

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